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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

sunset-3754082_1920.jpgViva!

Dando continuidade ao tema da última publicação, são estes os hábitos de conquista que, de acordo com Stephanie Reeds, numa publicação no site CuriousMindMagazine, devemos resgatar do desuso. Como referido antes, estas dicas destinam-se aos homens, a quem cabe, na minha opinião, dominar a arte da conquista.

Arrisca e convida-a para sair
Se tens alguém que mexe contigo, não percas tempo com rodeios ou "joguinhos". Assume que estás interessado e convida-a para sair. O não já tens, pelo que tudo o que vier será ganho. Simples assim!


Cuidado com a aparência
A aparência é importante, pelo que a forma como te vestes diz muito sobre ti. Somos o que vestimos, acredita. Não precisas usar fato e gravata o tempo todo, assim como escusas de andar por aí de fato de treino. O meio termo, o tal casual chic, é uma aposta segura e eficaz.


Oferece flores ou um presente simbólico
Presentear demonstra interesse, sensibilidade e generosidade. Uma flor, uma caixa de bombons, um livro ou uma agenda são bons exemplos de que não é preciso muito para fazer com que alguém se sinta estimado.


Deixa o telemóvel de lado
A dependência do telemóvel é atualmente um dos maiores carrascos de qualquer relacionamento. Poucas coisas são piores do que estar num encontro com uma pessoa que não para de olhar ou mexer no telemóvel. Não só é deselegante como demonstra falta de respeito e de interesse. Se não és capaz de passar uma hora "desconectado", escusas de marcar um encontro com quem quer que seja.

Abre-lhe a porta do carro
Sabemos que ela tem duas mãos, logo que é perfeitamente capaz de o fazer sozinha. O que conta é o gesto, a elegância, o galanteio. Sem falar que será um bom pretexto para te abeirares dela, sem parecer invasivo nem faminto. Pessoalmente, derreto-me toda quando abrem-me a porta do carro.

Sê honesto em relação às tuas intenções
Mentiras, meias-verdades e joguinhos não ocupam espaço na mente de uma pessoa bem resolvida. Pessoas narcisistas e inseguras é que são adeptas de tais subterfúgios, a que recorrem como forma de se sentirem valorizadas. Assim como é de bom tom assumir que se está interessado, revelar as verdadeiras intenções também. Nada de mentir para obter sexo rápido ou para massagear o ego.

Proporciona-lhe uma noite romântica
Sim, refiro-me àquela saída a dois, ao estilo do Dia dos Namorados. As mulheres gostam, fazer o quê? Mesmo que não sejas adepto desse tipo de programa, o esforço costuma valer a pena, já que elas ficam todas derretidas, logo ávidas por retribuir (se é que me entendes). Uma reserva num restaurante chique, uma noite num bom hotel ou uma escapadela para um destino cobiçado costumam surtir o efeito desejado.

Não contes com sexo no primeiro encontro
Independemente da tua ânsia (ou fome), não queiras por o carro à frente dos bois. No tempo dos nossos avós, o sexo só era legitimidado em ambiente matrimonial. Nos dias de hoje, este tornou-se mais banal do que sei lá o quê. A meu ver, tanto um como outro pecam por extremismo, logo há que encontrar um meio termo. Sexo sim, mas porque é o desejo de ambos e não porque tem que ser. Pela minha experiência, digo que este é o maior calcanhar-de-aquiles dos homens do século XXI.

Diz "Amo-te" somente quando for verdade
Não sejas do tipo que anda por aí a proferir declarações de amor a todas as mulheres com quem se envolve. O amor é um sentimento demasiado nobre para ser encarado com tamanha frivolidade. Mesmo que to cobrem (sei que existem mulheres que praticamente obrigam os seus homens a fazer isso), só te declares quando estiveres seguro dos teus sentimentos. Não sejas leviano nem inconsequente; o amor é para ser levado a sério.

Lembra-te das coisas que a fazem feliz
Presta atenção às pequenas coisas que a deixam nas nuvens (não, não me refiro ao sexo). Refiro-me, por exemplo, a levá-la à estreia de um filme pelo qual está ansiosa, encomendar o seu prato favorito, escolher uma música que ela adora, convidar a sua melhor amiga um encontro a três ou lembrar-se do nome do seu perfume. São esses detalhes que mostram que te importas com ela e que estás atento ao que a faz feliz.

Não a deixes à espera
Não se deixa uma senhora à espera, aposto que já ouviste dizer. Ainda que seja mais um hábito em desuso, a verdade é que deixar alguém à espera é desrespeitoso e pouco romântico. Se for logo no início da relação, pior ainda. Faz tudo para que estejas no sítio combinado, pelo menos 10 minutos antes. Além de pensar que estavas ansioso por encontrá-la, vais-lhe proporcionar uma oportunidade de ouro para fazer aquela entrada triunfal, digna da passadeira vermelha.

Por mais que os tempos atuais transmitam a ideia de que são démodées, a verdade é que estes hábitos combinam lindamente com o romance. Até porque o respeito, a atenção, a gentileza e a dedicação são tendências que nunca saem de moda. Lembra-te disso da próxima vez que estiveres empenhado em conquistar alguém.


Aquele abraço amigo de sempre!

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sunset-3754082_1920.jpgViva!

Para hoje escolhi duas mãos cheias de hábitos de cortejamento (ou engate, se preferires uma linguagem mais mundana), os quais têm caído em desuso, mas que urge serem resgatados do esquecimento, sob pena de o romance perder aquele encanto de outros tempos e do qual a geração millennial só conhece das estórias contadas pelos seus ascendentes.

Já aconteceu sentires como se não pertencesses a este século? Eu já, e não é de hoje! São tantas as vezes em que questionei se pertenceria à época que é suposto pertencer, ou mesmo ao planeta certo. À espiritualidade fui buscar a resposta que melhor satisfaz esta minha inquietude, mais concretamente às memórias trazidas de vidas passadas, as quais fazem de mim uma mulher contemporânea com uma alma medieval.

No que toca ao romance, sinto-me bastante perdida nos tempos que correm. Por mais que me orgulhe de ter uma mente aberta, por mais que esteja disposta a abraçar novas experiências, persiste em mim a sensação de que a forma como atualmente se vive o amor está longe de ser aquela com a qual me identifico. Eis um motivo de peso porque continuo solteira. Provavelmente, por ter exagerado na dose de romances lidos ao longo da adolescência e juventude, é-me notoriamente desconfortável a maioria das técnicas de engate em vigor, sobretudo aquela que inverte a ordem dos sentimentos - entenda-se sexo primeiro e amor depois (se chegar a tanto).

Se tal como eu também sentes que o romance corre um sério risco de perder a sua essência, para passar a figurar como outra coisa qualquer, vais gostar de ler o que aí vem.
A arte da conquista, o tal cortejar a que me referi logo no início, tem sido fustigada pela (re)evolução, em especial a tecnológica, que lhe tem roubado o seu espaço nas relações amorosas. Até ao final do século XX, o namoro foi experenciado com uma intensidade e entrega cada vez menos visíveis no século que lhe procedeu.

Para que as técnicas de conquista de antigamente não caiam em desuso, é intenção desta crónica citar alguns (bons) hábitos que fazem toda a diferença, logo, que merecem ser resgatados no tempo
. Antes disso, permite-me uma breve contextualização. Duas palavras encontram-se no cerne da atuação nas sociedades atuais: "igualdade de género" e "sem género". Independentemente da minha identificação com cada uma delas, em matéria de amor sou totalmente a favor da corte machista, ou seja, de ser o homem a tomar a iniciativa e a envidar esforços para arrebatar o coração da amada. À mulher caberá, ou não, corresponder, retribuir e  provar que é merecedora de tamanha dedicação. Com isso quero deixar claro que estas dicas têm como alvo preferencial os homens.

Entusiasmei-me de tal maneira que só agora percebi que este post já ultrapassou o número de parágrafos recomendável. Não me resta outra opção que não seja deixar a listagem desses hábitos para a próxima publicação. Não percas!

Aquele abraço amigo!

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online-dating-5213415_1920.jpgOra viva!

As plataformas de encontro - apps de engate, como gosto de chamá-las - são um tema que não se esgota na sua (in)significância, até porque nos dias que correm, com todas as restrições ao convívio e ao contacto físico que a Covid-19 veio impor, os desemparelhados precisam mais do que nunca de toda e qualquer ajuda para incrementar a sua vida amorosa.

Com uns mais focados na parte sentimental e outros assumidamente interessados em sexo, as relações românticas, tal como tudo na vida (e no mundo), estão a ser alvo de uma transformação sem precedentes. As plataformas de encontro assumem assim um papel preponderante nesta mudança de paradigma, não só por permitirem a tão conveniente interatividade, imediata e ininterrupta, como por aumentarem exponencialmente o leque de opções.

"Conhecer" alguém nunca foi tão fácil, barato e descompromissado. Iniciar/terminar uma relação faz-se num piscar de olhos, melhor dizendo, num deslizar de dedos. Os encontros, que antes implicavam conhecer fisicamente a pessoa, passaram a estar ao alcance de dois ou três cliques. Os conhecidos de amigos ou colegas de trabalho/universidade deram lugar a fotografias, as quais vamos aceitando ou rejeitando, conforme o nosso agrado.

A excitação inicial que é descobrir pretendentes, explorar os seus perfis, encetar uma conversa, trocar informações, para, no final, arriscar um tête-à-tête, com o passar do tempo vai dando lugar ao tédio, à impaciência, à frustração e à desilusão. Precisamente por haver demasiadas opções à nossa mercê, acreditamos que o próximo perfil será sempre melhor do que o anterior. Só assim é-nos possível alimentar a esperança de que nada perdemos com aqueles que rejeitamos. Esta dinâmica torna-nos aditos, ao ponto de, ao invés de apreciarmos o que temos garantido, continuarmos a correr compulsivamente os dedos pelo ecrã na expectativa do que ainda poderemos vir a ter.

A minha odisseia pelo ciberespaço em busca do amor é sobejamente conhecida pelos meus leitores/seguidores. A última aliada nesta aventura foi o Facebook Dating, do qual dei conhecimento em dois posts. Do que ainda não tinha dado conhecimento é que, duas semanas após a sua descoberta, e exploração, o veredicto resume-se a "menos do mais". Falando curto e grosso, a nova funcionalidade do Facebook é uma versão low-coast do Tinder, motivo pelo qual não me restou outra opção que não fosse eliminar o perfil. Claro que um encontro aquém das expectativas, no sábado, foi a gota de água para acabar de vez com esta estória de conhecer gajos interessantes através desta, ou de qualquer outra, plataforma digital.

Assim, de momento, e por tempo indeterminado, está suspensa da minha vida toda e qualquer procura do amor através da internet. Se tiver que acontecer, que seja de forma espontânea, de preferência ao estilo convencional, como sucedeu com o tal mec francês. Sim, porque não desisti do amor, pelo contrário! A cada dia que passa, mais convencida fico de que uma vida sem amor é meia vida. A questão aqui é esclarecer o tipo de amor que cobiçamos: o próprio ou o alheio. O primeiro é algo que tenho de sobra, pelo que, nesse quesito, tenho uma vida inteira. Quanto ao segundo, anseio pela sua versão maior, aquela que soma, acrescenta, engrandece, enaltece e envaidece.

Meu bem, caso estejas de coração livre, na ânsia de viver ou reviver um grande amor, o meu conselho só pode ser este: estar atenta, ser paciente e não procurar muito. Afinal, não somos nós que encontramos o amor, mas o amor que nos encontra. Bem sei que amar intimida, sobretudo quando já fomos magoados. Ainda assim, continua a valer a pena. Mesmo com o coração despedaçado, é possível amarmos com esses pedaços. Amar alguém e não resultar, não tira valor ao que se viveu e lá porque terminou, não deixa de ser uma estória de amor.

Aquele abraço amigo de sempre!

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Viva!

Esta quinta-feira trouxe uma boa nova aos solteiros deste país, pelos quais dou a cara, com gosto e orgulho. O Facebook Dating, do qual dei-te conhecimento no post A solteirice é que está a dar (até o Facebook já se apercebeu disso), já se encontra operacional em Portugal, ainda que apenas na versão app.

Esta nova funcionalidade da gigante tecnológica de Mark Zuckerberg fará uso do perfil dos utilizadores, a partir das suas preferências, páginas seguidas, atividade, grupos e eventos, para encontrar potenciais pares românticos. A melhor parte é que estes sequer precisam "conhecer-se" para serem "apresentados".

Com muita pena minha, ao meu telemóvel a dita cuja ainda não se dignou a dar as caras. Logo eu que estou (por todos os motivos e mais algum) ansiosa por conhecê-la e dela fazer-me amiga; caso haja empatia, obviamente... Mal lhe ponha a vista em cima, virei aqui contar-te. Promessa de solteira a quem o Facebook vai dar uma oportunidade para encontrar o amor.

Aquele abraço amigo e até segunda!

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girl-2217926_1920.jpgOra viva!

Como promessa é dívida, eis-me aqui a retomar a minha novela da vida real, a qual não pude dar continuidade no post anterior. Em que parte da estória tinha ficado mesmo? Já me lembro, naquela em que iniciámos as conversações via WhatsApp. Pois, mensagem vai mensagem vem, a uma frequência e abundância à qual estava desabituada, eis que acertamos um rendez-vous para dali a dois dias. Porquê só dali a dois dias? Porque 40 minutos de viagem nos separavam. Com ele apeado e eu sem carta de condução, ainda que tivesse o carro da minha irmã à disposição, as opções de locomoção eram nulas. Ainda cogitou a hipótese de ir ter comigo antes, mal recuperasse o carro que tinha ido para o arranjo, só que eu já tinha compromissos familiares, aos quais convinha comparecer.

Assim, na quarta-feira, três tardes depois de nos conhecermos à beira-rio, lá tivemos o nosso primeiro tête-à-tête, com ele a ir buscar-me à casa. O engraçado é que a minha irmã, mais nova do que eu, fez questão de me entregar em mãos, com a recomendação de que eu deveria ser devolvida sã e salva. A reação dele foi adorável: deu permissão para fotografar a matrícula do carro e ligar para a polícia caso eu não desse sinal de vida nos próximos 60 minutos.

Uma vez entregue a mercadoria, lá nos dirigimos a um bar da praia, o sítio mais à mão para dar vazão à curiosidade mútua, recolhendo, desta forma, as informações que precisávamos para averiguar o grau de interesse existente entre as partes. Ainda que não o tenha admitido, apercebi-me que, mais do que ansioso por estar comigo, ele estava nervoso (a transpiração nas axilas era disso prova irrefutável). Ao passo que eu, impávida e serena, ia observando, absorvendo, desfrutando... Cativou-me particularmente o facto de ele ter-se livrado das havaianas mal nos sentamos nas espreguiçadeiras. Voltou a ganhar pontos quando fez questão de ir buscar as bebibas (pagando ele), enquanto eu ficava a desfrutar da deslumbrante vista.

Da minha parte, foi uma agradável surpresa descobrir que ele tinha 38 anos, era do signo Sagitário (como eu), não fumava, bebia ocasionalmente, viajava imenso, não tinha filhos, nem era casado. Implícito ficou que tinha alguém, a mil quilómetros de distância, em Paris, e que só estava interessado em aproveitar o momento. Neste ponto, foi taxativo e imperativo: o que acontecesse ali, ali deveria ficar, ao estilo "what happens in vegas stays in vegas".

Confesso que, nas antigas circunstâncias, teria hesitado, para não dizer recuado, perante tal proposta. Mas como decidi mudar o meu chip mental e focar-me apenas no "aqui" e "agora", dei por mim, pouco depois, dentro de um carro à entrada da floresta, numa intensa troca de fluidos orais (antes que a tua mente comece a viajar na maionese, que fique claro que refiro-me a saliva). Mal conseguia lembrar-me da última vez que tinha estado a curtir dentro de uma viatura, feita adolescente a provar do inebriante trago do primeiro amor. Foi absolutamente... revigorante, digamos assim.

Duas horas depois, deixa-me ele à porta de casa, sã e salva, mas não intacta, com a promessa de um novo encontro para breve. No caminho de volta, enquanto conduzia, lá me deu a honra de conhecer os seus dotes musicais, enquanto cantarolava, ao mesmo tempo que tamborilava com os dedos no volante, uma canção que passava na rádio do carro. Era tão contagiante a sua boa disposição que não consegui resistir a mandar-lhe a seguinte boca: "Cuidado que ainda vão pensar que estás feliz!".

Faço aqui uma pausa para dizer que são momentos como estes - ínfimos, íntimos, efémeros  - que nos fazem lembrar o quão maravilhosa é a vida. Mais do que isso, que estar com outro alguém pode ser uma experiência magnífica.

Voltei a estar com o Ben dois dias depois, poucas horas antes dele fazer-se à estrada com destino a casa. Foi ter comigo logo pela manhã, de modo que conseguimos desfrutar de outras duas horas de sabura (palavra crioula que classifica tudo que seja bom). Desta vez, ele foi prevenido (se é que me entendes), pelo que a festa foi toda nossa. Jamais, em tempo algum, imaginaria que um branco, ainda para mais sendo francês, mandasse tão bem. Eu que já estava em vias de perder a esperança de voltar a desfrutar do prazer carnal, experienciei umas das melhores performances sexuais de toda a minha existência. Depois de um longo e inglório jejum, tive oportunidade de "encher o bucho", como dizem os manos brazucas. Comi, trinquei, mordisquei, lambi, lambuzei, arrotei e ainda tive tempo para repetir a dose.

E pensar que teria perdido tudo isso se ainda estivesse no velho registo de só "dar" quando for por amor. Na na na, a partir de agora, sempre que a ocasião se propiciar, "darei" por luxúria mesmo. Eu quero mais é ser feliz, ainda que por breves instantes, como foi o caso. Mil vezes estas duas horas - na verdade foram quatro se acrescentar a esta equação o encontro de (re)conhecimento - do que os últimos 10 anos, período que não sinto ter vivido, apenas vegetado, à espera da pessoa certa, da relação desejada, do momento ideal. Como arrependo-me de todo este tempo perdido, um tempo que, sei bem, jamais conseguirei recuperar.

Se há filosofia com a qual estou alinhada nesta altura da minha vida é aquela que apregoa que devemos amar sem reservas, f*der sem culpa, viver sem pudor. A vida é demasiado preciosa para não desfrutarmos de cada momento como se fosse o único, para não aproveitarmos o hoje como se não houvesse amanhã. Nada melhor que esta frase, proferida ontem pela minha amiga Carmencita, para rematar esta linha de pensamento: "Não os f*do por amor... mas amo-os de todas as vezes que os f*do!"

Quanto ao tal mec francês, nunca mais soube dele, já lá vão três semanas. Não mais deu sinal de vida, nem eu fiz por isso. Afinal, já foi obtido o que queríamos - e precisávamos - um do outro.

Beijo no ombro e muita f*da na tua vida!

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girl-2217926_1920.jpgOra viva!

Para hoje proponho voltarmos a analisar aquela (velha) questão das relações assentes no "dar o corpo ao manifesto a custo zero", como gosto de chamar aquelas baseadas unica e exclusivamente no sexo. Não é de hoje que apregoo a minha reticência, para não dizer aversão, a esta modalidade amorosa, que, a meu ver, mais não é que uma forma cómoda, e masculinizada, de descaracterizar o amor, tornando-o num ato primitivo e banal. É precisamente sobre partilhar o corpo sem entregar o coração que versa esta crónica.

Sexo sem envolvimento emocional, ou seja, sem um sentimento mais profundo que a mera tesão, é coisa com a qual nunca me identifiquei. Desde que me iniciei na arte romântica que evito esse tipo de interação amorosa, essencialmente pelo receio daquele vazio pós-coito, inevitável, ainda que gerível. A falta da assistência depois do bem bom, ao qual dou muito valor, sempre foi a meu calcanhar de Aquiles nas relações amorosas.

No entanto, nos últimos tempos, à pala das profundas mudanças que venho encetando na minha pessoa, em especial no meu espírito, tenho feito um esforço acrescido para abrir-me a novas formas de amar, a novos tipos de relacionamentos, a novas práticas sexuais. Abrir mão de um ideal não é pera doce, até porque chega-se a uma altura da vida em que os nossos ideais tornam-se parte daquilo que somos. Não viver o amor só porque ele não corresponde ao nosso ideal é deixar de viver a vida tal como ela se nos apresenta. E se há coisa com a qual tenho aprendido é que a vida é para ser vivida do jeitinho que dá. Esperar para vivê-la apenas nos momentos que vão de encontro àquilo que idealizamos é contraproducente. A perfeição não existe e, mesmo nos momentos em que ela se manifesta, encontramo-la nos pequenos momentos e não apenas num único grande momento.

Na base desta minha mudança de direção mental está a profunda (re)evolução interna que venho abraçando de uns tempo para cá. A explicação parece residir no facto de, a cada septénio (período de sete anos) finalizarmos/iniciarmos um ciclo de vida, por imposição de Saturno, o planeta responsável pelos desafios existenciais, os quais temos de superar sob pena de voltarmos a ter que lidar com eles over and over again... Nada melhor que a minha estória com o tal mec francês, com quem vivi uma (breve) aventura amorosa agora nas férias, para ilustrar esta minha mudança de paradigma em relação ao amor.

Conheci o Ben, assim se chama ele, num domingo, já em contagem decrescente para o final das férias. Andávamos nós - a minha irmã, a minha sobrinha e eu - a catar caranguejos à beira-rio, quando diz-me a primeira que um dos praticantes de paddle que desfilava rio abaixo não parava de olhar para nós. Como estava de costas, não me tinha apercebido de nada, motivo pelo qual duvidei que assim fosse, até porque os "brancos" nunca olham para uma mulher, ainda mais quando ela é negra. Rebatei que era apenas impressão e continuei a minha busca. Insiste ela que o fulano continuava a olhar e que até tinha-se afastado da pessoa que o acompanhava a fim de se abeirar da margem aonde nos encontrávamos. Remata ela que, na qualidade de única disponível do trio (ela é casada e a minha sobrinha tem seis anos), deveria tomar alguma  atitude a esse respeito. Feita tótó, que é o que sou quando se trata de abordar um homem, fiquei especada a olhar, enquanto o gajo passava por nós, deitando, volta e meia, uma olhadela furtiva na nossa direção. Descrente e hesitante, lá me atrevi a fazer-lhe um tchau. Foi quanto bastou para que ele voltasse atrás, não sem antes dizer qualquer coisa ao amigo, que lá continuou a remar rumo ao lago Hossegor.


Conversa vai conversa vem, eu caladinha que nem um rato, pois, além do complexo de me expressar em francês perante um pretendente nativo, mal conseguia acreditar que estava a ser vítima de uma tentativa de aproximação, in loco e da forma mais inesperada possível. Afinal, há anos que não conhecia ninguém na vida real, sem recurso a um dispositivo tecnológico. Dois dedos de prosa depois, pede-me ele que tire os óculos de sol, de modo a que pudesse ver-me os olhos. Como paga pela minha boa vontade recebo um "mais elle est belle" e um número de telefone, que foi a minha irmã que anotou, pois esta solteira aqui só conseguia esboçar sorrisos bobos e balbuciar umas quantas palavras desencontradas no tempo e na gramática.

E com razão! Nem nas minhas fantasias mais ousadas seria capaz de prever que o tipo dos meus sonhos - 182 cm, corpo todo trabalhado no fitness (mais tarde vim a saber que é instrutor de artes marciais), six pack visível a olho nu, peito depilado, olhos verdes, bronze no ponto e com um derrière digno de uma vénia - iria interessar-se por mim, ainda para mais sem que eu tenha feito absolutamente nada para que tal acontecesse.

Mal ele vira as costas, diz-me a minha mana: "Vês que é possível conhecer alguém? Ainda há esperança para ti!" Nesse dia, o Paris Saint-Germain (PSG) iria disputar uma final inédita da Champions (precisamente em Lisboa), pelo que era de se esperar que não teria novidades dele, pois sendo parisiense o mais provável é que estivesse a vibrar com o jogo. No dia seguinte, logo às nove da manhã, andava ele a bombardear a minha irmã com SMS, querendo saber se, de facto, existia interesse da minha parte e quando poderíamos encontrar-nos. Mal chega ela a casa, reclamando que ele não a tinha deixado concentrar-se no trabalho, mostra-me as mensagens, nas quais ele fazia todo o tipo de perguntas sobre a minha pessoa, tendo até proposto um rendez-vous (à trois) para esse mesmo dia. Uma vez lidas as mensagens que andaram a trocar durante a manhã, disse a ela: "Bolas, tenho 42 anos, sou mais do que capaz de conduzir as conversações daqui para a frente, sem necessidade de uma intermediária!". Dito isso, pego no telefone dela e mando um SMS ao rapaz dizendo-lhe que preferia que falasse diretamente comigo, através do WhatsApp. Acedeu de boa vontade, ainda que preocupado com a possibilidade de não o conseguir fazer, já que tinha tido problemas com a aplicação. Ficou combinado que, se até ao final do dia eu não obtivesse uma reação da sua parte, voltaria a contactar-me pelo telefone da minha irmã. Confidenciou-me depois que foi comprar um iPhone novo só para poder garantir que não teria problemas em trocar mensagens comigo.

O resto da estória fica para o próximo post, que já esgotei o tempo de antena, sem falar que trabalhar é preciso (ainda mais no dia em que a chefia regressou das férias).

Um beijo, um abraço e um coração!

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25
Jun20

moon-2106892_1920.jpgViva!

De volta ao confinamento domiciliário, desta vez sob recomendação médica por causa de uma entorse no tornozelo direito que reluta em sarar, resolvi - ao invés de partilhar os primeiros episódios do meu diário de incapacitada de primeira viagem - abordar alguns comportamentos típicos de uma pessoa apaixonada.

Protelando o relato dos meus dramas quotidianos para outra altura, passo então a identificar três sinais, que, segundo a autora Wendy L. Patrick, permitem apurar com o desejado grau de certeza se alguém está ou continua caído de amores.

1. Interesse
Quem está apaixonado quer saber aquilo que o outro pensa, sente, deseja e precisa. Como tal, demonstra um interesse profundo e real, no intuito de conhecer o melhor possível a pessoa por quem o seu coração bate mais depressa.
 
2. Memória
Quando temos sentimentos verdadeiros, tudo o que queremos é ver o objeto da nossa afeição feliz. Lembrar-se de detalhes como música favorita, prato preferido ou nome do perfume habitual é um claro indício de que se está atento a tudo o que lhe diz respeito.
 
3. Sorte
Assumir que se é um sortudo por ter alguém na sua vida é uma genuína declaração de amor. Quando é um parceiro que profere tal declaração, deixa de existir qualquer margem para dúvida. Afinal, há sorte maior do que estar com a pessoa amada?

Agora que já te pus a par dos três sintomas reveladores de um quadro de paixonite aguda, é hora de retomar à minha vidinha de solteira coxa, confinada e teletrabalhadora.

Beijo no ombro e desejos de um dia apaixonante!

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chair-4256570_1920.jpgViva!

As expectativas de um primeiro encontro raramente são encaradas de ânimo leve, sobretudo quando se quer muito arranjar alguém. Em termos emocionais, a sua antevisão acarreta um misto de ansiedade, entusiasmo e insegurança. Por assim ser, a margem de erro costuma ser bastante elevada, com consequências perfeitamente capazes de comprometer a continuidade de algo que muito se deseja.

Detalhes podem arruiná-lo, alguns tão pequenos que muita gente deles sequer se apercebe. Sabendo da importância de se causar uma boa impressão nesse momento, Eduardo Torgal, coaching do programa Casados à Primeira Vista, chama a atenção para dez erros que toda a pessoa que se aventura num primeiro encontro deve evitar, sob pena de continuar desemparelhada. São elas:

1. Falar do(s) ex
Conversas sobre relacionamentos passados não devem fazer parte da ementa de um primeiro encontro, o momento ideal para que duas pessoas tenham a oportunidade de se conhecerem, identificarem os pontos em comum, confirmarem se a atração é mutua e apreciarem a companhia um do outro. Não há espaço para uma terceira pessoa, menos ainda se essa pessoa ocupou um lugar especial na vida de quem estamos interessados.

2. Fazer planos para um futuro a dois 
Não tem mal nenhum demonstrar que se está verdadeiramente a fim. Convém é que essa demonstração não exceda o limite do razoável. Mencionar um futuro a dois logo no primeiro encontro é meio caminho andado para um "ligo-te depois para combinarmos alguma coisa!". Todas nós sabemos o que isso quer dizer, não é mesmo?

3. Queixar-se da vida
Problemas todos temos, mas nem por isso devemos sair por aí a contá-los ao primeiro que disponibilizar um par de ouvidos. O first date serve para causar uma boa impressão no outro, para despertar nele a vontade de voltar a querer estar connosco. Quem quererá voltar a estar com uma pessoa que, logo na primeira vez que estiveram juntos, andou a queixar-se de tudo e mais alguma coisa?

4. Expectativas desencontradas

Um dos principais motivos para que não haja um segundo encontro deve-se à expectativa de relação, ou seja, àquilo que cada um quer e espera do outro. Daí que seja essencial esclarecer sobre o que se está à procura e o quanto se está disposto a investir. Pela minha experiência pessoal, quanto mais cedo se abordar esta questão, menos expectativas defraudadas haverá.

5. Dar demasiada atenção ao telemóvel
Nada mais frustrante do que estar a falar com alguém que não para de dar atenção ao telemóvel. Além de demonstrar desinteresse pela conversa, e pelo interlocutor, é de uma deselegância e desconsideração intoleráveis para com quem abriu mão do seu tempo para estar connosco.

6. Discutir
Exaltar-se quando é suposto mostrar-se cativante é outro dos erros fatais na primeira vez que se sai com alguém. Além de revelar um temperamento inflamável, deixa claro que não se tem um bom domínio das emoções. Quem se aventura num encontro a dois, fá-lo na expectativa de desfrutar de um bom momento, numa companhia agradável, pelo que uma discussão é a última coisa com que deseja levar.

7. Não ter opinião
Assim como entrar numa discussão não é uma boa estratégia de conquista, não expressar as nossas ideias ainda menos. Como referi antes, o primeiro encontro serve para que duas pessoas se conheçam e vejam quais os interesses em comum. Se uma das partes não partilha o que pensa acerca de determinado(s) assunto(s), como é que o outro vai ficar a conhecê-lo? No caso de não se querer expressar a opinião, o que é perfeitamente compreensível, duas sugestões: alimentar a conversa com perguntas ou mudar habilmente de assunto.

8. Não planear o encontro

O sucesso de uma saída a dois, seja ele primeiro ou não, passa, como em tudo na vida, por um bom planeamento. Só assim se consegue assegurar que os interesses convergem em direção a um programa que seja prazeroso para ambas as partes. Na hora de decidir sobre que programa fazer, é recomendável ter em consideração as conversas mantidas o e os gostos de cada um.

9. Escolher o local habitual
É de se evitar ao máximo marcar o encontro no mesmo sítio que se costuma frequentar com os amigos ou familiares. Esse deverá dar-se em território neutro, de modo a que ambos estejam em igualdade de circunstâncias. Se se marca um primeiro encontro no "sítio do costume", para além do risco de ser abordado por algum conhecido, dá-se ao outro motivo para pensar que não houve empenho na sua preparação. Sem falar que ele pode sentir-se intimidado com o à vontade caraterístico de quem está familiarizado com o ambiente.

10. Falar sobre o trabalho
É expectável, recomendável até, que se faça menção ao que cada um faz na vida. Agora falar exaustiva e detalhadamente sobre o assunto é que não. Além do too much information, existe o perigo de o outro pensar que não se tem mais tema de conversa ou que se é viciado em trabalho. O outro aceitou encontrar-se para conhecer a pessoa por quem está interessado, e não o trabalho que ela faz. Se for caso de abordar a questão, que seja de forma superficial e descontraída.

Para que não restem dúvidas: os ex ficam no passado, não precisamos começar já a escolher os nomes dos filhos, muito menos por o outro a chorar com os nossos problemas ou entediado com assuntos do trabalho. No amor, como em tudo na vida, as coisas são mais simples do que imaginamos. Precisamos é estar mais atentos ao outro e menos focados em nós.

Single mine, espero que estas dicas te sejam verdadeiramente úteis e eficazes num próximo encontro, que desejemos que esteja para breve.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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Ora viva!

Ainda a propósito do Dia dos Namorados, que já lá vai mas que voltará para o ano (com toda a certeza), esta crónica intenta desconstruir um ponto fulcral na condição amorosa dos celibatários e aquele de que mais se ressentem nos dias de hoje: como conhecer alguém na vida real. Quando digo vida real, refiro a tudo o que não passa pela internet, que fique claro!

Acredito que aqueles que nasceram antes do século XXI em algum momento sentiram que o virtual açambarcou, descarada e compulsivamente, a sua forma de relacionamento interpessoal. Num espaço temporal demasiado curto, a tecnologia revolucionou-nos a vida ao ponto de sequer termos tido condições efetivas para assimilar o seu real impacto na interação humana. Tudo mudou a uma velocidade tal que os não digital natives, como são os nascidos antes de 2000, andam à nora, incapazes de se encaixarem no atual panorama das relações, sejam elas sociais, familiares, amorosas ou sexuais.

Em inúmeros aspetos essa revolução tecnológica veio facilitar-nos a vida, há que reconhecer. Mas em outros, veio complicar o que era simples. No que toca ao amor, vejo agora que éramos felizes e não sabíamos. 
No meu tempo – já pareço uma anciã a falar – quando queria conhecer alguém, ir ter com os amigos ou fazer noitadas era quanto bastasse. A partir daí, o desenrolar dos acontecimentos era de tal modo despretensioso que mal me apercebia da sorte que tinha por angariar pretendentes com tanta naturalidade e desenvoltura. Nos tempos atuais bem posso sair à noite um ano inteiro que dificilmente conhecerei alguém que valha a pena considerar como um digno candidato ao meu coração. Os amigos, quase todos emparelhados, só se dão com outros em igualdade de circunstância amorosa, logo com pouca margem de manobra para apresentar alguém por quem valha a pena considerar uma renúncia ao celibato.

A verdade é que a maior parte das pessoas com intenções amorosas desconhece, ou esqueceu, como fazer para se aproximar, cara a cara, olhos nos olhos, de outra pessoa. Não imaginas a quantidade de corações solitários que acusam essa dificuldade. Eu mesma já não faço a mais pálida ideia de onde ir, o que dizer ou como agir para chegar à fala com um potencial pretendente. Se saio para a borga, sou abordada quase sempre com um único propósito: free sex. Se não saio, aí é que as minhas chances de conhecer alguém interessante morrem à míngua. Então qual a melhor maneira de conhecer alguém, pergunto eu?

De acordo com os entendidos na matéria, ainda é a sair com amigos e a ser a última pessoa na festa. Para aqueles que, como eu, estão no mercado amoroso à procura de uma oportunidade de investimento com garantia de retorno a médio/longo prazo é hora de resgatar o máximo de amizades perdidas pelos corredores da vida ou esticar as noitadas até o chegar da segurança. 

Mais do que conseguir um número de telefone, um convite para um encontro ou, quem sabe, um beijo furtivo (ou até algo mais), o desafio maior será fintar o sono e o cansaço, condições que, a partir de certa idade, revelam-se os inimigos mais temidos de quem faz noitada. Eu que o diga! Hoje vou a uma festa de carnaval, pelo que até o fechar das portas haverá esperança.

Aquele abraço amigo e votos de um bom Carnaval!

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11
Fev20

Amour amour!

por LegoLuna

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Olá solteiriano! Como estás desde o mês passado?

Pois é, já estamos em fevereiro, o mês do amor. Goste-se ou não, esteja-se comprometido ou livre, leve e solto, este é o mês em que todos nós queremos despertar aquele lado romântico que dizemos não ter, mas que na realidade somos uns c*nas moles e derretemo-nos quando passamos em frente àquelas vitrines da Baixa e vemos aqueles ursinhos pirosos em forma de moldura para oferecermos ao "date" ou à nossa cara metade com a fotografia dos dois… poupa-me ok!

O Dia de São Valentim, por estas bandas, celebra-se a 14 de fevereiro, e reza a história do comércio que é um dia em que temos de agradar à pessoa amada. Vá lá malta, estamos em 2020. Temos o dever de agradar o alvo do nosso afeto todos os dias. Por isso, esquece aqueles clichés básicos de levar a jantar fora, reservar um quarto de hotel, fazer uma pequena viagem, comprar um ramo de flores, uma caixa de chocolates e uma embalagem de preservativos, já a pensar que com tanto mimo a tua miúda vai-te esfregar o coiso como se não houvesse mais dias no ano.
 
Óbvio que todos gostamos de presentes, mas, a menos que ainda tenhas 20 anos, deixa de ver esta data como um mero dia de troca de mimos. Se queres mesmo surpreender, faz algo que nunca tenhas feito ou que seja menos comum.

De seguida, deixo-te com um pequeno guia de ideias de como surpreender neste 14 de fevereiro, por muito parvo ou básico que possa ser:
 
Escreve uma carta e envia-a pelo correio
Por menos de um euro podes enviar uma carta de amor a quem te preenche o coração. Pode ser uma simples declaração, um convite ou uma proposta indecente. É garantido que quem a receber vai gostar e guardar como se de um tesouro se tratasse. Como? Muito simples, alguém costuma receber ou enviar cartas?
 
Faz uma colagam de fotografias vossas
De preferência impressas, mas se for digital também é giro. Se estão numa relação há algum tempo ou se querem muito que o vosso envolvimento colorido dê um passo em frente, mostra à outra pessoa o quão "fixe" são vocês juntos. Caso não corra bem é porque certamente a pessoa não está no teu mood.
 
Cozinha para ela
Por pior que sejam os nossos dotes de Gordon Ramsay, nenhuma refeição do mundo bate aquela que se faz com carinho para quem nos faz acelerar o pulso. Se não correr bem, terás sempre os serviços de delivery à tua disposição, ou melhor, à disposição da tua carteira.
 
Não te desmereças
Por último, mas não menos importante, há que ter sempre em mente que somos o que somos, pelo que temos de parar de procurar a nossa metade da laranja. Nós somos uma laranja inteira, só temos que encontrar quem nos chupe ou lamba gomo a gomo.
 
See you next month!
Yours, Mr. Bali.

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