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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️ 

Aproximamo-nos a passos largos do Dia dos Namorados, uma das alturas do ano mais ingratas para os solteiros. Veneração ou aversão à parte, o facto é que o 14 de fevereiro a todos toca, mais não seja porque, um pouco por toda a parte, somos bombardeados com campanhas que enaltecem o culto do amor au pair.

A internet revolucionou – e de que maneira – a dinâmica dos relacionamentos amorosos, proporcionando oportunidades jamais possíveis de outra forma. Através dela, milhões de corações navegam em busca do amor. Conhecer alguém online é pera doce, não tem que saber. Conseguir com que isso resulte em algo mais, já é outra cantiga.

Para além de tempo, paciência, persistência, muito estômago e um otimismo à prova de fogo, a procura do amor - no real ou no virtual - pode tornar-se uma aventura mais prazerosa e bem-sucedida se tivermos em consideração estas cinco dicas do terapeuta familiar Shana B. Diskant:

1. Sê honesta contigo mesma
O que procuras realmente neste momento?

2. Estabelece os teus pontos inegociáveis
De certeza que tens traços de personalidade do pretendente dos quais não abres mão.

3. Marca o primeiro encontro rapidamente
Não desperdices tanta energia a trocar mensagens.

4, Planeia o que vais partilhar sobre ti
É importante seres honesta com o potencial parceiro.

5. Sê bondosa contigo mesma
É natural sentires frustração por não encontrares ninguém interessante.

Agora que a tua compincha aqui já cumpriu o seu papel de te por a par das melhores práticas amorosas, é hora dela ir ao banho que o dia já vai praticamente a meio e muito ainda há a fazer. Comer, por exemplo.

Beijo no ombro e até sexta!

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Ora viva! ✌️

Este manhã, uma das minhas besties partilhou comigo um conteúdo sobre a solteirice. Na sequência da conversa que a partir daí se desenrolou, diz-me ela o seguinte: "Que fique registado que às 10h da manhã do dia 13 de dezembro eliminei a minha conta do Tinder. Sinto me muito mais livre, em paz e feliz".

Nem duas semanas de utilização aguentou ela, o tempo por mim estipulado para um primeiro balanço do mundo (des)encantado desta aplicação de encontros. No que toca à minha pessoa, só não a desativo de uma vez por todas pelos motivos óbvios: tenho que estar a par do que se passa no mundo do engate online. Afinal, de que outra forma conseguiria conteúdo fidedigno para escrever sobre a odisseia dos solteiros em busca do amor?

À parte isso, nunca tive esperança de que a seta do cupido fosse atingir-me pelas mãos do Tinder
E, pelos vistos, não sou a única, já que são cada vez mais os corações solitários que assumem o seu desânimo/desencanto em relação às aplicações de encontro. Para esses, recomendo a (re)leitura de um artigo datado novembro do ano passado, intitulado Há vida para além das apps de engate, através da qual dou conta do seguinte:

As plataformas de encontro - apps de engate, como gosto de chamá-las - são um tema que não se esgota na sua (in)significância, até porque nos dias que correm, com todas as restrições ao convívio e ao contacto físico que a Covid-19 veio impor, os desemparelhados precisam mais do que nunca de toda e qualquer ajuda para incrementar a sua vida amorosa.

Com uns mais focados na parte sentimental e outros assumidamente interessados em sexo, as relações românticas, tal como tudo na vida (e no mundo), estão a ser alvo de uma transformação sem precedentes. As plataformas de encontro assumem assim um papel preponderante nesta mudança de paradigma, não só por permitirem a tão conveniente interatividade, imediata e ininterrupta, como por aumentarem exponencialmente o leque de opções.

"Conhecer" alguém nunca foi tão fácil, barato e descompromissado. Iniciar/terminar uma relação faz-se num piscar de olhos, melhor dizendo, num deslizar de dedos. Os encontros, que antes implicavam conhecer fisicamente a pessoa, passaram a estar ao alcance de dois ou três cliques. Os conhecidos de amigos ou colegas de trabalho/universidade deram lugar a fotografias, as quais vamos aceitando ou rejeitando, conforme o nosso agrado.

A excitação inicial que é descobrir pretendentes, explorar os seus perfis, encetar uma conversa, trocar informações, para, no final, arriscar um tête-à-tête, com o passar do tempo vai dando lugar ao tédio, à impaciência, à frustração e à desilusão. Precisamente por haver demasiadas opções à nossa mercê, acreditamos que o próximo perfil será sempre melhor do que o anterior. Só assim é-nos possível alimentar a esperança de que nada perdemos com aqueles que rejeitamos. Esta dinâmica torna-nos aditos, ao ponto de, ao invés de apreciarmos o que temos garantido, continuarmos a correr compulsivamente os dedos pelo ecrã na expectativa do que ainda poderemos vir a ter.

A minha odisseia pelo ciberespaço em busca do amor é sobejamente conhecida pelos meus leitores/seguidores. A última aliada nesta aventura foi o Facebook Dating, do qual dei conhecimento em dois posts. Do que ainda não tinha dado conhecimento é que, duas semanas após a sua descoberta, e exploração, o veredicto resume-se a "menos do mais". Falando curto e grosso, a nova funcionalidade do Facebook é uma versão low-coast do Tinder, motivo pelo qual não me restou outra opção que não fosse eliminar o perfil. Claro que um encontro aquém das expectativas, no sábado, foi a gota de água para acabar de vez com esta estória de conhecer gajos interessantes através desta, ou de qualquer outra, plataforma digital.

Assim, de momento, e por tempo indeterminado, está suspensa da minha vida toda e qualquer procura do amor através da internet. Se tiver que acontecer, que seja de forma espontânea, de preferência ao estilo convencional, como sucedeu com o tal mec francês. Sim, porque não desisti do amor, pelo contrário! A cada dia que passa, mais convencida fico de que uma vida sem amor é meia vida. A questão aqui é esclarecer o tipo de amor que cobiçamos: o próprio ou o alheio. O primeiro é algo que tenho de sobra, pelo que, nesse quesito, tenho uma vida inteira. Quanto ao segundo, anseio pela sua versão maior, aquela que soma, acrescenta, engrandece, enaltece e envaidece.

Meu bem, caso estejas de coração livre, na ânsia de viver ou reviver um grande amor, o meu conselho só pode ser este: estar atenta, ser paciente e não procurar muito. Afinal, não somos nós que encontramos o amor, mas o amor que nos encontra. Bem sei que amar intimida, sobretudo quando já fomos magoados. Ainda assim, continua a valer a pena. Mesmo com o coração despedaçado, é possível amarmos com esses pedaços. Amar alguém e não resultar, não tira valor ao que se viveu e lá porque terminou, não deixa de ser uma estória de amor.

Aquele abraço amigo de sempre!

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couple-6517237_1920.jpgOra viva! ✌️ 

É sabido que o amor anda arredio nos tempos que correm, daí que toda ajuda nessa matéria seja mais do que bem-vinda. Sabendo disso melhor do que ninguém, afinal sou solteira de longa duração, tenho para ti mais uma dica preciosa, desta vez sobre o número de oportunidades que deves dar a um pretendente e o tipo de atividade perfeita para um encontro amoroso.

Em relação ao número ideal de encontros, duas especialistas em relacionamentos amorosos, Destin Pfaff e Rachel Federoff, num artigo para o Business Insider, consideram que devemos dar sempre uma segunda oportunidade, na medida em que "os primeiros encontros são sempre os mais assustadores, já que há nervosismo, constrangimento, e a verdade é que nenhuma das pessoas está no seu melhor momento". É por isso que recomendam, pelo menos, um segundo encontro com o potencial candidato ao coração, de modo a ter-se a certeza de que as coisas que não se gostou não passavam de um problema de nervosismo.

Quanto ao tipo de atividade indicada para um dating, as donas de uma consultoria para quem procura o amor, recomendam sair para comer algo, já que em caso de insatisfação ou desconforto, pode-se terminar o encontro mal acabe a refeição. Para quem quiser prolongar o momento, fica sempre a opção de ir beber um café ou tomar um copo.

Meu bem, espero que, em breve, tenhas oportunidade de por em prática mais esta informação útil vinda da tua solteira favorita. Aquele abraço amigo e até sexta!

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10
Mai21

Vou casar!!!

por Sara Sarowsky

1C4CC445-7D05-41D9-8257-F4C8BDC9F1E2.jpegOra viva! ✌️ 

Conforme adiantado no post anterior, as novidades que trouxe na bagagem são várias e deliciosas, motivo pelo qual opto por contá-las às prestações, de modo, a não só fazer render o peixe, como a manter o suspense. Começo pelas sentimentais, que, além de mais empolgantes, são indubitavelmente inesperadas. Vou casar!!!

Yep, agora que tenho a tua atenção, passo a explicar. Tomei a decisão de casar, ainda que não faça a menor ideia com quem, quando ou onde. O que sei é que pretendo fazê-lo, ainda este ano. Trata-se de uma decisão recente, tomada há coisa de uma semana, na terra que me viu nascer e na qual residem as minhas raízes.

O fechar de um ciclo (sobre o qual darei detalhes noutra altura) impeliu-me a regressar a Cabo Verde, numa viagem de reconexão com a minha essência, fundamental a um novo rumo na vida, tal como sucedido em 2015, quando criei o Ainda Solteira. Essa necessária reflexão, e a consequente retrospetiva existencial, despertou em mim um profundo sentimento de orgulho e gratidão, com a clara noção de que muito foi alcançado e bem mais há a ser conquistado.

Não obstante o saldo positivo, francamente animador, a vida, no seu eterno devir, demanda reinvenções diárias, desafios constantes, conquistas inéditas e metas novas. Fazer mais e melhor é preciso. Ir mais longe fundamental. Desafiar o status quo essencial. Sair da zona de conforto vital. 
É aqui que entra em cena a tal decisão de casar.

Bem sabes que a visão romântica do "felizes para sempre" é algo que não me ilude, pelo contrário. O motivo porque decidi casar-me prende-se tão somente com o desejo de vivenciar uma faceta da relação amorosa até agora desconhecida, logo inexplorada. Sim, quero saber como é a vida de casada, estar com alguém em permanência, dividir a vida com um homem, partilhar casa, cama, sonhos, ambições e frustrações. Quero discutir, fazer as pazes, implicar com a sogra, fazer frete nos compromissos familiares, aturar os amigos pedantes do marido e por aí fora. Quero experienciar o pacote todo, ciente de que será uma experiência marcante na minha evolução enquanto mulher, enquanto ser humano.

Por dela estar convicta, e por sentir que a hora é essa, eis-me aqui a proclamar a decisão de contrair matrimónio em 2021. Se será por amor ou por travessura os próximos sete meses e meio o dirão. A bem da verdade, não estou muito preocupada com isso, pois acredito que, agora que a decisão está tomada e sacramentada, o universo, na sua infinita sapiência, há de providenciar os elementos necessários à sua concretização. 

Se há lição que tirei desta pandemia - e antes disso, da morte repentina do meu pai - é que a vida é demasiado incerta, demasiado imprevisível, demasiado frágil, insegura mesma, para nos darmos ao luxo de deixar de experienciar o que quer que seja. Todos os dias somos lembrados da nossa insignificância; se não é a covid é o cancro, se não é um aneurisma é um AVC, se não é a depressão, será outra coisa qualquer. Por isso é que decidi viver intensamente, sem prender-me a um amanhã que pode nunca chegar, como não tem chegado para tanta gente ao nosso redor. Desde que não infrinja nenhuma lei nem prejudique ninguém, vou viver tudo o que me for permitido, sem amarras nem tabus.

O universo, que ultimamente tem sido muito generoso comigo – provavelmente porque tenho sido uma aprendiz (muito) aplicada – parece já estar a conspirar a meu favor; tanto assim é que o tal mec francês, aquele, deu sinal de vida. Mas isso já é assunto para um outro post.

Despeço com aquele abraço amigo e promessa de estar de volta na quarta para mais um papo gostoso. 😉

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girl-2217926_1920.jpgViva! ✌️ 

Proponho aquecermos este dia gélido com um novo relato da minha estória com o tal mec francês, a qual conheceu recentemente desenvolvimentos, inesperados, digo de passagem. Como aqui referi, não era suposto ir a França agora em dezembro, à conta das limitações impostas pela atual situação epidemiológica. Tinha, inclusive, cancelado a viagem que comprara semanas antes. No dia em que era suposto viajar, o "finado" gaulês, de quem não tivera sinal de vida desde aquele monumental "passa sabi", ressuscita do esquecimento para saber se eu iria estar em Capbreton nos próximos dias, já que tinha planos de ir lá passar o Natal.

Escuso dizer que ele não precisou de muitos argumentos para convencer-me a comprar passagem, fazer a mala e apanhar a primeira Flixbus disponível, tudo isso em menos de 72 horas. Pudera, aguardavam-me os braços (e outras partes 😉) de quem sabe como ninguém fazer-me feliz, se é que me entendes.
Desembarquei em Bayonne à primeira hora do dia 24 de dezembro, após uma desgastante viagem de 18 horas.

Faço aqui uma pausa para esclarecer que viagens longas de autocarro não é  coisa que me intimide - até porque alternativa para chegar à cidadezinha aonde mora a minha irmã é praticamente inexistente. Contudo, esta custou-me particularmente, não só pela ansiedade em chegar, maior do que o habitual, como pelo facto de a viatura ter operado na lotação máxima. Ainda que esteja longe de sofrer de covid psicológico (entenda-se, paranóia em contrair o vírus), assumo que senti-me muito desconfortável por passar tantas horas fechada num espaço exíguo, sem ventilação, com cerca de 50 pessoas que conheço de lado nenhum. Enfim... lá consegui fintar o perigo e permanecer sã e segura.


Retomando a narração, por força da conjuntura, só consegui estar com o Ben uma única vez (again!), no dia 26 de dezembro. Entre os 40 minutos de carro que nos separavam, os compromissos natalícios, o recolher obrigatório e o encerramento dos hotéis, foi de todo impossível conseguirmos mais do que isso. Assim, só nos restou vestir novamente a pele de adolescente refém das hormonas e fazer uma nova excursão à floresta, no sítio exato da primeira vez que trocamos calores. Só que uma coisa é curtir dentro do carro em pleno mês de agosto e outra bem diferente é repetir a proeza em finais de dezembro, com temperaturas a rondar os zero graus. Imagina tu o cenário, pior, imagina tu os figurantes...

O que importa aqui frisar é que, não obstante as circunstâncias adversas, voltei a tirar a barriga da miséria e desfrutar de uma aventura que de tão bom que é sabe sempre a pouco. E antes que comeces a ver corações a saltarem do ecrã, vou logo esclarecendo que foi mais do mesmo, ou seja, dar o corpo sem entregar o coração. Desta vez ele confessou que está numa relação de mais de quatro anos e que entre nós trata-se apenas de "passa sabi" na clandestinidade. Não havendo objeções da minha parte em relação às regras do jogo, e precisada de um "bom trato", comi, arrotei e agradeci ao universo por esta nova oportunidade para ser feliz, nas circunstâncias que der para ser, sem fitas nem expectativas, tal como deve ser desfrutada a vida.

Por hoje é tudo, voltarei na segunda para nova conversa amiga. Até lá, recebe um caloroso abraço, capaz de ajudar a repor o índice de calor humano, tão em baixo nos últimos tempos. Au revoir!

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sunset-3754082_1920.jpgViva!

Dando continuidade ao tema da última publicação, são estes os hábitos de conquista que, de acordo com Stephanie Reeds, numa publicação no site CuriousMindMagazine, devemos resgatar do desuso. Como referido antes, estas dicas destinam-se aos homens, a quem cabe, na minha opinião, dominar a arte da conquista.

Arrisca e convida-a para sair
Se tens alguém que mexe contigo, não percas tempo com rodeios ou "joguinhos". Assume que estás interessado e convida-a para sair. O não já tens, pelo que tudo o que vier será ganho. Simples assim!


Cuidado com a aparência
A aparência é importante, pelo que a forma como te vestes diz muito sobre ti. Somos o que vestimos, acredita. Não precisas usar fato e gravata o tempo todo, assim como escusas de andar por aí de fato de treino. O meio termo, o tal casual chic, é uma aposta segura e eficaz.


Oferece flores ou um presente simbólico
Presentear demonstra interesse, sensibilidade e generosidade. Uma flor, uma caixa de bombons, um livro ou uma agenda são bons exemplos de que não é preciso muito para fazer com que alguém se sinta estimado.


Deixa o telemóvel de lado
A dependência do telemóvel é atualmente um dos maiores carrascos de qualquer relacionamento. Poucas coisas são piores do que estar num encontro com uma pessoa que não para de olhar ou mexer no telemóvel. Não só é deselegante como demonstra falta de respeito e de interesse. Se não és capaz de passar uma hora "desconectado", escusas de marcar um encontro com quem quer que seja.

Abre-lhe a porta do carro
Sabemos que ela tem duas mãos, logo que é perfeitamente capaz de o fazer sozinha. O que conta é o gesto, a elegância, o galanteio. Sem falar que será um bom pretexto para te abeirares dela, sem parecer invasivo nem faminto. Pessoalmente, derreto-me toda quando abrem-me a porta do carro.

Sê honesto em relação às tuas intenções
Mentiras, meias-verdades e joguinhos não ocupam espaço na mente de uma pessoa bem resolvida. Pessoas narcisistas e inseguras é que são adeptas de tais subterfúgios, a que recorrem como forma de se sentirem valorizadas. Assim como é de bom tom assumir que se está interessado, revelar as verdadeiras intenções também. Nada de mentir para obter sexo rápido ou para massagear o ego.

Proporciona-lhe uma noite romântica
Sim, refiro-me àquela saída a dois, ao estilo do Dia dos Namorados. As mulheres gostam, fazer o quê? Mesmo que não sejas adepto desse tipo de programa, o esforço costuma valer a pena, já que elas ficam todas derretidas, logo ávidas por retribuir (se é que me entendes). Uma reserva num restaurante chique, uma noite num bom hotel ou uma escapadela para um destino cobiçado costumam surtir o efeito desejado.

Não contes com sexo no primeiro encontro
Independemente da tua ânsia (ou fome), não queiras por o carro à frente dos bois. No tempo dos nossos avós, o sexo só era legitimidado em ambiente matrimonial. Nos dias de hoje, este tornou-se mais banal do que sei lá o quê. A meu ver, tanto um como outro pecam por extremismo, logo há que encontrar um meio termo. Sexo sim, mas porque é o desejo de ambos e não porque tem que ser. Pela minha experiência, digo que este é o maior calcanhar-de-aquiles dos homens do século XXI.

Diz "Amo-te" somente quando for verdade
Não sejas do tipo que anda por aí a proferir declarações de amor a todas as mulheres com quem se envolve. O amor é um sentimento demasiado nobre para ser encarado com tamanha frivolidade. Mesmo que to cobrem (sei que existem mulheres que praticamente obrigam os seus homens a fazer isso), só te declares quando estiveres seguro dos teus sentimentos. Não sejas leviano nem inconsequente; o amor é para ser levado a sério.

Lembra-te das coisas que a fazem feliz
Presta atenção às pequenas coisas que a deixam nas nuvens (não, não me refiro ao sexo). Refiro-me, por exemplo, a levá-la à estreia de um filme pelo qual está ansiosa, encomendar o seu prato favorito, escolher uma música que ela adora, convidar a sua melhor amiga um encontro a três ou lembrar-se do nome do seu perfume. São esses detalhes que mostram que te importas com ela e que estás atento ao que a faz feliz.

Não a deixes à espera
Não se deixa uma senhora à espera, aposto que já ouviste dizer. Ainda que seja mais um hábito em desuso, a verdade é que deixar alguém à espera é desrespeitoso e pouco romântico. Se for logo no início da relação, pior ainda. Faz tudo para que estejas no sítio combinado, pelo menos 10 minutos antes. Além de pensar que estavas ansioso por encontrá-la, vais-lhe proporcionar uma oportunidade de ouro para fazer aquela entrada triunfal, digna da passadeira vermelha.

Por mais que os tempos atuais transmitam a ideia de que são démodées, a verdade é que estes hábitos combinam lindamente com o romance. Até porque o respeito, a atenção, a gentileza e a dedicação são tendências que nunca saem de moda. Lembra-te disso da próxima vez que estiveres empenhado em conquistar alguém.


Aquele abraço amigo de sempre!

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sunset-3754082_1920.jpgViva!

Para hoje escolhi duas mãos cheias de hábitos de cortejamento (ou engate, se preferires uma linguagem mais mundana), os quais têm caído em desuso, mas que urge serem resgatados do esquecimento, sob pena de o romance perder aquele encanto de outros tempos e do qual a geração millennial só conhece das estórias contadas pelos seus ascendentes.

Já aconteceu sentires como se não pertencesses a este século? Eu já, e não é de hoje! São tantas as vezes em que questionei se pertenceria à época que é suposto pertencer, ou mesmo ao planeta certo. À espiritualidade fui buscar a resposta que melhor satisfaz esta minha inquietude, mais concretamente às memórias trazidas de vidas passadas, as quais fazem de mim uma mulher contemporânea com uma alma medieval.

No que toca ao romance, sinto-me bastante perdida nos tempos que correm. Por mais que me orgulhe de ter uma mente aberta, por mais que esteja disposta a abraçar novas experiências, persiste em mim a sensação de que a forma como atualmente se vive o amor está longe de ser aquela com a qual me identifico. Eis um motivo de peso porque continuo solteira. Provavelmente, por ter exagerado na dose de romances lidos ao longo da adolescência e juventude, é-me notoriamente desconfortável a maioria das técnicas de engate em vigor, sobretudo aquela que inverte a ordem dos sentimentos - entenda-se sexo primeiro e amor depois (se chegar a tanto).

Se tal como eu também sentes que o romance corre um sério risco de perder a sua essência, para passar a figurar como outra coisa qualquer, vais gostar de ler o que aí vem.
A arte da conquista, o tal cortejar a que me referi logo no início, tem sido fustigada pela (re)evolução, em especial a tecnológica, que lhe tem roubado o seu espaço nas relações amorosas. Até ao final do século XX, o namoro foi experenciado com uma intensidade e entrega cada vez menos visíveis no século que lhe procedeu.

Para que as técnicas de conquista de antigamente não caiam em desuso, é intenção desta crónica citar alguns (bons) hábitos que fazem toda a diferença, logo, que merecem ser resgatados no tempo
. Antes disso, permite-me uma breve contextualização. Duas palavras encontram-se no cerne da atuação nas sociedades atuais: "igualdade de género" e "sem género". Independentemente da minha identificação com cada uma delas, em matéria de amor sou totalmente a favor da corte machista, ou seja, de ser o homem a tomar a iniciativa e a envidar esforços para arrebatar o coração da amada. À mulher caberá, ou não, corresponder, retribuir e  provar que é merecedora de tamanha dedicação. Com isso quero deixar claro que estas dicas têm como alvo preferencial os homens.

Entusiasmei-me de tal maneira que só agora percebi que este post já ultrapassou o número de parágrafos recomendável. Não me resta outra opção que não seja deixar a listagem desses hábitos para a próxima publicação. Não percas!

Aquele abraço amigo!

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online-dating-5213415_1920.jpgOra viva!

As plataformas de encontro - apps de engate, como gosto de chamá-las - são um tema que não se esgota na sua (in)significância, até porque nos dias que correm, com todas as restrições ao convívio e ao contacto físico que a Covid-19 veio impor, os desemparelhados precisam mais do que nunca de toda e qualquer ajuda para incrementar a sua vida amorosa.

Com uns mais focados na parte sentimental e outros assumidamente interessados em sexo, as relações românticas, tal como tudo na vida (e no mundo), estão a ser alvo de uma transformação sem precedentes. As plataformas de encontro assumem assim um papel preponderante nesta mudança de paradigma, não só por permitirem a tão conveniente interatividade, imediata e ininterrupta, como por aumentarem exponencialmente o leque de opções.

"Conhecer" alguém nunca foi tão fácil, barato e descompromissado. Iniciar/terminar uma relação faz-se num piscar de olhos, melhor dizendo, num deslizar de dedos. Os encontros, que antes implicavam conhecer fisicamente a pessoa, passaram a estar ao alcance de dois ou três cliques. Os conhecidos de amigos ou colegas de trabalho/universidade deram lugar a fotografias, as quais vamos aceitando ou rejeitando, conforme o nosso agrado.

A excitação inicial que é descobrir pretendentes, explorar os seus perfis, encetar uma conversa, trocar informações, para, no final, arriscar um tête-à-tête, com o passar do tempo vai dando lugar ao tédio, à impaciência, à frustração e à desilusão. Precisamente por haver demasiadas opções à nossa mercê, acreditamos que o próximo perfil será sempre melhor do que o anterior. Só assim é-nos possível alimentar a esperança de que nada perdemos com aqueles que rejeitamos. Esta dinâmica torna-nos aditos, ao ponto de, ao invés de apreciarmos o que temos garantido, continuarmos a correr compulsivamente os dedos pelo ecrã na expectativa do que ainda poderemos vir a ter.

A minha odisseia pelo ciberespaço em busca do amor é sobejamente conhecida pelos meus leitores/seguidores. A última aliada nesta aventura foi o Facebook Dating, do qual dei conhecimento em dois posts. Do que ainda não tinha dado conhecimento é que, duas semanas após a sua descoberta, e exploração, o veredicto resume-se a "menos do mais". Falando curto e grosso, a nova funcionalidade do Facebook é uma versão low-coast do Tinder, motivo pelo qual não me restou outra opção que não fosse eliminar o perfil. Claro que um encontro aquém das expectativas, no sábado, foi a gota de água para acabar de vez com esta estória de conhecer gajos interessantes através desta, ou de qualquer outra, plataforma digital.

Assim, de momento, e por tempo indeterminado, está suspensa da minha vida toda e qualquer procura do amor através da internet. Se tiver que acontecer, que seja de forma espontânea, de preferência ao estilo convencional, como sucedeu com o tal mec francês. Sim, porque não desisti do amor, pelo contrário! A cada dia que passa, mais convencida fico de que uma vida sem amor é meia vida. A questão aqui é esclarecer o tipo de amor que cobiçamos: o próprio ou o alheio. O primeiro é algo que tenho de sobra, pelo que, nesse quesito, tenho uma vida inteira. Quanto ao segundo, anseio pela sua versão maior, aquela que soma, acrescenta, engrandece, enaltece e envaidece.

Meu bem, caso estejas de coração livre, na ânsia de viver ou reviver um grande amor, o meu conselho só pode ser este: estar atenta, ser paciente e não procurar muito. Afinal, não somos nós que encontramos o amor, mas o amor que nos encontra. Bem sei que amar intimida, sobretudo quando já fomos magoados. Ainda assim, continua a valer a pena. Mesmo com o coração despedaçado, é possível amarmos com esses pedaços. Amar alguém e não resultar, não tira valor ao que se viveu e lá porque terminou, não deixa de ser uma estória de amor.

Aquele abraço amigo de sempre!

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23
Out20

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Viva!

Esta quinta-feira trouxe uma boa nova aos solteiros deste país, pelos quais dou a cara, com gosto e orgulho. O Facebook Dating, do qual dei-te conhecimento no post A solteirice é que está a dar (até o Facebook já se apercebeu disso), já se encontra operacional em Portugal, ainda que apenas na versão app.

Esta nova funcionalidade da gigante tecnológica de Mark Zuckerberg fará uso do perfil dos utilizadores, a partir das suas preferências, páginas seguidas, atividade, grupos e eventos, para encontrar potenciais pares românticos. A melhor parte é que estes sequer precisam "conhecer-se" para serem "apresentados".

Com muita pena minha, ao meu telemóvel a dita cuja ainda não se dignou a dar as caras. Logo eu que estou (por todos os motivos e mais algum) ansiosa por conhecê-la e dela fazer-me amiga; caso haja empatia, obviamente... Mal lhe ponha a vista em cima, virei aqui contar-te. Promessa de solteira a quem o Facebook vai dar uma oportunidade para encontrar o amor.

Aquele abraço amigo e até segunda!

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girl-2217926_1920.jpgOra viva!

Como promessa é dívida, eis-me aqui a retomar a minha novela da vida real, a qual não pude dar continuidade no post anterior. Em que parte da estória tinha ficado mesmo? Já me lembro, naquela em que iniciámos as conversações via WhatsApp. Pois, mensagem vai mensagem vem, a uma frequência e abundância à qual estava desabituada, eis que acertamos um rendez-vous para dali a dois dias. Porquê só dali a dois dias? Porque 40 minutos de viagem nos separavam. Com ele apeado e eu sem carta de condução, ainda que tivesse o carro da minha irmã à disposição, as opções de locomoção eram nulas. Ainda cogitou a hipótese de ir ter comigo antes, mal recuperasse o carro que tinha ido para o arranjo, só que eu já tinha compromissos familiares, aos quais convinha comparecer.

Assim, na quarta-feira, três tardes depois de nos conhecermos à beira-rio, lá tivemos o nosso primeiro tête-à-tête, com ele a ir buscar-me à casa. O engraçado é que a minha irmã, mais nova do que eu, fez questão de me entregar em mãos, com a recomendação de que eu deveria ser devolvida sã e salva. A reação dele foi adorável: deu permissão para fotografar a matrícula do carro e ligar para a polícia caso eu não desse sinal de vida nos próximos 60 minutos.

Uma vez entregue a mercadoria, lá nos dirigimos a um bar da praia, o sítio mais à mão para dar vazão à curiosidade mútua, recolhendo, desta forma, as informações que precisávamos para averiguar o grau de interesse existente entre as partes. Ainda que não o tenha admitido, apercebi-me que, mais do que ansioso por estar comigo, ele estava nervoso (a transpiração nas axilas era disso prova irrefutável). Ao passo que eu, impávida e serena, ia observando, absorvendo, desfrutando... Cativou-me particularmente o facto de ele ter-se livrado das havaianas mal nos sentamos nas espreguiçadeiras. Voltou a ganhar pontos quando fez questão de ir buscar as bebibas (pagando ele), enquanto eu ficava a desfrutar da deslumbrante vista.

Da minha parte, foi uma agradável surpresa descobrir que ele tinha 38 anos, era do signo Sagitário (como eu), não fumava, bebia ocasionalmente, viajava imenso, não tinha filhos, nem era casado. Implícito ficou que tinha alguém, a mil quilómetros de distância, em Paris, e que só estava interessado em aproveitar o momento. Neste ponto, foi taxativo e imperativo: o que acontecesse ali, ali deveria ficar, ao estilo "what happens in vegas stays in vegas".

Confesso que, nas antigas circunstâncias, teria hesitado, para não dizer recuado, perante tal proposta. Mas como decidi mudar o meu chip mental e focar-me apenas no "aqui" e "agora", dei por mim, pouco depois, dentro de um carro à entrada da floresta, numa intensa troca de fluidos orais (antes que a tua mente comece a viajar na maionese, que fique claro que refiro-me a saliva). Mal conseguia lembrar-me da última vez que tinha estado a curtir dentro de uma viatura, feita adolescente a provar do inebriante trago do primeiro amor. Foi absolutamente... revigorante, digamos assim.

Duas horas depois, deixa-me ele à porta de casa, sã e salva, mas não intacta, com a promessa de um novo encontro para breve. No caminho de volta, enquanto conduzia, lá me deu a honra de conhecer os seus dotes musicais, enquanto cantarolava, ao mesmo tempo que tamborilava com os dedos no volante, uma canção que passava na rádio do carro. Era tão contagiante a sua boa disposição que não consegui resistir a mandar-lhe a seguinte boca: "Cuidado que ainda vão pensar que estás feliz!".

Faço aqui uma pausa para dizer que são momentos como estes - ínfimos, íntimos, efémeros  - que nos fazem lembrar o quão maravilhosa é a vida. Mais do que isso, que estar com outro alguém pode ser uma experiência magnífica.

Voltei a estar com o Ben dois dias depois, poucas horas antes dele fazer-se à estrada com destino a casa. Foi ter comigo logo pela manhã, de modo que conseguimos desfrutar de outras duas horas de sabura (palavra crioula que classifica tudo que seja bom). Desta vez, ele foi prevenido (se é que me entendes), pelo que a festa foi toda nossa. Jamais, em tempo algum, imaginaria que um branco, ainda para mais sendo francês, mandasse tão bem. Eu que já estava em vias de perder a esperança de voltar a desfrutar do prazer carnal, experienciei umas das melhores performances sexuais de toda a minha existência. Depois de um longo e inglório jejum, tive oportunidade de "encher o bucho", como dizem os manos brazucas. Comi, trinquei, mordisquei, lambi, lambuzei, arrotei e ainda tive tempo para repetir a dose.

E pensar que teria perdido tudo isso se ainda estivesse no velho registo de só "dar" quando for por amor. Na na na, a partir de agora, sempre que a ocasião se propiciar, "darei" por luxúria mesmo. Eu quero mais é ser feliz, ainda que por breves instantes, como foi o caso. Mil vezes estas duas horas - na verdade foram quatro se acrescentar a esta equação o encontro de (re)conhecimento - do que os últimos 10 anos, período que não sinto ter vivido, apenas vegetado, à espera da pessoa certa, da relação desejada, do momento ideal. Como arrependo-me de todo este tempo perdido, um tempo que, sei bem, jamais conseguirei recuperar.

Se há filosofia com a qual estou alinhada nesta altura da minha vida é aquela que apregoa que devemos amar sem reservas, f*der sem culpa, viver sem pudor. A vida é demasiado preciosa para não desfrutarmos de cada momento como se fosse o único, para não aproveitarmos o hoje como se não houvesse amanhã. Nada melhor que esta frase, proferida ontem pela minha amiga Carmencita, para rematar esta linha de pensamento: "Não os f*do por amor... mas amo-os de todas as vezes que os f*do!"

Quanto ao tal mec francês, nunca mais soube dele, já lá vão três semanas. Não mais deu sinal de vida, nem eu fiz por isso. Afinal, já foi obtido o que queríamos - e precisávamos - um do outro.

Beijo no ombro e muita f*da na tua vida!

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