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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️

Já que estamos numa de felicidade, e porque ela é sempre oportuna, para hoje propus-me a resgatar um artigo de há precisamente cinco anos, no qual faço uma distinção muito clara entre viver e existir.

Por estes dias, tenho duas "manamigas" que andam por demais precisadas de palavras de conforto, amizade e solidariedade, tamanho é o peso da dor que carregam nos seus ombros. A elas, mas também a todos aqueles que estejam a braços com alguma provação, dedico esta crónica, como forma de lhes transmitir alento e esperança.

Sei muito bem o quanto a vida pode ser dura, mas também sei a força de uma palavra amiga nos seus momentos mais conturbados. Não é à toa que dizem que alegria dividida é alegria a dobrar e tristeza dividida é meia tristeza.

As profundas mudanças que tenho estado a incrementar na minha vida de há uns tempos a esta parte têm vindo a reforçar a minha crença – inabalável, diga-se de passagem – de que a vida vale a pena, no matter what.

Vale sim, ai vale vale! Contudo, só nos apercebemos disso quando nos dispomos a abraçá-la sem reservas; a encará-la nos olhos, sem baixar a cabeça; a levantarmo-nos sempre que ela nos passa uma rasteira e a continuar a caminhada, mesmo com os pés em carne viva.

Ela não é fácil; na verdade, nem é suposto ser. Tem vezes que achamos que não aguentamos tamanha carga e tem outras que sentimos que toda ela conspira a nosso desfavor. Quem nunca? Ainda assim, ela continua a merecer que não desistamos dela. Ainda assim, ela continua a merecer o benefício da dúvida, mais não seja para ficarmos a saber qual a sua próxima jogada.

Queridas amigas, façam-me o favor de não desistir da vida, porque ela não desistiu de vocês, por mais que vos dê a entender que sim. Ela está apenas a por-vos à prova, com o intuito de avaliar se, de facto, são dignas das graças que, com toda a certeza, vos estão reservadas.

Viver é preciso! Atenção que eu escrevi "viver" e não "existir". Viver é que nos move no caminho da felicidade. Existir é o que nos faz respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora. Existir é viver sem alento, sem alegria, sem brio, sem esperança, sem magia. Nos tempos atuais, a maioria das pessoas existe, ao invés de viver. Até pouco tempo atrás, também eu integrava esse lote. Hoje não! 

Hoje escolho só tomar como garantido o "aqui" e "agora". Hoje escolho desfrutar da vida como se não houvesse amanhã. Hoje escolho desapegar-me do que me possa vir a acontecer no futuro. Hoje escolho seguir a máxima "um dia de cada vez". Hoje escolho viver!

Hoje escolho ser feliz, do jeitinho que dá para ser. Sem ter tudo o que quero, mas querendo tudo o que tenho. Porque eu quero, porque eu posso, porque eu mereço e porque a vida só faz sentido se for para ser assim.

Noite feliz e até à próxima!

Meu bem, o meu desejo é que saibas fazer da tua vida uma vivência e não uma mera existência. Que neste semana Santa, a felicidade esteja com aqueles que mais precisarem. Hasta!

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08
Abr22

CA3A0FE3-181A-46CD-86AB-ED58923C9087.jpegOra viva! ✌️ 

Sexta-feira costuma ser o dia mais ansiado da semana, logo, um dos mais felizes, senão o mais feliz. Pelo menos assim é para aqueles que trabalham ou estudam apenas nos dias úteis. Ciente disso, hoje vou falar-te da prática regular da felicidade, o tema ideal para este dia, aquele em que nos despedimos dos deveres semanais e abraçamos o fim de semana.

A felicidade é um estado de espírito e, como tal, pode ser treinada, de preferência com uma periodicidade diária. Claro que existem dias e dias, alguns tão duros que vamos parar ao chão. E é justamente nessa altura que a sua boa forma física é posta à prova.

Quem está em forma, levanta-se num ápice, ávido por nova ronda de exercícios. Consciente e convicto de que aprendeu a lição, não se deixará apanhar pela mesma rasteira duas vezes.

Quem está assim-assim, deixa-se ficar no tatami, aproveita a estada lá em baixo para recuperar o fôlego, enquanto vai vendo as coisas de uma perspectiva diferente. Quando sentir que é o momento certo, levanta-se e continua o treino, cansado, contudo, focado na meta.

Quem não está em forma, ou seja quem optou por deixar-se ficar no sofá da vida, no chão permanecerá, a lamentar-se e a queixar-se do cansaço, das dores, da dureza do treino, do personal trainer, dos equipamentos, do barulho e por aí fora...

Dá trabalho manter a felicidade em forma? Oh se dá! Afinal, ela exige energia, tempo, disciplina, paciência, foco, humildade, motivação, resiliência, persistência, resistência, força de vontade e compromisso. Só quem é aficionado pela prática regular de exercício físico saberá entender na perfeição o que quero dizer.

Àqueles que ainda não experimentaram semelhante atitude, só tenho a dizer o seguinte: começa por aprender a gostar e a cuidar de ti e, principalmente, a só gostar e cuidar de quem gosta e cuida de ti. Depois disso, estarás pronto para ingressar numa Academia da Felicidade ao pé de ti. Uma vez que lhe apanhas o gosto, não quererás saber de outra coisa, já que a boa forma feliz é incrivelmente aditiva.

Por hoje fico por aqui. Tenho um músculo da costela atrofiado, motivo pelo qual estou cheia de dores. Ontem, quase que me dirigi ao hospital, mas lá controlei o pânico e aguentei bravamente a dor, tão intensa que estava a comprometer o normal funcionamento do aparelho respiratório. Esta manhã, acordei mais aliviada, mas o movimento levantar-sentar é uma tortura. Espirrar então...

Beijo no coração e até segunda! 💋

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16
Fev22

Perfeita na sua imperfeição

por Sara Sarowsky

angel-g294bd5434_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Hoje tenho que ir à câmara desafiar a sorte. Lá vou eu renovar a esperança num milagre de conseguir uma habitação a um preço digno, em mais uma candidatura ao Programa Renda Acessível. Ainda que ciente de que as minhas chances são praticamente nulas - não quero ser má língua, mas não há forma de me convencer de que aquilo não é uma grande máfia e que as habitações não estão previamente "encomendadas" aos amigos, conhecidos e favorecidos.

A ansiedade e a expectativa, aliadas ao facto de ainda ter de tratar da papelada (comprovativo de rendimento, declaração de IRS e por aí fora), só me deixam margem de manobra para um texto emprestado do site Mulheres Maduras, aqui publicado pela primeira vez em 16 de fevereiro de 2016. 

Versa, pois, esta crónica sobre o quão perfeitas na sua imperfeição são as mulheres. Para o caso de ter sido demasiado erudita, quis dizer que são as nossas imperfeições que nos fazem ser perfeitas.

Miss Imperfeita
Sou a miss imperfeita, muito prazer!

Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho meu dinheiro, vou ao supermercado, decido o cardápio, levo e trago filhos da escola, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro as amigas, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, vou ao dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, faço reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas por mais disciplinada que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer não. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer não. Culpa por nada, aliás.

Culpa zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta entrou na maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que você seria modelo!
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expetativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito e mamasse direitinho.
Você é humildemente uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a divertir-se, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é alinhar em qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos...

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para desaparecer dois dias com o seu amor.

Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.

Para procurar um abajur novo para o seu quarto.
Tempo para voltar a estudar.
Tempo Para engravidar.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser profissional sem deixar de existir.
Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
Portanto, não queria sair por aí batendo records...

Pense nisso!

Beijo no ombro e até sexta!

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Ora viva! ✌️ 

Para hoje temos "post requentado à moda da Sara", um conteúdo delicioso à base de um texto servido a 10 de fevereiro de 2016, aqui no AS. Tenho que terminar um artigo para o Balai Cabo Verde, pelo que só tenho cabeça e tempo para um olá de alegria e uma publicação amiga.

Assim, eis-me aqui a partilhar contigo um texto de Martha Medeiros sobre a relatividade do sofrimento. Vale a pena ler, meu bem, que as palavras que se seguem dão que pensar.

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os concertos e livros e silêncios que gostaríamos e não partilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em compreender-nos.

Sofremos não porque nossa equipa perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está-nos sendo confiscado, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria não sofrermos, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão especial, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: iludindo-se menos e vivendo mais!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Por hoje é tudo. Despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e o lembrete de que as coisas, os acontecimentos e as pessoas só têm a importância que nós lhes dermos. Simples assim! Estupendo fim de semana e até segunda!

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10
Jan22

Liberta a deusa que há em ti

por Sara Sarowsky

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Viva! ✨

A crónica de hoje é assinada pela Clara Roc, bestie a quem praticamente intimei a enviar-me um texto a falar de algo que acabara de me confidenciar num dos incontáveis áudios que partilhamos todas as semanas. Dado que a minha inspiração anda amuada, não tenho qualquer escrúpulo em socorrer-me da criatividade alheia, pois o importante é continuar a proporcionar-te conteúdos interessantes e pertinentes. Espero que gostes!

Sabes aquela sensação que um bebé tem depois de ouvir os humanos a falarem vezes e vezes sem conta, a apontarem para os objetos com os olhos bem abertos e a dizerem qualquer coisa que parece ser importante, aquela sensação de que talvez devas aprender alguma coisa que parece ser vital, como a fala? Pois, às tantas não sabem porque os bebés não têm essa consciência. E é exatamente aí que começa a minha percepção de divindade.  

Simplesmente sinto que, muito inconscientemente, estou de coração aberto a cada segundo do meu dia. Parece que cada frase que me dizem, cada tarefa que executo, cada passo que dou, são importantes e que eu estou tão consciente disso que de repente estou constantemente a repetir para mim “ah, então é isso! Isto está a mostrar-me aquilo. Não me posso esquecer que a vida é assim e assado!”. Sou uma esponja que absorve cada segundo de vida como se de água se tratasse. 

Esta atenção inconsciente faz com que tudo me pareça mais leve e luminoso. Faz com que sinta uma alegria pacificadora com o facto de estar a viver e a crescer. Gente, estou a crescer a cada segundo e estou ver isso de olhos bem abertos! Percebam que isto não é um esforço. Simplesmente acontece, como ao bebé.  

De repente sou uma deusa. De repente tornei-me uma máquina de adquirir conhecimentos de vida.  Noto que sempre que estou perante situações que me abalam, aquelas que sempre nos deixam menos confortáveis, inicialmente ajo como sempre, fico realmente triste, nervosa, com medo, mas logo me apercebo que sei coisas sobre a vida. Ah eu sei coisas sobre a vida! E aí, a divindade. E aí, a serenidade. E aí, tudo o é que é mau passa num ápice e o que é bom é desfrutado com requinte. 

Já sentiste isto? Já te apercebeste como é bom viver? Não sei se sou deusa ou se estou a amdurecer. 

Bom resto de dia e até quarta meu bem!

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29
Nov21

Despertar a alma é preciso

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

A escassas horas do meu aniversário, e com vários preparativos da festa para agilizar, sinto que é o momento ideal para falar-te da alma, assunto para a qual a maior parte dos mortais não está desperta; e ao que tudo indica, não faz questão de estar.

Com o rebentar da pandemia cheguei a acreditar que a mudança de atitude seria uma realidade. Só que com o passar dos meses, tudo leva a crer que não, já que as boas resoluções e os bons sentimentos que reinaram durante a sua fase mais crítica parecem ter-se refugiado nos recantos da memória coletiva.

Não é novidade para ninguém que, de há uns bons tempos para cá, a espiritualidade é presença constante no meu quotidiano. Foi através dela que consegui descobrir que a vida pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo das energias que soubermos ativar. Foi também através dela que encontrei respostas para questões que desde a mais tenra idade me inquietaram e que - por não encontrá-las no plano material - despoletavam revolta e frustração.

No plano imaterial, para lá do visível aos olhos, sintonizei a linguagem do amor, da gratidão, da compaixão, da verdadeira essência divina. Os últimos dois anos foram duros, provavelmente, os mais exigentes da história moderna. Aqueles que sobreviveram - física, emocional e espiritualmente - vão ter ainda pela frente bastante turbulência. E, por mais que desejássemos acreditar que sim, o pior ainda não passou, motivo pelo qual a conselheira espiritual deste blog, a Isabel Soares dos Santos, aconselha a que devemos estar preparados para o que aí vem.

Percebes agora porque é tão importante investirmos à séria no nosso bem-estar espiritual? Despertar a alma implica uma profunda autoavaliação sobre tópicos como autoconsciência, relações, trabalho, papel na sociedade e missão de vida. Questões como: estou feliz, faz sentido fazer alguma mudança na minha vida ou o que é isso de trocar o errado pelo certo tornam-se ensurdecedoramente presentes na mente. Nesse momento não há volta a dar, é a consciência a despertar-se, e quando ela faz-se presente, duas opções temos nós: prestar atenção e avançar para o despertar da alma ou enterrar a cabeça na areia e continuar a fazer de conta que nada se passa.

É da natureza humana temer o desconhecido, motivo pelo qual tanta gente não se atreve a dar o primeiro passo rumo a esse despertar. Para complicar ainda mais o processo, a sociedade não nos incentiva a investir em questões espirituais, bem pelo contrário. Ainda assim, para quem anda em busca de uma felicidade mais sustentável, o esforço vale a pena. Vai por mim, meu bem. Caso precises de alguma orientação nesse sentido, aqui estarei para ajudar-te no que for possível.

Aquele abraço amigo de sempre!

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15
Out21

O poder do poder

por Sara Sarowsky

violence-2985520_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Em modo filosofia, hoje acordei a pensar no poder, mais concretamente na sua importância para o ser humano. Que fique bem claro que quando me refiro ao poder não estou a falar de força de vontade, mas sim de vontade à força. De acordo com a Wikipedia, o poder define-se, geralmente, como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira.

O que mais abunda por este planeta azul são criaturas obcecadas com poder, ao ponto de, na sua busca desenfreada, atentarem contra a vida e a dignidade alheias, sem escrúpulos nem remorsos. Falando por mim, a maioria daquelas com as quais tenho a oportunidade - ou o azar - de privar consideram (erroneamente, claro) que este consiste em dar ordens, incutir temor ou exigir respeito. Não é à toa que sentencia o ditado: "se queres conhecer uma pessoa, dá-lhe poder!"

Na minha forma de ver as coisas, o (verdadeiro) poder consiste em inspirar pessoas, influenciar decisões, mudar vidas e transformar mentes. Daí que o considere acima de um cargo, um título, um status, uma conta bancária ou uma crença. E tu, meu bem, alguma vez te questionaste sobre o poder do poder na tua vida? Se sim, importas-te de partilhar comigo o teu ponto de vista?

Agora que está dado o recado, vou bazar que muito trabalho me aguarda - sim, estou ciente de que já passam das sete da noite de uma sexta-feira, mas vida de profissional (muitas vezes) tem destas coisas. Sei que foi curta a minha passagem aqui hoje, mas prometo voltar na segunda, inspirada e revigorada, para mais uma conversa amiga.

Aquele abraço de bom fim de semana!

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62D4C2C5-87D4-452E-95DF-F313886C61EF.jpegOra viva! ✌️

Durante as próximas semanas vou estar dedicada a um projeto que me vai exigir dedicação total, motivo pelo qual temo que a disponibilidade e a criatividade que te tenho dedicado possam ficar comprometidas. De tudo farei para que não te ressintas disso, mas o facto é que voltar a dar expediente todos os dias úteis, das 9 às 18, terá, com toda a certeza, um significativo impacto na performance de qualquer mortal que labuta em mais do que uma frente, como é o meu caso.

Seja como for, tudo se faz quando a alma não é pequena e a determinação é grande. Ilustro o que acabei de dizer: comecei a escrever esta crónica às seis da manhã de uma segunda-feira, mas, por motivos óbvios, só agora consigo concluí-la. 😉 Além de ter que voltar a cumprir horário, coisa que não acontecia há seis meses, o meu despertar madrugador prende-se em parte com a inesperada constipação que adentrou pelo meu organismo há coisa de três dias. Como sou avessa a fármacos, o jeito é confiar no meu sistema imunitário e esperar que ele depressa neutralize o inimigo e volte à sua máxima força.

Introdução à parte, hoje quero falar de algo que acordou comigo no pensamento: alegria de viver, ou brio para desfrutar da vida, como lhe quiseres chamar. A maioria dos mortais que conheço ambiciona permanecer vivo por muito tempo, sem, contudo, atentar-se ao facto de que deve empregar mais vida nos dias ao invés de almejar mais dias na vida. Respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora não é viver, mas sim existir, ou vegetar nos casos mais críticos.

De forma a entenderes com exatidão o que quero dizer, vou partilhar contigo o caso de uma das minhas colegas de casa, a (des)inspiração para este desabafo. Com cerca de vinte e poucos anos (ou seja, na flor da mocidade), ela é a ilustração perfeita daquilo que chamo de vegetante, como descrevi no post Vivemos ou vegetamos
Se raramente o fazia antes de a pandemia rebentar, com a imposição do teletrabalho, a sua única aventura para lá do batente da porta de entrada é a ida dominical ao supermercado, para efeitos de abastecimento da despensa. Ou seja, há mais de ano e meio que ela não fica longe de casa por mais do que uma hora. E nem é por ter receio do covid, vê lá tu. É por, segundo palavras da própria, "não ter vontade de fazer nada".

Escuso dizer que uma pessoa com a minha forma de estar na vida é incapaz de atinar com tal postura existencial. Na idade dela, eu fazia precisamente o contrário, só queria estar na rua a desfrutar de tudo o que me fosse permitido, o máximo que pudesse. Ao que me consta não tem amigos, colegas de trabalho ou faculdade com que se relacionar. Só sai do quarto quando berram as necessidades fisiológicas, sempre de pijama e fones nos ouvidos, sua companhia inseparável durante cerca de 17 horas diárias. Tem estado a queixar-se da queda de cabelo. Pudera! Em tempo algum apanha sol, muito menos ar puro (acredites ou não, nem a janela do quarto abre... yep).

E antes que perguntes, não parece padecer de qualquer patologia psiquiátrica ou estética. É portadora de saúde, juventude, beleza, formação e saber estar. De namoro e essas coisas, tão essencial na sua faixa etária, nem me atrevo a levantar o véu, pois imagino que consegues tirar as tuas próprias conclusões. 
Esta jovem é, pois, o retrato falado do tipo de pessoa que vegeta: existe mas não vive.

Porque não ir à praia, não apanhar sol, não comer fora, não viajar, não sair para bater perna por aí, não ir ao cinema/teatro, não conviver, não arranjar-se, não praticar exercício físico, não 'sexar', não respirar ar puro ou não ter contacto com a natureza não é viver. 
Viver é desfrutar da nossa existência com vontade, alegria, gratidão, brio mesmo. É por isso que alerto todos à minha volta para a urgência de terem mais vida nos dias ao invés de mais dias na vida.

Por hoje é tudo, conto voltar aqui na quarta, se conseguir dar conta do recado. Beijo no ombro e brio na vida.

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04
Out21

As pseudofelizes (reprise)

por Sara Sarowsky

21914709_8A2sO.jpegViva! ✌️ 

Já que estamos numa onda de pseudo, resgato este artigo do ano passado sobre as mulheres que comem amargura e arrotam felicidade, com o único intuito de aparentar o que não são.
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Estes dias têm-me sido difícil dar-te atenção, não só por ter muito que fazer, mas sobretudo por estar a braços com sérios problemas laborais, problemas esses que vêm causando um desgaste emocional avassalador. A situação é de tal forma dramática que o despedimento parece-me ser a única maneira de me livrar do assédio moral com o qual venho debatendo há já um bom tempo. Sobre isso falarei numa altura em que não esteja tão reativa. O tempo é curto, já disse, mas será suficiente para falar-te das pseudofelizes, uma subespécie feminina que se carateriza por comer amargura e arrotar felicidade.

Atenção que nada tenho contra quem assuma uma atitude positiva perante a vida; pelo contrário, admiro com todo o meu ser as pessoas que, independentemente das rasteiras da vida, fazem questão de manter uma atitude otimista. Gente assim faz toda a diferença. As pseudofelizes não são felizes, nem tão pouco mais ou menos. Fazem é questão de mostrar aos outros que o são com o único propósito de se gabarem e causar inveja aos demais. É aqui que reside a diferença entre pessoas genuinamente felizes, independentemente de como a vida lhes trata, e as que fazem tudo para parecerem felizes apenas por uma questão de aparência e conveniência social. São essas que batizei de pseudofelizes.

Dou um exemplo: aquela colega ou conhecida que, sabendo-te solteira, não perde uma oportunidade para pregar que devias arranjar alguém, que não sabes o que estás a perder, que ela não se vê completamente feliz sem o seu "Tó Zé" Ora acontece que, na realidade, essa fulana não é respeitada, para não dizer maltratada, pelo seu gajo e, como se não bastasse, volta e meia, leva com um par de chifres. Esta é uma pseudofeliz, uma mulher emparelhada que se acha melhor do que qualquer desemparelhada pelo simples facto de ter um par de calças fixo na sua vida, mesmo que isso implique estar num relacionamento miserável.

Portanto, solteira minha, não invejes relações alheias. Lembra-te que as aparências enganam e que existe um mar de mulheres "não solteiras" cujo grau de infelicidade não chega aos pés da mais solitária das desemparelhadas.

Aquele abraço amigo de sempre!

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19
Jul21

eye-2274884_1280.jpgOra viva! ✌️ 

Após ter-me baldado na sexta-feira, eis-me aqui pronta para mais um papo amigo, desta vez dedicado ao arrependimento, definido pelo dicionário Priberam como o verbo que traduz o sentimento de "lamentar ou ter pena por alguma coisa feita ou dita ou não feita ou não dita." Ensinou-me a vida que mais vale arrepender-me do que fiz (mesmo que não tenha dado certo) do que arrepender-me do que não fiz, pois o não fazer implica que deixei de viver algo.

Sabendo bem que o arrependimento é uma emoção dolorosa, ainda que lhe reconheça a sua utilidade, permite-me partilhar contigo cinco dos arrependimentos mais comuns, de acordo com o especialista Adrian R. Camilleri, num artigo para o Psychology Today. De acordo com este psicólogo, "refletir sobre os arrependimentos mais duradouros é importante, porque eles geralmente remetem a grandes decisões na vida"

“Cada um de nós tem controlo sobre essas decisões – portanto, podemos potencialmente evitar os piores arrependimentos ao termos um plano”, considera ele. Assim, com base na sua experiência, identifica uns quantos arrependimentos-chave que as pessoas tendem a ter quando olham em retrospetiva para as escolhas que fizeram. São eles:

Gostava de ter vivido a vida fiel a mim mesma, e não a vida que os outros esperavam de mim
Seguir religiosamente as normas às custas das próprias emoções, sonhos, paixões e expectativas terá como desfecho a deceção e a amargura.

Gostava de não ter trabalhado tanto
O tempo não é reembolsável, portanto, se o gastares quase todo a trabalhar, não poderás usá-lo para fazer coisas mais significativas, e bem mais prazerosas, convenhamos.

Gostava de ter tido coragem para expressar os meus sentimentos
Seres aberta e honesta sobre os teus pensamentos e sentimentos é única forma de criares laços genuínos com as outras pessoas.

Gostava de ter mantido contacto com os meus amigos 
É desanimador estares desconectada daqueles que realmente te estimam, entendem e aceitam tal como és. 

Gostava de ter-me permitido ser mais feliz
As expectativas e opiniões dos outros não devem impedir-te de ser feliz, de seres fiel à sua verdadeira essência. Além disso, a felicidade pode ser encontrada na jornada, não apenas no destino, ao qual muitas vezes nunca chegamos.

Como pudeste ler, deixar de ser ou fazer aquilo que nos dita a voz do coração é uma postura que conduz fatalmente a arrependimentos, os quais dificilmente conseguimos resgatar, por mais que assim o desejemos. Por isso, o meu conselho para esta semana que hoje arranca é que (re)penses bem as tuas prioridades e tentes viver a tua vida como queres e não como deves. Capice?

Aquele abraço amigo e até quarta!

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