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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

sunset-3754082_1920.jpgViva!

Dando continuidade ao tema da última publicação, são estes os hábitos de conquista que, de acordo com Stephanie Reeds, numa publicação no site CuriousMindMagazine, devemos resgatar do desuso. Como referido antes, estas dicas destinam-se aos homens, a quem cabe, na minha opinião, dominar a arte da conquista.

Arrisca e convida-a para sair
Se tens alguém que mexe contigo, não percas tempo com rodeios ou "joguinhos". Assume que estás interessado e convida-a para sair. O não já tens, pelo que tudo o que vier será ganho. Simples assim!


Cuidado com a aparência
A aparência é importante, pelo que a forma como te vestes diz muito sobre ti. Somos o que vestimos, acredita. Não precisas usar fato e gravata o tempo todo, assim como escusas de andar por aí de fato de treino. O meio termo, o tal casual chic, é uma aposta segura e eficaz.


Oferece flores ou um presente simbólico
Presentear demonstra interesse, sensibilidade e generosidade. Uma flor, uma caixa de bombons, um livro ou uma agenda são bons exemplos de que não é preciso muito para fazer com que alguém se sinta estimado.


Deixa o telemóvel de lado
A dependência do telemóvel é atualmente um dos maiores carrascos de qualquer relacionamento. Poucas coisas são piores do que estar num encontro com uma pessoa que não para de olhar ou mexer no telemóvel. Não só é deselegante como demonstra falta de respeito e de interesse. Se não és capaz de passar uma hora "desconectado", escusas de marcar um encontro com quem quer que seja.

Abre-lhe a porta do carro
Sabemos que ela tem duas mãos, logo que é perfeitamente capaz de o fazer sozinha. O que conta é o gesto, a elegância, o galanteio. Sem falar que será um bom pretexto para te abeirares dela, sem parecer invasivo nem faminto. Pessoalmente, derreto-me toda quando abrem-me a porta do carro.

Sê honesto em relação às tuas intenções
Mentiras, meias-verdades e joguinhos não ocupam espaço na mente de uma pessoa bem resolvida. Pessoas narcisistas e inseguras é que são adeptas de tais subterfúgios, a que recorrem como forma de se sentirem valorizadas. Assim como é de bom tom assumir que se está interessado, revelar as verdadeiras intenções também. Nada de mentir para obter sexo rápido ou para massagear o ego.

Proporciona-lhe uma noite romântica
Sim, refiro-me àquela saída a dois, ao estilo do Dia dos Namorados. As mulheres gostam, fazer o quê? Mesmo que não sejas adepto desse tipo de programa, o esforço costuma valer a pena, já que elas ficam todas derretidas, logo ávidas por retribuir (se é que me entendes). Uma reserva num restaurante chique, uma noite num bom hotel ou uma escapadela para um destino cobiçado costumam surtir o efeito desejado.

Não contes com sexo no primeiro encontro
Independemente da tua ânsia (ou fome), não queiras por o carro à frente dos bois. No tempo dos nossos avós, o sexo só era legitimidado em ambiente matrimonial. Nos dias de hoje, este tornou-se mais banal do que sei lá o quê. A meu ver, tanto um como outro pecam por extremismo, logo há que encontrar um meio termo. Sexo sim, mas porque é o desejo de ambos e não porque tem que ser. Pela minha experiência, digo que este é o maior calcanhar-de-aquiles dos homens do século XXI.

Diz "Amo-te" somente quando for verdade
Não sejas do tipo que anda por aí a proferir declarações de amor a todas as mulheres com quem se envolve. O amor é um sentimento demasiado nobre para ser encarado com tamanha frivolidade. Mesmo que to cobrem (sei que existem mulheres que praticamente obrigam os seus homens a fazer isso), só te declares quando estiveres seguro dos teus sentimentos. Não sejas leviano nem inconsequente; o amor é para ser levado a sério.

Lembra-te das coisas que a fazem feliz
Presta atenção às pequenas coisas que a deixam nas nuvens (não, não me refiro ao sexo). Refiro-me, por exemplo, a levá-la à estreia de um filme pelo qual está ansiosa, encomendar o seu prato favorito, escolher uma música que ela adora, convidar a sua melhor amiga um encontro a três ou lembrar-se do nome do seu perfume. São esses detalhes que mostram que te importas com ela e que estás atento ao que a faz feliz.

Não a deixes à espera
Não se deixa uma senhora à espera, aposto que já ouviste dizer. Ainda que seja mais um hábito em desuso, a verdade é que deixar alguém à espera é desrespeitoso e pouco romântico. Se for logo no início da relação, pior ainda. Faz tudo para que estejas no sítio combinado, pelo menos 10 minutos antes. Além de pensar que estavas ansioso por encontrá-la, vais-lhe proporcionar uma oportunidade de ouro para fazer aquela entrada triunfal, digna da passadeira vermelha.

Por mais que os tempos atuais transmitam a ideia de que são démodées, a verdade é que estes hábitos combinam lindamente com o romance. Até porque o respeito, a atenção, a gentileza e a dedicação são tendências que nunca saem de moda. Lembra-te disso da próxima vez que estiveres empenhado em conquistar alguém.


Aquele abraço amigo de sempre!

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sunset-3754082_1920.jpgViva!

Para hoje escolhi duas mãos cheias de hábitos de cortejamento (ou engate, se preferires uma linguagem mais mundana), os quais têm caído em desuso, mas que urge serem resgatados do esquecimento, sob pena de o romance perder aquele encanto de outros tempos e do qual a geração millennial só conhece das estórias contadas pelos seus ascendentes.

Já aconteceu sentires como se não pertencesses a este século? Eu já, e não é de hoje! São tantas as vezes em que questionei se pertenceria à época que é suposto pertencer, ou mesmo ao planeta certo. À espiritualidade fui buscar a resposta que melhor satisfaz esta minha inquietude, mais concretamente às memórias trazidas de vidas passadas, as quais fazem de mim uma mulher contemporânea com uma alma medieval.

No que toca ao romance, sinto-me bastante perdida nos tempos que correm. Por mais que me orgulhe de ter uma mente aberta, por mais que esteja disposta a abraçar novas experiências, persiste em mim a sensação de que a forma como atualmente se vive o amor está longe de ser aquela com a qual me identifico. Eis um motivo de peso porque continuo solteira. Provavelmente, por ter exagerado na dose de romances lidos ao longo da adolescência e juventude, é-me notoriamente desconfortável a maioria das técnicas de engate em vigor, sobretudo aquela que inverte a ordem dos sentimentos - entenda-se sexo primeiro e amor depois (se chegar a tanto).

Se tal como eu também sentes que o romance corre um sério risco de perder a sua essência, para passar a figurar como outra coisa qualquer, vais gostar de ler o que aí vem.
A arte da conquista, o tal cortejar a que me referi logo no início, tem sido fustigada pela (re)evolução, em especial a tecnológica, que lhe tem roubado o seu espaço nas relações amorosas. Até ao final do século XX, o namoro foi experenciado com uma intensidade e entrega cada vez menos visíveis no século que lhe procedeu.

Para que as técnicas de conquista de antigamente não caiam em desuso, é intenção desta crónica citar alguns (bons) hábitos que fazem toda a diferença, logo, que merecem ser resgatados no tempo
. Antes disso, permite-me uma breve contextualização. Duas palavras encontram-se no cerne da atuação nas sociedades atuais: "igualdade de género" e "sem género". Independentemente da minha identificação com cada uma delas, em matéria de amor sou totalmente a favor da corte machista, ou seja, de ser o homem a tomar a iniciativa e a envidar esforços para arrebatar o coração da amada. À mulher caberá, ou não, corresponder, retribuir e  provar que é merecedora de tamanha dedicação. Com isso quero deixar claro que estas dicas têm como alvo preferencial os homens.

Entusiasmei-me de tal maneira que só agora percebi que este post já ultrapassou o número de parágrafos recomendável. Não me resta outra opção que não seja deixar a listagem desses hábitos para a próxima publicação. Não percas!

Aquele abraço amigo!

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30
Set20

As pseudofelizes

por LegoLuna

lights-2551274_1920.jpgOra viva!

Estes dias têm-me sido difícil dar-te atenção, não só por ter muito que fazer, mas sobretudo por estar a braços com sérios problemas laborais, problemas esses que vêm causando um desgaste emocional avassalador. A situação é de tal forma dramática que o despedimento parece-me ser a única maneira de me livrar do assédio moral com o qual venho debatendo há já um bom tempo. Sobre isso falarei numa altura em que não esteja tão reativa. O tempo é curto, já disse, mas será suficiente para falar-te das pseudofelizes, uma subespécie feminina que se carateriza por comer amargura e arrotar felicidade.

Atenção que nada tenho contra quem assuma uma atitude positiva perante a vida; pelo contrário, admiro com todo o meu ser as pessoas que, independentemente das rasteiras da vida, fazem questão de manter uma atitude otimista. Gente assim faz toda a diferença. 
As pseudofelizes não são felizes, nem tão pouco mais ou menos. Fazem é questão de mostrar aos outros que o são com o único propósito de se gabarem e causar inveja aos demais. É aqui que reside a diferença entre pessoas genuinamente felizes, independentemente de como a vida lhes trata, e as que fazem tudo para parecerem felizes apenas por uma questão de aparência e conveniência social. São essas que batizei de pseudofelizes.

Dou um exemplo: aquela colega ou conhecida que, sabendo-te solteira, não perde uma oportunidade para pregar que devias arranjar alguém, que não sabes o que estás a perder, que ela não se vê completamente feliz sem o seu "Tó Zé" Ora acontece que, na realidade, essa fulana não é respeitada, para não dizer maltratada, pelo seu gajo e, como se não bastasse, volta e meia, leva com um par de chifres. Esta é uma pseudofeliz, uma mulher emparelhada que se acha melhor do que qualquer desemparelhada pelo simples facto de ter um par de calças fixo na sua vida, mesmo que isso implique estar num relacionamento miserável.

Portanto, solteira minha, não invejes relações alheias. Lembra-te que as aparências enganam e que existe um mar de mulheres "não solteiras" cujo grau de infelicidade não chega aos pés da mais solitária das desemparelhadas.

Aquele abraço amigo de sempre!

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girl-2217926_1920.jpgOra viva!

Para hoje proponho voltarmos a analisar aquela (velha) questão das relações assentes no "dar o corpo ao manifesto a custo zero", como gosto de chamar aquelas baseadas unica e exclusivamente no sexo. Não é de hoje que apregoo a minha reticência, para não dizer aversão, a esta modalidade amorosa, que, a meu ver, mais não é que uma forma cómoda, e masculinizada, de descaracterizar o amor, tornando-o num ato primitivo e banal. É precisamente sobre partilhar o corpo sem entregar o coração que versa esta crónica.

Sexo sem envolvimento emocional, ou seja, sem um sentimento mais profundo que a mera tesão, é coisa com a qual nunca me identifiquei. Desde que me iniciei na arte romântica que evito esse tipo de interação amorosa, essencialmente pelo receio daquele vazio pós-coito, inevitável, ainda que gerível. A falta da assistência depois do bem bom, ao qual dou muito valor, sempre foi a meu calcanhar de Aquiles nas relações amorosas.

No entanto, nos últimos tempos, à pala das profundas mudanças que venho encetando na minha pessoa, em especial no meu espírito, tenho feito um esforço acrescido para abrir-me a novas formas de amar, a novos tipos de relacionamentos, a novas práticas sexuais. Abrir mão de um ideal não é pera doce, até porque chega-se a uma altura da vida em que os nossos ideais tornam-se parte daquilo que somos. Não viver o amor só porque ele não corresponde ao nosso ideal é deixar de viver a vida tal como ela se nos apresenta. E se há coisa com a qual tenho aprendido é que a vida é para ser vivida do jeitinho que dá. Esperar para vivê-la apenas nos momentos que vão de encontro àquilo que idealizamos é contraproducente. A perfeição não existe e, mesmo nos momentos em que ela se manifesta, encontramo-la nos pequenos momentos e não apenas num único grande momento.

Na base desta minha mudança de direção mental está a profunda (re)evolução interna que venho abraçando de uns tempo para cá. A explicação parece residir no facto de, a cada septénio (período de sete anos) finalizarmos/iniciarmos um ciclo de vida, por imposição de Saturno, o planeta responsável pelos desafios existenciais, os quais temos de superar sob pena de voltarmos a ter que lidar com eles over and over again... Nada melhor que a minha estória com o tal mec francês, com quem vivi uma (breve) aventura amorosa agora nas férias, para ilustrar esta minha mudança de paradigma em relação ao amor.

Conheci o Ben, assim se chama ele, num domingo, já em contagem decrescente para o final das férias. Andávamos nós - a minha irmã, a minha sobrinha e eu - a catar caranguejos à beira-rio, quando diz-me a primeira que um dos praticantes de paddle que desfilava rio abaixo não parava de olhar para nós. Como estava de costas, não me tinha apercebido de nada, motivo pelo qual duvidei que assim fosse, até porque os "brancos" nunca olham para uma mulher, ainda mais quando ela é negra. Rebatei que era apenas impressão e continuei a minha busca. Insiste ela que o fulano continuava a olhar e que até tinha-se afastado da pessoa que o acompanhava a fim de se abeirar da margem aonde nos encontrávamos. Remata ela que, na qualidade de única disponível do trio (ela é casada e a minha sobrinha tem seis anos), deveria tomar alguma  atitude a esse respeito. Feita tótó, que é o que sou quando se trata de abordar um homem, fiquei especada a olhar, enquanto o gajo passava por nós, deitando, volta e meia, uma olhadela furtiva na nossa direção. Descrente e hesitante, lá me atrevi a fazer-lhe um tchau. Foi quanto bastou para que ele voltasse atrás, não sem antes dizer qualquer coisa ao amigo, que lá continuou a remar rumo ao lago Hossegor.


Conversa vai conversa vem, eu caladinha que nem um rato, pois, além do complexo de me expressar em francês perante um pretendente nativo, mal conseguia acreditar que estava a ser vítima de uma tentativa de aproximação, in loco e da forma mais inesperada possível. Afinal, há anos que não conhecia ninguém na vida real, sem recurso a um dispositivo tecnológico. Dois dedos de prosa depois, pede-me ele que tire os óculos de sol, de modo a que pudesse ver-me os olhos. Como paga pela minha boa vontade recebo um "mais elle est belle" e um número de telefone, que foi a minha irmã que anotou, pois esta solteira aqui só conseguia esboçar sorrisos bobos e balbuciar umas quantas palavras desencontradas no tempo e na gramática.

E com razão! Nem nas minhas fantasias mais ousadas seria capaz de prever que o tipo dos meus sonhos - 182 cm, corpo todo trabalhado no fitness (mais tarde vim a saber que é instrutor de artes marciais), six pack visível a olho nu, peito depilado, olhos verdes, bronze no ponto e com um derrière digno de uma vénia - iria interessar-se por mim, ainda para mais sem que eu tenha feito absolutamente nada para que tal acontecesse.

Mal ele vira as costas, diz-me a minha mana: "Vês que é possível conhecer alguém? Ainda há esperança para ti!" Nesse dia, o Paris Saint-Germain (PSG) iria disputar uma final inédita da Champions (precisamente em Lisboa), pelo que era de se esperar que não teria novidades dele, pois sendo parisiense o mais provável é que estivesse a vibrar com o jogo. No dia seguinte, logo às nove da manhã, andava ele a bombardear a minha irmã com SMS, querendo saber se, de facto, existia interesse da minha parte e quando poderíamos encontrar-nos. Mal chega ela a casa, reclamando que ele não a tinha deixado concentrar-se no trabalho, mostra-me as mensagens, nas quais ele fazia todo o tipo de perguntas sobre a minha pessoa, tendo até proposto um rendez-vous (à trois) para esse mesmo dia. Uma vez lidas as mensagens que andaram a trocar durante a manhã, disse a ela: "Bolas, tenho 42 anos, sou mais do que capaz de conduzir as conversações daqui para a frente, sem necessidade de uma intermediária!". Dito isso, pego no telefone dela e mando um SMS ao rapaz dizendo-lhe que preferia que falasse diretamente comigo, através do WhatsApp. Acedeu de boa vontade, ainda que preocupado com a possibilidade de não o conseguir fazer, já que tinha tido problemas com a aplicação. Ficou combinado que, se até ao final do dia eu não obtivesse uma reação da sua parte, voltaria a contactar-me pelo telefone da minha irmã. Confidenciou-me depois que foi comprar um iPhone novo só para poder garantir que não teria problemas em trocar mensagens comigo.

O resto da estória fica para o próximo post, que já esgotei o tempo de antena, sem falar que trabalhar é preciso (ainda mais no dia em que a chefia regressou das férias).

Um beijo, um abraço e um coração!

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25
Jun20

moon-2106892_1920.jpgViva!

De volta ao confinamento domiciliário, desta vez sob recomendação médica por causa de uma entorse no tornozelo direito que reluta em sarar, resolvi - ao invés de partilhar os primeiros episódios do meu diário de incapacitada de primeira viagem - abordar alguns comportamentos típicos de uma pessoa apaixonada.

Protelando o relato dos meus dramas quotidianos para outra altura, passo então a identificar três sinais, que, segundo a autora Wendy L. Patrick, permitem apurar com o desejado grau de certeza se alguém está ou continua caído de amores.

1. Interesse
Quem está apaixonado quer saber aquilo que o outro pensa, sente, deseja e precisa. Como tal, demonstra um interesse profundo e real, no intuito de conhecer o melhor possível a pessoa por quem o seu coração bate mais depressa.
 
2. Memória
Quando temos sentimentos verdadeiros, tudo o que queremos é ver o objeto da nossa afeição feliz. Lembrar-se de detalhes como música favorita, prato preferido ou nome do perfume habitual é um claro indício de que se está atento a tudo o que lhe diz respeito.
 
3. Sorte
Assumir que se é um sortudo por ter alguém na sua vida é uma genuína declaração de amor. Quando é um parceiro que profere tal declaração, deixa de existir qualquer margem para dúvida. Afinal, há sorte maior do que estar com a pessoa amada?

Agora que já te pus a par dos três sintomas reveladores de um quadro de paixonite aguda, é hora de retomar à minha vidinha de solteira coxa, confinada e teletrabalhadora.

Beijo no ombro e desejos de um dia apaixonante!

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20442361_0ENI2.jpegOra viva!

Hoje escolhi reeditar um post do dia 26 de maio de 2017, que versa precisamente sobre uma das minhas maiores batalhas enquanto desencardidora de mentes. Refiro-me aos homens errados, espécies que, para mal dos pecados das solteiras, proliferam que nem pragas pelos campos, tantas vezes agrestes, da vida amorosa. 

Foi neste contexto que na altura citei diz-lhe que não, livro da autoria da jornalista Helena Magalhães. Reza a obra que há que saber dizer NÃO aos homens errados, assim como às relações fast-food. Para esta profissional da comunicação, que também é blogger, existe uma linha muito clara que separa o "eu quero" do "eu preciso". Com isso quer ela dizer que todas nós queremos um homem, mas nem todas precisamos de um para ser feliz. "Existem muitas pessoas que não conseguem viver sozinhas, porque não têm capacidade de estar consigo próprias, ou ir jantar ou ao cinema ou ao café sozinhas, e o que acontece é que muitas vezes estão em relações de 'merda' só porque não conseguem estar sem ninguém, e isso é ridículo", defende a autora.

O facto de as mulheres serem mais propensas a "envolver-se e permanecer numa relação que não é, de todo, saudável", não quer dizer que este seja um drama exclusivamente feminino. Pelo contrário! Também eles embarcam em vínculos (emocionais ou sexuais, é-me indiferente o nome que lhes queiram dar) estéreis, cujas motivações resumem-se essencialmente a três: "despejar os colhões" (sei que a expressão é um tanto ou quanto ordinária, mas dado que se trata da mais pura verdade, dispensemos a luva de pelica), ter quem lhes afague o ego e quem dê assistência toda vez que o défice de atenção bater à porta.

É por isso que é essencial à sanidade emocional (e, já agora mental) ter a coragem para dizer 'não' aos homens inadequados, assim como às relações que não acrescentam valor à nossa vida. Para Helena Magalhães, "a pessoa errada será sempre a pessoa errada", pelo que insistir no erro de pouco ou nada adiantará, já que a felicidade que essa relação poderá trazer será sempre uma miragem, tal e qual uma alma perdida no deserto do Saara, a que se agarra com unhas e dentes como forma de continuar a acreditar que (ainda) há vida pulsando.

Ao longo do livro, uma espécie de manual de sobrevivência em tempos de calamidade amorosa, é clara a mensagem a ser passada às single ladies: mais saudáveis são aquelas que conseguem pensar 'eu quero um homem, mas não preciso'. Sabe-se lá se por carência, desespero, solidão, urgência ou pressão social, imensas mulheres acreditam que precisam de um par de calças para serem felizes. Errado! Precisam de outra pessoa para ser mais feliz. A felicidade de cada uma depende única e exclusivamente de si mesma!

Quanto a isso, a opinião dela vai de encontro à minha: antes temos que aprender a (con)vivermos connosco próprios, e com os outros, e a ter a liberdade de sermos felizes, independentemente da situação em que nos encontramos e de quem ocupa o outro lado da nossa cama.

Não poderia terminar sem fazer referência a um outro aspeto convergente entre mim e a autora: o dar o corpo ao manifesto a custo zero (como costumo dizer), sobretudo no primeiro encontro. A propósito disso, eis a perceção dela: "Hoje em dia, os primeiros encontros tornaram-se atos sexuais, porque o sexo é o encontro, e se alguém diz que não, parte-se para outra pessoa. Por isso é que digo que as pessoas estão desinteressadas, porque querem tudo muito rápido, tudo a acontecer neste momento, o agora, e se demoramos um bocadinho desaparecem... Mesmo quando dizemos, 'vamos jantar' ou 'vamos ao cinema', desaparecem, porque há outra pessoa que quer dar o que eles querem".

Preciso escrever mais? 

Às proprietárias de corações solitários, a palavra de ordem desta crónica só poder uma: left-swiped (na linguagem das apps de engate) aos homens errados!

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Viva!

Ainda que mal se aperceba, hoje é sexta-feira; para mais é o Dia Internacional da Felicidade. Felicidade é coisa que anda arisca por estes dias. Mesmo assim podemos fazer um esforço acrescido para celebrar o dia que também assinala o início da primavera, a estação do ano em que a terra renasce e se cobre de verde.

Como tal, proponho fugirmos, ainda que por breves instantes, ao assunto do momento e voltarmos ao tema essência deste blog: a solteirice. Que te parece? É que lembrei-me de partilhar contigo mais uma razão por detrás deste meu love status, que, de tão longo, já já será crónico.

Não gostar de animais de companhia tem sido um grande entrave na tentativa de engrenar a minha vida amorosa. O que é que o facto da rapariga não gostar destas criaturas adoráveis tem a ver com continuar solteira, perguntas tu? Já vais perceber. Mas antes disso, peço-te que te poupes a pensar que, por não gostar de animais, não sou boa pessoa. É um cliché demasiado aquém da tua mentalidade.

Voltando ao facto da minha falta de simpatia pelos patudos estar a atrapalhar – e de que maneira – o alavancar da minha vida amorosa, o motivo é simples: a maioria dos gajos, sobretudo os que valem a pena, apreciam-nos ao ponto de terem um ou mais exemplares em casa. Basta-me ir a qualquer uma dessas apps de engate para perder a conta da quantidade de "disponíveis" que airosamente partilham fotos suas agarrados a um canídeo ou felino.

De cada vez que me deparo com um solteiro giro nessas poses o desalento apossa-se na hora da minha esperança. "Zero chances de dar certo, Sarita!", costumo dizer aos meus botões. A não ser que só estivéssemos juntos – e teria que ser em qualquer sítio menos na casa dele – para "dar o corpo ao manifesto a custo zero", dificilmente seria possível levar a bom porto um relacionamento com um detentor de animais.

Além da minha mais do que diagnosticada alergia ao pelo animal, ponho-me a pensar no quão penoso seria ter que partilhar do espaço dessa pessoa, correndo o risco de levar com uma lambidela (desgasting!) ou, pior, ter que catar os dejetos deles, sem falar naquele cheiro característico que me deixa agoniada. Definitivamente, não me vejo no papel da namorada do dono de um animal. Só de pensar no risco de ouvi-lo referir-se a mim como "mamã" da pequena criatura... no way!

E como sequer me passa pela cabeça assumir o papel da gaja chata que passa a vida a reclamar ou a exigir que o seu homem se livre do companheiro de quatro patas, só me resta continuar a minha odisseia em busca de um pretendente giro, fit, saudável, inteligente, trabalhador, boa pessoa e que não goste de animais, pelo menos não ao ponto de querer ter um em casa.

E assim continua a vida desta solteira aqui...

Aquele abraço amigo e desejos de uma boa quarentena!

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Viva!

Um estudo levado a cabo pela Universidade de Nova Iorque ao longo de 50 anos, tendo por análise uma amostra de mais de cinco mil famílias, conseguiu estabelecer uma correlação entre a altura do parceiro masculino e a estabilidade/qualidade de uma relação amorosa.

Confusa? Já explico! 
Mas antes convém clarificar o que entendem os investigadores do referido estudo por homem 'baixo': nada mais nada menos que indivíduo do sexo masculino com altura inferior a 175 cm.

Retomando o fio à meada, afirma a ciência que homens mais baixos são os preferidos das mulheres quando o assunto é relações duradouras. Mas qual será a razão por detrás deste sucesso, deves estar tu a perguntar a esta altura da leitura? A resposta é tão erudita que chega a ser caricata: esses homens têm mais dificuldade em encontrar parceira. E é precisamente por isso que se empenham mais em agradar a parceira, preservando assim a relação. Cientes da sua desvantagem anatómica – sim, eles sabem que nós as mulheres tendemos a preferir exemplares altos e atléticos (guilty) –, os homens verticalmente desfavorecidos acabam por cuidar melhor da sua parceira, esforçando-se verdadeiramente para que a relação seja "a mais perfeita possível".

Assim, os mignons, como se diz em terras gaulesas, são mais carinhosos, preocupam-se mais, dividem mais facilmente e eficazmente as tarefas domésticas e tendem ainda a ter um melhor ordenado. Não penses tu que acabam aqui as vantagens de ter um homem desses na nossa vida. Existe uma outra, essa sim deveras essencial: eles tendem a ser melhores parceiros sexuais, tanto no que se refere à qualidade como à quantidade.

Single mine, se ainda não desligaste o GPS do cupido, com este post ficas a saber que um parceiro com menos centímetros pode resultar numa relação com maior probabilidade de sucesso. A fiar nas conclusões deste estudo científico, homem baixo é sinónimo de satisfação garantida; a vários níveis, especialmente naquele que mais gozo dá (se é que me entendes).

Termino com um desafio a todas a minas solteiras que ainda não desistiram do amor: bora retirar alguns centímetros ao tipo ideal que só existe no nosso imaginário e dar uma oportunidade a quem meça menos de 175 cm? Nunca se sabe…

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Viva!
 
Quão distante parece estar aquele tempo em que se angariavam pretendentes – e se colecionavam admiradores – na escola, na praia, na discoteca ou numa esquina qualquer da vida. Nos dias que correm, a dificuldade, para não dizer impossibilidade, de conhecer alguém fora do universo virtual é claustrofóbico. E pelo que tenho visto, lido e ouvido, este é um mal transversal a todas as faixas etárias, com especial incidência nos "enta".
 
Académicos das universidades do Novo México e de Stanford vêm precisamente confirmar a realidade acima descrita. Um estudo por eles levado a cabo, envolvendo 3.510 casais heterossexuais, apurou que, atualmente, as pessoas conhecem-se cada vez mais online e cada vez menos no dia-a-dia. A partir da análise de dados de 2017, estes académicos chegaram à conclusão que 39% da amostra se conheceu pela primeira vez no ciberespaço. Em contrapartida, o número de casais que se conheceu pelos métodos tradicionais baixou. Uma constatação de que, em matéria de relacionamento amoroso, o virtual está a superar o real; pelo menos num primeiro momento.
 
A título de curiosidade, em 1995, apenas 2% dos casais conheceu-se pela internet; em 2000 a percentagem passou para 5%; em 2010 o valor quadruplicou, atingindo os 20%; e em 2017 chegou aos 39%. O mais provável é que, às portas de 2020, estes valores já estejam perto dos 50%.
 
De acordo com este estudo divulgado há coisa de um mês, apesar de ainda não ter sido publicado, o contacto inicial entre casais é maioritariamente feito pela internet ou pelo telemóvel. Quatro razões parecem estar na base desta crescente tendência: uma maior variedade de pessoas à disposição, um sítio livre onde as preferências e atividades podem ser expressas sem o julgamento da família ou dos amigos, uma informação atualizada sobre quem está disponível e a promessa de compatibilidade por parte de aplicações.
 
De um modo ou de outro, o online está cada vez mais presente na vida de (quase) todos nós. Portanto, o amor, como parte essencial da nossa existência, não poderia manter-se alheio a essa realidade. Aspetos como falta de tempo, apetência patológica para a praticidade e o comodismo, inexperiência e/ou inaptidão na arte da conquista, receio da rejeição, medo da acusação de assédio sexual e facilidade no acesso às apps de engate fazem com que cada vez mais corações solitários tentem a sorte no amor através da internet. Daí que seja perfeitamente compreensível o porquê do online estar a roubar espaço, e protagonismo, aos tradicionais métodos de engate.
 
Single mine, por hoje é tudo. Conto regressar na quarta com mais um post sobre um assunto digno de aqui ser abordado. Até lá fique bem e cuide desse coração, que (solitário ou não) a ti cabe o dever de preservar.

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Viva!

Em relação à minha solteirice crónica ativa já ouvi de tudo um pouco, desde ser uma pessoa impossível de aturar até não ter preferência por indivíduos do sexo masculino. De entre essas "bocas", a que mais gozo me dá é aquela de que não estou preparada para ter uma relação. Como se o estar preparada implicasse automaticamente uma relação e vice-versa. Enfim...

Nesses casos, costumo responder, com a aquela minha expressão de 0-0: "mas eu estou preparada para uma relação; não estou, nem quero estar, é preparada para uma ralação!". Ciente de que a maioria dessas pessoas não sabe distinguir com clareza uma coisa da outra, lá me dou ao trabalho de vestir a capa de desencardidora de mentes e explicar, com exemplos, não vá correr o risco de também não perceberem à segunda.

Acaso, saberás tu as diferenças entre uma coisa e outra? Para o sim para o não, ei-las:

rElação
- Sentes-te mais feliz com ele do que sem ele
- Vives numa bolha de felicidade
- O afeto, o respeito, a cumplicidade e a sinceridade são os pilares do casal
- Discutem uma vez ou outra, mas acabam sempre por ficar bem
- Não vês a hora de estar com ele
- Sentes que lhe podes contar tudo
- Ambos mantêm uma agenda social independente
- Tens liberdade e à vontade para sairés com os teus amigos sem teres que dar grandes satisfações
- Tu decides até onde vai a tua privacidade
- A alegria é o pão nosso de cada dia
- Adormecem sempre abraçados
- O futuro ao lado dele parece-te risonho
- Se pudesses escolher qualquer outra pessoa neste mundo, continuas a querer estar com ele
- Estás com ele porque queres
 
rAlação
- A felicidade varia consoante a dinâmica do relacionamento
- A viagem entre o céu e o inferno é uma questão de tempo e oportunidade
- A desconfiança, a cobrança, o ciúme e a possessividade vão-se tornando uma constante
- As discussões são cada vez mais frequentes
- Sentes-te em paz quando ele não está por perto
- Omites coisas com medo de ele fazer uma cena se souber
- Têm que fazer tudo junto e quando assim não é há drama na certa
- Tens que pedir "permissão" para sair com os teus amigos, não sem antes apresentar um rol de explicações e justificações
- Ele decide até onde vai a tua privacidade
- O drama é o pão nosso de cada dia
- Dorme cada um para o seu lado
- Tens dúvidas em relação ao futuro (e ao presente)
- Imaginas o tempo todo como seria estar com outra(s) pessoa(s)
- Estás com ele porque... estás

Quando sabemos exatamente o que queremos não tem como nos contentarmos com nada menos. Eu permaneço solteira porque quero uma relação e não uma ralação.


Voltarei na quarta; até lá beijo no ombro e orgulho nessa solteirice, que o que mais há por aí é emparelhada infeliz e ressabiada que em casa come ralação e na rua arrota relação!

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