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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

nude-5304222_1920.jpgViva! ✌️ 

Agora que os holofotes deram uma trégua a esta blogger aqui, que tal retomarmos o fio à meada com um tema coincidente com a categoria pelo qual este blog foi distinguido por dois anos consecutivos: a sexualidade? O ano passado por esta altura andava a blogosfera a votar para eleger os melhores de Portugal. Parece que até disso a pandemia nos privou...

Conforme adiantado no post anterior, para hoje proponho um novo mantra contra o stress, um vilão do bem-estar cada vez mais impiedoso e do qual tenho sido presa fácil, para mal dos meus pecados. 😉

Sei que és uma pessoa (bem) informada, porém, duvido que estejas por dentro do conceito 'Gastrosiexta', uma tendência que combina três dos maiores prazeres da vida: comer, dormir e 'sexar'. Pelos benefícios que se lhe adivinham, esta prática é vista por muitos especialistas como a fórmula perfeita para combater o stress. "Sentimos prazer ao provar comidas novas e descobrir novos sabores. Dormir ajuda a reduzir o stress cardíaco e a pressão arterial e promove a produtividade, através do aumento da concentração e do desempenho. A atividade sexual, além de proporcionar benefícios, tanto para a saúde física como para a psicológica, também contribui para o bom relacionamento do casal", esclarece a psicoterapeuta espanhola Marisa Navarro, uma das defensoras desta tendência.

Apesar de a 'Gastrosiexta' adequar-se na perfeição ao estilo de vida de nuestros hermanos, dada a tradição de se fazer a sesta, nada nos impede de adotar tal modalidade, sobretudo nestes tempos de pandemia, em que estamos tão confinados. A descompressão da ditadura horária e a avidez por momentos Covid free soam-me como dois excelentes motivos para aqueles que estão numa relação quererem aventurar-se numa nova experiência sexual.

Há que estar ciente de que a prática da 'gastrosiexta', que pode acontecer antes ou ou até antes e depois (conforme a predisposição do casal), requer tempo, pelo que é essencial não haver pressas ou preocupações. Daí que se recomende a escolha de um dia em que ambos os parceiros estejam disponíveis e desligados de tudo o resto. Nessa altura, devem optar por uma novidade gastronómica, de modo a que prevaleça o prazer de provar algo pela primeira vez. Depois do almoço, segue-se a sesta na companhia do parceiro. A fase seguinte é dar o corpo ao manifesto como se não houvesse amanhã (se é que me entendes 😉).

O sexo é uma das experiências mais íntimas e prazerosas para o ser humano. A sua prática, além de apresentar inúmeras vantagens, ajuda ainda a reduzir o stress e a fortalecer o sistema imunológico, dois benefícios imprescindíveis nos tempos que correm.

Aos emparelhados a palavra de ordem é 'gastrosiextar' tão logo possível e por tempo indeterminado. Aos desemparelhados cabe manter a esperança de, em breve, poderem explorar esta tendência. Até lá, saúde e esperança para todos.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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29
Mai19

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Viva!

É urgente abrandar, desligar então, imperativo! É desta forma, sem meias palavras, que dou o pontapé de saída a esta crónica que intenta escancarar um dos grandes temas da atualidade: o burnout ou stress profissional, para quem não está familiarizado com o termo. Por burnout entende-se o esgotamento físico e mental causado pelo exercício de uma atividade profissional.

Descrito como "uma síndrome resultante de stress crónico no trabalho que não foi gerido com êxito", o burnout tem assumido tamanha proporção que a Organização Mundial da Saúde (OMS), na sua última assembleia-geral, deu luz verde à sua inclusão, a partir de 1 de janeiro de 2022, na lista de doenças reconhecidas pela comunidade científica. Importa referir que na origem desta determinação do organismo máximo em matéria de saúde mundial estiveram conclusões de peritos de todo o mundo.

Intrinsicamente associado ao trabalho, o burnout pode resultar de uma carga horária excessiva, da falta de valorização por parte da chefia ou de um descontentamento generalizado em relação ao próprio trabalho. Outros fatores como excesso de responsabilidades, pouca autonomia para tomar decisões, falta de justiça e conflitos de valor podem igualmente desencadear esta síndrome, que em terras lusas afeta dois terços dos médicos.

Pelo facto de os seus sintomas serem muitas vezes semelhantes aos de outras doenças como a ansiedade e a depressão, o diagnóstico desta síndrome peca por tardio ou até mesmo inexistente. Para que não restem dúvidas, cansaço excessivo (físico e mental), irritabilidade, alterações repentinas de humor, dor de cabeça frequente, alterações no apetite, problemas relacionados ao sono, dificuldades de concentração, depressão e ansiedade, alteração nos batimentos cardíacos, distanciamento da vida pessoal e falta de prazer nas atividades são considerados indícios inequívocos.

Eu mesma venho sofrendo desta condição há já uns meses. Tudo começou no ano passado quando andava a labutar em três frentes profissionais, sem falar no Ainda Solteira, um amante generoso, contudo exigente e possessivo. Em outubro, quando fiquei com a responsabilidade de gerir uma formação para quase duas centenas de pessoas, o stress profissional foi tal que explodiu numa crise aguda de acne, que ainda hoje estou a tentar debelar.

De lá para cá, vi-me forçada a encetar algumas mudanças na minha vida profissional; e não só. Passei a ter apenas um único trabalho e, depois da conquista do Sapo do Ano, vi-me livre daquela pressão em ter que provar o meu valor enquanto escritora/blogger. Fora isso, adotei umas quantas atitudes, simples na sua génese mas evidentes na sua eficácia: não atender telefonemas profissionais fora do horário normal de expediente, não consultar/responder emails fora do escritório, não "cronicar" com tanta frequência, investir em conteúdos audiovisuais que exigem menos emprego dos neurónios (leia-se Instagram), meditar de manhã e à noite e dormir entre 8-9 horas.

Contudo, a maior de todas elas foi, sem dúvida, aceitar que não sou Deus, logo que não faço milagres. Com isso quero dizer que aceito que não consigo dar conta de tudo, por mais que assim o queira. Continuo a dar o meu melhor no sentido de fazer o que me compete, mas sempre consciente de que o tempo, a ação de terceiros, as decisões superiores e o reconhecimento alheio do meu esforço são coisas que me ultrapassam; logo que não posso controlar.

É este o meu segredo para gerir o burnout: consciencializar e aceitar, sem desresponsabilizar, que há coisas que não dependem de mim, por mais que faça nesse sentido. 
Espero que esta minha partilha ajude, de um modo ou de outro, alguma alma desasossegada que esteja a sofrer deste mal tão revelador de uma cultura laboral ciosa de tantas coisas, mas ainda demasiado negligente no que toca ao bem-estar emocional dos seus trabalhadores.

É neste sentido que, em nome da nossa própria sanidade, é cada vez mais imperativo que aprendamos a abrandar o ritmo e a desligar do trabalho.

Fica bem e até breve!

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17
Mar16

Queixar-se faz mal à saúde

por Sara Sarowsky

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Alguma vez paraste para pensar porque é que nos queixamos? Porque faz bem libertar as emoções dessa forma, certo? Errado!

 

Falar do que nos aborrece é saudável e até pode pode ajudar a ver as coisas sob outra perspetiva. Reclamar também tem o seu lado bom, já que nos faz extravasar aquilo que nos consome. Mas fazê-lo a toda a hora, além de ser chato e cansativo, pode ter consequências sérias para a nossa saúde mental e mesmo física.

 

A revista Wired , que cita Jeffrey Lohr, acredita que o hábito de expressar a negatividade não só tende a não nos fazer sentir melhor, como também faz quem nos ouve sentir-se pior. "Expressar a raiva é... semelhante a soltar gases num espaço fechado. Parece uma boa ideia, mas não podia ser mais errada", compara o psicólogo, que estudou o fenómeno.

 

O autor e investigador Steven Parton explica no Psych Pedia, a "enciclopédia da psicologia moderna" online, que a queixa não só modifica o cérebro para pior, como também tem repercussões negativas graves na saúde mental.

 

Segundo Parton, quando se tem um pensamento, torna-se mais fácil tê-lo outra vez. Se os pensamentos forem, frequentemente, negativos... Está aberto o caminho para uma posição mais pessimista perante tudo. Mas a negatividade, insiste Parton, é terrível para a saúde física também: enfraquece o sistema imunitário, aumenta a tensão arterial, e, por conseguinte, o risco de doença cardíaca, obesidade e diabetes. A "culpa", neste caso, é do cortisol, a hormona do stress: Quando estamos negativos, liberta-se o cortisol e os seus níveis elevados "interferem com a aprendizagem e a memória, diminuem a função imunitária e a densidade óssea, favorecem o aumento do peso, da tensão arterial, colesterol", enumera.

 

Pelos vistos, ninguém merece levar com as queixas. Nem quem as faz e menos ainda quem as ouve. Se já não era adepta das reclamações, depois deste artigo então… vou conter-me ainda mais.

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20
Fev16

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Dia difícil companheira? Quem nunca passou por isto que fale agora ou cale-se para sempre. Em dias assim, nada melhor do que refugiar-se no aconchego do lar, relaxar e apostar numa boa noite de sono. A pensar nisso, a revista Cosmo reuniu algumas práticas, simples e altamente eficazes, que nos podem ajudar a extravasar a tensão acumulada ao longo do dia e a encontrar aquela paz de espírito tão necessária para recarregar as baterias para futuras batalhas. Toma nota delas:

 

Banho de imersão

Experimenta chegar a casa, encher a banheira de água morna e embarcar num longo banho de espuma. Para ajudar-te a descontrair ainda mais, recomendo que vás munida do iPod com as tuas músicas favoritas  (no meu caso a Norah Jones é presença assídua), uma taça de vinho tinto ou Porto White e velas de cheiro. Enquanto estiveres submersa na água morna, que ajuda a relaxar os músculos, tenta evadir-te das complicações nossas-de-todos-os-dias, concentrar-te apenas naquele momento, no som ambiente e na fragrância do ar. É um dos meus momentos de supremo êxtase, a que chamo star quality. Momentos altamente relaxantes de que não abro mão por nada.

 

Pintar as unhas

Pode não parecer, mas é uma tarefa muito relaxante. Enquanto estiveres focada nesta atividade, a tua cabeça irá estar desligada do resto do mundo. Cuidar de nós é importante e ajuda a tranquilizar. Experimenta ter este momento só para ti. Atenção, ir à manicure também conta.

 

Creme hidratante
Na hora de passar o body milk, aproveita para massajar todas as regiões do corpo que estiverem mais tensas. Não só alivia o stress como ainda refirma e combate a celulite. Aplica uma quantidade generosa de creme, afinal quando se trata do nosso bem-estar físico e emocional mais é mais.

 

Limpeza de pele

Há quanto tempo não mimas a tua pele? Não há nada mais calmante e reconfortante do que alguém a massajar-nos o rosto, ao mesmo tempo que contribui para a nossa beleza. Com a vantagem de que ainda consegues uma pele limpa de impurezas. Esta é das coisas de que nunca me canso de enaltecer e recomendar e da qual não abro mão. Pensa nisso.

  

Massagens rápidas
Não tens tempo e muito menos dinheiro para aquelas massagens tailandesas especializadas? Não faz mal. Pede à tua cara metade, caso tenhas essa sorte, ou a uma amiga que te façam uma massagem rápida. Não custa nada e ainda consegues relaxar alguns músculos. Uma massagem, seja ela rápida ou prolongada, sabe pela vida. Relaxa a mente, inunda o corpo de prazer, aquece a alma e apazigua o coração.

 

Só de escrever este post uma pessoa até se esquece dos dramas quotidianos. Como esse corpo é meu e ele merece ser mimado até à medula, lá vou eu a caminho do meu diva moment: banho de imersão com direito a pacote completo.

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Companheira, amiga e seguidora deste meu caderno de impressões (tão nosso), eis-me de volta ao ativo, pós uma curta ausência, justificada por um ataque fulminante de desinspiração. E comigo trago um tópico já anteriormente abordado, mas que dada a sua incontestável pertinência, vale sempre a pena partilhar: inteligência emocional, desta vez acasalada com o sucesso.

 

Num artigo publicado no LinkedIn, o especialista Travis Bradberry, cofundador da TalentSmart e autor do best-seller Emotional Intelligence 2.0, atesta que a   inteligência emocional está intimamente ligada ao sucesso e como prova disso identificou nove caraterísticas comportamentais dos emocionalmente inteligentes.
 

1. Não viver no passado

Quando se vive no passado, o mais provável é nunca se conseguir seguir em frente. Deste modo, o fracasso pode "minar" a nossa autoconfiança e impedir-nos de ser bem sucedido no futuro. "As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que o sucesso reside na sua capacidade de ultrapassar o fracasso, e não podem fazer isso ao viverem no passado", explica Bradberry. O importante as pessoas acreditarem que nada se consegue sem riscos e esforços, acreditando sempre nas suas capacidades de vencer.

 

2. Não se refugiar nos problemas

Para Bradberry, o foco da atenção determina o estado emocional, ou seja, quando uma pessoa se fixa num problema as emoções serão negativas e stressantes. Esse tipo de sentimentos vai influenciar de forma negativa o seu desempenho. Deste modo, ao invés de se "afundarem" nos problemas, as pessoas emocionalmente inteligentes focam-se em procurar soluções para resolvê-lo.

 

3. Não se focar na perfeição

Na pesquisa desenvolvida, as pessoas bem sucedidas não procuravam a perfeição, conscientes de que esta não existe. "Quando a perfeição é o objetivo, a pessoa sentirá sempre a sensação de fracasso, gasta o seu tempo a lamentar o que deixou de fazer e o que poderia ter feito de forma diferente, em vez de apreciar o que era capaz de alcançar", acrescenta Bradberry.

 

4. Não viver cercados de pessoas negativas

As pessoas que estão constantemente a queixar-se dos seus problemas e que são negativas (vulgo "pessoas tóxicas") representam um perigo para o sucesso dos que as rodeiam, já que, longe de se preocuparem com soluções, apenas pretendem levar alguém consigo "para a cova", de modo a se sentirem melhor. Por estas razões e mais algumas, devemos mantê-las bem afastadas de nós, ainda que isso nos possa fazer sentir mal e insensível. "Há uma linha que separa emprestar um ouvido simpático e ser sugado para dentro de uma espiral emocional negativa", defende o especialista.

 

5. Não ter medo de dizer "não"

"Dizer não é realmente um grande desafio para a maioria das pessoas", admite Bradberry. Contudo, quando é necessário dize-lo, as pessoas bem sucedidas fazem-no sem rodeios, e de forma direta. A investigação concluiu que a dificuldade em dizer "não" está relacionada com o stress e com a depressão. Ao conseguir dizer esta palavra está a assumir os seus compromissos e a defender o que quer, o que lhe permite alcançar o sucesso.

 

6. Não deixar ninguém influenciar a sua felicidade

Quando as pessoas emocionalmente inteligentes se sentem bem, elas não deixam que os outros estraguem esse estado de espírito com opiniões e sentimentos destrutivos. E também não comparam felicidades. Não importa o que as outras pessoas pensam ou fazem, a nossa autoestima vem de nós. Devemos preocupar-nos com aquilo que fazemos, não com o que os outros fazem.

 

7. Perdoar, mas não esquecer

A investigação concluiu que as pessoas com maior inteligência emocional são rápidas a perdoar, o que não quer dizer que esqueçam. Não ficam a "remoer" o que se passou, mas isso não significa que irão dar hipóteses a um novo erro.

 

8. Não desistir da luta

Segundo Bradberry, pessoas deste tipo sabem o quão importante é lutar para viver no dia seguinte. Deste modo, em alturas de conflito, enfrentam os problemas e não se deixam abater pelas dificuldades. Fazem-no com cautela, controlando as suas emoções e capacidades com sabedoria. Esta é a forma mais eficaz de defenderem o "seu território e saírem vitoriosos".

 

9. Não guardar rancor

Guardar rancor é, na verdade, uma resposta ao stress. Pesquisadores da Universidade de Emory mostraram que este sentimento contribui para a pressão arterial e para doenças cardíacas. Ao guardar rancor estamos a guardar também o stress, e assim, nunca alcançaremos o sucesso. Ou seja, aprendermos a libertar do rancor não só vai fazer com que nos sintamos melhor como também vai melhorar a nossa saúde. As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que devem evitá-lo a todo o custo.

 

Quanto a mim, reconheço a necessidade de limar umas quantas arestas, rumo a uma trintona mais bem resolvida, mais emocionalmente inteligente e, infinitamente, mais orgulhosa da sua condição de ser humano que labuta incansavelmente para fazer a diferença neste mundo. Pela positiva, claro está!

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