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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

19
Dez22

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Ora viva! 👋

Acaso és daquelas pessoas que acredita em astrologia, mais especificamente, em como ela influencia - para não dizer determinar - a nossa personalidade, logo o nosso comportamento? Apesar de considerada uma pseudociência, ou seja, não reconhecida pela academia como uma ciência de facto e de direito, ao contrário da astronomia, eu acredito na astrologia. Até porque a revejo-me em praticamente tudo o que ela assume como sendo as caraterísticas do meu signo.

Tudo isto para dizer que existem nativos que, pelo signo pelo qual se regem, são mais propensos à solteirice, até porque sabemos nós bem que trocar a liberdade por uma relação duradoura é um compromisso que nem todas as criaturas estão dispostas a fazer. E muitos sequer têm perfil para tal, tamanha a sua natureza indivualista, ou egoísta, como muitos gostam de vaticinar.

Vamos lá então ver quem são os membros do clube "solteiros com orgulho", de acordo com a revista Máxima:

Capricórnio
Teimosos por natureza, os nascidos entre 22 de dezembro e 20 de janeiro sabem bem o que querem e gostam das coisas feitas à sua maneira. É por isso que procuram relacionar-se com pessoas que partilhem da sua tenacidade, mas se não as encontrarem, preferem ficar apenas com a companhia da sua independência.

Peixes
Os nativos do décimo segundo, e último signo do zodíaco, são pessoas calmas e sensíveis, que adoram passar o serão no sofá na companhia de uma manta, de um livro e de um chá. Ocasionalmente dão o ar da sua graça em eventos sociais, mas sempre com a intenção de regressar às águas livres da sua natureza livre, motivo pelo qual encaram a solteirice como uma benção e não uma maldição.

Escorpião
Os nascidos entre 23 de outubro e 22 de novembro tendem a procurar nos outros qualidades semelhantes às suas. Na sua mente, este é um plano sem falhas no que toca a relações amorosas. No entanto, também são muito protetores da sua privacidade e ficam logo em modo defesa quando alguém tenta derrubar as suas barreiras. 

Caranguejo
Os nascidos entre 21 de junho e 22 de julho são conhecidos por serem sensíveis, carinhosos e de gostarem de cuidar dos outros. Porém, a sua sensibilidade extrema torna-os suscetíveis a oscilações de humor, como uma esponja que absorve as emoções à sua volta, e por isso tornam-se cautelosos com quem deixam entrar no seu círculo interior. Uma boa série de televisão é-lhes muito mais atrativo do que um programas a dois. 

Virgem
Este é um dos signos mais workaholics do Zodíaco. Por serem hiper dependentes e gostarem de gastar o tempo livre com os seus hobbies, sem aborrecimentos externos, não costumam ser vistos como um bom par romântico. Na eventualidade de serem convidados para festas ou convívios, há uma grande probabilidade de priorizarem o trabalho ou o seu sono de beleza.

Sentenças astrológicas à parte, estar numa relação amorosa não é para todos e há mesmo quem prefira o celibato ao emparelhamento. Obviamente que isso não quer dizer que não se relacionam sentimentalmente, menos ainda que não sabem aproveitar o lado bom do romance. Envolvem-se, aventuram-se, divertem-se, ou seja desfrutam de tudo a que têm direito, desde que isso não implique um compromisso duradouro ou definitivo. 

Meu bem, por hoje é tudo. Cá te espero amanhã para mais uma conversa amiga entre mim e uma solteira gira e traquina chamada Tercia Lima. Juntas vamos desconstruir um pouco mais as alegrias, amarguras, frustrações e compensações da solteirice de longa duração.

Beijo 💋 em ti e até amanhã!

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16
Set22

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Ora viva! ✌️

Estou cansada, e, pelos vistos, vou continuar a estar nos próximos dias. Pelo segundo fim de semana consecutivo, estou envolvida num evento outdoor, desta vez o Festival Cultura Sem Fronteiras, promovido pela Junta de Freguesia dos Olivais, em Lisboa.

Serão quatro dias a ir dormir às tantas da madrugada, para acordar às primeiras horas do dia, já que os afazeres habituais não desapareceram, e dar conta dos meus compromissos não é uma opção. Como tal, hoje vou ser muito breve na minha intervenção por aqui, mais não seja porque é sexta-feira, e sabes bem que eu sou uma acérima defensora da máxima de que o último dia útil da semana pede leveza na alma e descontração no espírito.

Como sei que não resistes ao tema sexualidade, hoje trouxe o segredo para uma vida amorosa e sexual plena. De acordo com a terapeuta sexual Cheryl Fraser, numa publicação para o blogue do Instituto Gottman, a harmonia perfeita entre o casal resume-se a um único modelo, o qual apelida de Triângulo da Paixão, através do qual visa ensinar os casais a criarem uma paixão romântica e sexual duradoura.

São estes os três componentes do modelo aplicado pela terapeuta:

1. Emoção
Sensação infalível de entusiasmo, interesse e atração pelo parceiro que é vivida numa fase inicial da relação e que, muitas vezes, desaparece com o tempo.

2. Intimidade
Característica que se desenvolve com o passar do tempo, através do partilhar das vulnerabilidades e do aprofundar da conexão emocional, os parceiros conhecem-se mutuamente ao milímetro.

3. Sensualidade
Espectro da conexão romântica, erótica e sexual entre duas pessoas, desde dar as mãos ao prazer sexual em si.

Escusado será dizer que nem todas as relações possuem estas três qualidades, não obstante ser isto que deve acontecer num cenário ideal. Caso tenhas interesse em fazer o teste que te vai permitir apurar em que pé está a harmonia da tua relação amorosa, caso a tenhas, é só clicar neste link.

Beijo 💋 em ti e bom fim de semana!

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08
Jun22

As cinco linguagens do amor

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

Buenas! Hoje quero falar contigo sobre as linguagens do amor. Sim, o amor fala e quem quer ser bem-sucedido na arte da conquista e da sedução deve dominar com desenvoltura o seu idioma, mais não seja para deixar bem claro como gosta de tratar os outros, e, sobretudo, de como gosta de ser tratado.

De acordo com Gary Chapman, autor do best-seller The 5 Love Languages, todos nós temos uma linguagem de amor primária e outra secundária. Como tal, é importante que as conheçamos bem, não só para estarmos familiarizados com as nossas necessidades, mas também para podermos responder adequadamente às necessidades daqueles que amamos.

Para este pastor e conselheiro são estas as cinco linguagens do amor:

1. Presentes
Podem ser cartas de amor, flores ou até mesmo chocolates. O importante é que tenha valor (que pode perfeitamente ser sentimental e não material), tanto para quem dá como para quem recebe. A constatação de que aqueles que amamos despenderam dinheiro e/ou tempo para escolher algo para nós faz com que nos sintamos valorizados, estimados, amados.

2. Toque Físico
Abraçar, beijar, acariciar, sexar é outra linguagem do amor. Para as pessoas que apreciam toques físicos constantes trata-se de demonstrações de afeto espontâneas e inequívocas, que as faz sentirem-se amadas, ao mesmo tempo que lhes permite expressarem o seu afeto.

3. Afirmação verbal
Esta linguagem envolve uma comunicação verbal afirmativa, positiva, apreciativa. As palavras positivas têm o poder de fazer com que as pessoas se sintam mais valorizadas, confiantes e amadas. Ou seja, elas tratam de confirmar o amor interno de uma forma externa.

4. Atos de serviço
Ser atencioso com alguém é outra forma de se expressar amor. Quer se trate de fazer as limpezas, cozinhar, dar boleia ou fazer um recado, através destes gestos, uma pessoa sente ou demonstra que gosta da outra, que gosta de cuidar dela, que gosta de agradá-la.

5. Tempo de qualidade
Nesta linguagem tudo se resume ao tempo dedicado à pessoa amada, com toda a atenção completamente virada para ela. Diz respeito a ouvir e compreender a cara-metade, sem deixar que distrações atrapalhem esse momento. Durante esse tempo só a pessoa que está ao lado importa.

Uma vez dado o recado, vou tratar da minha vidinha, que o tempo é pouco e os afazeres mais do que muitos. Como vem aí fim de semana prolongado (esta sexta-feira e a próxima segunda-feira são feriados em Lisboa), só voltarás a saber de mim daqui a uma semana. Eu também sou filha de Deus 😉 e quero aproveitar estes dias para descomprimir e festejar os santos populares sem maiores responsabilidades.

Beijo em ti! 💋

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Ora viva! 🫶

Dedico esta crónica a todos aqueles que, como eu, insistem em manter viva a chama da esperança, na expectativa de (re)viver um romance para a vida. Porque o amor pode acontecer a qualquer momento, e porque dicas de quem sabe são sempre oportunas, hoje trouxe frases de engate ideais para ficares a conhecer bem o alvo do teu interesse.

Antes disso, convém fazer uma pequena contextualização, já que conhecer verdadeiramente uma pessoa, por mais tempo de convivência que haja, é tarefa árdua. Isto porque só conhecemos aquilo que ela permite que saibamos sobre si. Quem de nós nunca ouviu falar de alguém que fez algo que todos julgavam improvável? Os sociopatas e os psicopatas são experts nessa forma de estar na vida: revelar apenas o que lhes convém.

No caso de se tratar de alguém que se acabou de conhecer, a tarefa torna-se ainda mais complicada... No caso de se tratar de alguém que faz o coração bater mais forte, é caso para chamar o Tom Cruise. Ah pois é... as benditas hormonas da paixão têm esse efeito nos humanos: baralhar a capacidade de discernimento, fazendo com que vejam apenas corações e borboletas, se é que me entendes...

Um utilizador do Reddit, provavelmente a braços com o mesmo dilema, pediu sugestões sobre como ficar a conhecer melhor a pessoa por quem está interessado, e as respostas que recebeu foram de uma utilidade tal que a própria rede social decidiu partilhá-las com os seus. É com todo o gosto que eu agora repasso a informação.

Ei-las:
1. Como ocuparias o tempo se tivesses dinheiro para não ter um emprego?
2. O que ocupa a maior parte do teu tempo no dia-a-dia?
3. Como descreverias o teu mehor amigo?
4. Se escrevesses um livro, sobre o que seria?
5. Como defines "sucesso"?
6. Se pudesses ir para qualquer lugar do mundo, para onde irias e porquê?
7. Qual a primeira coisa que fazes quando entras em casa?
8. Que momento da tua vida achas que te mudou mais para melhor ou pior? Porquê?
9. Uma coisa pela qual mal podes esperar que aconteça?

As questões são, de facto, muito pertinentes e estou em crer que as respostas serão reveladoras, quanto baste, da personalidade, do propósito de vida, da forma de estar e da intenção do crush. Resta saber se aquele que questiona saberá interpretá-las com precisão. Eu, por exemplo, confesso que não consegui chegar ao cerne de algumas delas. Mas isso já é tema para outra crónica.

Beijo no ombro - que na boca tá difícil - e até sexta!

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Ora viva!

Depois da desilusão com o fascista lá do ginásio, pelo qual estava caidinha, como dei-te conhecimento no post Socorro, apaixonei-me por um fascista, eis que voltei às apps de encontro. Sim, porque é preciso continuar a busca e acreditar que uma hora ele - o amor - chegará.

Como tal, ontem voltei a ativar a funcionalidade Encontros da rede social azul. Bastaram algumas horas para perceber que aquilo continua a mesmíssima porcaria de antes, em tudo semelhante ao que descrevi no post O que eu já descobri sobre o Facebook Dating. Quanto ao Tinder, a alternativa mais à mão, nada de novo a assinalar. Mais do mesmo. Resumindo e concluindo, parece que o romance continua a não querer mesmo nada com esta solteira aqui.

Por falar em dificuldade em encontrar o amor, chamo à conversa um post de há quatro anos, o qual atribui a culpa por não encontrarmos o amor ao overdating, ou seja, ao excesso de encontros amorosos. No meu caso, posso assegurar que não é nada disso. Pelo contrário, nos últimos anos, conto pelos dedos de uma mão o número de encontros que tive.

Por mais que compreenda os argumentos na base desta convicção, digo, com a autoridade que só uma solterice de longa duração concede, que não é por isso que eu não tenho tido sorte no campo amoroso. Como referido numa story no sábado, o meu cupido está a precisar de um GPS. Só pode!

Por hoje é tudo, que o trabalho (remunerado) me aguarda, assim como outras coisas que só a segunda-feira impõe. Despeço-me com aquele abraço amigo e a pergunta que não consigo calar: porque é que, depois de certa idade, torna-se tão difícil encontrar um amor que vale a pena?

Hasta!

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09
Fev22

Vamos falar de amor?

por Sara Sarowsky

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Viva! ✌️ 

Fevereiro é (comercialmente) considerado o mês do amor. Pelo menos até ao dia 14, a sensação que temos é que ele anda no ar. Por toda a parte, em toda a parte. Para aqueles que podem desfrutar de uma relação amorosa feliz, esta é a altura do ano ideal para reforçarem ou expressarem os laços que os unem às suas caras metades.

Para aqueles que não têm assim tanta sorte, como é o meu caso, a estratégia é manter firme a esperança e ir preenchendo o coração com amor-próprio e uma boa dose de resiliência, pois só assim serão capazes de passar incólumes aos bombardeamentos das campanhas comerciais, que a todo o instante fazem questão de nos recordar que vem aí o Dia de São Valentim.

Ciente da sua importância para a condição humana, assuma ele a vertente romântica, maternal ou fraternal, a conselheira espiritual deste blog fez ontem uma partilha, através da qual analisa um aspeto fundamental no amor: a reciprocidade. Dada a relevância e atualidade desta questão, eis-me aqui a passar a palavra, na expectativa de que possa ajudar-te a ter uma noção mais realista da dinâmica amorosa.

Acredito que para muitas das pessoas que desconhecem o incrível trabalho que a Isabel Soares dos Santos vem desenvolvendo na área do coaching espiritual, estas palavras podem figurar como mais do mesmo, já que insistem na tecla de sempre: tudo é energia e recebemos somente aquilo pelo qual fazemos.

Analisando-as atentamente percebemos que tudo começa e acaba em nós, ou seja, que o amor que nós tanto desejamos deve ser o amor que damos primeiro a nós e só depois ao outro. É melhor comprovares por ti mesma a mensagem que ambas queremos passar. Para teres acesso ao vídeo, é só clicar aqui.

Dia feliz e até sexta!

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Ora viva! ✌️ 

Aproximamo-nos a passos largos do Dia dos Namorados, uma das alturas do ano mais ingratas para os solteiros. Veneração ou aversão à parte, o facto é que o 14 de fevereiro a todos toca, mais não seja porque, um pouco por toda a parte, somos bombardeados com campanhas que enaltecem o culto do amor au pair.

A internet revolucionou – e de que maneira – a dinâmica dos relacionamentos amorosos, proporcionando oportunidades jamais possíveis de outra forma. Através dela, milhões de corações navegam em busca do amor. Conhecer alguém online é pera doce, não tem que saber. Conseguir com que isso resulte em algo mais, já é outra cantiga.

Para além de tempo, paciência, persistência, muito estômago e um otimismo à prova de fogo, a procura do amor - no real ou no virtual - pode tornar-se uma aventura mais prazerosa e bem-sucedida se tivermos em consideração estas cinco dicas do terapeuta familiar Shana B. Diskant:

1. Sê honesta contigo mesma
O que procuras realmente neste momento?

2. Estabelece os teus pontos inegociáveis
De certeza que tens traços de personalidade do pretendente dos quais não abres mão.

3. Marca o primeiro encontro rapidamente
Não desperdices tanta energia a trocar mensagens.

4, Planeia o que vais partilhar sobre ti
É importante seres honesta com o potencial parceiro.

5. Sê bondosa contigo mesma
É natural sentires frustração por não encontrares ninguém interessante.

Agora que a tua compincha aqui já cumpriu o seu papel de te por a par das melhores práticas amorosas, é hora dela ir ao banho que o dia já vai praticamente a meio e muito ainda há a fazer. Comer, por exemplo.

Beijo no ombro e até sexta!

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Ora viva! ✌️

Este manhã, uma das minhas besties partilhou comigo um conteúdo sobre a solteirice. Na sequência da conversa que a partir daí se desenrolou, diz-me ela o seguinte: "Que fique registado que às 10h da manhã do dia 13 de dezembro eliminei a minha conta do Tinder. Sinto me muito mais livre, em paz e feliz".

Nem duas semanas de utilização aguentou ela, o tempo por mim estipulado para um primeiro balanço do mundo (des)encantado desta aplicação de encontros. No que toca à minha pessoa, só não a desativo de uma vez por todas pelos motivos óbvios: tenho que estar a par do que se passa no mundo do engate online. Afinal, de que outra forma conseguiria conteúdo fidedigno para escrever sobre a odisseia dos solteiros em busca do amor?

À parte isso, nunca tive esperança de que a seta do cupido fosse atingir-me pelas mãos do Tinder
E, pelos vistos, não sou a única, já que são cada vez mais os corações solitários que assumem o seu desânimo/desencanto em relação às aplicações de encontro. Para esses, recomendo a (re)leitura de um artigo datado novembro do ano passado, intitulado Há vida para além das apps de engate, através da qual dou conta do seguinte:

As plataformas de encontro - apps de engate, como gosto de chamá-las - são um tema que não se esgota na sua (in)significância, até porque nos dias que correm, com todas as restrições ao convívio e ao contacto físico que a Covid-19 veio impor, os desemparelhados precisam mais do que nunca de toda e qualquer ajuda para incrementar a sua vida amorosa.

Com uns mais focados na parte sentimental e outros assumidamente interessados em sexo, as relações românticas, tal como tudo na vida (e no mundo), estão a ser alvo de uma transformação sem precedentes. As plataformas de encontro assumem assim um papel preponderante nesta mudança de paradigma, não só por permitirem a tão conveniente interatividade, imediata e ininterrupta, como por aumentarem exponencialmente o leque de opções.

"Conhecer" alguém nunca foi tão fácil, barato e descompromissado. Iniciar/terminar uma relação faz-se num piscar de olhos, melhor dizendo, num deslizar de dedos. Os encontros, que antes implicavam conhecer fisicamente a pessoa, passaram a estar ao alcance de dois ou três cliques. Os conhecidos de amigos ou colegas de trabalho/universidade deram lugar a fotografias, as quais vamos aceitando ou rejeitando, conforme o nosso agrado.

A excitação inicial que é descobrir pretendentes, explorar os seus perfis, encetar uma conversa, trocar informações, para, no final, arriscar um tête-à-tête, com o passar do tempo vai dando lugar ao tédio, à impaciência, à frustração e à desilusão. Precisamente por haver demasiadas opções à nossa mercê, acreditamos que o próximo perfil será sempre melhor do que o anterior. Só assim é-nos possível alimentar a esperança de que nada perdemos com aqueles que rejeitamos. Esta dinâmica torna-nos aditos, ao ponto de, ao invés de apreciarmos o que temos garantido, continuarmos a correr compulsivamente os dedos pelo ecrã na expectativa do que ainda poderemos vir a ter.

A minha odisseia pelo ciberespaço em busca do amor é sobejamente conhecida pelos meus leitores/seguidores. A última aliada nesta aventura foi o Facebook Dating, do qual dei conhecimento em dois posts. Do que ainda não tinha dado conhecimento é que, duas semanas após a sua descoberta, e exploração, o veredicto resume-se a "menos do mais". Falando curto e grosso, a nova funcionalidade do Facebook é uma versão low-coast do Tinder, motivo pelo qual não me restou outra opção que não fosse eliminar o perfil. Claro que um encontro aquém das expectativas, no sábado, foi a gota de água para acabar de vez com esta estória de conhecer gajos interessantes através desta, ou de qualquer outra, plataforma digital.

Assim, de momento, e por tempo indeterminado, está suspensa da minha vida toda e qualquer procura do amor através da internet. Se tiver que acontecer, que seja de forma espontânea, de preferência ao estilo convencional, como sucedeu com o tal mec francês. Sim, porque não desisti do amor, pelo contrário! A cada dia que passa, mais convencida fico de que uma vida sem amor é meia vida. A questão aqui é esclarecer o tipo de amor que cobiçamos: o próprio ou o alheio. O primeiro é algo que tenho de sobra, pelo que, nesse quesito, tenho uma vida inteira. Quanto ao segundo, anseio pela sua versão maior, aquela que soma, acrescenta, engrandece, enaltece e envaidece.

Meu bem, caso estejas de coração livre, na ânsia de viver ou reviver um grande amor, o meu conselho só pode ser este: estar atenta, ser paciente e não procurar muito. Afinal, não somos nós que encontramos o amor, mas o amor que nos encontra. Bem sei que amar intimida, sobretudo quando já fomos magoados. Ainda assim, continua a valer a pena. Mesmo com o coração despedaçado, é possível amarmos com esses pedaços. Amar alguém e não resultar, não tira valor ao que se viveu e lá porque terminou, não deixa de ser uma estória de amor.

Aquele abraço amigo de sempre!

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couple-6517237_1920.jpgOra viva! ✌️ 

É sabido que o amor anda arredio nos tempos que correm, daí que toda ajuda nessa matéria seja mais do que bem-vinda. Sabendo disso melhor do que ninguém, afinal sou solteira de longa duração, tenho para ti mais uma dica preciosa, desta vez sobre o número de oportunidades que deves dar a um pretendente e o tipo de atividade perfeita para um encontro amoroso.

Em relação ao número ideal de encontros, duas especialistas em relacionamentos amorosos, Destin Pfaff e Rachel Federoff, num artigo para o Business Insider, consideram que devemos dar sempre uma segunda oportunidade, na medida em que "os primeiros encontros são sempre os mais assustadores, já que há nervosismo, constrangimento, e a verdade é que nenhuma das pessoas está no seu melhor momento". É por isso que recomendam, pelo menos, um segundo encontro com o potencial candidato ao coração, de modo a ter-se a certeza de que as coisas que não se gostou não passavam de um problema de nervosismo.

Quanto ao tipo de atividade indicada para um dating, as donas de uma consultoria para quem procura o amor, recomendam sair para comer algo, já que em caso de insatisfação ou desconforto, pode-se terminar o encontro mal acabe a refeição. Para quem quiser prolongar o momento, fica sempre a opção de ir beber um café ou tomar um copo.

Meu bem, espero que, em breve, tenhas oportunidade de por em prática mais esta informação útil vinda da tua solteira favorita. Aquele abraço amigo e até sexta!

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10
Mai21

Vou casar!!!

por Sara Sarowsky

1C4CC445-7D05-41D9-8257-F4C8BDC9F1E2.jpegOra viva! ✌️ 

Conforme adiantado no post anterior, as novidades que trouxe na bagagem são várias e deliciosas, motivo pelo qual opto por contá-las às prestações, de modo, a não só fazer render o peixe, como a manter o suspense. Começo pelas sentimentais, que, além de mais empolgantes, são indubitavelmente inesperadas. Vou casar!!!

Yep, agora que tenho a tua atenção, passo a explicar. Tomei a decisão de casar, ainda que não faça a menor ideia com quem, quando ou onde. O que sei é que pretendo fazê-lo, ainda este ano. Trata-se de uma decisão recente, tomada há coisa de uma semana, na terra que me viu nascer e na qual residem as minhas raízes.

O fechar de um ciclo (sobre o qual darei detalhes noutra altura) impeliu-me a regressar a Cabo Verde, numa viagem de reconexão com a minha essência, fundamental a um novo rumo na vida, tal como sucedido em 2015, quando criei o Ainda Solteira. Essa necessária reflexão, e a consequente retrospetiva existencial, despertou em mim um profundo sentimento de orgulho e gratidão, com a clara noção de que muito foi alcançado e bem mais há a ser conquistado.

Não obstante o saldo positivo, francamente animador, a vida, no seu eterno devir, demanda reinvenções diárias, desafios constantes, conquistas inéditas e metas novas. Fazer mais e melhor é preciso. Ir mais longe fundamental. Desafiar o status quo essencial. Sair da zona de conforto vital. 
É aqui que entra em cena a tal decisão de casar.

Bem sabes que a visão romântica do "felizes para sempre" é algo que não me ilude, pelo contrário. O motivo porque decidi casar-me prende-se tão somente com o desejo de vivenciar uma faceta da relação amorosa até agora desconhecida, logo inexplorada. Sim, quero saber como é a vida de casada, estar com alguém em permanência, dividir a vida com um homem, partilhar casa, cama, sonhos, ambições e frustrações. Quero discutir, fazer as pazes, implicar com a sogra, fazer frete nos compromissos familiares, aturar os amigos pedantes do marido e por aí fora. Quero experienciar o pacote todo, ciente de que será uma experiência marcante na minha evolução enquanto mulher, enquanto ser humano.

Por dela estar convicta, e por sentir que a hora é essa, eis-me aqui a proclamar a decisão de contrair matrimónio em 2021. Se será por amor ou por travessura os próximos sete meses e meio o dirão. A bem da verdade, não estou muito preocupada com isso, pois acredito que, agora que a decisão está tomada e sacramentada, o universo, na sua infinita sapiência, há de providenciar os elementos necessários à sua concretização. 

Se há lição que tirei desta pandemia - e antes disso, da morte repentina do meu pai - é que a vida é demasiado incerta, demasiado imprevisível, demasiado frágil, insegura mesma, para nos darmos ao luxo de deixar de experienciar o que quer que seja. Todos os dias somos lembrados da nossa insignificância; se não é a covid é o cancro, se não é um aneurisma é um AVC, se não é a depressão, será outra coisa qualquer. Por isso é que decidi viver intensamente, sem prender-me a um amanhã que pode nunca chegar, como não tem chegado para tanta gente ao nosso redor. Desde que não infrinja nenhuma lei nem prejudique ninguém, vou viver tudo o que me for permitido, sem amarras nem tabus.

O universo, que ultimamente tem sido muito generoso comigo – provavelmente porque tenho sido uma aprendiz (muito) aplicada – parece já estar a conspirar a meu favor; tanto assim é que o tal mec francês, aquele, deu sinal de vida. Mas isso já é assunto para um outro post.

Despeço com aquele abraço amigo e promessa de estar de volta na quarta para mais um papo gostoso. 😉

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