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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

17
Fev21

success-1433400_1920.jpgOra viva!

Que tal falarmos sobre o sucesso, essa coisa tão ambicionada por (quase) todos os mortais, mas apenas alcançada por poucos? Ocorreu-me abordar este assunto após um desabafo que me fizeram esta manhã, assente na constatação, por parte de uma amiga minha, de que alguém muito próximo tinha-se afastado, ao que tudo indica, sem quê nem porquê.

Da leitura que fiz do quadro que me foi apresentado, é claro que o motivo do afastamento da segunda prende-se com o sucesso da primeira. Confusa? Passo a descodificar: enquanto que a primeira soma e segue rumo ao sucesso supremo, a segunda soma e segue ladeira abaixo. Assim, a segunda pessoa, que ainda vive com uma mentalidade de escassez, vê no sucesso da primeira o espelho invertido do seu próprio fracasso, daí que a constatação desse facto lhe seja demasiado duro, ao ponto de cortar os laços que as uniam, de modo a não acompanhar o sucesso da primeira, um lembrete constante do que poderia ter sido a sua vida se tivesse feito por isso.

É aqui que reside o cerne desta crónica. O sucesso raramente cai do céu, ele exige esforço, dedicação, empenho, perseverança, motivação, resiliência, trabalho duro e uma determinação inabalável. Requer ainda um investimento contínuo e uma manutenção constante. Recorrendo a uma frase mais mundana, garanto - por experiência própria e alheia - que o sucesso demanda sangue, suor e lágrimas. Sabemos nós bem que poucas são as pessoas dispostas a tal, daí que o sucesso não seja para todos nem todos sejam para o sucesso.

Até há bem pouco tempo, tudo o que acabei de expor não passariam de meras palavras, bonitas, é certo. Hoje, focada no sucesso e para ele trabalhando todo o santo dia, vejo o quão exigente é conseguir alcançá-lo e, mais ainda, mantê-lo. No outro dia, alguém comentou que sou uma famosa que tem um blog, o que não corresponde de todo à verdade. A minha fama é resultado do blog e não o blog que é resultado da fama. Não sou uma famosa que resolveu criar um blog, sou uma anónima que conquistou fama e sucesso por ter criado um blog. 

Com esta despeço-me com aquele abraço amigo de sempre!

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19197053_cA0aI.jpegViva!

Ultimamente, como consequência da pandemia do Covid-19, muito se tem debatido a questão dos millennials, sobretudo do facto de, num curto espaço de tempo, enfrentarem uma nova crise nas suas vidas. A propósito disso, republico um dos best reading deste blog, um texto da Ruth Manus, publicado na Revista Pazes, que narra de forma nua, crua e acutilante a realidade de uma geração de profissionais bem-sucedidos, cuja vida gira à volta da carreira. Para ler e refletir!
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E a juventude vai escoando entre os dedos.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que dar o duro em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar a renda, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém os podia deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabes como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava convencer-se de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipa? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20, eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25, eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30, eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35, eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão má como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias num hotel quinta pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expetativas da empresa, dos olhares curiosos dos "amigos".
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controlo do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bónus do final do ano não comprariam os anos de volta.

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09
Nov19

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Ora viva! ✌️


Hoje, ainda que por pouco tempo, tive a oportunidade de privar com o lado desagradável do sucesso. 
Seguramente à conta do mediatismo dos últimos dias, fui despertada do meu descanso prolongado por uma avalancha de pedidos de amizade no meu perfil no Facebook.

 

Só para teres uma ideia, em pouco mais de uma hora este já contava com duzentos e tal novos amigos. Isto porque, de modo imprudente e impulsivo, fui aceitando os convites que me eram endereçados, sem parar para refletir sobre as implicações daquilo que estava a fazer. A ficha só caiu quando comecei a ser bombardeada pelo Messenger com chamadas e mensagens. Em questão de minutos, recebi pedidos de ajuda e de dinheiro, agradecimentos, piropos, elogios, conversa fiada e até uma imagem obscena. Com o mesmo frenesi, as chamadas não paravam. Nem bem acabava de rejeitar uma, lá vinha outra a clamar pelo ícone verde. Do mesmo "chamador" ou de outro qualquer, essas chamadas anunciavam que o ter aceite o convite de amizade foi interpretado como um convite ao engate. Ou que o facto de ser autora de um blog chamado Ainda Solteira significava que ando desesperada por um macho.

 

Abro aqui um parêntesis para esclarecer que a minha definição de privacidade há muito que determina que apenas amigo de amigo pode enviar-me convite de amizade. Quanto a isso sempre fui inflexível: impedir o acesso ao meu perfil a desconhecidos, pessoas com quem nunca tenha privado na vida real ou com quem não partilhe determinado círculo de amizade.

 

Na ressaca do meu recente sucesso na comunicação social cabo-verdiana, baixei a guarda e aceitei pedidos de amizade de pessoas alheias ao meu convívio. Foi quanto bastou para que amigos desses recém-amigos conseguissem chegar até mim.

 

A debandada desta manhã assumiu tal proporção que o próprio Facebook por duas vezes bloqueou-me o acesso à conta. Imagino que deva ter pensado que se tratava de um hacker ou de uma mobilização massiva do Daesh, já que, em 75 minutos, passei de utilizador com uma média de duas novas amizades por mês a utilizador com duas centenas de novas amizades, sendo 99% delas do sexo masculino, a maioria portadores de nomes árabes e muçulmanos. 

 

Porque aceitei estes pedidos de amizade? Porque a ingenuidade que insiste em não deixar-me ver as coisas como elas de facto são, pelo menos num primeiro momento, disse-me que estava aí uma boa oportunidade para angariar novos seguidores para a página do Ainda Solteira. Assim, dei por mim a batalhar em duas frentes: no tablet aceitava os pedidos de amizade e no telemóvel enviava convites para gostarem da página. Quanta ingenuidade minha! O número dos que aceitaram ser fã da página não atingiu sequer 10%.

 

Ao constatar que o interesse deles não estava em mim enquanto autora, e com cada vez mais requests a chegar, tomei a decisão de desferir o golpe fatal, sob pena de ver comprometida a guerra contra o assédio. O primeiro passo consistiu em bloquear os áudios. Depois "ignorei"  os textos, enviando-os para a pasta (oculta) dos pedidos de mensagem. A seguir, encetei a empreitada de remover todas essas amizades recentes. Por último, rejeitei todos os outros pedidos pendentes, que a essa altura já ultrapassavam as duas dezenas.

 

Mesmo sendo um processo moroso e enfadonho, nem um único perfil escapou à chacina. Dos cerca de 1.100 amigos que já tinha acumulado, sobraram 816, basicamente os mesmos que tinha antes da fama. Mais pedidos continuam a chegar, só que em menor quantidade, com todos eles a conhecerem o mesmo destino: "eliminado".

 

Quem quiser saber da minha vida enquanto blogger poderá fazê-lo através da página do Ainda Solteira. Gostando ou seguindo, será sempre bem-vindo, disso pode estar certo. Quanto ao meu perfil, a conversa é outra. Por ser pessoal, logo privado, só lá aceito aqueles que considero amigos, pessoas que conheço pessoalmente ou com quem tenha, no mínimo, 10 perfis em comum. Àqueles que não cumprem nenhum desses requisitos deixo o seguinte recado: "Não se deem ao trabalho de me enviar pedidos de amizade, pois estes serão impiedosamente rejeitados!"

 

A minha postura na vida sempre se pautou pela máxima "qualidade, em vez de quantidade" e não vai ser agora, por causa de três artigos em jornais, que dela vou abrir mão. Este lado da fama dispenso de bom grado. Termino lembrando que há uma linha que separa a minha vida pessoal da minha vida profissional e que essa linha está muito bem demarcada: o perfil é para a privada e a página para a pública. Fui clara?

 

Aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana!

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Viva!

Depois de duas crónicas salpicadas de episódios tensos e personagens neuróticas, a de hoje chega para descomprimir; afinal a vida não deve ser apenas drama e desgraça.

Assim sendo, é com todo o orgulho que anuncio que, esta terça-feira, o AS alcançou um facto inédito: dois posts em simultâneo nos destaques do Sapo Blogs. Primeiro foi o Stalkers: cuidado que eles andam aí e quando menos esperares... que mereceu constar do painel das melhores publicações do dia. Horas depois foi a vez do Quando pensamos que o racismo é coisa do passado há sempre alguém para nos lembrar do contrário conhecer o mesmo destino.

Não me canso de expressar a minha profunda gratidão por todos aqueles que contribuem para estas conquistas:

Quem lê 
Quem segue 

Quem gosta
Quem subscreve
Quem menciona

Quem partilha
Quem recomenda 
Quem elege
Quem inspira 
Quem ajuda (mesmo quando tenta atrapalhar)
Mas sobretudo pelo facto de, a partir de episódios lamentáveis com tudo para me derrubar, eu conseguir contar uma estória com as quais te identificas, empatizas e solidarizas.

Obrigada, thank you, merci, gracias, grazie, danke, arigatōgozaimasu...

Sou mesmo abençoada por todos os dias ter motivos para ser grata à vida!

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Ora viva!

Depois de um sábado pautado por fortes emoções religiosas, musicais e futebolísticas, eis-nos aqui, prontos para mais uma semana, na qual, estou em crer, depositamos as nossas melhores expectativas. Feito o preâmbulo, que tal me contares como correu o teu fim de semana F.

Mudando de assunto, o artigo de hoje versa sobre um assunto que acredito ser-te tão caro como o é para mim: o sucesso. Em relação a isto, opina o Insider Pro que a diferença entre aqueles que tudo alcançam e os outros reside nestas dez imagens que se seguem.

Visto concordar, em grande parte, com a posição deles, é com todo o gosto que partilho contigo a estória ilustrada do sucesso versus fracasso, neste dia em que se inicia mais uma semana laboral, desta vez sem quaisquer feriados ou tolerância de ponto, como nos habituamos nas últimas semanas.

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Quanto a ti não sei, mas neste exato momento estou fazendo para que esta semana seja pautada por vários momentos de sucessos e conquistas. Este post é o primeiro deles. Feliz semana, meu bem!

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1-girl.pngOra viva!

A semana arranca com muitas dores musculares (ainda!), mas excelentes perspetivas, a quase todos os níveis. Vejamos, voltei ao ginásio, e em quatro idas não pus a vista em cima do tal rapaz, o que me faz concluir que o dito já lá não treina, facto que deixa o meu coração em paz e a minha concentração ao rubro; sinto melhoras flagrantes na minha coluna, fruto da massagem termodinâmica que tenho vindo a fazer; à custa da meditação, tenho desfrutado de um estado de espírito há muito esquecido; e aproxima-se o nosso primeiro encontro (não te esqueceste do nosso rendez-vous, pois não?). 

Como bem sabes este é um espaço muito próprio, um nicho, na linguagem de marketeer, que visa abordar essencialmente assuntos relacionados com um determinado estado civil. Mais do que celebrar a solteirice, o objetivo-mor deste blog é promover um debate franco e profícuo sobre o assunto.

Contudo, isso não quer dizer que assuntos de outras especialidades, sejam elas quais forem, não possam ser igualmente merecedoras de interesse, análise e discussão. É neste contexto que a crónica de hoje versa sobre a língua que nos une, mais concretamente sobre o correto domínio da gramática portuguesa. Sim, leste bem!

Uma das coisas que mais me impressiona pela negativa é aquela a que chamo de mutilação gramatical portuguesa, infelizmente, prática comum e que urge ser erradicada, sobretudo da esfera profissional. Nos sites e apps de encontros posso até dar um desconto, se bem que as chances do pretendente ficam praticamente reduzidas a zero. No meio profissional tal é absolutamente inadmissível. Afinal, não só está-se a por em causa a reputação pessoal, como a própria imagem da instituição em nome da qual se expressa. E aqui as empresas devem fazer a sua mea culpa. Cerca de 20 meses no mercado do desemprego, estou à vontade para afirmar que, aquando do recrutamento, estas parecem mais interessadas nos dotes linguísticos de idiomas alheios do que os da língua materna.

Na minha opinião, um profissional, labore ele em que área for, se não souber fazer o correto uso da gramática, compromete de forma flagrante toda a sua credibilidade. Ainda mais quando tem à sua disposição, à distância de um clique, inúmeras ferramentas de suporte. Eu mesma não abro mão disso. Em caso de dúvida, não hesito em dar um saltinho até ao google, infopédia, Porto Editora ou quem mais me poder esclarecer a questão.

Tenho notado, com muito orgulho até, que a esmagadora maioria dos seguidores que comigo interagem demonstram uma impecável capacidade de expressão lexical. Tal, reforça a minha perceção de que o Ainda Solteira passa ao lado dos mitras da rede, para grande satisfação minha.

Ainda assim, dado que o saber não ocupa espaço e rever a matéria dada é sempre uma aposta ganha, partilho contigo um artigo da revista Exame que aborda precisamente os erros de português muito comuns no mundo do trabalho.

Boa aula e já agora uma excelente semana.

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01
Jun16

Ser o primogénito é melhor

por Sara Sarowsky

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Porque sou a mais velha dos descendentes da tribo Barros Sanches, é com orgulho que partilho contigo este post que fala sobre as vantagens de ser-se o primogénito. Que novidade! Como se eu não soubesse disso. Se também és a mais velha, lê este artigo e depois diz-me se também te identificas com o que vem a seguir.

O Huffington Post compilou o resultado de vários estudos realizados ao longo dos anos para chegar à conclusão de que os primogénitos podem ser:

1. Mais inteligentes
Um estudo realizado em 2007 na Noruega a 250 mil jovens adultos, mostra que os irmãos mais velhos tinham um QI relativamente superior, em média mais 2.3 que os seus irmãos novos. Os investigadores também afirmam que esta diferença não se deve tanto à genética, mas sim às circunstâncias onde os filhos mais velhos crescem.

2. Mais responsáveis
Para Jeffrey Kluger, autor do livro The Sibling Effect: What the Bonds Among Brothers and Sisters Reveal About Us, os mais velhos tendem a ser mais leais à família e denotam um percurso mais tradicional. Daí serem vistos como mais responsáveis.

3. Mais bem sucedidos
Por sua vez, Ben Dattner, psicólogo da Universidade de Nova Iorque, considera que os primeiros a nascer tendem a ser mais orientados para o sucesso e a querer agradar os pais. Os estudos apontam ainda que os primogénitos também tentam dominar os filhos mais novos, estando assim mais preparados para liderar.

4. Mais cumpridores
Os psicólogos belgas Vassilis Saroglou e Laure Fiasse publicaram um estudo, em 2003, que comprova que os primeiros a nascer normalmente são mais responsáveis, competitivos e convencionais. Daí terem tendência de seguirem mais as regras.

5. Mais conscientes
Num estudo australiano de 2015 chegou-se à conclusão que os irmãos mais velhos são mais conscientes, têm mais empatia e menos neuróticos. Este estudo demonstrou ainda que os quem é mais conscientes, tem tendência para ter melhores resultados académicos.

Bazófias à parte, eu sou a prova viva de que estes estudos não poderiam ser mais verdadeiros. Vejamos, sou a única com formação superior, sou a mais responsável (tem dias), a única que tem um trabalho qualificado (quando me dão emprego), e por aí adiante. Esqueci de dizer que sou a única solteira ah ah ah.

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27
Mai16

thinking-girl-1725x810_28027.jpgHoje o tempo anda escasso - confesso que a inspiração também - por isso só passei para deixar-te com esta lista de coisas que as pessoas com força mental (normalmente) não fazem. Aponta aí:

1. Não perde tempo a sentir pena de si mesmo
"Sentirmos pena de nós mesmos é autodestrutivo", diz Morin, pelo que o truque para acabar com este comportamento é "afirmarmos o bem que há no mundo e começarmos a apreciar aquilo que temos".

2. Não abdica do seu poder
As pessoas abdicam do seu poder quando não estabelecem limites físicos e emocionais, descreve Morin, dando Oprah Winfrey como exemplo de alguém que tem um forte domínio do seu próprio poder. Tendo crescido na pobreza e sofrido abusos sexuais, Oprah "escolheu definir quem iria ser na vida não abdicando do seu poder".

3. Não foge da mudança
Morin descreve cinco etapas da mudança: pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção. Seguir cada uma das etapas é fundamental, dado que fazer mudanças pode ser assustador, mas fugir delas impede o crescimento.

4. Não foca a atenção no que não pode controlar
"Dá uma sensação de grande segurança ter tudo sob controlo, mas pensar que temos sempre o poder de fazer as coisas acontecerem como queremos pode tornar-se problemático", avisa Morin. Tentar controlar tudo é, provavelmente, uma resposta à ansiedade.

5. Não se preocupa em agradar a todos
Frequentemente, julgamo-nos a nós próprios levando em conta o que outros pensam de nós - o que é o oposto da força mental. Morin elenca quatro factos sobre a tentativa de agradar a todos constantemente: é uma perda de tempo; quem tenta agradar a todos é facilmente manipulável, é normal que outros se sintam zangados ou desiludidos e ninguém consegue agradar a todos.

6. Não têem medo de assumir riscos calculados
Frequentemente, diz Morin, as pessoas têm medo de assumir riscos, sejam financeiros, físicos, emocionais, sociais ou relacionados com os negócios. Mas tudo depende do conhecimento. "A falta de conhecimento sobre como calcular riscos cria um medo aumentado", diz a autora.

7. Não se perde no passado
O passado está no passado. Não há maneira de alterar o que aconteceu e "viver no passado pode ser autodestrutivo, impedindo-nos de apreciar o presente e planear o futuro", escreve Morin. Além de não resolver nada, pode levar à depressão, alerta. Pode haver, porém, uma vantagem em pensar no passado. Pensar nas lições aprendidas, considerar os factos em vez das emoções e encarar uma situação sob uma nova perspectiva pode ser útil.

8. Não repete os mesmos erros
Refletir pode garantir que não repetimos os mesmos erros. É importante analisarmos o que terá corrido mal, o que podia ter corrido melhor e como fazê-lo de forma diferente na próxima vez, escreve Morin. Pessoas mentalmente fortes aceitam a responsabilidade pelo erro e criam um plano cuidadosamente redigido para evitar tornar a repetir o erro no futuro.

9. Não fica ressentida com o sucesso dos outros
O ressentimento é como a raiva que fica escondida e acumulada, considera esta profissional da mente. Prestar atenção ao sucesso de outra pessoa não vai contribuir para o nosso, na medida em que nos distrai do nosso percurso. Mesmo que venhamos a tornar-nos bem sucedidos, poderemos nunca sentir-nos satisfeitos se estivermos sempre distraídos com os outros.

10. Não desiste após o primeiro fracasso
O sucesso não é imediato e o fracasso é, quase sempre, um obstáculo que teremos de contornar. Pensar que o falhanço é inaceitável ou que significa que não somos suficientemente bons não reflete força mental.

11. Não tem de medo de estar sozinha
"Arranjar tempo para estarmos sozinhos com os nossos pensamentos pode ser uma experiência poderosa e que pode dar-nos ferramentas para atingirmos os nossos objetivos", escreve Morin. Tornarmo-nos mentalmente fortes "exige que reservemos tempo do dia-a-dia para nos concentrarmos no crescimento".

12. Não sente que o mundo lhe deve alguma coisa
É fácil sentirmo-nos zangados com o mundo devido aos fracassos ou falta de sucesso, mas a verdade é que ninguém tem direito a nada. Tudo tem de ser conquistado. "A vida não é feita para ser justa", sentencia Morin.

13. Não espera resultados imediatos
"Uma disposição para desenvolver expectativas realistas e a compreensão de que o sucesso não acontece da noite para o dia são necessários se quisermos atingir o nosso potencial máximo", considera Morin. As pessoas mentalmente fracas são, frequentemente, impacientes.

Nota: Estas dicas vieram do livro 13 coisas que as pessoas com força mental não fazem, da autoria de Amy Morin, que, além de psicoterapeuta, professora de psicologia e assistente social, sintetizou em 13 tópicos as atitudes que permitem evitar pensamentos, emoções e comportamentos destrutivos – a trilogia essencial – e desenvolver força mental para atingir o sucesso.

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Escravo-Trabalho-696x348.jpgEste artigo de janeiro tem tido tanta procura nestes últimos dias que decidi voltar a publicá-lo - só esta quarta-feira, 18 de maio, este meu (e nosso) blog registou 7098 visitas. Baseado num texto da Ruth Manus, publicado na Revista Pazes, o artigo A triste geração que virou escrava da própria carreira retrata de forma nua, crua e fiel a realidade atual da geração profissionais bem sucedidos.

E a juventude vai escoando entre os dedos.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que dar o duro em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar a renda, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém os podia deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabes como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava convencer-se de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipa? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20, eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25, eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30, eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35, eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão má como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias num hotel quinta pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expetativas da empresa, dos olhares curiosos dos "amigos".
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controlo do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bónus do final do ano não comprariam os anos de volta.

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19
Abr16

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O artigo de hoje tem a ver com a liderança, caraterística muito em voga e que deve ser pertinente para qualquer profissional que almeje ser bem-sucedido. Para quem pretende ingressar ou regressar ao mercado de trabalho esta é uma exigência a ser tida em conta e a ser trabalhada.

 

Nas sociedades atuais, a capacidade de liderar é amplamente valorizada, enaltecida e, muitas vezes, exigida e incentivada. Para os profissionais do marketing e da comunicação, a minha área, esta questão revela-se vital, capaz de ditar o nosso lugar na pirâmide do sucesso: base, metade ou topo.

 

Modéstia à parte, considero-me uma líder por excelência. E não sou só eu que o digo. Aqueles que comigo privam ou privaram, tanto na esfera pública como na privada, também o reconhecem.

 

Contudo, não penses que isso quer dizer que tenho a vida (mais) facilitada. Pelo contrário. Ser líder exige uma personalidade forte, convicções inabaláveis, postura confiante, mente indagadora, espírito descontraído, um enorme respeito pelos outros e uma brutal capacidade de desafiar o status quo. Caraterísticas que tanto podem encantar como incomodar ou até mesmo ofender. Ou seja, um líder tanto como cativar como intimidar. Tanto pode despertar admiração como rejeição. Tanto pode ser amado como odiado, com a mesma intensidade. Tanto pode gerar consensos como polémicas.

 

Estes são os sinais que se reconhecem num (bom) líder:

1.Ter uma mente aberta e procurar conhecer a opinião dos outros

Se as pes­soas falam con­tigo por reconhecerem em ti uma mente aberta e um espírito livre, então estás no caminho certo a liderança.

 

2. Dar dicas e conselhos

Se os teus co­legas, familiares e amigos te pedem con­se­lhos, é porque valorizam a tua opi­nião. Se ajudas os ou­tros a su­pe­rarem pe­ríodos di­fí­ceis, tens o que é necessário para seres líder.

 

3. Estar disponível para aqueles que contam contigo

Com isso quero dizer que as pes­soas con­fiam nas tuas pro­messas, que a tua palavra tem valor para elas. Se mostras res­pon­sa­bi­li­dade cons­tante e os ou­tros con­fiam em ti, então mostrar ser uma líder.

 

4. Ser um bom ouvinte

Ser capaz de ouvir os ou­tros ou de levar as pes­soas a con­ver­sarem con­tigo sem se preo­cu­parem com o uso que vais dar às informações que contigo partilharam é uma das mais vincadas caraterísticas de um líder. Se en­tendes que ouvir é mais im­por­tante do que falar e se as pes­soas sabem que podem con­fiar em ti, voilá!, temos líder.

 

5. Servir de exemplo

A li­de­rança não é per­su­asão, ar­gu­men­tação ou força. Em boas e más al­turas as pes­soas reparam em quem está pre­sente, em quem é eficaz e em quem tra­balha ar­du­a­mente sem se dis­trair. Se essa pessoa és tu e se os ou­tros te se­guem na­tu­ral­mente, líder és.

 

6. Ser perfecionista

Como disse, e bem, Aris­tó­teles: "Somos o que fa­zemos re­pe­ti­da­mente logo a ex­ce­lência não é um ato mas sim um há­bito". Quando a qua­li­dade do re­sul­tado é a tua maior pri­o­ri­dade – ou quando mostras aos ou­tros que pre­feres agir a falar, mos­trar a dizer e cum­prir a pro­meter – e quando manténs um pa­drão de ex­ce­lência e qua­li­dade, estás a dar sinais de uma liderança saudável e positiva.

 

7. Ser otimista

Pes­soas po­si­tivas e oti­mistas contaminam tudo e todos à sua volta, deixando-os mais fe­lizes. Uma ati­tude oti­mista não fecha os olhos aos pro­blemas – mas per­mite en­con­trar algo bom em quase todas as si­tu­a­ções, na cer­teza de que no final tudo fi­cará bem. Se tens esse tipo de es­pí­rito – que mantém as pes­soas mo­ti­vadas, meu bem, deves ter orgulho em ti.

 

8. Tratar as pessoas com respeito

O co­nhe­ci­mento pode dar-te poder e van­tagem mas quando mostras res­peito pelos outros recebes sempre res­peito em troca. Se pro­curas algo bom em cada pessoa que co­nheces, e res­peitas quem te ro­deia, é pro­vável que as pes­soas te es­timem bas­tante e te vejam como um líder.

 

9. Preocupar-se sinceramente com os outros

Se apoias as pes­soas ao teu redor, dás con­se­lhos e par­tilhas o que sabes – dando aos ou­tros opor­tu­ni­dades para al­can­çarem o su­cesso – e se te pre­o­cupas com o bem-estar dos ou­tros e fazes tudo para ajudá-los, a liderança em ti mora.

 

10. Ser confiante e entusiasmada

Segues em frente com au­to­con­fi­ança e és apai­xo­nada por aquilo em que acre­ditas, com­batendo todos os obs­tá­culos que surgem no ca­minho. Se tra­balhas cons­tan­te­mente para atingir uma meta com con­fi­ança, és visto como um guia credível e inspirador.

 

Como podes ver, a liderança no fundo é uma combinação de circunstâncias com persistência, vontade de o ser, personalidade e prática. Por outras palavras, todos nós podemos ser líderes (uns melhores que outros, é verdade), desde que cultivemos e aperfeiçoemos todos estes sinais.

 

 

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