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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

 

O bloqueio criativo do qual tenho padecido nas últimas semanas ainda não deu o ar da sua desgraça, só para saberes. Como a vida segue o seu rumo, não esperando por ninguém (menos ainda pela minha pessoa), eis-me de volta ao teu convívio com um artigo sobre a perceção dos géneros em relação ao mundo, em geral, e ao romance, em particular. 

 

Que elas e eles são diferentes, determinou o criador no momento da criação. Que essas diferenças são muitas e percetíveis a olho nu, estamos cientes. E no que ao flirt se refere, será que a visão feminina é assim tão díspar da masculina? A ver vamos com esta crónica!

 

Antes de adentrar pelo âmago da questão, convém fazer uma pequena análise das principais dissemelhanças entre o feminino e o masculino, entre o yin e o yang, para usar uma linguagem mais fancy. Por exemplo, a nós discípulas de Eva é reconhecido o talento inato da multifuncionalidade (ou multitasking, na gíria empresarial). É-nos, igualmente, associado um maior grau de intuição, emoção e sensibilidade. Aos descendentes de Adão – ou pelo menos à maioria – costuma-se agregar caraterísticas como frontalidade, praticidade, racionalidade e serenidade.

 

Ao que parece, também no campo amoroso existe uma acentuada discrepância na forma como ambos os sexos expressam e interpretam as coisas. Um estudo da Universidade de Tecnologia do Texas vem agora reforçar o que estamos cansados de saber: a forma de atuação e comunicação entre mulheres e homens é de tal forma distinta que esta tem implicação direta na arte da conquista.

 

Enquanto que nós flertamos para nos divertirmos, numa lógica de caça desportiva, eles o fazem para "comer", numa lógica de caça fisiológica. Por valorizarmos muito mais a comunicação, conseguimos captar todo o tipo de sinais não-verbais bem melhor do que eles, que precisam de tradução simultânea, muitas vezes com recurso à legenda e linguagem gestual.

 

Por sua vez, eles revelam-se uns experts em confundir as coisas, ao ponto de conseguirem encontrar insinuações sexuais onde elas não existem, de todo. Isto não te traz à memória nenhuma situação em que tal tenha ocorrido?

 

Talvez resida aqui o motivo porque os homens se sentem tão à vontade com a praga moderna que é o fazer a corte por mensagens. Por terem conversas bem mais factuais do que as mulheres, revelam-se mais fraquinhos quando se trata de entender tudo o que não sejam palavras.

 

Essa coisa de ler nas entrelinhas, os tais sinais não-verbais que referi há pouco, não é de todo o forte do sexo oposto. A ciência assim o comprova com este estudo.

 

Bom descanso e até à próxima!

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zp_7.jpgViva!

 

Diz o ditado: "Ajoelhou, vai ter que rezar!". No post anterior, ajoelhei-me sobre os erros que alguns homens cometem nos primeiros encontros. Neste, vou rezar sobre a razão porque tantos romeus e julietas andam por aí a atuar a solo, não obstante a sua imensa vontade por um dueto.

 

Numa sociedade que nos oferece de bandeja um buquê de meios e canais (leia-se, sites e apps) que apregoam facilitar o acesso ao sentimento-mor, a pergunta que não posso calar é esta: porque raios então continuamos desemparelhados e/ou secos de afeto alheio? A explicação para este paradoxo parece residir no overdating, isto é na overdose de datings. Em tradução livre para a língua camoniana, o mal dos problemas dos solteiros atuais é o excesso de encontros.

 

"Como? Esta gaja deve estar a surtar, só pode! Como é que ir a muitos encontros pode complicar a vida daqueles que procuram o amor? Quantos mais encontros se for, mais probabilidade uma pessoa tem de encontrar alguém compatível, certo?" Aposto que foi algo assim que acabou de te passar pela cabeça. Antes que me apedrejes em fórum público, deixa-me dizer-te que esta teoria não é minha, mas sim de quem de direito percebe do assunto.

 

De acordo com os especialistas em relações, o principal motivo porque a maioria de nós (ainda) se encontra desemparelhada está precisamente na ânsia de encontrar um parceiro, ânsia essa que se traduz em encontros atrás de encontros, que em nada dão.

 

Ao que os estudos indicam, com o boom de apps de romance, quem está no encontro acaba por, inconscientemente, se focar no próximo em vez de no atual; um problema flagrante numa época em que a frequência de saídas com pessoas novas acelera a olhos vistos, atingindo uma média de dois first dates por semana. Na prática, os praticantes desta autêntica maratona de encontros, acabam por não se permitirem deixar conhecer a fundo, visto estarem numa frenética procura pelo próximo que, creem, será melhor do que o atual.

 

Apontam aqueles que analisam esta realidade, que o problema começa no facto de se estar constantemente à procura do par ideal no primeiro encontro. Dado que a probabilidade de tal acontecer é mínima, não é dada uma segunda oportunidade a possíveis parceiros. Esta procura 'automática' por alguém é, pois, vista como uma tendência da geração Millennial, que vive da espontaneidade e acaba por esquecer que aqueles com quem tem encontros não são descartáveis.

 

Insistir over and over again nos primeiros encontros leva a que aquele que procura se canse e se sinta farto de falhar, culpabilizando-se pelo problema e levando-o a desistir de procurar um companheiro. Sobre isso, há que atentar-se ao reverso da moeda: quando se toma o gosto pela atenção que se recebe num primeiro encontro – deveras viciante – entra-se numa espiral de vaidade e futilidade.

 

Portanto, para quem anda à procura de um chinelo para o seu pé cansado, o melhor mesmo é focar-se numa crush de cada vez e lembrar-se que quando ambas as partes querem embarcar numa relação comme il faut, todo o investimento vale a pena (e, mais importante, a espera).

 

Acreditar que será através de um 'match' no Tinder ou em qualquer outra app do género que vais encontrar o amor da tua vida é pura utopia. Claro que, volta e meia, a media nos dá conta de um ou outro caso bem-sucedido, mas livra-te de acreditar que isso é regra, e não exceção.

 

Moral da estória: por mais opções que a tecnologia ponha à nossa disposição, ela de pouco nos vale se não estivermos dispostos a perder tempo para encontrar a 'tal' pessoa. Investir (tempo, sentimentos, expectativas e paciência), single mine, é a chave do sucesso no amor.

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Viva!

 

Que achas de hoje falarmos do primeiro encontro, mais especificamente das gaffes que (consciente ou inconscientemente) alguns homens acabam cometendo? Por mais ansiado que ela seja, a eminência da primeira saída com o objeto do nosso interesse é algo que a muito poucos deixa de abalar. Afinal, a par da vontade de agradar, paira no ar toda a espécie de expectativas: levar  a conversação a bom porto, decidir que informações pessoais revelar, acertar nas perguntas, gerir aquele nervoso miudinho que nos acomete sempre que nos sentimos avaliados, e por aí fora.

 

A pensar nisso, a crónica de hoje é inspirada num artigo da MAAG, que por estes dias foi assuntar junto de várias mulheres quais os temas e atitudes proibidos aos homens no (temido) first date. A conversa com as 18 ladies que aceitaram o desafio, com idades compreendidas entre os 25  e os 66 anos, deu nisto:

1. "Perturba-me a falta de etiqueta à mesa, como lamber a faca. E também não gosto quando não sabem falar, como dizer 'Fui ca (em vez de com) minha mãe à praia'." Luísa, 28 anos

2. "Que não se ria das minhas piadas." Marta, 30 anos

3. "Descuido nos sapatos." Glória, 66 anos

4. "Detesto que se gabem muito, que tenham uma aparência descuidada, que façam muitas perguntas e muitas críticas." Andreia, 38 anos

5. "Pagas tu ou pago eu?" Irina, 29 anos

6. "Falar sobre ex-relacionamentos." Joana, 28 anos

7. "Ter uma atitude altiva para se mostrar uma pessoa confiante, como contar histórias onde foi o maior ou tratar mal o empregado." Ana Luísa, 27 anos

8. "Enganar-se no meu nome." Carmen, 25 anos

9. "Chegar atrasado e tratar-me por boneca ou princesa." Inês, 30 anos

10. "Não tolero erros de português. E se ele der erros na SMS onde estamos a combinar tudo para o encontro, nem apareço!" Rita, 34 anos

11. "Estar constantemente a mexer no telemóvel como quem está a controlar mais alguma coisa… ou mais alguém!" Mia, 36 anos

12. "Falar na mãe." Teresa, 41 anos

13. "Olhar para outras mulheres." Ana, 27 anos

14. "Quando não me perguntam nada sobre mim e não têm assunto." Bárbara, 31 anos

15. "Vais mesmo comer isso tudo?" Patrícia, 30 anos

16. "Odeio homens egocêntricos e não tenho paciência quando se começam a exibir." Magda, 41 anos

17. "Se só falar dele, está cortado da lista." Sandra, 30 anos

18. "Não me beijar." Joana, 25 anos

 

Se dúvidas houvesse de que pequenos detalhes fazem toda a diferença no primeiro programa a dois, estes testemunhos acabaram de as dissipar. A verdade é que há temas, frases, ações e gestos que são capazes de mutilar um relacionamento ainda no útero da conquista.

 

Apesar de apontadas ao género masculino, estas podem perfeitamente aplicar-se ao género oposto, razão pela qual todo o cuidado deva ser pouco. Meu bem, se por acaso tens algum encontro na calha, atenta-te a esta crónica, não vás fazer má figura e deitar por terra a oportunidade de te emparelhares.

 

E com esta retiro-me para os braços do Twoo a ver se consigo fisgar algum incauto ávido por um primeiro encontro.

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Ora viva!

 

Por mais balizado que se esteja com encontros, não há como negar que a cada novo fica-se com a sensação de ser a primeira vez. Não me recordo de conhecer quem consiga resistir ao inebriante aroma da cataplana de sentimentos (excitação, ansiedade, temor, expectativa e insegurança) que vai-se marinando até à hora D.

 

Nessas horas, apela-se a todas as figuras celesteais, no sentido de derramarem sobre aquele evento a luz divina, na firme crença de será o início de um belo romance. É assim que a expectativa assume proporções jurássicas e uma comoção calorosa toma de assalto o nosso espírito.

 

Ansia-se por conhecer melhor o objeto do nosso interesse, impressioná-lo, cativá-lo, seduzi-lo, porque não admitir, "fisgá-lo". Para que assim seja, isto é, para que nada possa comprometer esse special moment, convém evitar de todo cometer algumas gafes, sob pena de se acabar a noite ainda mais carente.

 

A propósito disso, o site Bustle apontou uma quantas frases que não devem ser mencionadas num primeiro encontro:

- "Tu não és como as outras mulheres/os outros homens" – não generalizar.

- "Hoje saímos daqui a rir-nos como sei lá o quê" – não exagerar no álcool.

- "A minha ex adorava este LUGAR" – não mencionar ex’s.

- "Não posso chegar muito tarde a casa" – não mostrar pressa.

- "A dividir pelos dois nem fica muito caro..." – não chorar miséria.

- "O que pensas do desempenho do governo?" – não abordar assuntos sensíveis.

 

Posto isto, desafio-te a consultares a tua memória, a fim de saberes se já não incorreste em nenhum destes pecados românticos. Só não te esqueças de partilhar connosco o resultado dessa pesquisa cognitiva. Combinado?

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Ora viva!

 

Eis-me de volta ao teu convívio com uma crónica sobre flirt, sim essa coisa que tão bem sabe ao ego e tanta falta faz em tempos de solteirice. Antes de adentrar pelo post do dia, pergunto-te se és daquelas que "capta" logo quando alguém está de olho em ti ou das que andam sempre a leste de tudo, até que o gajo diga por a+b que te curte. Seja lá qual for o teu perfil, nada como uma conversa amiga para elucidar a questão.

 

É compreensível que quem ande no mercado não queira deixar escapar nenhuma oportunidade de encontrar o amor, ao mesmo tempo que teme ser presunçoso ou imaginar interesse onde não existe. A propósito disso, Steph Holloway, especialista neozelandês em linguagem corporal, aponta alguns sinais que te podem ajudar a perceber se estão ou não a tentar cortejar-te.

 

Um primeiro sinal é o olhar. Se um rapaz está constantemente a olhar para ti, prestando atenção a todos os teus movimento, é um sinal flagrante de interesse. Se este for mútuo, não te acanhes, minha amiga, e capricha na retribuição. No caso do olhar se mantiver por algum tempo sem que nenhum dos dois o desvie é sinal de que há match.

 

Outro sinal a ter em conta são os pés – sim, leste bem. Na opinião deste especialista, se estes estiverem em forma de 'V', é sinal de que o pretendente está aberto a partilhar o espaço dele contigo. Mais ainda: se estão a apontar na tua direção, ele está a tentar entrar no teu espaço.

 

Holloway revela ainda que, quando estão interessados, os homens tendem a pôr os músculos em maior destaque, enquanto as mulheres procuram realçar o rosto.

 

Os gestos também têm uma palavra a dizer na arte do flirt: por exemplo, endireitar a gravata, no caso dos homens, ou mexer no cabelo, especialmente no caso das mulheres, são indicadores de interesse.

 

Meu bem, como pudeste ler, não é assim tão difícil decifrar os códigos inerentes ao namorisco. Só tens que estar atenta, que o amor pode estar à distância de um reparo.

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Ora viva!
 
Feito o match, é hora de rever a matéria dada no que toca à sedução/manutenção do interesse dele pela nossa pessoa. Comecemos então por lembrar que a conquista, estejamos a falar de namoro, casamento ou um mero flirt, é apenas a primeira etapa de algo que pode (ou não) evoluir para compromisso. É precisamente aqui que o poder de cativar alguém faz toda a diferença.
 
Por natureza, o sexo oposto – mais conhecido por espécie masculina que todas as mulheres gostariam de decifrar – é bem menos expressivo no que toca a sentimentos, sobretudo no início da relação. Quantas de nós não viveu aquele momento em que doaria um rim, sem sequer pestanejar, se isso lhe permitisse ler a mente, o coração e, porque não, a alma do "seu" gajo?
 
No intuito de nos ajudar a melhor entender os sentimentos masculinos, especialmente o que mais lhes toca o coração, o site Your Tango revelou oito coisas relacionadas com as mulheres que os homens secretamente adoram, mas não partilham porque gostam de apreciar calados e no seu íntimo:
 
1. Pousas a cabeça no peito dele
Este tipo de intimidade, sobejamente apreciado por ambos os sexos, além de revelar o quão segura te sentes com ele, vai despertar o seu lado protetor.
 
2. Mandas mensagem primeiro
Pode até não parecer, mas terem de ser os primeiros a dizer alguma coisa à mulher representa uma enorme pressão para os homens. Além do medo de serem rejeitados, não sabem bem o que dizer. Por isso é um alívio para eles quando somos nós a tomar a iniciativa.
 
3. Verbalizas o quanto o estimas
Ainda que ele consiga decifrar as tuas emoções, nada como dizer por a+b o quanto gostas dele e aprecias o esforço que ele faz por ti e pela vossa relação. Declarações de afeto é algo que lhes toca fundo, por mais que não demonstrem.
 
4. Brincas com o cabelo dele enquanto ele conduz
Outro gesto que costuma deixá-los derretidos. Desde que não o distraias, ele vai recompensar-te com um belo sorriso.
 
5. Falas bem dele em público
Quem não gosta de ser elogiado, ainda para mais em público? Se não estiver à espera, então... Tem é cuidado para não exagerares na dose, já que corres o risco de parecer lamechas, acabando por deixá-lo embaraçado.
 
6. Escutas o que ele diz
Ouvir para compreender (e não para responder) é uma caraterística crucial em qualquer tipo de relação. Por isso dar-lhe atenção total enquanto ele fala é a melhor prova do quanto te importas com ele e com aquilo que ele partilha contigo.
 
7. Mandas mensagens quando sais com os teus amigos
Perceber que pensas nele mesmo estando com os teus amigos, vai deixá-lo feliz, orgulhoso e seguro do teu afeto por ele.
 
8. És afetuosa do nada
Pequenos gestos de carinho, como dar-lhe a mão, fazer-lhe uma festinha na cara ou beijá-lo de leve quando ele menos espera, contam muitos pontos na apreciação dele e na forma como te vê enquanto companheira.
 
Por mais fechados que sejam, esta crónica mostra que, afinal, não é assim tão difícil cativar os homens. O desafio é encontrar um exemplar merecedor destes passos. E mais não digo! 

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05
Jun17

 

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Ora viva!

 

Single mine, acaso já ouviste falar do Hater, a aplicação de encontros que junta os corações solitários, não pelo que gostam, mas sim pelo que detestam? Ah, pois é pois é, isto do romance online é uma novidade atrás de outra.

 

Esta app, gratuita e disponível para iOS na App Store, à semelhança de outros softwares como Tinder ou Ok Cupid, foi pensada precisamente para contrariar o modelo tradicional de encontros online, em que a correspondência (match na linguagem digital) dá-se com base no que se gosta de fazer, comer, visitar, ler e por aí fora.

 

Fora isso, funciona tal e qual às restantes apps do mundo virtual: swipe para a direita em caso de interesse, swipe para a esquerda em caso de desinteresse.

 

Se, tal como eu, já não podes com "caramelos" que apregoam cultivar hábitos interessantes, mas que ao fim de meia dúzia de frases deixam transparecer que só assumiram essas caraterísticas para conseguirem aumentar as probabilidades de serem bem-sucedidos na arte do engate, agora tens uma alternativa que aposta precisamente no outro verso da moeda.

 

Afinal, porque odiar a solo quando se pode fazê-lo au pair?

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Ora viva!

 

Quando me martelam a cabeça com aquela lengalenga sobre a minha situação amorosa, dependendo da pessoa que me aborda e do meu estado de espírito, costumo assumir três posições: encolho os ombros e respondo "não sei", atiro com uma resposta impertinente ou simplesmente contra-argumento com tal convicção que o assunto acaba por morrer.

 

Em relação à última posição, nos dias de maior inspiração, dou-me ao trabalho de explicar pacientemente, por a+b, por que razão não me sinto infeliz, nem menos mulher por não ter um macho agregado à minha vida.

 

Como é sexta e precisamos de coisas leves e ânimo redobrado, partilho contigo alguns argumentos de que me costumo valer nessas ocasiões:

1. Teria que limpar por dois. Só de pensar nas toalhas molhadas em cima da cama, em catar roupas sujas alheias, baixar a tampa da sanita, limpar os respingos de urina das zonas adjacentes à sanita, ter que levar com os pelos no lavatório, só para citar as mais gritantes, até fico com urticária.

2. Volta e meia teria que dar uma de enfermeira particular, já que quando ficam doentes os homens portam-se piores que os bebés e fazem um drama como se fosse o último suspiro deles.

3. Teria que cozinhar frequentemente e variar mais no cardápio (eu que não me importo de comer por dias a fio o mesmo prato e contento-me com fervidos, cozidos e coisas leves).

4. Teria que cozinhar carne (prática que evito por uma questão de hábito, saúde e respeito pelas minhas colegas de casa, ambas vegans).

5. Teria que levar em conta a disponibilidade e vontade alheias na hora de decidir a minha vida (já não poderia fazer o que quisesse, quando quisesse, com quem me apetecesse e da maneira que me desse na real gana).

6. Sair à noite as vezes que quisesse e vestida como quisesse é algo que me iria render muitos dramas.

7. Estaria sujeita a protagonizar ou antagonizar cenas de ciúmes.

8. Teria que falar com outro ser humano todos os dias. Eu gosto de estar na minha e tem dias que não me apetece abrir a boca nem interagir com ninguém.

9. Teria que partilhar a minha cama, o meu quarto, o meu sofá, a minha tv e mais coisas em relação às quais sou tão possessiva.

10. Teria que dividir o meu tempo.

11. Teria que aturar os amigos dele, mesmo que não suportasse alguns.

12. Teria que privar com a família dele, mesmo que não gostasse dela.

13. Teria que voltar a correr o risco de ser enganada, traída e usada. Já excedi o meu plafond disso para esta encarnação.

14. Teria que embarcar em programinhas com outros casais.

 

Estas são apenas algumas das coisas que teria que (re)aprender a gerir para poder encaixar um homem na minha vida. Já o fiz, não me arrependo, mas não estou certa de querer voltar a fazê-lo. Tanto tempo de solteirice fez com que me tornasse egoísta, individualista, mais introspetiva e demasiado autossuficiente. Caraterísticas que muitos homens assumem admirar, mas que poucos conseguem aturar.

 

Claro que estar emparelhada tem o seu lado bom, se for com a pessoa certa então... é bem capaz de fazer com que estes meus argumentos pareçam futilidades.

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Ora viva!

 

Portador de maior ou menor quantidade de neurotransmissores românticos, a verdade é que vem aí o dia mais amoroso do ano, o de São Valentim. A solteirice, apesar de um estado civil que a muitos realiza, não é uma sentença de vida. Com isso quero dizer que, a qualquer momento, o amor pode bater-nos à porta. É essencial estarmos atentos e de coração aberto para recebê-lo. Se não abrirmos o coração, o amor não entra.

 

Apesar do nome, este blog não é um manifesto anti-emparelhamento, pelo contrário. É, desde o primeiro post, pró amor, seja ele em versão duo ou, na ausência de um par, em versão solo. O imprescindível é que ele se faça presente na nossa vida. E isso não passa necessariamente pela presença de outro ser na nossa vida, no nosso coração ou na nossa cama.

 

A respeito disso, a minha filosofia é tão simples quanto isso: enquanto não chega aquele amor que todos nós almejamos e merecemos, contentemo-nos e sejamos felizes com o nosso próprio amor, mais essencial e grandioso que qualquer amor alheio.

 

A meu ver o amor acontece quando tem que acontecer, de forma natural e espontânea, sem que para isso necessitemos de traçar estratégicas de caça, numa autêntica campanha de marketing, que visa cativar o consumidor, mostrando-lhe (apenas) os benefícios do produto. Na fase da sedução ou enamoramento, tudo é um mar de rosas, as pessoas resumem-se a qualidades, predicados, encantos, gentilezas e boas intenções. Tal e qual o anúncio de um produto, em que só se revela o lado B da coisa.

 

O caldo começa a entornar quando o consumidor, tantas vezes incauto, depois da compra começa a constatar in loco que o dito produto não é aquela maravilha toda que o fizeram acreditar. Apesar dos defeitos fazerem parte do ser humano, a par das qualidades, muitos consumidores não conseguem gerir bem a situação, ao ponto de preferirem descartar, trocar (por outra versão, outro modelo, outra gama ou outra marca) ou simplesmente deixar de usar o dito artigo.

 

Sim, o amor dá trabalho. Mas a vida também, não? Tudo o que vale realmente a pena exige esforço, empenho, dedicação, motivação, paciência, perseverança, fé, foco e sentimento. Nem faria sentido ser de outra forma. Lamentavelmente, vivemos numa sociedade em que o culto da facilidade, da descartabilidade e da desresponsabilidade é uma realidade cada vez mais gritante. À primeira crise, ao primeiro descontentamento, ao primeiro defeito, abre-se mão. Tão simples quanto isso!

 

Quantas vezes não ouvi eu da boca de gajos o seguinte: "Por cada mulher que dá trabalho, existem três ou quatro que não dão. Então, porque hei de eu ralar-me?". Concorde ou não, o facto é que este ponto de vista tem a sua lógica, da mesma forma como espelha a forma como estamos adictos na lei do menor esforço.

 

A máxima nos dias de hoje consiste em pouca dificuldade para muita felicidade, pouco investimento para muito retorno, pouco esforço para muito proveito, pouco trabalho para muito prazer. Quanta ingenuidade, quanta pobreza de espírito, quanta mediocridade.

 

A dificuldade faz parte, na realidade, é precisa. No meu caso, é ela que motiva e instiga a fazer mais e melhor para conseguir atingir aquilo que eu quero. Claro que, à semelhança da maioria dos comuns mortais, chega uma altura em que canso, desanimo, desespero, deprimo e revolto. Ou seja, vou abaixo. Mas depois levanto-me, mais forte, mais motivada e ainda mais determinada. C'est la vie!

 

Aplico, igualmente, esta filosofia a relações interpessoais, em geral, e amorosas, em particular. Aprecio pessoas difíceis, não no sentido de andarem com joguinhos ou esquemas para te fazerem correr atrás ou mendigar pela sua atenção, mas no de levaram tempo para se revelarem plenamente, para manifestarem os seus sentimentos, para se comprometerem, para te cativarem. A meu ver, é a prova de que não são levianos, que pensam muito bem antes de agir e que só expressam o que realmente lhes vai na alma.

 

Bem, entusiasmei-me de tal modo com este parlapiê todo, que nem sequer cheguei a mencionar o verdadeiro tópico que tinha delineado para a crónica do dia. Sendo assim, vai ter que ficar para uma próxima, pois o dia já vai a meio e encontrar um emprego é preciso. Lá vou eu à minha odisseia de mandar currículos, não sem antes deixar-te com aquele abraço amigo e votos de um dia bem feliz para ambos. Nós merecemos!

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02
Ago16

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Trechos de uma conversa, nos bastidores da página do Facebook do Ainda Solteira, com um dos seguidores deste blog, a propósito de um romance que começa a despontar na vida dele:

 

"Entusiasma-te sim, ó homem! Procrastinação só limita a nossa felicidade e faz-nos desfrutar menos daquilo que podíamos Eu, hoje em dia, não me censuro por nada. Sonho, deliro, um dia de cada vez! Se tiver que sofrer no dia a seguir, pelo menos fui estupidamente feliz no dia anterior.

 

Somos os nossos maiores boicotadores da nossa felicidade, pois, por medo de sofrer, não vivenciamos a 100% as coisas. Sempre fui assim, mas agora decidi mudar.

 

Se a vida me permite viver um momento feliz hoje, vou vivenciá-lo como se só me fosse permitido viver isso uma vez na vida. Se amanhã tiver que sofrer, pelo menos consolo-me com as doces e felizes recordações do dia em que fui verdadeiramente feliz.

 

Permite-te ser feliz, sem censura, sem querer saber o que vai acontecer amanhã. O meu grande lema de vida neste momento é: "amanhã fico triste. Hoje não!" Todos os dias digo isso a mim mesma. Talvez por isso nunca mais fiquei triste, mesmo com tantas preocupações, incertezas e uma paixonite aguda não correspondida. E olha que tenho predisposição para pessimismo e negativismo. Vou sendo feliz, um dia de cada vez.

 

A felicidade está tão preciosa e rara, que recuso-me terminantemente a ficar triste. Ao adiar, reiteradamente, a tristeza para o dia seguinte, nunca chega, efetivamente, o dia de ficar triste. Simples assim!"

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