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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

passion-5120131_1920.jpgViva! 👋

Em reação ao post anterior, um seguidor questionou-me nestes termos: "antes de falar de sexo - com ou sem sentimento - convém falar do que nos leva a ter relações sexuais, pois só assim se pode entender os motivos por detrás de tal modalidade amorosa que tanto despreza."

Pertinente tal ponto de vista, não? Também achei, daí que tenha andado a cirandar pela net à procura de conteúdos elucidativos a respeito. Como tal, eis-me aqui, numa escapadinha rápida aos afazeres laborais, para dar conhecimento da justificação científica por detrás da vontade de fazer sexo.

Nem de propósito, a edição online da revista Activa, aonde vou consumir muito do conteúdo que aqui partilho (sobretudo os relacionados com a sexualidade), publicou esta manhã um artigo através do qual fica patente que, basicamente, os humanos têm relações íntimas por 237 razões, sendo que 25 das dominantes são comuns a ambos os géneros.

Acredites ou não, um estudo publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior atesta que 'sexar' tem mais a ver com luxúria no corpo do que com amor no coração. "Os resultados refutaram muitos estereótipos de género (…) que os homens só querem sexo pelo prazer físico e as mulheres querem-no pelo amor. Não foi isso que averiguei nas minhas descobertas", disse Cindy Meston, professora de Psicologia Clínica na Universidade do Texas e coautora do estudo, em declarações à CBS News.

Meston e um colega, David Buss, começaram por questionar 444 indíviduos, de ambos os sexos, com idades entre os 17 e os 52 anos, com vista à elaboração de uma lista com as razões distintas pelas quais as pessoas fazem sexo. Atingido esse objetivo, os investigadores pediram a 1.549 estudantes universitários para classificarem os motivos, numa escala de um a cinco, sobre como estes se aplicavam às suas experiências. Eis as conclusões apuradas:

Top 10 dos homens
- Sentia-me atraído pela pessoa;
- Sabe bem;
- Queria sentir prazer físico;
- É divertido;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Sentia-me excitado sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitado;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Queria atingir um orgasmo;
- Queria dar prazer à minha parceira.

Top 10 das mulheres
- Sentia-me atraída pela pessoa;
- Queria sentir prazer físico;
- Sabe bem;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Sentia-me excitada sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitada;
- É divertido;
- Apercebi-me de que estava apaixonada;
- Deixei-me levar pelo calor do momento.

Single mine, por esta não esperava, confesso. Queres ver que passei a vida toda convencida de que as motivações que levam homens e mulheres a darem o corpo ao manifesto eram divergentes quando na verdade não são. Vivendo e aprendendo, como se diz à boca pequena.

Por hoje é tudo, estarei de volta na quarta-feira para mais um papo de gajas. Beijo no embro e foco na felicidade!

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08
Out21

Novas formas de amar com Liliana Brazuna.jpg
Viva! ✌️ 

Coração abundante e alma extasiada é o meu estado de espírito nesta manhã. A cerimónia de ontem, durante a qual entreguei 900 dólares a três associações que prestam apoio a cabo-verdianos residentes em Portugal, superou as minhas mais otimistas expectativas. E não falo só por mim... quem atendeu ao meu chamado testemunhou momentos e emoções dignas de constarem do álbum de memórias de amor.

Fazer o bem compensa sempre, há tanta gente precisada de ajuda, por mais simbólica que esta seja. É pois minha intenção estreitar o abraço às causas sociais, pelo que não estranhes se, em breve, te desafiar para contribuires para uma nova campanha de angariação de fundos. 
Mas isso já é conversa para daqui a mais um tempo.

O motivo da minha vinda aqui hoje é a próxima sessão do ‘Saturday Single Spot’, que regressa no formato original: sábados, às 22 horas. A convidada do direto de amanhã será Liliana Brazuna, cujo currículo dispensa grandes floreados: sexóloga, terapeuta, formadora, coach do amor, blogger, locutora de rádio e escritora. É precisamente na qualidade de coautora do livro ‘Sexualidade Humana entre o Íntimo e o Social’, que vamos analisar as ‘Novas formas de amar’.


Convido-te, pois, a vir descobrir quais são essas novas formas de amar, bem como outros tópicos relacionados com o amor dos tempos modernos, a sexualidade, a intimidade, o relacionamento e tudo o mais que surgir ao longo da conversa. Esperamos por ti este sábado, a partir das dez da noite (oito em Cabo Verde e seis da tarde no Brasil) para mais um papo gostoso no meu perfil do Instagram.

Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana!

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breasts-1008881_960_720.jpegViva! ✌️ 

Conforme prometido no post anterior, eis-me aqui para te contar as últimas da minha vida amorosa, a qual não conhece trégua nem folga, não obstante continuar mais desemparelhada do que nunca. Como tal, está na hora de falarmos de gajos, mais concretamente sobre a sua - cada vez mais flagrante, e frustrante - inaptidão para abordar ou cortejar uma mulher solteira.

Na base desta premissa está, uma vez mais, a minha experiência pessoal, repleta de episódios deprimentes, sendo que as últimas mais não são do que a continuação da saga "mec" francês, de quem já te falei em mais do que uma ocasião. Abro aqui um parêntesis para confidenciar que estou cada vez mais convicta de que o meu estado civil cumpre um propósito maior do que apenas falta de sorte no amor. Provavelmente, haverá qualquer coisa que o universo determinou para a minha pessoa, com a qual não estou a conseguir atinar.

Enfim... vamos lá às últimas novidades de tipos que me abordam na expectativa de conseguirem benesses sexuais a custo zero, ou seja, sem qualquer investimento emocional. De compromisso nem vale a pena piar, já que se trata de assunto tabu nos dias que correm, em que as relações baseiam-se essencialmente na libido, na superficialidade e na descartabilidade. 

Há coisa de 4 semanas, recebi uma mensagem de um desconhecido, contendo um singelo emoji sorridente. Como tenho por norma responder a todos aqueles que entram em contacto comigo (pelo menos até saber qual a deles), lá respondi com um simpático "olá", após o qual a conversa desenrolou descontraída e despretensiosa. Pelo menos, assim pensava eu... Como não estava para perder tempo, até porque encontrava-me a "turismar" em Sintra, e escaldada de "entradas masculinas de pé em riste", fui logo perguntando o que tinha ele para contar, numa forma sutil de dizer: "O que queres de mim?"

O fulano, treinador de futebol (do Sporting, vê lá tu!), respondeu que tinha ficado curioso em relação à minha pessoa. Segundo ele, eu parecia "educada, inteligente, sensível, com energia forte... e com imenso sexappeal. Demasiadas coisas boas para deixar um homem indiferente". "Fica difícil", rematou ele. Nem bem a troca de mensagens tinha começado a cativar-me, já ele dizia: "queroooo, está a deixar-me com imensa vontade de... tudo, de explorar tudo". Quando questionado sobre o que significava tal coisa, saiu-se com esta: "Já me tocou, já me deixou cheio de vontade".

Antevendo o rumo da conversa, fiz questão de lhe perguntar se estava com intenções sexuais a meu respeito, ao que ele respondeu nestes termos: "Uma mulher interessante como tu pareces ser, suscita sempre interesses vários, sendo que essa parte não seria exceção, calculo...", ao qual contraargumento nestes termos: "Estou a ver... é que estou traumatizada com homens que me abordam única e exclusivamente nesse sentido. Fazem-me sentir um pedaço de carne". Aconselha-me ele a olhar para a questão de uma forma positiva, como "sinal de como era interessante e bonita".

Ainda meio iludida sobre as reais intenções do fulano, bem apessoado, detentor de uma escrita exemplar (entenda-se, sem calinadas na gramática) e com um sentido de humor apurado, lá continuei a dar-lhe tempo de antena, torcendo intimamente para que manifestasse alguma predisposição para uma abertura sentimental. O meu castelo de cartas ruiu por completo, quando a seguir ele pergunta-me, sem pudor, se eu gostava de sexo. Aí já não houve margens para dúvidas de que andava ele à procura de uma "despeja-c*lhões", como costumo chamar às mulheres que só servem para os homens irem "aliviar-se".

Todo o encanto por ele - um tipão, de acordo com as imagens que vi no seu perfil - esfumou-se naquele instante, ao ponto da conversa ter ficado suspensa. Quatro dias depois, em reação a uma story minha, volta o fulano à carga, através do envio de um novo emoji, desta vez com os olhos em coração. Querendo acreditar que a abordagem estivesse mais lapidada, lá lhe dei conversa, perguntando como estava, ao que ele responde, ultrapassada a conversa da praxe, que tinha ficado com "vontade de mim".

Numa última oportunidade para se mostrar digno das minhas melhores expectativas, questionei-o sobre como tinha chegado a mim, ao que ele respondeu: "Honestamente não me recordo". Não convencida de que estivesse a dizer a verdade, atirei-lhe com um: "pela tua abordagem, diria que foi via Tinder", ao qual ele não refutou. Perdida toda a esperança, não me restou outra saída que não fosse esta: "Como o meu tempo é precioso, e acredito que o teu ainda mais, convém eu deixar claro que não estou disponível para qualquer tipo de envolvimento sexual. E não me estou a fazer de difícil, apenas descarto essa possibilidade. Por isso escusas de perder o teu tempo comigo. Lamento estar a ser crua e dura, mas a sinceridade é sempre o melhor caminho."

Perante o emoji de tristeza com que reagiu, rematei que haveria de ficar bem e que o que não falta são mulheres disponíveis para tal. Respondeu que não estava com ninguém e que era exigente. Perante a minha irredutibilidade, não obstante ter reconhecido que o tinha achado um homem muito interessante e que "se fosse há uns tempos atrás, até cogitaria a hipótese, mas que nesta fase só casando", o dito cujo eclipsou-se para nunca mais dar sinal de vida.

Nem bem tinha digerido este episódio, eis que levo com mais duas sequelas desta novela, desta feita protagonizadas por um norueguês e um francês, cujas intenções acabaram por conduzir ao mesmo desfecho: sexo a custo zero. Dado que todas as abordagens foram perpetradas através do Instagram, por parte de perfis que sequer acompanham o meu trabalho como blogger, pergunto-me como chegaram eles até mim? Acredito que devem pesquisar pelas hashtags single e sex e que o meu perfil deve aparecer logo nos primeiros resultados. Só pode!

Diz a minha spiritual coach que tal se deve, provavelmente, à energia que tenho estado a emanar, ou seja, que por estar a vibrar na energia do sexo, atraio esse tipo de predadores sexuais, chamemos-lhe assim. Logo eu que há mais de década que não sei o que é isso de "vibrar na energia do sexo". Por sua vez, diz a minha psicoterapeuta que devo tratar esses "tarados" com amor, ou seja, dar-lhes amor a ver se retribuem com amor. Diz a minha consciência que os mande todos à merda, que à borla mais nenhum filho da p*ta me volta a comer. É que não mesmo!

Mais tenho eu para desabafar, mas, dada a extensão do texto, vai ter que ficar para outra oportunidade. Despeço-me com aquele abraço amigo e um até sexta!

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nude-5304222_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Ainda a propósito do Dia Mundial do Sexo, celebrado a 6 de setembro, este artigo visa dar-te conhecimento de uma lista de uma conceituada revista norte-americana com as oito fantasias sexuais mais comuns no sexo feminino. Antes de enumerá-las, permite-me uma pequena contextualização.

Sexo é bom. Tão bom, tão bom, mas tão bom, que por ele trai-se, mata-se e morre-se. Esta frase pode parecer um tanto ou quanto exagerada, mas o facto é que à volta do sexo gira a humanidade, não fosse este o responsável pelo processo de procriação (em circunstâncias naturais, obviamente). 

No verão, a libido conhece o seu momento alto, com os corpos bronzeados e despidos a exalarem sensualidade e sexualidade por todos os poros. O desejo ameaça explodir a qualquer momento e as fantasias sexuais ganham maior protagonismo. Ciente disso, a revista Oprah Daily reuniu, na sua edição do passado dia 20 de agosto, oito das mais populares fantasias sexuais femininas. Ei-las:

1. Ser dominada
Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine refere que quase 65% das mulheres fantasiam com dominação sexual. De acordo com a terapeuta de casais Channa Bromley, esta fantasia é atraente porque um dos parceiros "abre mão de todo o controlo e fica submisso à pessoa que o toca". Além do mistério em redor do que vai acontecer, fica no ar a possibilidade de se obter vários orgasmos.

2. Menáge à trois
Uma das fantasias mais vulgares entre todos os géneros é fazer sexo com mais do que um parceiro ao mesmo tempo, preferencialmente com o companheiro e mais uma pessoa. Esta, de acordo com a sexóloga Cyndi Darnell, está relacionada com o facto de se gostar de ser "o centro das atenções" e com o desejo de se sentir "valorizado" ou "importante".

3. Sexo com outras mulheres

Um estudo levado a cabo pelo psicólogo social Justin Lehmiller apurou que 59% das mulheres heterossexuais fantasiam em ter sexo com outra mulher. "O sexo feminino concentra-se na estimulação oral e clitoriana e é assim que muitas mulheres têm orgasmos. Desejar outra mulher pode significar apenas que quer ter prazer de uma forma que só as mulheres entendem", lê-se no livro Tell Me What You Want.

4. Sexo em público
Mais de metade (57%) das mulheres deseja fazer sexo num lugar público, indica um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine. Esta fantasia, segundo Channa Bromley, "dá uma sensação de liberdade e a ideia de que excita sexualmente os outros com o seu desempenho e prazer".

5. Sexo com estranhos
Quase 50% das mulheres já desejaram ter relações sexuais com uma pessoa desconhecida, revela a mesma fonte. "Esta fantasia está relacionada com questões de apego, intimidade ou ciúme" e significa que se está a tentar "desligar de algo". As fantasias com estranhos estão relacionadas com o desejo de se ver livre de alguma pressão, dever ou responsabilidade.

6. Sexo com conhecidos
Cerca de dois terços das mulheres (66%) fantasiam com sexo com conhecidos, que tanto pode ser o chefe, o amigo do marido, o vizinho ou o colega. De acordo com o citado jornal, "um dos piores inimigos do desejo e da satisfação sexual é o tédio, especialmente num relacionamento de anos". Fantasiar com alguém que se conhece é apenas os fatores "novidade, mistério e curiosidade" a fazerem das suas.

7. Dor e prazer

Sessenta e cinco por cento (65%) das pessoas fantasiam com sentir dor ao mesmo tempo que têm prazer, seja em forma de palmadas, mordidas ou até mesmo cera de velas sobre a pele. A explicação? "É abrir mão do controlo, algo que habitualmente não podem fazer. É uma forma de as pessoas se esquecerem de si mesmas". Além disso, de acordo com os especialistas, fisicamente, a dor infligida desperta o corpo, ou seja, torna-o mais sensível ao prazer.

8. Fazer amor num local romântico

Oitenta e cinco (85%) das mulheres também sonham em fazer amor num sítio romântico, como uma praia deserta. Além de os romances desempenharem um papel fundamental nesta fantasia, é neste tipo de cenários que elas mais relaxam das suas lides e responsabilidades.

Por experiência própria apenas valido metade destas fantasias, as outras que fiquem com quem as elegeu, que esta solteira aqui tem preferências muito peculiares.

Por hoje é tudo, estarei de volta na sexta para mais um papo amigo. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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21
Abr21

Sexual Wellness

por Sara Sarowsky

Sexual Wellness_Chris Marcello.jpgOra viva! ✌️ 

Excecionalmente, por uma questão de disponibilidade de agenda da convidada, haverá live esta quinta-feira, dedicada à saude sexual, conceito muito em voga nos tempos atuais. Sob o tema 'Sexual Wellness', receberei a Christiane Marcello, cuja presença num dos meu diretos no Instagram é motivo de enorme orgulho, não só pelo seu perfil de luxo, mas também pelo facto de poder alcançar o mercado brasileiro, de onde é oriunda a maioria dos meus leitores.

Recém distinguida com o Prémio Ella 2020, reconhecimento internacional para líderes brasileiras, é uma das quatro identificadas pela revista Forbes como empresárias que lideram marcas promissoras de sexual wellness no Brasil. Para além disso, é educadora sexual, palestrante e idealizadora das marcas Sophie Sensual Feelings, fabricante e distribuidora de cosméticos sensuais, e LovePlan, serviço que convida os casais a refletirem sobre as suas histórias de amor. Como podes ver, a minha convidada está num patamar premium, já que não é todos os dias que se recebe alguém que é citada na Forbes, Forbes gente.

Nesta live, a Chris, apelido carinhoso pelo qual é tratada, vai explicar o que se entende por bem-estar sexual, seus benefícios, como alcançá-lo e o seu impacto na sensualidade feminina. Ela vai ainda partilhar o seu perfil de empresária e empreendedora, almejando incutir nas mulheres o poder de acreditar, de correr atrás dos sonhos e de nunca desistir de lutar por uma vida melhor.

Motivos de sobra tens tu para comparecer à próxima sessão do 'Saturday Single Spot', amanhã, a partir das 22 horas (20 em Cabo Verde e 18 no Brasil), no meu perfil sara_sarowsky
A Chris e eu esperamos por ti!

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05
Mar21

O erotismo no feminino

por Sara Sarowsky

Cartaz_Live 6.jpgViva! 👋

A live desta semana incidirá sobre um tema pelo qual sou fascinada desde sempre. De origem francesa, o erotismo, que significa "desejo sexual", designa, de modo geral, não apenas um estado de excitação sexual, mas também a exaltação do sexo no âmbito das artes, como na literatura e na pintura. Os peritos em sexualidade humana não lhe reconhecem fundamentação científica, daí que sejam os poetas, os escritores, os filósofos e os artistas a abordarem este conceito fundamental da natureza humana e central à sexualidade. 


Bem diferente da pornografia, em que nada é deixado à imaginação, o erotismo assume contornos sutis, despertando a libido consoante a sensibilidade de cada um. Este pode residir no movimento do cruzar de pernas de uma mulher, num baton vermelho, num decote pronunciado, num lamber de beiços ou noutra coisa qualquer. Uma das minhas maiores referências do cinema erótico é o filme Orquídea Selvagem, com Mickey Rourke e Carré Otis, cuja visualização da cena do casal a sexar num prédio em construção é sinónimo de orgasmo imediato.

Recuando ao início do primeiro parágrafo, no direto de amanhã irei então abordar o erotismo no feminino. A acompanhar-me estará a minha conterrânea Vera Figueiredo, autora da página @Ela Byvfiga, através da qual publica os seus contos eróticos, cujo cheirinho cito de seguida:
....(sôfregos, lindos, dançando
lentos, girando,
bocas, línguas, mãos, suores,
girando
o corpo dela em movimentos
sensuais de amores
ele dentro dela, delírios,
para sempre dentro dela
a alma o corpo, o amor o olhar
lindo que ela inventou
paixão, ternura, naqueles olhos tudo
o corpo dele sobre o dela
o seu beijo
a língua
a pele
as mãos)
imagens que ela inventa
antes de adormecer...

Como podes prever, a sexta sessão do ciclo 'Saturday Single Spot' será atrevida, provocadora e estimulante. Dado que optei por deixar de gravar as lives, zelando assim pela privacidade e pela proteção de dados de todos os participantes, espero por ti este sábado, a partir das 22 horas, no meu perfil do Instagram. Faltar é perder! 😘

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Viva ✌️!

Como se não bastasse ser segunda-feira, ainda temos que levar com 'Bárbara', a depressão que acaba de chegar a Portugal, acompanhada de chuva, frio e vento... muito vento. Como tal, proponho animarmos este dia com o tal ranking dos melhores provedores de orgasmo espalhados por esse mundo fora.

Visando apurar quais as nacionalidades dos melhores (e piores) amantes a nível mundial, a Global Search promoveu uma sondagem junto de 15 mil indivíduos do sexo feminino, aos quais foi pedido que classificassem os homens com quem tinham "sexado". As inquiridas, mulheres bem viajadas, apontaram os espanhóis, seguidos dos brasileiros e dos italianos, como os melhores performistas na arte do amor carnal. Os franceses, sobre cujo desempenho estou em condições de opinar,  apareceram em quarto lugar. Com muita pena, não me foi possível descortinar o(s) motivo(s) porque elas os consideraram tão bons entre lençóis.

Em contrapartida, na cauda da tabela figuram os alemães e os ingleses, com os americanos a ocuparem o 5º lugar entre os piores amantes dos mundo. Escuso dizer que, ao tomar conhecimento destes resultados, o Trump não hesitou em dizer que eram fake news, já que os americanos são os melhores do mundo em tudo 🤣. Já aqui, as anónimas não se inibiram em apontar os motivos porque os consideram má foda, como poderás comprovar mais abaixo.

Eis as nacionalidades dos melhores amantes do mundo:
1. Espanha
2. Brasil
3. Itália
4. França
5. Irlanda
6. África do Sul
7. Austrália
8. Nova Zelândia
9. Dinamarca
10. Canadá

O top ten dos piores é composto pelas seguintes nacionalidades:
1. Alemanha (demasiado fedidos)
2. Inglaterra (demasiado preguiçosos)
3. Suécia (demasiado rápidos)
4. Países Baixos (demasiado dominantes)
5. Estados Unidos da América (demasiado rudes)
6. Grécia (demasiado amorosos)
7. País de Gales (demasiado egoístas)
8. Escócia (demasiado ruidosos)
9. Turquia (demasiado melosos)
10. Rússia (demasiado apressados)

Dado que os cabo-verdianos, os amantes com os quais estou familiarizada, não constam deste ranking, vou abster-me de tecer comentários sobre a sua fiabilidade. Uma coisa estou eu em condições de afirmar: caso a ocasião venha a proporcionar-se, pensarei duas vezes antes de dar umas cambalhotas com qualquer um dos integrantes da segunda lista. Just in case... 😉

Até breve!

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02
Out20

Sexo sem tabus

por Sara Sarowsky

pair-4647624_1920.jpgOra viva!

Este post assenta numa publicação da talentosa Miriam Medina, amiga pessoal, socióloga, terapeuta, escritora e autora da página Sem.tabus. Como o próprio nome indica, esta visa abordar todo o tipo de temas que, infelizmente, ainda são alvo de censuras, ainda que veladas, por parte de uma sociedade descaradamente tolerante com alguns assuntos e hipocritamente condescendente com outros tantos, entre os quais o sexo. 

Sem.tabus é um espaço onde se fala, de forma descomplexada, de temas como a prostituição, a sexualidade da mulher, a gravidez precoce, a violência doméstica e no namoro, a maternidade, a depressão, a deficiência e o sexo. Sobre este último, escreveu ela o seguinte:

Sextou com S de Sono acumulado. Se pensaste que era S de Sexo estás perdoada, porque o é também. Vamos falar de sexo? Essa palavrinha tão pequena, mas tão cheia de tudo, que em pleno século 21 é ainda um tabu. Se nossos pais não fizessem sexo, não estaríamos aqui, certo?? E graças a Deus que os meus fizeram e fabricaram essa coisa maravilhosa, que sou eu.

Sexo é um assunto que não é muito explorado publicamente, é um tabu, mas ganha espaço na boca das pessoas com muita facilidade nos dias de hoje. A realidade é bem justa e precisa: sexo é bom, todo mundo faz ou vai fazer um dia. E ainda bem. E não precisa ter um parceiro para sentir prazer. Masturba-te! Toca-te! Permite-te!

Hoje vivemos um momento em que o sexo desempenha um papel curioso. Apesar da libertação sexual ocorrida nas últimas décadas, a sexualidade ainda é um assunto embaraçoso em determinados contextos. Mencionar as palavras "vagina", "pénis", "coito interrompido", "masturbação" ou "camisinha"… Uiiiiii as puritanas vão à loucura. É ridículo que algo tão básico quanto a sexualidade ainda provoque essas reações.

O sexo na sociedade é visto como um tabu, especialmente na família e na educação, e isso traz sérias consequências. Em toda a nossa vida, isso terá seu próprio papel, tanto em termos de desenvolvimento biológico quanto social. Se tratarmos a sexualidade como algo embaraçoso e a ignorarmos, teremos uma educação sexual deficiente. Uma boa educação sexual precisa de um diálogo aberto.

É importante mudar a conceção que temos a respeito do sexo, deixar de vê-lo como um tabu ou uma obrigação. A sexualidade é um conjunto de comportamentos humanos que podem trazer muitos benefícios para qualquer pessoa. Aí mulherada, as unhas, o cabelo e a pele ficam um luxo só. Vamos normalizar falar sobre o sexo?

Aproveita bem o feriadão, que para a semana haverá mais. Até lá fica com aquele abraço amigo tão nosso!

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sexy-4577984_1920.jpg
Ora viva! ✌️

Já que estamos sintonizados na frequência do prazer carnal, hoje trago-te um artigo sobre boas práticas sexuais em tempo de pandemia. Cientes estamos todos de que a Covid-19 veio bagunçar a nossa vida, afetando sobretudo o modo como interagimos com os outros, seja ao nível social, profissional ou sexual, este último condenado a um confinamento inédito e inusitado na sua versão casual.

Sexo sem compromisso tem conhecido dias difíceis desde março a esta parte. Nos últimos seis meses, os desemparelhados têm-se visto gregos para dar vazão às suas necessidades libidinosas. O que antes era obtido com uma descarada facilidade/velocidade, nos dias que correm tornou-se, mais do que uma tarefa complicada, uma missão de alto risco. A proximidade física, sem a qual este acaba por perder a sua própria identidade, passou a ser um jogo somente à altura dos mais destemidos, imprudentes até.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo internacional que regula as questões relacionadas com o bem-estar coletivo, também as práticas sexuais devem adaptar-se ao atual contexto epidemiológico. O que antes acontecia segundo a nossa vontade, e disponibilidade, agora tem de respeitar uma série de recomendações. Dar rédea solta à tesão em "espaços grandes, abertos e bem ventilados" é provavelmente aquela que suscita maior estranheza, mais não seja pela sua colisão com o código penal, o qual proíbe expressamente o sexo em locais públicos. A não ser que estejam a pensar em criar áreas sexuais, como acontece com áreas verdes, esta recomendação é um contrassenso, sem falar que atenta contra a moral e os bons costumes.

É facto assente que a exposição "à respiração ou à saliva", através do qual se propaga o novo coronavírus, representa uma grande ameaça à saúde pública. Daí que dar o corpo ao manifesto de forma segura deixou de se resumir ao uso do preservativo para passar a evitar contactos físicos de qualquer natureza, especialmente os que implicam troca de fluidos salivais. A gravidade é tal que o uso da camisinha e de barreiras dentais é aconselhado no caso do sexo oral. Quanto aos beijos, a indicação é que sejam evitados a todo o custo.

Para a OMS, seguras seguras são as práticas sexuais que não implicam proximidade física com outro alguém, como, por exemplo, a masturbação, a pornografia, o sexting ou o sexo virtual. Pergunto eu se não seria mais fácil desaconselharem terminantemente toda e qualquer espécie de cópula au pair? Ao menos assim quem não têm um parceiro sexual à distância de uma almofada saberia que, na hora do bem bom, só deve contar consigo próprio. Que o melhor mesmo é matar a fome à la pate, respeitando assim o tão desejado afastamento social, vital à contenção desta maldita pandemia.

Aquele abraço amigo e muita coragem nesta hora difícil. Tamos juntos 😉!

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05
Ago20

Como aprender a ter orgasmo

por Sara Sarowsky

sexy-4578028_1920.jpgOra viva!

Esta crónica assenta numa sugestão da FL, que encaminhou-me um texto sobre o orgasmo, na esperança de que pudesse ser um tópico para este blog, eleito, por duas vezes consecutivas, como o melhor da categoria sexualidade. Como não poderia ela estar mais certa, eis-me aqui a partilhá-lo contigo, acreditanto que será do teu interesse, tanto quanto foi do meu.

Pode o orgasmo ser um comportamento que se aprende, pergunta Barbara Cadabra, autora da página Lua das Colheitas, num post datado de 31 de julho deste ano. Sobre tal questão, considera ela que "a reprodução é instintiva, mas o prazer e o orgasmo são aprendidos durante a vida. E para aprender são necessárias informações claras e corretas sobre a sexualidade em si, mas, principalmente, sobre o nosso próprio corpo. E só vamos perceber como funciona o nosso corpo quando o tocarmos e o reconhecermos"  (como um instrumento de prazer).

Para ter um orgasmo é preciso que o corpo esteja preparado e, para a mulher, esse processo é muito mais demorado do que para o homem. Para que o corpo da mulher se sinta plenamente recetivo, é necessário que os órgãos internos, vagina e clitóris, estejam altamente irrigados de sangue, permitindo, assim, que a sensibilidade aumente. Esta preparação do corpo feminino leva em média 20 minutos e é essencial que a mulher não se distraia, sob pena da excitação desaparecer. Portanto, é absolutamente essencial a estimulação do corpo e da vagina através de festinhas, carícias, massagens e beijos.

Um dos grandes bloqueios ao orgasmo é a educação sexual que não temos... Conceitos rígidos sobre a sexualidade e sobre como devemos explorá-la dificultam imenso o processo de reconhecimento do prazer. É urgente refletirmos sobre as crenças relativas ao sexo, sobre o que consideramos ser o modo correto de o praticar. Se existe um bloqueio de crenças ou emoções relativamente à expressão sexual, o corpo não vai conseguir funcionar correta e plenamente, afastando a possibilidade de alcançar o máximo prazer orgásmico.

Se queres melhorar os teus orgasmos, começa a dedicar-te mais tempo, a conhecer os teus genitais, a tocar-lhes, a explorá-los e a estimulá-los... Entrega-te a um prazer só teu, de modo a que possas convidar alguém a desfrutar contigo.

Quem não alcança o orgasmo sozinho, dificilmente o alcançará com outra pessoa.

Meu bem, concordas que desfrutar plenamente do prazer sexual é algo que se aprende? Se assim for, és capaz de me dizer porque carga de água existem tantas mulheres que nunca lá chegaram?

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