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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

desktop-img8.st.jpgSegunda-feira exige alguma seriedade de espírito, pelo que o post de hoje versa sobre a inteligência, mais concretamente sobre uma série de coisas nada inteligentes que pessoas com um quociente de inteligência (QI) elevado fazem, não por ausência de neurónios funcionais, mas antes por excesso de confiança na hora de dar-lhes uso.

Travis Bradberry, investigador norte-americano especializado em inteligência emocional e presidente da Talent Smart, reuniu num artigo para o The Huffington Post oito características das pessoas inteligentes que as leva a falhar:

1. Demasiado confiantes
Habituadas a ter o ego acariciado, é difícil para as pessoas mais inteligentes admitir quando estão erradas e quando precisam de ajuda. Têm demasiada confiança na sua inteligência e quando percebem que precisam de ajuda, acreditam que ninguém tem capacidade para os ajudar.

2. Pressionam muito
Como conseguem normalmente atingir mais objetivos, os mais inteligentes demonstram dificuldade em compreender como é que há pessoas que não o conseguem fazer. Colocam a fasquia muito alta e consideram que, quando os outros falham, é por falta de esforço. Isso leva-as a pressionar ainda mais os outros.

3. Precisam estar sempre certas
Bradberry escreve que estar certo se torna parte da identidade dos mais inteligentes. Tendo crescido habituados a estar sempre certos, é ainda mais difícil admitir que estão errados. Podem, inclusive, encarar o facto de estarem errados como um ataque pessoal. 

4. Falta-lhes inteligência emocional
Por norma, as pessoas têm mais ou menos o mesmo nível de inteligência emocional, uma capacidade de olhar o mundo além da mera capacidade de atingir objetivos. Mas as pessoas mais inteligentes podem ver o mundo apenas de um ponto de vista meritocrático. De acordo com este estudioso, de entre as pessoas com maior QI, aqueles com maior inteligência emocional são os mais bem-sucedidos.

5. Desistem quando falham
O sucesso frequente cria expectativas demasiado elevadas, o que faz com que uma derrota pareça o fim do mundo e leve à desistência. Pelo contrário, os que estão mais habituados a trabalhar duro para atingir os seus objetivos estão muito mais à vontade com a derrota.

6. Não são persistentes
A tendência para ver o esforço como algo negativo é maior nos mais inteligentes. Quando para terminarem uma tarefa ou atingir um objetivo têm de fazer um grande esforço, estes, habitualmente, partem para um novo objetivo que possam atingir com mais facilidade. Isto não lhes dá tempo para desenvolver a paixão necessária para atingirem o sucesso.

7. Fazem muitas coisas ao mesmo tempo
O pensamento mais rápido faz com que as pessoas mais inteligentes fiquem impacientes e queiram fazer mais coisas ao mesmo tempo. Investigadores da Universidade de Stanford concluíram, contudo, que o multitasking torna-nos menos produtivos. Além disso, aqueles que pensam que são melhores a conciliar tarefas são, por norma, piores do que os que preferem fazer uma coisa de cada vez.

8. Têm dificuldades em aceitar as opiniões dos outros
Os mais inteligentes têm uma tendência para achar que as outras pessoas não têm capacidade para as avaliar ou para lhes dar opiniões válidas sobre o que fazem. O facto de subestimarem as opiniões dos outros pode conduzi-las ao risco de estragar relações, tanto pessoais como profissionais, escreve Travis Bradberry.

Nunca medi o meu QI, mas, a guiar-me por este estudo, devo ser mesmo uma inteligência pura. Com maior ou menor incidência, não consegui passar incólume a nenhuma destas caraterísticas. Gostaria é de saber que soluções aponta o Mr. Bradberry.

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Companheira, amiga e seguidora deste meu caderno de impressões (tão nosso), eis-me de volta ao ativo, pós uma curta ausência, justificada por um ataque fulminante de desinspiração. E comigo trago um tópico já anteriormente abordado, mas que dada a sua incontestável pertinência, vale sempre a pena partilhar: inteligência emocional, desta vez acasalada com o sucesso.

 

Num artigo publicado no LinkedIn, o especialista Travis Bradberry, cofundador da TalentSmart e autor do best-seller Emotional Intelligence 2.0, atesta que a   inteligência emocional está intimamente ligada ao sucesso e como prova disso identificou nove caraterísticas comportamentais dos emocionalmente inteligentes.
 

1. Não viver no passado

Quando se vive no passado, o mais provável é nunca se conseguir seguir em frente. Deste modo, o fracasso pode "minar" a nossa autoconfiança e impedir-nos de ser bem sucedido no futuro. "As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que o sucesso reside na sua capacidade de ultrapassar o fracasso, e não podem fazer isso ao viverem no passado", explica Bradberry. O importante as pessoas acreditarem que nada se consegue sem riscos e esforços, acreditando sempre nas suas capacidades de vencer.

 

2. Não se refugiar nos problemas

Para Bradberry, o foco da atenção determina o estado emocional, ou seja, quando uma pessoa se fixa num problema as emoções serão negativas e stressantes. Esse tipo de sentimentos vai influenciar de forma negativa o seu desempenho. Deste modo, ao invés de se "afundarem" nos problemas, as pessoas emocionalmente inteligentes focam-se em procurar soluções para resolvê-lo.

 

3. Não se focar na perfeição

Na pesquisa desenvolvida, as pessoas bem sucedidas não procuravam a perfeição, conscientes de que esta não existe. "Quando a perfeição é o objetivo, a pessoa sentirá sempre a sensação de fracasso, gasta o seu tempo a lamentar o que deixou de fazer e o que poderia ter feito de forma diferente, em vez de apreciar o que era capaz de alcançar", acrescenta Bradberry.

 

4. Não viver cercados de pessoas negativas

As pessoas que estão constantemente a queixar-se dos seus problemas e que são negativas (vulgo "pessoas tóxicas") representam um perigo para o sucesso dos que as rodeiam, já que, longe de se preocuparem com soluções, apenas pretendem levar alguém consigo "para a cova", de modo a se sentirem melhor. Por estas razões e mais algumas, devemos mantê-las bem afastadas de nós, ainda que isso nos possa fazer sentir mal e insensível. "Há uma linha que separa emprestar um ouvido simpático e ser sugado para dentro de uma espiral emocional negativa", defende o especialista.

 

5. Não ter medo de dizer "não"

"Dizer não é realmente um grande desafio para a maioria das pessoas", admite Bradberry. Contudo, quando é necessário dize-lo, as pessoas bem sucedidas fazem-no sem rodeios, e de forma direta. A investigação concluiu que a dificuldade em dizer "não" está relacionada com o stress e com a depressão. Ao conseguir dizer esta palavra está a assumir os seus compromissos e a defender o que quer, o que lhe permite alcançar o sucesso.

 

6. Não deixar ninguém influenciar a sua felicidade

Quando as pessoas emocionalmente inteligentes se sentem bem, elas não deixam que os outros estraguem esse estado de espírito com opiniões e sentimentos destrutivos. E também não comparam felicidades. Não importa o que as outras pessoas pensam ou fazem, a nossa autoestima vem de nós. Devemos preocupar-nos com aquilo que fazemos, não com o que os outros fazem.

 

7. Perdoar, mas não esquecer

A investigação concluiu que as pessoas com maior inteligência emocional são rápidas a perdoar, o que não quer dizer que esqueçam. Não ficam a "remoer" o que se passou, mas isso não significa que irão dar hipóteses a um novo erro.

 

8. Não desistir da luta

Segundo Bradberry, pessoas deste tipo sabem o quão importante é lutar para viver no dia seguinte. Deste modo, em alturas de conflito, enfrentam os problemas e não se deixam abater pelas dificuldades. Fazem-no com cautela, controlando as suas emoções e capacidades com sabedoria. Esta é a forma mais eficaz de defenderem o "seu território e saírem vitoriosos".

 

9. Não guardar rancor

Guardar rancor é, na verdade, uma resposta ao stress. Pesquisadores da Universidade de Emory mostraram que este sentimento contribui para a pressão arterial e para doenças cardíacas. Ao guardar rancor estamos a guardar também o stress, e assim, nunca alcançaremos o sucesso. Ou seja, aprendermos a libertar do rancor não só vai fazer com que nos sintamos melhor como também vai melhorar a nossa saúde. As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que devem evitá-lo a todo o custo.

 

Quanto a mim, reconheço a necessidade de limar umas quantas arestas, rumo a uma trintona mais bem resolvida, mais emocionalmente inteligente e, infinitamente, mais orgulhosa da sua condição de ser humano que labuta incansavelmente para fazer a diferença neste mundo. Pela positiva, claro está!

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