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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

passion-5120131_1920.jpgViva! 👋

Em reação ao post anterior, um seguidor questionou-me nestes termos: "antes de falar de sexo - com ou sem sentimento - convém falar do que nos leva a ter relações sexuais, pois só assim se pode entender os motivos por detrás de tal modalidade amorosa que tanto despreza."

Pertinente tal ponto de vista, não? Também achei, daí que tenha andado a cirandar pela net à procura de conteúdos elucidativos a respeito. Como tal, eis-me aqui, numa escapadinha rápida aos afazeres laborais, para dar conhecimento da justificação científica por detrás da vontade de fazer sexo.

Nem de propósito, a edição online da revista Activa, aonde vou consumir muito do conteúdo que aqui partilho (sobretudo os relacionados com a sexualidade), publicou esta manhã um artigo através do qual fica patente que, basicamente, os humanos têm relações íntimas por 237 razões, sendo que 25 das dominantes são comuns a ambos os géneros.

Acredites ou não, um estudo publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior atesta que 'sexar' tem mais a ver com luxúria no corpo do que com amor no coração. "Os resultados refutaram muitos estereótipos de género (…) que os homens só querem sexo pelo prazer físico e as mulheres querem-no pelo amor. Não foi isso que averiguei nas minhas descobertas", disse Cindy Meston, professora de Psicologia Clínica na Universidade do Texas e coautora do estudo, em declarações à CBS News.

Meston e um colega, David Buss, começaram por questionar 444 indíviduos, de ambos os sexos, com idades entre os 17 e os 52 anos, com vista à elaboração de uma lista com as razões distintas pelas quais as pessoas fazem sexo. Atingido esse objetivo, os investigadores pediram a 1.549 estudantes universitários para classificarem os motivos, numa escala de um a cinco, sobre como estes se aplicavam às suas experiências. Eis as conclusões apuradas:

Top 10 dos homens
- Sentia-me atraído pela pessoa;
- Sabe bem;
- Queria sentir prazer físico;
- É divertido;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Sentia-me excitado sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitado;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Queria atingir um orgasmo;
- Queria dar prazer à minha parceira.

Top 10 das mulheres
- Sentia-me atraída pela pessoa;
- Queria sentir prazer físico;
- Sabe bem;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Sentia-me excitada sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitada;
- É divertido;
- Apercebi-me de que estava apaixonada;
- Deixei-me levar pelo calor do momento.

Single mine, por esta não esperava, confesso. Queres ver que passei a vida toda convencida de que as motivações que levam homens e mulheres a darem o corpo ao manifesto eram divergentes quando na verdade não são. Vivendo e aprendendo, como se diz à boca pequena.

Por hoje é tudo, estarei de volta na quarta-feira para mais um papo de gajas. Beijo no embro e foco na felicidade!

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22
Out21

people-2588172_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Hoje chego mais tarde do que o habitual, e a justificação é a de sempre: muito trabalho, não obstante ser sexta-feira. Para compensar-te, porque sei que aprecias por demais temas picantes, trouxe um sobre o qual não me canso de falar: sexo sem envolvimento emocional, ou dar o corpo ao manifesto a custo zero, na gíria desta solteira aqui.

Sexo significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Para algumas, é uma experiência essencialmente emocional, resumida pela denominação "fazer amor". Para outras, é uma atividade puramente carnal, traduzida pela expressão "f*der". Intenta, pois, esta crónica saber se é possível uma relação baseada apenas na libido, ou seja, sem qualquer envolvimento emocional.

Por experiência própria sei que (teoricamente) é possível, mas que na prática a coisa não é assim tão linear. Comigo não resulta, motivo pelo qual não sou adepta de tal modalidade de relacionamento amoroso. Sobre isso, a sexóloga Leigh Norén explica que as emoções são sistemas que têm diferentes funções, sendo que uma delas é motivar-nos a fazer certas coisas. No que toca à vida íntima, para termos vontade de 'sexar', precisamos de sentir a "emoção" do desejo sexual. "Sem esta emoção, o sexo não acontece (pelo menos não de uma forma prazerosa, que deve ser o objetivo", sublinha a especialista.

Na prática, isto significa que sexo sem sentimento é pura utopia. Já sexo sem compromisso... Mesmo que não queiramos, haverá sempre algum sentimento envolvido. "Sentimos raiva, medo, talvez preocupação, vergonha e culpa. As nossas emoções são uma parte de nós que não podemos descartar", conclui a especialista.

Uma vez exposta toda a verdade sobre sexo sem sentimento, é chegada a hora de retomar os meus compromissos profissionais, que esta noite pretendo dar uma esticadinha até um clube para ouvir um pouco de música, dar um pé de dança e respirar aquela atmosferazinha de antigamente, quando saía para a "naiti" todo santo fim de semana, no matter what.

See you!

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breasts-1008881_960_720.jpegViva! ✌️ 

Conforme prometido no post anterior, eis-me aqui para te contar as últimas da minha vida amorosa, a qual não conhece trégua nem folga, não obstante continuar mais desemparelhada do que nunca. Como tal, está na hora de falarmos de gajos, mais concretamente sobre a sua - cada vez mais flagrante, e frustrante - inaptidão para abordar ou cortejar uma mulher solteira.

Na base desta premissa está, uma vez mais, a minha experiência pessoal, repleta de episódios deprimentes, sendo que as últimas mais não são do que a continuação da saga "mec" francês, de quem já te falei em mais do que uma ocasião. Abro aqui um parêntesis para confidenciar que estou cada vez mais convicta de que o meu estado civil cumpre um propósito maior do que apenas falta de sorte no amor. Provavelmente, haverá qualquer coisa que o universo determinou para a minha pessoa, com a qual não estou a conseguir atinar.

Enfim... vamos lá às últimas novidades de tipos que me abordam na expectativa de conseguirem benesses sexuais a custo zero, ou seja, sem qualquer investimento emocional. De compromisso nem vale a pena piar, já que se trata de assunto tabu nos dias que correm, em que as relações baseiam-se essencialmente na libido, na superficialidade e na descartabilidade. 

Há coisa de 4 semanas, recebi uma mensagem de um desconhecido, contendo um singelo emoji sorridente. Como tenho por norma responder a todos aqueles que entram em contacto comigo (pelo menos até saber qual a deles), lá respondi com um simpático "olá", após o qual a conversa desenrolou descontraída e despretensiosa. Pelo menos, assim pensava eu... Como não estava para perder tempo, até porque encontrava-me a "turismar" em Sintra, e escaldada de "entradas masculinas de pé em riste", fui logo perguntando o que tinha ele para contar, numa forma sutil de dizer: "O que queres de mim?"

O fulano, treinador de futebol (do Sporting, vê lá tu!), respondeu que tinha ficado curioso em relação à minha pessoa. Segundo ele, eu parecia "educada, inteligente, sensível, com energia forte... e com imenso sexappeal. Demasiadas coisas boas para deixar um homem indiferente". "Fica difícil", rematou ele. Nem bem a troca de mensagens tinha começado a cativar-me, já ele dizia: "queroooo, está a deixar-me com imensa vontade de... tudo, de explorar tudo". Quando questionado sobre o que significava tal coisa, saiu-se com esta: "Já me tocou, já me deixou cheio de vontade".

Antevendo o rumo da conversa, fiz questão de lhe perguntar se estava com intenções sexuais a meu respeito, ao que ele respondeu nestes termos: "Uma mulher interessante como tu pareces ser, suscita sempre interesses vários, sendo que essa parte não seria exceção, calculo...", ao qual contraargumento nestes termos: "Estou a ver... é que estou traumatizada com homens que me abordam única e exclusivamente nesse sentido. Fazem-me sentir um pedaço de carne". Aconselha-me ele a olhar para a questão de uma forma positiva, como "sinal de como era interessante e bonita".

Ainda meio iludida sobre as reais intenções do fulano, bem apessoado, detentor de uma escrita exemplar (entenda-se, sem calinadas na gramática) e com um sentido de humor apurado, lá continuei a dar-lhe tempo de antena, torcendo intimamente para que manifestasse alguma predisposição para uma abertura sentimental. O meu castelo de cartas ruiu por completo, quando a seguir ele pergunta-me, sem pudor, se eu gostava de sexo. Aí já não houve margens para dúvidas de que andava ele à procura de uma "despeja-c*lhões", como costumo chamar às mulheres que só servem para os homens irem "aliviar-se".

Todo o encanto por ele - um tipão, de acordo com as imagens que vi no seu perfil - esfumou-se naquele instante, ao ponto da conversa ter ficado suspensa. Quatro dias depois, em reação a uma story minha, volta o fulano à carga, através do envio de um novo emoji, desta vez com os olhos em coração. Querendo acreditar que a abordagem estivesse mais lapidada, lá lhe dei conversa, perguntando como estava, ao que ele responde, ultrapassada a conversa da praxe, que tinha ficado com "vontade de mim".

Numa última oportunidade para se mostrar digno das minhas melhores expectativas, questionei-o sobre como tinha chegado a mim, ao que ele respondeu: "Honestamente não me recordo". Não convencida de que estivesse a dizer a verdade, atirei-lhe com um: "pela tua abordagem, diria que foi via Tinder", ao qual ele não refutou. Perdida toda a esperança, não me restou outra saída que não fosse esta: "Como o meu tempo é precioso, e acredito que o teu ainda mais, convém eu deixar claro que não estou disponível para qualquer tipo de envolvimento sexual. E não me estou a fazer de difícil, apenas descarto essa possibilidade. Por isso escusas de perder o teu tempo comigo. Lamento estar a ser crua e dura, mas a sinceridade é sempre o melhor caminho."

Perante o emoji de tristeza com que reagiu, rematei que haveria de ficar bem e que o que não falta são mulheres disponíveis para tal. Respondeu que não estava com ninguém e que era exigente. Perante a minha irredutibilidade, não obstante ter reconhecido que o tinha achado um homem muito interessante e que "se fosse há uns tempos atrás, até cogitaria a hipótese, mas que nesta fase só casando", o dito cujo eclipsou-se para nunca mais dar sinal de vida.

Nem bem tinha digerido este episódio, eis que levo com mais duas sequelas desta novela, desta feita protagonizadas por um norueguês e um francês, cujas intenções acabaram por conduzir ao mesmo desfecho: sexo a custo zero. Dado que todas as abordagens foram perpetradas através do Instagram, por parte de perfis que sequer acompanham o meu trabalho como blogger, pergunto-me como chegaram eles até mim? Acredito que devem pesquisar pelas hashtags single e sex e que o meu perfil deve aparecer logo nos primeiros resultados. Só pode!

Diz a minha spiritual coach que tal se deve, provavelmente, à energia que tenho estado a emanar, ou seja, que por estar a vibrar na energia do sexo, atraio esse tipo de predadores sexuais, chamemos-lhe assim. Logo eu que há mais de década que não sei o que é isso de "vibrar na energia do sexo". Por sua vez, diz a minha psicoterapeuta que devo tratar esses "tarados" com amor, ou seja, dar-lhes amor a ver se retribuem com amor. Diz a minha consciência que os mande todos à merda, que à borla mais nenhum filho da p*ta me volta a comer. É que não mesmo!

Mais tenho eu para desabafar, mas, dada a extensão do texto, vai ter que ficar para outra oportunidade. Despeço-me com aquele abraço amigo e um até sexta!

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08
Fev21

boudoir-4669606_1920.jpgOra viva!

Em complemento ao tema abordado na live de sábado, 'Sexo sem amor ou amor sem sexo', e porque trata-se de um assunto que não se esgota, sem falar que nunca é demais lembrar, para hoje proponho analisarmos as vantagens da atividade sexual na saúde humana. É consensual que o sexo reúne a simpatia de (quase) todos, assim como é que, quando praticado com gosto e regularidade, traduz-se em inúmeros benefícios, cientificamente reconhecidos, os quais passo a citar:

Queima calorias
O sexo pode não ser tão eficaz quanto outras formas de exercício físico, mas certamente queima calorias. Um estudo da Universidade de Montreal garante que durante uma sessão de 30 minutos, os homens queimam uma média de 101 calorias, enquanto as mulheres 69.

Aumenta o sistema imunitário
Outro estudo, que reuniu uma série de estudantes que fizeram sexo pelo menos uma vez por semana, confirmou que estes tinham níveis mais altos de um anticorpo vital para combater as doenças. De facto, os níveis eram 30% mais altos do que naqueles que não tinham sexo algum.

Previne problemas cardíacos
De acordo com o National Health Service, qualquer atividade que exercite o coração é bom e isso inclui sexo. Mas os benefícios dependem de quão rigoroso se é ao praticar. Em média, o pico da frequência cardíaca durante o ato sexual é quase o mesmo que subir um lance de escadas.

Diminui o stress
Ainda que em qualquer das suas variantes ajude as pessoas a relaxar, uma pesquisa provou que o sexo com penetração ajuda as pessoas a lidar melhor com os níveis de stress.

Reduz o risco de cancro da próstata
As ejaculações frequentes parecem estar ligadas a uma diminuição do risco de cancro de próstata, garante um outro estudo.

Aumenta a sensação de bem-estar
De acordo com um estudo junto de três mil americanos, com idades entre 57 e 85 anos, as pessoas que faziam sexo classificaram sua saúde geral mais alta do que aquelas em abstinência sexual.

Reduz o risco de uma úlcera
Um casamento feliz pode influenciar, em homens, a redução do risco de angina (doença cardíaca) e úlceras no estômago, revela uma pesquisa.

Reduz a pressão arterial
Um estudo de 2003 apurou que os amantes de abraços, provavelmente, terão pressão arterial mais baixa e que casais que se abraçam e seguram as mãos acusam menos o stress.

Melhora a qualidade do sono
Através da libertação de oxitocina, que ajuda a que fiquemos mais sonolentos, o sexo tem um efeito positivo na qualidade do sono, algo fundamental ao bem-estar humano.

Faz com que os homens estejam mais contectados com as suas emoções
Uma pesquisa do Centro Médico da Universidade de Groningen registou um aumento do fluxo sanguíneo para a ínsula - uma área que está ligada ao processamento de emoções, dor e calor.

Ajuda a melhorar a memória
O sexo pode melhorar o desempenho humano em testes de memória a curto prazo, de acordo com um estudo de 2018.

Ajuda a reduzir os níveis de ansiedade
O sexo diminui o fluxo sanguíneo para a amígdala, a área do cérebro ligada a distúrbios de ansiedade.

O sexo liberta substâncias que aliviam a dor
Durante o sexo, as endorfinas - analgésicos naturais do corpo - inundam o corpo e o cérebro, aliviando qualquer tipo de desconforto. Para algumas pessoas, pode mesmo curar uma dor de cabeça.

Os benefícios do sexo não se esgotam na prevenção de doenças, menos ainda no prazer físico. Estes são capazes de melhorar substancialmente a nossa saúde e, por consequência, influenciar o nosso dia-a-dia de forma positiva. Motivo pelo qual o sexo seja remédio santo para todos os males, isento de receita e sem efeitos secundários indesejados.

Que o sexo seja presença constante na nossa vida e que nos livre de todas as doenças são os meus desejos. 
Aquele abraço amigo só nosso!

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Cartaz_Live2.jpgOra viva! ✌️ 

Como referi no post anterior, os diretos no Instagram da semana passada correram lindamente. Tanto assim é que este sábado volto à carga com a segunda do ciclo de lives Saturday Single Spot, através do qual pretendo debater os temas mais interessantes da solteirice, e não só.

Desta vez, o tema em foco será 'Sexo sem amor ou amor sem sexo'. Já perdi a conta de homens que desabafam comigo sobre o quanto a falta de uma vida sexual ativa com a sua parceira condiciona - muitas vezes condenando ao fracasso - o seu relacionamento. É, pois, hora de esmiuçarmos esta questão e perceber até que ponto cada uma dessas condições interfere com uma relação amorosa.

É possível uma relação sobreviver ao jejum sexual prolongado? Até que ponto o sexo sem sentimento, ou seja, sem amor, é satisfatório? Entre o sexo e o amor, qual escolherias? O amor é mais importante que o sexo, ou será mais o contrário? Qual o peso do sexo na felicidade do casal? Eis alguns dos pontos que pretendo abordar nesta live, na qual tinha intenção de partilhar o tempo de antena com uma convidada. Infelizmente, acredito que pelo modesto número de seguidores nas minhas redes sociais, nenhuma das duas sexólogas, as que mais estão a bombar neste momento, dignaram-se a reagir às minhas (inúmeras) tentativas de contacto. Paciência!

Sendo assim, convido-te a dividir o protagonismo desta live comigo, ou seja, a participares e expores o teu ponto de vista. Para tal, só terás que aceder ao @stillsingleblog amanhã, às 22 horas locais (21 em Cabo Verde) e pedir para aderir. Nunca me deixaste na mão, portanto, não vai ser agora, pois não? Conto contigo!

Aquele abraço amigo e até amanhã. Até lá, stay cool, stay safe, stay at home!

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couple-1822497_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Um artigo da NiT inspirou-me a desviar o rumo desta crónica, com a qual pretendia fazer-te um balanço das lives de sábado e domingo, as quais - vou já adiantando - foram interessantíssimas. Tanto assim é que este sábado, 6 de fevereiro, haverá uma nova, desta feita sobre este intrincado dilema: sexo sem amor ou amor sem sexo? Que venha a libido e escolha! 😉

Sobre isso falarei no próximo post, por ora deixa-me dar-te conhecimento do resultado de um inquérito sobre as aspirações sexuais dos portugueses. A pandemia confinou de forma indelével, e irrecuperável, a vida amorosa dos solteiros, disso estamos nós cientes até mais não. As hipóteses de emparelhamento ficaram reduzidas à saudade, e nem mesmo a aplicações de encontro têm conseguido fintar os constrangimentos impostos pela dificuldade e/ou impossibilidade do contacto físico.

Na expectativa de perceber o impacto de toda esta situação na vida amorosa dos seus utilizadores, o Second Love levou a cabo, em dezembro de 2020, um inquérito junto de uma amostra de 600 pessoas, entre homens e mulheres. Os resultados mostraram que 56% admitiu o aumento do desejo de viver uma aventura. Curiosamente, sobre o primeiro confinamento (de março e abril de 2020), 65% assumiu não ter tido videochamadas, sexting, sexo virtual ou encontros românticos virtuais. Tendo em conta que a clientela deste site são criaturas "amarradas" não é de se estranhar que assim seja, pois fechadas em casa com as suas caras-metades teriam lá chances de protagonizar escapadelas (ainda que virtuais).


Ao que tudo indica a esperança dos inquiridos, e de toda a nação global, encontra-se neste momento à mercê da evolução desta maldita doença. Dado que ninguém sabe precisar quando vai ela dar-nos dar uma trégua, o Love for You, o meu novel serviço de matching, vai bombar nos próximos tempos. Ai não? 😉

Aquele abraço amigo só nosso!

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nude-5304222_1920.jpgViva! ✌️ 

Agora que os holofotes deram uma trégua a esta blogger aqui, que tal retomarmos o fio à meada com um tema coincidente com a categoria pelo qual este blog foi distinguido por dois anos consecutivos: a sexualidade? O ano passado por esta altura andava a blogosfera a votar para eleger os melhores de Portugal. Parece que até disso a pandemia nos privou...

Conforme adiantado no post anterior, para hoje proponho um novo mantra contra o stress, um vilão do bem-estar cada vez mais impiedoso e do qual tenho sido presa fácil, para mal dos meus pecados. 😉

Sei que és uma pessoa (bem) informada, porém, duvido que estejas por dentro do conceito 'Gastrosiexta', uma tendência que combina três dos maiores prazeres da vida: comer, dormir e 'sexar'. Pelos benefícios que se lhe adivinham, esta prática é vista por muitos especialistas como a fórmula perfeita para combater o stress. "Sentimos prazer ao provar comidas novas e descobrir novos sabores. Dormir ajuda a reduzir o stress cardíaco e a pressão arterial e promove a produtividade, através do aumento da concentração e do desempenho. A atividade sexual, além de proporcionar benefícios, tanto para a saúde física como para a psicológica, também contribui para o bom relacionamento do casal", esclarece a psicoterapeuta espanhola Marisa Navarro, uma das defensoras desta tendência.

Apesar de a 'Gastrosiexta' adequar-se na perfeição ao estilo de vida de nuestros hermanos, dada a tradição de se fazer a sesta, nada nos impede de adotar tal modalidade, sobretudo nestes tempos de pandemia, em que estamos tão confinados. A descompressão da ditadura horária e a avidez por momentos Covid free soam-me como dois excelentes motivos para aqueles que estão numa relação quererem aventurar-se numa nova experiência sexual.

Há que estar ciente de que a prática da 'gastrosiexta', que pode acontecer antes ou ou até antes e depois (conforme a predisposição do casal), requer tempo, pelo que é essencial não haver pressas ou preocupações. Daí que se recomende a escolha de um dia em que ambos os parceiros estejam disponíveis e desligados de tudo o resto. Nessa altura, devem optar por uma novidade gastronómica, de modo a que prevaleça o prazer de provar algo pela primeira vez. Depois do almoço, segue-se a sesta na companhia do parceiro. A fase seguinte é dar o corpo ao manifesto como se não houvesse amanhã (se é que me entendes 😉).

O sexo é uma das experiências mais íntimas e prazerosas para o ser humano. A sua prática, além de apresentar inúmeras vantagens, ajuda ainda a reduzir o stress e a fortalecer o sistema imunológico, dois benefícios imprescindíveis nos tempos que correm.

Aos emparelhados a palavra de ordem é 'gastrosiextar' tão logo possível e por tempo indeterminado. Aos desemparelhados cabe manter a esperança de, em breve, poderem explorar esta tendência. Até lá, saúde e esperança para todos.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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Viva ✌️!

Como se não bastasse ser segunda-feira, ainda temos que levar com 'Bárbara', a depressão que acaba de chegar a Portugal, acompanhada de chuva, frio e vento... muito vento. Como tal, proponho animarmos este dia com o tal ranking dos melhores provedores de orgasmo espalhados por esse mundo fora.

Visando apurar quais as nacionalidades dos melhores (e piores) amantes a nível mundial, a Global Search promoveu uma sondagem junto de 15 mil indivíduos do sexo feminino, aos quais foi pedido que classificassem os homens com quem tinham "sexado". As inquiridas, mulheres bem viajadas, apontaram os espanhóis, seguidos dos brasileiros e dos italianos, como os melhores performistas na arte do amor carnal. Os franceses, sobre cujo desempenho estou em condições de opinar,  apareceram em quarto lugar. Com muita pena, não me foi possível descortinar o(s) motivo(s) porque elas os consideraram tão bons entre lençóis.

Em contrapartida, na cauda da tabela figuram os alemães e os ingleses, com os americanos a ocuparem o 5º lugar entre os piores amantes dos mundo. Escuso dizer que, ao tomar conhecimento destes resultados, o Trump não hesitou em dizer que eram fake news, já que os americanos são os melhores do mundo em tudo 🤣. Já aqui, as anónimas não se inibiram em apontar os motivos porque os consideram má foda, como poderás comprovar mais abaixo.

Eis as nacionalidades dos melhores amantes do mundo:
1. Espanha
2. Brasil
3. Itália
4. França
5. Irlanda
6. África do Sul
7. Austrália
8. Nova Zelândia
9. Dinamarca
10. Canadá

O top ten dos piores é composto pelas seguintes nacionalidades:
1. Alemanha (demasiado fedidos)
2. Inglaterra (demasiado preguiçosos)
3. Suécia (demasiado rápidos)
4. Países Baixos (demasiado dominantes)
5. Estados Unidos da América (demasiado rudes)
6. Grécia (demasiado amorosos)
7. País de Gales (demasiado egoístas)
8. Escócia (demasiado ruidosos)
9. Turquia (demasiado melosos)
10. Rússia (demasiado apressados)

Dado que os cabo-verdianos, os amantes com os quais estou familiarizada, não constam deste ranking, vou abster-me de tecer comentários sobre a sua fiabilidade. Uma coisa estou eu em condições de afirmar: caso a ocasião venha a proporcionar-se, pensarei duas vezes antes de dar umas cambalhotas com qualquer um dos integrantes da segunda lista. Just in case... 😉

Até breve!

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02
Out20

Sexo sem tabus

por Sara Sarowsky

pair-4647624_1920.jpgOra viva!

Este post assenta numa publicação da talentosa Miriam Medina, amiga pessoal, socióloga, terapeuta, escritora e autora da página Sem.tabus. Como o próprio nome indica, esta visa abordar todo o tipo de temas que, infelizmente, ainda são alvo de censuras, ainda que veladas, por parte de uma sociedade descaradamente tolerante com alguns assuntos e hipocritamente condescendente com outros tantos, entre os quais o sexo. 

Sem.tabus é um espaço onde se fala, de forma descomplexada, de temas como a prostituição, a sexualidade da mulher, a gravidez precoce, a violência doméstica e no namoro, a maternidade, a depressão, a deficiência e o sexo. Sobre este último, escreveu ela o seguinte:

Sextou com S de Sono acumulado. Se pensaste que era S de Sexo estás perdoada, porque o é também. Vamos falar de sexo? Essa palavrinha tão pequena, mas tão cheia de tudo, que em pleno século 21 é ainda um tabu. Se nossos pais não fizessem sexo, não estaríamos aqui, certo?? E graças a Deus que os meus fizeram e fabricaram essa coisa maravilhosa, que sou eu.

Sexo é um assunto que não é muito explorado publicamente, é um tabu, mas ganha espaço na boca das pessoas com muita facilidade nos dias de hoje. A realidade é bem justa e precisa: sexo é bom, todo mundo faz ou vai fazer um dia. E ainda bem. E não precisa ter um parceiro para sentir prazer. Masturba-te! Toca-te! Permite-te!

Hoje vivemos um momento em que o sexo desempenha um papel curioso. Apesar da libertação sexual ocorrida nas últimas décadas, a sexualidade ainda é um assunto embaraçoso em determinados contextos. Mencionar as palavras "vagina", "pénis", "coito interrompido", "masturbação" ou "camisinha"… Uiiiiii as puritanas vão à loucura. É ridículo que algo tão básico quanto a sexualidade ainda provoque essas reações.

O sexo na sociedade é visto como um tabu, especialmente na família e na educação, e isso traz sérias consequências. Em toda a nossa vida, isso terá seu próprio papel, tanto em termos de desenvolvimento biológico quanto social. Se tratarmos a sexualidade como algo embaraçoso e a ignorarmos, teremos uma educação sexual deficiente. Uma boa educação sexual precisa de um diálogo aberto.

É importante mudar a conceção que temos a respeito do sexo, deixar de vê-lo como um tabu ou uma obrigação. A sexualidade é um conjunto de comportamentos humanos que podem trazer muitos benefícios para qualquer pessoa. Aí mulherada, as unhas, o cabelo e a pele ficam um luxo só. Vamos normalizar falar sobre o sexo?

Aproveita bem o feriadão, que para a semana haverá mais. Até lá fica com aquele abraço amigo tão nosso!

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Ora viva! ✌️

Já que estamos sintonizados na frequência do prazer carnal, hoje trago-te um artigo sobre boas práticas sexuais em tempo de pandemia. Cientes estamos todos de que a Covid-19 veio bagunçar a nossa vida, afetando sobretudo o modo como interagimos com os outros, seja ao nível social, profissional ou sexual, este último condenado a um confinamento inédito e inusitado na sua versão casual.

Sexo sem compromisso tem conhecido dias difíceis desde março a esta parte. Nos últimos seis meses, os desemparelhados têm-se visto gregos para dar vazão às suas necessidades libidinosas. O que antes era obtido com uma descarada facilidade/velocidade, nos dias que correm tornou-se, mais do que uma tarefa complicada, uma missão de alto risco. A proximidade física, sem a qual este acaba por perder a sua própria identidade, passou a ser um jogo somente à altura dos mais destemidos, imprudentes até.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo internacional que regula as questões relacionadas com o bem-estar coletivo, também as práticas sexuais devem adaptar-se ao atual contexto epidemiológico. O que antes acontecia segundo a nossa vontade, e disponibilidade, agora tem de respeitar uma série de recomendações. Dar rédea solta à tesão em "espaços grandes, abertos e bem ventilados" é provavelmente aquela que suscita maior estranheza, mais não seja pela sua colisão com o código penal, o qual proíbe expressamente o sexo em locais públicos. A não ser que estejam a pensar em criar áreas sexuais, como acontece com áreas verdes, esta recomendação é um contrassenso, sem falar que atenta contra a moral e os bons costumes.

É facto assente que a exposição "à respiração ou à saliva", através do qual se propaga o novo coronavírus, representa uma grande ameaça à saúde pública. Daí que dar o corpo ao manifesto de forma segura deixou de se resumir ao uso do preservativo para passar a evitar contactos físicos de qualquer natureza, especialmente os que implicam troca de fluidos salivais. A gravidade é tal que o uso da camisinha e de barreiras dentais é aconselhado no caso do sexo oral. Quanto aos beijos, a indicação é que sejam evitados a todo o custo.

Para a OMS, seguras seguras são as práticas sexuais que não implicam proximidade física com outro alguém, como, por exemplo, a masturbação, a pornografia, o sexting ou o sexo virtual. Pergunto eu se não seria mais fácil desaconselharem terminantemente toda e qualquer espécie de cópula au pair? Ao menos assim quem não têm um parceiro sexual à distância de uma almofada saberia que, na hora do bem bom, só deve contar consigo próprio. Que o melhor mesmo é matar a fome à la pate, respeitando assim o tão desejado afastamento social, vital à contenção desta maldita pandemia.

Aquele abraço amigo e muita coragem nesta hora difícil. Tamos juntos 😉!

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