
Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

Ora viva! 👋
Começo por convidar todo aquele que tem por hobby andar à cata de erros (gramaticais) alheios, o favor de ler o primeiro parágrafo deste post. Espetada a primeira alfinetada do dia, eis me mais do que pronta para partilhar contigo as últimas novas desta recém-emparelhada, radicada há pouco mais de um ano no País Basco.
Pronto, acabo de deitar por terra o primeiro spoiler sobre o meu paradeiro. A seu tempo revelarei o nome da cidade, assim que me assegurar que o meu nome deixou de constar da lista "most wanted" da Europol, por deserção do exército dos solteiros.
Retomando ao assunto do momento entre a minha comunidade: eu e o Ste, ou o Ste e eu (como preferires), tenho a dizer que a nossa escapadinha romântica a um dos Top 5 dos meus destinos de sonho foi uma aventura e tanto, com direito ao previsto e ao imprevisto também.
Com partida de Bilbao num domingo e regresso à casa de partida na quinta-feira seguinte, o novel casal café com leite teve a oportunidade de desfrutar de cinco intensos, maravilhosos e inesquecíveis dias em Ibiza.
Escuso-me a partilhar os detalhes íntimos desses dias que guardarei para todo o sempre na memória e no coração. Os primeiros dois, domingo e segunda-feira, foram de intensa atividade física, dentro e fora do hotel, se é que me entendes 😉. Tudo nos corria na perfeição, até que entrou em cena um vulto inesperado chamado Gabrielle. Se te veio à mente a imagem de uma mulher podes parar por aí, que a malícia anda à solta na tua imaginação.
Brincadeira à parte, tenho a dizer que, no passado dia 30 de setembro, eu e o Ste fomos apanhados pela mesma tempestade que varreu o arquipélago dos Açores e depois foi parar à costa valenciana, bem como às vizinhas ilhas Baleares.
É meu bem, a Sarita, por razões que lhe são alheias, dá sempre um jeito de estar aonde a história se faz. Benção ou maldição, é uma questão de ponto de vista. Eu prefiro acreditar que se trata de karma, um teste à minha resiliência ou, quiçá, nutrir a minha vida de excitantes narrativas para contar.
Retomando o fio à meada, depois de uma chuvarada daquelas durante a noite anterior (com direito a trovões e relâmpagos), essa terça-feira amanheceu cinzenta e mal humorada, tal duas comadres coscuvilheiras que se zangaram na véspera.
Tinha-me desafiado o meu "mec" para irmos visitar o ponto mais alto da ilha, cuja subida exigia uma hora de caminhada para atingir o cume e outra para regressar à base. Confesso que não estava particularmente entusiasmada com a ideia de escalar o Sa Talaia, ainda por cima num dia tão pouco amistoso.
Como tinha dado a minha palavra, e à palavra dada não se volta atrás, lá pegamos na nossa viatura de aluguer e partimos em direção à vila de Saint Josep. Mal nos aproximamos do sítio onde era suposto apearmos e começar o calvário (perdão, caminhada 😅), eis que uma chuvinha mansinha começa a dar o ar da sua graça.
Perante tal cenário, o Ste, que é das pessoas mais determinadas que conheço, viu-se obrigado a render-se às evidências, deixando assim cair por terra a pretensão de atingir o cume da montanha mais alta da isla blanca, como se de uma versão europeia do alpinista Nims Puja se tratasse.
Como o meu mec não é membro do clube Dolce Fare Niente, em alternativa, sugeriu que passássemos por Sa Caleta, outra deslumbrante enseada local. Apesar de o tempo continuar com ar cada vez mais ameaçador, nada nos fazia prever o que viria a passar-se dali a pouco.
Em plena sessão de fotos, como qualquer turista de primeira viagem na região, eis que de repente os nossos telefones começam a emitir um sonoro e estridente ruído, inédito e inesperado. Nos respectivos ecrãs, vimos um alerta vermelho a avisar que a caminho estava uma chuva forte, com probabilidade de rápida subida de água, pelo que se recomendava que aqueles que se encontrassem no exterior se abrigassem, sendo desaconselhada a permanência perto de falésias, ribanceiras e afins.
Reconheço que desvalorizamos a mensagem (escrita em francês e inglês), não obstante o céu revelar-se cada vez mais escuro e intimidante. A nosso tempo, deixamos o local, tendo em mente uma passagem pelo Parque Natural de Ses Salines, ainda que sem sair da viatura. Foi nesse preciso momento que o céu tombou sobre nós.
Uma chuva intensa, como jamais presenciei na vida, começou a cair e em questão de poucos minutos, a estrada começou a ficar inundada. O nosso Renault Clio, obviamente despreparado para enfrentar uma intempérie dessa intensidade, começou a ceder a ponto de chegar-nos ao olfacto o cheiro de borracha queimada, um claro sinal de que o seu motor começava a sobreaquecer.
Sem ver um palmo à frente do nariz e com o nível da água a subir rápida e perigosamente, só nos restava duas saídas: encontrar um sítio seguro para estacionar ou abandonar a viatura e procurar abrigo a pé. No meio de nenhures, não sabíamos por onde nos virar. Eu dizia que devíamos parar e o Ste era da opinião que devíamos regressar ao hotel, caso contrário afogar nos íamos em questão de minutos.
O nervosismo, a raiar o pânico, era de tal ordem que eu nem conseguia escrever o nome do hotel no GPS. Com o Ste a tentar dominar o carro e eu a tentar visualizar um local seguro para nos abrigarmos, a estrada ia ficando mais e mais alagada. A essa altura eu só dizia que devíamos abandonar a viatura (felizmente assegurada contra todos os riscos). Por seu lado, o Ste era categórico: devíamos regressar ao hotel, que distava a 20 km. Argumentava eu que era muito mais perigoso insistir em conduzir nessas condições por uma estrada que ele mal conhecia, cheia de subidas e descidas, curvas e contracurvas, sem barreiras nem separador. Perante a sua recusa em parar ou abandonar a viatura, implorei-lhe que ao menos reduzisse a velocidade a 30 km/h.
Perante a ideia de mais 30 minutos de asfalto sob condições tão adversas, o meu coração saltava pela boca. Eu só pensava o quão inglório seria se o desfecho fosse trágico. Apesar de não ter clamado por proteção divina, Deus sentiu o nosso desespero e resolveu interceder a nosso favor.
Volvidos somente cinco minutos, ao enveredarmos pela via que conduzia ao lado sul da ilha, onde ficava a nossa unidade hoteleira, deparámos-nos com uma estrada seca. A nossa tormenta tinha chegado ao fim. A viagem de regresso ao Hotel Village Ibiza foi feita com a boca seca, o coração aos pulos, as mãos suadas e o corpo tenso. Uma vez lá, ficamos a saber que estivemos no epicentro da tempestade, ou seja, estivemos no olho do furacão, como coloquialmente se costuma dizer.
Só na manhã seguinte, nosso penúltimo dia na ilha, ao irmos ao centro de Eivissa para apanhar o ferry com destino à vizinha Fromentera, é que pudemos ver pelos nossos próprios olhos, o enorme estrago que Gabrielle provocou: ruas alagadas e lamacentas; viaturas de bombeiros, polícia e proteção civil por todo o lado; parques de estacionamento interditados; comércio e restauração fechados; andares térreos cheios de lama; recheio de lojas e residências particulares na rua; enfim... o que o mundo viu nas notícias, vimos nós ao vivo e a cores.
Entre as várias lições que tirámos deste episódio, a mais importante de todas foi: jamais ignorar ou subestimar um alerta da proteção civil. Ao instante em que ela chegar é largar tudo e procurar abrigo, sem pestanejar ou titubear.
Por hoje é tudo. Aquele abraço amigo e até para a semana.
Ora viva! 👋
Estou ciente de que o título deste post não cumpre à risca as regras do bom português, o qual determina que, quando falamos do outro, o nome próprio deve ser citado antes do pronome pessoal. Com o devido respeito pela língua portuguesa, entende esta pessoa que te escreve que, num discurso pessoal, o protagonismo da narrativa deve caber àquele que conta, ou seja, ao sujeito ativo, e não àquele sobre o qual se conta, ou seja, o sujeito passivo.
Enfim... só para deixar claro que a ordem dos sujeitos é propositada e não fruto de uma ignorância gramatical da minha parte. A meu ver, eu sou a pessoa mais importante da narrativa, logo, o título deve começar por "Eu". Egocentrismo ou, quem sabe, narcisismo? Nada disso! Apenas uma opção pessoal.
Sintetizar não é uma arte na qual sou exímia, pelo que dificilmente vou conseguir resumir a (bela) história de amor que estou a viver neste momento a uma única publicação. Com isso quero prevenir-te que, ao final deste texto, é bem capaz que continues mais curiosa do que antes. Como um pouco spoiler nunca fez mal a ninguém, pelo contrário, estou certa de que vais saber lidar com esse suspense de forma saudável.
Conheci pessoalmente o Ste - diminuitivo de Stephane e o modo carinhoso como o trato - no passado dia 6 de junho, numa data que não poderia ser mais auspiciosa (6.6). Faço questão de frisar este ponto como forma de deixar bem claro que quando os astros se alinham e o universo decide conspirar a nosso favor, tudo, mas absolutamente tudo, assume um significado mágico.
Escrevi "pessoalmente" porque já tínhamos trocado algumas mensagens dias antes através de uma app de encontros. É, meu bem, encontrei o amor através do Tinder, coisa que jamais imaginei possível. De todas as apps a que já recorri, e tu bem sabes que são muitas, esta era aquela na qual depositava menos fé, pelos motivos que já aqui partilhei inúmeras vezes.
Como é do conhecimento geral da blogosfera, motivos de sobra tinha eu para essa descrença. Afinal, em mais de uma década de uso (esporádico, é verdade), só "encontrei" gajos que, assumida ou veladamente, andavam apenas à procura do bem bom a curto termo.
Que fique claro que tinha conhecimento de várias histórias com finais felizes que tiveram origem naquela que é mais popular de todas as apps de encontro. Algumas até contadas na primeira pessoa. Por exemplo, uma das minhas besties tem uma colega de trabalho que casou e teve um filho com alguém que conheceu no Tinder.
O que nunca imaginei foi que fosse acontecer o mesmo comigo. Esta é a primeira surpresa boa da minha história com o Ste. E é por isso que faço questão de assumir o meu preconceito em relação à app, ao mesmo tempo que aproveito a oportunidade para enviar uma mensagem de alento às solteiras que por lá ainda deambulam em busca do seu match parfeito: a app funciona!
Não, não se trata de conteúdo pago - quem me dera! - nem de publicidade enganosa. Trata-se tão somente de uma história real que aconteceu a uma solteira de longa duração que há muito tinha perdido a esperança de encontrar alguém com quem pudesse viver algo bonito e verdadeiro. O que me faz acreditar que um dia destes também tu podes encontrar alguém especial através do Tinder, ou de outra app qualquer.
É certo que foi preciso (re)expatriar para encontrar um gajo decente, o que me faz pensar que o problema pode não ser a app, mas sim os homens registados na app... em Portugal 😅. Foi só acedê-la num outro país para ser bem-sucedida. Sobre como é que voltei aos braços do Tinder, depois de um longo período de ausência, contarei depois, que essa é outra história igualmente interessante de ser partilhada, já que renovou em mim a convicção de que não há coincidências e que nada acontece por acaso.
Por hoje é tudo, meu bem. Conto retomar o relato na próxima semana, diretamente de Ibiza (essa mesma 😉), onde vou estar numa escapadinha com o Ste, a primeira de nós dois, na verdade a primeira de toda a minha vida.
Até lá deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

Ora viva! 🖖
Bem sei que tinha prometido regressar no feriado. Também sei que à palavra dada não se falta. Ainda assim, não consegui. Estava tão cansada, que simplesmente decidi não ligar o computador e passar o dia no sofá a ver episódios atrás de episódios de Lei & Ordem - Unidade Especial.
Também sou filha de Deus e só eu sei o quanto precisava desse momento de dolce fare niente. Como penitência, eis-me a escrever-te num domingo, ainda que só vás ler este post na segunda-feira. Perante a perspetiva de (mais) uma semana intensa pela frente, não me resta outra opção que não seja adiantar trabalho, e se tiver que fazê-lo em dia sagrado, que seja.
Preâmbulo feito, estou aqui para te dizer que se já estava difícil encontrar o amor, a busca agora exige cada vez mais recursos financeiros. Além de um significativo aumento no valor das subscrições em quase todas as aplicações de encontro, o Tinder, provavelmente a mais popular de todas, acaba de lançar uma oferta destinada àqueles que querem a todo o custo - literalmente falando - encontrar a sua felicidade amorosa. De facto, só um querer muito grande para os fazer despender quase meia centena de euros por mês.
A recém-lançada subscrição é para aqueles que não querem mesmo perder a oportunidade de conversar com outros utilizadores — mesmo que não tenham dado match. Ou seja, se antes só podíamos meter conversa com quem tivesse gostado de nós, o utilizador que tiver aderido a essa modalidade já pode contactar com o seu crush mesmo sem haver reciprocidade de interesse.
Lançado no passado dia 22 de setembro e disponível para menos de 1 por cento dos utilizadores, os "extremamente ativos", de acordo com a empresa, o plano Select custa cerca de 470 euros por mês. Para além de poderem enviar mensagens a pessoas com as quais não chegaram a fazer match, os que aderirem a este plano premium vão poder aceder ao modo de pesquisa VIP para que outros utilizadores possam ver o seu perfil após o swipe right (movimento que significa que está interessado na pessoa).
Os utilizadores elegíveis irão receber um convite do próprio Tinder para poderem aceder ao Select. Os perfis em causa têm de cumprir algumas exigências, como uma fotografia verificada, uma biografia, cinco interesses, pelo menos quatro fotografias no perfil e detalhes sobre o tipo de relação que procuram.
É, meu bem, a procura por um amor que valha a pena está-se a tornar uma aventura cada vez cara para quem busca e lucrativa para quem facilita essa busca. Para quem tem muitos dígitos na conta, as possibilidades acabam de aumentar com este novo serviço pago do Tinder. Para aqueles cujo saldo bancário tem mais zeros à esquerda do que à direita, a esperança continua a residir na sorte, a quem cabe sempre a última palavra em matéria de amor.
Despeço com aquele abraço amigo de sempre!

Ora viva! 👋
O amor é um tema que nunca se esgota na sua significância. A procura por ele, tão pouco na sua relevância. Ou seja, é a busca pelo (verdadeiro) amor que nos impele a continuar a acreditar que a felicidade au pair é perfeitamente legítima e que encontrar a pessoa dos nossos sonhos é algo pelo qual vale a pena envidar todos os esforços.
Nessa odisseia, deparamo-nos com assuntos, frases, gestos e atitudes perfeitamente capazes de condenar ao fracasso um romance ainda na fase do interesse. De modo a que não reste a menor dúvida de que pequenos detalhes fazem toda a diferença na procura do amor, este 17º programa da saga Ainda Solteiros debruça-se sobre uma série de gaffes que os homens cometem - ou podem vir a cometer - nos primeiros encontros amorosos, os quais minam - para não dizer aniquilam - as hipóteses de serem bem-sucedidos na arte da conquista.
Apesar de apontadas ao sexo oposto, os testemunhos das 18 mulheres, entre os 25 e os 66 anos, que cito no episódio desta semana devem servir de aviso a todos, razão pela qual recomendo que lhe dediques a máxima atenção.
Escusado será dizer que o episódio Erros que os homens cometem nos primeiros encontros já está disponível nas plataformas do costume: Anchor (que agora passou a chamar-se Spotify para Podcasters), Apple Podcasts e Google Podcasts. Como sempre, convido-te a ouvir, partilhar, comentar, recomendar, refletir e adotar ou rejeitar aquilo que fizer sentido para ti.
Beijo beijo 💋 e até sexta-feira!

Ora viva! 👋
A propósito do 11º episódio do podcast Ainda Solteiros, exibido no passado dia 30 de janeiro e dedicado às aplicações de encontros, as reações foram de tal modo contundentes que comprometi-me a dar mais informações sobre o assunto. Como tal, hoje trago três dicas (fundamentadas e comprovadas) para qualquer solteira, ou solteiro, ter sucesso no engate online. Vai por mim, que elas vieram de fonte fidedigna.
Sabias que, a nível mundial, o número de utilizadores de aplicações de encontro ascende aos 300 milhões? Ah pois é, são muitas as criaturas que andam à procura do amor na rede. Eu sou uma delas, ainda que assumidamente desencantada e descrente de que seja através delas que vá encontrar "o tal". Sim, porque "alguém" encontra-se sempre, o problema é esse "alguém" estar sintonizado com aquilo que procuramos.
De acordo com Rachel A. Katz, num artigo para o Público, jornal para o qual cheguei a assinar uma crónica semanas antes do rebentar da pandemia, "as expectativas sociais da utilização de apps de encontros podem levar as pessoas a solicitar encontros de forma demasiado agressiva, ou tornar mais fácil fazer ghosting a alguém, precisamente quando essa pessoa estava a ficar entusiasmada com a ideia de um encontro."
De modo a minimizar os riscos de insucesso no engate online, a autora deixa alguns conselhos, que vão desde a criação da primeira mensagem perfeita até à conversa fora do virtual. Eis, pois, o trio de aspectos que deves considerar após o match com alguém:
1. Lê (realmente) o perfil da outra pessoa
Os utilizadores nem sempre leem o perfil inteiro da outra pessoa antes de "gostarem" delas, ou de as dispensarem. O que é uma pena, porque atribui-se demasiado significado às fotos de perfil e à forma como se apresentam. As pessoas querem que gostem delas por quem são, e expressam isso ao selecionarem fotos que mostram quais os seus passatempos, personalidades e valores.
Escreve uma mensagem de abertura tendo isto em mente. Não partilhes apenas detalhes sobre ti, ou um genérico "olá", nem inundes a outra pessoa com elogios. Faz uma ou duas questões para desencadear uma conversa mais longa. Menciona algo específico que a pessoa tenha escrito no seu perfil ou tenha feito numa foto. Por exemplo, se a pessoa tiver uma foto a fazer caminhadas, podes perguntar-lhe quais os seus trilhos preferidos, ou se tem outros passatempos.
Isto também é algo a pensar quando estás a criar o teu perfil. Acrescenta uma pergunta ou uma frase pensada que encoraje as pessoas a enviarem uma mensagem. Algo tão simples como "pergunta-me qual o meu fim de semana ideal" pode manter a bola a rolar.
2. Sê clara nas tuas intenções
Deixa claro o que pretendes com a interação, quer seja conhecer pessoas novas, uma aventura de uma noite ou uma relação séria. Isto pode poupar tempo e levar a uma experiência melhor. Ninguém quer desperdiçar energia a comunicar com alguém que não quer a mesma coisa.
Se queres ter um encontro, podes sugerir algo como: "Gostava de sair e mostrar-te porque considero a comida italiana a melhor do mundo." Se apenas te interessa uma noite, clarifica que estás à procura de algo casual, mas não fales muito rápido ou agressivamente de sexo — os outros acham isso desmotivador. Ao invés, diz que a outra pessoa te chamou a atenção e que gostavas de perceber se há química numa noite juntos.
Respeita as intenções das outras pessoas e os diferentes níveis de conforto no que toca a correr riscos — emocionalmente e fisicamente. Podes começar por partilhar o que é importante para ti a nível de segurança. Isto pode ser relacionado com a saúde (como os testes de covid-19 ou as vacinas contra a varíola-dos-macacos) ou relacionado com a segurança, como encontros em locais públicos. Não tem de acontecer na primeira mensagem, mas vale a pena discutir estas questões antes de um encontro presencial e normalmente é mais fácil falar sobre isso online.
3. Não leves as coisas a peito
É difícil não levar as coisas a peito. A rejeição, mesmo online, pode ser dolorosa. Pode ser ghosting — quando alguém simplesmente deixa de dar sinal de vida — ou simplesmente quando não obténs uma resposta depois da primeira mensagem. Podes pensar: "Demos match, o que significa que a outra pessoa gosta de mim! Por isso, porque haveria de me ignorar?" Infelizmente, isto acontece com frequência nas apps de encontros. Quer seja por seletividade, não ler os perfis atentamente ou simplesmente ignorar a caixa de mensagens, um match nem sempre leva a uma conversa.
É, meu bem, a odisseia em busca do amor é para os destemidos, persistentes, resilientes e crentes de que a procura vale sempre a pena. Espero que estas sugestões te sejam de grande utilidade na aventura amorosa online. Que o amor chegue logo e que venha a tempo de nos fazer (mais) felizes. Beijo 💋 em ti e até para a semana!

Ora viva! 👋
Finalmente chegou o 14 de fevereiro, o Dia dos Namorados para o mundo, o dia da Soirée dos Solteiros para mim e para os meus convidados. Por falar deste meu evento dedicado aos corações desocupados residentes ou circulantes na área da Grande Lisboa, nem fazes ideia das surpresas maravilhosas que preparei para esta noite. Só ficará a saber quais são elas quem estiver esta noite no By Milocas do CCCV - Centro Cultural de Cabo Verde, onde vai ter à sua espera comida maravilhosa, música boa, ambiente aconchegante e gente disposta a divertir, conviver e conhecer pessoas novas.
Quanto ao motivo que me trouxe aqui hoje, para além de desejar-te um feliz Dia de São Valentim, escuso dizer que é o podcast Ainda Solteiros. O tema deste 13º episódio, cuja emissão calha, nem de propósito, neste dia tão especial, só pode ser o amor. Bem sabes que aqui para os lados do hemisfério norte, há dias que ele anda no ar, e essa aura amorosa conhece esta terça-feira o seu ponto alto, com a chegada do padroeiro dos enamorados.
O programa de hoje começa com uma dedicatória aos corações apaixonados 👩🏻❤️👨🏻, intentando render-lhes homenagem e desejar-lhes o melhor para este dia. Como convém não esquecer aquelas que, como eu, estão de coração disponível, apresento boas sugestões para se mimarem e celebrarem o amor com pompa e circunstância, mesmo não tendo um par romântico.
O episódio Que o amor esteja contigo já está disponível no Spotify, na Apple Poscasts e no Google Podcasts. É só clicar num destes três links e deixar-se contagiar pela energia de São Valentim. Já agora, partilha-o com aqueles que queres ver feliz.
Independentemente da tua condição amorosa, espero que tenhas um feliz Dia dos Namorados e que o amor esteja contigo. Hoje, amanhã e sempre! 💘💘💘
Ora viva! 👋
A uma semana do Dia dos Namorados, e da nossa Soirée dos Solteiros, regresso ao teu convívio para mais uma conversa amiga entre solteira de Lisboa e solteiros da lusofonia. No podcast desta semana abordo o primeiro encontro, um momento muito desejado por aqueles que se propõem a dar uma oportunidade a si e ao pretendente. Precisamente por ser tão desejado, é também um momento temido, capaz de gerar ansiedade, angústia e insegurança.
Porque o amor está no ar, e esta altura do ano é propensa a que ele aconteça, neste 12º episódio do Ainda Solteiros faço uma listagem das boas práticas para o primeiro encontro, abordando os erros a serem evitados, as questões a esclarecer, o que não se deve de todo dizer, o número ideal de encontros e as melhores atividades.
Para os homens, sobre quem recai a fatia maior da responsabilidade quando se trata do first date, dedico uma atenção especial, com dicas para garantir que o encontro seja um sucesso e recomendações sobre gaffes a serem evitadas a todo o custo, sob pena de não mais voltarem a por os olhos em cima da crush.
O melhor mesmo é ouvires o episódio Boas práticas para o primeiro encontro, já disponível nas plataformas Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts. Mais uma vez, desafio-te a reagir, seja através de partilha, recomendação, comentário ou resposta ao inquérito.
Caso estejas a pensar aventurar-te num primeiro encontro, espero que este episódio te seja de grande utilidade. Boa sorte e que o amor
esteja contigo!

Ora viva! 👋
Acaso és daquelas pessoas que acredita em astrologia, mais especificamente, em como ela influencia - para não dizer determinar - a nossa personalidade, logo o nosso comportamento? Apesar de considerada uma pseudociência, ou seja, não reconhecida pela academia como uma ciência de facto e de direito, ao contrário da astronomia, eu acredito na astrologia. Até porque a revejo-me em praticamente tudo o que ela assume como sendo as caraterísticas do meu signo.
Tudo isto para dizer que existem nativos que, pelo signo pelo qual se regem, são mais propensos à solteirice, até porque sabemos nós bem que trocar a liberdade por uma relação duradoura é um compromisso que nem todas as criaturas estão dispostas a fazer. E muitos sequer têm perfil para tal, tamanha a sua natureza indivualista, ou egoísta, como muitos gostam de vaticinar.
Vamos lá então ver quem são os membros do clube "solteiros com orgulho", de acordo com a revista Máxima:
Capricórnio
Teimosos por natureza, os nascidos entre 22 de dezembro e 20 de janeiro sabem bem o que querem e gostam das coisas feitas à sua maneira. É por isso que procuram relacionar-se com pessoas que partilhem da sua tenacidade, mas se não as encontrarem, preferem ficar apenas com a companhia da sua independência.
Peixes
Os nativos do décimo segundo, e último signo do zodíaco, são pessoas calmas e sensíveis, que adoram passar o serão no sofá na companhia de uma manta, de um livro e de um chá. Ocasionalmente dão o ar da sua graça em eventos sociais, mas sempre com a intenção de regressar às águas livres da sua natureza livre, motivo pelo qual encaram a solteirice como uma benção e não uma maldição.
Escorpião
Os nascidos entre 23 de outubro e 22 de novembro tendem a procurar nos outros qualidades semelhantes às suas. Na sua mente, este é um plano sem falhas no que toca a relações amorosas. No entanto, também são muito protetores da sua privacidade e ficam logo em modo defesa quando alguém tenta derrubar as suas barreiras.
Caranguejo
Os nascidos entre 21 de junho e 22 de julho são conhecidos por serem sensíveis, carinhosos e de gostarem de cuidar dos outros. Porém, a sua sensibilidade extrema torna-os suscetíveis a oscilações de humor, como uma esponja que absorve as emoções à sua volta, e por isso tornam-se cautelosos com quem deixam entrar no seu círculo interior. Uma boa série de televisão é-lhes muito mais atrativo do que um programas a dois.
Virgem
Este é um dos signos mais workaholics do Zodíaco. Por serem hiper dependentes e gostarem de gastar o tempo livre com os seus hobbies, sem aborrecimentos externos, não costumam ser vistos como um bom par romântico. Na eventualidade de serem convidados para festas ou convívios, há uma grande probabilidade de priorizarem o trabalho ou o seu sono de beleza.
Sentenças astrológicas à parte, estar numa relação amorosa não é para todos e há mesmo quem prefira o celibato ao emparelhamento. Obviamente que isso não quer dizer que não se relacionam sentimentalmente, menos ainda que não sabem aproveitar o lado bom do romance. Envolvem-se, aventuram-se, divertem-se, ou seja desfrutam de tudo a que têm direito, desde que isso não implique um compromisso duradouro ou definitivo.
Meu bem, por hoje é tudo. Cá te espero amanhã para mais uma conversa amiga entre mim e uma solteira gira e traquina chamada Tercia Lima. Juntas vamos desconstruir um pouco mais as alegrias, amarguras, frustrações e compensações da solteirice de longa duração.
Beijo 💋 em ti e até amanhã!

Ora viva! ✌️
Estou cansada, e, pelos vistos, vou continuar a estar nos próximos dias. Pelo segundo fim de semana consecutivo, estou envolvida num evento outdoor, desta vez o Festival Cultura Sem Fronteiras, promovido pela Junta de Freguesia dos Olivais, em Lisboa.
Serão quatro dias a ir dormir às tantas da madrugada, para acordar às primeiras horas do dia, já que os afazeres habituais não desapareceram, e dar conta dos meus compromissos não é uma opção. Como tal, hoje vou ser muito breve na minha intervenção por aqui, mais não seja porque é sexta-feira, e sabes bem que eu sou uma acérima defensora da máxima de que o último dia útil da semana pede leveza na alma e descontração no espírito.
Como sei que não resistes ao tema sexualidade, hoje trouxe o segredo para uma vida amorosa e sexual plena. De acordo com a terapeuta sexual Cheryl Fraser, numa publicação para o blogue do Instituto Gottman, a harmonia perfeita entre o casal resume-se a um único modelo, o qual apelida de Triângulo da Paixão, através do qual visa ensinar os casais a criarem uma paixão romântica e sexual duradoura.
São estes os três componentes do modelo aplicado pela terapeuta:
1. Emoção
Sensação infalível de entusiasmo, interesse e atração pelo parceiro que é vivida numa fase inicial da relação e que, muitas vezes, desaparece com o tempo.
2. Intimidade
Característica que se desenvolve com o passar do tempo, através do partilhar das vulnerabilidades e do aprofundar da conexão emocional, os parceiros conhecem-se mutuamente ao milímetro.
3. Sensualidade
Espectro da conexão romântica, erótica e sexual entre duas pessoas, desde dar as mãos ao prazer sexual em si.
Escusado será dizer que nem todas as relações possuem estas três qualidades, não obstante ser isto que deve acontecer num cenário ideal. Caso tenhas interesse em fazer o teste que te vai permitir apurar em que pé está a harmonia da tua relação amorosa, caso a tenhas, é só clicar neste link.
Beijo 💋 em ti e bom fim de semana!

Ora viva! ✌️
Buenas! Hoje quero falar contigo sobre as linguagens do amor. Sim, o amor fala e quem quer ser bem-sucedido na arte da conquista e da sedução deve dominar com desenvoltura o seu idioma, mais não seja para deixar bem claro como gosta de tratar os outros, e, sobretudo, de como gosta de ser tratado.
De acordo com Gary Chapman, autor do best-seller The 5 Love Languages, todos nós temos uma linguagem de amor primária e outra secundária. Como tal, é importante que as conheçamos bem, não só para estarmos familiarizados com as nossas necessidades, mas também para podermos responder adequadamente às necessidades daqueles que amamos.
Para este pastor e conselheiro são estas as cinco linguagens do amor:
1. Presentes
Podem ser cartas de amor, flores ou até mesmo chocolates. O importante é que tenha valor (que pode perfeitamente ser sentimental e não material), tanto para quem dá como para quem recebe. A constatação de que aqueles que amamos despenderam dinheiro e/ou tempo para escolher algo para nós faz com que nos sintamos valorizados, estimados, amados.
2. Toque Físico
Abraçar, beijar, acariciar, sexar é outra linguagem do amor. Para as pessoas que apreciam toques físicos constantes trata-se de demonstrações de afeto espontâneas e inequívocas, que as faz sentirem-se amadas, ao mesmo tempo que lhes permite expressarem o seu afeto.
3. Afirmação verbal
Esta linguagem envolve uma comunicação verbal afirmativa, positiva, apreciativa. As palavras positivas têm o poder de fazer com que as pessoas se sintam mais valorizadas, confiantes e amadas. Ou seja, elas tratam de confirmar o amor interno de uma forma externa.
4. Atos de serviço
Ser atencioso com alguém é outra forma de se expressar amor. Quer se trate de fazer as limpezas, cozinhar, dar boleia ou fazer um recado, através destes gestos, uma pessoa sente ou demonstra que gosta da outra, que gosta de cuidar dela, que gosta de agradá-la.
5. Tempo de qualidade
Nesta linguagem tudo se resume ao tempo dedicado à pessoa amada, com toda a atenção completamente virada para ela. Diz respeito a ouvir e compreender a cara-metade, sem deixar que distrações atrapalhem esse momento. Durante esse tempo só a pessoa que está ao lado importa.
Uma vez dado o recado, vou tratar da minha vidinha, que o tempo é pouco e os afazeres mais do que muitos. Como vem aí fim de semana prolongado (esta sexta-feira e a próxima segunda-feira são feriados em Lisboa), só voltarás a saber de mim daqui a uma semana. Eu também sou filha de Deus 😉 e quero aproveitar estes dias para descomprimir e festejar os santos populares sem maiores responsabilidades.
Beijo em ti! 💋
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.