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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

three-monkeys-1212613_1920.jpgOra viva!

Sextou! E como o último dia útil da semana pede leveza e descontração, trouxe uma mão cheia de conselhos de alguém que viveu, e aprendeu, o suficiente para registá-los, quiça na esperança de poderem ser proveitosos.

1. Evita fazer observações sarcásticas.
2. Se entrares numa briga, bate primeiro e bate com força.
3. A inveja de um amigo é pior que o ódio de um inimigo.
4. Ouve o que as pessoas têm a dizer. Não interrompas; deixa-as falar.
5. Guarda segredos.
6. Não cultives medo por ninguém.
7. Sê corajoso. Ainda que não sejas, ao menos finge ser.
8. Cuidado com as pessoas que nada têm a perder.
9. Escolhe a companheira da tua vida com cuidado. A partir dessa decisão, virá 80% de toda a tua felicidade ou miséria.
10. Se a casa do teu vizinho está em chamas, a tua também está em perigo.
11. Nunca elogies a ti mesmo; se houver elogios, que venham dos outros.
12. Sê um bom perdedor.
13. Não desejes colher frutos daquilo que nunca plantaste.
14. Quando aflito: respira fundo e distancia-te.
15. Dá às pessoas uma segunda chance, mas nunca uma terceira.
16. Cuidado ao queimar pontes. Nunca sabes quantas vezes precisarás atravessar o mesmo rio.
17. Lembra-te de que 70% do sucesso em qualquer área baseia-se na capacidade de lidar com pessoas.
18. Assume o controlo da tua vida. Não deixes que outra pessoa faça escolhas por ti.
19. A maior riqueza é a saúde.
20. Pensa duas vezes antes de sobrecarregares um amigo com um segredo.
21. Mantém um bloco de anotações e um lápis na tua mesa de cabeceira. Ideias que valem milhões surgem de madrugada.
22. Mostra respeito por todos que trabalham para viver.
23. Elogia a refeição quando fores hóspede na casa de alguém.
24. Não permitas que o telefone interrompa momentos importantes.
25. Não demores onde não és bem recebido.
26. Todo mundo "gosta" de te ver crescer, até começar a superá-los.
27. Ouve os mais velhos.

Aquele abraço amigo e até segunda-feira.

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beauty-863439_1920.jpgViva!

Serão as mulheres poderosas (entenda-se independentes e seguras de si próprias) mais propensas a fracassaram no campo das relações efetivas? Já aqui abordei esta questão, assumindo - com base na minha experiência pessoal - que de facto assim é. Sempre senti que, a nível amoroso, a minha maneira de ser, segura, autónoma, despachada e desapegada, era-me mais prejudicial do que benéfica. No entanto, há dias estive a ler uma crónica da psicóloga Sara Ferreira que pôs-me a pensar que esta minha perceção pode estar enviesada, provavelmente viciada.

Porque estou pondo em causa uma crença até então enraizada em mim? Porque continuo firme no meu processo de desenvolvimento pessoal e espiritual, através do qual vejo-me impelida a reformular o modo como vejo as coisas, como encaro as situações, como analiso as pessoas, como compreendo a vida.

Todos nós, independentemente do género, raça, credo ou orientação sexual, queremos ser felizes; de preferência ao lado de outro alguém que nos ame, compreenda, valorize e apoie. É o que nos inspira, motiva, impulsiona e conforta. Não obstante este desejo, comum e universal, humanamente legítimo, há imensa gente avulsa por aí. Pessoas que permanecem desemparelhadas, por mais que queiram, e tentem, conseguir um parceiro para a vida. Quando se tratam daquelas seguras de si, com boa autoestima, alto astral e espírito do bem este fenómeno parece ainda mais difícil de se compreender. Daí que seja senso comum acreditarmos que para as mulheres poderosas essa tarefa seja, à primeira vista, muito mais árdua.

Ao que parece a coisa não é bem assim, pelo que ninguém melhor que uma psicóloga clínica para nos elucidar. "Não podemos afirmar que os homens fogem de relacionamentos com mulheres que dizem o que pensam e que exercem as suas vontades e outras (legítimas) liberdades pessoais!", garante Sara Ferreira, para quem não é a independência ou a segurança de uma mulher o que os assusta, mas antes a forma como ela as expressa. Os homens não temem mulheres poderosas, temem, sim, aquelas que, escudadas por essa faceta da sua personalidade, se revelam arrogantes, chatas, manipuladoras, adeptas de joguinhos emocionais. Ainda de acordo com esta psicoterapeuta, fogem eles a sete pés das "armadas em boas", que acham que têm sempre razão.


Resumindo e concluindo, a forma como uma mulher demonstra a sua independência/segurança é que determina se ela cativa ou intimida um homem. Ditas as coisas desta maneira, não posso deixar de pensar se não terá sido esse o meu problema, isto é, se, nas minhas relações, não acabei por fazer mau uso dessas caraterísticas. É hora de eu refletir a sério sobre este ponto, pois só azar no amor já não é argumento que satisfaça, muito menos justifique, esta minha solteirice crónica. 

Voltarei na sexta com mais um assunto do meu, aliás, do teu, na verdade, do nosso, interesse. Até lá, fica com aquele abraço amigo de sempre.

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18
Mai20

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Viva!
 
Hoje quero falar-te de um dos temas do momento na minha vida: o amor. Antes que comeces com ideias, vou já adiantando que não me refiro a esse amor em que provavelmente estás a pensar, mas antes a um tipo de amor incondicional, aquele que só acontece no plano espiritual.
 
À conta da minha bem-aventurança no mundo da espiritualidade, tenho estado a encetar uma profunda redefinição de alguns conceitos essenciais a uma existência plena: abundância, gratidão, perdão, realização pessoal, e, ora aí está, amor. Volta e meia aqui tenho partilhado alguns episódios desta odisseia para lá da matéria, como por exemplo aquele workshop de coaching espiritual que fiz em janeiro, e cujo efeito transformador ainda hoje conservo bem presente.
 
À boleia desta quarentena, estou a tirar um curso de tarot – yep, ando a reunir aptidões e conhecimentos para tentar a sorte na cartomância. A par disso, a meditação é outra compenente da espiritualidade na qual venho investindo fortemente; não só pela sua indiscutível capacidade relaxante, mas, sobretudo, pelos inúmeros benefícios em termos de autoconhecimento, autoaceitação e autoamor.
 
É neste contexto que, estou prestes a concluir um ciclo de meditação de 21 dias com Deepak Chopra, médico indiano e autor de mais de 25 livros de autoajuda, traduzidos em 35 línguas. Fundador do The Chopra Center for Well Being, este professor de ayurveda, espiritualidade e medicina corpo-mente, desenvolve os seus próprios programas e cursos para o desenvolvimento pessoal.
 
Do tanto que com ele – e a sua filosofia de vida – tenho aprendido, a visão do amor é, sem sombra de dúvida, a que mais tem impactado a minha perceção do mundo, dos outros e, sobretudo, de mim mesma. Sempre encarei o amor como a força mais poderosa do universo, aquele sentimento que extasia, inspira, preenche, transforma e cura. A maioria de nós vê o amor como externo a nós mesmos; como algo que tanto pode ser dado como retirado, por terceiros, a qualquer momento. O que este guru espiritual tem reforçado na minha pessoa é a convicção de que a vida é amor e o amor é vida.
 
Se tudo o que existe no universo é energia, nós, enquanto componentes desse universo, só podemos ser energia. Como o amor é uma manifestação energética, nós somos amor. Um dom eterno, imprescendível a nós mesmos e aos outros, o amor é a via direta para nos conectarmos intima e definitivamente com o nosso eu superior. Quando vivemos de verdade o amor, encontramo-nos a nós mesmos e (re)descobrimos o nosso propósito nesta vida.
 
Termino com esta frase: "Toda a vez que experenciamos amor, mais não fazemos do que homenagear o divino que há em nós!"
 
Que esta tua semana seja repleta de amor!

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27
Fev20

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Viva!

Sobre o tema do momento na atualidade portuguesa, a eutanásia, tanto já se disse e muito ainda haverá a ser dito. Por razões várias este é um assunto que a todos toca e ao qual, por mais que assim o queiramos, dificilmente conseguiríamos permanecer alienados ou imparciais. Por eu não ser exceção, eis-me aqui a dar o meu, ainda que modesto, contributo para uma reflexão proporcional e imparcial.

O pontapé de saída para este embate deve ser dado por esta questão crucial, sobre a qual é imperativo que reflitamos antes de assumirmos uma posição, seja ela pró ou contra: a quem pertence o direito à vida, ou seja, a quem cabe decidir sobre ela? Se a vida é minha, nada mais lógico e legítimo que a mim deva pertencer o direito de decidir sobre ela.

Dito isto, nada mais previsível que eu seja a favor da eutanásia, não me coibindo em assumi-lo publicamente. Esta minha posição prende-se, acima de tudo, com a inabalável convicção de que todo e qualquer ser humano tem o direito à livre escolha, direito esse que está salvaguardado nas duas constituições que norteiam a minha identidade enquanto cidadã: a do país que me viu nascer e a do país que me vê residir. Para mim esse direito está acima de qualquer referência moral, religiosa, política, filosófica ou ideológica.

Como poderemos falar numa democracia plena quando ao cidadão é-lhe negado o direito a decidir como e quando quer dar por terminada a sua permanência nesta vida? A nossa chegada ao mundo afigura-se como obra do acaso, ao qual a nossa vontade parece ser refém. Que ao menos possamos escolher a forma como morremos, ou seja, que possamos decidir como e quando vamos partir. Que possamos exercer o direito de escolher morrer quando e como acharmos conveniente e não fruto do acaso. Ao menos que possamos partir deste mundo com dignidade, serenidade e assertividade.

Desinteligente é, portanto, a posição de muitos em evitar o inevitável, em adiar o inadiável, em travar o intravável. Poder de escolha rima com Estado de direito democrático e Estado de direito democrático rima com liberdade de cada um decidir o que é melhor para si (desde que não prejudique ninguém). Que me contradigam os politólogos e filósofos da moral alheia quando afirmo que não reconheço um estado de pleno direito democrático sem a liberdade de escolha do seu povo. Não poder decidir sobre algo tão pessoal, tão indelegável, tão intransferível, é, na minha perspetiva, o mesmo que não poder exercer o direito à plena cidadania.

Dos argumentos contra, o mais inflamado é o que está acoplado às convicções religiosas, especialmente a dos católicos, crentes de que ao decidirmos quando devemos morrer estaremos, de forma petulante e desleal, a usurpar o poder divino, a quem reconhecem o direito absoluto sobre a vida e a morte. Se Deus não nos queria a decidir sobre o que quer que fosse porque nos dotou então do livre arbítrio?

Mais gritante do que a perda da vida é a perda da vontade de viver. Existem várias formas de se morrer e nem todas elas implicam a primeira premissa. Sabemos todos que existem pessoas em atroz sofrimento, cuja esperança de melhoria há muito que extrapolou a racionalidade coerente. Estas, para além de sofrerem horrores, fazem sofrer os seus, sem falar que, ao verem prolongado o tratamento que apenas os vai ajudando a adiar o inevitável, consomem ingloriamente os recursos humanos, financeiros e hospitalares indispensáveis àqueles com reais possibilidades de recuperação.

Claro que não devemos legitimar a morte à primeira curva da vida (como escreveu há dias a minha amiga AB), à primeira bofetada, por mais violenta que esta seja. É para isso que existem as comissões de avaliação. É para isso que servem as condições estipuladas pela lei. Todos eles são fatores extremamente relevantes, válidos, mas que jamais deverão prevalecer sobre a vontade e a liberdade que nos assiste de decidir sobre a própria vida.

A existência é minha, a enfermidade é minha, a dor é minha, a desesperança é minha, portanto, a decisão deve ser minha. Minha vida, minha escolha. Hoje e sempre!

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20
Fev20

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Viva!

Plenamente ciente de toda a celeuma à volta deste que é, sem dúvida nenhuma, um dos temais mais quentes da atualidade portuguesa, na calha tenho uma crónica na qual abordo a minha perspetiva pessoal da eutanásia. Enquanto o vou escrevendo, que tal ir despertando o teu interesse pelo assunto com este texto instigante e fustigante da autoria de AB, ex-colega de trabalho e amiga desde o primeiro momento?

Boa leitura e, mais importante que isso, boa reflexão! 

Não sou contra a eutanásia, desde que seja da vontade de quem vai morrer, porque geralmente só quem está a sofrer é que sabe a medida do seu sofrimento. Sou contra a forma como se quer lá chegar, como se quer seguir a direito na estrada da vida sem parar nas muitas curvas que ela tem: a curva de melhores condições nos cuidados paliativos; a curva de melhores apoios sociais às famílias e instituições; a curva da moralidade, para que famílias não se sintam impelidas a despachar os seus doentes, os seus velhos, os seus "empecilhos"; a curva da compaixão que nos leve a querer cuidar mais e melhor, a estar mais presentes na vida daqueles que precisam de nós; a curva da vergonha na cara, para que não descartemos aqueles que nos deram colo quando precisámos e ainda eram "válidos" para nos apoiar; a curva da gratidão pela vida que estes nos deram, pelo amor e dedicação com que cuidaram de nós desde que nascemos até nos tornarmos independentes.

Penso em tudo isto porque cresci num bairro onde havia muita proximidade entre as famílias e em criança ouvia adultos criticarem este ou aquele porque, diziam:

1) Mandaram a mãe/avó para um lar porque já não precisavam delas, depois desta ou aquela terem cuidado dos netos para que os pais pudessem trabalhar e viver sem preocupações;
2) Que fulano e fulana davam porrada nos seus idosos dentro da sua própria casa, porque estavam fartos de aturá-los;
3) Que queriam correr com eles para lhes ficarem com a casa onde viveram toda a vida;
4) Que este ou aquela ficava com a reforma dos pais/avós e depois nem comida lhes davam;
5) Que cicrano ou beltrano mandou a mãe/pai/avó para a terra porque já estavam velhos e davam trabalho;
6) Etc.

Penso nisto porque me parece que hoje o mundo está mais aberto do que nunca, temos acesso facilitado a infinidade de coisas e queremos vivê-las intensamente, com total liberdade de movimentos para viajar, divertirmo-nos e não termos que nos preocupar com os nossos doentes, os nossos velhos, os nossos dependentes. Há quem sinta que é tão fácil descartar uma pessoa, como um animal doméstico que diz amar profundamente.

Penso nisto enquanto aguardo que o Estado faça o que lhe compete primeiro, que é providenciar as melhores condições possíveis para aqueles que precisam de cuidados especiais e para que o peso para as suas famílias seja mais leve, por forma a darem amor e esperança aos seus doentes, em vez de os ajudarem a tomar a dolorosa decisão de morrer, partir para sempre, deixando um vazio que nunca será preenchido, mesmo naqueles que não o querem ver, porque a morte é definitiva, não dá para ir ali buscar um novo parente para substituir aquele que decidimos deixar ir assim como assim.

Penso que o Estado, os políticos e os supostos defensores imediatistas só podem deitar mão do recurso "eutanásia", só podem decidir sobre quem, como e quando se deve morrer, depois de fazerem este trabalho, depois de analisarem se, de facto, fazem tudo o que devem para dar qualidade de vida àqueles que querem mandar para a cova.

Penso eu que enquanto cidadãos não nos podemos focar só no sofrimento de quem quer morrer, mas em todo o conjunto de questões sociais que rodeiam o assunto "morte", morte voluntária, morte "matada", morte acidental... Morte! Capítulo definitivo do assunto "vida"...

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IMG-3759.JPGViva!

Como não vou conseguir terminar a tempo um texto sobre a #selfiemania que pretendia partilhar contigo hoje, deixo-te com este que fui catar ao baú de memórias do Facebook. Como já lá vão alguns anos desde a sua publicação, confesso que não consigo identificar o autor da prosa, podendo, inclusive, ser esta solteira aqui. Caso não seja esse o caso, ao (legítimo) autor peço desde já perdão pela não identificação.

Já perdoei erros imperdoáveis

Tentei substituir pessoas insubstituíveis e
Esquecer pessoas inesquecíveis
Já agi por impulso
Já me dececionei com quem nunca pensei me dececionar
Mas também já dececionei alguém
Já abracei para proteger
Já me ri quando não podia
Fiz amigos eternos
Amei e fui amada
Mas também já fui rejeitada
Fui amada e não retribui 
Já gritei e saltei de felicidade
Já vivi de amor
Fiz juras eternas e sofri muitas vezes
Como já fiz sofrer pessoas também
Já me apaixonei por um sorriso
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
E também já perdi alguém muito especial 
Mas vivi e ainda vivo
O bom mesmo é ir à luta com determinação
Abraçar a vida e viver com paixão
Perder com classe e vencer com ousadia
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é muito curta para ser insignificante

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Viva!

Qual é a coisa qual é ela que quem tem a mais não consegue vender e quem tem a menos não consegue comprar? É com esta charada que dou o pontapé de saída a uma crónica sobre o mais valioso de todos os bens na atualidade: o tempo.

Até onde sabemos nenhum ser humano, por maior que seja o seu poder, riqueza ou sabedoria, conseguiu ainda fazer com que o dia tenha mais de 24 horas, a hora mais de 60 minutos e o minuto mais de 60 segundos. Dono e senhor absoluto de si próprio, o tempo é provavelmente a única coisa neste mundo que não difere de género, raça, idade, ideologia, formação, religião, educação, profissão, localização, orientação sexual ou outra coisa qualquer. O que difere é o uso que dele se faz.

É por isso que não hesito em afirmar que o tempo é o único bem impossível de ser transacionado. Ouro compra-se, dinheiro ganha-se, riqueza acumula-se, bens materiais adquirem-se, saúde preserva-se, juventude prolonga-se, velhice retarda-se, morte finta-se. Quanto ao tempo, absolutamente nada a fazer para alterar o seu status quo. Numa lógica inversamente proporcional, quem tem mais "tudo" é justamente quem tem "menos" tempo.

Estamos numa era em que se quer ter tudo, fazer tudo, estar em todo o lado, num constante e ininterrupto desafio à lei da omnipresença e da omnipotência. Ambicionamos, ainda que muitas vezes de forma insconsciente, desempenhar concomitantemente o papel de deus e de homem, numa alarmante obsessão com o divino a prestar vassalagem ao humano, o imortal ao mortal, o criador à criatura.

É alarmante a quantidade de pessoas que se queixa a toda a hora da falta de tempo: tempo para ir ao ginásio, tempo para conviver, tempo para dormir, tempo para ler, tempo para namorar, tempo para cuidar de si, tempo para estar com a família, tempo para isto, aquilo e mais aquele outro. Esta nossa sociedade está a viver (perigosamente, atrevo-me a prognosticar) em função do tempo; e, perante as suas demandas, não há que chegue para tudo.

Se se consegue arranjar tempo para algo com toda a certeza há de faltar para outra coisa qualquer. Por exemplo, se se dorme 8-9 horas é quase certo que há de faltar tempo para ver Netflix, pastar nas redes sociais, navegar na net ou bater papo no Whatsapp; se se dedica muito tempo ao trabalho, a vida pessoal, social ou familiar há de ressentir-se; e vice-versa para cada uma das restantes esferas da nossa vida.

Tempo tempo tempo tempo… Comprar, roubar, aumentar, manipular, reter ou ignorar não é opção. Como fazê-lo então render de modo a ser possível alocá-lo a tudo o que nos importa e faz feliz? Diz a OIT que 85% das profissões de 2030 ainda não foram inventadas. Quem sabe o comerciante (traficante, também dá) de tempo não será uma delas? O que se sabe à partida é que será a mais bem paga de sempre. 

Para já só existe uma certeza: por maior que seja o nosso querer, o tempo é pessoal, instransmissível e inalterável.

Despeço-me com aquele abraço amigo e o conselho de que dês melhor uso ao teu tempo.

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Viva!

Um estudo intutulado As Mulheres em Portugal, Hoje assegura que uma em cada três portuguesas sente-se infeliz com a vida. Pela sua pertinência, e relevância, este assunto merece um olhar crítico desta solteira aqui, feliz nuns dias, infeliz noutros e assim assim nos restantes. 

A investigação, baseada numa amostra de 2,7 milhões de indivíduos do sexo feminino com idade compreendida entre os 18 e os 64 anos, intentou por a nu as condições e os objetivos das mulheres em território nacional: o trabalho, as tarefas domésticas, os rendimentos, os filhos, a vida sexual e os orgasmos, a desigualdade salarial, os filhos e a felicidade.
 
Coordenado por Laura Sagnier, economista e especialista em market intelligence, a análise, que reflete o que pensam e o que sentem as mulheres em Portugal, chegou às seguintes conclusões:
 
- O período mais complicado para a maioria das mulheres em relação às várias facetas que afetam as suas vidas situa-se entre os 35 e os 49 anos.
 
- A partir dos 28 anos, a capacidade de 'conciliar bem o trabalho pago com a vida pessoal ou familiar' torna-se a questão mais relevante para a esmagadora maioria.
 
- Mulheres com relações infelizes sentem que tal afeta de forma negativa todas as outras facetas da sua vida, ao contrário do que acontece com aquelas que não têm companheiro. Mais vale só do que mal acompanhada, não me canso de apregoar...
 
- Mais de metade (51%) das assalariadas estão infelizes no que diz respeito ao emprego.
 
- 33% sentem-se infelizes com a vida; 47% assumem-se felizes ou quase felizes e as restantes estão abaixo do limiar de felicidade.
 
- As facetas que as deixam mais felizes são, por ordem decrescente, os filhos, os netos, as amigas, os amigos, os parceiros e a mãe.
 
- As facetas que mais promovem a sua infelicidade são, por ordem decrescente de importância, o tempo médio que dispõem para si, o trabalho pago, o seu aspeto físico e os descendentes com um relacionamento anterior.
 
- 5% assumem-se como mães arrependidas.
 
- 73% assumem mais trabalho não pago que os companheiros.
 
- Para a maioria é mais importante as vezes que atingem o orgasmo do que a frequência com que mantém relações sexuais. Muitas dizem-se sentir felizes se tiverem sexo uma a duas vezes por semana.

É caso para nos perguntarmos por onde anda a felicidade de um terço das mulheres portuguesas. Poderia dizer que ela está na solteirice (como inúmeros estudos já o comprovaram). Mas como eu, solteira de longa duração, também não me sinto totalmente feliz, a resposta poderá estar no conceito de felicidade de cada uma. Só resta definir por a+b o que é a felicidade.
 
Com esta reflexão dou por encerradas as hostilidades do dia. Um abraço amigo e desejos de uma boa semana!

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Ora viva!

 

A crónica de hoje é fruto da inspiração matinal da Elsex, que lá da terra faz questão de contribuir para a boa dinâmica deste espaço. Obrigada, minha deusa de ébano.

 

"Bom diaaa...
Tudo de bom nesta sexta-feira:
sorriso na cara...
alma leve..
coração calmo...
respeito aos outros...
simpatia...
boa alimentação...
cuidar da tua pessoa...
pensar nas pessoas queridas...
descansar...
beber muita água...
não se irritar...
desejar bem aos outros...
se amar...
fazer diferente...
elogiar...
confiar...
abraçar...
dormir..."

 

Meu bem, faço votos para que o teu dia seja bem feliz e o fim de semana excelente. Até segunda!

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Ora viva!

 

Este meu dia não está nada bom – nada mesmo. E a prova disso é que há horas que estou a tentar parir um artigo decente, e nada. Quando não dá não dá, há que saber reconhecer isso.

 

Porque não tens culpa dos dramas-meus-de-todos-os-dias e porque este blogue ainda não desenvolveu o dom da autossuficiência, o artigo de hoje é praticamente um copy-paste de um texto que uma amiga postou logo cedo na rede social master. Só espero que ela não me acuse de apropriação ilícita de publicações alheias. Nah… acho que dessa purga estou safa, a não ser que me chamasse Tânia Ribas de Oliveira.

 

Se dúvidas restassem sobre o papel que a escrita assume, cada vez mais, na minha vida, estas acabam de ser dissipadas. Bálsamo, analgésico, anestesia, terapia, balão de oxigénio, alimentação intravenosa…bom, acho que percebeste a ideia. Minutos atrás estava eu lavada em lágrimas, e foi só começar a escrever para que o desânimo esvaísse, o coração aquietasse, a alma desanuviasse e a boa disposição, ainda que timidamente, começasse a despontar no espírito. Diz-se que quem canta seus males espanta. No meu caso é: quem escreve seus males prescreve.

 

Ainda assim, o nível de inspiração, a crescer a olhos vistos a cada caracter digitado, não atingiu os padrões normais para uma crónica (minimamente) cativante. É por isso que, saindo daqui, vou refugiar-me no meu encantando mundo da fantasia, não sem antes, claro está!, deixar-te com alguns conceitos associados à maturidade espiritual.

 

Afinal o que é a maturidade espiritual?
1. É quando paras de tentar mudar os outros e te concentras em mudar-te a ti mesmo.
2. É quando aceitas as pessoas tal como elas são.
3. É quando entendes que todos estão certos na sua própria perspetiva.
4. É quando aprendes a "deixar ir".
5. É quando és capaz de não ter "expectativas" num relacionamento, e te dês pelo bem de se dar.
6. É quando entendes que o que fazes, fazes em nome da tua própria paz.
7. É quando paras de provar para o mundo aquilo que és.
8. É quando não buscas aprovação dos outros.
9. É quando paras de te comparares aos outros.
10. É quando estás em paz contigo mesmo.
11. É quando és capaz de distinguir entre "precisar" e "querer" e és capaz de deixar ir o teu querer.
12. É quando paras de associar "felicidade" a coisas materiais.

 

Depois desta, só me resta desejar-te a ti, e a mim igualmente, uma vida espiritualmente amadurecida. E feliz!

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