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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

20
Set21

F5053D11-E2BF-42B1-B9C8-B08E71ACED0D.jpegViva! 👋

Hoje, dia 20 de setembro, completam seis meses desde a última vez que pûs qualquer espécie de produto químico no meu cabelo. Esta introdução, perfeitamente extensível a uma sessão dos AA (Adictos Anónimos), espelha bem o quão aditivo é para a mulher africana desfrisar ou texturizar. Pudera, desde os primórdios da nossa adolescência que nos fustigam a cabeleira com uma panóplia de produtos químicos, na intenção de torná-la mais maleável, ou seja, menos selvagem.

Os padrões ocidentais, assentes numa obsessão pelo cabelo liso, imperaram durante séculos, impondo-se como a única forma socialmente aceitável de beleza capilar. No post Dove volta a arrasar com #SeuCabeloSuaEscolha já eu tinha escrito sobre a importância de uma mulher assumir a versão original do cabelo, sem complexo, vergonha ou culpa. Foram precisos cinco anos e um mês para eu ter coragem para adotar o meu cabelo tal como ele é: repleto de pequenos caracóis, os quais estou amando descobrir, tratar, mimar e assumir.

Muito tenho eu que agradecer às minhas amigas Kaly e Elisângela, as quais insistiram, persistiram e nunca desistiram para que eu assumisse o cabelo natural. Segundo elas, este não carece de qualquer "tratamento" para ser bonito. Finalmente, aquando da viagem a Cabo Verde, em abril deste ano, ao constatar o quão lindo estavam os cachos delas, sacramentei a decisão de largar mão da desfrisagem, mais não fosse porque tinham-me elas sob vigilância apertada, não fosse eu cair na tentação.

Volvidos seis meses, confesso que foi uma das melhores decisões de toda a minha vida. Estou absolutamente apaixonada pelo meu cabelo. O detox capilar sabe maravilhosamente bem, e, ao contrário do cabelo quimicamente tratado, o natural surpreende-me sempre pela positiva. Cada dia é uma descoberta, uma aventura e uma alegria. Não penses que foi fácil porque não foi. O período mais crítico, em que todos os dias ansiava por meter-lhe um texturizante em cima, foi entre o segundo e o quarto mês.

O meu sonho de consumo capilar sempre foi caracóis da cor de mel. Caracóis tive eu desde sempre, quanto à cor mais clara, só fazendo praia o ano todo, coisa impossível para quem vive na Europa. Por diversas vezes ousei fazer coloração, acabando, contudo, por desistir, já que a combinação do desfrisante com a tintura é fatal para a definição dos caracóis, os quais acabavam por perder a ondulação natural e ficar com as pontas queimadas.

Como tal, tinha perdido a esperança de ter o cabelo numa cor mais clara. Agora tenho-o loiro e posso dizer loiro natural. Confusa? Já explico! Há meses que uso champô de camomila orgânico, o qual vai paulatinamente clareando o cabelo. Com a exposição ao sol, que só o verão é capaz de proporcionar, os meus fios foram clareando de tal modo que já só uso o tal champô uma vez por semana, apenas para prevenir que o tom natural ganhe terreno.

Pela imagem que ilustra esta crónica podes constatar o quão deslumbrante está o meu cabelo. E, ao contrário do que sempre acreditei, a versão natural dá menos trabalho do que a versão quimicamente tratado. Em circunstâncias normais, só preciso lavá-lo duas vezes por semana, sem precisão de molhá-lo diariamente, como acontecia há quase 30 anos. Uma vez por semana, faço uma hidratação profunda, com uma máscara indicada para caracóis naturais (a da marca Wella é milagrosa). Para o dia a dia, borrifo-o com um spray hidratante da Revlon (linha para caracóis), um pouco do activador de cachos da Sof'n Free e o creme modelador da Tigi (a meu ver, o melhor que já inventaram para os caracóis).

Há largos anos que só uso produtos da gama profissional, ou seja, sem parabenos, sulfatos, álcool e outros componentes que só servem para intoxicar o couro cabelo e danificar os fios. Gasto mais, é certo, mas a compensação essa é garantida, com a saúde do cabelo a ser uma certeza. Ainda agora nas férias, fui aparar as pontas num cabeleireiro em França, sem experiência alguma em cabelos africanos, e a primeira coisa que ele me disse foi que o meu cabelo era super sedoso e muito bem cuidado. "Por isso faço eu", respondi-lhe toda vaidosa.

Por hoje é tudo. Cá estarei de volta na quarta-feira para mais um papo amigo. Até lá, deixo-te com aquele abraço de sempre e desejos de uma ótima semana.

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Cuidarmos de nós, com isso refiro-me ao bem-estar físico, emocional e psíquico, é um direito e um dever, que devia estar salvaguardado na Constituição. A partir dos 30 então, torna-se mesmo uma obrigação. Pelo menos para aqueles que, como eu, desejam manter uma aparência jovem, elegante e saudável.

 

O nosso corpo é o bem mais precioso que temos. Apraz-me pensar que é o templo da nossa  existência, a embalagem da nossa essência e a ferramenta da nossa comunicação com o mundo. É o nosso cartão de visita por excelência. E como tal devemos zelar para que esteja em forma e, mais importante ainda, isento de doenças (pelo menos daquelas que podemos evitar). E o exercício físico, praticado seja onde for, é um parceiro estratégico nesta tarefa, árdua, exigente e implacável, porém jamais ingrata ou batoteira.

 

Não tem como negar que o que custa mesmo é dar o primeiro passo, ou seja, por o pé para fora de casa, mas depois disso a endorfina - a bendita hormona da felicidade - se encarregará de nos fornecer aquela dose diária recomendada de motivação para continuarmos firmes e fortes rumo a um corpo esbelto, tonificado e saudável. Depois dela, entrará em cena a dona vaidade, que chega de mansinho para nos levantar a moral, melhorar a autoestima, resgatar o orgulho e incendiar o poder de sedução.

 

Ora pensa lá no que pode fazer por ti um corpo todo trabalhado na elegância, composto por uns glúteos moldados, umas pernas tonificadas, uns braços rijos, uma barriga lisa e um peito firme. Agora pensa no que podes tu fazer pelo teu corpo para que fique assim! Preciso dizer mais alguma coisa?

 

Por hoje, fico-me por aqui, mas amanhã temos encontro marcado no ginásio. Certo?

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