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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️ 

No último post, fiz referência ao segredo para uma vida amorosa e sexual plena. Ora hoje, volto a frisar os benefícios de uma vida sexual activa, já que o sexo assume um papel fulcral numa relação salutar e no bem-estar corporal, mental e emocional. 

Já tanto disse e redisse sobre o tema que levou este blog a ser distinguido durante três anos consecutivos como o melhor de Portugal na categoria sexualidade, que começa a faltar criatividade para novos conteúdos. Como tal, hoje vou socorrer-me de uma publicação da Saber Viver sobre o quão benéfico este é para a longevidade e a beleza do ser humano.

Ora vamos lá então rever a matéria dada sobre como "dar o corpo ao manifesto" pode acrescentar-nos anos de vida e deixar-nos fisicamente mais atraentes. Num artigo datado de julho de 2020, a jornalista Filipa Basílio da Silva assume o seguinte: "Que ter relações sexuais regularmente faz (e sabe) bem, isso já sabíamos. O sexo ajuda, designadamente, a manter o peso, a reduzir o stresse, a melhorar o humor e a estimular o funcionamento cognitivo. Mas há novos motivos para se ter uma atividade sexual saudável".

É neste contexto que cita vários estudos que atestam que a qualidade e a quantidade dos encontros sexuais não só ajudam a prolongar a vida, como têm um efeito anti-idade. Entre os inúmeros benefícios da prática regular do sexo, destacam-se os seguintes:

Viver mais
De acordo com um grupo de investigadores da Universidade Sapienza e da Faculdade de Medicina da Universidade de San Diego, uma atividade sexual regular, aliada à prática moderada de exercício físico e a uma alimentação saudável, de preferência mediterrânica, acrescenta anos de vida.

Rejuvenescer
Um outro estudo, desta vez levado a cabo pela Universidade de Manchester, garante que dois encontros sexuais por mês são suficientes para satisfazer as pessoas após os 70 anos de idade. Contudo, até essa faixa etária aconselha-se a "sexar" três vezes por semana. Tal frequência, de acordo com o neuropsicólogo britânico David Weeks, faz-nos rejuvenescer entre quatro a sete anos.

Estar em forma
O sexo também contribui para a manutenção de uma boa forma física, imprescindível quando se pretende
retardar o envelhecimento. Para tal, a "cambalhota" deve ter uma duração mínima de 17 minutos, o suficiente para fazer com que os batimentos cardíacos e o fluxo sanguíneo aumentem e, assim, sejam desencadeadas alterações benéficas no corpo, tais como a estabilização dos níveis hormonais, a redução da tensão arterial e a tonificação dos músculos.

Tonificar
Por último, um estudo da Universidade do Quebeque, garante que as mulheres queimam mais de 60 calorias na posição de missionário. Quanto mais exigentes forem as posições e a intensidade aplicada, mais elevado será esse valor. Daí que ousadia e criatividade na hora H sejam altamente recomendados.

Ao escrever isto, fico a pensar que se tivesse desfrutado de uma vida sexual regular nos últimos 15 anos, a esta altura da minha vida estaria com uma aparência de 20 anos e uma esperança média de vida acima dos 100 anos. Se já me dão menos idade do que tenho, ainda este fim de semana um velhote deu-me 18, imagina tu se eu "pinasse" com assiduidade.

Despeço-me com aquele abraço amigo só nosso e a recomendação para que "sexes", em nome da longevidade e da beleza!

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06
Set22

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Ora viva! 🫶

Bem sei que ontem quando me despedi assumi que voltaria na quarta-feira, ou seja, amanhã. Só que, entretanto, dei-me conta de que hoje é o dia mundial do sexo, tema regente aqui no blog, a par da solterice.

Como faz todo o sentido não deixar passar em branco esta efeméride, eis-me aqui a dar-te um novo achega sobre este dia que o mundo entendeu consagrar ao sexo, provavelmente a prática humana mais prazerosa de sempre.

Já falei e escrevi tanto sobre o sexo que a sensação que dá é que pouco mais há a ser acrescentado. Contudo, como se trata de um assunto que jamais se esgota, mais não seja porque a cada segundo é praticado por milhões de criaturas, optei por partilhar contigo um punhado de motivos que abonam em favor da sua prática. Antes disso, permite-me fazer uma breve contextualização deste 6/9.

Presente em todas as esferas da sociedade, desde a literatura, à cultura, moda, internet e até ao mais sagrado dos livros, a Bíblia, o sexo rima com vida, arte, felicidade, humanidade e até divindade. Muito mais do que mero ato físico, ele é sinónimo de amor, prazer, bem-estar.

É com base em tais pressupostos que se inspirou uma campanha de marketing da marca de preservativos brasileira Olla, que, em 2008, sugeriu a implementação do Dia Mundial do Sexo a 6 de setembro, data que remete para um trocadilho entre o dia 6 e o mês 9 – 69, a posição sexual mais consensual entre a nossa espécie. 

Sobre as inúmeras vantagens da atividade sexual, os posts Toda a verdade sobre os motivos porque 'sexamos', Vamos falar de sexo?, 13 benefícios do sexo para a saúde e Comer, dormir e 'sexar': a fórmula perfeita contra o stress dar te ão uma ideia inequívoca dos seus benefícios físicos, emocionais e mentais para a condição humana.

Mais não vou dizer, até porque é a palavra de ordem para hoje é "sexar" e não ler. Gotta it? Beijo em ti 💋 e até breve!

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Ora viva! ✌️ 

Da depressão já ouviste falar com toda a certeza - ainda no post anterior fiz referência a este tema. Acredito que da depressão pós-parto também, assim como da depressão pós-férias. E da depressão pós-sexo? Confesso que até ontem nunca tinha ouvido falar de tal coisa, e achei tão curioso o assunto que eis-me aqui a expô-lo, não só por considerá-lo interessante de ser abordado como relevante de ser debatido.

Ao que tudo indica há quem fique triste após o ato sexual. A esse momento cheio de prazer pode seguir-se outro de grande melancolia. Isso é a depressão pós-sexo, um fenómeno bem mais comum do seria de imaginar. De acordo com dados citados pela revista Activa, quase 50% das mulheres terão vivenciado esse quadro emocional e cerca de 41% dos homens passarão por isto alguma vez, ao longo da vida.

A explicação reside no facto de "esta quebra acontecer quando termina o ato e se regressa à vida real. Pode acontecer de várias formas, logo a seguir ou, por vezes, no dia seguinte ou uns dias depois", esclarece a sexóloga Gigi Engle. Já a educadora sexual Ashley Townes acrescenta que os episódios de tristeza podem durar desde minutos a algumas horas e envolver lágrimas, um sentimento de melancolia ou depressão, ansiedade, agitação ou mesmo agressão.

disforia pós-coital, o nome pelo qual é conhecido na comunidade científica, implica que o ato sexual seja um momento tão intenso que, mal acabe, somos acometidos por um sentimento de enorme tristeza.

É, meu bem, a vida não tá mesmo fácil para ninguém. Se não há sexo, fica-se triste. Se há sexo, fica-se triste na mesma. Se o sexo for di kel bom (como se diz na minha terra), fica-se ainda mais triste. Moral da história: quanto melhor o sexo, maior a probabilidade de sofrer de depressão pós-sexo. Vá-se lá entender a mente humana. 😉

Apesar de nunca ter sentido nada mais do que alegria depois de um orgasmo, costumo ficar com os dentes arreganhados até ao tutano, faz sentido a justificação acima referida. Após provarmos algo mesmo mesmo bom, o sentimento que fica é o de "quero mais" e como esse "mais" não é passível de ser repetido sempre, muito menos o tempo todo, a tristeza toma conta do estado de espírito do comum mortal.

Agora que já te pus a par da atualidade sexual vou à minha vidinha, que hoje o dia vai ser daqueles em que só vou parar para respirar lá para as dez da noite.

Beijo 💋 em ti e até quarta!

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Ora viva! ✌️ 

Uma vez terminada a primeira temporada da saga Uma aventura em Peñíscola, hoje trago um tema muy caliente, que é para combinar com este calor absurdo que anda a derreter-nos os miolos. Já que é para suar que nem uma cuzcuzeira que seja por um bom motivo. E qual o melhor deles? O sexo, ora essa! 😉

Lembras-te do post Sexo: outra verdade (preto no branco), na qual expus a minha opinião sobre o que distingue a performance sexual do homem "preto" da do homem "branco"? Ah pois é bebé, descobri um artigo que vem reforçar aquilo que eu na altura defendi, ainda que numa perspetiva diferente. Baralhada? Passo a explicar!

Nesse post, datado de 18 de maio deste ano, assumi, sem cor nem pudor, que a vantagem competitiva do black na cama residia na dureza do membro e não propriamente no seu tamanho, ainda que as duas coisas combinadas resultassem no jackpot do Euromilhões. Ou seja, antes um pénis menor, contudo duro, do que um maior, porém mole, vá não tão duro. 

Um artigo da Activa, aonde vou beber muito do que aqui despejo, veio validar a minha crença de que mais do que o tamanho, o que importa mesmo é a grossura. E sabemos nós que grossura remete para dureza.

Numa publicação, datada de 21 de janeiro de 2022, mas que só agora chegou-me à vista, a revista cita vários estudos referentes a esta questão. Um deles, de 2001 e publicado na revista científica BMC Women’s Health, diz que a grande maioria das mulheres cisgénero (que nasceram com o sexo feminino) valoriza mais a largura do que o comprimento.

Anos mais tarde, em 2014, um trabalho do departamento de Psicofisiologia Sexual da Universidade da Califórnia (UC) acabou por corroborar estas conclusões. Especificamente falando: para sexo casual, as inquiridas escolheram um pénis com uma circunferência maior do que aqueles que foram selecionados para parcerias românticas a longo prazo.

E a justificação é bem simples: segundos os especialistas da UC, a grossura do órgão pode ajudar na estimulação do ponto G. Além disso, como as terminações nervosas que são estimuladas durante o sexo estão localizadas perto da entrada da vagina e do ânus, a circunferência torna-se ainda mais importante. 

É meu bem, se dúvidas houvesse de que a largura tem mais valor do que o comprimento elas acabam de tombar por cama. Quando se fala no tamanho de um pénis, regra geral, refere-se ao comprimento, deixando de lado uma medida importante: a circunferência da parte mais larga do órgão sexual masculino, ou seja, a largura. E é justamente lá que reside a capacidade de proporcionar prazer.

Gostaria de saber qual a tua posição em relação a estas conclusões. Concordes ou discordes, o importante é que te manifestes. Enquanto aguardo pela tua reação, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre e um até sexta!

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Ora viva! ✌️ 

Após um fim de semana caseiro, com uma única saída com destino ao ginásio, após duas semanas de ausência, escrevo este post às sete da manhã, já que daqui a nada vou ter que bater ponto. Como disse anteriormente, estes dias tenho estado a fazer trabalho presencial, já que ganhar dinheiro é preciso, equilibrar as finanças depois das férias ainda mais.

Para hoje proponho (mais) uma reflexão sobre o atual estado dos relacionamentos amorosos, os quais perigosamente pendem para uma instantaneidade, superficialidade, descartabilidade e casualidade crónicas. Assim versa esta crónica falar sobre o papel do sexo casual nessa dinâmica. Antes de adentrar pelo tema, aproveito para agradecer à leitora, seguidora e amiga Aleida Semedo, que foi quem partilhou comigo o texto que se segue.

Uma mensagem, um olhar, algumas palavras e pronto!
O sexo ganhou um novo pseudónimo, o aclamado: "FODA".
Então prepare o preservativo, que a noite vai ser de prazer.
Mas a preservação não é só por uma gravidez inesperada ou uma DST, também nos preservamos do compromisso, do apego, das cobranças e também do AMOR.
É mais fácil tirar a roupa do que o sorriso. Tocar o corpo do que o coração.
Preferimos alguém para comer numa noite, a alguém que fique para comer com a gente no café da manhã.
Estamos tão fragilizados com o compromisso que matamos o prazer enquanto a carência nos enterra.
Houve um tempo em que as pessoas faziam amor, e eram felizes.
Mas hoje, elas fodem!!!
E talvez por isso exista pouca gente feliz e tanta gente "FODIDA".

Penso que depois do que acabaste de ler, pouco ou nada há a ser acrescentado.

Beijo em ti 💋 e até quarta!

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23
Mai22

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Ora viva! ✌️ 

O post de hoje, na calha desde janeiro, altura em que pretendia aproveitar a leva de resoluções de ano novo, cumpre o propósito de te por a par das tendências sexuais para 2022, ano que já vai praticamente a meio. Como mais vale tarde do que nunca, eis-me aqui a partilhar contigo uma mão cheia das boas práticas a serem implementadas por todos aqueles que pretendem desfrutar de uma vida sexual prazerosa e saudável.

De acordo com um artigo da Vogue, "a sexualidade também faz parte do bem-estar, e isso não passa só por ter relações sexuais mais frequentemente. Passa também por dedicar tempo a conhecer o nosso corpo, a descobrir novas formas de prazer e a melhorar os momentos íntimos que temos, sozinhas ou acompanhadas".

Para tal, cita Megwyn White, sexóloga e diretora de educação da Satisfyer, que define estas cinco tendências como capazes de melhorar as nossas vidas sexuais:

1. Sexo sensorial
Este é o ano de nos conectarmos com os nossos parceiros de todas as maneiras possíveis, seja através do tato, da audição, do olfato ou do paladar. Há que aproveitar toda a capacidade sensorial do corpo para amplificar o prazer que o sexo proporciona, e pode ser tão simples quanto escolher a música certa ou expandir o toque para diferentes zonas do corpo.

2. Storytelling 
O bem-estar sexual passa igualmente por novas experiências que descobrimos sozinhas. Enquanto que há uma tendência a recorrer à pornografia para acompanhar a masturbação, White assume que o storytelling é um recurso que vai ser cada vez mais utilizado em 2022. O que não falta são livros e contos eróticos - que facilmente se encontram online - para dar asas à imaginação.

3. Sex toys discretos
Os brinquedos sexuais podem muito bem ser utilizados fora de portas, como é o caso de pequenos vibradores feitos para aderir à cueca e serem usados em qualquer lugar. White prevê que este tipo de brinquedos sejam cada vez mais utilizados este ano, seja para manter um casal ligado, não obstante a distância física, ou para trazer uma novidade entusiasmante à vida sexual.

4. Sexo anal
Um inquérito levado a cabo pelo Center for Disease Control revelou que 36% das mulheres e 44% dos homens com menos de 55 anos já fizeram sexo anal. Sim, o anal está a ganhar espaço, pelo que vale a pena esclarecer que o sexo anal não se resume à penetração. Existem outras formas de tirar prazer da zona anal, desde experimentar vibradores a utilizar apenas o poder do toque. 

5. Sexo sem preconceitos
A sexóloga espera que em 2022 haja mais abertura para compreender e aceitar diferentes experiências sexuais. Gostos não se discutem e isso também se aplica à sexualidade. Vai sempre haver diversidade e este é o ano para aceitar todas as facetas do prazer sexual e do amor-próprio - mais do que aceitar, experimentar sem preconceitos.

Cumprida a missão de informar e desencardir mentes, só me resta recomendar a adoção destas tendências, de acordo com o mood e o love status de cada um, até porque algumas delas sequer requerem a participação de um segundo elemento. Afinal, o bem-estar sexual é uma questão de sanidade, física e mental.

Beijo 💋 no ombro e até quarta!

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20
Mai22

A inflação da sexualidade

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Depois de dois posts "escaldantes" 🥵, hoje trago algo mais light, se bem que o tema gira igualmente à volta da sexualidade, ainda que em moldes mais teóricos. Uma reflexão - muito pertinente, se queres que te diga - sobre o quão "banalizada" está a ser a sexualidade nos dias que correm pareceu-me uma ótima maneira de encerrarmos esta semana com chave de ouro.

Da autoria do jurista Sandro Alex Simões, para o Observador, em 9 de maio deste ano, a crónica que vou partilhar a seguir dá-nos que pensar, já que, de uma forma ou de outra, estamos todos a contribuir para o fenómeno sobre o qual reflete ele. De modo a encurtar o texto, que hoje é sexta-feira e ninguém está para grandes leituras, citarei apenas os trechos que considero relevante para este blog. Caso seja do teu interesse, este link dar te á acesso à crónica original.

Numa conferência proferida em 1974 no Lindenthal-Institut de Colónia, Viktor Frankl (1905-1997), um dos mais influentes pensadores do século XX, trouxe à baila a questão da inflação da sexualidade. De acordo com este psicanalista e filósofo austríaco, "na falta de um sentido que satisfaça a sua sede, a vontade irresistível do homem de significar a si mesmo e a sua vida, procura-se a fuga pelo prazer", escreve Sandro Simões.

Como tal, "a inflação da sexualidade é um escapismo e, como de resto com todas as ilusões, não apenas é incapaz de dar um sentido satisfatório ao que procuramos, mas ainda cria distorções na própria sexualidade. O Dr. Frankl referia na conferência a sua convicção de que 90% a 95% das disfunções de potência ou orgasmo devem-se à veneração do prazer, a hiper-intenção. Isto é, quanto mais se busca o prazer pelo prazer, menos prazer se obtém. Isso porque a inflação da sexualidade é essencialmente uma desvalorização da sexualidade, sua banalização.

A pornografia, nessa linha, e toda a indústria bilionária que a promove, é um exemplo do problema. Nela a sexualidade humana é uma mercadoria de montras e não leva ao autoconhecimento ou à valorização do prazer ou do corpo. Ao contrário disso, trata-se de transformar tudo em preço e mercado. E é de se notar, senão de se estranhar, tal como indica o Dr. Frankl na sua conferência, que uma juventude tão informada, tão crítica e atenta, não proteste e não perceba que na indústria pornográfica se encontra uma das formas mais vis e cruéis de exploração do homem pelo homem, o capitalismo em uma das suas versões mais brutais de objetificação da vida.

Contudo, se em relação à depressão, à agressividade e violência e à adição já se notam crescentes preocupações sociais e iniciativas governamentais e não-governamentais de sensibilização e atendimento, tal como a que se vê em relação à saúde mental, quanto à pornografia parece ser o contrário, ou seja, a tolerância, senão sua promoção social e mediática sob uma certa aura de progressismo e libertação das amarras do moralismo.

Este é um assunto que, decerto merece ser tratado em mais espaço de modo a explorar os seus contornos devidamente, porém, para os fins do presente texto basta-nos chamar a atenção para o que está por baixo do tapete nessa abordagem, por assim dizer. Devemos a nós mesmos, senão por outro relevante motivo, pelo menos em nome da tão preciosa razão crítica dos nossos tempos, a pergunta sobre as razões dessa inflação da sexualidade e o que isso nos traz de bem. Se percebemos os seus efeitos e as relações que possui com os outros sintomas perniciosos e perigosos da depressão, da agressividade e das adições para os quais parecemos estar mais atentos.

Deixo-te, com a promessa de estar de volta na segunda-feira. Fica com aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana! 🫶

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18
Mai22

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Ora viva! ✌️ 

Já mais do que uma vez assumi que o sexo é tema best reader aqui neste blog. E não é que é mesmo? Prova disso é que o último post teve tanto impacto que, a pedido de muitas boas almas, eis-me aqui a expor uma outra verdade sobre sexo com "preto" versus sexo com "branco".

Obviamente que estou ciente de que o termo "preto" é pejorativo, mas, como portadora da mesma estirpe genética, arrisco-me a proferi-lo, alheia ao risco de uma acusação de racismo. Uso-o tão somente por uma questão de semântica drámatica, mas ao longo do texto usarei termos alternativos, como "negro", "black" ou "africano", como forma de não esticar demasiado a corda, não vá ela arrebentar-me na cara, se é que me entendes.

A minha interação sexual com gajos de uma raça diferente da minha - leia-se caucasianos, que o meu espírito aventureiro nunca foi mais longe - é um tanto ou quanto irrisória. Ela resume-se aos três (efémeros) encontros com o tal mec francês, o qual nem sei se será justo considerá-lo neste contexto, já que ele há mais de duas décadas que se "alimenta" exclusivamente de "carne africana", quanto mais bem passada melhor. Com isso quero deixar bem claro que todo o seu modo de funcionamento e desempenho é à "black", pelo que não seria justo compará-lo em igualdade de circunstâncias com os comuns dos caucasianos. Como tal, a minha narrativa vai restringir-se às outras três tentativas, cada uma mais frustrante que a outra. 

Falando na primeira pessoa, a avaliação - pela negativa - da performance sexual dos brancos com os quais andei na brincadeira, todos tugas, convém salientar, não se deve tanto ao tamanho mas sim à dureza do órgão sexual. Mil vezes um pénis menor e rijo do que um pénis maior e não rijo. Se for menor e não rijo, aí não há volta a dar, é estado de calamidade total e absoluto. 

O que constatei em todas as minhas experiências com homens caucasianos é que a dureza do pénis, de nenhum deles, esteve à altura do africano. Fónix, o pénis do "preto" é duro como o basalto, ao ponto de dar esticões quando o seguramos entre os dedos. Enquanto que o do branco é mais argila, digamos assim. O do branco, mesmo o do tal francês (com toda a sua alma africana), a rijeza nunca atingiu aquela plenitude e imponência que se reconhece nos amantes africanos. E isso faz toda a diferença. Se faz...

Pronto, está revelado o segredo porque o "black mambo" faz tanto sucesso entre a mulherada e porque branca que prova do "sonho africano" assume jamais querer deixar de o fazer. O órgão sexual do "black" é de uma rijeza que não se encontra em mais nenhuma outra raça deste planeta. E acredita que esta crença não é só minha, ela é acreditada por amigas e conhecidas que exploraram homens de outras paragens, como orientais ou árabes, por exemplo.

Entre as mulheres que provaram de mais do que uma "gastronomia sexual", eu inclusive, é consensual que a vantagem competitiva do "black" em relação aos "não black" é mais uma questão de rijeza do que de comprimento. Claro que quando nos deparamos com um daqueles duro, comprido e grosso, a sensação de que nos saiu o jackpot do Euromilhões é indisfarçável. 

Faço aqui uma pausa para deixar bem claro que de pouco nos vale apanhar um homem (fisicamente) bem dotado se ele não souber fazer bom uso da sua vantagem anatómica. Aliás, é das coisas mais frustantes que haver pode. Nunca me aconteceu, mas conheço uma ou outra a quem já... 😥

Voltando à dualidade "sexar" com um "black" e "sexar" com um "não black", é como comparar um Lamborghini com um Mercedes, mesmo que seja um Mercedes topo de gama. A explicação que me ocorre é que a própria anatomia da raça negra - constituição física mais forte, músculos mais salientes, pele mais firme, sangue mais quente – joga a favor da sua boa performance sexual. Se a isso acrescentarmos o facto de o sexo entre os africanos ser encarado como atividade de todo o santo dia, está explicado o sucesso dos homens negros entre os lençóis do mundo inteiro.

Eu até acho que o branco se esforça bem mais para agradar a mulher na cama, é mais carinhoso, generoso e menos egocêntrico. Capricha mais nos preliminares e em fazer a mulher atingir o orgasmo, enquanto que o “black”, na sua generalidade, cumpre apenas com os serviços mínimos, sendo a sua própria satisfação a prioridade primeira e última. O que lhe vale é a perfeição da sua anatomia, como se desfrutasse de um dom natural para "aquilo". É precisamente isso, aliado ao facto de gostar mesmo da "coisa", que faz com que ele consiga levar uma mulher à loucura sem ter que se esforçar muito.

Agora que já deitei mais lenha nessa fogueira de quem é melhor f*da, o "preto" ou o "branco", como se houvesse margem para dúvidas, vou à minha vidinha, no aguardo das reações daqueles que tiverem o privilégio de aceder a esta crónica.

Beijo 💋 no ombro e até sexta!

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16
Mai22

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Ora viva! 🫶

Que a vida gira em redor da sexualidade (literalmente falando) e que a sociedade é obcecada pelo sexo estamos todos cientes. Ainda no outro dia, numa amena cavaqueira com o tal crush do ginásio, praticamente amigos a esta altura do campeonato, já que é óbvio que da sua parte mais não obterei, assumi que os "brancos" e os "pretos" vivenciam o sexo de forma distinta, ainda que o pratiquem de forma similar.

O que quero dizer com isso? Que o "branco" fala mais de sexo do que faz sexo, ao contrário do "preto", que faz mais sexo do que fala de sexo. Para quem nunca "provou" um "black" legítimo, ou seja, born in Africa, pode ser difícil entender o que quero dizer. Mas para quem já, está tudo dito.

Por experiência própria, sei que os homens negros não são dados a falar de sexo, ao contrário dos brancos, que falam sobre isso com uma frequência indesejada, enervante até. Na minha terra, diz-se que "não se fala do sexo porque está-se ocupado a fazê-lo!". E esta máxima aplica-se a todos os géneros, idades, credos e preferências.

Em toda a minha vida sexual, jamais encontrei um "black" que me tivesse perguntado o que eu gostava na cama ou que apregoasse que era "bom de bola" e coisa e tal. Quando se trata de sexo, o "black" vai e faz, ou seja, vive-o na prática, ao invés do branco que o vive mais na teoria do que outra coisa qualquer. E olha que não sou só eu que o digo. O próprio crush com quem partilhei este meu ponto de vista, caucasiano até à medula, concordou comigo. Pudera, contra factos não há argumentos.

Exemplifico: nos inúmeros sites e apps de engate pelas quais passei ao longo da última década, a conversa desembocava quase sempre no mesmo: "O que gostas de fazer?", "O que gostas que te façam?", "Eu gosto disto!", "Eu faço isto e aquilo!", "A minha posição favorita é esta!", "A minha fantasia é coisa e tal!", "Adoro sexo!" e por aí fora. O que me faz chegar à óbvia conclusão de que o dito popular de que "quem muito fala, pouco faz" é perfeita para este contexto.

Os "blacks", pelo menos aqueles com quem me relacionei intimamente, nunca estiveram para conversas do género. Na hora do "vamos ver", deram tudo o que tinham, exigiram tudo o que queriam, fizeram tudo o que puderam. É na prática que os negros expressam o que gostam de fazer e o que gostam que lhes façam. Mais importante do que isso, não cometem o erro fatal de, no final do ato sexual, perguntar se gostaste. Sabes porquê? Porque asseguraram que assim foi!

Porque é que eu há pouco disse que tal questão era fatal? Simplesmente porque é ridícula, infantil até. Esperam mesmo que a parceira vá responder: "Não, não gostei. És péssimo na cama!"? Quando muito estão a induzi-la a uma mentira ou a uma meia verdade.

Homens que me estão a ler, fixem isto: mulher satisfeita - vou mais longe até, mulher bem f*dida - é tão expressiva que escusam de perguntar se ela gostou. Façam o vosso trabalho como deve ser, com gosto, dedicação e, sobretudo, altruísmo, que ela dar vos á todo o feedback que tanto apreciam. Sem precisar abrir a boca.

Percebem aonde quero chegar? Isto não quer dizer que não sabemos o quão importante é para vocês saber o que faz vibrar a parceira ou se esta ficou satisfeita. Acreditem que para nós mulheres é igualmente importante essa "validação", até porque sabemos que o ego masculino nutre-se precisamente disso. Um conselho de amiga? Menos conversa e mais ação. Poupem nas palavras e invistam na performance, que essa sim é que assegura o orgasmo e a vontade de ela querer voltar a estar convosco.

Eu pessoalmente detesto aqueles tagarelas que, durante o ato, não se calam, sempre a perguntar "Estás a gostar?". Corta-me logo a tesão. Eu não quero que me perguntem se estou a gostar, quero que façam com que eu goste! Capice? 😉

Agora que o recado está dado, vou à minha vidinha, que, para além das tarefas rotineiras de todo dia, ainda tenho que escrever a nova crónica para o Balai Cabo Verde, sem falar num conto erótico, encomendado há mais de dois meses, e do qual ainda não escrevi uma única linha.

Beijo no ombro e até quarta!

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09
Mai22

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Ora viva! 🫶

À semelhança do que acontece no cinema, na internet e na literatura, o sexo é um assunto que jamais se esgota aqui neste blog. Best reader de primeira categoria, as estatísticas disparam quando escrevo sobre ele. Eu como não sou parva nem nada que se pareça, faço questão de dar à minha audiência aquilo que mais lhe agrada. Só não pode ser sempre, que outros temas são dignos da atenção desta tua solteira favorita.

Tudo isso para dizer que esta crónica dá continuidade ao assunto do post anterior, Sexo: já ouviste falar da regra dos 90 dias?, visando esclarecer de uma vez por todas a diferença entre fazer amor e fazer sexo, algo que, muitas vezes, não é tão evidente para a maioria dos comuns mortais. Pudera! No final das contas, o ato é exatamente o mesmo, embora a intenção não o seja. Baralhada? Já desconstruo!

Tanto fazer amor como fazer sexo implica a comunhão física entre dois corpos, reféns de uma libido ativa, faminta e por vezes irrefreável. Se é assim, então qual será a diferença entre uma coisa e outra? Ninguém melhor do que uma especialista em sexo e relacionamentos para responder a esta questão.

Em declarações à plataforma de bem-estar mindbodygreen, a coach Myisha Battle explica que 'fazer amor' é outra forma de dizer 'fazer sexo', embora, por norma, esteja implícito que se refere a um tipo de relação sexual mais íntimo, romântico ou até mesmo espiritual. Em contraste, 'fazer sexo' é percecionado como mais prático ou menos conectado emocionalmente. 
 
Para o caso da Myisha não ter sido explícita o suficiente, traduzo: 'fazer sexo' é mais primitivo, carnal ou biológico; motivo pelo qual muitos optam por não proferir a palavra sexo, por considerá-la demasiado vulgar. "Hoje em dia, a expressão 'fazer amor' costuma ser usada entre comunidades mais religiosas, espirituais ou tradicionais", explica a especialista.
 
De todo modo, a diferença entre as duas expressões é subjetiva, já que ambas podem envolver exatamente os mesmos atos, sensações, comportamentos e conexões sexuais. O grande factor diferencial está na intenção por detrás das relações íntimas: 'fazer amor' é usar o sexo para expressar sentimentos de amor romântico. 'Fazer sexo' é usar o sexo para dar vazão à libido.
 
Discriminação à parte, o que importa reter é que "fazê-lo" é bom, e pronto. Oh se é! Beijo no ombro e até quarta!

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