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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

31
Out19

O amor nos tempos de "entas"

por Sara Sarowsky

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Viva!

Às portas de um fim de semana prolongado – o primeiro de há muito – e comigo ainda a rescaldar da segunda nomeação consecutiva para melhor blog do ano, a crónica de hoje resulta de uma compilação de alguns posts do TheDailyMan, recém-chegado à comunidade Sapo Blogs e cuja escrita cativou-me ao ponto de considerar que também tu gostarias de tomar conhecimento.

O que é o amor, porque sofremos nas relações, como recomeçar depois de uma desilusão amorosa e o drama de amar depois de certa idade são algumas questões que o colega desnuda no seu blog. Para que possas entender melhor o que estou para aqui a escrever, deixo-te com algumas passagens dos seus posts.

Talvez porque nos últimos anos tive duas relações falhadas e isso me tenha afetado de tal forma que me leve a falar disso. Relações na minha idade, nos entas, e com filhos, são uma tragicomédia! Quando estamos numa altura da nossa vida em que pensamos que já vivemos quase tudo que havia numa relação, eis que chega o momento de começar uma relação nos entas.

Voltar a ter uma relação é, por si só, uma aventura! O interesse na pessoa, o abordar, o conquistar, as borboletas, os jantares, as velas, os presentes, as borboletas (sim, outra vez), as conversas, as séries, o sofá, a cama, o chão, o amor... ai o amor... foda-se! Estou a falar em amar de novo, não em sexo de novo! O sexo não magoa, só dá prazer. Amar de novo é que é fodido! Amar de novo alguém com filhos é duplamente fodido!! Não quero que me interpretem mal mas falo por mim e das minhas experiências. Só quem amou alguém com filhos é que sente isso... se não sente então quero dar-lhe os parabéns porque é a pessoa mais sortuda do mundo... ou então expliquem-me como é possível!

Quando é que começamos a amar alguém? É difícil responder a esta pergunta pois todos temos formas diferentes de amar. Uns podem amar em semanas, já outros demoram meses. E também é difícil perceber o que é o amor. Já muitos o tentaram defini-lo, mas o certo é que não há definição possível para amor, pois, para mim, definir algo é pôr barreiras, limites, e amor é um sentimento cabal, intenso, sem inicio ou fim que nos tolda a visão e nos torna irracionais. Amar é um processo lento, contínuo, que se vai entranhando aos poucos até que, quando menos se espera, já cá está. Pelo menos para mim foi sempre assim.

Amei poucas mulheres na minha vida, e apesar de terem inícios diferentes, o certo é que havia um denominador comum em todas: as borboletas estavam lá, assim como o carinho, o amor, o companheirismo, o afeto. E começar uma relação a meio da nossa vida não é, definitivamente, a coisa mais fácil do mundo, principalmente quando a nossa cara-metade não está sozinha. E se no inico são tudo borboletas a fluir, com o tempo vêm os dumbos. É normal que o tempo nos traga a realidade, dura e crua, e com isso venha alguma racionalidade que entretanto perdemos com as tais borboletas. Se no início fazemos um esforço para agradar quem está ao nosso lado, muitas vezes de forma inconsciente, com o tempo vamos lentamente ao centro da nossa personalidade e ao verdadeiro eu. Esse hiato pode demorar semanas ou mesmo meses, mas o certo é que ele aparece. E se entretanto continuarmos felizes, então temos tudo para que a relação dure e o amor se fortaleça. O problema é quando nos apercebemos que afinal as coisas não são como nós pensávamos ou idealizávamos. Quando vemos que afinal os pontos de discórdia começam a ser muitos e as discussões passam a ser rotina. Quando sentimos, com o tempo, que afinal não somos verdadeiramente felizes com a pessoa ao nosso lado ou o que recebemos não é, de todo, aquilo que esperamos! Gestão de expectativas?! Não sei ainda bem, sinceramente, mas acredito cada vez mais nisso!

Single mine
, que achaste destas notas íntimas de um solteiro de curta duração na casa dos quarenta? Espero que te tenham posto a refletir tanto como a mim. Amar não é fácil, falar de amor ainda menos; daí que me fascine tanto ler o que os outros escrevem sobre o assunto.


Termino com um sentido obrigado ao TheDailyMan por ter permitido que eu "exportasse" os seus conteúdos para aqui. A ti, aquele abraço amigo de sempre e desejos de um Halloween recheado de doces e travessuras, mais travessuras que doces, de preferência.

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28
Nov16

12719511_10209018078156192_3778825970661483255_o.jO artigo de hoje inspira-se num outro intitulado Viver sozinho é uma tendência que veio para ficar, do Sapo LifeStyle. Dado a sua extensão, retirei apenas a parte que considerei mais relevante para a temática deste blog. Falemos então da solitude e da abordagem social a este fenómeno cada vez mais pujante e menos dramático.

O número de pessoas que optam por viver sozinhas, por opção ou por imperativos da vida, está a aumentar. Esta é uma tendência cada vez maior, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Só para teres uma ideia, de acordo com os Censos de 2011, 8,2 por cento da população residente em Portugal vive sozinha, um número que duplicou nas últimas duas décadas.

Fruto de uma escolha ou resultado de circunstâncias da vida, morar sozinho está longe de ser sinónimo de isolamento, individualismo ou perda da importância da família. De acordo com Bella de Paulo, psicóloga da Universidade da Califórnia e uma das principais estudiosas da vida em solidão, citada num artigo recente do jornal El País, por norma, os solteiros contatam mais com amigos vizinhos e familiares do que as pessoas casadas.

"Outro conceito erróneo sobre os solteiros é o que os retrata como pessoas que fogem ao compromisso. Muitos deles têm mais tempo livre que dedicam aos amigos, familiares mais velhos ou, inclusivamente, a fazer algum tipo de trabalho social ou voluntário para a comunidade", remata esta especialista.

No livro Famílias nos Censos – Diversidade e Mudança, o capítulo Pessoas Sós em Portugal: Evolução e Perfis Sociais aponta vários fatores que confluem para o cada vez maior número de pessoas a viver sozinhas. "Nos últimos anos, a sociedade tem-se desenvolvido num sentido mais individualista, ou seja, cria-se a necessidade de uma população cada vez mais autónoma", escreveu Cristiana Pereira.

"Alguns estudos sobre este tema referem que as pessoas que vivem sozinhas sentem-no como uma marca de distinção e sucesso. E, por isso, vêem-no como uma forma de investir tempo no seu crescimento pessoal e profissional", afirma a psicóloga clínica da Oficina de Psicologia, para quem este tipo de investimento é necessário, tendo em conta a fragilidade das estruturas familiares e laborais contemporâneas. "Existe cada vez mais a necessidade de as pessoas serem capazes de dependerem delas próprias", salienta.

Esta tendência, que não é nova, mas que só agora ocupa o espeço que lhe é devido na esfera social, tem provocado mudanças na oferta de serviços, ao mesmo tempo que lança um desafio para o futuro. Como criar redes de apoio para uma futura geração de idosos sós? Esta é uma das perguntas que já começam a exigir respostas.

É um facto que há cada vez mais pessoas que vivem sozinhas. E gostam! Um paradigma que está a levar ao aparecimento de novos negócios e que obriga a repensar o futuro das novas gerações, levantando interrogações para as quais ainda não existem muitas respostas.

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12
Set16

14256624_10210390247863375_1330703690_n.jpgA semana começa com novidades. Atentendo ao parecer dos que seguem este blog, a partir de hoje, está instituída uma nova rubrica no Ainda Solteira: À conversa com... o(a) solteiro(a) da semana. Este será um espaço onde aqueles que assim o queiram podem dar-se a conhecer, revelando um pouco da sua experiência de single.

É minha intenção publicar uma entrevista por semana, alternando entre os géneros. Qualquer pessoa pode participar, bastando, para tal, enviar-me uma mensagem privada por aqui ou pela página do Facebook, para que eu possa elaborar o guião da entrevista e combinarmos os detalhes. Que te parece esta ideia, meu bem?

A minha primeira cobaia é EA (de quem, por motivos de confidencialidade, só revelo as iniciais do primeiro e último nome), um muy guapo universitário de 24 anos, que de imediato se disponibilizou para partilhar connosco a sua experiência de solteiro. Fica a conhecer um pouco mais sobre ele.

O que é para ti ser ou estar solteiro?

Se não assumo nada de sério com ninguém, isto é, uma relação romântica exclusiva com uma pessoa, com o intuito de construir um futuro a dois, considero-me solteiro.

Como encaras a tua solteirice do ponto de vista social?

De uma forma muito tranquila. Acho que ser solteiro é algo muito normal, muito natural, e nunca me impediu de fazer nada ou de ir a certos eventos.
E acho que, hoje em dia, é muito comum ser-se solteiro. As pessoas já não têm aquela ideia de que aos 22 anos já se tem de estar casado, aos 30 com filhos, etc. 

A tua vida social costuma registar constrangimentos por causa do teu celibato?

Não, é tudo muito normal. O facto de a maioria dos meus amigos também serem celibatários faz com que não me sinta excluído do grupo, nem que se torne estranho eu ser um.
Mesmo em outros eventos, nunca senti qualquer constrangimento. As pessoas tratam-me de forma normal, nunca fazendo aquelas perguntas: "Porque é que ainda não tens namorada? Já estás na idade…", nem nada disso. Sou tratado banalmente, por assim dizer.

Hás de concordar que ser comprometido (também) é bom. Mesmo assim, (ainda) solteiro. Porquê?

A principal razão foi ainda não ter encontrado uma mulher que me faça assentar, assumir uma relação com ela.
O facto de também não ter muito tempo, devido a estar a acabar os estudos, e de ter certos objetivos que são mais fáceis de realizar estando solteiro, também influenciam o estar solteiro.

Qual o papel do amor – o sublime sentimento de afeto – no teu estado civil?

Bem, se estou solteiro, foi porque ainda não encontrei o amor. Essa é a razão principal para estar solteiro. Quero, quando estiver com alguém, que seja mesmo amor, quase daqueles que se vê nos filmes, que dure para o resto das nossas vidas.

Tens alguma filosofia de vida relacionada com a solteirice que queiras partilhar connosco?

A minha filosofia é apenas de ser feliz solteiro, pois só assim poderei ser feliz quando estiver comprometido, e aproveitar ao máximo a vida de descomprometido.

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