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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

 

Os aeroportos sempre despertaram em mim um fascínio inexplicável. Adorei-os ainda antes de adentrar por uma sala de embarque. A primeira vez que isso aconteceu, apoderou-se de mim uma comoção avassaladora. Partia rumo a Portugal para tirar um curso superior. Já lá vão mais de duas décadas.

 

Desde essa altura que estes gigantescos albergues de partidas e chegadas são-me sinónimo de aventura, adrenalina, descoberta, reencontro e esperança. Bastava transpor aquelas portas automáticas para se apoderar de mim uma felicidade indescritível, prenúncio de que estava a caminho de algum sítio, escolhido por mim com todo o gosto e expectativa. Nunca houve voo atrasado, bagagem extraviada, perdida ou danificada, fila ou pessoas mal humoradas capazes de pôr em cheque essa genuína alegria de estar num deles. Mesmo quando só ia acompanhar quem partia ou acolher quem chegava.

 

Hoje, o sentimento que me assola é exatamente o oposto. Hoje o aeroporto, o mesmo que sempre me fez sentir tão bem, afigura-se a um corredor da morte. Hoje faço a viagem mais triste de sempre, a caminho do funeral do meu pai, vítima de um ataque cardíaco fulminante aos 64 anos. Hoje queria estar em qualquer outro lugar que não aqui onde me encontro a escrever para ti, numa última tentativa de fintar o desespero e não sucumbir ao pranto que teima em não se deixar fintar.

 

Hoje sei que, daqui para a frente, nunca mais voltarei a ver um aeroporto da mesma forma. Hoje sei que nada será como antes. Hoje sei que a minha vida mudou para sempre!

 

Feliz Páscoa, palavra derivada do latim e, por sua vez, do hebraico, que significa “passagem”. Simboliza a libertação do povo egípcio e a ressurreição de Cristo. Simboliza, igualmente, a passagem das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Afinal, o bem vence o mal!

 

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11
Abr19

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Viva!

Finalmente consigo acasalar uma pitada de tempo (desviada do trabalho) com uma nesguinha de inspiração (resgatada da azáfama). Dado que nem uma nem outra sobejam neste momento, que tal falar-te de algumas expressões capazes de fazer de qualquer um de nós uma pessoa bastante mais amada. Pelo menos é o que garante um artigo publicado no Observador e no qual me inspirei para escrever esta crónica.

Numa sociedade que parece fomentar o uso – e abuso – da palavra, onde cada indivíduo se sente no direito (e dever) de abrir a boca e disparar os disparates que bem lhe apetecer, como se do bom exercício da liberdade e da cidadania se tratasse, o bom uso da palavra é reconhecidamente uma arte que poucos dominam.

As palavras são tão somente o mais importante veículo de comunicação entre humanos; o meio por excelência de interação e relacionamento. Quando usadas de forma adequada, afiguram-se a pontes capazes de unir duas pessoas, tal duas margens de um mesmo rio. Por isso mesmo, aproximam, criam cumplicidades e fomentam harmonias, que retundam em felicidade.

Gentileza gera gentileza, é certo e sabido! Como tudo na vida, ela, assim como a empatia e a solidariedade, também se aprende; de tal modo que cito uma dúzia de expressões capazes de fazer de ti uma pessoa, se não mais amada, pelo menos mais agradável ou suportável (na pior das hipóteses) .
 
1. "Fico feliz por te ver"
Quando encontrares alguém de quem gostas, não te fiques pelo "olá" da praxe. Vai mais longe e diz mesmo "fico feliz por te ver" ou "fico sempre feliz por te ver". Vais ver que o outro ficará mais recetivo e gentil.
 
2. "Lembro-me que tu"
Ao evocares uma situação, um gesto ou uma atitude positiva estás a reafirmar a capacidade do outro em despertar em ti coisas agradáveis, ao ponto de as conservares na memória.
 
3. "Estou impressionada!"
Esta expressão, ideal para usares com pessoas recém-chegadas ao teu convívio, visa reforçar a autoestima delas e fazê-las sentirem-se integradas e valorizadas.
 
4. "Acredito em ti"
Verbalizares tal sentimento denota confiança nas potencialidades do outro, fazendo com que este reconheça em si mesmo as suas forças e destrezas.
 
5. "Vê só até onde já conseguiste chegar"
Assim fazes com que a outra pessoa reveja o seu percurso, ao mesmo tempo que demonstras que estás atento a ela, que registaste os seus esforços, os seus sucessos, as suas conquistas. É também uma celebração do seu sucesso.
 
6. "Gostava de saber o que pensas sobre..."
Dizer isso ou algo como "gostava de ouvir a tua opinião sobre…" é uma forma de comunicares ao outro que o consideras digno de se pronunciar sobre determinado assunto.
 
7. "Diz-me mais"
Trata-se de um cumprimento, um elogio, uma forma de comunicar que o outro diz coisas inteligentes, pertinentes, singulares. É, igualmente, uma excelente oportunidade de estabeleceres ligações sólidas e duradouras.
 
8. "Bem-vindo"
Fazer com que alguém se sinta bem acolhido, seja na tua mesa, na tua casa, na tua empresa ou na tua vida, é uma forma de dignificares a pessoa e de lhe mostrares que estás feliz com a sua chegada.
 
9. "Posso ajudar?"
Trata-se de uma demonstração de empatia para com a insegurança (momentânea ou não) de alguém e, ao mesmo tempo, uma confissão implícita de que também tu, por vezes, és acometida de incertezas.
 
10. "Desculpa"
Pedir desculpa é reconhecer que não agiste da melhor forma e que lamentas os danos que esse teu agir teve no outro. Assim, dizer "desculpa" é uma forma de esperares que este acredite na tua capacidade de ser melhor.
 
11. "Não"
Esta palavra representa o mais sublime exercício da tua liberdade de escolha. Seres capaz de expressá-la significa seres capaz de renunciar a algo que sabes não ser o melhor para ti. Quando o fazes com verdade e convicção demonstras ser fiel à tua essência.
 
12. "Obrigada"
Infelizmente, a humanidade está viciada no uso abusivo e leviano desta palavra, um autêntico cocktail composto por sentimentos positivos como gratidão, educação, empatia, humildade, delicadeza, aceitação e generosidade. Agradecer reforça no outro a vontade de ser gentil, daí que gentileza gere gentileza.
 
Por hoje é tudo, que são horas de ir dar tarefa ao corpo num ginásio perto de mim. Conto voltar ao teu convívio ainda antes do fim de semana. Até lá, só gentileza nessa vida!

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Viva!

Um dia destes, passei por um mupi onde figurava uma publicidade com a Roberta Medina, na qual ela dizia que "Somos aquilo que amamos!" Desde então que tenho andado a matutar no real sentido desta frase, ao ponto de resolver dissertar sobre ela nesta crónica.

É facto consensual que o amor é saudável e recomenda-se. É igualmente saudável dele falar, em especial do seu impacto na existência humana. Voltando à frase da responsável pelo Rock in Rio Lisboa, se, de facto, somos aquilo que amamos, porque raio não amamos mais? E melhor, já agora!

Anda o mundo precisado, andam as pessoas sequiosas, andam os corações solitários e andam as almas desnorteadas, tudo à custa desse sentimento, ou melhor, da falta dele. Idealmente, amar implica oferecer os nossos melhores sentimentos a alguém esperando que esse mesmo alguém retribua em igual proporção. Neste meu entendimento, amar (na verdadeira aceção da palavra) extravasa o sentido romântico e/ou erótico, para se revelar como uma ligação bem mais espiritual do que carnal. 

O amor carnal é selvagem nos seus instintos, urgente nas suas necessidades, inequívoco nas suas manifestações, enquanto que o espiritual é sereno, sábio, paciente, altruísta, logo sublime, absoluto, divino.

Independentemente do tipo de amor que cada um de nós é capaz de sentir ou demonstrar, ele mais não é do que o reflexo da nossa essência/vivência/experiência, ou seja, daquilo que somos. Daí que esteja plenamente de acordo com a citação da empresária brasileira.


Amamos como fomos amados, quem nunca ouviu esta? Mais pertinente que esta sapiência popular – com a qual concordo, já agora – é saber até que ponto amamos aquilo que nos ensinaram a amar. Com esta reflexão me despeço com um abraço amigo e desejos de um bom fim de semana.

Hasta!

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Viva!

Um estudo de comportamento apurou que cerca de ¼ da população norte-americana entre os 18 e os 29 anos não teve qualquer relação sexual durante um ano ou mais; uma tendência transversal a várias sociedades ocidentais e que tem vindo a acentuar-se nas últimas três décadas.

Para os especialistas, a explicação para este fastio sexual dos millennials (nome porque é tratada esta geração) parece residir na apetência pelo virtual em detrimento do real. "Há demasiadas solicitações virtuais que exigem respostas e que satisfazem esta geração. O próprio sexo pode ser sem parceiro ativo. O prazer, o desejo ou a atividade sexual já não são uma prioridade", considera um dos envolvidos no estudo.

A propósito disso, Luís Pedro Nunes, numa crónica para a GQ, descreve o estado anémico da vida sexual dos jovens nestes termos: "Li algures uma série de possibilidades que podem estar a contribuir para esta crise de tesão-jovem: alterações na cultura de engate; viver na casa dos pais até tarde; efeitos secundários dos antidepressivos; a explosão do Netflix; aumento do estrogénio devido ao plástico na comida; queda da testosterona; vício no porno digital; viver-se a era de ouro do vibrador; obsessão na carreira; as apps de engate; privação de sono; epidemia da obesidade e mais uma catrefada. Há ainda questões religiosas de jovens que optam por permanecerem virgens até encontrar 'a pessoa certa'". 

Na ótica deste cronista, "o real é cada vez mais um lugar perigoso, onde as regras são pouco claras, cheio de armadilhas e múltiplas interpretações, para além do risco de se ser humilhado pela rejeição – o maior dos medos. E estas apps de engate estão pensadas para que tal humilhação não aconteça, pois há uma troca feita para anular a possibilidade de rejeição. Perante tanto sexo digital, tanta excitação online, tanta emoção de expectativa nas apps, tanta conversa no sexting, o sexo em si – o sexo tradicional, aquilo, tipo, um com uma e nada mais – acaba por parecer dececionante para um jovem".

Se a malta continuar a pinar a este ritmo cada vez mais desacelerado, a humanidade caminha a passo de corrida para a extinção, já que o sexo é a matéria-prima sem a qual a fábrica de bebés dificilmente consegue laborar a pleno vapor. A diminuição do número de cambalhotas é tão flagrante que a maternidade anda em gestão lay-off e as mulheres engravidam cada vez menos e em idade mais avançada.

Just saying, afinal quem avisa amigo é!

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01
Abr19

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Viva!

Já ia lançada a meio de uma crónica sobre o sexo – ou melhor, a falta dele na sociedade contemporânea – quando recebo um lembrete de que hoje é o primeiro dia do mês; logo, o dia em que saem as previsões energéticas da conselheira espiritual deste blog. De acordo com Isabel Soares dos Santos, para este quarto mês de 2019, os astros nos reservam o seguinte:

Eis que chegamos ao mês de abril. A maioria das pessoas sente que não tem tempo para nada... parece até que os dias são mais pequenos. A realidade é que o dia continua a ter as mesmas 24 horas, mas a nossa perceção é como se tivesse apenas 18 horas, tal é a velocidade com que tudo está a acontecer neste momento. E isto é verdade nas nossas vidas e na sociedade em geral.
 
As mudanças são cada vez maiores e mais rápidas. E ainda bem! Não há nada a temer. Se formos pessoas verdadeiras, humildes e a viver em equilíbrio com todas as áreas da nossa vida, compreendemos perfeitamente para onde a humanidade está a seguir... Por outro lado, se há algo na nossa vida que não está em equilíbrio, o que mais queremos é que o tempo abrande. E com isto temos 2 tipos de pessoas: as que querem abrandar o tempo como a desculpa perfeita para não tomarem consciência do que está mal com elas próprias; e as que estão em harmonia e equilíbrio com a sua vida e aceitam que a evolução e transformação da humanidade vai acontecer cada vez mais rápido.

Ainda ontem fazíamos os votos para o novo ano e, entretanto, eis-nos na primavera, a iniciar o quarto mês do ano. Abril pode ser um dos melhores meses do ano, pois traz uma energia de abundância e partilha. É também um mês de colheita. Para quem plantou boas sementes nos últimos meses, vê em abril uma oportunidade incrível de ver o seu trabalho reconhecido e de receber muitas bênçãos. Por outro lado, para quem tem andado desorientado e em desarmonia com a vida, poderá passar por um mês de alguns desafios. O melhor que estas pessoas têm a fazer é saber pedir ajuda. Saber admitir que não somos um super-herói e que não conseguimos resolver tudo sozinhos é o primeiro passo para uma mudança positiva.
 
Para quem está em paz consigo mesmo e com as escolhas que tem feito para a sua vida, este será um mês extraordinário. Esta energia de partilha significa que a pessoa chegou a um estado de abundância tal que já nada lhe faz falta e chega à conclusão que o melhor a fazer é partilhar. Muito importante é quando tomamos consciência que a abundância pode e deve ser:
. Abundância de saúde
. Abundância de paz interior
. Abundância de amor incondicional 
. Abundância financeira
 
Se te consideras uma pessoa abundante nestas áreas, então é chegado o momento de partilhares com os que estão à tua volta. Por isso, partilha amor, abraços, sorrisos ajuda financeira com quem mais precisar. A mudança começa por nós. Quando deixarmos de olhar apenas para o nosso umbigo e passarmos a interagir e a ajudar aqueles que estão à nossa volta, começamos aos poucos a transformar consciências. E com a transformação de consciências, conseguimos transformar sociedades. Toda a mudança começa apenas com um simples passo. Por muito que te custe sair da tua zona de conforto, arrisca e dá esse primeiro passo.


Desejos de um mês muito abençoado!
Abraço de luz,
Isabel 💗

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28
Mar19

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Viva!

Eis as 50 melhores lições que aprendi com a mais sábia de todas as professoras, a VIDA:

1. A vida é uma dádiva, logo preciosa

2. Haverá sempre um outro dia, uma outra oportunidade, um outro alguém

3. O tempo e a saúde são os bens mais preciosos

4. A vida vale realmente a pena

5. Não insistir quando não se é desejado

6. Não procurar quem não nos procura

7. Não perder tempo e energia a justificar as nossas ações

8. Por melhor pessoa que sejamos, haverá sempre quem não goste de nós

9. Não dar importância aos desafetos, mas também não os subestimar

10. A vida é como é e não como queremos que seja

11. Se gostarmos de nós os outros gostarão (se não gostarem, azar deles)

12. Lá porque não acreditamos não significa que não existe

13. O futuro é uma incógnita pela qual vale a pena ansiar

14. As melhores coisas acontecem quando menos esperamos

15. A opinião dos outros nunca será consensual, escolhamos a nossa

16. Vale sempre a pena ser honesto

17. Antes poucos, mas bons amigos

18. Qualidade em vez de quantidade

19. A educação é a chave que abre todas as portas

20. Mil vezes um inimigo declarado do que um amigo dissimulado

21. O saber não ocupa espaço

22. As coisas só têm a importância que lhes damos

23. O hoje é melhor que ontem e pior que amanhã

24. É fora da zona de conforto que a magia acontece

25. A vida é simples, nós é que complicamos

26. O amor é lindo, o ser humano é que é feio

27. Quem é boa pessoa não diz, revela

28. Raramente o que parece é

29. Ouvir sempre a intuição, ela raramente falha

30. Em caso de dúvida, não há dúvida

31. Tratar como gostaríamos de ser tratados

32. Somos melhores que os outros pelo que somos, não pelo que temos

33. As circunstâncias podem mudar a qualquer momento

34. Vale a pena ir a jogo, nem que seja para saber como acaba

35. Somos aquilo que fizermos de nós

36. As pessoas não mudam, mudam é a forma de revelarem o que são

37. Na sua essência, o ser humano é bom

38. Focamo-nos mais no que queremos e menos no que precisamos

39. Damos demasiada importância ao passado

40. Na vida só há uma certeza: o agora

41. O que não mata mói

42. De tanto cair tornamo-nos experts em levantar

43. A vida é caprichosa, manhosa e ingrata

44. A cada dia, sejamos a nossa melhor versão

45. Errar uma vez é humano, duas vezes burrice, três vezes masoquismo

46. Não há que temer a vida

47. O amor assusta, mas é tudo que importa na vida

48. Devemos ser nós a controlar a vida e não ela a controlar-nos

49. Desculpas não se pedem, evitam-se

50. A felicidade resulta do equilíbrio entre o bem-estar físico, psíquico, emocional e espiritual

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Viva!

Um artigo da Activa fez o desfavor de me informar que sou consumidora assídua de metade dos alimentos mais contaminados com pesticidas. Pior do que tomar conhecimento deste facto foi saber que lavá-los pouco ou nada ajuda a retirar-lhes a componente tóxica, já que os testes foram realizados após lavagem e eliminação da casca.

Assim dos 12 alimentos mais contaminados, a saber:
1 - Morangos
2 - Espinafres
3 - Couve-de-folhas
4 - Nectarinas
5 - Maçãs
6 - Uvas
7 - Pêssegos
8 - Cerejas
9 - Pêras
10 - Tomates
11 - Aipo
12 - Batatas
acuso a ingestão regular de morangos, nectarinas, maças, uvas, cerejas e tomates. Dado que lavar ou cozer dificilmente os vai purificar, a solução passa, segundo os especialistas, pelos produtos biológicos ou orgânicos. Só que é do conhecimento geral da população saudável que alimentar-se bem ainda pesa bastante na carteira, daí que outra alternativa recomendada pelos nutricionistas seja trocar estes vegetais altamente contaminados por outros com menos agrotóxicos, como abacate, milho doce, ananás, erviha, cebola, papaia, beringela, espargo, kiwi, couve-coração, couve-flor, meloa, bróculos, cogumelos e melão.


A saúde e o bem-estar são algos que prezo muito, mas que custa caro lá isso custa. Custa na conta do supermercado, custa nas horas passadas no ginásio, custa resistir às tentações gastronómicas. O que vale é que a compensação é visível e tangível.

Até à próxima!

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Viva!

Em relação à minha solteirice crónica ativa já ouvi de tudo um pouco, desde ser uma pessoa impossível de aturar até não ter preferência por indivíduos do sexo masculino. De entre essas "bocas", a que mais gozo me dá é aquela de que não estou preparada para ter uma relação. Como se o estar preparada implicasse automaticamente uma relação e vice-versa. Enfim...

Nesses casos, costumo responder, com a aquela minha expressão de 0-0: "mas eu estou preparada para uma relação; não estou, nem quero estar, é preparada para uma ralação!". Ciente de que a maioria dessas pessoas não sabe distinguir com clareza uma coisa da outra, lá me dou ao trabalho de vestir a capa de desencardidora de mentes e explicar, com exemplos, não vá correr o risco de também não perceberem à segunda.

Acaso, saberás tu as diferenças entre uma coisa e outra? Para o sim para o não, ei-las:

rElação
- Sentes-te mais feliz com ele do que sem ele
- Vives numa bolha de felicidade
- O afeto, o respeito, a cumplicidade e a sinceridade são os pilares do casal
- Discutem uma vez ou outra, mas acabam sempre por ficar bem
- Não vês a hora de estar com ele
- Sentes que lhe podes contar tudo
- Ambos mantêm uma agenda social independente
- Tens liberdade e à vontade para sairés com os teus amigos sem teres que dar grandes satisfações
- Tu decides até onde vai a tua privacidade
- A alegria é o pão nosso de cada dia
- Adormecem sempre abraçados
- O futuro ao lado dele parece-te risonho
- Se pudesses escolher qualquer outra pessoa neste mundo, continuas a querer estar com ele
- Estás com ele porque queres
 
rAlação
- A felicidade varia consoante a dinâmica do relacionamento
- A viagem entre o céu e o inferno é uma questão de tempo e oportunidade
- A desconfiança, a cobrança, o ciúme e a possessividade vão-se tornando uma constante
- As discussões são cada vez mais frequentes
- Sentes-te em paz quando ele não está por perto
- Omites coisas com medo de ele fazer uma cena se souber
- Têm que fazer tudo junto e quando assim não é há drama na certa
- Tens que pedir "permissão" para sair com os teus amigos, não sem antes apresentar um rol de explicações e justificações
- Ele decide até onde vai a tua privacidade
- O drama é o pão nosso de cada dia
- Dorme cada um para o seu lado
- Tens dúvidas em relação ao futuro (e ao presente)
- Imaginas o tempo todo como seria estar com outra(s) pessoa(s)
- Estás com ele porque... estás

Quando sabemos exatamente o que queremos não tem como nos contentarmos com nada menos. Eu permaneço solteira porque quero uma relação e não uma ralação.


Voltarei na quarta; até lá beijo no ombro e orgulho nessa solteirice, que o que mais há por aí é emparelhada infeliz e ressabiada que em casa come ralação e na rua arrota relação!

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Viva!

 
Os últimos posts bordejavam de drama, polémica e "achismo", razão pela qual o tema de hoje é de uma leveza e descontração balsâmica: música. Não me lembro de alguma vez ter cruzado com uma criatura que a não aprecia. Gostos e preferências à parte, a música é a manifestação artística que maior consenso reúne em seu redor, creio eu.

Para além de todas as funções que lhe são conhecidas, a música tem um efeito positivo na nossa produtividade. Desde que a saibamos escolher, obviamente! A propósito disso, a ciência conseguiu estabelecer cinco correlações entre a música e a produtividade: 
 
1. Deixa-nos com melhor disposição
A música melhora o humor, e sabemos nós que estar de bom humor significa render muito mais no que quer que estejamos a fazer. Isto porque, ao ouvirmos música, o cérebro liberta dopamina, um neurotransmissor  responsável por nos fazer sentir bem, reduzindo assim os níveis de estresse e ansiedade. 
 
2. Melhora-nos a performance física
Nós os ativos conhecemos bem o poder da música. Ouvir os nossos temas preferidos enquanto exercitamos o corpo funciona como uma espécie de companhia, que nos dá aquela pica extra e espanta o enfado. Além disso melhora a performance física, já que aumenta a capacidade de resistência, retardando o cansaço.
 
3. Suportamos melhor as tarefas repetitivas
A música retira a monotonia de tarefas automáticas e, além disso, torna-nos mais eficazes na sua execução. Já em 1994 um estudo concluiu que a música melhora a capacidade de cirurgiões que cumprem tarefas laboratoriais repetitivas.
 
4. Aumenta a concentração
Também foi comprovado pela ciência que as partes do cérebro relacionadas com as emoções e concentração ficam mais ativas quando ouvimos música, sobretudo aquelas que conhecemos.
 
5. Aumenta a produtividade
É bom ouvir música enquanto trabalhamos, mas também é ótimo nos intervalos. Um estudo publicado na revista Psychology of Music, mostrou que estudantes universitários que ouviam música entre tarefas conseguiam concentrar-se durante períodos de tempo mais longos.

Atenção que nem toda a música produz o mesmo efeito. Composições com letra reduzem a performance mental, ao contrário das que são apenas instrumentais. Outro ponto a reter é que quanto mais familiar, melhor para a produtividade e concentração. Convém, portanto, que as melodias que escutamos variem consoante a atividade que estejamos a realizar. Atividades físicas requerem música mexida (rock, pop ou eletro) e atividades mentais requerem música calma (clássica, jazz ou soul).

Em suma: Shakira para correr, Andrea Bocelli para trabalhar!

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19
Mar19

Tinder Surpresa

por LegoLuna

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Viva!


Por falar em Tinder, deixa-me contar-te sobre uma conhecida minha que acabou grávida de um gajo que conheceu através desta app. Pelo que soube, eles estiveram juntos uma única vez e foi quanto bastou para que, nove meses depois, ela tivesse nos braços o seu Tinder Surpresa.

Para resumir, que ainda tenho muito para escrever, esta estória termina no tribunal, com ela a assinar um documento onde se compromete a nunca reclamar nada do pai (pensão/herança/presença) e ele a assinar um outro documento abrindo mão de todo e qualquer direito sobre a criança (guarda parental).

À luz deste caso, e tendo em consideração um número cada vez mais alarmante de corações partidos à conta de apps e sites de engate, sinto-me impelida a puxar da palmatória e a endurecer o discurso. Estimadas carentes, ingénuas, desesperadas e românticas incuráveis parem de uma vez por todas com essa fantasia de que vão encontrar o amor das vossas vidas nessas plataformas. Lamento dizer, mas isso dificilmente vai acontecer. E para não achares que estou para aqui a disparar disparates, passo a explicar porquê.

Ponto 1
O Tinder é sobejamente conhecido por ser uma app de encontros sexuais. Com isso quero dizer que o amor não faz parte da ementa. É como ires ao McDonald's e esperares que te sirvam peixe grelhado no carvão.

Ponto 2
Não encontramos o amor, é ele que nos encontra. Por isso procurá-lo, ainda mais nesse tipo de lugar, é puro desperdício.

Ponto 3
Volta e meia, ouvimos falar de uma ou outra estória de amor que começou na rede e fincou na vida real. Para tua informação, elas são a exceção que confirma a regra. A não ser que sejas a personagem Gastão dos quadradinhos da Disney esquece lá isso de encontrar a tua cara-metade por aqueles domínios.

Ponto 4
Neste tipo de metragem o argumento é quase sempre o mesmo: mulheres carentes à procura de emoção e homens esfomeados à procura de alimentação. Logo, expectativas desencontradas que findam em desilusões amorosas.

Ponto 5
Os homens sabem muito bem ao que vão quando acedem a esta app. Ninguém vai lá parar por acaso nem por lá permanece à toa. Por isso, não tenhas ilusão de que a presença deles aí é por outra coisa que não o sexo.

Ponto 6
Com base em vários testemunhos, fiquei a saber que uma mulher que se conhece por esses meios não é para ser levada a sério, menos ainda se ela "facilitar a vida" ao match no primeiro encontro. Por mais que a sociedade se orgulhe de estar a evoluir, a mente masculina ainda é muito castradora em relação à emancipação sexual feminina. Os homens acham o máximo uma mulher liberal; para dar umas voltas. Porque quando se trata de assumir e apresentar à família e pessoas das suas relações, escolhem as amostras de beatas, de quem as sogras possam orgulhar-se.

Ponto 7
O Tinder, mais do que qualquer outra app que eu conheça (e conheço quase todas), é um catálogo online de comida humana, em que cada um escolhe o prato que mais apetite lhe despertar: étnico, internacional, tradicional, exótico e por aí fora. Só têm que escolher, com a vantagem de que não pagam absolutamente nada – vá, um jantar com sorte ou a conta do motel.

Ponto 8
Os homens que usam o Tinder já lá chegam com a mente formatada para seguir o protocolo – aceder, escolher, fazer o match, encontrar-se, "comer" e ir à vidinha dele. Até ter fome novamente. Eles não estão nem aí para o facto de seres uma mulher encantadora na vertical; o que querem realmente saber é quão útil podes ser na horizontal.


Ponto 9
Eu, solteira de longa duração, mais do que ninguém sei o quão pesado pode ser o celibato. Mas caramba, tens mesmo que abrir mão da tua dignidade só para teres um macho na tua vida? Não mereces ser tratada como algo mais que mero objeto sexual à mercê da luxúria alheia?

Ponto 10
Se queres mesmo muito encontrar um tipo porreiro que te valorize como mulher e ser humano, esquece o virtual e investe no real. Vai para a rua meter conversa com quem te possa olhar nos olhos e dizer-te o quanto és importante para ele. Eu sei que é difícil, mas deve existir algures um homem que te possa tratar como algo mais que comida, a que ele só deita a mão para saciar uma das suas necessidades biológicas mais primitivas. 

Se, do fundo do teu coração, sabes que só queres dar o corpo ao manifesto a custo zero então o Tinder é sítio certo para ti. Se não for esse o caso, poupa-te a ti mesma um mais que provável desgosto amoroso e um desgaste sentimental perfeitamente dispensável.

Vai por mim, o Tinder não é para amadores muito menos para românticos; é para predadores. Não é para os que buscam viver o amor, mas para os que buscam fazer amor. Ali não há romance, apenas sedução. Não há emoção apenas tesão. Não há encanto apenas ansiedade. Ali vale tudo, exceto esperar amor.

Até breve e nada de Tinder !

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