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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

26
Jan19

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Viva!

 

As primeiras linhas desta crónica tinham como alvo aqueles a quem batizei de “amigos acessórios”, uma categoria de camaradas que enfeitam a nossa vida que é uma beleza, dando-nos a falsa sensação de são pau para toda a obra. Sabes aqueles amigos que ficam sempre bem nas fotos de grupo, que nos bombardeiam com juras de amizade eterna nas redes sociais, que estão sempre disponíveis para a paródia, mas que na hora do aperto simplesmente viram fumaça?

 

É precisamente deles que te queria falar hoje. Só que aí vi uma notícia que considerei bem mais atinada com este sábado soalheiro que se faz na capital tuga: licença de namoro.

 

Segundo o jornal South China Morning Post, algumas empresas do país mais populoso do mundo estão a conceder uma dispensa especial às trabalhadoras do sexo feminino em idade reprodutiva, de modo que passem a ter (mais) tempo para "confraternizarem" (digamos assim) com o sexo oposto.

 

Aquilo que eles chamam de "licença de namoro” ou "licença amorosa" na teoria serve para as mandarinas desemparelhadas terem mais tempo para encontrarem o amor. Contudo, na prática esta oferta, aparentemente generosa, serve o flagrante propósito de garantir que as celibatárias tratem de cumprir o papel para o qual a família e a sociedade as formatou: garantir a preservação da espécie.

 

Num país em que desemparelhadas são descaradamente estigmatizadas – as com mais de 20 anos são frequentemente associadas ao termo pejorativo "sheng nu" (mulheres que sobram) – a solteirice é uma realidade cada vez mais corriqueira, à medida que mais mulheres decidem se investir nas carreiras ou optam por permanecer solteiras, pelo simples facto de não estarem dispostas a contentar-se com o primeiro par de calças que lhes acene com um anel.

 

Só que as pressões para que se casem e procriem não esmorecem. Pelo contrário! O governo já se assumiu seriamente inquieto com o envelhecimento da população e a consequente redução da força laboral.

 

Pelo que se conseguiu apurar, a tal licença de namoro até foi bem acolhida entre o seu público-alvo. Pudera, quem não aceitaria de bom grado mais days-off? Só que elas já não são assim tão tapadas para não se aperceberem que tudo não passa de (mais) um esforço para as pressionar, em especial as mais instruídas, a constituir família.

 

Será que este incentivo ao amor vai render os frutos desejados por aqueles que a promovem? Só o tempo o dirá. Convém é ter em atenção que nós as mulheres (inclusive, as chinesas) temos cada vez menos pressa em casar ou ter filhos.

 

Beijo no ombro e aproveita este sábado para tirares a tua licença amorosa. Quem sabe…

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Viva!

 

Começo por pedir desculpa pela ausência (anormalmente) injustificada. Têm sido dias turbulentos, pautados por dramas domésticos psicodélicos, os quais pretendo dar-te conhecimento oportunamente. Para já, digo que estou em Paris com a parte da minha família a que me foi possível juntar este ano.

 

Justificado que está o meu paradeiro, vamos ao propósito deste post: desejar-te um feliz Ano Novo. Não é por acaso que escolhi esta imagem (um registo da época em que eu conjugava reveillon com discoteca) para ilustrar este post. Com ela quero assumir que estou a dar as costas a 2018, não por estar zangada ou ressentida, mas apenas porque é a melhor forma de receber 2019 de braços abertos, cabeça erguida, coração repleto de esperança e espírito vibrante de boas energias.

 

Obrigada por fazeres parte do meu 2018. Conto contigo em 2019?

 

Boas Entradas e até breve!

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Viva!

 

Quem me conhece sabe que não sou pessoa de pedir desculpas a torto e a direito, na mesma proporção que não gosto que me peçam desculpas por tudo e por nada. A razão por detrás desta minha forma de estar na vida assenta no dito popular de que desculpas não se pedem, evitam-se. 

 

Duvido genuinamente que um pedido de desculpa, por mais sentido que seja, é a melhor estratégia para quando fazemos asneira, sobretudo naquelas alturas em que ferimos os sentimentos alheios ou prejudicamos alguém. Abro aqui um parêntesis para frisar que a deliberação do ato praticado não está sendo aqui tido nem achado.

 

Claro que, como humanos que somos, erramos. Eu erro, tu erras, ele/erra, nós erramos, vós errais, eles erram. Contra isso nada a argumentar, pois é da nossa natureza. Dado que todos erramos, a minha forma de encarar as coisas leva-me a assumir que o termo mais adequado será "perdão" e não "desculpa". Quando dizemos a alguém "perdoa-me", além de arrependimento, demonstramos humildade e um profundo respeito pelo outro. Para quem tem dificuldade em proferir essa expressão, um "sinto/lamento muito" pode ser igualmente eficaz. 

 

Quando dizemos "des+culpa", como a própria composição da palavra indica, estamos a distanciar o sujeito da ação, ou seja, estamos a separar o eu do ato praticado. Para mim, isso mais não é do que uma tentativa patética e infantil de nos isentarmos de toda e qualquer responsabilidade pela falha praticada. Como se a "merda" que fizemos fosse mais uma ação que correu mal do que propriamente uma consequência direta de algo que poderia ter sido evitado caso tivéssemos tido mais atenção às consequências.

 

Quando o pedido de desculpa traz atrelado o "não foi por mal", aí é que fica o caldo entornado, pois disparo à queima-roupa: "se não foi por mal foi por que raio então?"

 

Uma das coisas que eu mais prezo na interação social é a capacidade que cada vez menos pessoas demonstram em por-se no lugar do outro, antes de agir. Pensar em como eu próprio me sentiria se o que estou prestes a fazer/dizer viesse do outro. O meu respeito pelos sentimentos alheios, aliado a uma aversão insana pelo confronto verbal, é de tal ordem que prefiro ferir os meus sentimentos a ter que ferir os alheios. Como tal, passo a vida num sofrimento constante, já que os outros ou não se apercebem desta minha postura e tomam-me por idiota ou se apercebem e mesmo assim levam a deles avante na expectativa de que não serei capaz de os enfrentar.

 

Quando mais jovem, não deixava passar nada – como se diz na gíria, não levava desaforro para casa. Quanto desgaste emocional, quantas desavenças, quantas recriminações (infligidas ou autoinfligidas), quanto desperdício de tudo e mais alguma coisa. Com a maturidade, rendi-me à evidência de que mais importante do que ter razão é ter paz.

 

Por isso, fui-me calando, deixando passar, relevando, justificando. Só que essa opção, como tudo na vida, também tem o seu preço, muitas vezes mais alto que a primeira. Só eu sei o quanto me corrói a alma cada vez que "engulo um sapo", pois não é da minha personalidade "comer e calar". Assola-me uma cataplana de sentimentos como angústia, inquietação, revolta, injustiça, cobardia e culpa. Sim culpa. Sabe-se lá porque carga de água (por acaso até sei), sinto-me culpada mesmo quando são os outros a falharem comigo.

 

A esta altura da vida, já nem sei qual a melhor tática: enfrentar ou resignar; refilar ou revelar; argumentar ou calar; contestar ou aceitar. Dizem os mais ponderados que a solução encontra-se algures pelo meio, só que eu ainda não consegui reunir skills suficientes para a pôr em prática com sucesso.

 

Na firme convicção de que ainda conseguirei atingir esse nirvana, remato esta crónica com um profundo pesar por constatar que pedir desculpa virou rotina. Usa-se por tudo e por nada. Portanto, ao invés de pedirmos desculpas, evitemos precisar fazê-lo, pois quando eliminamos as desculpas passamos a extinguir as razões pelas quais as pedimos!

 

Bom fim de semana e até breve!

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02
Nov18

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Viva!

 

O mês que me viu nascer chegou. Cinzento, chuvoso e friorento, mas ainda assim recheado de auspiciosidade e alguma inquietação, prevesível para quem está ciente de que meros dias lhe sobram até abandonar o conforto dos 4.0. Pensar que ainda "ontem" era uma pita à procura do seu lugar no mundo – busca que ainda prossegue – e que hoje tenho background biológico para ser vovas. Como faço questão de estar nem aí para esta treta da idade, vamos mas é saber de uma vez por todas o que nos reservam os astros para este penúltimo mês do ano.

 

Segundo a minha guru do bem e conselheira espiritual do AS, "caminhamos a passos largos para o final do ano e uma grande aprendizagem tem sido feita. Para muitas pessoas essa aprendizagem tem sido muito dolorosa, com um sentimento de terem sido "obrigados" a enfrentar mudanças, sem opção de escolha. Mas o importante a reter é que esta mudança, quase "à bruta", só aconteceu porque elas não foram capazes de enfrentar a mudança pelos seus próprios meios.

 

Novembro chega assim com uma energia de maturidade e maior consciência. Consciência de quem somos, consciência do nosso passado e, acima de tudo, consciência do caminho a seguir. É nesta energia de maior maturidade que aprendemos a viver em paz, que aceitamos algumas experiências dolorosas do passado e que compreendemos que tudo o que aconteceu teve o seu propósito.

 

É chegado o tempo de aprendermos a vibrar nas energias superiores. É chegado o tempo de aprendermos que o amor tudo cura e esse deverá ser o sentimento predominante na nossa vida. Aprender a amar o nosso passado, aprender a amar as pessoas que nos fizeram sofrer, aprender a amar os nossos sentimentos de culpa e, o mais importante, aprender a amar a nossa verdadeira essência.

 

A sociedade, os nossos pais e as experiências do dia a dia vêm-nos incutindo que devemos sacrificar-nos pelos outros, que devemos colocar o bem-estar do outro acima do nosso. E com isso acabamos por sacrificar o nosso próprio bem-estar e, pior ainda, quando fazemos um esforço para nos colocarmos em primeiro lugar sentimos uma enorme culpa que não nos permite ser feliz...

 

A mensagem principal durante este mês é para entrarmos em contacto com a nossa consciência divina e aceitarmos vivenciar o nosso amor próprio. Quando conseguimos viver em plena comunhão com a nossa essência, é quando estamos prontos para realmente saborear a vida. Enquanto não o soubermos fazer, tudo nos vai parecer difícil, tudo será um sacrifício e envolverá um grande esforço...

 

Mas quando não desistimos face às fases mais difíceis, quando persistimos perante as dificuldades da vida e quando nos entregamos às experiências mundanas, é quando encontramos a nossa consciência divina. 

 

Quando encontrares a tua consciência divina, faz um esforço para não a perderes e para não voltares ao teu antigo registo de dificuldade, dor e tristeza. É uma bênção maravilhosa quando aceitamos viver em plena comunhão com a nossa consciência divina. Abraça essa bênção com todo o teu amor e sê feliz!

 

Abraço de Luz,

Isabel 💗

 

P.S. Depois do sucesso dos "mimos" do mês passado, irei continuar a oferecer a carta personalizada do mês de novembro. Para isso, escreve nos comentários a dizer que queres a tua carta. Para quem quiser aproveitar, vou oferecer uma consulta privada de 1 hora. Para isso, deverás partilhar esta previsão energética e fazer tag com 3 amigos. O vencedor será selecionado por random, e o vencedor anunciado no dia 11 de novembro. 

Boa sorte! 🙏💗😘

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10
Set18

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Viva!

 

Depois de um fim de semana de dolce far niente, pautado por uma maratona de filmes da Fox Life, retomo o contacto com uma crónica recheada de conselhos sobre como superar a timidez amorosa, enfermidade da qual venho padecendo há já um bom tempo, quiçá despoletada pela falta de prática na arte do amor.

 

Tanto tempo de solitude (demasiado, até) fez-me esquecer como se cativa, como se seduz, como se conquista. Esta pretensa "amnésia" tornou-me amorosamente insegura, absolutamente cética e absurdamente tímida. Tudo o que não era; apesar de nunca ter sido uma arrasa-corações, ainda me lembro do tempo em que, ao interessar-me por alguém, tomava a iniciativa, fazia acontecer e, desse certo ou não, seguia feliz e contente pela vida fora.

 

Antevendo que mais solteiros se revejam nesta descrição, cito 10 conselhos da psicóloga Natália Antunes sobre como dar a volta à situação:

1. Comunica como um adulto
Melhorar a comunicação dentro da relação, como forma de aliviar os ressentimento e faltas de compreensão, é uma boa estratégia para contornar os problemas na vivência emocional e da intimidade.

 

2. Autoafirma-te e autoprotege-te
Diz sem rodeios o que mais gostas e o que menos gostas na vossa relação, encorajando também o teu parceiro a fazer o mesmo. Escutar o que ele tem a dizer, com atenção plena, é fundamental.

 

3. Negoceia o teu ponto de vista
Sempre que a tua perspetiva for distinta da dele tenta chegar a um acordo, alternando as cedências e mantendo uma postura aberta e conciliatória.

 

4. Elogia em vez de criticar
O elogio e o encorajamento surtem mais efeito do que a crítica. Daí que devas empenhar-te em assinalar as coisas boas que o teu parceiro faz, sendo certo que ele também se sentirá mais disponível para retribuir na mesma moeda.

 

5. Alinha expectativas e desconstrói mitos
Relações perfeitas não existem, até porque não existem casais perfeitos. Se conseguires mostrar e partilhar as tuas imperfeições, sentir te ás mais livre para te revelares tal e qual és.

 

6. Sê mais do que pareces
Consciencializa-te que do outro lado da relação existe uma pessoa que também tem medos e receios, e que tudo isso compõe uma pessoa real.

 

7. Preserva a tua individualidade
Uma das primeiras coisas a ser respeitada pelo casal é a manutenção da individualidade de cada um. Garante que há espaço para trazeres a tua experiência e vivência para a relação.

 

8. Surpreende-o
Tenta mimá-lo com pequenos gestos, de modo a evitares que a monotonia se instale e a paixão arrefeça.

 

9. Investe na novidade
Não fiques agarrada às rotinas. Planeares e executares pequenas surpresas certamente que vai surpreendê-lo, criando um ambiente de cumplicidade capaz de fazer com que ele fique com igual vontade de te surpreender.

 

10. Não tomes a relação como garantida
Estar sempre presente e procurar compreender o que faz feliz é um bom começo. Prestar atenção às suas mudanças enquanto pessoa, bem como às mudanças da vossa relação, igualmente. Experimenta fazer diferente, na vossa vida íntima, na vossa vida de casal e na vossa vida individual.

 

Irá este artigo ajudar-te a ser mais confiante no campo amoroso? Talvez sim talvez não. Só tentando para saberes.

 

Aquele abraço amigo!

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Viva!

 

Porque não quero que mais ninguém das minhas relações caia em semelhante esquema, partilho contigo um resumo alargado da novela Livoo, a estória de uma burla.

 

Não deve ser novidade para ti que eu sou, desde há muito, freguesa assídua dos cupões de desconto na internet. Inclusive, publiquei dois artigos exclusivamente dedicados a esta temática, um deles "patrocinado" pela MaisCupão. Modéstia à parte, devo ter sido das pioneiras a aderir a este tipo de promoções. Anos se passaram desde que descobri essa forma económica, prática e diversificada de aceder a uma infinidade de produtos e serviços a preços verdadeiramente irresistíveis. Só para teres uma ideia, nessa altura o Forretas não chegava às 100 ofertas diárias. Neste momento, a média anda a beirar as quatro mil.

 

Tirando um ou dois casos sem grande relevância, ao longo destes anos a minha experiência em relação a este assunto sempre foi muito positiva. Até à semana passada, quando tive a infelicidade de adquiri um voucher para tratamentos estéticos, por via de uma empresa chamada Livoo, com a qual não estava minimamente familiarizada, apesar de saber que era mais uma que operava no mercado dos cupões de desconto.

 

Para que percebas melhor toda a estória, deixo aqui um copy-paste da reclamação que submeti ao Portal da Queixa, após o qual fui agraciada com uma resposta no mínimo intrigante por parte de alguém da empresa.

 

Boa tarde.
Adquiri um voucher no dia 3 de julho e ao tentar fazer a marcação junto da empresa, qual não foi o meu espanto ao ser informada de que a mesma não trabalha com a Livoo desde 31 de dezembro do ano passado.
Tentei entrar em contacto com a empresa, através dos números disponíveis no voucher, mas nunca ninguém atendeu, não obstante as minhas inúmeras tentativas.
Resolvi então enviar um email à empresa solicitando o reembolso imediato do valor pago, assim como a retirada dos meus dados pessoais da base de dados deles.
Considero inadmissível que, volvidos mais de seis meses após a cessação do acordo comercial, a empresa ainda continue a vender um serviço para o qual não estão "habilitados".
Já se passaram cinco dias e nenhuma reação da empresa.
Continuo a tentar ligar e ninguém atende.
Para mim é cada vez mais claro que se trata de um caso flagrante de burla.
Alerto a todos os incautos e desinformados para que não adquiram absolutamente nenhum serviço desta empresa.
Muito obrigada.

 

Isto aconteceu esta segunda-feira à tarde. Horas depois, por volta da meia-noite e tal, alguém que se autodenominou "Apoio Livoo", responde à minha reclamação nestes termos:

 

Bom dia,
estimada ....,
lamentamos a situação ocorrida, mas repare que existem vários parceiros que encerram as portas sem que nos avisem de tal situação e muitas as vezes só temos conhecimento quando os clientes nos confrontam com essa situação.
não obstante, verifique por favor se está a enviar o e-mail corretamente, pois não recebemos qualquer comunicação, queira enviar novamente para clientes@livoo.pt
aproveitamos para informar que não deverá efetuar julgamentos de valor que prejudiquem a nossa imagem e bom nome, sem que tenha reais motivos para tal, pois desde que efetuou a sua compra até hoje apenas passaram 4 dias uteis e as acusações de burla são de facto prejudiciais para a nossa empresa que atua de bom fé para com os clientes.
Melhores cumprimentos,
Apoio Livoo

 

Nem vou perder o meu tempo e o teu a descrever o sentimento de que fui acometida quando me deparei com esta resposta logo pela manhã ao conectar-me com o ciberespaço. O que te posso dizer é que foi só o tempo de chegar ao trabalho, beber um chá verde, respirar fundo e por os dedos a trabalhar a todo o valor, no sentido de apresentar uma contraargumentação à altura.

 

Caro Apoio Livoo,

É de se louvar a sua resposta, sobretudo por constatar que esta foi efetivada às tantas da noite (insónias ou horas extras?, resta saber). Contudo, tenho a dizer que esta ficou incomensuravelmente aquém do que seria desejável, pelos motivos que posso a citar:

Motivo 1 – Para sua informação, o parceiro não encerrou portas. Ao contrário, goza de boa saúde, tanto assim é que adquiri o mesmo voucher comercializado por si na concorrência. O parceiro apenas deixou de trabalhar consigo (por motivos que opto por não referir, sob pena de atentar contra essa "boa imagem" que daqui a pouco desmistificarei). Ouvi da boca do próprio parceiro que o desvinculo foi-vos comunicado várias vezes. Palavras do mesmo: "Com a Livoo não trabalho desde 31 de dezembro e ainda continuam a vender os nossos vouchers. Estou farta de os avisar que não trabalho mais com eles e volta e meia aparecem pessoas com um voucher deles. Com eles não trabalho. Pode comprar noutras empresas, menos na Livoo".

 

Motivo 2 – Acatando a sua sugestão, confirmo que o endereço de email é exatamente o mesmo para o qual enviei a minha reclamação. Sou uma profissional de comunicação e marketing que lida o tempo todo com o costumer care, razão pela qual tenho o cuidado em esgotar todas as alternativas antes de vir para a praça pública lavar a roupa suja. Agora é a minha vez de lhe sugerir que verifique a sua caixa de correio, em especial o endereço legoluna.

 

Motivo 3 – O seu argumento de que só se passaram 4 dias úteis seria válido se estivéssemos a falar do Serviço Nacional de Saúde ou da Segurança Social. Tratando-se de uma empresa de pequena dimensão, com meia dúzia de colaboradores, e que subsiste essencialmente à custa dos cupões de descontos adquiridos pelos clientes, quatro dias úteis são uma vida. Devo lembrá-lo que estarmos em pleno século XXI, e que, nos tempos atuais, a satisfação das necessidades dos clientes encontram-se à distância de um clique? Portanto, este seu argumento é contraproducente, para não dizer retórico.

 

Motivo 4 – Agora é a minha vez de ter a audácia de lhe dar uma lição de moral: a "imagem e o bom nome" de uma empresa não é algo que se exige do público. É algo que se conquista, diariamente, com base em valores como credibilidade, competência, confiança, integridade, humildade e muito foco no cliente. Ter consciência disso e traçar uma estratégia corporativa que vá de encontro a esse posicionamento é o que separa as empresas bem-sucedidas das restantes.

 

Motivo 5 – Os meus julgamentos de valor não foram feitos de forma leviana. Têm fundamento e esses foram expostos de forma transparente e desprovida de motivações ocultas. Paguei por um serviço; não obtive esse serviço; tentei, sem êxito, contactar com o fornecedor desse mesmo serviço, pelos meios por ele facultado; e, só em última instância, recorri ao Portal da Queixa, um canal credenciado e perfeitamente alinhado com o Estado de Direito que é Portugal. Como pode constatar, tenho reais motivos para tal e esses são absolutamente legítimos.

 

Motivo 6 – A ser verdade a sua preocupação com a boa imagem institucional, o meu conselho (perdoe-me o atrevimento) é que não se ponha a jeito. Um maior cuidado na forma de atuação e atenção ao cliente seria um bom começo. Ao invés de perder tempo com lições de moral, deveria estar a envidar mais e melhores esforços no sentido de dar vazão à demanda de clientes insatisfeitos, que, a julgar pelo que circula na rede, são em nada abonatórias dessa "boa imagem" pelo qual assume tanto zelo. Só deve atirar pedras ao telhado alheio quem não o tem de vidro. No caso da Livoo, já nem telhado deve ter, tantas as pedradas que tem levado de clientes insatisfeitos nos últimos tempos.

 

Motivo 7 – Ao longo da minha vida profissional e pessoal aprendi que, mais importante do que se diz, é o que não se diz. E em momento algum disse que iria proceder à devolução do dinheiro e menos ainda que iria tomar providências no sentido de evitar que situações semelhantes se repetissem, no futuro. Estou certa ou estou errada?

Motivo 8 – Por último, desafio-lhe a fazer prova de toda essa boa-fé que teve a amabilidade de arrotar por cima da minha reclamação e proceda à devolução imediata do valor pago, que é irrisório, mas meu por direito.

 

Sem nenhuma estima,
.....

 

A seguir cenas do próximo episódio, que acredito deverá estar para breve. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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Viva!

 

Por estes dias, tenho duas "manamigas" que andam por demais precisadas de palavras de conforto, amizade e solidariedade, tamanho é o peso da dor que carregam nos seus ombros. A elas, mas também a todos aqueles que estejam a braços com alguma provação, dedico esta crónica, como forma de lhes transmitir alento e esperança.

 

Sei muito bem o quanto a vida pode ser dura, mas também sei a força de uma palavra amiga nessas alturas. Não é à toa que dizem que alegria dividida é alegria a dobrar e tristeza dividida é meia tristeza.

 

As profundas mudanças que tenho estado a incrementar na minha vida de há uns tempos para esta parte têm vindo a reforçar a minha crença – inabalável, diga-se de passagem – de que a vida vale a pena, no matter what. Vale sim, ai vale vale! Contudo, só nos apercebemos disso quando nos dispomos a abraçá-la sem reservas; a encará-la nos olhos, sem baixar a cabeça; a levantarmo-nos sempre que ela nos passa uma rasteira e a continuar a caminhada mesmo com os pés em carne viva.

 

Ela não é fácil; na verdade, não é sequer suposto ela ser. Tem vezes que achamos que não aguentamos tamanha carga e tem outras que sentimos que toda ela conspira a nosso desfavor. Quem nunca? Ainda assim, ela continua a merecer que não desistamos dela. Ainda assim, ela continua a merecer o benefício da dúvida, mais não seja para ficarmos a saber qual a sua próxima jogada.

 

Queridas amigas, façam-me o favor de não desistir da vida, porque ela não desistiu de vocês, por mais que ela vos dê a entender que sim. Ela só está vos pondo à prova, no intuito de avaliar se são, de facto, dignas das graças que, com toda a certeza, vos estão reservadas.

 

Viver é preciso! Atenção que eu escrevi "viver" e não "existir". Viver é que nos move no caminho da felicidade. Existir é o que nos faz respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora. Existir é viver sem alento, sem alegria, sem brio, sem esperança, sem magia. Nos tempos atuais, a maioria das pessoas existe, ao invés de viver. Até pouco tempo atrás, também eu integrava esse lote humano. Hoje não! 

 

Hoje escolho só tomar como garantido o "aqui" e "agora". Hoje escolho desfrutar da vida como se não houvesse amanhã. Hoje escolho desapegar-me do que me possa vir a acontecer no futuro. Hoje escolho seguir a máxima "um dia de cada vez". Hoje escolho viver!

 

Hoje escolho ser feliz, do jeitinho que dá para ser. Sem ter tudo o que quero, mas querendo tudo o que tenho. Porque eu quero, porque eu posso, porque eu mereço e porque a vida só faz sentido se for para ser assim.

 

Noite feliz e até à próxima!

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Viva!

 

Acometida de mais um daqueles momentos de pura desinspiração (daí não ter aqui dado a cara ontem), valho-me de um artigo publicado hoje no Notícias ao Minuto a propósito de algumas dicas sobre como fazer amigos depois de adulto. Nem de propósito, pois ainda esta manhã estressei-me com uma amiga de longa data, o que me deixou murchinha murchinha. Adiante...

 

Boas amizades valem ouro. Pessoalmente, dou mais valor às amizades do que aos laços familiares e/ou amorosos. Ao contrário da família, com quem muitas vezes só se partilha os genes, os amigos são parentes de coração, aqueles que escolhemos livre e espontaneamente para fazerem parte da nossa vida.

 

Além do papel crucial que desempenham na nossa identidade, no nosso sentimento de pertença e nosso bem-estar geral (vulgo, felicidade), atesta a ciência que a amizade contribui ativamente para que tenhamos uma vida mais saudável e longa. Isto porque ela diminui a pressão sanguínea e o stress, reduzindo o risco de depressão e aumentando a longevidade, em grande parte por termos alguém a olhar por nós.

 

Infelizmente, assim que entramos na idade adulta o nosso número de amigos começa a minguar até se fixar nuns quantos, perfeitamente cabíveis numa mão. A azáfama do quotidiano, as distâncias geográficas, as exigências profissionais, as relações amorosas e os filhos são os principais motivos que determinam essa diminuição do leque de amigos. Outro motivo relevante é a maturidade, uma vez que ela nos torna mais selectos, mais conscientes do que queremos para a nossa vida e mais perspicazes em relação aos outros, em suma mais sábios. Daí que a quantidade acabe por ceder lugar à qualidade.

 

Quando mais novos, fazer amigos era tão natural ao ponto de cada interação social resultar, quase sempre, numa nova afeição. Começava na vizinhança, passava pelos jardins infantis, chegava à escola, alcançava a universidade e até atingia o trabalho. Agora que somos emancipados, donos e senhores do nosso destino, parece cada vez mais difícil encetar amizades sinceras e duradouras. 

 

A respeito disso, os especialistas apontam algumas atitudes capazes de nos ajudar a conectar mais pessoas e a construir novas amizades:

 

1. Estar atento
A amizade é essencialmente uma relação de partilha, razão pela qual devemos estar atentos, recetivos e interessados nas pessoas ao nosso redor. Mais do que querer fazer novos amigos, é preciso tomar a iniciativa, mostrar vontade de conhecer o outro e estar disposto a dar-se a conhecer.

 

2. Frequentar lugares de interesse
Ir a sítios de que gostamos aumenta as probabilidades de nos cruzarmos com pessoas com gostos e interesses convergentes aos nossos, ou seja pessoas com as quais nos identificamos mais, o que pode a priori pode ser garante de uma boa amizade.

 

3. Ser constante
Participar regularmente em atividades coletivas (ginásio, teatro, espetáculos, bares, discotecas ou até mesmo o café do bairro) pode revelar-se uma excelente oportunidade para conhecer novas pessoas, um ótimo pretexto para se estabelecer novos e promissores laços sociais.

 

4. Ajudar os outros
Ser solidário com quem precisa é meio caminho andado para o início de uma boa amizade. Seja um vizinho precisado de uma sopa quentinha, seja uma colega necessitada de um ombro amigo, seja um desconhecido  ansioso por um apoio, um gesto amigo fica sempre bem na hora de conquistar afetos.

 

4. Sorrir
Ainda que o seu (real) poder possa ser relativizado, a verdade é que o sorriso faz milagres quando se trata de estabelecer contacto interpessoal. Além de nos fazer parecer mais simpáticos e interessantes, quebra o gelo, gera empatia, cativa corações e encoraja o destinatário a retribuir. Quando sorrimos para os outros mostramos que estamos recetivos a uma aproximação, logo a uma nova amizade.

 

5. Esforçar-se para criar uma conexão
Quando partilhamos algo íntimo sobre nós, transmitimos confiança ao outro para que baixe a guarda e nos veja como alguém digno de confiança. Dado que uma amizade exige empatia, partilha e reciprocidade, um pouco de esforço na hora de criar assunto cai sempre bem.

 

Meu bem, estas dicas, apesar de muito pertinentes, de pouco servirão se não estiveres disposta a deixar entrar alguém novo na tua vida. A amizade não se materializa num passe de mágica; ela constrói-se a cada dia, a cada contacto, a cada partilha, a cada interação. Com isso quero te prevenir para o facto de as dicas abordadas nesta crónica não se converterem automaticamente numa nova amizade. Contudo, se fizeres a parte que te cabe, acredita que os outros vão-se esforçar para te ter na suas vidas. Depois é só uma questão de tempo até que a conexão comece a ser construída e continue a crescer gradualmente, rumo a uma estima para a vida toda.

 
Despeço-me com votos de uma radiante pausa semanal, bem como novos, sinceros e duradouros amigos!

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Viva!
 
A saúde – em todas as suas variâncias (física, mental, emocional e intelectual) – é algo que prezo por demais, até porque sem ela a pouco me saberia estar viva. É por isso que volta e meia tens que levar comigo a bater na mesma tecla: tens que te cuidar.
 
Várias razões me levam a insistir nesta questão de zelares pelo teu bem-estar. Primeira: quando cuidas da tua saúde estás a cuidar do teu bem mais precioso, o corpo. Segunda: quando és saudável não dás trabalho nem a ti nem a ninguém. Terceira: como esperas ser feliz se o teu corpo não o é? Quarta: se não tens cuidado com a tua própria pessoa, vais ter cuidado com quem/quê? Quinta: sem saúde, não há beleza, boa disposição ou alegria de viver que resista.
 
É suficiente ou preciso assacar outros tantos argumentos para te convencer que saúde é sinónimo de qualidade de vida? E por falar em qualidade de vida, convém relembrar-te que, salvo algumas exceções, ela passa indubitavelmente pelo estilo de vida que levamos. A própria ciência não se cansa de nos alertar para o facto de que os hábitos diários, ainda que pareçam inofensivos, têm-se assumido cada vez mais como um fator crítico da nossa saúde.
 
Visa, portanto, esta crónica dar-te a conhecer dois comportamentos, devidamente validados por estudos científicos, que todos devemos adotar se queremos ter melhor qualidade de vida e até mais uns anitos de vida: não fumar e beber com moderação.
 
Um estudo levado a cabo pela Universidade do Michigan e pelo Instituto para Estudos Demográficos Max Planck comprovou que nunca ter fumado e apresentar um índice de massa corporal inferior a 30 é meio caminho andado para acrescentar quatro anos à esperança média de vida dos homens e cinco anos à esperança média de vida das mulheres.
 
Em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, a esperança média de vida podia aumentar mais sete anos, caso os homens ingerissem menos de 14 bebidas por semana, e as mulheres apenas sete no mesmo espaço de tempo.
 
Como pudeste ler, as coisas que fazemos no nosso dia a dia têm consequências diretas na nossa saúde. A curto, médio ou longo prazo todos acabamos por receber a fatura, fatura essa que muitas vezes temos que pagar em prestações até o fim da vida. Isso quando for possível pagar.

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17
Fev18

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Viva!

 

Sobram-me motivos para afirmar que trinta e dois meses de Ainda Solteira fizeram da minha pessoa uma espécie de conselheira sentimental não certificada. Não certificada porque não possuo qualquer formação académica na área da psicologia ou outra ciência qualquer da mente. Conselheira sentimental porque sou regularmente bombardeada com toda a espécie de abordagens, que começam com solicitação de conselhos e/ou dicas e terminam em desabafos sobre condição amorosa. Pelo meio, algumas tentativas de engate, inclusive transfronteiriças.

 

Com este blog tenho aprendido muito, com a maioria das lições a desenrolarem-se nos bastidores (email e messenger), longe dos holofotes do cibermundo. É precisamente sobre um dos tópicos deste curso intensivo sobre a solteirice que te quero falar na crónica de hoje: o que sei sobre os homens.

 

Fruto do enlace entre a experiência pessoal da Sara e a interação da Legoluna com os seus seguidores/leitores, o perfil do solteiro (ou aspirante a isso) assenta nestas constatações:

 

1. São apressados
Contaminados (ou não) por esta sociedade de consumo desenfreado, impulsivo e descartável, os homens têm pressa para faturar uma mulher, seja para uma relação casual ou para algo mais sério. Com pouca paciência para deixar as coisas seguirem o seu curso natural, querem que as mulheres sejam tão afoitas quanto eles, sobretudo no que toca ao envolvimento físico. E todos sabemos que o ritmo deles é determinado pela velocidade da testosterona.

 

2. São mais adeptos de palavras do que de ações
Falam isto falam aquilo falam aqueloutro. Falam muito, mas agem pouco. Dizem-se dispostos a mover mundos e fundos por uma mulher, mas quando chega a hora de passarem da teoria à prática, o entusiasmo deles esvaí-se na inação. Palavras levas-as o vento, disse algures um sábio. Com isso quero dizer que o que vale mesmo são gestos, atitudes, iniciativas e atos concretos e não conversa fiada.

 

3. Apregoam apreciar mulheres independentes e bem resolvidas
Enchem a boca para dizer que curtem mulheres de personalidade forte, que sabem o que querem da vida e que não encaram os homens como bengalas. O que a realidade mostra é que, paleio à parte, acabam por escolher as inseguras, as imaturas, as dependentes e as submissas. Isto porque, no que toca a relacionamentos, são adeptos ferrenhos da lei do menor esforço. Mulher perfeita é aquela que não dá trabalho, não é mesmo rapazes?

 

4. São muito precipitados em relação ao sexo
A meu ver, o maior pecado do macho millennial, que dificilmente consegue sustentar uma conversação/relação sem que o tema sexo seja o principal item. Que é bom, sabemos nós. Que todos o querem praticar, também. Que é o apogeu da atração entre duas pessoas, não se discute. Mas daí a fazer dele o centro das atenções, como se toda a interação social se resumisse ao sexo, vai uma grande distância. Meninos, só falem ou proponham sexo quando houver oportunidade e intimidade para tal. Na vida há um momento certo para tudo, pelo que saber identificar esse momento é um fator crítico de sucesso.

 

5. Falam mais do que fazem sexo
A impressão que tenho é que o sexo tornou-se uma obsessão para os gajos com os quais interajo. A meu ver, gastam mais tempo e energia a falar ou a pensar em sexo do propriamente a fazê-lo. Gente da minha terra acredita que quem faz sexo não fala, precisamente porque está ocupado a fazê-lo. Com isso quero dizer que quando me deparo com aqueles que falam de sexo o tempo todo, fico a pensar que das três uma: ou estão desesperados, ou são tarados ou não servem de muito na horizontal. O pior é quando constatas que alguns são tudo isso junto. Moral da estória: falem menos e façam mais!

 

6. Querem muito lucro para pouco investimento
A maioria dos homens que cruza o meu caminho deseja encontrar uma mulher top five:  bonita, sexy, cheirosa, divertida e disponível. Numa lógica de investidor amador, querem tudo isso sem ter que investir muitos recursos (tempo, dinheiro, paciência, expectativas e sentimentos). É caso para lhes lembrar que quanto mais custoso mais valor damos. Preciso dizer mais?

 

7. Não têm (muita) paciência para cativar
Esta é provavelmente a segunda maior falha masculina nos tempos que correm. Que saudades da época em que os rapazes caprichavam para encantar aquela que desejavam. Telefonavam, mandavam bilhetinhos, ficavam à espreita na esquina da casa dela, subornavam amigas/familiares, escreviam cartas de amor, pintavam os nomes nas paredes, autocarros, bancos da escola, etc., etc. Atualmente a arte da conquista pode ser contada em três atos: "tens whatsapp", "queres ir tomar café" e "voilá!" O charme, o esforço e a emoção ficaram reduzidos à capacidade tecnológica.

 

8. São tão ou mais comodistas que as mulheres
A quantidade de homens que se deixam arrastar em relações miseráveis é assustadora. Para o perpetuar desta realidade contribuem o blá bla blá do costume: não querem separar-se dos filhos, não querem magoar os sentimentos da companheira, não têm dinheiro para sair de casa, têm medo de ficar sozinhos, não querem desiludir os pais/sogros e por aí adiante. Infelizes até à medula optam por permanecerem emparelhados, ao mesmo tempo que buscam uma aventura extraconjugal capaz de lhes garantir as tais "borboletas no estômago" de que todos andamos à cata.

 

9. São mais inseguros do que deixam transparecer
Sob a capa de macho alfa, deparo-me quase sempre com putos inseguros, imaturos e caprichosos, cujo sonho de consumo é que as coisas sejam do jeitinho que querem. Quando assim não é ficam sem saber como agir, optando invariavelmente por se refugiarem debaixo da máscara do descaso e do desinteresse. Isto acontece porque ensinaram-lhes desde o berço que o homem tem que ser uma muralha emocional, que não deve deixar transparecer as suas vulnerabilidades afetivas.

 

10. Mentem descaradamente para conseguirem o que querem
Nas outras esferas da vida não sei, mas no que toca ao romance os homens mentem com todos os dentes, dentaduras, próteses e implantes. O tempo todo. Por tudo e por nada. Com ou sem necessidade. Aquela famosa tirada de que só o fazem porque não nos querem magoar é, no mínimo, hilariante. Se for para conseguir levar a mulher para a cama, aí então vale tudo. Casado que se diz separado, noivo que se diz solteiro, insensível que se diz apaixonado, promíscuo que se diz fiel... Se for preciso, até casamento prometem. Quanto a isso só posso dizer que estou cada vez mais convicta de se trata de uma patologia congénita aguda, que até pode ser tratada, mas jamais curada.

 

Basicamente é isto que a vida e este blog têm vindo a ensinar-me sobre os homens. Caso te ocorra mais algum item que deva ser acrescentado a esta short list, por favor, queira partilhá-la comigo.

 

Bom fim de semana e até breve!

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