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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

30
Mai22

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Ora viva! ✌️

Há dias partilhei contigo algumas Tendências de saúde sexual para 2022, lembras-te? Como nem só da sexualidade se alimenta este blog, hoje vou partilhar mais tendências, desta vez de bem-estar, as quais deveremos ter em conta num futuro próximo.
 
Se houve algo que esta pandemia veio ensinar-nos é que o nosso bem-estar é indissociável do bem-estar do nosso planeta. Um artigo da Rita Caetano, para a revista Saber Viver, incide precisamente sobre esta questão, incontornável nos dias de hoje, até porque mais surtos pandémicos andam à espreita, como esse tal de Monkeypox
 
Dado que o texto é um tanto ou quanto extenso, vou citar apenas as partes que considero essenciais, deixando aqui o link de acesso à publicação original, caso queiras lê-lo na íntegra. Vamos lá então às dez tendências de bem-estar para o futuro recomendadas por vários especialistas, reunidos no Global Wellness Summit (GWS). 
 
1. A saúde do solo
O futuro passa por apostar numa agricultura regenerativa, cujas técnicas restaurem a biodiversidade do solo, responsável pela vida de 90 por cento dos organismos terrestres. Os especialistas acreditam que as quintas (algumas em espaços urbanos) irão aumentar e apelidam-nas de novos spas.
 
2. Acabar com a toxicidade dos músculos
De acordo com um estudo recente, os distúrbios alimentares e a dismorfia muscular estão a aumentar entre o género masculino. Portanto, a grande tendência é falar deste tema, ainda tabu, e acabar com os estereótipos masculinos, alimentados, em grande parte, pelas redes sociais, que parecem incentivar o culto do corpo irrealista.
 
3. Da tecnologia de bem-estar ao bem-estar tecnológico
A tecnologia que mais usamos está a prejudicar a nossa saúde. O tempo que passamos à frente de écrans é altamente prejudicial à saúde ocular e ao ritmo circadiano, já que a luz azul que emite está a afetar o sono e, por isso, a aumentar o risco de depressão, diabetes e doenças cardiovasculares. Como tal, o bem-estar tecnológico, não só atenua o dano tóxico que a tecnologia causa na nossa mente e corpo, como coloca a saúde no centro de como usamos a tecnologia em geral.
 
4. Vida sénior sem limites
Garantem os especialistas em antienvelhecimento que, daqui a uma década, os 90 serão os novos 40, com as pessoas a viver mais tempo e quem tem saúde a ser ativo até mais tarde. O caminho passa pela intergeracionalidade, algo comum nos sítios onde as pessoas vivem mais anos e com mais saúde. Programas de bem-estar para os mais velhos que incluam exercício, aprendizagem ao longo da vida, educação para a saúde e nutricional e programas intergeracionais, ligando jovens a idosos, são altamente recomendados.
 
5. Viagens de bem-estar
Os viajantes dos tempos atuais já não se contentam apenas em contemplar paisagens e monumentos. Têm necessidade de aprender, de crescer criativa e intelectualmente em novos ambientes. A natureza como fonte de cura e de admiração permanece primordial, mas o contacto com os locais ganhou importância, pois serão estes os motores das experiências mais apetecíveis e autênticas.
 
6. Saúde nas mulheres
Tendo em conta a lacuna da pesquisa médica em relação à saúde no feminino, muitas vezes subfinanciadas e pouco investigadas, start-ups e gigantes da tecnologia estão a melhorar a pesquisa nesse campo, através da Inteligência Artificial, aplicações para smartphones, wearables e testes virtuais.
 
7. Templos de bem-estar urbanos
Piscinas, termas, banhos turcos, saunas, hammams (novos ou renovados), praias artificiais ou parques públicos (onde a Natureza e a arte andam de mãos dadas) e aulas de bem-estar pop-up estão a ganhar importância em cidades de todo o mundo de forma acessível e inclusiva. Esta é uma tendência incontornável e que está a ganhar cada vez mais adeptos.
 
8. O regresso da autossuficiência
A fragilidade do planeta e a instabilidade das cadeias de abastecimento, que ficou visível na pandemia e agravada pelo conflito na Ucrânia, assim o obrigam. Este boom da autossuficiência já conduziu à criação de escolas de sobrevivência ao ar livre, crescimento do forrageamento e fabrico de produtos caseiros. Os especialistas dizem que é uma simplificação da vida e do consumo que obriga a pensar sobre os recursos e como são obtidos os alimentos.
 
9. Certificação dos coaches de saúde e bem-estar
A solução para a diminuição dos problemas de saúde que assolam as sociedades modernas pode estar nos coaches de saúde e bem-estar, responsáveis por nos ensinar sobre o que podemos fazer para termos um estilo de vida saudável, seja exercício, meditação, nutrição, etc. O futuro passa pelo trabalho desses profissionais, devidamente certificados, obviamente, em conjunto com médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e personal trainers.
 
10. O metaverso associado ao bem-estar
Os especialistas afirmam que "sinergias sem precedentes entre as indústrias da tecnologia, saúde e bem-estar – incluindo fitness, beleza, alimentação saudável, bem-estar mental, turismo de bem-estar, spas e bem-estar no local de trabalho – estão a desenvolver mundos virtuais que proporcionam uma experiência muito mais imersiva e transformam radicalmente a forma como o bem-estar é entregue aos consumidores". O metaverso é, portanto, uma realidade e a sua entrada no sector do bem-estar inevitável.
 
Por hoje é tudo. Estarei de volta na quarta, para mais um papo amigo. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo tão nosso.

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vegan-1091086_960_720.jpgViva!

Como prometido, eis-me aqui com a tal crónica sobre vegansexualidade, aquela que deveria ter ido para o ar na sexta-feira não fosse eu andar a meter o bedelho em conversa alheia.

Um artigo da Visão, datado de 13 de outubro, mas que só recentemente me chegou à vista, deu-me a conhecer uma nova designação sexual: vegansexual. Quanto a ti não sei, mas eu nunca tinha ouvido falar dessa coisa dos vegans só "sexarem" entre si. Ah pois é, ela não só já é uma realidade vincada em vários praticantes da dieta zero consumo de origem animal, como se prevê que no futuro exista em maior número.

A investigadora Annie Potts, a propósito de um estudo sobre consumo livre de crueldade na Nova Zelândia, deparou-se com tantos vegans que se assumiram incapazes de ter relações íntimas com carníveros que não hesitou em inventar o termo "vegansexuais".

Entre os 157 participantes no referido estudo (120 dos quais pertencentes ao sexo feminino), a maioria (63%) afirmou que tinha ou desejava ter um parceiro que também estivesse comprometido com a causa veggie. Uma de 21 anos admitiu mesmo estar a considerar deixar o namorado por este não partilhar do seu ponto de vista. Outra vai mais longe, afirmando que "não gostaria de ter intimidade com alguém cujo corpo é literalmente feito de corpos de outros seres que morreram para o sustentar". Segundo ela, "mesmo que achasse a pessoa muito atraente, não ia gostar de se aproximar dela se o seu corpo fosse derivado de carne".

Se para um fumador beijar quem fume é como lamber um cinzeiro, para um vegan o corpo de quem ingere carne é perfeitamente equiparável a um cemitério, já que no seu entender "os corpos das pessoas que não são vegan têm um cheiro diferente". É caso para nos perguntarmos se, entre os benefícios da dieta vegan, consta olfato ultrassensitivo.

Uma outra entrevistada confessou não cogitar a hipótese de beijar lábios que "permitem que pedaços de animais mortos passem entre eles". Para esta senhora de 49 anos, trata-se, mais do que uma questão de gosto pessoal, de ética sexual. Que dizer depois disto, pergunto-me eu a esta altura da escrita?

Não é de hoje que se fala na ascensão do número de vegans que procuram outros vegans para se relacionar, seja para amizades a preto&branco ou a cores. Uma realidade confirmada recentemente por uma empresa que organiza "speed dates" há cerca de 17 anos, em terras de sua majestade. De acordo com uma sondagem da SpeedDater, 56% dos vegetarianos e vegans dispensem conhecer um comedor de carne.

Ao ponto que isto chegou. Para além da idade, da altura, da cor da pele, do formato do corpo, da tonalidade dos olhos, do tom dos cabelos, etc., etc., etc., agora acrescenta-se um novo critério de seleção (ou exclusão) no campo sexual: tipo de dieta alimentar. Do tipo: "Olá, eu sou vegansexual. Como não como carne, também não "como" quem come carne. Se for esse o teu caso, baza daqui que só de olhar para ti faz-me lembrar um cemitério. Metes-me nojo!"

Por hoje é tudo, voltarei na quarta para mais um bate-papo só nosso. Até lá aquele abraço amigo e desejos de uma semana recheada de sexualidade, seja ela vegan ou não!

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