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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

29
Nov20

2F9CA00E-9A53-48B5-ADA3-1796A6FAD1CD.jpegViva! ✌️ 

É sabido que domingo é o meu day off, dia de jejum, dia de detox eletrónico, dia em que me desconecto do mundo para dedicar-me exclusivamente à minha pessoa. Hoje, porém, abro uma exceção para te avisar que estarei esta tarde, a partir das 16:30 de Lisboa (15:30 em Cabo Verde), no programa Olhar Feminino da Radio Brockton Fm, a voz da comunidade radicada naquela cidade do estado de Massachussetts, Estados Unidos da América.

Será a minha estreia em terras do Tio Sam, a qual alberga a maior comunidade morabeza do mundo. A gravação decorreu ontem ao final do dia, e, ao que tudo indica, esteve à altura do desafio. Convido-te, pois, a assistir ao programa, através da página do Facebook daquele canal, e depois a comentar sobre a minha prestação. Antes de te manifestares, lembro-te que amanhã é o meu dia de anos, logo que mereço uma prenda amiga. Capice?

Aquele abrraço amigo e até já!

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BBB228CC-FE50-4057-A1EB-05C457EF01F2.jpegOra viva ✌️!

Estes últimos dias têm sido uma loucura, só que uma loucura boa. No post anterior revelei que novembro, o meu mês de nascimento, costuma ser muito generoso comigo e que este ano parecia querer manter a tradição. Ora nem mais! Ainda só vamos no seu quarto dia e já tenho muito que celebrar, bastante que agradecer, tanto que partilhar. As novidades são mais que muitas, mas por ora adianto estas quatro:

Nacionalidade
Vinte e dois anos, dez meses e alguns dias depois de ter cá posto os pés pela primeira vez, tornei-me cidadã nacional, de facto e de direito. Mamma mia, o que me custou... mais do que a designação jurídica, a obtenção da nacionalidade portuguesa representa a vitória da persistência sobre o infortúnio. A partir de agora, e para todos os efeitos, sou cidadã cabo-lusa. Bem sei que o termo oficial é luso-cabo-verdiana, mas dado que a minha cidadania original é a cabo-verdiana, opto por dar-lhe primazia na conjugação do nome.

Teletrabalho
Após quatro semanas de incapacidade temporária para o trabalho, causada por stress profissional, era-me francamente desconfortável a ideia de regressar ao escritório, até poque sabia que voltaria a ficar exposta à causa do problema. Com o trabalho remoto fica a questão atenuada, já que à distância o assédio moral por parte da minha chefia direta perde impacto, para gaúdio da minha paz de espírito, em primeira instância, e da minha saúde mental, em última. Sem falar que, com a retoma ao ativo, volto a desfrutar de uma maior margem financeira, uma vez que recuperarei o salário na íntegra.

Televisão
Participei, na tarde de ontem, no talk-show Bem-vindos, durante o qual tive oportunidade de apresentar este blog e abordar a solteirice e a pressão que as mulheres, sobretudo as africanas, sofrem quando não têm um parceiro amoroso assumido na sua vida. A gravação correu lindamente, pelo que estou confiante que fiz boa figura. O programa será transmitido na tarde da próxima terça-feira (10 de novembro), na RTP África. Assiste, se puderes!

Mulheres e seus Destinos
Lembras-te daquele livro para o qual contribui com a prosa Quisera eu ser como tu, mulhera qual dei-te conhecimento numa publicação datada de 28 de novembro de 2019? A obra vai ser agora lançada em território luso e esta solteira aqui é uma das convidadas para proceder à sua apresentação, ao lado de ilustres figuras como a embaixatriz cabo-verdiana Manuela Brito, a poetisa Carlota de Barros e a antropóloga Teresa Noronha. A cerimónia, a ser transmitida em direto através da página do Facebook do CCCV - Centro Cultural de Cabo Verde, está agendada para as 18 horas do dia 13 de novembro (uma sexta-feira 13 🧟‍♀️). Seria uma honra contar com a tua audiência, por isso anota aí na agenda.

Mais coisas (boas) se avizinham e terei todo o prazer em partilhá-las sempre que se justificar. Por hoje é tudo.

Stay cool, stay happy, stay safe!

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31843_123247231046750_3823421_n.jpgViva!

Hoje quero partilhar contigo a minha última aventura a caminho da televisão, a estação terminal da minha viagem rumo ao estrelato. Na semana passada, fui contactada por alguém da produção do Você na TV, cuja abordagem passo a transcrever:
"Boa tarde. Contacto-a em nome do programa 'você na tv' da Tvi. Em breve vamos abordar o tema: solteiro(a) por opção. Vi o seu blog, gostaria de saber se conhece alguém nesta situação que pudesse partilhar a sua história. Obrigado. JB".


Antes de desenvolver a conversa que se desenrolou a partir dali, convém referir que esta é a quarta vez que recebo semelhante proposta. Já o ano passado, em junho, tinha sido abordada pela produção de O Programa da Cristina para... exatamente o mesmo. Em 2018, o canal 4 também se tinha interessado pela minha pessoa, e antes disso o 3 (só para alternar).

Fiz questão de te contar os preâmbulos desta odisseia audiovisual, de modo a melhor contextualizar a minha reação. Sim, porque com quatro convites no currículo e zero presença em frente às câmaras, é mais do que legítimo de que por esta altura te estejas a interrogar porque ainda não cheguei lá.

Voltando à troca de mensagens com o citado JB, eis a minha resposta:
"Bom dia J. O meu nome é Sara e estou solteira por opção. Mas até dizer que não quero arranjar namorado vai uma grande distância. Não ando à procura de amor, nem me sinto infeliz por não ter, mas se conhecer alguém que me arrebate não virarei as costas. Não mesmo!

Penso que nestas condições não me encaixo no perfil que procura.

Só uma pergunta: porquê sempre o mesmo tema? Há coisa de dois anos que sou contactada, por ocasião do Dia dos Namorados, por produtoras (tanto ligadas à TVI como à SIC) sobre o mesmo tema. Mas é que é exatamente o mesmo tema.

A solteirice não se esgota no querer permanecer desemparelhada o resto da vida. Se me permite, trata-se de uma visão cínica e fatalista do celibato. Da minha experiência pessoal e de cinco anos como blogger nesta área, asseguro-lhe que não conheci uma única alma que não quer amar e ser amado.

O que acontece é que as pessoas que dizem não querer arranjar namorado ou namorada, simplesmente desistiram do amor, desistiram de acreditar que podem ser (ou voltar a ser) feliz no amor.

Daí que considere que a abordagem que os programas de televisão têm feito ao tema da solteirice por opção seja desfasada da realidade e completamente ilusória.

Termino por dizer que não conheço ninguém nestas condições. Conheço sim imensa gente solteira que prefere permanecer sem companheiro a estar numa relação estéril, abusiva ou desapegada. Quem não queira verdadeiramente encontrar alguém, não conheço."

A resposta não tardou a adentrar pela minha caixa de correio, nestes termos: "Agradeço a sua resposta. Uma vez que não fecha a porta a um possível amor, não é o testemunho que procuramos. Talvez noutra altura possamos falar sobre a temática."


É assim que, por recusar-me a desistir do amor, perdi a chance - mais uma - de por à prova a minha telegenia. Pas grave, como dizem os franceses. Sei que será apenas uma questão de tempo até poder exibir a minha cútis marron na televisão. Enquanto tal não acontece, vou fazendo por isso, de uma forma que eu cá sei mas que só conto no momento certo.

Aquele abraço amigo!

P.S. - Escolhi esta foto, datada de março de 2009, por ocasião da minha presença no concurso televisivo Duelo Final.

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Viva!

Já que só se fala disso, eu também quero dar bitaite sobre a polémica do momento, apesar de (ainda) não ter estabelecido qualquer contacto visual com nenhum dos elementos. Como já deves ter adivinhado, refiro-me aos novos dating shows, estreados domingo nos canais 3 e 4 da televisão portuguesa.

Desde a primeira versão do Big Brother, já lá vão quase duas décadas, que sou assumidamente abstémia no que toca ao consumo destes conteúdos, a meu ver, mero lixo audiovisual, ou telelixo para ser mais exata. Contudo, como profissional da comunicação formada e informada, que faz questão de estar a par do que acontece ao seu redor, leio sobre o assunto. E como! É assim que vou acompanhando o desfile de programas de entretenimento para adultos (sem bolinha vermelha, atenção), cada um mais decadente que o outro. E o que não me chega ao conhecimento por livre e espontâneo acaso, as redes sociais, as colegas e os amigos disso se encarregam.

Mais empolgante que devorar o disse-que-disse/escreve-que-escreve, é auscultar a reação alheia, venha ela de figuras públicas ou de personalidades anónimas. E o que mais tem abundado nas últimas trinta e tal horas são notícias, paródias, mas sobretudo, censuras sobre os programas Quem Quer Casar com o Meu Filho? e Quem Quer Namorar com um Agricultor?.

Para as Capazes, protagonistas de uma das reações mais ferozes que me chegou à vista, "a SIC pôs várias mulheres a competir para agradar a um macho", enquanto que a TVI "pôs várias mulheres a competir para agradar à mamã de um macho". "Lady na mesa, louca na cama… e serva na cozinha" parecem ser as chaves desta lotaria; seja ela qual for (amor, namorido, fama, dinheiro ou outra coisa qualquer).

Uma vez instalada a polémica, são cada vez mais audíveis as vozes contra estes formatos que, mais do que fazerem das televisões pseudoagências matrimoniais ou locais de speed dating, promovem uma imagem deveras degradante do papel da mulher na relação, na família e na sociedade.

A meu ver, ao mesmo tempo que se dá uma migração do engate, do território virtual para o território audiovisual, é flagrante a deturpação de valores como sensibilidade, bom senso e seriedade. Sobre os guarda-roupas, os roteiros e as personalidades das candidatas prefiro não emitir opinião para já, sob pena de incorrer no perjúrio do preconceito e dos estereótipos.

Atrevo-me é a dizer que, independentemente da motivação de cada um dos intervenientes (eu mesma quase concluí a minha candidatura ao Casados à Primeira Vista, lembras-te?), é inegável que o desespero parece ser o denominador comum. Desespero por mediatismo, desespero por encontrar o (verdadeiro) amor, desespero por subir audiências, desespero por aqueles 15 minutos de fama, desespero por coscuvilhice, desespero por atenção, desespero por desespero mesmo.

Por ora, remato o assunto nestes termos: estará a televisão a refletir-se na sociedade ou a sociedade a deixar-se refletir na televisão?

Até à próxima!

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