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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

25
Jun20

moon-2106892_1920.jpgViva!

De volta ao confinamento domiciliário, desta vez sob recomendação médica por causa de uma entorse no tornozelo direito que reluta em sarar, resolvi - ao invés de partilhar os primeiros episódios do meu diário de incapacitada de primeira viagem - abordar alguns comportamentos típicos de uma pessoa apaixonada.

Protelando o relato dos meus dramas quotidianos para outra altura, passo então a identificar três sinais, que, segundo a autora Wendy L. Patrick, permitem apurar com o desejado grau de certeza se alguém está ou continua caído de amores.

1. Interesse
Quem está apaixonado quer saber aquilo que o outro pensa, sente, deseja e precisa. Como tal, demonstra um interesse profundo e real, no intuito de conhecer o melhor possível a pessoa por quem o seu coração bate mais depressa.
 
2. Memória
Quando temos sentimentos verdadeiros, tudo o que queremos é ver o objeto da nossa afeição feliz. Lembrar-se de detalhes como música favorita, prato preferido ou nome do perfume habitual é um claro indício de que se está atento a tudo o que lhe diz respeito.
 
3. Sorte
Assumir que se é um sortudo por ter alguém na sua vida é uma genuína declaração de amor. Quando é um parceiro que profere tal declaração, deixa de existir qualquer margem para dúvida. Afinal, há sorte maior do que estar com a pessoa amada?

Agora que já te pus a par dos três sintomas reveladores de um quadro de paixonite aguda, é hora de retomar à minha vidinha de solteira coxa, confinada e teletrabalhadora.

Beijo no ombro e desejos de um dia apaixonante!

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chair-4256570_1920.jpgViva!

As expectativas de um primeiro encontro raramente são encaradas de ânimo leve, sobretudo quando se quer muito arranjar alguém. Em termos emocionais, a sua antevisão acarreta um misto de ansiedade, entusiasmo e insegurança. Por assim ser, a margem de erro costuma ser bastante elevada, com consequências perfeitamente capazes de comprometer a continuidade de algo que muito se deseja.

Detalhes podem arruiná-lo, alguns tão pequenos que muita gente deles sequer se apercebe. Sabendo da importância de se causar uma boa impressão nesse momento, Eduardo Torgal, coaching do programa Casados à Primeira Vista, chama a atenção para dez erros que toda a pessoa que se aventura num primeiro encontro deve evitar, sob pena de continuar desemparelhada. São elas:

1. Falar do(s) ex
Conversas sobre relacionamentos passados não devem fazer parte da ementa de um primeiro encontro, o momento ideal para que duas pessoas tenham a oportunidade de se conhecerem, identificarem os pontos em comum, confirmarem se a atração é mutua e apreciarem a companhia um do outro. Não há espaço para uma terceira pessoa, menos ainda se essa pessoa ocupou um lugar especial na vida de quem estamos interessados.

2. Fazer planos para um futuro a dois 
Não tem mal nenhum demonstrar que se está verdadeiramente a fim. Convém é que essa demonstração não exceda o limite do razoável. Mencionar um futuro a dois logo no primeiro encontro é meio caminho andado para um "ligo-te depois para combinarmos alguma coisa!". Todas nós sabemos o que isso quer dizer, não é mesmo?

3. Queixar-se da vida
Problemas todos temos, mas nem por isso devemos sair por aí a contá-los ao primeiro que disponibilizar um par de ouvidos. O first date serve para causar uma boa impressão no outro, para despertar nele a vontade de voltar a querer estar connosco. Quem quererá voltar a estar com uma pessoa que, logo na primeira vez que estiveram juntos, andou a queixar-se de tudo e mais alguma coisa?

4. Expectativas desencontradas

Um dos principais motivos para que não haja um segundo encontro deve-se à expectativa de relação, ou seja, àquilo que cada um quer e espera do outro. Daí que seja essencial esclarecer sobre o que se está à procura e o quanto se está disposto a investir. Pela minha experiência pessoal, quanto mais cedo se abordar esta questão, menos expectativas defraudadas haverá.

5. Dar demasiada atenção ao telemóvel
Nada mais frustrante do que estar a falar com alguém que não para de dar atenção ao telemóvel. Além de demonstrar desinteresse pela conversa, e pelo interlocutor, é de uma deselegância e desconsideração intoleráveis para com quem abriu mão do seu tempo para estar connosco.

6. Discutir
Exaltar-se quando é suposto mostrar-se cativante é outro dos erros fatais na primeira vez que se sai com alguém. Além de revelar um temperamento inflamável, deixa claro que não se tem um bom domínio das emoções. Quem se aventura num encontro a dois, fá-lo na expectativa de desfrutar de um bom momento, numa companhia agradável, pelo que uma discussão é a última coisa com que deseja levar.

7. Não ter opinião
Assim como entrar numa discussão não é uma boa estratégia de conquista, não expressar as nossas ideias ainda menos. Como referi antes, o primeiro encontro serve para que duas pessoas se conheçam e vejam quais os interesses em comum. Se uma das partes não partilha o que pensa acerca de determinado(s) assunto(s), como é que o outro vai ficar a conhecê-lo? No caso de não se querer expressar a opinião, o que é perfeitamente compreensível, duas sugestões: alimentar a conversa com perguntas ou mudar habilmente de assunto.

8. Não planear o encontro

O sucesso de uma saída a dois, seja ele primeiro ou não, passa, como em tudo na vida, por um bom planeamento. Só assim se consegue assegurar que os interesses convergem em direção a um programa que seja prazeroso para ambas as partes. Na hora de decidir sobre que programa fazer, é recomendável ter em consideração as conversas mantidas o e os gostos de cada um.

9. Escolher o local habitual
É de se evitar ao máximo marcar o encontro no mesmo sítio que se costuma frequentar com os amigos ou familiares. Esse deverá dar-se em território neutro, de modo a que ambos estejam em igualdade de circunstâncias. Se se marca um primeiro encontro no "sítio do costume", para além do risco de ser abordado por algum conhecido, dá-se ao outro motivo para pensar que não houve empenho na sua preparação. Sem falar que ele pode sentir-se intimidado com o à vontade caraterístico de quem está familiarizado com o ambiente.

10. Falar sobre o trabalho
É expectável, recomendável até, que se faça menção ao que cada um faz na vida. Agora falar exaustiva e detalhadamente sobre o assunto é que não. Além do too much information, existe o perigo de o outro pensar que não se tem mais tema de conversa ou que se é viciado em trabalho. O outro aceitou encontrar-se para conhecer a pessoa por quem está interessado, e não o trabalho que ela faz. Se for caso de abordar a questão, que seja de forma superficial e descontraída.

Para que não restem dúvidas: os ex ficam no passado, não precisamos começar já a escolher os nomes dos filhos, muito menos por o outro a chorar com os nossos problemas ou entediado com assuntos do trabalho. No amor, como em tudo na vida, as coisas são mais simples do que imaginamos. Precisamos é estar mais atentos ao outro e menos focados em nós.

Single mine, espero que estas dicas te sejam verdadeiramente úteis e eficazes num próximo encontro, que desejemos que esteja para breve.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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Ora viva!

Ainda a propósito do Dia dos Namorados, que já lá vai mas que voltará para o ano (com toda a certeza), esta crónica intenta desconstruir um ponto fulcral na condição amorosa dos celibatários e aquele de que mais se ressentem nos dias de hoje: como conhecer alguém na vida real. Quando digo vida real, refiro a tudo o que não passa pela internet, que fique claro!

Acredito que aqueles que nasceram antes do século XXI em algum momento sentiram que o virtual açambarcou, descarada e compulsivamente, a sua forma de relacionamento interpessoal. Num espaço temporal demasiado curto, a tecnologia revolucionou-nos a vida ao ponto de sequer termos tido condições efetivas para assimilar o seu real impacto na interação humana. Tudo mudou a uma velocidade tal que os não digital natives, como são os nascidos antes de 2000, andam à nora, incapazes de se encaixarem no atual panorama das relações, sejam elas sociais, familiares, amorosas ou sexuais.

Em inúmeros aspetos essa revolução tecnológica veio facilitar-nos a vida, há que reconhecer. Mas em outros, veio complicar o que era simples. No que toca ao amor, vejo agora que éramos felizes e não sabíamos. 
No meu tempo – já pareço uma anciã a falar – quando queria conhecer alguém, ir ter com os amigos ou fazer noitadas era quanto bastasse. A partir daí, o desenrolar dos acontecimentos era de tal modo despretensioso que mal me apercebia da sorte que tinha por angariar pretendentes com tanta naturalidade e desenvoltura. Nos tempos atuais bem posso sair à noite um ano inteiro que dificilmente conhecerei alguém que valha a pena considerar como um digno candidato ao meu coração. Os amigos, quase todos emparelhados, só se dão com outros em igualdade de circunstância amorosa, logo com pouca margem de manobra para apresentar alguém por quem valha a pena considerar uma renúncia ao celibato.

A verdade é que a maior parte das pessoas com intenções amorosas desconhece, ou esqueceu, como fazer para se aproximar, cara a cara, olhos nos olhos, de outra pessoa. Não imaginas a quantidade de corações solitários que acusam essa dificuldade. Eu mesma já não faço a mais pálida ideia de onde ir, o que dizer ou como agir para chegar à fala com um potencial pretendente. Se saio para a borga, sou abordada quase sempre com um único propósito: free sex. Se não saio, aí é que as minhas chances de conhecer alguém interessante morrem à míngua. Então qual a melhor maneira de conhecer alguém, pergunto eu?

De acordo com os entendidos na matéria, ainda é a sair com amigos e a ser a última pessoa na festa. Para aqueles que, como eu, estão no mercado amoroso à procura de uma oportunidade de investimento com garantia de retorno a médio/longo prazo é hora de resgatar o máximo de amizades perdidas pelos corredores da vida ou esticar as noitadas até o chegar da segurança. 

Mais do que conseguir um número de telefone, um convite para um encontro ou, quem sabe, um beijo furtivo (ou até algo mais), o desafio maior será fintar o sono e o cansaço, condições que, a partir de certa idade, revelam-se os inimigos mais temidos de quem faz noitada. Eu que o diga! Hoje vou a uma festa de carnaval, pelo que até o fechar das portas haverá esperança.

Aquele abraço amigo e votos de um bom Carnaval!

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11
Fev20

Amour amour!

por LegoLuna

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Olá solteiriano! Como estás desde o mês passado?

Pois é, já estamos em fevereiro, o mês do amor. Goste-se ou não, esteja-se comprometido ou livre, leve e solto, este é o mês em que todos nós queremos despertar aquele lado romântico que dizemos não ter, mas que na realidade somos uns c*nas moles e derretemo-nos quando passamos em frente àquelas vitrines da Baixa e vemos aqueles ursinhos pirosos em forma de moldura para oferecermos ao "date" ou à nossa cara metade com a fotografia dos dois… poupa-me ok!

O Dia de São Valentim, por estas bandas, celebra-se a 14 de fevereiro, e reza a história do comércio que é um dia em que temos de agradar à pessoa amada. Vá lá malta, estamos em 2020. Temos o dever de agradar o alvo do nosso afeto todos os dias. Por isso, esquece aqueles clichés básicos de levar a jantar fora, reservar um quarto de hotel, fazer uma pequena viagem, comprar um ramo de flores, uma caixa de chocolates e uma embalagem de preservativos, já a pensar que com tanto mimo a tua miúda vai-te esfregar o coiso como se não houvesse mais dias no ano.
 
Óbvio que todos gostamos de presentes, mas, a menos que ainda tenhas 20 anos, deixa de ver esta data como um mero dia de troca de mimos. Se queres mesmo surpreender, faz algo que nunca tenhas feito ou que seja menos comum.

De seguida, deixo-te com um pequeno guia de ideias de como surpreender neste 14 de fevereiro, por muito parvo ou básico que possa ser:
 
Escreve uma carta e envia-a pelo correio
Por menos de um euro podes enviar uma carta de amor a quem te preenche o coração. Pode ser uma simples declaração, um convite ou uma proposta indecente. É garantido que quem a receber vai gostar e guardar como se de um tesouro se tratasse. Como? Muito simples, alguém costuma receber ou enviar cartas?
 
Faz uma colagam de fotografias vossas
De preferência impressas, mas se for digital também é giro. Se estão numa relação há algum tempo ou se querem muito que o vosso envolvimento colorido dê um passo em frente, mostra à outra pessoa o quão "fixe" são vocês juntos. Caso não corra bem é porque certamente a pessoa não está no teu mood.
 
Cozinha para ela
Por pior que sejam os nossos dotes de Gordon Ramsay, nenhuma refeição do mundo bate aquela que se faz com carinho para quem nos faz acelerar o pulso. Se não correr bem, terás sempre os serviços de delivery à tua disposição, ou melhor, à disposição da tua carteira.
 
Não te desmereças
Por último, mas não menos importante, há que ter sempre em mente que somos o que somos, pelo que temos de parar de procurar a nossa metade da laranja. Nós somos uma laranja inteira, só temos que encontrar quem nos chupe ou lamba gomo a gomo.
 
See you next month!
Yours, Mr. Bali.

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26
Nov19

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Viva!

Gosto do Felizes.pt, um dos muitos sites de encontros com os quais lidei na minha odisseia em busca do amor. Tanto assim é que lhe dediquei, há coisa de três anos, o artigo Estado civil: numa relação séria com o Felizes.pt, um dos best sellers deste blog. Como consequência, posso dizer que desenvolvi uma boa relação institucional com a marca, sobretudo com a sua relações públicas.

Por isso não é de se estranhar que, volta e meia, a ele faça referências (pro bono), não só porque passei bons momentos por lá, mas sobretudo porque identifico-me verdadeiramente com seu o posicionamento estratégico: um site com um ponto de vista mais feminino sobre relacionamentos e encontros. Simplificando, trata-te de um site vocacionado para corações românticos.

Num mercado a abarrotar de ofertas de sites e apps de engate, descaradamente focados no público masculino, esta empresa – totalmente portuguesa – quis inovar, investindo num "serviço em que as mulheres se sintam bem e possam, ao seu próprio ritmo, procurar e conversar tranquilamente com quem despertar o seu interesse". O que acontecer dali para a frente ao destino pertencerá.

O porquê de todo esse parlapiê? Tudo isso para anunciar que decidi voltar a dar uma oportunidade ao amor. Desta vez estou a falar mesmo a sério. Calma, que não anda mouro na costa, nem nada que se pareça. Apenas tomei a decisão, depois de uma reveladora sessão com a minha conselheira espiritual, de abrir o coração ao amor. Apesar de ser uma solteira feliz, é mais do que hora de dar uma oportunidade a mim mesma de amar e ser amada. Eis a minha segunda resolução para o novo ano. Da primeira falo-te numa outra oportunidade.

Dizia eu há pouco que resolvi dar uma oportunidade ao amor. E para me inspirar, nada melhor que testemunhos de pessoas a quem o sentimento-mor deu uma nova oportunidade. É aqui que entra o Felizes.pt, que há dias publicou várias estórias de amor de casais que se conheceram pela sua via e estão juntos, noivos, casados, com filhos, enfim, com as suas vidas refeitas.

São estórias bonitas com final feliz; estórias essas que espero que te toquem tanto quanto a mim.

Aquele abraço amigo e até breve!

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Ora viva!

Single mine, acaso já ouviste falar do Match 74, a primeira agência de relacionamentos em Portugal, que foi apresentada esta quarta-feira? À conta deste blog, e provavelmente na expectativa de uma divulgação a custo zero, recebi em primeira mão a dica sobre a sua apresentação. 

Mal a recebi, acometida de uma enorme curiosidade, desatei a disparar cliques em busca de mais informações sobre este novo conceito de emparelhamento amoroso em terras lusas. Infelizmente, até à data, só me foi possível atinar com duas fontes: o site da própria agência e um artigo do Público. Portanto, esta crónica assenta em dados recolhidos por via destas duas entidades.

Na minha busca, até tive direito a um ebook gratuito sobre os erros a não serem cometidos no primeiro encontro. Sobre isso falarei noutra altura que o assunto hoje é outro. Falemos então do Match74, uma empreitada do Eduardo Torgal, o coach de relacionamentos que fez parte da equipa de profissionais que acompanhava os concorrentes de Casados à Primeira Vista. Yep, esse mesmo!


"Sem jogos, sem máquinas a testar relações. Aqui não há algoritmos, fotos falsas ou encontros frustrantes. Dedicado a pessoas reais, que querem relações reais", assim se define a agência na sua homepage, assumindo a transparência, o profissionalismo, a confidencialidade e a discrição como os valores pilares da sua estratégia comercial.

Absolutamente consciente da existência de tantos – demasiados até – corações solitários, o Match74 ambiciona fazer a diferença, desempenhando o papel de um cupido real, sério e competente. Como, deverás estar tu a perguntar? Oferecendo aquilo que as apps e sites de encontro não conseguem: proximidade, familiaridade e conectividade com os clientes. Nas palavras do seu mentor, a missão "é juntar pessoas. Ninguém é um número ou apenas um nome. Nós conhecemos a história da pessoa. Queremos ter sempre essa proximidade com os nossos clientes e queremos que as pessoas que não estão confortáveis no Tinder sejam nossas clientes".

Almejando promover relações sérias e duradouras, o especialista em relacionamentos não se inibe em reconhecer que o público-alvo da agência é essencialmente aquele que deseja – e está preparado para – ter uma relação pra valer. Se for para andar na "caranganhada" (expressão típica da minha terra que significa safadice) que façam bom uso dos Tinders da vida, lê-se nas entrelinhas.

Sobre os valores cobrados pelos serviços prestados, só se sabe, para já, que o Love Card, a primeira fase após a entrevista inicial, tem um custo de 140 euros. Daí para a frente, será preço sob consulta, o que é uma forma sutil de dizer que não será para todas as carteiras. Para a minha com certeza que não.

Pelos vistos, ainda não é desta que vou recorrer aos serviços personalizados de um provedor de amor profissional. Só me resta então continuar a aguardar por algum outro casamenteiro certificado mais à medida das minhas possibilidades, uma coisa assim mais low coast, se é que me entendes. Enquanto isso vou postando, cuscando, curtindo a minha solteirice e sendo feliz do jeito que dá.

Aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana!

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09
Out19

À procura do Amor

por LegoLuna

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Viva!

Para tudo que hoje trago uma novidade bombástica, algo que vai revolucionar o atual panorama da procura de amor em Portugal. Qual Tinder qual quê, a resposta às preces da comunidade desemparelhada está na revista Ana, mais concretamente na sua secção de classificados, intitulada À procura do Amor.
 
O nome por si só já nos deixa com as orelhas em pé, mas os anúncios que lá constam deixam-nos com os olhos em bico. Nunca vi ou ouvi falar de nada parecido. Posso dizer que a minha odisseia em busca do amor divide-se entre antes e depois de chegar a esse site, cujo conteúdo é tão surreal que ainda estou a tentar decifrar a sua veracidade. 

Qualquer dia destes dá-me uma louca e tiro a prova dos nove. Escolherei um anúncio à medida, enviarei um sms e depois virei para aqui contar-te que tipo de caramelo me saiu na rifa.
 
Tomei conhecimento da página ontem à tarde, por intermédio de uma colega de trabalho. O que nos divertimos a ler aquelas coisas todas! Fiquei de tal forma fascinada com a descoberta que só pensava em partilhar tudo contigo. Desafio-te, pois, a ir comprovar o motivo do meu fascínio.

Antes disso, convém alertar que o nível gramatical que por lá reina deixa muito a desejar, pelo menos na maior parte das vezes. Só para teres uma ideia, o anúncio mais popular é um em que o "procurante" diz que o seguinte":
Olá procuro ou senhora pode ser casada em sigilo ou casal para momentos íntimos sem stresss para algo íntimo sem compromisso Máximo sijilo ijiene acima de tudo sem tabus aguardote Zona norte.
 
Vai lá ver por ti mesma e depois vem dizer quem é amiga.

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o-homem-segundo-seu-signo-galinha-ou-amante_111786Viva!

O bloqueio criativo do qual tenho padecido nas últimas semanas ainda não deu o ar da sua desgraça, só para saberes. Como a vida segue o seu rumo, não esperando por ninguém (menos ainda pela minha pessoa), eis-me de volta ao teu convívio com um artigo sobre a perceção dos géneros em relação ao mundo, em geral, e ao romance, em particular. 

Que elas e eles são diferentes, determinou o criador no momento da criação. Que essas diferenças são muitas e percetíveis a olho nu, estamos cientes. E no que ao flirt se refere, será que a visão feminina é assim tão díspar da masculina? A ver vamos com esta crónica!

Antes de adentrar pelo âmago da questão, convém fazer uma pequena análise das principais dissemelhanças entre o feminino e o masculino, entre o yin e o yang, para usar uma linguagem mais fancy. Por exemplo, a nós discípulas de Eva é reconhecido o talento inato da multifuncionalidade (ou multitasking, na gíria empresarial). É-nos, igualmente, associado um maior grau de intuição, emoção e sensibilidade. Aos descendentes de Adão – ou pelo menos à maioria – costuma-se agregar caraterísticas como frontalidade, praticidade, racionalidade e serenidade.

Ao que parece, também no campo amoroso existe uma acentuada discrepância na forma como ambos os sexos expressam e interpretam as coisas. Um estudo da Universidade de Tecnologia do Texas vem agora reforçar o que estamos cansados de saber: a forma de atuação e comunicação entre mulheres e homens é de tal forma distinta que esta tem implicação direta na arte da conquista.

Enquanto que nós flertamos para nos divertirmos, numa lógica de caça desportiva, eles o fazem para "comer", numa lógica de caça fisiológica. Por valorizarmos muito mais a comunicação, conseguimos captar todo o tipo de sinais não-verbais bem melhor do que eles, que precisam de tradução simultânea, muitas vezes com recurso à legenda e linguagem gestual.

Por sua vez, eles revelam-se uns experts em confundir as coisas, ao ponto de conseguirem encontrar insinuações sexuais onde elas não existem, de todo. Isto não te traz à memória nenhuma situação em que tal tenha ocorrido?

Talvez resida aqui o motivo porque os homens se sentem tão à vontade com a praga moderna que é o fazer a corte por mensagens. Por terem conversas bem mais factuais do que as mulheres, revelam-se mais fraquinhos quando se trata de entender tudo o que não sejam palavras.

Essa coisa de ler nas entrelinhas, os tais sinais não-verbais que referi há pouco, não é de todo o forte do sexo oposto. A ciência assim o comprova com este estudo.

Bom descanso e até à próxima!

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zp_7.jpgViva!

 

Diz o ditado: "Ajoelhou, vai ter que rezar!". No post anterior, ajoelhei-me sobre os erros que alguns homens cometem nos primeiros encontros. Neste, vou rezar sobre a razão porque tantos romeus e julietas andam por aí a atuar a solo, não obstante a sua imensa vontade por um dueto.

 

Numa sociedade que nos oferece de bandeja um buquê de meios e canais (leia-se, sites e apps) que apregoam facilitar o acesso ao sentimento-mor, a pergunta que não posso calar é esta: porque raios então continuamos desemparelhados e/ou secos de afeto alheio? A explicação para este paradoxo parece residir no overdating, isto é na overdose de datings. Em tradução livre para a língua camoniana, o mal dos problemas dos solteiros atuais é o excesso de encontros.

 

"Como? Esta gaja deve estar a surtar, só pode! Como é que ir a muitos encontros pode complicar a vida daqueles que procuram o amor? Quantos mais encontros se for, mais probabilidade uma pessoa tem de encontrar alguém compatível, certo?" Aposto que foi algo assim que acabou de te passar pela cabeça. Antes que me apedrejes em fórum público, deixa-me dizer-te que esta teoria não é minha, mas sim de quem de direito percebe do assunto.

 

De acordo com os especialistas em relações, o principal motivo porque a maioria de nós (ainda) se encontra desemparelhada está precisamente na ânsia de encontrar um parceiro, ânsia essa que se traduz em encontros atrás de encontros, que em nada dão.

 

Ao que os estudos indicam, com o boom de apps de romance, quem está no encontro acaba por, inconscientemente, se focar no próximo em vez de no atual; um problema flagrante numa época em que a frequência de saídas com pessoas novas acelera a olhos vistos, atingindo uma média de dois first dates por semana. Na prática, os praticantes desta autêntica maratona de encontros, acabam por não se permitirem deixar conhecer a fundo, visto estarem numa frenética procura pelo próximo que, creem, será melhor do que o atual.

 

Apontam aqueles que analisam esta realidade, que o problema começa no facto de se estar constantemente à procura do par ideal no primeiro encontro. Dado que a probabilidade de tal acontecer é mínima, não é dada uma segunda oportunidade a possíveis parceiros. Esta procura 'automática' por alguém é, pois, vista como uma tendência da geração Millennial, que vive da espontaneidade e acaba por esquecer que aqueles com quem tem encontros não são descartáveis.

 

Insistir over and over again nos primeiros encontros leva a que aquele que procura se canse e se sinta farto de falhar, culpabilizando-se pelo problema e levando-o a desistir de procurar um companheiro. Sobre isso, há que atentar-se ao reverso da moeda: quando se toma o gosto pela atenção que se recebe num primeiro encontro – deveras viciante – entra-se numa espiral de vaidade e futilidade.

 

Portanto, para quem anda à procura de um chinelo para o seu pé cansado, o melhor mesmo é focar-se numa crush de cada vez e lembrar-se que quando ambas as partes querem embarcar numa relação comme il faut, todo o investimento vale a pena (e, mais importante, a espera).

 

Acreditar que será através de um 'match' no Tinder ou em qualquer outra app do género que vais encontrar o amor da tua vida é pura utopia. Claro que, volta e meia, a media nos dá conta de um ou outro caso bem-sucedido, mas livra-te de acreditar que isso é regra, e não exceção.

 

Moral da estória: por mais opções que a tecnologia ponha à nossa disposição, ela de pouco nos vale se não estivermos dispostos a perder tempo para encontrar a 'tal' pessoa. Investir (tempo, sentimentos, expectativas e paciência), single mine, é a chave do sucesso no amor.

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zp_3.jpg

Viva!

 

Que achas de hoje falarmos do primeiro encontro, mais especificamente das gaffes que (consciente ou inconscientemente) alguns homens acabam cometendo? Por mais ansiado que ela seja, a eminência da primeira saída com o objeto do nosso interesse é algo que a muito poucos deixa de abalar. Afinal, a par da vontade de agradar, paira no ar toda a espécie de expectativas: levar  a conversação a bom porto, decidir que informações pessoais revelar, acertar nas perguntas, gerir aquele nervoso miudinho que nos acomete sempre que nos sentimos avaliados, e por aí fora.

 

A pensar nisso, a crónica de hoje é inspirada num artigo da MAAG, que por estes dias foi assuntar junto de várias mulheres quais os temas e atitudes proibidos aos homens no (temido) first date. A conversa com as 18 ladies que aceitaram o desafio, com idades compreendidas entre os 25  e os 66 anos, deu nisto:

1. "Perturba-me a falta de etiqueta à mesa, como lamber a faca. E também não gosto quando não sabem falar, como dizer 'Fui ca (em vez de com) minha mãe à praia'." Luísa, 28 anos

2. "Que não se ria das minhas piadas." Marta, 30 anos

3. "Descuido nos sapatos." Glória, 66 anos

4. "Detesto que se gabem muito, que tenham uma aparência descuidada, que façam muitas perguntas e muitas críticas." Andreia, 38 anos

5. "Pagas tu ou pago eu?" Irina, 29 anos

6. "Falar sobre ex-relacionamentos." Joana, 28 anos

7. "Ter uma atitude altiva para se mostrar uma pessoa confiante, como contar histórias onde foi o maior ou tratar mal o empregado." Ana Luísa, 27 anos

8. "Enganar-se no meu nome." Carmen, 25 anos

9. "Chegar atrasado e tratar-me por boneca ou princesa." Inês, 30 anos

10. "Não tolero erros de português. E se ele der erros na SMS onde estamos a combinar tudo para o encontro, nem apareço!" Rita, 34 anos

11. "Estar constantemente a mexer no telemóvel como quem está a controlar mais alguma coisa… ou mais alguém!" Mia, 36 anos

12. "Falar na mãe." Teresa, 41 anos

13. "Olhar para outras mulheres." Ana, 27 anos

14. "Quando não me perguntam nada sobre mim e não têm assunto." Bárbara, 31 anos

15. "Vais mesmo comer isso tudo?" Patrícia, 30 anos

16. "Odeio homens egocêntricos e não tenho paciência quando se começam a exibir." Magda, 41 anos

17. "Se só falar dele, está cortado da lista." Sandra, 30 anos

18. "Não me beijar." Joana, 25 anos

 

Se dúvidas houvesse de que pequenos detalhes fazem toda a diferença no primeiro programa a dois, estes testemunhos acabaram de as dissipar. A verdade é que há temas, frases, ações e gestos que são capazes de mutilar um relacionamento ainda no útero da conquista.

 

Apesar de apontadas ao género masculino, estas podem perfeitamente aplicar-se ao género oposto, razão pela qual todo o cuidado deva ser pouco. Meu bem, se por acaso tens algum encontro na calha, atenta-te a esta crónica, não vás fazer má figura e deitar por terra a oportunidade de te emparelhares.

 

E com esta retiro-me para os braços do Twoo a ver se consigo fisgar algum incauto ávido por um primeiro encontro.

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