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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

14
Mai21

DE00B3A8-361B-456B-9C52-94922DC8C546.jpegViva! ✌️ 

Para acabar em grande uma semana deveras produtiva, deixo-te com a minha última crónica no portal Balai Cabo Verde, publicada esta quinta-feira, 13 de maio, e que versa sobre o poder de acreditar, esse que me tem impulsionado a conquistar tudo o que sabes e algumas que ainda hei de revelar.

O impacto da entrevista ao programa Cabo Verde Magazine, emitida esta semana no canal televisivo público, leva-me a dedicar esta crónica à pessoa por detrás do Ainda Solteira, o blog pelo qual dá cara, coração e alma. É, pois, hora de descortinar um pouco sobre o seu percurso, com especial enfoque no seu poder de acreditar, esse sim o maior responsável pelo sucesso, a par da perseverança.

Quem só agora começa a familiarizar-se com o nome Sara Sarowsky pode, com toda a legitimidade, questionar de onde surgiu tal figura, que de um momento para o outro parece estar em todo o lado (congresso internacional, página governamental ou televisão estatal). O que provavelmente não sabe é que foi preciso um longo e desafiante caminho para ela chegar aonde chegou. Um caminho feito com paciência, humildade, sabedoria e muita, mas muita, perseverança.

Celibatária por condição e feliz por opção, ela que se assume como uma “desencardidora de mentes”, no que toca à solteirice no feminino, conseguiu alcançar um facto inédito: três distinções consecutivas como melhor blogger de Portugal nas categorias de sexualidade, sexo e diário íntimo. Pelo meio publicou uma prosa numa antologia, vestiu a camisola de cronista de um dos mais prestigiantes jornais portugueses, concorreu a um prémio literário, criou um serviço de cupido profissional, integrou a equipa deste portal, dinamizou um ciclo de lives, deu palestras motivacionais … Na calha tem um livro sobre provérbios cabo-verdianos e um programa de televisão para solteiros da comunidade lusófona. Muito alcançou, mais há de conquistar.

Só aqueles que foram capazes de triunfar a partir do nada – sem nome, renome, cunha, dinheiro ou influência – são capazes de reconhecer que o topo que todos elogiam e tantos cobiçam implica inexoravelmente uma escalada árdua, penosa mesmo, apenas ao alcance dos mais persistentes. Não é à toa que os falantes da língua inglesa acreditam que sem pain não há gain. Ela é disso prova, motivo pelo qual intenta com esta partilha inspirar-te a acreditares em ti, a batalhares por ti e pela tua felicidade (esteja ela onde estiver).

Por experiência própria está ela em condições de garantir que não existe vitória sem esforço, conquista sem dedicação, triunfo sem perseverança, prestígio sem empenho, sucesso sem confiança. Acreditar que se é capaz é a chave que abre todas as portas do sucesso. Quando acreditou em si o mundo passou a acreditar; e toda a exposição mediática acima referida é disso resultado. Quanto mais acredita mais conquista e quanto mais conquista mais acredita. É tudo perfeito? Nem por isso! Já tudo conquistou? Nem de longe! Para tal vai (continuar) a batalhar, e a acreditar, claro!

Com morabeza, Sara Sarowsky.

P.S. - Ainda que seja na minha língua materna, o crioulo, convido-te a ver as duas partes da referida entrevista, uma sobre o blog e outra sobre o livro.

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28
Abr21

Teu voto, tua voz

por Sara Sarowsky

black-and-white-4594504_1920.jpgViva! ✌️ 

Hoje quero partilhar contigo a minha terceira crónica para o portal Balai Cabo Verde, publicado esta terça-feira e que versa sobre a importância do voto. Boa leitura.

Agora que a azáfama da campanha eleitoral é memória recente, estou em condições de pronunciar-me sobre o voto, na verdade sobre a ausência dele nestas últimas legislativas. Antes de desenvolver o assunto, sinto-me no dever de escrever, com todas as letras, que não sou do partido A, menos ainda do B, quanto mais do C. O meu partido é CV, sempre foi e sempre será. Talvez por isso tenha demorado tanto para despertar a minha consciência política.

No passado dia 18 de abril, o povo cabo-verdiano foi chamado às urnas, com vista à escolha dos órgãos legislativos. A taxa de abstenção, de 42,5%, e as conversas "captadas", aqui, ali e acolá, despoletaram em mim uma palpitante inquietação. Logo eu que sempre fiz questão de zelar por uma postura alienada, não obstante o meu fascínio pela ciência política, disciplina na qual destaquei-me como uma das melhores alunas do Liceu Domingos Ramos, com muito mérito do professor Domingos Júnior, a quem aproveito para prestar uma mais do que merecida homenagem.

A bem da verdade nunca exerci o direito ao voto na terra que me viu nascer. O ter ido estudar para fora, em ano não eleitoral, e as incoincidências entre as estadias e a agenda eleitoral justificam, em parte, esta realidade. Fiz questão de referir em parte porque a outra razão – aquela que realmente pesa – prende-se com uma arrogante indiferença para com o sistema político, o qual sempre acreditei cumprir o único propósito de conferir poder a uma elite cujo interesse em zelar pelo bem-estar da nação é mais privado do que público. E nem o facto de ter colaborado durante vários anos com a nossa missão diplomática em Portugal abalou essa convicção, tanto que sequer dei-me ao trabalho de recensear, ainda que tenha sido alertada vezes e vezes para o fazer.

O ter sido apanhada - ainda que de forma involuntária - no vórtice das eleições (aterrei no aeroporto internacional Nelson Mandela 10 dias antes da ida às urnas) mudou de forma indelével a minha perceção das coisas. E a tomada de consciência do meu papel, fundamental, nos destinos do meu país instigou-me a escrever esta crónica, na firme expectativa de que através dela os leitores, sobretudo os do sexo feminino, possam aperceber-se do real poder do voto na sua vida e na vida dos seus.

O que despoletou o clique? Ter vivenciado a campanha eleitoral in loco, a par da maturidade cívica e da consciência política de que eu faço a diferença, de que enquanto eleitor tenho voz. Assim, o meu voto é a minha voz, o meio (legal) de que disponho para dizer sim ou não, para querer ou rejeitar, para validar ou censurar, para aplaudir ou vaiar, para aceitar ou repudiar. Estar ciente de que tenho o poder de escolher o rumo que quero para o meu amado Cabo Verde torna ainda mais gritante essa tal indiferença nos meus quase 25 anos de cidadania ativa. Constatar que outras mulheres possam estar envoltas nessa mesma "neblina" política tem um sabor particularmente amargo no meu propósito de "desencardidora" de mentes.

A participação ativa, e efetiva, na vida política, mais do que um direito é um dever, de todos e de cada um. A não comparência às urnas representa um atentado à democracia, uma conquista árdua e sofrida, como bem sabemos. O cidadão que opta por abrir mão do voto, como foi o meu caso durante anos a fio, é acima de tudo um irresponsável, que delega aos outros a missão de conduzir a sua própria cidadania. O que ele esquece, ou talvez não saiba, é que aquilo que com tanta leveza despreza com demasiado esforço foi conquistado por quem se importou. Que aquilo que tanta indiferença lhe causa é o sonho de milhões que tiveram o azar de nascer sob regimes políticos opressores, nos quais não têm voz nem vez. Que aquilo que lhe maça - abrir mão de apenas uma hora entre as 43 800 que perfazem cinco anos – é um privilégio pelo qual tantas personalidades deram sangue, suor, lágrimas e até a própria vida. 

Termino com um sentido apelo ao género feminino para que assuma de uma vez por todas o seu papel na vida política e faça bom uso do seu direito ao voto, já que esse é o meio por excelência de exercer a sua cidadania, a sua liberdade, a sua equidade, no fundo, o seu empoderamento. Não fazê-lo é deixar por conta de outrem o destino da sua vida, da vida dos seus filhos, da vida do seu país. Mulher cabo-verdiana, o teu voto é a tua voz, portanto, faz-te ouvir, em alto e bom som!

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Saturday Single Spot (1).jpgViva! ✌️ 

E assim chega ao fim a primeira temporada do 'Saturday Single Spot', o ciclo de lives que venho dinamizando no Instagram, desde o passado dia 30 de janeiro. Ordinariamente aos sábados, a partir das 22 horas 🇵🇹, por ele passaram vários nomes, escudados por temas do interesse da comunidade solteira, mas sobretudo da condição feminina, causa pela qual dou a cara com tanto brio.

A título de informação, recordo os convidados e os temas desses diretos:

Live 1
Tema: Terão as mulheres bem-sucedidas menos sorte no amor?
Convidada: Kátia Marques (psicóloga)

Live 2
Tema: Sexo sem amor ou amor sem sexo
Convidada: Eu mesma (já que não consegui convencer a aventurar-se comigo)

Live 3
Tema: A vida sexual dos solteiros em tempo de pandemia
Convidada: Carmen Filipe (artista plástica)

Live 4
Tema: Amizade colorida: prós e contras
Convidada: Bia Dias (blogger e travel planner)

Live 5
Tema: Como ser bem-sucedido no engate online
Convidada: Carlos Castanheira (utilizador de aplicações de encontro)

Live 6
Tema: O erotismo no feminino
Convidada: Vera Figueiredo (escritora erótica)

Live 7
Tema: A arte de juntar corações solitários
Convidada: Isabel Soares dos Santos (spiritual coach e co-mentora do Love for You Match)

Live 8
Tema: Exercício físico e bem-estar: uma relação para a vida
Convidada: Maria João Liso (personal trainer)

Live 9
Tema: Mulher Criola: de Cabo Verde para o mundo com morabeza!
Convidadas: Manuela Brito (embaixatriz de Cabo Verde em Portugal), Lura (cantora) e Ani Lobo (ativista social)

Live 10
Tema: A felicidade é solteira
Convidada: Raquel Godinho (happiness coach)

Live 11
Tema: A sensualidade pela dança
Convidada: Vanessa Silva (dançarina)

Live 12
Tema: Viagens para solteiros
Convidada: Miguel Moreira (agente de viagens)

Live 13
Tema: Sexual Wellness
Convidada: Christiane Marcello (empresária e educadora sexual)

Live 14
Tema: O meu corpo não me define
Convidada: Nathaly Soares (plus size life lover)

Foi uma temporada fantástica, com episódios impactantes (alguns mais que outros, é certo), mas todos cumpridores da missão de informar, formar, desmistificar, descomplicar e partilhar. A todos os meus convidados reforço a profunda gratidão por terem embarcado nesta aventura. À assistência, fiel, interessada e muito participativa, um agradecimento ainda maior, pois sem ela nada disto teria sentido.

Agora é hora de fazer uma pausa, recarregar a bateria e renovar a inspiração, de modo a poder encetar novos contactos, definir temas inéditos, preparar a agenda. Se a primeira temporada foi o que foi, imagina o que te espera na segunda. 
Em breve, avançarei com novidades; até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre! 🌷

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19
Fev21

Cartaz_Live 4.jpgOra viva!

Hoje é sexta-feira! Antigamente, esta frase seria procedida daquele estrondoso "yeah" que o Boss AC tão bem soube imortalizar. Contudo, nos dias que correm, a sua única particularidade é o facto de assinalar o término da jornada laboral semanal. De resto, é tão igual como os restantes, passado no confinamento domiciliar, essencial para conter esta pandemia, mas castradora do prazer que costumava ser o fim de semana.

Dado que de pouco adianta estar a "chover no molhado", como vaticina a sabedoria popular, vamos ao assunto que me trouxe aqui hoje. Como tem sido habitual ao longo das últimas semanas, este sábado ficará marcado por uma nova live no Instagram, que já não se chama @stillsingleblog, mas sim @sara_sarowsky. Porque mudar é preciso, sobretudo quando é para melhor, alterei o nome de perfil naquela rede social, mais não seja porque o antigo não permitia associar o perfil à persona por detrás das palavras, partilhas, imagens e vídeos.

Pegando num dos pontos mais acesos da live anterior, durante a qual a convidada Carmen Filipe assumiu ser uma adepta convicta deste tipo de relacionamento, e do qual sou opositora ferrenha, como deixou claro a argumentação tensa entre as duas, amanhã irei então analisar a amizade colorida, um tema muito em voga no atual panorama das relações amorosas. A blogger, traveler planner, assistente virtual, empreendedora e solteira Bia Dias será minha convidada, para juntas analisarmos os prós e contras da amizade colorida.

O que se entende por amizade colorida? É recomendável misturar amor com amizade ou sexo com amizade? Quais as vantagens de ter um amigo que também assume o papel de amante? O que acontece à amizade quando acaba o romance? O que é mais importante: a amizade ou o romance? O fim do romance implica necessariamente o fim da amizade? Estes são apenas alguns dos pontos que vamos abordar nesta quarta sessão do ciclo 'Saturday Single Spot'. Não percas, amanhã, no sítio do costume, à hora de sempre (22 horas).

Aquele abraço amigo de até amanhã!

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29
Nov20

2F9CA00E-9A53-48B5-ADA3-1796A6FAD1CD.jpegViva! ✌️ 

É sabido que domingo é o meu day off, dia de jejum, dia de detox eletrónico, dia em que me desconecto do mundo para dedicar-me exclusivamente à minha pessoa. Hoje, porém, abro uma exceção para te avisar que estarei esta tarde, a partir das 16:30 de Lisboa (15:30 em Cabo Verde), no programa Olhar Feminino da Radio Brockton Fm, a voz da comunidade radicada naquela cidade do estado de Massachussetts, Estados Unidos da América.

Será a minha estreia em terras do Tio Sam, a qual alberga a maior comunidade morabeza do mundo. A gravação decorreu ontem ao final do dia, e, ao que tudo indica, esteve à altura do desafio. Convido-te, pois, a assistir ao programa, através da página do Facebook daquele canal, e depois a comentar sobre a minha prestação. Antes de te manifestares, lembro-te que amanhã é o meu dia de anos, logo que mereço uma prenda amiga. Capice?

Aquele abrraço amigo e até já!

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21
Fev20

Deixa-te ser Belo!

por Sara Sarowsky

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Viva!

Porque é sexta-feira. Porque faz um belo dia. Porque o sol está generoso. Porque eu mereço. Porque tu mereces. Porque sim!

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18
Fev20

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Viva!

Estreei-me hoje como cronista do P3, o caderno digital do jornal diário de maior prestígio de Portugal e, estou em crer, da lusofonia, o Público. Sobre a catadupa de emoções que me assaltam o espírito neste momento falarei numa outra oportunidade. Por ora só quero celebrar, assimilar, abençoar e agradecer esta enorme conquista, que agora contigo partilho.

Este país (ainda) não é para solteiras

Escrevo esta crónica na ressaca do Dia dos Namorados, supostamente o mais romântico do ano, no qual as pessoas solteiras, sobretudo as mulheres, mais acusam a falta de um par com quem trocar juras de amor. Escrevo em nome de todas aquelas que, de uma forma ou de outra, se sentiram desmerecidas pelo facto de não terem com quem partilhar a data. Escrevo em nome das portadoras de corações solitários que hipotecam a sua felicidade em nome do amor alheio. Escrevo em nome da dignidade da mulher solteira.

Antes de começar a desenrolar este novelo, desafio-te a citar um estado civil que incomode tanto à sociedade como o celibato. Sabemos bem que o matrimónio celebra-se, o divórcio evita-se e a viuvez lamenta-se. Então e a solteirice? A essa teme-se tanto quando repudia-se. Porque incomoda tanto este estado civil/estatuto amoroso e porque pesa ele toneladas sobre os ombros das discípulas de Vénus é o que vou tentar analisar ao longo dos próximos três parágrafos.

Por experiência própria, e de outrem também, atrevo-me a dizer que o motivo desta aversão declarada há muito que deixou de se prender com a crença de que as solteiras comprometem a sobrevivência da espécie, ou seja, que as mulheres não casadas, por não procriarem (legitimamente), são o desgarante da perpetuação humana. Dados do Eurostat, relativos a 2016, indicam que mais de metade (53%) dos bebés nascem fora do casamento. Então porque continua a sociedade inabalável no seu propósito de emparelhar os indivíduos, em especial as senhoras?

Porque toda e qualquer sociedade assenta em crenças, valores e padrões de comportamento profundamente enraizados na sua essência. Para algumas coisas, ela abraça a mudança a curto prazo, para outras a médio e para umas quantas, como é o caso do celibato feminino, a longo prazo. Serve-nos de prova a história da humanidade que a mudança é uma questão de tempo. Portanto, neste caso concreto, vai-lhe sendo cada vez mais insustentável continuar a ignorar que os tempos evoluíram, os pensamentos mudaram, as prioridades alteraram, as mentalidades individualizaram, as mulheres emanciparam.

A sociedade portuguesa não passa incólume a esta realidade. Pelo contrário! Por aqui ainda é demasiado pujante a pressão e o estigma à volta do assunto. A esperança reside nas actuais pequenas conquistas que se expecta que um dia venham a traduzir-se numa retumbante vitória. Nesse dia, as mulheres deixarão de se sentir acanhadas, para não dizer diminuídas, por não terem um homem na sua vida. Nessa altura, elas serão as únicas responsáveis pelo seu destino, as legítimas proprietárias da sua condição amorosa. Nessa altura, o comando da felicidade será um exclusivo delas. Nessa altura, flagelos sociais como a violência doméstica ficarão relegados a casos pontuais. Nessa altura seremos todos mais felizes. Até lá, convém não esquecermos que este país (ainda) não é para solteiras!

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28
Nov19

Quisera eu ser como tu, mulher

por Sara Sarowsky

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Viva!

Em contagem decrescente para o meu aniversário, estou vivendo a melhor semana da minha vida desde há muitos anos. Vejamos, na segunda, foi o lançamento do livro Mulheres e seus Destinos, em que participei com a prosa Quisera eu ser como tu, mulher, a qual partilharei mais à frente. Na terça, saiu a entrevista a uma das mais bem-sucedidas páginas de Facebook do meu país-natal, a do Turismo Sustentável em Cabo Verde. A repercussão tem sido tão boa que até recebi um convite para um Podcast (o meu primeiro, yeah!). Na quarta, recebi o tão desejado sim de um colega jornalista, a quem tenho vindo a cortejar no sentido de aceitar co-assinar as publicações do AS, dando-lhe assim aquela perspetiva masculina que tanta falta tem acusado. Afinal, não posso descurar o facto de quase metade dos meus leitores e seguidores serem homens, daí que seja premente que um autor masculino possa falar sobre eles e por eles. Hoje, quinta, saiu a entrevista ao Sapos do Ano, de que te darei conhecimento num próximo post. Mal posso esperar para saber o que a vida me reservará para sexta. Para sábado – o meu dia de anos e último dia de votações para melhor blog do ano – já sei que me estão reservadas fortes emoções.

Despeço-me com prosaria e morabeza (palavra crioula que significa amorabilidade).

Quisera eu ser como tu, mulher

Quisera eu fazer de ti a minha melhor amiga

Quisera eu estar por perto toda vez que precisares

Quisera eu impedir que te partam o coração

Quisera eu ensinar-te a recomeçar de novo

Quisera eu abraçar-te sempre que precisares

Quisera eu proteger-te de pessoas abusivas e de relações tóxicas

Quisera eu gostar de ti como gosto de mim mesma

Quisera eu fazer da tua mágoa o meu manto de afetos

Quisera eu espelhar em ti a minha melhor versão

Quisera eu ser capaz de manter a violência longe de ti

Quisera eu erguer-te uma muralha contra os inimigos

Quisera eu aconselhar-te com sabedoria

Quisera eu amparar-te toda a vez que te faltarem forças

Quisera eu partilhar contigo os teus maiores sonhos

Quisera eu saber-te amada, realizada e protegida

Quisera eu caminhar ao teu lado por toda a vida

Quisera eu ser como tu

Quiseras tu ser como eu

Quisera eu ser mulher

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