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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

erotic-5217378_1920.pngViva!

Um artigo da Máxima, datado de outubro do ano passado, desafiou-me a refletir sobre quanto tempo sem sexo pode ser considerado demasiado. Dada a sua a pertinência, proponho para hoje uma análise objetiva e despudorada do assunto. Alinhas?

A minha solteirice de longa duração, aliada ao facto de ser francamente avessa ao sexo casual (ainda no outro dia alinhei numa traquinice que só serviu para provar que não é prática com a qual me identifique, mas sobre isso falarei noutra oportunidade), remeteu-me a um "confinamento" sexual cuja duração extravasa o estado de calamidade. ☺️

Períodos de abstinência sexual são tão necessários quanto o jejum, mas quando prolongados em demasia, especialmente por razões alheias à vontade, poderão ter consequências físicas e psicológicas bastante percetíveis. Sobre esta questão, a sexóloga e terapeuta familiar Marta Crawford garante que "individualmente as pessoas são capazes de aguentar mais tempo sem uma relação sexual", daí que recorrer à masturbação seja uma forma de se satisfazerem. "Uma pessoa que se masturba consegue aguentar bastante tempo sem uma relação a dois. Quem não o faz também resiste mais tempo, já que por alguma razão não tem motivação sexual", assegura. 

"Quando não existe tanta prática, de alguma forma o organismo regula-se a essa falta e vai sendo cada vez mais capaz de regular a sua vontade sexual ao longo do tempo", explica a terapeuta sexual. Em contrapartida, existem pessoas com grande necessidade de satisfação sexual, e de proximidade e intimidade também. Para essas a sexualidade é muito importante, determinante até para o seu equilíbrio e bem-estar, e por é essa razão que precisam de ser sexualmente ativas. "Uma pessoa que tem uma atividade sexual semanal ou diária, obviamente quando deixa de ter lida mal com isso, porque a sua vontade é mais frequente e a abstinência mais difícil de gerir", explica a sexóloga.

Em suma, perante a abstinência sexual, podem ser identificados três tipos de perfis:
1. Pessoas a quem o facto de não terem sexo não lhes cria qualquer tipo de conflito e estão perfeitamente bem nesta circunstância.
2. Pessoas que ficam nervosas, com uma grande ansiedade, insatisfação e um sentimento de solidão.
3. Pessoas que sentem na pele a falta de sexo, ao ponto de terem ter insónias, perturbações e mau-humor.

Reza a experiência desta especialista em sexo, que ter uma vida sexual constantemente ativa é um privilégio ao alcance de poucos. O resto dos mortais oscila entre períodos de sexo frequente e épocas de jejum, independentemente de terem ou não um parceiro.

Moral desta crónica: pode-se perfeitamente viver sem sexo, mas não é a mesma coisa. Daí que nunca será possível definir um número certo sobre quanto tempo é muito tempo sem sexo. No meu caso, sei que é muito tempo, muito mesmo! 😉

Aquele abraço amigo de até breve! 

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Viva!

O calendário determina que hoje é o Dia Internacional do Fetiche, Contudo, quem está a fazer um brilharete à custa desta efeméride é a Polícia de Segurança Pública portuguesa, entidade que volta a não deixar os seus créditos comunicacionais por mãos alheias.

Esta manhã, a PSP usou a sua conta do Facebook para uma "atrevida" publicação, que está sendo um sucesso, com 5,2 mil reações, 280 comentários e 731 partilhas em apenas uma hora. "Se perderem a chave... nós podemos ajudar", escreveu junto a esta imagem das algemas... com bastante pêlo. 

Single mine, caso queiras "fetichar" nesta sexta-feira, fica registado que a PSP pôs-se à disposição para ajudar... just in case

Bom fim de semana e um muy caliente Dia Internacional do Fetiche! 😉  

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Viva!

Já de olho numa segunda nomeação aos Sapos do Ano, da qual saí vencedora o ano passado, na categoria Sexualidade, para hoje escolhi apelar novamente ao tema sexo, um sucesso de leitura. Visa assim este post desconstruir alguns mitos à volta do sexo no masculino, mais não seja porque muitas de nós acreditam piamente que para os homens é tudo fácil nesse campo.

Sabendo que não é bem assim que a banda toca, a jornalista e escritora Isabel Stilwell, num artigo para a Máxima, valida (ou não) umas quantas máximas tomadas como dogmas, mas que na verdade não passam de falácias. Curiosa para saber quais as verdades e mentiras sobre os homens e o sexo? Ei-las!

Estão sempre prontos para a ação? Falso!
De acordo com o sexólogo Júlio Machado Vaz, este é um mito que assombra a vida de muitos homens, receosos de não preencherem os requisitos para serem definidos como 'normal'. Também eles lidam com dificuldades sexuais, às vezes mais graves que as das mulheres, sendo as mais frequentes a ejaculação precoce, a disfunção erétil e, cada vez mais, a falta de desejo.


Acham sempre que são bons amantes? Falso!
Na ótica do sexólogo Pedro Nobre, "os homens tendem a subestimar a sua resposta física, acreditando que é menor do que na realidade é". Trocado por miúdos isto quer dizer que a insegurança deles em relação à performance é bem maior do que se pensa.


A novidade é sempre melhor? Depende!
Júlio Machado Vaz considera que, com a maturidade, a vida sexual pode tornar-se mais gratificante, seja pela intimidade obtida, pela queda de tabus ou por uma maior autoestima. Moral da estória: com o passar do tempo a diminuição da frequência pode revelar-se inversamente proporcional ao aumento da qualidade de uma relação sexual.


O desejo vai diminuindo com a idade? Verdade!
"O desejo, em geral, vai diminuindo de intensidade, como tantas outras variáveis fisiológicas", explica Júlio Machado Vaz. Quanto a isso nada a fazer, a não ser recorrer ao comprimido azul.


O orgasmo feminino é um bónus, mas não essencial? Falso!
Para alguns homens, o atingir do orgasmo por parte das mulheres reforça o seu ego, provando a sua "eficácia" sexual. Não conseguir que a parceira atinja a satisfação plena pode tornar-se problemático para a relação, pela frustração que acarreta para ambos os parceiros.


Os homens não fazem frete no sexo? Falso!
"Eles também fazem frete, claro. É evidente que fingir ou forçar uma ereção não é tarefa fácil, mas ouço relatos de quem é obrigado a fantasiar com outras mulheres para se excitar", esclarece Júlio Machado Vaz.


20 minutos é o tempo aceitável para uma relação sexual? Falso!
"Muitos são aqueles que pensam que uma relação sexual abaixo deste limite de tempo corresponde a um problema de ejaculação prematura. É manifestamente exagerado e resulta de uma mensagem muito alimentada pela indústria pornográfica que é, para muitos, o primeiro contacto e fonte de informação sexual. A média real é entre 2 e 5 minutos", garante o especialista.

Single mine, espero que este artigo tenha servido para elucidar algumas crenças sobre os homens e o sexo, sobretudo para deixar claro que também eles estão sujeitos a pressões sociais, constrangimentos físicos, limitações fisiológicas e até inseguranças psicológicas. Nunca é demais salientar que eles nem sempre dão conta do recado, não pensam "naquilo" o tempo todo nem saem por aí a "papar" tudo o que lhes aparece pela frente. Claro que existem umas quantas exceções, coisa pouca, tipo 50%.

Antes que seja inundada por uma chuva de protestos por parte daqueles que não se reveem nesta minha estatística, dou por encerradas as provocações do dia. Deixo-te com aquele abraço amigo e a garantia de estar de volta antes do final da semana. Hasta!

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Viva!

Um estudo levado a cabo pela Universidade de Nova Iorque ao longo de 50 anos, tendo por análise uma amostra de mais de cinco mil famílias, conseguiu estabelecer uma correlação entre a altura do parceiro masculino e a estabilidade/qualidade de uma relação amorosa.

Confusa? Já explico! 
Mas antes convém clarificar o que entendem os investigadores do referido estudo por homem 'baixo': nada mais nada menos que indivíduo do sexo masculino com altura inferior a 175 cm.

Retomando o fio à meada, afirma a ciência que homens mais baixos são os preferidos das mulheres quando o assunto é relações duradouras. Mas qual será a razão por detrás deste sucesso, deves estar tu a perguntar a esta altura da leitura? A resposta é tão erudita que chega a ser caricata: esses homens têm mais dificuldade em encontrar parceira. E é precisamente por isso que se empenham mais em agradar a parceira, preservando assim a relação. Cientes da sua desvantagem anatómica – sim, eles sabem que nós as mulheres tendemos a preferir exemplares altos e atléticos (guilty) –, os homens verticalmente desfavorecidos acabam por cuidar melhor da sua parceira, esforçando-se verdadeiramente para que a relação seja "a mais perfeita possível".

Assim, os mignons, como se diz em terras gaulesas, são mais carinhosos, preocupam-se mais, dividem mais facilmente e eficazmente as tarefas domésticas e tendem ainda a ter um melhor ordenado. Não penses tu que acabam aqui as vantagens de ter um homem desses na nossa vida. Existe uma outra, essa sim deveras essencial: eles tendem a ser melhores parceiros sexuais, tanto no que se refere à qualidade como à quantidade.

Single mine, se ainda não desligaste o GPS do cupido, com este post ficas a saber que um parceiro com menos centímetros pode resultar numa relação com maior probabilidade de sucesso. A fiar nas conclusões deste estudo científico, homem baixo é sinónimo de satisfação garantida; a vários níveis, especialmente naquele que mais gozo dá (se é que me entendes).

Termino com um desafio a todas a minas solteiras que ainda não desistiram do amor: bora retirar alguns centímetros ao tipo ideal que só existe no nosso imaginário e dar uma oportunidade a quem meça menos de 175 cm? Nunca se sabe…

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Viva!

Em contagem decrescente para umas merecidas férias, proponho encerrarmos esta última semana de julho com um tema muy caliente e de suma relevância para os intervenientes numa relação física. Vai um palpite sobre que tema será? Nem te atrevas a pensar em sexo, que sei que a tua mente não é assim tão primitiva quanto isso.

De facto, não vou falar sobre sexo, mas antes sobre aquilo que lhe permite concretizar-se; pelo menos no contexto homem-mulher/homem-homem. Dito isto, considero desbravado o terreno que nos conduzirá ao ponto G desta crónica: as medidas ideais das "credenciais" masculinas; se é que me entendes...

Sobre este assunto, e tendo em conta a recetividade da blogosfera para com os "meus" estudos, volto a citar uma outra pesquisa, desta vez levada a cabo pelas universidades do Novo México e da Califórnia, através da qual se quis saber, junto de 75 mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, qual a dimensão ideal do pénis dos seus parceiros.

Os investigadores americanos – curiosos como eles só – quiseram na realidade descobrir a preferência dessas mulheres face ao órgão sexual masculino, mais concretamente o tamanho e a espessura que melhor satisfaçam os seus desejos. O resultado não poderia ser mais esclarecedor: quando se trata de um parceiro sexual de longa data, as caraterísticas do pénis parecem não assumir tanta relevância como quando se trata de um parceiro novo ou recente. No primeiro caso, elas consideram como tamanho ideal 16 cm de comprimento e 12,2 cm de circunferência. No segundo caso, entenda-se situações de one night stand ou casual sex, elas preferem um membro ligeiramente mais generoso: 16,3 cm de comprimento e 12,7 cm de circunferência.

Para ficares com uma ideia mais concreta do real significado destes valores, o órgão ereto médio é de 13,1 cm de comprimento e 11,7 cm de circunferência. Pelo menos foi isso que uma análise a 15 mil homens permitiu apurar.

Sabidas estas americanas, não te parece? Seja para fazer amor ou para fazer sexo, a verdade é que elas o querem acima da média, mais 3 cm para ser exata. Três centímetros em qualquer outro contexto pode parecer coisa pouca, mas "naquilo" faz uma grande diferença. Oh se faz!

Estes dados voltam a deixar claro que de 'coiso' pequeno ninguém quer saber. Que me perdoem os homens horizontalmente desfavorecidos, mas essa conversa de que o tamanho não importa é treta que só se ouve da boca de quem não foi abençoado pela anatomia. O tamanho importa sim (e de que maneira), que isso fique bem claro. Só que um pénis grande, por si só, não é garantia de satisfação, há que reconhecer.

A grande mais-valia deste estudo prende-se com a constatação de que, no que toca ao prazer sexual, a fronteira entre o amor e a libido está muito bem sinalizada. Quando é o amor que está no comando, a fasquia em relação ao tamanho do pénis do parceiro é mais baixa, pois sabe-se que desse prato poder se á degustar over and over again. Por sua vez, quando é a libido a comandar, e tendo-se consciência da impossibilidade de se repetir o prato toda vez que se queira, as expectativas sobem. Afinal, quanto maior a fome, maior o tamanho do prato.

Com esta despeço-me, não sem antes deixar-te com aquele abraço amigo de sempre e, como é sexta-feira, sinceros desejos de um excelente fim de semana.

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Viva!

Um estudo de duas universidades americanas (Delaware e Reed College) apurou que é cada vez maior o número de casais para quem ver séries televisivas começou a ser a melhor forma de passar momentos a dois. O fenómeno tem assumido tal proporção que preferem estar horas a assistir a vários episódios seguidos do que a fazer sexo. Mais valia ter intitulado esta crónica de Como a Netflix está a matar a vida sexual dos casais.

A pesquisa, citada pelo Delas.pt, contou com dados de quase quatro milhões de indivíduos, de 80 países dos cinco continentes, e permitiu concluir algo que não é propriamente novo: que as séries televisivas estão a matar a vida sexual dos casais. Abro aqui um parêntesis para dizer que já faltou mais para o combate à baixa natalidade passar pela regulação do tempo de acesso aos conteúdos audiovisuais.


Apesar de Portugal não constar da lista dos países analisados, dados da ERC obtidos no estudo As Novas Dinâmicas do Consumo Audiovisual em Portugal 2016 indicam que 99% da população portuguesa via televisão regularmente e deixar de o fazer seria impensável para 65,5%.

De modo a não comprometeres a tua vida sexual (caso a tenhas), que tal aceitares este desafio de 30 dias de sexo:
Dia 1 – Sexo convencional
Dia 2 – Sexo numa nova posição
Dia 3 – Rapidinha
Dia 4 – Sexo na cozinha
Dia 5 – Sexo sem se despir
Dia 6 – Sexo na marquise
Dia 7 – Sexo convencional
Dia 8 – Sexo num local público
Dia 9 – Sexo numa nova posição
Dia 10 – Rapidinha
Dia 11 – Sexo na banheira
Dia 12 – Sexo convencional
Dia 13 – Sexo contigo vestida para matar
Dia 14 – Sexo depois de uma boa massagem
Dia 15 – Sexo silencioso
Dia 16 – Sexo com o parceiro amarrado
Dia 17 – Sexo contigo amarrada
Dia 18 – Sexo numa nova posição
Dia 19 – Sexo convencional
Dia 20 – Sexo contigo vestida de forma sexy
Dia 21 – Sexo com o parceiro vendado
Dia 22 – Sexo contigo vendada
Dia 23 – Rapidinha
Dia 24 – Sexo na banheira
Dia 25 – Sexo só com preliminares
Dia 26 – Sexo assumindo um personagem
Dia 27 – Sexo convencional 
Dia 28 – Sexo numa nova posição
Dia 29 – Sexo em qualquer lado menos no quarto
Dia 30 – Sexo na posição preferida

Solteiros meus de cada crónica, se é vosso desejo conquistar/manter uma vida sexual ativa e prazerosa, queiram fazer-se o favor de adicionar este post aos favoritos. Caso contrário, continuem agarrados à televisão, ao smartphone e ao tablet, dispositivos eletrónicos em vias de virem a ser "o verdadeiro assassino da vida sexual" dos cidadãos. Quem avisa amigo é.

Até à próxima!

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Viva!

Um estudo de comportamento apurou que cerca de ¼ da população norte-americana entre os 18 e os 29 anos não teve qualquer relação sexual durante um ano ou mais; uma tendência transversal a várias sociedades ocidentais e que tem vindo a acentuar-se nas últimas três décadas.

Para os especialistas, a explicação para este fastio sexual dos millennials (nome porque é tratada esta geração) parece residir na apetência pelo virtual em detrimento do real. "Há demasiadas solicitações virtuais que exigem respostas e que satisfazem esta geração. O próprio sexo pode ser sem parceiro ativo. O prazer, o desejo ou a atividade sexual já não são uma prioridade", considera um dos envolvidos no estudo.

A propósito disso, Luís Pedro Nunes, numa crónica para a GQ, descreve o estado anémico da vida sexual dos jovens nestes termos: "Li algures uma série de possibilidades que podem estar a contribuir para esta crise de tesão-jovem: alterações na cultura de engate; viver na casa dos pais até tarde; efeitos secundários dos antidepressivos; a explosão do Netflix; aumento do estrogénio devido ao plástico na comida; queda da testosterona; vício no porno digital; viver-se a era de ouro do vibrador; obsessão na carreira; as apps de engate; privação de sono; epidemia da obesidade e mais uma catrefada. Há ainda questões religiosas de jovens que optam por permanecerem virgens até encontrar 'a pessoa certa'". 

Na ótica deste cronista, "o real é cada vez mais um lugar perigoso, onde as regras são pouco claras, cheio de armadilhas e múltiplas interpretações, para além do risco de se ser humilhado pela rejeição – o maior dos medos. E estas apps de engate estão pensadas para que tal humilhação não aconteça, pois há uma troca feita para anular a possibilidade de rejeição. Perante tanto sexo digital, tanta excitação online, tanta emoção de expectativa nas apps, tanta conversa no sexting, o sexo em si – o sexo tradicional, aquilo, tipo, um com uma e nada mais – acaba por parecer dececionante para um jovem".

Se a malta continuar a pinar a este ritmo cada vez mais desacelerado, a humanidade caminha a passo de corrida para a extinção, já que o sexo é a matéria-prima sem a qual a fábrica de bebés dificilmente consegue laborar a pleno vapor. A diminuição do número de cambalhotas é tão flagrante que a maternidade anda em gestão lay-off e as mulheres engravidam cada vez menos e em idade mais avançada.

Just saying, afinal quem avisa amigo é!

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19
Mar19

Tinder Surpresa

por LegoLuna

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Viva!


Por falar em Tinder, deixa-me contar-te sobre uma conhecida minha que acabou grávida de um gajo que conheceu através desta app. Pelo que soube, eles estiveram juntos uma única vez e foi quanto bastou para que, nove meses depois, ela tivesse nos braços o seu Tinder Surpresa.

Para resumir, que ainda tenho muito para escrever, esta estória termina no tribunal, com ela a assinar um documento onde se compromete a nunca reclamar nada do pai (pensão/herança/presença) e ele a assinar um outro documento abrindo mão de todo e qualquer direito sobre a criança (guarda parental).

À luz deste caso, e tendo em consideração um número cada vez mais alarmante de corações partidos à conta de apps e sites de engate, sinto-me impelida a puxar da palmatória e a endurecer o discurso. Estimadas carentes, ingénuas, desesperadas e românticas incuráveis parem de uma vez por todas com essa fantasia de que vão encontrar o amor das vossas vidas nessas plataformas. Lamento dizer, mas isso dificilmente vai acontecer. E para não achares que estou para aqui a disparar disparates, passo a explicar porquê.

Ponto 1
O Tinder é sobejamente conhecido por ser uma app de encontros sexuais. Com isso quero dizer que o amor não faz parte da ementa. É como ires ao McDonald's e esperares que te sirvam peixe grelhado no carvão.

Ponto 2
Não encontramos o amor, é ele que nos encontra. Por isso procurá-lo, ainda mais nesse tipo de lugar, é puro desperdício.

Ponto 3
Volta e meia, ouvimos falar de uma ou outra estória de amor que começou na rede e fincou na vida real. Para tua informação, elas são a exceção que confirma a regra. A não ser que sejas a personagem Gastão dos quadradinhos da Disney esquece lá isso de encontrar a tua cara-metade por aqueles domínios.

Ponto 4
Neste tipo de metragem o argumento é quase sempre o mesmo: mulheres carentes à procura de emoção e homens esfomeados à procura de alimentação. Logo, expectativas desencontradas que findam em desilusões amorosas.

Ponto 5
Os homens sabem muito bem ao que vão quando acedem a esta app. Ninguém vai lá parar por acaso nem por lá permanece à toa. Por isso, não tenhas ilusão de que a presença deles aí é por outra coisa que não o sexo.

Ponto 6
Com base em vários testemunhos, fiquei a saber que uma mulher que se conhece por esses meios não é para ser levada a sério, menos ainda se ela "facilitar a vida" ao match no primeiro encontro. Por mais que a sociedade se orgulhe de estar a evoluir, a mente masculina ainda é muito castradora em relação à emancipação sexual feminina. Os homens acham o máximo uma mulher liberal; para dar umas voltas. Porque quando se trata de assumir e apresentar à família e pessoas das suas relações, escolhem as amostras de beatas, de quem as sogras possam orgulhar-se.

Ponto 7
O Tinder, mais do que qualquer outra app que eu conheça (e conheço quase todas), é um catálogo online de comida humana, em que cada um escolhe o prato que mais apetite lhe despertar: étnico, internacional, tradicional, exótico e por aí fora. Só têm que escolher, com a vantagem de que não pagam absolutamente nada – vá, um jantar com sorte ou a conta do motel.

Ponto 8
Os homens que usam o Tinder já lá chegam com a mente formatada para seguir o protocolo – aceder, escolher, fazer o match, encontrar-se, "comer" e ir à vidinha dele. Até ter fome novamente. Eles não estão nem aí para o facto de seres uma mulher encantadora na vertical; o que querem realmente saber é quão útil podes ser na horizontal.


Ponto 9
Eu, solteira de longa duração, mais do que ninguém sei o quão pesado pode ser o celibato. Mas caramba, tens mesmo que abrir mão da tua dignidade só para teres um macho na tua vida? Não mereces ser tratada como algo mais que mero objeto sexual à mercê da luxúria alheia?

Ponto 10
Se queres mesmo muito encontrar um tipo porreiro que te valorize como mulher e ser humano, esquece o virtual e investe no real. Vai para a rua meter conversa com quem te possa olhar nos olhos e dizer-te o quanto és importante para ele. Eu sei que é difícil, mas deve existir algures um homem que te possa tratar como algo mais que comida, a que ele só deita a mão para saciar uma das suas necessidades biológicas mais primitivas. 

Se, do fundo do teu coração, sabes que só queres dar o corpo ao manifesto a custo zero então o Tinder é sítio certo para ti. Se não for esse o caso, poupa-te a ti mesma um mais que provável desgosto amoroso e um desgaste sentimental perfeitamente dispensável.

Vai por mim, o Tinder não é para amadores muito menos para românticos; é para predadores. Não é para os que buscam viver o amor, mas para os que buscam fazer amor. Ali não há romance, apenas sedução. Não há emoção apenas tesão. Não há encanto apenas ansiedade. Ali vale tudo, exceto esperar amor.

Até breve e nada de Tinder !

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Viva!

 

Depois de um repasto divinal na companhia de uma das minhas mais queridas amigas de sempre, eis-me aqui altamente inspirada para mais uma crónica, desta feita dedicada ao lado M (leia-se mau) da solteirice.

 

É do conhecimento geral da blogosfera que o celibato é algo do qual não me envergonho. Pelo contrário! Ainda que me assuma como uma solteira feliz e bem resolvida com o seu status amoroso, reconheço que nem tudo é um mar de rosas. É por isso que hoje quero falar-te de dois dos aspetos que mais acuso na solteirice: beijo e amparo. Sim, isso mesmo que acabaste de ler.

 

É sabido que o contacto físico é um aspeto fundamental em qualquer relação amorosa. Sem querer desmerecer o papel do sexo, não reconheço nenhuma intimidade física mais prazerosa que o beijo; a meu ver, capaz até de superar uma boa performance sexual. Sabes porquê? Porque beijo bom traz a reboque sexo bom. Do contrário é que já não estou convicta.

 

Abro aqui um parêntesis para assumir a minha incapacidade em visualizar de que forma bom sexo poderá advir da falta de bom beijo. Do género: serviram-te um prato delicioso, só que sem direito a uma entrada a condizer. Por melhor que este seja, a sensação de que ficou a faltar something vai perseguir-te sempre que te vier à memória aquela refeição.

 

Retomando o fio à meada antes que a mente comece a navegar por conteúdos de bolinha vermelha, longe de mim dizer que o sexo não é bom ou que não o aprecio. O que quero frisar é que tenho preferência pelo beijo porque sei que quando ele é bom dificilmente o sexo não será também. O estranho é que enquanto debutante do baile do amor não achava grande piada à coisa, para não dizer que até tinha nojo. Mas assim que lhe apanhei os passos e passei a dominar a coreografia… you know.

 

A oportunidade de uma solteira, deveras seleta no que toca a bocas na qual encostar a sua, exercer o exercício desta arte torna-se escassa, para não dizer inexistente. Este é, sem sombra de dúvida, o aspeto que mais acuso na solteirice: não poder beijocar sempre que me apetecer; beijar como cumprimento, beijar como preliminar, beijar como despedida, beijar por beijar. Só porque sim!

 

O segundo aspeto que mais me custa no celibato é a falta de amparo (físico e emocional). Nunca tive tanta consciência disso como há umas semanas atrás quando, de uma hora para outra – literalmente falando – me vi envolvida num drama caseiro de quinta categoria, cuja consequência imediata foi o despejo. Já passei por muito nesta vida, já lidei com (quase) todo o tipo de provação que imaginar possas, mas não me lembro de alguma vez me ter sentido tão perdida, tão solitária, tão desamparada. O desalento foi tanto que só conseguia pensar: "Se ao menos tivesse um homem do meu lado, teria com quem desabafar, com quem analisar soluções, com quem contar".

 

No meio daquele desespero todo, profundamente abalada pelos insultos, gritos, humilhações e ameaças de que fui alvo, saber-me longe da minha família e dos meus verdadeiros amigos e com poucos dias para encontrar um novo sítio para morar, e a poucas horas de viajar para França onde ia passar o natal com os meus, a solteirice pesou-me como nunca antes.

 

Senti tanta falta de ter quem me defendesse, quem me desse um abraço, quem me afagasse os cabelos, me enxugasse as lágrimas e me dissesse que tudo iria ficar bem e que eu poderia contar com o seu apoio para o que fosse preciso. Sem falar que precisava de ajuda física para procurar alojamento e tratar de toda a logística inerente à mudança de casa.

 

É por isso que decidi que das duas uma: ou não mais voltarei a passar por semelhante situação de todo ou, a voltar a passar, ter ao meu lado alguém capaz de me dar o amparo e o aconchego necessários para lidar com tudo. Dado que a primeira premissa não depende exclusivamente da minha atuação (por mais que assim o queira), só me resta investir na segunda. Com isso quero dizer que neste 2019 é minha intenção abandonar o celibato prolongado e arranjar um namorado. E mais não digo por ora, que a crónica já vai no décimo parágrafo.

 

Despeço-me com um "para a próxima há mais"!

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Viva!

 

Despertando a libido literária deste blog – por algum motivo está indicado para Sapos do Ano na categoria Sexualidade – esta crónica assenta sobre um estudo recente do Serviço Nacional de Saúde Britânico (NHS) que recomenda aos homens ejaculações mais frequentes, como forma de redução do risco do cancro da próstata.

 

De acordo com aquela entidade, a probabilidade de aparecimento da doença é menor nos machos que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês (o que dá uma média de 0,7 ejaculações por dia), quer seja através de sexo ou de masturbação. Curto e grosso, se bem que há quem prefira comprido e fino ou, melhor ainda, comprido e grosso? Quanto mais vezes "despejarem os colh*es" menos riscos correm eles de vir a contrair o cancro da próstata.

 

A investigação, publicada no European Urology e baseada na comparação entre homens que ejaculavam 21 vezes mensalmente e homens que ejaculavam entre quatro a sete vezes a cada quatro semanas, permitiu concluir que aqueles que derramavam mais vezes o seu néctar genético estavam menos propensos à doença. A explicação parece residir na possibilidade da ejaculação contribuir para a expulsão de elementos cancerígenos e de infeções da glande. Dado que a inflamação do organismo é uma conhecida causa de aparecimento de doenças de foro oncológico, a ejaculação poderá assim ajudar a atenuar o fenómeno.

 

O que faz todo o sentido, diga-se de passagem. Longe de mim querer desmerecer as prodigiosas mentes que se dedicam à matéria, mas a verdade é que não é preciso ser-se cientista para chegar à seguinte conclusão: se quando nós transpiramos expulsamos as substâncias nocivas ao normal funcionamento do organismo (vulgo, toxinas), nada mais expectável que a mesma lógica se aplique quando eles expelem sémen.

 

Solteiro meu que estás a ler isto, pelo bem da tua próstata (em particular) e da tua saúde (em geral), trata de dar largas à tua líbido. A solo, au pair ou à trois, o importante é ejacular. Solteira minha que também estás a ler isto, da parte que te couber trata de garantir que assim seja. Fui clara?

 

Conto voltar ao teu convívio no sábado. Até lá muitas e boas (que qualidade também conta) ejaculações!

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