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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


15
Nov17

Uma (bela) história de amor

por Sara Sarowsky

zp_5.jpgOra viva!

A crónica de hoje é uma oferta das Spices, composto pelas minhas amigas mais chegadas que deixei lá na terra, a quem aproveito para dedicar este post e endereçar as mais sentidas saudades.

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria e o Amor. Um dia avisaram aos moradores dessa ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem, exclamando:

- "Fujam todos. A ilha vai ser inundada!"

Todos correram e agarraram nos seus barquinhos, a fim de irem para um lugar seguro localizado num monte bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha. 

Quando já estava para se afogar, correu a pedir ajuda.

Estava passando, nesse momento, a Riqueza, a quem ele disse:

- "Riqueza leva-me contigo!"

Ao que ela respondeu:

- "Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não vais caber nele!" 

Passou, logo a seguir, a Vaidade, a quem ele também pediu ajuda e ao que ela respondeu: 

- "Infelizmente, não posso, pois vais sujar o meu barco!"

Logo atrás vinha a Tristeza e um outro pedido de ajuda foi lançado. 

- "Tristeza posso ir contigo?" 

Retrucou esta:

- "Ah! Amor, estou tão triste que, sinceramente, prefiro ir sozinha!"

Mais adiante vinha chegando a Alegria que, de tão contente que estava, nem ouviu o Amor. Este começou a chorar.

Finalmente, eis que surge, passando perto de si, um velhinho navegando a sua embarcação que lhe disse:

- "Sobe Amor, eu levo-te!" 

O Amor radiante de felicidade nem se lembrou de perguntar o nome daquela boa alma. Chegado ao cimo do monte, onde já se encontavam os restantes sentimentos a salvo, perguntou o Amor à Sabedoria quem era o velhinho que o trouxera até ali.

- "O Tempo!" , respondeu ela.

O Amor voltou a perguntar:

- "O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe até aqui?"

A Sabedoria, novamente:

- "Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor".

Gostaste, meu bem?

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