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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

 

Que a atividade física é uma prática associada ao bem-estar está o mundo cansado de saber. Abro aqui um parêntesis para uma definição genérica do conceito: por atividade física entende-se toda a movimentação produzida pela musculatura esquelética com gasto expandido de energia.

 

Ora, sabemos nós que 'sexar' mexe com uma infinidade de músculos, sem falar que exige um esforço físico que pode ser intenso, moderado ou brando, dependendo da inspiração (e do gosto dos praticantes pela coisa, obviamente!). Mas será que isso é suficiente para que o sexo possa ser considerado um exercício físico digno desse nome?  É isso que vamos ver ao longo desta crónica.

 

Malgrada a panóplia de dados empíricos existentes sobre os benefícios do sexo na saúde (diminuição do stress, reforço da autoestima e da imunidade, promoção do sono e da longevidade, combate a várias doenças, atenuação da dor, só para citar as mais impactantes), há um aspeto que ainda não é consensual: uma sessão de sexo equivale a uma sessão de exercício físico? Por outras palavras: pinocar é o mesmo que exercitar?

 

Sobre isso, investigadores canadenses chegaram à conclusão que o sexo é uma "atividade física moderada", equivalente a uma partida de ténis a pares ou uma caminhada cume acima. Quando compararam os efeitos do ato sexual com os de exercícios físicos, eles constataram que, em termos de gasto de energia, em 'sessões' sexuais entre dez e 57 minutos (preliminares incluídos), os homens homens gastam cerca de quatro calorias por minuto, ao passo que as mulheres dispendem apenas metade desse valor. Só para teres uma ideia, os valores para uma corrida na passadeira (considerado exercício físico de alta intensidade) são de 8,5 e 8,4, respetivamente.

 

Em suma, 'sexar' três vezes por semana, numa média de meia hora, é suficiente para quem apenas deseja manter a (boa) forma física. No caso dos que querem bem mais do que isso, a melhor estratégia continua a ser o ginásio ou exercícios físicos de alta intensidade. Cá para mim, a fórmula ideal resulta da combinação dos dois: sexo + exercício. Afinal, quando nos exercitamos, além de um melhor aspeto, ficamos com mais fôlego e motivação para 'sexar'.

 

E aí, single mine, que me tens a dizer sobre tudo isso?

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Viva!

 

Que tal começarmos a semana com um tema quente, aquele que por mais que o tempo passe e a sociedade evolua teima em despertar curiosidade infinita e a suscitar toda a espécie de reação? Claro está que me refiro à sexualidade, mais concretamente sobre três coisas sobre a sexualidade masculina que geralmente passam ao lado do radar de grande parte das mulheres.

 

Curiosa? Espreita só o que têm a dizer três especialistas sobre esta questão, citados pela Sapocv:

 

1. A sexualidade deles é mais insegura
De acordo com a ginecologista Maria do Céu Santo, "as mulheres podem iniciar a atividade sexual sem desejo ou excitação e estes surgirem depois ou até nem surgirem de todo. Já os homens, para terem uma relação sexual com penetração, precisam de ter excitação. E quando isso não acontece (leia-se, quando a coisa não sobe) para eles é um drama de todo o tamanho.

 

2. Eles sentem-se perdidos
"Nos dias que correm os homens perderam o poder, já que as mulheres assumiram um patamar de igualdade, fazendo com que muitos deles se sintam confusos em relação àquilo que lhes ensinaram sobre a masculinidade e como exercê-la. Ficam sem saber como agir", considera o psicólogo Jorge Cardoso, para quem, perante este cenário, paira sobre eles um grande dilema sobre se devem comportar-se como lhes ensinaram – o que não dá grande resultado com as mulheres – ou se devem adaptar-se à nova dinâmica de conquista e relacionamento.

 

3. As emoções afetam o desejo deles
Estamos fartas de ouvir que nada abala o desejo sexual dos homens, que comem tudo o que lhes aparece à frente, tendo ou não apetite. Só que a realidade mostra que não é bem assim que a banda toca. Uma investigação levada a cabo pela psicoterapeuta Ana Carvalheira desconstrói esse estereótipo. "Num estudo sobre desejo sexual masculino com dados de três países, em homens com mais de 30 anos, apurámos que o stress profissional, o cansaço físico e os fatores emocionais e relacionais são razões que podem perturbar o desejo masculino."

 
Analisando a questão à luz destes depoimentos, não há como negar que, no que toca ao desempenho sexual, a pressão do lado deles é bem maior. O fantasma que paira sobre a mulher a quem não apetece 'sexar', ou cuja performance não tenha sido lá grande coisa, deve ser um gasparzinho quando comparado com o do homem que não o consegue levantar, que se vem em dois in-out ou, pior ainda, que nem sequer consegue desaguar no vale venusiano.
 
É, solteira minha, homem (também) sofre!

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24
Jan18

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Viva!

 

Qualquer mortal com uma fissura na mente – por mais pequena que seja – não pode deixar de reconhecer que há muito que a homossexualidade e a bissexualidade deixaram de ser as únicas alternativas à heterossexualidade. Nos dias que correm existem tendências sexuais para todos os gostos e preferências.
 
Com esta crónica pretendo fazer um apanhado das mais em voga, num total de 10, elencadas pelo psicólogo espanhol Arturo Torres:
 
1. Heterossexualidade
É a orientação sexual definida exclusivamente pela atração entre pessoas de sexo oposto. É a mais comum.
 
2. Homossexualidade
Carateriza-se pela atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Popularmente, identificam-se os homens homossxuais como gays e as mulheres como lésbicas.
 
3. Bissexualidade
Pauta-se pela atração sexual por pessoas de ambos os sexos, mas não necessariamente com a mesma frequência ou intensidade.
 
4. Panssexualidade
Refere-se à atração sexual por pessoas, independentemente do seu sexo biológico ou identidade de género. A diferença entre esta orientação e a bissexualidade é que, neste caso, a atração sexual vai-se experienciando através das categorias de género, enquanto que na panssexualidade tal não acontece.
 
5. Demissexualidade
Esta opção sexual descreve-se como o desenvolvimento da atração sexual apenas nos casos em que se terá estabelecido previamente um forte vínculo emocional ou afetivo.
 
6. Lithssexualidade
Indivíduos com este tipo de orientação sexual sentem atração por outras pessoas mas não sentem necessidade de serem correspondidos.
 
7. Autossexualidade
Aqui a atração é unidirecional, ou seja por si mesmo, sem que isso seja sinónimo de narcisismo. Pode entender-se como uma forma de alimentar o afeto ou o amor próprio.
 
8. Antrossexualidade
Este conceito aplica-se àqueles que experimentam a sexualidade sem saber em que categoria identificar-se e/ou sem sentir necessidade de classificar-se em nenhuma delas.
 
9. Polissexualidade
Considera-se polissexual quem sente atração por vários grupos de pessoas com identidades de géneros concretos. Segundo o critério utilizado para o classificar, pode entender-se que a polissexualidade se confunde com outras orientações sexuais como, por exemplo, a panssexualidade.
 
10. Assexualidade
Esta orientação serve para nomear a ausência de atração sexual. Muitas vezes, considera-se que não faz parte da diversidade de orientações sexuais, ao ser mesmo a sua negação.
 
Este post mostra-nos o quão insensato é catalogar a orientação sexual humana, visto que esta vem-se revelando cada vez mais complexa e cheia de nuances.
 
Dou por concluída a escrita de hoje, não sem antes partilhar os resultados do teste à minha orientação sexual. À luz destas tipologias que acabei de citar, não restam dúvidas de que a minha sexualidade é fruto da tríade: heterossexualidade, demissexualidade e autossexualidade. De ora em diante, sempre que for necessário defini-la, direi que sou heterodemiautossexual. Impactante, não?
 
E tu, single mine, em que categoria inseres a tua sexualidade?
 

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Ora viva!

 

Pela boca morre o peixe, apregoa o dito popular. E pela boca de vários homens ficou a Activa a saber quais os aspetos mais flagrantes que eles mudariam na relação.

 

Para quem está num dueto amoroso, esta é uma ótima oportunidade para revisar a matéria e correr atrás do prejuízo. Para quem está a solo, mas almeja alterar tal status amoroso-sexual, o meu conselho é que tome nota das coisas que, no parecer masculino, moem a convivência conjugal, ainda que, por si sós, não a matem.

 

1. Gostava que ela usasse lingerie mais sexy               
"E deixasse as cuecas cor de carne horríveis e de gola alta, que fazem lembrar a roupa interior da avozinha. Já lhe disse várias vezes e ela vem sempre com o argumento de que são confortáveis. Tenho mesmo de a convencer a ir comigo comprar cuecas confortáveis mas também sexy." – David, 46 anos

 
2. Quero mais beijos e abraços
"Estamos juntos há 15 anos e tenho reparado que os nossos beijos têm diminuído de intensidade e frequência. É tudo sempre uma correria. Tenho saudades do tempo dos beijos mais prolongados, dos abraços apertados, dos passeios de mãos dadas!" – Miguel, 44 anos
 
3. Detesto comparações com o ex
"Não trago a minha bagagem emocional para casa e ela também não devia. Escuso de ouvir o nome do outro quando já sei que fiz m… também. Dá para parar?" – Pedro, 29 anos
 
4. Mais sexo, por favor!
"Eu sei que o nascimento de uma criança é uma revolução num relacionamento. Já me tinham avisado que o sexo depois de ter filhos diminui bastante, mas só queria que voltasse a ser 20% de como quando éramos só os 2… um bocadinho de esforço e lá conseguiremos, vá lá." – Vasco, 35 anos
 
5. A mania que é gorda
"O 'não posso usar isto porque fico com o rabo gigante, aquilo porque me faz mais gorda'… Fica horas a experimentar roupa e nada lhe fica bem, mesmo que eu diga que fica lindamente, e não estou a mentir ou a despachar, acho mesmo. Não há paciência!" – Frederico, 28 anos
 
6. Televisão no quarto
"Odeio que a televisão esteja no quarto, já que ela adora estar a ver as séries todas até às tantas e quando desliga já está cheia de sono e sem disposição para mais nada. Dá para pôr um emoji zangado?" – Luís, 35 anos
 
7. A história é velha como o mundo mas pronto, lá vai: a sogra
"A sogra que acha que a nossa casa é uma extensão da dela, que aparece sem ser convidada, que dá palpites… A Lena também se chateia com a mãe, mas tem medo de a melindrar ao dizer algumas verdades. Já faltou mais para mudarmos a fechadura. Sim, porque ela tem a nossa chave para o caso de nos esquecermos delas em casa. Não queria que a senhora desaparecesse, só que soubesse qual é o seu verdadeiro lugar… que é em casa dela." – António, 45 anos
 
8. Tudo tem de ser feito a dois
"Na cabeça dela, um casal faz tudo junto. Eu percebo que coisas como ir às compras e arrumar a casa deve ser feito a dois, mas quando lhe apetece ir para as lojas experimentar roupa isso já não preciso de ir. Não suporto ir para centros comerciais ‘passear’, é um martírio." – Eduardo, 46 anos
 
9. Às vezes trata-me como se eu fosse um atrasado mental
"Telefona-me a dizer 'Não leves o Tomás para o parque sem casaco, lembra-te do xarope, leva água porque ele pode ter sede'. Dá para ter um bocado mais de confiança?" – Guilherme, 34 anos
 
10. A mania das mudanças
"Não é que eu seja apologista da decoração vitalícia, mas mudar as coisas de sítio a cada mês é algo que me transtorna. A nossa cama já deve ter dado mais voltas ao quarto do que a terra à volta do sol." – João, 40 anos
 
11. Detesto que combine jantares e encontros sem me perguntar
"Se tenho disponibilidade ou se eu quero ir ao cinema ver o filme x ou y. Compra os bilhetes e já está, ou reserva o restaurante mesmo sem me perguntar. Gosto que ela tenha iniciativa, mas esta mania de achar que eu concordo com tudo anda a chatear-me. Eu sei que protelo um bocado as coisas, mas alto lá..." – Jorge, 34 anos
 
12. As cenas de ciúme que me faz
"De cada vez que trabalho até tarde têm de acabar. Infelizmente acontece ocasionalmente e quando chego a casa ainda tenho de responder a um inquérito policial." – Pedro, 32 anos
 
Depois de todas essas declarações, comprometo-me a parir uma crónica expondo o nosso ponto de vista. Mas para isso vou precisar que partilhes comigo as coisas que neles te irritam quando estás emparelhada. Fico então à espera do teu contributo, que isto aqui acaba de assumir proporções dignas de uma guerra dos sexos.

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Ora viva!

 

Single mine, tu que andas por dentro das últimas novidades em matéria de cibersedução, o que me tens a dizer sobre sexting? E não me digas que não sabes do que estou pra aqui a falar, que eu sei que sim. Só não estás a ligar o nome à coisa! 

 

Sexting, que resulta da junção das palavras inglesas sex (sexo) e texting (trocar mensagens), mais não é do que a troca de mensagens íntimas, com texto e imagens. É aquela cena das mensagens marotas, fotos ousadas, selfies au nude e por aí fora.

 

Parece que esta moda – que não é nova, mas que agora começa a assumir um papel de destaque nas relações amorosas – está a conquistar gente de todas as idades. De acordo com um artigo da Visão, é usada para chamar a atenção, seduzir e alimentar o erotismo em ligações estáveis ou à distância. 

 

Quero escrever sobre o assunto, mas antes gostaria de te ouvir, de saber se és praticante, adepto ou simplesmente indiferente? Tens experiências (boas ou más) que queiras partilhar? Fico à espera do teu contributo, até lá uma semana picante!

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Ora viva!
 
Faço uma breve pausa no trabalho – estes dias ando a produzir que é uma maravilha e quando assim é convém não dispersar demasiado, não vá a concentração 'desdar' o ar da sua graça – para partilhar contigo algumas "qualidades" que a escritora australiana mais famosa na área da sexologia e dos relacionamentos, Tracey Cox, associa às mulheres boas na cama.
 
Papel e caneta a postos, olhos fixos no ecrã e concentração na máxima potência, vamos lá então desconstruir as 15 características que fazem da legítima herdeira de Eva uma bomba sexual, capaz de deixar qualquer descendente direto de Adão viciado nela.
 
Ei-las: 
1. Na hora do bem bom, tomam a iniciativa.
2. Não julgam as sugestões do parceiro nem são 'pudicas' (isto é, não se armam em esquisitas).
3. Não têm medo de dizer 'não' quando não estão a fim daquilo ou de realizar qualquer fantasia do parceiro.
4. Conseguem ver o 'lado negro' (vulgo, Grey) do seu parceiro.
5. Gostam de ousar (variar e inovar).
6. Sabem o que querem e não são passivas.
7. Tratam bem os genitais do parceiro.
8. Sabem que o homem não é um robot e que nem sempre tem a mesma performance.
9. Sabem fazer sexo oral e gostam de o receber.
10. Dão feedback de forma delicada.
11. Fazem barulho, mas não exageram.
12. São felizes com o próprio corpo.
13. Gostam de se arranjar e vestir bem.
14. Mostram aos amigos que acham o parceiro sexy, mas não partilham detalhes da intimidade que o podem deixar ficar mal.
15. Não têm por hábito fingir o orgasmo.
 
A primeira ilação que se pode tirar desta lista é que, de facto, confirma-se aquela velha ideia de que os homens querem 'uma lady na mesa, uma louca na cama'. Só que em vez de louca, a especialista prefere usar a definição "uma mulher que é sexualmente confiante, aventureira e que sabe o que quer".
 
Quem sabe a crónica de hoje não nos inspira a … tu sabes. E com esta, volto ao batente, não sem antes desejar-te um excelente fim de semana, de preferência pautado por uma queca de kel bom.

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Ora viva!

 
Cá estamos nós para mais uma semana; esta que, pesarosamente, arranca com acontecimentos trágicos e registos térmicos pouco habituais nesta altura do ano. Aparte isso, estou em condições de afirmar que tudo corre bem no reino da solteirice.
 
Cumprido o protocolo da cordial saudação, é hora de dizer que a crónica deste dia incide sobre dois elementos essenciais no erotismo, em primeira instância, e na autoestima, em última, de qualquer pessoa, sobretudo pertencente ao sexo feminino: o sexo e a pele.
 
Não deve ser novidade para ti que existe uma relação flagrantemente intimista, uma espécie de elo em cadeia, entre estes dois elementos. Ou seja, boa pele pode render em bom sexo e bom sexo pode traduzir-se numa boa pele. 
 
A propósito dessa dinâmica, explica Yael Adler, dermatologista alemã que anda nas bocas do mundo devido ao livro O Fascinante Mundo da Pele, que: "O sexo aumenta as hormonas femininas ou masculinas, o que faz bem à pele, e diminui o cortisol, a tal hormona do stress, que a afeta negativamente. Nas mulheres, o aumento dos níveis de estrogénio combate as borbulhas, torna a pele mais macia e fortalece o cabelo. Nos homens, a testosterona fortalece os músculos e a barba, embora faça perder cabelo. Há estudos que mostram que o sémen quando «aplicado» por via intravaginal tem efeitos antidepressivos nas mulheres (não estudaram a administração oral). E sabe-se que o sexo reduz o risco de enfarte do miocárdio e de osteoporose, assim como a intensidade das depressões. A natureza inventou o sexo para que fosse muito praticado, para garantir a continuação da espécie. E faz bem à saúde, física e mental."
 
A ser assim, é caso para se perguntar se a pele pode ser considerada um órgão sexual. Ao que parece, sem dúvida, já que: "todo o nosso erotismo está relacionado com a pele. Não há sexo sem pele ou sem toque. E as nossas zonas erógenas, os órgãos genitais, o ânus, os mamilos, etc., todos estão cobertos de pele e é esta que contém os recetores sensoriais e terminações nervosas que proporcionam o prazer. Por isso, para mim, a pele é «o» órgão sexual."
 
Dado que este é um assunto caro a qualquer solteira bem resolvida, recomendo uma espreitadela a esta obra. Com uma linguagem simples e cheia de humor, esta especialista, para quem a pele não tem tabus, explora todos os recantos do «tecido» que envolve o corpo humano, o sexo inclusive.
 
Boa leitura e uma excelente semana.

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Ora viva!

 
Convicções e preferências à parte, é dado empírico que o sexo é um elemento sine qua non para a condição humana. Imensuráveis, incontestáveis porque não assumir, são os benefícios desta prática que estimula a produção de hormonas associadas ao prazer, à felicidade e ao bem-estar, sem esquecer a preservação da espécie, a mais impactante de todas.
 
Precisamente por ser tão bom, a sua não prática repercute-se, sob os mais diversos aspetos, na nossa disposição em geral. Por saber muito bem o que isso é, o artigo de hoje debruça-se sobre algumas das consequências da falta de sexo, elencadas pelo Vida Ativa, página da qual sou leitora assídua:
 
Stress e compulsividade
A falta de atividade sexual pode aumentar os níveis de stress no corpo, assim como os picos de hipertensão. Além disso pode traduzir-se em reações mais extremas, como roer as unhas, morder os lábios ou comer compulsivamente. 
 
Insegurança, ansiedade e depressão
Apesar de não ser uma consequência taxativa, é algo que pode acontecer com frequência. Isto porque a prática sexual ajuda a melhorar a autoestima de um indivíduo, na medida em que faz com que este se sinta desejado, atraente e com as necessidades (básicas) satisfeitas. 
 
Redução da libido
Apesar da relatividade da condição humana (com isso quero relembrar que tudo varia de pessoa para pessoa), a falta de sexo reduz a produção das hormonas que estimulam o desejo sexual, o que faz com que, quando não há prática, a vontade para momentos íntimos pode ser cada vez menor.
 
Saúde cardiovascular
Relacionados com o aumento do stress, os problemas cardiovasculares são outra das consequências da ausência de atividade sexual. As pessoas que não a praticam de forma regular apresentam picos mais elevados de pressão arterial, em resposta a momentos de elevado stress. Achas que é à toa que o sexo é apontado como o mais completo – e, já agora, prazeiroso – exercício físico?
 
Disfunção erétil
Tal como a prática regular de exercício físico contribui para manter uma boa resistência física, também a prática regular de sexo contribui para conservar a potência sexual. Em virtude disso, a sua falta pode propiciar a disfunção erétil.
 
Dores menstruais
Este é um dos impactos associados ao género feminino, visto que fazer sexo com frequência estimula a libertação de uma maior quantidade de estrogénio, uma hormona que vai ajudar a reduzir as dores menstruais.
 
Músculos vaginais
Outra consequência exclusiva das mulheres, dado que os músculos da vagina podem deixar de responder tão bem à excitação e à penetração, tendo maior dificuldade em relaxar nesses momentos.
 
Pouco sono
Não, não é um mito que se dorme mais e melhor após o coito. A explicação é tão simples quanto isso: a atividade sexual ajuda a libertar oxitocina, uma hormona que contribui para um sono mais tranquilo e reconfortante.
 
Se dúvidas houvesse quanto ao papel (fundamental) do sexo no conforto físico, emocional e psíquico do ser humano, estas acabam de ser dissipadas. Dado que solteirice não tem que implicar necessariamente abstinência sexual, toca a "sexar", que da vida só se leva o que se viveu. Nada mais!

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Ora viva!

 

O que se faz quando o tempo não quer nada connosco e a inspiração recusa-se a dar o ar da sua graça? Recicla-se artigos, ora essa, de preferência um que tenha tido bastante aceitação, como é o caso deste, onde revelo alguns dos meus maiores aliados na luta para permanecer uma solteira gostosa, feliz e bem resolvida.

 

1. Pinça – este é sem dúvida um item imprescindível para qualquer solteira que se preze e um dos meus favoritos. Pequeno, leve e fácil de transportar, tenho-o sempre à mão, quando quero livrar-me dos persistentes e inestéticos pelos nas sobrancelhas, na aréolas dos mamilos, nos dedos dos pés, à volta do umbigo, nas virilhas (quando os mais resistentes recusam-se a sair, mesmo depois da depilação). Uso-a ainda para arrancar os (poucos) fios de cabelos brancos, sobretudo nas têmporas, e para remover as cutículas.

 

2. Bicarbonato de sódio – barato, acessível e altamente eficaz para quem deseja uns dentes branquinhos e uma pele suave. Antes de ir dormir, escovo os dentes com pasta dentífrica normal, para no fim repetir a ação, desta vez com um bocadinho deste pó. Mergulho a escova molhada na embalagem, passo pelos dentes e deixo ficar sem cuspir nem enxaguar. Horas depois acordo com os dentes branquinhos e um hálito fresco. Também uso o bicarbonato na esfoliação do rosto. Para tal, basta misturar um pouco deste pó com água e esfregar suavemente no rosto. É tão soft que pode ser usado diariamente (eu não o faço porque, como padeço de urticária, a minha pele fica logo irritada).

 

3. Limão – só não faço sandes de limão pelas razões óbvias, mas de resto uso este citrino para temperar carne, peixe, marisco (na panela, na grelha ou no prato), para limpar o organismo logo pela manhã (a mais que recomendada água morna com limão em jejum), para aclarar a pele, para reduzir as manchas do rosto, para combater a acne (sabias que o limão é um poderoso adstringente?), para retirar cheiros fortes das mãos, para fazer chá, para curar gripe ou constipação, para fazer bolo e biscoitos, enfim… para tudo e mais alguma coisa.

 

4. Cor vermelha – não é à toa que o vermelho é a cor associada à paixão, à sedução, ao desejo, à fúria, ou seja, a sentimentos fortes. Talvez por isso, seja a minha cor predileta. Solteira que se preze deve ter pelo menos um exemplar dos seguintes artigos em versão encarnada: sapato, mala, casaco, vestido, acessórios, batom, écharpe, lingerie, lençol, almofada, velas, cortinado, luvas, chapéu e verniz.

 

5. Água micelar/água termal – a meu ver um dos mais bem conseguidos artigos da dermocosmética. A micelar dá-me um jeitão na hora de limpar rápida e convenientemente a pele (de manhã ou à noite, tanto faz) e a termal para refrescar durante o dia. Sabe-me, literalmente, a uma lufada de ar fresco.

 

6. Açúcar/sal – o que estes ingredientes têm de prejudiciais à saúde (quando usados sem moderação), têm de benéficos à pele. Geralmente no primeiro dia de cada mês, ponho-me de molho na banheira durante uns 20 minutos, para depois fazer uma esfoliação com sal grosso. É só misturar um punhado com um pouco de gel de banho e esfregar suavemente com a ajuda de uma bula (aquelas luvas de esfoliação) para se obter uma pele macia e uma aura imaculada, já que, por ser o mais puro dos cristais (sabias disso?), o sal está associado à limpeza energética e ao afastamento das energias negativas.

 

7. Limpeza de pele – nada como uma limpeza de pele profunda - e com isso refiro-me a uma intervenção feita por profissionais - para que me sinta a própria Cleópatra, não rainha do Egito, mas da Estefânia. E nesse aspeto sou fiel ao Ruana Spa, já que nenhum outro sítio cuidou tão bem da minha pele. A pele fica macia, sedosa (põe-se a mão e ela escorrega), iluminada e rejuvenescida.

 

8. Duche frio – "água fria em pele nua tanto bate até que firma", não poderia ser mais verdade. A água fria faz milagres na pele humana, em especial naquela que começa a perder a firmeza e a elasticidade (culpa do maldito colagénio que, a partir dos 30 anos, começa a ficar forreta). Além de deixar a pele brilhante e rijinha, ajuda ainda a melhorar a circulação sanguínea e a minimizar o risco de constipações.

 

9. Batom – Acho que este item é indispensável a qualquer descendente direta de Eva com mais de 10 anos, mas para as solteiras é uma das mais poderosas armas de autoafirmação, atração e sedução. Não sou de me maquilhar no dia a dia, mas o batom esse não dispenso. Prefiro os tons mais escuros, já que os meus lábios dispensam destaque, em versão gloss (quando baixa em mim o espírito da cantora funk) ou em versão nude (sem brilho).

 

10. Água-de-colónia – Uma das coisas de que uso e abuso diariamente. A seguir ao duche, ponho a loção corporal, para em seguida espalhar água-de-colónia pelo corpo todo. Como os poros ainda estão dilatados, isto é, mais propensos a absorver tudo o que se lhes põem em cima, a essência da colónia entranha-se na pele e vai sendo libertada ao longo do dia. No tempo das vacas gordas e da (ex) BFF assistente de bordo costumava usar os da Victoria Secret, importados diretamente da América. Agora, contento-me com aqueles que se compram nos supermercados (1l custa menos de 10 euros). Como são baratos e cheiram divinamente não economizo na dose. Assim fico a cheirar bem o dia todo, mesmo no ginásio quando estou alagada em suor, sinto que o meu odor sabe a colónia.

 

Amanhã há mais, até lá toma conta de ti e orgulha-te do teu status quo, que ser solteira é o que está a dar por estes tempos (sem querer desmerecer os emparelhados).

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Ora viva!

 

Apanhei de tal modo o gosto a essa coisa de escrever out of the house que a crónica de hoje saiu limpinha da lavandaria. Não é dos sítios mais inspiradores, é certo, mas com a chuva a cair mansinha lá fora, o barulho das máquinas de lavar e secar, o wi-fi gratuito e pouco mais a fazer para ocupar o tempo, a vontade de escrever flui que é uma maravilha.

 

Nesta novela da vida real, o papel de antagonista é irmamente repartido entre o tablet, que decididamente não foi pensado para quem gosta de parir conteúdos com mais de 100 caracteres, e a versão android do sapo blog, uma granda m* que, ao invés de facilitar, só complica.

 

Dado que de nada adianta teimar com a tecnologia, já que ela quase sempre leva a melhor, só me resta fazer uma apropriação lícita de alguns excertos de um artigo publicado este sábado no Expresso, que fala justamente sobre como a tecnologia matou o amor. Penso que vais gostar do que aí vem.

 

"Muito por culpa das redes sociais, nunca tivemos tantas oportunidades para sermos felizes: aquela mulher que sempre admirámos está à distância de uma mensagem no Facebook, o amor pode nascer de um 'match' no Tinder, o engate invadiu até o Linkedin, uma rede de contactos profissionais... As possibilidades multiplicaram-se como nunca e, contudo, basta falar com pessoas solteiras para perceber que não ficou mais fácil encontrar quem se procura.

 

Perante tanta abundância de escolhas, bloqueamos. Tornámo-nos mais exigentes, mais indecisos, mais frustrados, sempre à procura de algo melhor. E também mais impacientes: despachamos alguém mal surge o primeiro grão na engrenagem, com a mesma facilidade com que fechamos uma janela no Facebook e abrimos outra. “Olá, o que fazes esta noite?” Alguns, mais audazes, talvez vistam a pele do Henry Chinaski das 'Mulheres' de Bukowski: "Bora foder?"

 

O psicólogo Barry Schwartz chamou-lhe "o paradoxo da eleição": essa liberdade de escolha não nos faz mais livres ou mais felizes, antes aumenta a nossa insatisfação. Sempre ávidos de encontrar algo melhor, tornamo-nos peritos na incapacidade de assumir as nossas decisões. De dar passos em frente. De arriscar. Quase precisamos de uma folha Excel para nos lembrarmos dos dados de todas as pessoas que conhecemos no Tinder ou no Facebook, mas raras vezes procuramos conhecer verdadeiramente alguém.

 

Este paradoxo não é apenas no amor. Como explicar que, numa era em que o sexo é tão acessível como um hambúrguer do McDonald's, os jovens adultos o pratiquem menos do que as gerações que os antecederam, como apontam vários estudos? Andamos tão entretidos a acumular 'matches' no Tinder, ou a saltar de janela em janela no Facebook, ou a trocar fotos e vídeos com bolinha vermelha no WhatsApp, que nos esquecemos que há um mundo lá fora. Temos tantas oportunidades para sermos felizes, por uma noite ou por uma vida, e boicotamo-nos."

 

Este artigo espelha ipsis verbis a vida amorosa da esmagadora maioria dos desemparelhados com os quais convivo ou tenho contacto, incluindo a minha pessoa. É mesmo triste que, perante tantas ofertas, tantas facilidades, tantas opções, continuemos a deambular pelas estradas da solteirice, abarrotados de predicados, mas de coração esvaziado.

 

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