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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

19
Fev21

Cartaz_Live 4.jpgOra viva!

Hoje é sexta-feira! Antigamente, esta frase seria procedida daquele estrondoso "yeah" que o Boss AC tão bem soube imortalizar. Contudo, nos dias que correm, a sua única particularidade é o facto de assinalar o término da jornada laboral semanal. De resto, é tão igual como os restantes, passado no confinamento domiciliar, essencial para conter esta pandemia, mas castradora do prazer que costumava ser o fim de semana.

Dado que de pouco adianta estar a "chover no molhado", como vaticina a sabedoria popular, vamos ao assunto que me trouxe aqui hoje. Como tem sido habitual ao longo das últimas semanas, este sábado ficará marcado por uma nova live no Instagram, que já não se chama @stillsingleblog, mas sim @sara_sarowsky. Porque mudar é preciso, sobretudo quando é para melhor, alterei o nome de perfil naquela rede social, mais não seja porque o antigo não permitia associar o perfil à persona por detrás das palavras, partilhas, imagens e vídeos.

Pegando num dos pontos mais acesos da live anterior, durante a qual a convidada Carmen Filipe assumiu ser uma adepta convicta deste tipo de relacionamento, e do qual sou opositora ferrenha, como deixou claro a argumentação tensa entre as duas, amanhã irei então analisar a amizade colorida, um tema muito em voga no atual panorama das relações amorosas. A blogger, traveler planner, assistente virtual, empreendedora e solteira Bia Dias será minha convidada, para juntas analisarmos os prós e contras da amizade colorida.

O que se entende por amizade colorida? É recomendável misturar amor com amizade ou sexo com amizade? Quais as vantagens de ter um amigo que também assume o papel de amante? O que acontece à amizade quando acaba o romance? O que é mais importante: a amizade ou o romance? O fim do romance implica necessariamente o fim da amizade? Estes são apenas alguns dos pontos que vamos abordar nesta quarta sessão do ciclo 'Saturday Single Spot'. Não percas, amanhã, no sítio do costume, à hora de sempre (22 horas).

Aquele abraço amigo de até amanhã!

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29
Nov20

2F9CA00E-9A53-48B5-ADA3-1796A6FAD1CD.jpegViva! ✌️ 

É sabido que domingo é o meu day off, dia de jejum, dia de detox eletrónico, dia em que me desconecto do mundo para dedicar-me exclusivamente à minha pessoa. Hoje, porém, abro uma exceção para te avisar que estarei esta tarde, a partir das 16:30 de Lisboa (15:30 em Cabo Verde), no programa Olhar Feminino da Radio Brockton Fm, a voz da comunidade radicada naquela cidade do estado de Massachussetts, Estados Unidos da América.

Será a minha estreia em terras do Tio Sam, a qual alberga a maior comunidade morabeza do mundo. A gravação decorreu ontem ao final do dia, e, ao que tudo indica, esteve à altura do desafio. Convido-te, pois, a assistir ao programa, através da página do Facebook daquele canal, e depois a comentar sobre a minha prestação. Antes de te manifestares, lembro-te que amanhã é o meu dia de anos, logo que mereço uma prenda amiga. Capice?

Aquele abrraço amigo e até já!

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21
Fev20

Deixa-te ser Belo!

por Sara Sarowsky

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Viva!

Porque é sexta-feira. Porque faz um belo dia. Porque o sol está generoso. Porque eu mereço. Porque tu mereces. Porque sim!

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18
Fev20

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Viva!

Estreei-me hoje como cronista do P3, o caderno digital do jornal diário de maior prestígio de Portugal e, estou em crer, da lusofonia, o Público. Sobre a catadupa de emoções que me assaltam o espírito neste momento falarei numa outra oportunidade. Por ora só quero celebrar, assimilar, abençoar e agradecer esta enorme conquista, que agora contigo partilho.

Este país (ainda) não é para solteiras

Escrevo esta crónica na ressaca do Dia dos Namorados, supostamente o mais romântico do ano, no qual as pessoas solteiras, sobretudo as mulheres, mais acusam a falta de um par com quem trocar juras de amor. Escrevo em nome de todas aquelas que, de uma forma ou de outra, se sentiram desmerecidas pelo facto de não terem com quem partilhar a data. Escrevo em nome das portadoras de corações solitários que hipotecam a sua felicidade em nome do amor alheio. Escrevo em nome da dignidade da mulher solteira.

Antes de começar a desenrolar este novelo, desafio-te a citar um estado civil que incomode tanto à sociedade como o celibato. Sabemos bem que o matrimónio celebra-se, o divórcio evita-se e a viuvez lamenta-se. Então e a solteirice? A essa teme-se tanto quando repudia-se. Porque incomoda tanto este estado civil/estatuto amoroso e porque pesa ele toneladas sobre os ombros das discípulas de Vénus é o que vou tentar analisar ao longo dos próximos três parágrafos.

Por experiência própria, e de outrem também, atrevo-me a dizer que o motivo desta aversão declarada há muito que deixou de se prender com a crença de que as solteiras comprometem a sobrevivência da espécie, ou seja, que as mulheres não casadas, por não procriarem (legitimamente), são o desgarante da perpetuação humana. Dados do Eurostat, relativos a 2016, indicam que mais de metade (53%) dos bebés nascem fora do casamento. Então porque continua a sociedade inabalável no seu propósito de emparelhar os indivíduos, em especial as senhoras?

Porque toda e qualquer sociedade assenta em crenças, valores e padrões de comportamento profundamente enraizados na sua essência. Para algumas coisas, ela abraça a mudança a curto prazo, para outras a médio e para umas quantas, como é o caso do celibato feminino, a longo prazo. Serve-nos de prova a história da humanidade que a mudança é uma questão de tempo. Portanto, neste caso concreto, vai-lhe sendo cada vez mais insustentável continuar a ignorar que os tempos evoluíram, os pensamentos mudaram, as prioridades alteraram, as mentalidades individualizaram, as mulheres emanciparam.

A sociedade portuguesa não passa incólume a esta realidade. Pelo contrário! Por aqui ainda é demasiado pujante a pressão e o estigma à volta do assunto. A esperança reside nas actuais pequenas conquistas que se expecta que um dia venham a traduzir-se numa retumbante vitória. Nesse dia, as mulheres deixarão de se sentir acanhadas, para não dizer diminuídas, por não terem um homem na sua vida. Nessa altura, elas serão as únicas responsáveis pelo seu destino, as legítimas proprietárias da sua condição amorosa. Nessa altura, o comando da felicidade será um exclusivo delas. Nessa altura, flagelos sociais como a violência doméstica ficarão relegados a casos pontuais. Nessa altura seremos todos mais felizes. Até lá, convém não esquecermos que este país (ainda) não é para solteiras!

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28
Nov19

Quisera eu ser como tu, mulher

por Sara Sarowsky

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Viva!

Em contagem decrescente para o meu aniversário, estou vivendo a melhor semana da minha vida desde há muitos anos. Vejamos, na segunda, foi o lançamento do livro Mulheres e seus Destinos, em que participei com a prosa Quisera eu ser como tu, mulher, a qual partilharei mais à frente. Na terça, saiu a entrevista a uma das mais bem-sucedidas páginas de Facebook do meu país-natal, a do Turismo Sustentável em Cabo Verde. A repercussão tem sido tão boa que até recebi um convite para um Podcast (o meu primeiro, yeah!). Na quarta, recebi o tão desejado sim de um colega jornalista, a quem tenho vindo a cortejar no sentido de aceitar co-assinar as publicações do AS, dando-lhe assim aquela perspetiva masculina que tanta falta tem acusado. Afinal, não posso descurar o facto de quase metade dos meus leitores e seguidores serem homens, daí que seja premente que um autor masculino possa falar sobre eles e por eles. Hoje, quinta, saiu a entrevista ao Sapos do Ano, de que te darei conhecimento num próximo post. Mal posso esperar para saber o que a vida me reservará para sexta. Para sábado – o meu dia de anos e último dia de votações para melhor blog do ano – já sei que me estão reservadas fortes emoções.

Despeço-me com prosaria e morabeza (palavra crioula que significa amorabilidade).

Quisera eu ser como tu, mulher

Quisera eu fazer de ti a minha melhor amiga

Quisera eu estar por perto toda vez que precisares

Quisera eu impedir que te partam o coração

Quisera eu ensinar-te a recomeçar de novo

Quisera eu abraçar-te sempre que precisares

Quisera eu proteger-te de pessoas abusivas e de relações tóxicas

Quisera eu gostar de ti como gosto de mim mesma

Quisera eu fazer da tua mágoa o meu manto de afetos

Quisera eu espelhar em ti a minha melhor versão

Quisera eu ser capaz de manter a violência longe de ti

Quisera eu erguer-te uma muralha contra os inimigos

Quisera eu aconselhar-te com sabedoria

Quisera eu amparar-te toda a vez que te faltarem forças

Quisera eu partilhar contigo os teus maiores sonhos

Quisera eu saber-te amada, realizada e protegida

Quisera eu caminhar ao teu lado por toda a vida

Quisera eu ser como tu

Quiseras tu ser como eu

Quisera eu ser mulher

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