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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️ 

Para hoje temos "post requentado à moda da Sara", um conteúdo delicioso à base de um texto servido a 10 de fevereiro de 2016, aqui no AS. Tenho que terminar um artigo para o Balai Cabo Verde, pelo que só tenho cabeça e tempo para um olá de alegria e uma publicação amiga.

Assim, eis-me aqui a partilhar contigo um texto de Martha Medeiros sobre a relatividade do sofrimento. Vale a pena ler, meu bem, que as palavras que se seguem dão que pensar.

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os concertos e livros e silêncios que gostaríamos e não partilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em compreender-nos.

Sofremos não porque nossa equipa perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está-nos sendo confiscado, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria não sofrermos, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão especial, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: iludindo-se menos e vivendo mais!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Por hoje é tudo. Despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e o lembrete de que as coisas, os acontecimentos e as pessoas só têm a importância que nós lhes dermos. Simples assim! Estupendo fim de semana e até segunda!

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28
Jan22

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Viva! ✌️ 

Nesta última sexta-feira do primeiro mês do ano 2022 quero falar-te de um dos maiores flagelos da atualidade no que toca a relacionamentos amorosos: a violência. Para tal, inspirei-me na socióloga, ativista social, mentora do projeto Mon na Roda e da página Sem.tabus, Miriam Medina, que reuniu no livro Se causa dor, não é amor relatos de jovens que viveram um relacionamento abusivo.

Através de uma recolha que fez em todo o arquipélago de Cabo Verde, enquanto ministrava palestras sobre violência no namoro nas escolas secundárias, tendo tido a oportunidade de falar com mais de três mil jovens, Medina reteve uma dúzia de histórias, contadas na primeira pessoa, para dar corpo a um livro, que, nas palavras da própria, "pretende chamar a atenção da sociedade para essa problemática que está a afetar a sociedade cabo-verdiana".

Dado que este não é um fenómeno exclusivo à sociedade cabo-verdiana, pelo contrário, eis-me aqui a abordá-lo, com o intuito de proceder à sua exposição e consequente desmistificação. Porque é preciso falar, é preciso relatar, é preciso denunciar, é preciso educar, é preciso socializar, é preciso alertar, é preciso fazer algo. Caso contrário, estaremos a ser coniventes com algo que compromete claramente o bem-estar físico, emocional e psicológico de toda uma geração.

A violência é um comportamento inerente à condição humana e existe deste que o mundo é mundo. A violência na relação - ou doméstica como é comumente conhecida – é disso reflexo. Só que, nos dias de hoje, assume um protagonismo inédito e mediático, mais não seja porque os meios de denúncia e apoio à vítima são cada vez mais diversos e consistentes.

É ingénuo pensar que a violência baseada no género acontece apenas entre os adultos. Ela é também visível no seio dos jovens, com forte probabilidade de continuar na vida adulta, caso estes não consigam por termo a esses relacionamentos abusivos. Por estar bem ciente dessa realidade, Miriam Medina defende que é necessário ensinar os jovens a dizer "não", a valorizarem-se e a terem em conta que o amor é para ser vivido a dois e de forma saudável.

Após tomar conhecimento de tantas histórias, que considerou "graves", a autora assume que a violência no namoro é uma questão de saúde pública. Daí que lança um apelo às famílias no sentido de estarem mais presentes na vida dos jovens. A batalha contra este flagelo social só será possível quando a família, a sociedade e a escola se unirem numa frente única, considera Miriam.

Porque é que os miúdos, com uma vida inteira pela frente, submetem-se a este tipo de relacionamento abusivo, eis a pergunta que não nos cansamos de fazer. A explicação está numa "carência muito grande", que já vem do núcleo familiar, e estes, muitas vezes, para chamarem atenção acabam por se submeterem a um relacionamento abusivo, porque em dado momento vão ter o carinho que não encontram na família.

Meu bem, onde há amor, não há dor, não pode haver. Amor é para fazer feliz, não para causar sofrimento. Se causa dor, não é amor! Ponto final parágrafo travessão. E isso vale para miúdos e para graúdos, para Cabo Verde e para o resto do mundo.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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16
Dez16

remembering-your-first-heartbreak-155-1420476589.jOra viva!

Se dúvidas houvesse, aqui tens (mais) uma prova de que aqueles que me seguem também possuem o bichinho da escrita poética. Este é um texto do nosso Romeu algarvio, apaixonado por uma Julieta que não soube mostrar-se à altura do seu afeto. A pedido dele, partilho contigo os seus desabafos sentimentais. 

Gostava de acreditar em ti mas não consigo.
Por te conhecer tão bem que não consigo.

Por te amar tanto que acabo por te conhecer.
Desculpa.
Desculpa-me por tudo.
Por nunca ter sido capaz de te fazer feliz.
E por não te fazer futuramente.
Mas ambos sabemos do que estou a falar.
Não vale a pena negar, não vale a pena gritar, não vale a pena discutir.
Eu não valho a pena.
É por não valer que não vamos mais repetir.
Sabes bem do que falo.
Sabes que no fundo não mereço isso.
Talvez mereça, mas não dessa forma tão fria.
Fizeste uma escolha, mas tens de entender que eu não posso fazer parte dela.
Nós os dois sabemos que o amor é um sentimento bonito, por isso vamos deixá-lo ser bonito para sempre.
Tivemo-lo!
Eu estraguei, arrependo-me, as intenções seriam redimir-me perante ti, perante a tua família, mas nestas condições tenho que aceitar.
E tu tens de aprender, tal como eu, a viver sem me ter na tua vida.
O que sentimos foi a coisa mais pura que pode existir, e quem disser o contrário é porque nunca sentiu nada nem lá perto.
Mas temos os dois de ser honestos.
Disseste-me que não brincasse contigo, fizeste a tua cena de ciúmes, compreendo, por gostares de mim.
Mas não brinques mais, meu amor.
Tu sabes o quanto dói, porque também te dói a ti.
A possibilidade de eu ter outra pode assustar-te, e acredita que eu sei isso, porque sempre me assustou a possibilidade de haver outro na tua vida.
E sabendo que há, continua a assustar, é um pesadelo na minha cabeça.
Sei que o vais negar, sei que te vais enervar, mas respira fundo, não te enerves, está tudo bem princesa, vai estar sempre tudo bem.
Não sei quando vou ter coragem para to dizer.
Sou tão medricas que não tenho coragem.
Ficar sem ti assusta.
Perder-te é tão assustador.
É perder todos os nossos planos é jogar fora a casa que compramos e só imaginar nela os momentos que iríamos viver no início do ano, que já não vão ser vividos.
É esquecer todas as promessas, todos os beijos, todos os abraços, todas as noites juntos, todas as manhãs a dois.
É esquecer aquelas manhãs de inverno que faltávamos ao trabalho só para ficar a manhã inteira na cama, fazer amor, dormir, fazer amor, dormir, sem sequer comer coisa alguma até às quatro da tarde.
É esquecer que és o meu porto seguro e que eu sou o teu: o teu Porto, o teu saco de pancada, o teu analgésico.
É esquecer todos os momentos e tornam-se ainda mais difíceis porque foram tão intensos.
É esquecer que um dia me disseste que querias cuidar dos meus filhos porque sentias que eram teus.
É esquecer que tencionávamos ser pais novamente em breve.
É esquecer que estivemos mesmo por um triz, para nos casarmos às escondidas de tudo e todos.
Porque fomos loucos, e vivemos o amor como ele deve ser vivido.
Perder-te é perder uma grande parte do meu presente.
Porque o amor que sentimos é tão bonito que nada consegue estragá-lo.
Se eu uma dia tiver coragem para te dizer isto, não discutas, meu amor.
Está tudo bem, vai tudo correr bem.
Lembras-te dos pormenores?
O facto de eu ser atento aos pormenores.
Amavas isso em mim.
Hoje pareces odiar.
Eu conheço o meu amor, a mulher da minha vida, posso estar longe mas sei cada pedaço de ti.
Espero que ele também conheça, eu quero que ele te ame.
Afinal, ele realmente te faz feliz.
Espero que essa presença seja tudo o que precisas.
Sei que somos diferentes, eu precisaria de ti tal como tu de mim.
Mas sei que sou incapaz de fazer o que fazes.
Como tão bem sabes, não sou perfeito e cometi os meus erros contigo.
Talvez haja uma próxima oportunidade, numa outra ocasião onde passaremos a ser novamente só nos, e eu possa redimir e compensar-te pelo que tu realmente mereces: a felicidade.
E eu?
Eu vou ser teu.
Embora já não sejas minha.
Mas eu vou ser teu até que digas o contrário.
Sou teu.
Não tenho ideia de estar com alguém só porque sim.
Talvez precisarei para não pensar em ti, mas não quero fazê-lo.
O meu coração estará contigo, até entenderes devolver.
Até lá, este amor será sempre o que me move até ti.
Amo-te
!

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02
Dez16

A morte e eu, eu e a morte

por Sara Sarowsky

death-in-the-hood.jpgOra viva!

Não consigo dormir, nem mesmo sob o efeito dos fármacos altamente sedativos que estou a tomar por causa do desvio na cervical. É este o motivo que me traz aqui a esta hora, deveras surpreendente. Com este artigo tento extravasar o que me vai na alma.

Ontem à noite, no rescaldo do meu aniversário – tinha cá em casa um pretendente que fez questão de me vir dar os parabéns – recebi a notícia de que o irmão do meu pai faleceu, vítima de doença prolongada. Ainda não sei qual a doença que o vitimou, apenas sei que se encontrava, há já algum tempo, em tratamento nos Estados Unidos. Não éramos muito próximos, tenho que assumir. Só para teres uma ideia, nos últimos 20 anos, só o devo ter visto duas na vida.

Emigrou era eu um protótipo de gente, nas vezes que foi de férias não me lembro de os nossos caminhos se terem cruzado; anos depois foi a minha vez de atravessar o Atlântico; entre encontros e desencontros só voltei a vê-lo há coisa de sete anos. Por tudo isso, não posso dizer que esteja devastada com o seu passamento. Ainda assim é uma pessoa que morre, alguém em cujas veias corria o mesmo sangue que o meu; alguém que era pai, marido, irmão, filho, tio e amigo; alguém que já não vai fazer parte da vida dos seus entes queridos.

Ainda assim, é óbvio que estou abalada com o falecimento dele. Ainda não consegui reunir estofo emocional para ligar ao meu pai. Sei, pelos meus irmãos, que ele está arrasado – como era de se esperar –, até porque, fisicamente, ele e o meu tio pareciam gémeos autênticos.

Não consigo definir o meu estado de espírito. Lamento – mesmo! – a morte dele. Afinal é o meu tio. Por outro lado, não sofro como acho que é suposto sofrer quem perde um familiar tão chegado. Confesso que me sinto um tanto culpada por não ter conseguido derramar uma única lágrima, não obstante esse aperto no peito com que estou desde que tomei conhecimento da notícia.

Penso que seria hipocrisia da minha parte forçar uma dor que não me é legítima, que não me é devida, que não me é sentida, já que não havia conexão sentimental com este parente. Como poderia, se mal o conhecia e pouco privei com ele? Sequer conheço os meus primos, filhos dele, e menos ainda a esposa.

A morte é algo que (ainda) não se fez muito presente na minha vida. Ainda bem! Claro que já convivi – demasiadas vezes até – com o desaparecimento físico de pessoas conhecidas, algumas bem queridas. Tirando a de um ex, talvez, o grande amor da minha vida, nunca senti o verdadeiro e arrasador efeito da dama de negro, nem mesmo aquando do falecimento da minha avó materna, que só me lembro de ter visto uma vez na vida. Vida de crioulo é assim mesmo: por causa da emigração, não se chega a conhecer ou conviver com parentes, alguns bem próximos.

Enfim… para todos os efeitos estou de luto e em recesso sentimental. E tu, meu bem, qual a tua (não) relação com a morte? Gostava de saber o que simboliza ela para as outras pessoas, já que, para mim ela representa algo a ser temido – obviamente – mas pouco presente.

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12
Fev16

Porque sofre a geração XXI

por Sara Sarowsky

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Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia.

Uma geração que teve muito mais do que seus pais.

Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil.

Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações.

Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço.

Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida.

E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o património da felicidade.

E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Eliane Brum

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24
Out15

Com que então sou uma PAS

por Sara Sarowsky

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Depois de ter lido um artigo sobre os dons das pessoas altamente sensíveis (PAS), publicado há dias no site Conti outra, se dúvidas houvesse em relação à forma como vivencio as coisas, particularmente como a elas reajo, estas acabam de dar o seu último suspiro. Pelos vistos, ser uma PAS é algo inerente à minha maneira de ser e sendo assim mais vale parar de martirizar-me por ser como sou, coisa que tenho feito toda a minha existência. Cada um é como é, e esta pessoa aqui está longe de ser a exceção.

 

Finalmente consegui encontrar respostas mais do que satisfatórias às perguntas com as quais venho martelando a minha mente desde que me lembro por gente: por que eu vejo as coisas de forma diferente dos demais? Por que sofro mais que as outras pessoas? Por que encontro alívio na minha própria solidão? Por que sinto e vejo coisas que os outros não percebem?

 

1. O dom do conhecimento interior

O conhecimento das emoções é uma arma poderosa, que nos faz entender melhor as pessoas, mas também nos torna mais vulneráveis à dor e ao comportamento dos demais. A sensibilidade é uma luz resplandecente que faz com que tenhamos que estar sempre a levar com comentários do tipo: "levas tudo demasiado a sério", ou então "és muito sensível".

 

2. O dom de desfrutar da solidão

As PAS encontram prazer nos momentos de solidão, uma vez que são seres criativos que gostam de música, leitura, hobbies…. Isso não significa que não gostemos da companhia dos outros, mas sim que também sentimo-nos felizes sozinhos. Não tememos a solidão, pois é precisamente nesses momentos que conseguimos conectar-nos connosco e com os nossos pensamentos, livres de apegos e olhares curiosos.

 

3. O dom de viver com o coração

Pessoas como eu vivem através do coração. Vivemos intensamente o amor, a amizade e sentimos muito prazer com os pequenos gestos do dia a dia. Estamos mais propensas ao sofrimento, já que temos uma tendência a desenvolver depressão, tristeza e vulnerabilidade frente ao comportamento dos outros. No entanto, vivemos o relacionamento afetivo com muita intensidade, seja ele amor, amizade, simpatia ou mera empatia.

 

4. O dom do crescimento interior

A alta sensibilidade não pode ser curada. A pessoa já nasce com essa caraterística e esse dom manifesta-se desde criança. Não é fácil viver com esse dom. No entanto, se reconhecermos isso devemos aprender a administrar essa sensibilidade. Não deixar que as emoções negativas nos desestabilizem e nos façam sofrer é imperativo. Mais vale entendermos de uma vez por todas que os outros têm um ritmo diferente do nosso. Muitas vezes eles não vivem as emoções tão intensamente quanto nós gostaríamos, mas isso não significa que nos amem menos; é somente uma forma diferente de vivenciar as emoções.

 

Fazer parte dos 20% dos mortais que se reconhecem como altamente sensíveis não é para todos, por isso paremos de encarar este facto como uma desvantagem e menos ainda um estigma. Talvez seja mesmo um dom e portanto há que saber usá-lo a nosso favor, por forma a encontrarmos o melhor caminho para sermos e estarmos felizes. Connosco e com os outros.

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