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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

02
Mai18

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Viva!

Ando sumida, não porque não queira estar contigo, mas porque ando numa azáfama tal que pouco tempo e inspiração me tem sobrado para tal. Como te disse há umas semanitas, no sábado passado fui ao tal workshop de reprogramação mental.

Há tanto para contar que, até conseguir tempo para despejar tudo, vou resumir essa experiência numa só palavra: transformador. Mesmo! A todos os níveis e de tal modo profundo que (apenas) quatro dias depois tenho a possibilidade de realizar uma das minhas viagens de sonho. De modo totalmente inesperado, como se, de facto, o universo começasse a trazer até mim tudo o que esteve na calha durante tanto tempo.

Vou estar fora uns dias, mas para a semana estarei de volta com mais novidades e estórias incríveis para contar. Até lá fica com aquele abraço amigo e votos de um fantástico fim de semana. 

P.S. - Para saberes onde estarei nos próximos dias fica atenta ao Instagram que vou tratar de postar lá umas fotos giras.

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03
Fev16

Carta à minha ex-BFF

por Sara Sarowsky

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Esta vai para a minha ex-best friend forever Sónia, com quem sonhei esta noite. O texto não é da minha autoria, mas dificilmente teria conseguido fazer melhor. Vale a pena ler e refletir sobre.

 

"Ei feiosa, como estás? Estes dias encontrei a tua mãe na rua e ela disse-me que estava com saudades e que eu andava muito desaparecida. Então não contaste a ela que não conversas comigo há dois anos? Pois devias. Sabes que não consigo mentir e que começo a rir-me sempre que tento – mas tudo bem, consegui contornar a situação.

 

Disse-lhe que estava sem tempo e que a culpa era toda minha, como sempre, eu e a minha mania de assumir a culpa por ti. Ela disse que estavas muito triste ultimamente, que os estudos e o namorado não estavam a fazer-te bem e que não sabia mais o que fazer.

 

Disse também que emagreceste alguns quilos e que estavas sempre com o olhar vago. Dá para parares com isso? Estás a fazer greve de fome de novo? Será que não te lembras de nada do que eu te ensinei sobre relacionamentos? A partir do momento em que eles começam a fazer mais mal do que bem, é hora de terminar. Manda logo de uma vez esse cromo embora, que nunca te valorizou. Perdoa-me, mas chega a ser engraçado que eu te tenha avisado disso antes mesmo que acontecesse. Eu simplesmente sabia.

 

Nunca gostaste da minha mania de falar o que vem à cabeça, e não foi diferente quando começaste a namorar e eu disse poucas e boas sobre o gajo. Achaste que eu estava com inveja e que queria separar-te do teu amor verdadeiro. Tudo bem. Eu entendi. Quem precisa de amigas quando se tem um namorado? Bom, toda a gente. Amiga é para sempre, namorado é passageiro. Sem contar que és uma morena sem a tua metade loira, e isso tá errado.

 

Não sei o que tu pensas, mas mesmo após alguns anos, mesmo após saber que falaste mal de mim para todos os nossos amigos em comum, mesmo após tanta mágoa e tanta saudade, eu ainda estou aqui por ti. Não tenho vergonha de dizer que ainda pego no telemóvel de madrugada e escrevo mensagens que nunca envio. Conto-te como foi o meu dia, as novidades do trabalho, as minhas preocupações com o meu avô, peço conselhos e digo que te amo. Continuas a ter insónias? Eu continuo.

 

Fiquei a saber que depois de mim, já tiveste outras cinco melhores amigas. Está difícil substituir? Eu sei. Aqui também está. Ninguém consegue ler os meus pensamentos como tu fazias, ou entender que um aperto na mão significa para olhar à volta e descobrir do que estou a falar. Eu também não sabia que seria tão difícil encontrar alguém que goste de dançar Spice Girls e de assistir desenhos animados. Às vezes penso em desistir de encontrar uma outra TU, porque no fundo, sei que é impossível. Mas aprendi que a vida segue em frente e que não devemos apegar-nos ao passado.

 

Eu só não queria que tu fosses passado, sabes. Sempre pensei que serias a madrinha do meu casamento, morarias ao lado da minha casa e terias filhos que seriam melhores amigos dos meus. Ainda me lembro como foi difícil aceitar que isso nunca aconteceria. Mesmo que os nossos planos tenham ido por água abaixo, não tenhas dúvidas de que contarei as nossas histórias aos meus filhos. Como aquele dia em que fomos embora da festa assim que chegamos só porque a pessoa que querias estava com outra. Tive que te carregar no colo durante um bom tempo, e pior, debaixo de chuva. Não paravas de chorar e de gritar que ias atirar-te da ponte. Como eras dramática. Só podias ser minha melhor amiga mesmo. Quando chegaste em casa olhaste dentro dos meus olhos e disseste "um dia nós vamos rir disso, né?". Verdade. Essa é uma das nossas histórias preferidas.

 

Ah, não te contei. Depois que nos chateamos um monte de gente veio falar mal de ti para mim! Mas relaxa, eu defendi-te. Acredito que deva ter chegado ao teu ouvido que sempre te elogio quando me perguntam por ti, e é irónico, porque tu fizeste exatamente o contrário. Mas tudo bem, sempre foste meio infantil mesmo.

 

Queria tanto te contar do meu namorado! Acreditas que finalmente após tanto tempo, encontrei alguém que me faça feliz? Acho que ias gostar dele e se sentir orgulhosa ao notar o quanto estou mudada. Ele apareceu logo depois que te perdi, o que foi muito bom porque eu não sabia o que fazer da vida, estava sem rumo mesmo.

 

Que chatice. Queria livrar-me dessa mania de querer contar-te tudo o que acontece comigo! Só que depois de tantos anos tendo-te como minha melhor – e única – ouvinte, fica difícil. Mas tudo bem, porque mesmo longe, estás perto. Estás dentro do meu coração, eternizada. Ainda consigo ouvir o som do teu riso, a tua voz irritante e sentir o teu perfume. Não fomos amigas para sempre, mas fomos amigas de verdade. Eu sei que fomos.

 

Então é isso, vou ficar por aqui porque a saudade está a apertar demais e eu prefiro fingir que tu não me fazes falta nenhuma. Só quero que me prometas que te vais cuidar, acabar com esse gajo que chamas de namorado, e que – por favor – não destruas mais nenhuma amizade verdadeira que por acaso possa aparecer na tua vida.

 

Eu? Bem, eu vou continuar a ser uma filha da puta orgulhosa que morre de saudades mas não corre atrás. Porque eu sou assim e tu sabes disso.

 

ps. queria conseguir odiar-te, nem que fosse só um pouquinho. Beijos de quem torce por ti, sempre.

ps1. adoro colocar ps nas cartas;

ps². não vou falar nada de importante mas sei que tu adoras as minhas observações inúteis no fim das cartas;

ps³. consigo ouvir o som do teu riso daqui..."

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278285_Papel-de-Parede-Poema-Autopsicografia_1600xEm tempos idos, namorei pra valer, quase vivi junto, falou-se em descendentes e otras cositas más que costuman fazer parte do atlas das relações sérias e legítimas. O nome dele é Hércules, minha Nossa Senhoras das Relações Felizes, como gostei desse rapaz, que conheci ainda menino. Foi o primeiro homem que me fez atingir o orgasmo e me iniciou nas maravilhas do sexo, pelo simples prazer de dar o corpo ao manifesto.

O nome dele é Hércules e, numa romântica alusão ao herói grego, tratava-o por my hero, ou simplesmente Hércules, o Herói. Ele era mesmo o meu herói e só por uma única vez não fez ele jus a esse apelido carinhoso. E essa única vez pesou muito na nossa separação.

Tudo começou no verão de 2003, quando voltei a casa, uma vez cumprida a missão do canudinho na mão, tinha eu quase 26 anos e ele 18 fresquinhos (sim, leste bem). Eu já uma licenciada e ele ainda no secundário de uniforme de colégio e tudo. As bocas que nós ouvimos, ui! Mas, nada disso foi impedimento, antes pelo contrário, para a nossa love story. E que love story! Mas sobre isso falarei num outro post.

O que quero partilhar contigo hoje é um poema, da minha autoria, pelo que estão salvaguardados todos os direitos de autor, que escrevi para ele, num momento de grande dor, fruto de uma das nossas separações temporárias (ainda bem que foram apenas duas). Como sofria há uns anos atrás. Enfim... voltando à minha composição poética, ei-la.

Herói
Teus beijos derretem-se-me na boca
Teus abraços diluem-se-me no peito
Nossos corpos fundem-se no calor da paixão 
Paixão essa que chega feito um furacão:
Tudo arrasa, tudo consome, para deixar apenas cinzas
As cinzas da saudade e do prazer desfeito
Que faço com essa saudade que me agoniza, me dilacera e me faz querer-te ainda mais
Meu amor, com a saudade posso eu, mas pergunto até quando conseguirei suportar a tua indiferença e o teu silêncio?
Por quanto tempo mais vou dormir sozinha procurando o teu corpo na minha cama?
Até quando conseguirei calar o meu sentimento, palpitante no meu peito, pedindo liberdade?
Até quando sonharei acordada com o peso do teu corpo sobre o meu, o teu sorriso na minha mão, o teu doce amor, cujo sabor amargo experimento agora?
A tua complicada simplicidade, própria da tua idade, a tua cativante ternura e ingénua sabedoria da arte do amor?
Volta para que eu possa mostrar-te o quanto
És tudo para mim, meu herói contemporâneo

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