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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

african-4333276_1920.jpgOra viva!

Esta crónica é inspirada num texto da Riley Cooper, publicado no thepowerofsilence, em que ela garante que não tem medo de estar sozinha, mas sim de estar numa relação unilateral. Por ter-me identificado com a sua visão do celibato, achei por bem trazer o assunto à baila, na esperança de lançar um novo olhar sobre a solteirice no feminino.

É sabido que muitas são aquelas que escolhem estar numa relação unilateral, na qual são as únicas a investir. Para essas mulheres o medo da solidão amorosa fala mais alto do que o amor-próprio e a dignidade emocional. Erroneamente, acreditam que a solteirice é sinónimo de solidão e infelicidade. Não poderiam estar mais desfasadas da realidade. O que elas precisam aprender (ou recordar) é que pior do que estar desemparelhada é estar numa relação de estéril, em que sequer são correspondidas, respeitadas ou valorizadas. Estar desemparelhada não deve assustar; o que deve assustar é estar numa relação de m*rda.

De acordo com Riley, o estar solteira fê-la mudar o modo como encara as relações amorosas, assim como a sua perspetiva de vida. Mais importante do que isso, fê-la explorar os recantos escondidos da sua alma e entender a importância da autoaceitação, do autocuidado e do amor próprio. Como tal, aponta sete argumentos:

1. Não ter medo de estar consigo própria, mas ter medo de estar com alguém que não a deixa ser ela mesma.

2. Não ter medo de passar o tempo sozinha, mas ter medo de passar o tempo em má companhia.

3. Não ter medo de dormir sozinha, mas ter medo de acordar ao lado de um estranho.

4. Não ter medo de cometer erros, mas ter medo de estar com a pessoa errada.

5. Não ter medo de fazer amor, mas ter medo de fazer amor sem sentir-se amada.

6. Não ter medo das conversas, mas ter medo de conversar com alguém que não a entenda.

7. Não ter medo de estar solteira, mas ter medo de estar com alguém que não está nem aí para ela.

Estar solteira, e em paz com essa condição, não é para todas, é certo. Muitas mulheres não se conhecem, nem gostam de si próprias, ao ponto de se sentirem confortáveis com a solitude. Para elas vale a máxima: "antes mal acompanhada do que só", mesmo que isso as faça sentir-se miseráveis. Suas vidas, suas escolhas, e por mais que lamente, há que saber respeitar que nem todas são como eu, uma solteira bem-resolvida, que, enquanto espera por um amor a que valha a pena entregar-se, vai desfrutando da sua condição amorosa com orgulho, dignidade e gratidão.

Aquele abraço amigo de sempre!

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beauty-863439_1920.jpgViva!

Serão as mulheres poderosas (entenda-se independentes e seguras de si próprias) mais propensas a fracassaram no campo das relações efetivas? Já aqui abordei esta questão, assumindo - com base na minha experiência pessoal - que de facto assim é. Sempre senti que, a nível amoroso, a minha maneira de ser, segura, autónoma, despachada e desapegada, era-me mais prejudicial do que benéfica. No entanto, há dias estive a ler uma crónica da psicóloga Sara Ferreira que pôs-me a pensar que esta minha perceção pode estar enviesada, provavelmente viciada.

Porque estou pondo em causa uma crença até então enraizada em mim? Porque continuo firme no meu processo de desenvolvimento pessoal e espiritual, através do qual vejo-me impelida a reformular o modo como vejo as coisas, como encaro as situações, como analiso as pessoas, como compreendo a vida.

Todos nós, independentemente do género, raça, credo ou orientação sexual, queremos ser felizes; de preferência ao lado de outro alguém que nos ame, compreenda, valorize e apoie. É o que nos inspira, motiva, impulsiona e conforta. Não obstante este desejo, comum e universal, humanamente legítimo, há imensa gente avulsa por aí. Pessoas que permanecem desemparelhadas, por mais que queiram, e tentem, conseguir um parceiro para a vida. Quando se tratam daquelas seguras de si, com boa autoestima, alto astral e espírito do bem este fenómeno parece ainda mais difícil de se compreender. Daí que seja senso comum acreditarmos que para as mulheres poderosas essa tarefa seja, à primeira vista, muito mais árdua.

Ao que parece a coisa não é bem assim, pelo que ninguém melhor que uma psicóloga clínica para nos elucidar. "Não podemos afirmar que os homens fogem de relacionamentos com mulheres que dizem o que pensam e que exercem as suas vontades e outras (legítimas) liberdades pessoais!", garante Sara Ferreira, para quem não é a independência ou a segurança de uma mulher o que os assusta, mas antes a forma como ela as expressa. Os homens não temem mulheres poderosas, temem, sim, aquelas que, escudadas por essa faceta da sua personalidade, se revelam arrogantes, chatas, manipuladoras, adeptas de joguinhos emocionais. Ainda de acordo com esta psicoterapeuta, fogem eles a sete pés das "armadas em boas", que acham que têm sempre razão.


Resumindo e concluindo, a forma como uma mulher demonstra a sua independência/segurança é que determina se ela cativa ou intimida um homem. Ditas as coisas desta maneira, não posso deixar de pensar se não terá sido esse o meu problema, isto é, se, nas minhas relações, não acabei por fazer mau uso dessas caraterísticas. É hora de eu refletir a sério sobre este ponto, pois só azar no amor já não é argumento que satisfaça, muito menos justifique, esta minha solteirice crónica. 

Voltarei na sexta com mais um assunto do meu, aliás, do teu, na verdade, do nosso, interesse. Até lá, fica com aquele abraço amigo de sempre.

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self-love-65693_1920.jpgOra viva!

A inspiração - que andou arisca na última semana, provavelmente escaldada pelo tempo - parece ter voltado em força, graças à LL, uma seguidora que partilhou comigo o drama de estar numa relação com alguém centrado, unica e exclusivamente, em si mesmo. O seu desabafo mais não me pareceu do que um grito de infelicidade e impotência, um claro pedido de socorro.

Escuso dizer que a minha primeira reação foi sugerir que mandasse o gajo à merda, mas como percebi que, para ela, a solução não era tão simples quanto isso, comprometi-me a escrever sobre o assunto, na expectativa de que mais alguém se identifique, ao ponto de querer partilhar a sua experiência, dando assim à LL uma luz sobre o rumo a dar a uma estória que de amor só tem dele para ele mesmo. Confusa? Já vais entender!

Do que depreendi do nosso bate-papo, e mesmo sem qualquer qualificação profissional na área da mente, atrevo-me a diagnosticar a personalidade do dito cujo com quem ela anda metida, a raíz de toda a sua angústia. Em resultado da pesquisa que fiz, é-me possível reconhecer nele os traços de um narcisita de primeira linha. Vejamos: o gajo acha-se
melhor do que os outros (ela inclusive); vive num permanente estado de competição; quer sempre tudo sem dar nada em troca; demonstra grande dificuldade, incapacidade até, em compreender o ponto de vista dela; não faz nada a custo zero; lida muito mal com a frustração; esforça-se demasiado para ser admirado, para ser o centro das atenções; raramente mostra empatia para com as necessidades ou sentimentos alheios; encara a relação amorosa com superficialidade, dando a entender que esta só serve para lhe afagar o ego; revela uma postura arrogante, soberba, insolente e crítica, sempre centrado nos seus pontos de vista e jamais nos dos outros.

Uma vez traçado o perfil dessa pessoa totalmente focada em si, analisemos, à luz da psicologia, o seu comportamento no contexto amoroso-sentimental. "À primeira vista, é relativamente fácil gostar de um narcisista, já que é uma pessoa sedutora, atraente, com carisma e que se mostra extrovertida, autoconfiante e determinada", esclarece Rita Fonseca de Castro, da Oficina de Psicologia. "Quando estabelece um objetivo, é muito persuasivo pelo que, se estiver interessado em se relacionar com alguém, para sua própria gratificação, fará com que o alvo da sua cobiça se sinta especial e desejado." Foi precisamente isso que aconteceu com a protagonista deste melodrama. No início, o fulano demonstrou ser um encanto de homem, com uma personalidade impossível de resistir.

Envolver-se com um narcisista é entrar numa montanha-russa de emoções, que de um modo geral termina rápido e mal. "Alguém com uma personalidade assim tende a estabelecer relações de curta duração e superficiais, sempre focadas nos seus ganhos pessoais. Quem tem uma relação com uma pessoa com esta patologia acaba por investir tudo (sozinho) na relação, e só se apercebe verdadeiramente disso quando acaba", alerta a psicóloga.

Cara LL, para o caso de ainda teres alguma dúvida, retém isto: o teu namorado já encontrou o grande amor da sua vida: ele mesmo! Motivo pelo qual é-lhe francamente difícil entregar-se genuinamente a outra pessoa. Ele pode até sentir-se - e mostrar-se - apaixonado, só que as suas motivações nunca serão verdadeiramente altruístas. Por muito que te custe ouvir, não há como dourar a pílula: a ele só lhe interessa os benefícios que a vossa relação lhe proporciona. É da sua natureza preocupar-se apenas consigo mesmo, pelo que, por mais que queiras, ele não vai mudar. Nem por ti, nem por ninguém. Afinal, uma onça jamais perde as suas pintas, por mais que as tente camuflar.

Um abraço afetuoso meu!

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leisure-1869744_1920.jpgViva!

Saberás tu indicar qual é a qualidade física dos homens que mais atrai as mulheres? Vou já avisando para não olhares para a fotografia, pois ela, provavelmente, induzir te á em erro. Aposto que olhaste - apesar de ter-te aconselhado a não fazê-lo - e que neste momento estás a pensar que a resposta estará relacionada com músculos definidos, six pack para ser mais exata. Acertei?

Acredites ou não, a resposta encontra-se bem acima, mais concretamente no rosto. Surpreendentemente (ou talvez não), um sorriso 😀 brilhante e imaculado é a principal caraterística que as mulheres procuram num potencial parceiro. Eu que sou uma fã incondicional do tal "pacote seis", tenho a dizer que concordo ipsis verbis com esta preferência feminina.

Dados recolhidos junto de 2.197 mulheres solteiras não poderiam ser mais contundentes em relação a esta questão: 71 por cento prefere "um belo sorriso" acima de tudo o resto. E esse tudo o resto resume-se a quatro aspetos: boa personalidade e bom sentido de humor (62 por cento), aspeto físico 'agradável' (61 por cento), bons valores familiares (44 por cento) e confiança (40 por cento).


A pesquisa propiciou outra descoberta, no mínimo inesperada: 70 por cento das inquiridas admitiu evitar ou ignorar um potencial parceiro amoroso devido à sua aparência. Pergunto-me em qual área geográfica esta incidiu. Garanto que não foi pelas bandas do arquipélago da morabeza, onde os homens são ferozmente disputados com base no seu corpinho danone. O que é perfeitamente compreensível, já que, na hora do vamos ver, é o corpo que se come e não o sorriso, por mais estonteante que este seja.

Aos gajos comuns, a mensagem é clara: invistam seriamente no sorriso, não descurando a higiene oral, o branqueamento dentário e o aparelho ortodontico (se necessário for). Aos gajos bons, a mensagem é bem mais específica: de pouco vos servirá um corpo todo trabalhado no fitness se o sorriso não estiver à altura. Às gajas solteiras que, tal como eu, querem o melhor dos dois mundos, a mensagem é só uma: gajo bom com sorriso bonito. Oh yeah 😉!

Vou aí caçar um exemplar desses e já volto. Enquanto isso, deixo-te com aquele abraço 🤗  amigo de sempre!

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Viva!

Esta minha ausência, mais prolongada do que o previsto, prende-se com uma letal crise de desinspiração/desânimo que me tem assolado desde que descobri informações relevantes sobre aquela minha crush crónica made in gym. Coisas do coração, se é que me entendes... Enquanto tento debelar mais esta recaída na minha (há muito vegetativa) vida amorosa, e porque a vida segue (imune à minha dor de c*rno), eis-me aqui a republicar um post de 2016 sobre como a solteirice nos ensina a ser mais exigentes. Boa leitura!
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Solteira minha, dá uma olhadela neste artigo de Nat Medeiros, publicado no blog Já Foste. Parece que ela tirou-me as palavras da mente. Nem eu teria conseguido expressar desta maneira tão flagrante e intensa, tenho que admitir.

Em relação ao amor, hoje sou menos iludida, mas também muito mais criteriosa. Não que eu tenha desistido deste sentimento, mas aquela empolgação juvenil e até inocente já não existe mais.

O x da questão é que já vivi situações suficientes para perceber que relacionamento amoroso não envolve só sentimento. Envolve diferenças, envolve família, envolve vizinhos, animais de estimação, e até smartphones. Dois deixam de ser dois e passam a ser um número incontável de gente, torcendo pela sua felicidade (ou não). Envolve paciência, pressão, frustração, desconfiança. Claro que envolve também coisas maravilhosas, como vida partilhada, companheirismo, afeto, amor, confiança.

Lembro-me muito bem quando eu tinha 15 anos e sonhava em namorar. Achava que era o melhor que me poderia acontecer na época, mas não aconteceu… Fiquei frustrada, mas fui levando a vida. Quando finalmente tive um relacionamento mais profundo posso dizer que a vida me deu uma bofetada na cara.

Namorar não era nada daquilo que eu criara fantasiosamente. Não fiquei amarga ou desesperançosa. Fiquei realista.

Hoje, após alguns relacionamentos profundos, e aos 27 anos, eu vejo o quanto ser solteira representa liberdade e aprendizagem para mim. Não tenho medo de ficar sozinha em casa em pleno sábado à noite. Não tenho medo de ir a eventos sociais sem um rapaz ao meu lado. Eu construí a vida com os meus passos. Um atrás do outro, aos trancos e barrancos. Mas hoje eu sou eu. Quem entrar na minha vida não será o protagonista, pois a protagonista já existe. Quem entrar na minha vida tornar se á referência e não coordenada.

A questão é que as frustrações ensinaram-me a amar-me mais, a valorizar mais os meus momentos comigo mesma. Estar feliz e solteira ensinou-me a ser mais exigente. E alguém para adentrar no meu mundo tem que fazer por merecer. Se ficar com joguinhos, se ficar com palavras fartas e atitudes vazias eu, simplesmente, perco o interesse.

Eu gosto tanto de escrever, eu gosto tanto de estar e conversar comigo mesma que não dá para trocar isso por nenhum "olá gata" ou pior: "olá, sua desaparecida", sendo que desaparecida eu nunca fui nem estive. Não dá para trocar um episódio de Downton Abbey por uma conversa superficial ou sem afinidades.

Só vai entrar na minha vida quem realmente merecer. Porque vida é mais íntimo que quarto, vida é mais íntimo que cama. As pessoas costumam relacionar intimidade com sexualidade. Mas intimidade é sonho, é medo, é esperança, é falar do passado, da infância, é planear um futuro, é olhar juntos para a mesma direção. Intimidade requer tempo, requer dedicação, requer interesse profundo. Intimidade é oposto de superficialidade.

Intimidade não é saber a cor da calcinha ou do sutiã. Intimidade é saber a cor dos sonhos, a cor dos olhos quando choram, a forma exata dos lábios quando sorriem. Intimidade não é ver alguém de lingerie… Isso tu podes ver a qualquer momento, com alguém que tu conheces há muitos anos ou há poucas horas. Intimidade não é ver alguém a despir-se das roupas.

Intimidade é ver alguém a despir-se das barreiras, dos medos, das suas verdades incontestáveis, das suas certezas absolutas. Intimidade é a entrega, mas não a entrega do corpo. Intimidade é a entrega mais difícil: a entrega da alma e do coração.

Também te identificaste com estas palavras ou nem por isso?

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Viva!

Parece que é desta que vamos falar sobre o tal estudo que referi no último post, segundo o qual as mulheres mais inteligentes preferem parceiros intelectualmente menos abonados. Uma investigação, levada a cabo pela Universidade Yale, conseguiu apurar que, no que toca a levar a bom porto uma relação amorosa, as discípulas de Vénus com elevados níveis de educação académica acabam por optar por homens com menor grau de formação.

A explicação para esta teoria, chocante à primeira vista, é bem mais simples do que parece e não tem nada a ver com soberba ou elitismo. Tem antes a ver com a dificuldade que mulheres bem-sucedidas e bem resolvidas enfrentam para conseguirem arranjar um parceiro à altura do seu nível intelectual e profissional.

"Há menos homens instruídos no mundo do que mulheres", esclarece uma das investigadoras, citada pelo The Daily Telegraph. De facto, dados do Banco Mundial comprovam que em 70 países existem mais mulheres licenciadas do que homens, uma realidade que compromete o velho paradigma de é melhor emparelhar com alguém de nível igual ou superior.

Numa onda de "à falta de tu, vai tu mêmo", quando chega a hora de descer do salto agulha e adotar as mom jeans, estas mulheres acabam abrindo mão da hipergamia – desejo de casar com homens de um nível socioeconómico mais elevado e grau de formação equivalente, na tentativa de garantir um futuro melhor para si e para seus filhos.

Acredito que, finalmente, descobri o motivo pelo qual sou Ainda Solteira. A fiar no acima exposto, é óbvio que tenho perdido o meu tempo à caça deles inteligentes quando deveria estar à procura deles burros; perdão menos abonados intelectualmente, que não quero ferir suscetibilidades.

Por hoje é tudo, pelo que deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana. Até mais!

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11
Jan19

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Viva!

 

À conta da leveza de espírito característica das sextas-feiras, esta crónica inspira-se no artigo 129 formas de arranjar o marido, publicado, em 1958, na revista feminina McCall’s. Seis décadas depois, o artigo viralizou na rede quando Kim Marx-Kuczynsk o partilhou na sua página de Facebook, há coisa de três meses.

 

Tendo em conta a época em que foi escrita, muitas das dicas já não fazem sentido, motivo pelo qual opto por só mencionar aquelas que (ainda) podem vir a ter utilidade prática nos dias de hoje.

 

Dado que se trata de um conteúdo muito extenso, hoje só vou publicar as dicas sobre como conhecer um potencial candidato a marido. Nas próximas publicações partilharei o restante conteúdo, dividido em quatro partes: "Como fazer com que ele saiba que existes", "Como pareceres bem na frente dele", "Como agarrá-lo" e "Ideias loucas — vale tudo".

 

Solteira minha, se ainda não desististe de encontrar o "tal", aconselho-te a sacar já da caneta e do papel que dicas para caçar um pretendente é que não faltam nesta lista. Anota aí:

1. Arranja um cão e vai passeá-lo.
2. Deixa o carro enguiçar em sítios estratégicos.
3. Tira cursos de que os homens gostem.
4. Junta-te a um clube de caminhada.
5. Olha para os censos e vê onde é que há mais homens solteiros.
6. Começa a jogar golfe e vai a várias aulas.
7. Faz escapadinhas para sítios diferentes em vez de estares demasiado tempo num único lugar.
8. Senta-te num banco no parque e alimenta os pombos.
9. Faz uma viagem de bicicleta pela Europa.
10. Arranja um trabalho nas escolas de medicina, medicina dentária ou direito.
11. Torna-te enfermeira ou hospedeira de bordo — elas têm elevadas taxas de casamento.
12. Pergunta aos maridos das tuas amigas se há homens elegíveis nos seus escritórios.
13. Sê simpática com toda a gente — alguém pode ter um irmão ou filho elegível.
14. Arranja um trabalho no estrangeiro.
15. Sê amigável com homens feios — ser elegante é fazer coisas elegantes.
16. Diz aos teus amigos que queres casar. Não faças disso um segredo.
17. Perde-te em jogos de futebol.
18. Não aceites um trabalho numa empresa maioritariamente composta por mulheres.
19. Num avião, comboio ou autocarro, senta-te ao lado de um homem.
20. Vai a todas as reuniões do secundário ou universidade. Podes encontrar algum desemparelhado por lá.
21. Não tenhas medo de te dares com mulheres atraentes; elas podem ter algumas sobras.
22. Faz uma visita à tua terra natal — o miúdo rebelde da porta ao lado pode ter-se tornado num solteiro elegível enquanto estiveste fora.
23. Não te dês com uma rapariga que está sempre triste e te puxa para o nível dela.
24. Arranja um trabalho em part-time num centro de congressos.
25. Muda de casa de tempos em tempos.
26. Quando viajares, fica em hotéis mais pequenos onde é mais fácil conheceres estranhos.
27. Aprende a pintar. Monta o cavalete no exterior da escola de engenharia.

 

Ora aqui tens quase três maõs cheias de sugestões para conheceres um candidato ao teu coração (e à tua mão, se estiveres para aí virada). O mais interessante é que nenhuma delas passa pelo uso da tecnologia. Dado que a eficácia das redes sociais, das apps e dos sites de encontro neste campo é cada vez mais ténue, porque não resgatar do baú do tempo velhos truques de engates? Se deram certo na altura, a probabilidade de voltarem a dar certo é deveras motivador. Afinal, no amor e na guerra vale tudo!

 

Boa caçada e um ótimo fim de semana!

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Viva!

 

Queres desencalhar? Se sim, só tens que experimentar este menu de degustação, composto por dicas à moda da Trea, marinadas em cinco questões e temperada com um caso concreto. Para sobremesa, sorrisos constantes. Garanto-te que esta receita para arranjar namorado é de comer e lamber os beiços. Pronta para o que aí vem? Bora!

 

matchmaker Trea Tijmens, citada pela swissinfo, é categórica na hora de dizer que para começar a namorar é preciso antes fazer uma limpeza interna, uma faxina de dentro para fora. Aliado a este conselho, a formadora de casais explica que o seu trabalho consiste em preparar mulheres holisticamente, por forma a que consigam criar oportunidades para um novo relacionamento.

 

"Quero que as minhas clientes consigam reconhecer oportunidades e que sejam capazes de agir perante esses momentos. Oportunidades acontecem no nosso dia a dia, no comboio, no supermercado, no autocarro, nos bares. Só que muitas pessoas nem reconhecem", enfatiza, reconhecendo que trabalha preparando a mente dos clientes para lidar com situações de engate.

 

Mas para isso é imperativo sair da zona de conforto. Para quem tem filhos, o conselho é que a pessoa se envolva nas atividades escolares. É preciso tomar atitudes para aumentar a rede de contatos, como por exemplo matricular-se num curso ou inscrever-se num ginásio.

 

Esta profissional que se dedica a juntar corações solitários aconselha seus clientes a limparem a mente de ideias negativas, com frases que minam a autoconfiança, como "Os bons já foram fisgados", "Eu não mereço um gajo bom" ou "Por que esta pessoa se interessaria por mim?".

 

Outra lição que Trea faz questão de passar é sobre o sorriso. "Sorria, faça do mundo um lugar mais humano. Eu garanto que vai ajudar a atrair um relacionamento", diz. E dá como exemplo o caso de uma das suas clientes, que reclamava que ninguém falava com ela, mas que após seguir o seu conselho, foi abordada por um homem interessante.

 

Outro conselho valioso, principalmente para os bem-sucedidos profissionalmente. "Muita gente acha que aquela pessoa está muito feliz sozinha e que não procura ninguém. Além disso, não vão querer se intrometer ou tocar no assunto, já que é privado. Dessa maneira, aconselho que o assunto seja inserido durante o almoço ou até mesmo durante o café no escritório, mas sempre de maneira sutil: "Diga que está em busca de uma pessoa para formar uma família, ou de um relacionamento estável, sem conotação de desespero ou desânimo", explica.

 

Para rematar, a love coach sugere algumas perguntas que devem estar bem esclarecidas na mente de quem procura o amor, sob pena de ver fracassadas todas as estratégias anteriores:

 

Você está emocionalmente pronto?
É imperativo responder se o ex realmente ficou no passado. Isto porque o futuro relacionamento não quer ouvir falar de relações passadas.

 

Namorar é uma prioridade?
É preciso se fazer disponível para um relacionamento, investir tempo e esforço.

 

O quão feliz é com a sua pessoa?
Só você é responsável por sua felicidade. Pessoas felizes são ótimas em se ter por perto e isso ajuda na busca de um relacionamento. É importante sentir-se bem (emocional e fisicamente) e segura.

 

Tem uma mentalidade positiva?
Seja otimista e aberta a conhecer outras pessoas solteiras. É preciso manter o espírito de querer descobrir coisas boas nos outros, como também em si mesmo.

 

Costuma sorrir para os outros?
Mantenha o sorriso no semblante sempre.

 

Agora diz-me a que te soube esta crónica gourmet?

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banner.jpgViva!

Como já aqui disse algumas vezes, domingo é o meu day off: dia de dormir até mais não, dia de jejuar, dia de não sair de casa, dia de spa caseiro, dia de organizar os pensamentos, dia de sonhar, dia de por a leitura em dia, dia de devorar filmes, enfim... dia de dolce fare niente.

Ontem, na minha maratona semanal de home cinema, calhou-me parar à vista um filme sobre sugar daddies, cujo enredo picou-me ao ponto de achar que este poderia ser um bom tópico para a crónica de hoje. Esta manhã, ao reconectar-me com o cibermundo, a minha primeira paragem foi no quiosque do Google, a quem recorri na busca de informações sobre este tipo de relacionamento patrocinado.

Entre os milhares de resultados com que ele me agraciou, um artigo da Marie Claire brasileira sobre a versão feminina da coisa – as ditas sugar mommies – forneceu-me os elementos que precisava para estar aqui a escrever sobre o assunto.

Confesso que no início da leitura só conseguia pensar no quão solitárias e carentes deviam ser estas mulheres para terem que pagar para ter companhia masculina. Ao longo do artigo, fui-me apercebendo que, afinal, são mulheres atraentes, bem resolvidas e realizadas profissional e financeiramente. No final, a comiseração deu lugar à admiração e a uma pontinha de inveja, confesso.

Admiração porque elas não têm problemas em assumir que "compram" afeto; admiração porque elas não se deixam espartilhar pelas convenções sociais; admiração, sobretudo, porque encaram a questão de forma pragamática e desprendida, sem tabus, falsos moralismos ou ilusões amorosas adolescentes. Inveja porque esta solteira aqui não dispõe de verbas para constatar in loco as maravilhas (ou pesadelos) deste universo paralelo das relações amorosas.

Pelo que pude apurar, a logística da coisa é em tudo semelhante à de tantos outros sites e apps de engate: escolhe-se um, cria-se o perfil, enfeita-se com fotos apelativas, escreve-se umas frases interessantes sobre si mesmo, enfim, tenta-se parecer atraente. O passo seguinte é ir à lista e escolher os que mais agradam à vista desarmada e, voilá, match à vista!

A diferença aqui é que se trata de um serviço pago em toda a cadeia, ou seja, paga-se para estar no site e paga-se para obter companhia. Inclusive, os próprios sites disponibilizam a opção entre quem quer comprar e quem quer vender, que na linguagem deles traduz-se em sugar daddies/mommies e sugar babies. Para teres uma ideia, só para se ter direito a uma olhadela no menu (leia-se, lista de rapazes) tem que se pagar uma razoável quantia. Já os babies (femininos ou masculinos, tanto faz) desde que maiores de idade, não pagam absolutamente nada.

Não penses tu que, na prática, a coisa é tão linear quanto acabei de descrever. Até a aprovação como buyer, é preciso passar por uma série de pré-requisitos, tais como fornecer dados de altura, tipo de corpo, etnia, nível escolar, salário, rendimento anual, valor do património, se tem filhos ou não, estilo de vida, área geográfica e expectativas quanto aos encontros. O expectável. Há sites que até antecedentes criminais exigem na altura da inscrição (o que é de se louvar, diga-se de passagem). 

Psicanalistas descrevem estes tipos de encontros nestes termos: "Elas compram a companhia deles para suprir uma carência afetiva. Mas, a longo prazo, não adianta. Porque não é uma relação baseada no amor, e sim no dinheiro. Geralmente esses casos não vão para frente."

Responsáveis por estes tipos de sites asseguram que grande parte dessas mulheres não procura namoros longos. Apenas encontros leves, sem pressão. Para a psiquiatra Carmita Abdo, esse tipo de mudança na dinâmica é consequência da maior participação feminina no mercado de trabalho. "Tem muito a ver com o empoderamento económico da mulher. Ela começa a perceber que pode ter um parceiro de uma noite ou várias, de acordo com sua necessidade sexual e social."

Muito mais teria a dizer sobre o assunto, mas como o texto já vai para longo e a hora do almoço a caminhar para o lanche, remato a crónica com o seguinte: este tipo de arranjo resulta na perfeição para quem não tem tempo para conhecer parceiros, nem paciência para discutir a relação, e conta bancária recheada, obviamente!

O que importa reter é que, regra geral, são as mulheres bem-sucedidas, poderosas e cansadas de relacionamentos tradicionais aquelas que procuram jovens atraentes, que não se importam de ser sustentados por elas. Ou seja, as sugar mommies não passam de mulheres que escolhem rapazes online para sexo ou namoro, em que a regra é clara: quem paga dá as cartas.

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05
Jun17

Hater: o que os une é o ódio

por Sara Sarowsky

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Ora viva!

Single mine, acaso já ouviste falar do Hater, a aplicação de encontros que junta os corações solitários, não pelo que gostam, mas sim pelo que detestam? Ah, pois é pois é, isto do romance online é uma novidade atrás de outra.

Esta app, gratuita e disponível para iOS na App Store, à semelhança de outros softwares como Tinder ou Ok Cupid, foi pensada precisamente para contrariar o modelo tradicional de encontros online, em que a correspondência (match na linguagem digital) dá-se com base no que se gosta de fazer, comer, visitar, ler e por aí fora.

Fora isso, funciona tal e qual às restantes apps do mundo virtual: swipe para a direita em caso de interesse, swipe para a esquerda em caso de desinteresse.

Se, tal como eu, já não podes com "caramelos" que apregoam cultivar hábitos interessantes, mas que ao fim de meia dúzia de frases deixam transparecer que só assumiram essas caraterísticas para conseguirem aumentar as probabilidades de serem bem-sucedidos na arte do engate, agora tens uma alternativa que aposta precisamente no outro verso da moeda.

Afinal, porque odiar a solo quando se pode fazê-lo au pair?

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