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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

african-4333276_1920.jpgOra viva!

Esta crónica é inspirada num texto da Riley Cooper, publicado no thepowerofsilence, em que ela garante que não tem medo de estar sozinha, mas sim de estar numa relação unilateral. Por ter-me identificado com a sua visão do celibato, achei por bem trazer o assunto à baila, na esperança de lançar um novo olhar sobre a solteirice no feminino.

É sabido que muitas são aquelas que escolhem estar numa relação unilateral, na qual são as únicas a investir. Para essas mulheres o medo da solidão amorosa fala mais alto do que o amor-próprio e a dignidade emocional. Erroneamente, acreditam que a solteirice é sinónimo de solidão e infelicidade. Não poderiam estar mais desfasadas da realidade. O que elas precisam aprender (ou recordar) é que pior do que estar desemparelhada é estar numa relação de estéril, em que sequer são correspondidas, respeitadas ou valorizadas. Estar desemparelhada não deve assustar; o que deve assustar é estar numa relação de m*rda.

De acordo com Riley, o estar solteira fê-la mudar o modo como encara as relações amorosas, assim como a sua perspetiva de vida. Mais importante do que isso, fê-la explorar os recantos escondidos da sua alma e entender a importância da autoaceitação, do autocuidado e do amor próprio. Como tal, aponta sete argumentos:

1. Não ter medo de estar consigo própria, mas ter medo de estar com alguém que não a deixa ser ela mesma.

2. Não ter medo de passar o tempo sozinha, mas ter medo de passar o tempo em má companhia.

3. Não ter medo de dormir sozinha, mas ter medo de acordar ao lado de um estranho.

4. Não ter medo de cometer erros, mas ter medo de estar com a pessoa errada.

5. Não ter medo de fazer amor, mas ter medo de fazer amor sem sentir-se amada.

6. Não ter medo das conversas, mas ter medo de conversar com alguém que não a entenda.

7. Não ter medo de estar solteira, mas ter medo de estar com alguém que não está nem aí para ela.

Estar solteira, e em paz com essa condição, não é para todas, é certo. Muitas mulheres não se conhecem, nem gostam de si próprias, ao ponto de se sentirem confortáveis com a solitude. Para elas vale a máxima: "antes mal acompanhada do que só", mesmo que isso as faça sentir-se miseráveis. Suas vidas, suas escolhas, e por mais que lamente, há que saber respeitar que nem todas são como eu, uma solteira bem-resolvida, que, enquanto espera por um amor a que valha a pena entregar-se, vai desfrutando da sua condição amorosa com orgulho, dignidade e gratidão.

Aquele abraço amigo de sempre!

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Às vezes olho para mim imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
"Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de emails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, para lá e para cá. Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa conduzir bem e entender de imposto de renda. Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser toda definida, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e ainda ter tempo para treinar. Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém."

Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai na volta é por isso que estou solteira aqui, na luta. O facto é que eu tenho andado a pensar nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expetativa da maioria dos meninos, jovens homens, homens e velhos homens.

O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?

Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam "bacano". Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.

Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um frango. Não nos chamaram para trocar a fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas nos ensinaram sobre desporto. Fizeram-nos aprender inglês. Aprender a conduzir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir o nosso dinheiro. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas, escuta, alguém lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de prepararmos o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que iríamos ter paciência para dar muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?

Aí, nós mulheres, com a nossa camisa social que amassada no fim do dia, a nossa bolsa pesada, o nosso telemóvel a apitar os 26 novos emails, amigas à nossa espera para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, e perguntamos: "Que raio de homem vai me querer?".

"Talvez se eu fosse mais delicada… Não dissesse palavrões. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo de lavar cuecas. Talvez…"

Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual para igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi o nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione a nossa rotina.

O facto é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia para um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?

E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.

No fim das contas não somos nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos para ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar para nos ganhar de volta.
By Ruth Manus

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25
Jan16

Quem quer ser engatada?

por Sara Sarowsky

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Recuso-me a ser sonsa a ponto de negar que a possibilidade de vir a fazer dinheiro com este blog – à semelhança de tantos outros – é algo que não me tenha ocorrido ou que não me interesse. Agora tornar-me numa cafetina (perdão cupido) é coisa que nunca me passou pela cabeça.

 

Confusa? Já explico!

 

Poucos dias depois deste blog materializar-se no Facebook, recebo uma mensagem que dizia assim: "Olá. O nome dessa página sugere outra coisa. Quando vi pensei que fosse algo para arranjar relações ocasionais. O que não seria nada mau. Bjo." O meu entusiasmo face a este contato - o primeiro e logo de um outsider, isto é um gajo - começou a esvair-se. Ainda assim dei-me ao trabalho de lhe responder cordialmente: "Olá! Não é um sítio de engates, mas se puder ser útil para se arranjar quem nos queira, porque não? A ideia aqui é desmistificar a ideia de que mulheres depois dos 30 ainda solteiras, são encalhadas, feias ou falhadas. Nada disso! Agradeço a tua mensagem e espero ver-te por aqui mais vezes. Semana feliz."

 

Sem mais delongas, o dito cujo sai-me com esta: "O meu círculo de amizade é muito grande e tenho muitos amigos que, embora, alguns com as suas relações, estariam disponíveis para algumas aventuras. Tu terias de conseguir identificar ou convencer mulheres solteiras a entrar em experiências sexuais (sem meias palavras). Teríamos era de conseguir arranjar uma forma de as pessoas verem as fotos umas das outras e dizer em quem é que estaria interessado, evitando assim a temida sensação de rejeição, que os homens aqui em Portugal têm muito medo".

 

Tão simples quanto isso!

 

Quem segue este caderno sabe perfeitamente que não sou apologista de relações casuais, menos ainda, de encontros clandestinos de segundo grau – vulgo cornanços (perdão pela linguagem ordinária). E foi precisamente isso que lhe expliquei: que tal prática iria contra os meus princípios e contra o conceito do blog – que visa transmitir a ideia de que mais vale solteiras, despreocupadas e realizadas do que subjugadas por relações infecundas ou clandestinas, que dificilmente sobreviverão depois do "ohhhhh, i''m coming!".

 

Perante a minha mais que óbvia reticência em aderir à sua causa, sai-me com esta: "Bem… isso acho que já estás a defender o teu ponto de vista e garanto-te que está longe de ser o da maioria. Mas como tu há mais, que não apoiam esse tipo de relacionamento. Não há nada de clandestino nisso. Até porque nós nunca iriamos saber como é que as coisas acabariam! Só seríamos apenas os 'cupidos'."

 

A essa altura da procissão, que ainda só ia no adro, outra missiva: "Ou podes separar as águas. Usar o teu blog para divulgar a tal coisa misteriosa, enquanto crias um grupo no face só para tratar disso. Isso dá para promover desde encontros conjugais a grandes festas ultrassecretas e quando chegarmos a esse ponto, se calhar já da para começar a ganhar qualquer coisa com isso."

 

Com a alma parva e a mente entorpecida por tamanha desfaçatez, consigo atinar que a logística da coisa já estava totalmente montada, já que continuou nesses moldes: "Estive a pensar em alguns pormenores a nível de comunicação. Vou enviar-te um SnapMessenger que eu quero (ele quer!) que instales no teu telemóvel para nós testarmos. A ideia é que quando pusermos as pessoas em contato umas com as outras, pelo menos numa fase inicial, usem isso de modo que não há histórico de conversas. Mensagens instantâneas que desaparecem logo de seguida".

 

Por esta hora, o entusiasmo esfumara, a contra-argumentação desvanecera, a irritação instalara, a paciência esgotara e a boa vontade exilara. Como se não bastasse propor-me um esquema desses, assim na cara dura, sem anestesia nem cuidados paliativos, ainda tinha a petulância de me dar ordens e lições de moral.

 

Está para aqui uma mulher, post atrás de post, a apregoar em prol da diginidade do estatuto de solteira, como algo que pode (e deve) ser encarado com uma benesse (ainda que involuntária, na maior parte dos casos) e não um estigma e aparece-me este caramelo de vinte e poucos anos, ávido por proporcionar a si e aos camaradas fortuitas quecas com mulheres mais velhas, a propor-me dar uma de second love, ainda para mais a custo zero. Pelo amor da santa, como gostava de dizer um ex-quelque chose meu!

 

Dias depois, num sábado, nova mensagem do dito - sim, que este ao que parece não é de desistir fácil - a informar-me que ele e o sócio vinham a Lisboa tomar um copo e se eu não queria juntar-me a eles para discutirmos a nossa parceria. Até deixou o número do telemóvel dele e tudo. Reação da minha parte? Nenhuma, nem mesmo aquele cortês e cortante: "não, muito obrigada!".

 

Se, depois do que acabo de contar, interessa-te alinhar neste esquema do engatanço (como gosta de dizer A Gaja), por favor manifesta-te (por MP aqui ou no FB), que darei um jeito de fazer a ponte com o mister cupido. Caso contrário, faz como eu: abana a cabeça e deixa-te estar quietinha na tua vidinha de solteira linda, poderosa, realizada e fiel à crença de que mereces muito mais do que meros affairs. Ainda por cima, extracurriculares e estéreis.

 

P.S. – Agora aqui entre nós, o que o fulano não sabe é que eu o conheço – bastante bem até - já que ele pertence ao meu círculo de amigos. Sem fazer a mínima ideia que a pessoa que gere o blog é uma conhecida sua, deu um tiro no próprio pé e deixou-me com um trunfo na manga e uma bela estória para contar.

 

E aí, solteira minha, queres ou não ser engatada?

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21
Jan16

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Um dia destes - e farta até à medula do snobismo e desprezo dos recrutadores da minha área, criaturas que, pura e simplesmente, decidem que a minha candidatura não é a melhor oferta para as suas empresas, sem nem sequer me darem o direito a uma entrevista – resolvi repostar à altura.

 

Tendo plena consciência de que jamais seria contatada para uma entrevista, já que não preenchia o requisito maior (a língua), aventurei-me a submeter a minha candidatura escoltada por uma carta de motivação, hum... no mínimo original, para não dizer outra coisa. Crazy, pronto já disse!

 

Os desired skills and experience - a vaga era para marketing specialist - eram nestes termos:

  • Univ. Degree (Economics, Management or Marketing);
  • Ideally having 1-2 years experience working in mobile operators, mobile aggregators or digital marketing;
  • Strong analytical skills;
  • Proficiency in Excel (mandatory);
  • Excellent written and spoken English;
  • Strategic thinker with strong collaborative and communication skills;
  • Flexibility for travelling.

Até aqui nada de novo, aliás estes requisitos são o pão-nosso-de-cada-dia exigido até ao candidato a profissional de limpeza - não que eu tenha algo contra, até porque, pelo andar da carruagem, um dia destes entro para a classe). A razão deste post é precisamente a minha resposta. Ei-la:

"Do bla bla blá do costume – eu sou isto, eu sou aquilo e por aí adiante - já devem estar os senhores fartos (e eu também, confesso!), pelo que limitemo-nos aos factos, que esses sim é que interessam.

Porque não devem considerar a minha candidatura

  1. Sem experiência no vosso business core (ser consumidora compulsiva conta?)
  2. No excellent written and spoken english (decorre em juízo uma ação cível contra a minha progenitora por ter-me parido em terras lusas e não anglófonas. Até o veredito, excelência só mesmo no português e no francês)
  3. Excel offline há um bom tempo, pelo que não garanto tê-lo na ponta da língua
  4. 38 anos, isto é, quase a expirar o prazo de validade para o mercado laboral
  5. Africana (vulgo preta)

Porque devem considerar a minha candidatura

  1. Dois canudos: licenciatura em comunicação empresarial e mestrado em marketing estratégico
  2. Bastante experiência no digital
  3. Affairs com a Huawei, Microsoft, Intel, Cisco e Wavecom
  4. Solteira e sem filhos, logo, com total disponibilidade para viajar e para dar o couro pela empresa
  5. Invulgar sentido de excelência (só existe uma forma de se fazer as coisas: bem feitas!)
  6. Inteligência e cultura geral acima da média
  7. Não existe problema que não possa ser resolvido
  8. Interesse (amoroso, claro!) num colaborador vosso (O rapaz lá do ginásio)
  9. Pessoa na qual se pode confiar sem reservas
  10. Autora de um blog e de um relatório médico sobre o estado de saúde da estratégia de marketing da vossa empresa.

Como podem constatar o saldo é francamente positivo. Vejamos: 10 prós menos 5 contras é igual a 5 prós. Será o suficiente para passar à fase da entrevista?

 

Preciso mesmo contar-te qual foi a reação deles? Penso que não, até porque tenho levado com feedbacks iguais a esse over and over again no último semestre. Mas soube-me pela vida - oh se soube! - já que precisava lavar a alma e ficar com a última palavra. Uma vez cometida a pestice do dia, indo eu indo eu a caminho do LinkedIn...

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09
Jan16

Humana: I love second hand

por Sara Sarowsky

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Já ouviste falar da Humana, uma associação que se dedica à recolha e reciclagem de roupa usada e que depois as vende a preços de liquidação? Espero que sejas uma consumista bem mais informada do que eu, que até uns dias atrás nunca tinha ouvido falar de tal.

 

Por estes tive que ir fazer um mandado lá para os lados dos Anjos e, ao passar em frente a uma loja que apregoava "Tudo a 3€", nem hesitei. Sem nem mesmo olhar para o nome do lugar. Afinal, que mulher resistiria a um apelo tão irresistível?

 

Primeiro pensei que se tratava de uma loja chinesa, mas quando aquele cheiro tão caraterístico delas, e que me provoca uma imediata dor de barriga, não se me chegou ao nariz, apercebi-me que a natureza do estabelecimento era outra. Foi assim que conheci a Humana, a esta altura uma amiga para a vida.

 

Esta entidade dedica-se à recolha e reciclagem de roupa usada, visando a proteção do meio ambiente e a arrecadação de receitas para projetos humanitários. Para além disso, possui várias lojas, em Lisboa e no Porto, onde é possível comprar roupa em segunda-mão, algumas com bastante qualidade, e a preços mais do que acessíveis.

 

Em pouco mais de uma semana, já lá estive por duas vezes: da primeira trouxe cinco peças por 15 euros e da segunda sete peças por sete euros, ou seja estava tudo a um euro. Um verdadeiro achado dos deuses. Em que universo paralelo esta mulher aqui conseguiria comprar peças da Dolce & Gabbanna, do Coronel Tapioca, da Massimo Dutti, da Calvin Klein, da Top Shop, da Zara, da Mango, e por aí adiante, por um euro? Nem antes, quanto mais agora que sou uma desassalariada.

 

Não vou negar que há lá muita tralha, peças que nem de graça, mas se uma pessoa estiver disposta a investir algum tempo e, sobretudo, paciência para separar o trigo do joio, sai-se de lá a sentir-se a própria Carrie Bradshaw.

 

É o meu caso. Hoje sou uma solteira (ainda mais) feliz e realizada com o meu closet. Está bem está bem, com o meu guarda-roupa, que ainda não cheguei à fase do closet, um dos meus sonhos de consumo de toda uma vida (um dia chego lá, ah se chego!).

 

E o melhor de tudo é que, para além de não assaltarmos a carteira à mão armada, contribuimos para uma boa causa e promovemos uma alternativa comercial, ecológica, moderna e economicamente correta (palavras da Humana).

 

Se não te faz impressão usar roupa em segunda-mão, recomendo vivamente uma espreitadela a uma dessas lojas. Soube de fonte segura que a partir de segunda-feira chega a nova coleção. Sei isso porque dei uma de simpática para cima de uma das lojistas com o intuito de ficar a saber quando chegavam modelitos novos. Convém é lavar muito bem as peças, já que nunca se sabe por que corpos andaram. Como sou um bocado paranoica em matéria de higiene, fervi-as e agora ando a desfilar por aí com roupas de marca a preços verdadeiramente humanos.

 

E depois desta é hora de emperiquitar-me e ir dar um giro por aí. As minhas novas aquisições precisam (e merecem) ser exibidas. Fui!

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