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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

romance-4052807_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Porque o amor pode acontecer a qualquer momento, mas sobretudo porque não desejo que passes por aquilo que eu contei na última live, trouxe-te uma lista com as questões-chaves que deves abordar num primeiro encontro, sob pena de acabares por ser tratada como uma mera "despeja-colhões", como foi o meu caso.

Estas perguntas, citadas pelo Psychology Today, foram elaboradas por Arthur Aron, psicólogo e investigador norte-americano, na intenção de ajudar as pessoas a conhecerem-se bem e rapidamente. Single mine, anota aí o que tens que perguntar (e responder) no teu próximo first date:

1. Se pudesses convidar qualquer pessoa, no mundo, para jantar em tua casa, quem escolherias?
2. Gostavas de ser famoso? De que forma?
3. Costumas ensaiar o que vais dizer, antes de fazeres um telefonema? Porquê?
4. Como seria um dia perfeito para ti?
5. Quando foi a última vez que cantaste sozinho? E para outra pessoa?
6. Se pudesses viver até aos 90 anos e reter ou a mente ou o corpo de uma pessoa de 30 anos, durante os últimos 60 anos da tua vida, qual escolherias?
7. Tens alguma suspeita de como irás morrer?
8. Nomeia três aspetos que tu e eu parecemos ter em comum.
9. O que é que, na tua vida, te faz sentir mais grato?
10. Se pudesses mudar alguma coisa na forma como foste criado, o que seria?
11. Em quatro minutos, diz-me a tua história de vida, com o máximo de detalhes possível.
12. Se amanhã pudesses acordar e ter ganho uma qualidade ou capacidade, o que seria?
13. Se uma bola de cristal pudesse dizer-te a verdade sobre ti, a tua vida, o futuro ou qualquer outra coisa, o que gostarias de saber?
14. Existe algo que sonhas fazer há muito tempo? Por que não o fizeste (ainda)?
15. Qual é o teu maior sucesso na vida?
16. O que é que mais valorizas numa amizade?
17. Qual é a tua memória mais querida?
18. Qual é a tua pior memória?
19. Se descobrisses que ias morrer no espaço de um ano, mudarias alguma coisa na forma como vives agora? Porquê?
20. O que é que a amizade significa para ti?
21. Qual é o papel do amor e da afetividade na tua vida?
22. Partilha cinco características positivas que consideras que eu possuo.
23. Quão próxima e calorosa é a tua família? Consideras que a tua infância foi mais feliz do que a da maioria das outras pessoas?
24. Como é o relacionamento com a tua mãe?
25. Faz três declarações verdadeiras, como se estivesses a falar com outra pessoa sobre nós os dois. Por exemplo, "ambos sentimos que…"
26. Termina a seguinte frase: "Gostava de ter alguém com quem pudesse partilhar …"
27. Se nos tornássemos amigos próximos, o que é que eu deveria saber sobre ti?
28. Diz ao teu potencial parceiro aquilo que mais gostas nele. Deve ser algo que normalmente não dirias a alguém que acabaste de conhecer.
29. Partilha um momento embaraçoso da tua vida.
30. Quando foi a última vez que choraste à frente de outra pessoa? E sozinho?
31. Diz algo que gostas na outra pessoa.
32. Para ti, há algum assunto com o qual não devamos brincar/gozar? O quê?
33. Se morresses hoje, sem possibilidade de comunicar com outras pessoas, o que mais lamentarias não ter dito a alguém? Por que é que ainda não lhes disseste?
34. A tua casa incendeia-se. Depois de salvares os teus entes queridos e animais de estimação, ainda tens tempo para voltares e salvar um item qualquer. O que seria? Porquê?
35. De todas as pessoas da tua família, qual delas cuja morte seria mais marcante para ti? Porquê?
36. Partilha um problema pessoal e pede conselhos à outra pessoa sobre como podes lidar com isso. Pede-lhe que te diga como é que pareces estar a sentir em relação ao problema.

Confesso que achei a lista demasiado extensa e algumas perguntas un tanto ou quanto invasivas, mas se quem entende do assunto considera que estas são capazes de ajudar um casal a apaixonar-se, quem sou eu para contestar? Afinal, de acordo com este investigador na área da psicologia social, "o que queremos do amor é sermos conhecidos, sermos vistos, sermos compreendidos".

Por isso, antes do teu próximo primeiro encontro com um pretendente, consulta a lista, escolhe as questões com as quais te identificas, responde a ti mesma e prepara-te para as colocares ao outro. Boa sorte e que o amor esteja contigo!

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25
Jul21

19702107_10213640909684091_4751638810520168816_n.jOra viva!

Ontem, falei-te de alguns sinais que expressam o interesse de um homem. Mas será que eles estão a par do que (realmente) nos atrai? Cá para mim estão, se bem que não inteiramente. A pensar nisso, escolhi para hoje um artigo que aborda precisamente os aspetos que fazem um homem ser considerado atraente pelo sexo feminino.

De acordo com as conclusões de um inquérito realizado pela agência Synovate, a pedido da Gillete, vestir peças como jeans ou fato e estar barbeado são alguns dos requisitos mais apreciados por elas, sendo a imagem de um homem fardado considerada a que mais desperta a atenção, seguindo-se a de um homem de slips.

Entre as 425 inquiridas deste estudo que visou conhecer as preferências das europeias em relação ao sexo masculino, mais de metade (55%) considera atraente um homem que tem rotinas diárias de cuidado pessoal. Do lado oposto, a velha fantasia do macho encharcado de suor parece estar a perder fãs, já que não passou pelo crivo de ¾ (76%) das inquiridas, que a considerou 'pouco ou nada atraente'.

Para a esmagadora maioria dessas mulheres (90%), com idades compreendidas entre os 18 e os 59 anos, eles são mais atraentes quando são carinhosos com os filhos ou animais de estimação, quando lhes abrem a porta, quando cozinham e quando arrumam a casa.

Quando questionadas sobre as atitudes que estão tradicionalmente associadas ao sexo masculino, os resultados quebram alguns mitos: para 92% das mulheres, dizer palavrões não é 'nada atraente', da mesma forma que andar à pancada ou bater boca com os amigos também são atitudes mal vistas.

Antes de dar por concluída esta crónica, que tal partilhar contigo os itens que menos seduzem o sexo feminino. Aposto que és capaz de advinhar. Não? Não faz mal, eu digo: rastas, piercings e chinelos lideram essa lista. Eu cá para mim, acrescentava ainda as tatuagens de grande porte, mas dado que o estudo foi realizado junto das europeias – coisa que não sou – a minha opinião não passa disso mesmo, um mero bitaite.

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eye-3339668_1920.jpgViva! 👋

A infidelidade - ou traição, se assim preferires - é, e sempre foi, um dos principais problemas das relações amorosas, sejam elas sacramentadas ou não. Existem vários tipos de traição, ainda que ela seja commumente associada ao sexo fora da relação.

Para hoje proponho então analisarmos os cinco tipos de traição que mais comprometem a felicidade conjugal:

Emocional
Este tipo de traição dá-se quando um dos parceiros partilha com outra(s) pessoas(s) detalhes da vida privada do casal ou quando cultiva sentimentos por outra pessoa, ainda que sem passar dos pensamentos aos atos.

Financeira
Mentir ou ocultar informações relativas à situação financeira configura traição, pois revela que se quebrou a confiança do parceiro, do qual se esconde o estado das finanças. De acordo com a experi|encia da terapeuta de casal, Isabel Soares dos Santos, é o tipo de traição mais difícil de perdoar.

Sexual
A mais banal de todas, em que um dos parceiros, ou até ambos, tiveram ou têm intimidade sexual com uma terceira pessoa. Há quem defenda que a traição emocional é mais grave do que a sexual, por implicar apenas desejo físico e não sentimentos.

Virtual
Este tipo de traição dá-se quando um dos parceiros procura “companhia” virtual, com a qual pode nunca chegar a ter contacto físico. O sexting (troca de mensagem de teor sexual) assume aqui um papel relevante, tendo sido o tipo de traição que mais cresceu com a pandemia, se acordo com esta reportagem da RTP.

Mental
Neste tipo de traição uma das partes está sempre a pensar que consegue algo melhor, um parceiro mais bonito, mais ousado, mais próspero e por aí adiante. A insatisfação com o relacionamento atual faz com que alimente a ideia de que sairá dela mal consiga algo melhor.

Que os casais tentam força para viverem afastados destes cinco inimigos, intrinsicamente ligados aos cinco tipos de traição acima descritos: a luxúria, a raiva, a avareza, o apego e o egoísmo, e que sejam felizes em todas as estações da vida.

Um beijo, um abraço e um sorriso!

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heart-1192662_1920.jpgViva! ✌️ 

A inspiração que andou arisca no sábado voltou em força, pelo que hoje estou on fire, cheia de ideias e novidades. Para começar, decidi avançar com o workshop dedicado ao sucesso de que te falei no post anterior. Assim, este sábado, a partir das 22 horas, vou transmitir em direto só que no Facebook, através de um grupo que vou criar para esse propósito.

Em caso de interesse, e relembro que valerá a pena, só tens que seguir a minha página e manifestar interesse através do Messenger. Ao longo da semana, receberás um convite e no dia e hora marcada bastará acederes ao tal grupo para teres acesso à minha partilha. Para além de mais profissional, parece-me ser a opção que permitirá o acesso apenas àqueles que tiverem genuíno interesse em conhecer as minhas dicas para atingir e manter o sucesso.

Outra novidade é que esta tarde, a partir das 19 horas, vou participar num direto da cinderelasobrerodas, para dar a conhecer os próximos passos do serviço de cupido profissional Love for You Match, do qual sou mentora, juntamente com a Isabel Soares dos Santos. É cada vez mais incontornável o facto de que o mundo anda precisado de amor. São demasiadas pessoas à procura de uma oportunidade para ser feliz. E como queremos fazer a diferença na arte de juntar corações solitários, voltamos em força, após a pausa ditada pela minha viagem a Cabo Verde, mais motivadas do que antes. Conto com a tua presença nesta live.

A terceira e última nova do dia, porque tenho umas quantas outras na calha, tem precisamente a ver com esta pandemia de solteirice que anda a assolar as sociedades modernas e ao qual eu própria não sou alheia, até porque dela também padeço. A pedido de muitos desemparelhados, e sobretudo porque acredito que todos merecem a oportunidade de encontrar o amor, independemente da sua capacidade financeira, dou-te conhecimento, em primeira mão, de que o Love for You Match terá uma versão gratuita, através da qual vou oferecer os meus dotes de casamenteira a custo zero.

Em tempos idos, os solteiros procuravam par em anúncios de jornais, os quais cumpriam todos os requisitos de seriedade e credibilidade. É minha intenção resgatar esse costume caído em desuso, mas com eficácia comprovada. Tudo isso para contextualizar em que moldes vai-se processar a versão gratuita dos meus dotes de cupido profissional. Quem tiver interesse só terá que enviar um pequeno texto (contendo primeiro nome, dados biográficos que considerar relevante, cidade de residência, interesses e predicados que procura num parceiro). Através dos meus canais, tratarei da divulgação, salvaguardando sempre a identidade e a privacidade do anunciante, na expectativa de obter manifestações de interesse dignas de serem consideradas uma opção viável e sustentável. Caso queiras saber mais detalhes, é só entrar em contacto comigo.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta. Até lá, fica com aquele abraço amigo!

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22
Fev21

Porque temos um 'tipo'?

por Sara Sarowsky

black-and-white-2564387_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Porque temos tendência a envolver-nos com o mesmo 'tipo' de pessoa, já te perguntaste? Eu já, daí que tenha ido em busca de uma resposta cabível. Para surpresa minha descobri que o motivo para que os nossos exs tenham caraterísticas semelhantes nada tem a ver com a noção de que temos um 'tipo', mas sim com uma questão de circunstâncias.

Pelo menos é o que garante um estudo conjunto das universidades da Califórnia, Texas e Utah, com base na análise de mais de mil casais heterossexuais. "Em princípio, os indivíduos poderiam formar relações românticas com um número vasto de pessoas. Contudo, apenas conhecem ou estão em contacto com um subconjunto dos seus pares - um subconjunto que historicamente foi circunscrito a partir de um contexto demográfico local específico", esclarecem os autores da investigação, originalmente publicada no Journal of Personality and Social Psychology, em março de 2017.

Essencialmente, acabamos por namorar sistematicamente parceiros com atributos e aspetos semelhantes, porque estes são os 'tipos' de pessoas que nos rodeiam - na escola, no trabalho ou em casa - e não porque estamos subconscientemente à procura deles. Quanto às semelhanças físicas das pessoas pelas quais sentimos atração, isso terá a ver com a nossa própria atratividade, uma vez que sentimo-nos atraídos por pessoas semelhantes a nós próprios e procuramos por esses predicados em cada novo parceiro.

Uma retrospetiva da minha vida amorosa é prova viva de que a probabilidade de termos antigos parceiros românticos com caraterísticas (físicas, religiosas, académicas e intelectuais) semelhantes é bastante comum. A não ser que resolvamos aventurar por mares nunca dantes navegados, a tendência de envolvimento com o mesmo tipo de pessoa será uma constante. Quanto a isso, os encontros online podem acrescentar alguma diversidade às nossas opções. Um dos autores do estudo, Paul Eastwick, considera que "com as plataformas de namoro online os indivíduos têm uma oportunidade de fazer uma escolha ativa acerca das pessoas que vão conhecer. Porém, a não ser que estejam numa fase experimental, o mais certo é que acabem num encontro com o mesmo 'tipo' de pessoa". 

Dá que pensar, não dá? Aquele abraço amigo de sempre!

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19
Fev21

Cartaz_Live 4.jpgOra viva!

Hoje é sexta-feira! Antigamente, esta frase seria procedida daquele estrondoso "yeah" que o Boss AC tão bem soube imortalizar. Contudo, nos dias que correm, a sua única particularidade é o facto de assinalar o término da jornada laboral semanal. De resto, é tão igual como os restantes, passado no confinamento domiciliar, essencial para conter esta pandemia, mas castradora do prazer que costumava ser o fim de semana.

Dado que de pouco adianta estar a "chover no molhado", como vaticina a sabedoria popular, vamos ao assunto que me trouxe aqui hoje. Como tem sido habitual ao longo das últimas semanas, este sábado ficará marcado por uma nova live no Instagram, que já não se chama @stillsingleblog, mas sim @sara_sarowsky. Porque mudar é preciso, sobretudo quando é para melhor, alterei o nome de perfil naquela rede social, mais não seja porque o antigo não permitia associar o perfil à persona por detrás das palavras, partilhas, imagens e vídeos.

Pegando num dos pontos mais acesos da live anterior, durante a qual a convidada Carmen Filipe assumiu ser uma adepta convicta deste tipo de relacionamento, e do qual sou opositora ferrenha, como deixou claro a argumentação tensa entre as duas, amanhã irei então analisar a amizade colorida, um tema muito em voga no atual panorama das relações amorosas. A blogger, traveler planner, assistente virtual, empreendedora e solteira Bia Dias será minha convidada, para juntas analisarmos os prós e contras da amizade colorida.

O que se entende por amizade colorida? É recomendável misturar amor com amizade ou sexo com amizade? Quais as vantagens de ter um amigo que também assume o papel de amante? O que acontece à amizade quando acaba o romance? O que é mais importante: a amizade ou o romance? O fim do romance implica necessariamente o fim da amizade? Estes são apenas alguns dos pontos que vamos abordar nesta quarta sessão do ciclo 'Saturday Single Spot'. Não percas, amanhã, no sítio do costume, à hora de sempre (22 horas).

Aquele abraço amigo de até amanhã!

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30
Jan21

Hoje há live no meu Instagram

por Sara Sarowsky

FF0BC00E-E2C7-4604-8064-9472BD7B19C9.jpegOra viva! ✌️ 

O tempo hoje está escorregadio (literalmente, falando 😉), pelo que só passei para dizer-te três coisas. A primeira é que a live de quinta-feira, em O Lado Negro da Força, foi épica, a melhor de sempre (palavras de alguns intranautas, não minhas). O que eu posso dizer é que foram as quatro horas mais divertidas de há muito tempo. Num dia que estejas aborrecida até ao tutano, clica neste link e assiste à minha performance. Aposto que vais-te animar na hora.

A segunda coisa que te queria dizer é que hoje, a partir das 22 horas, estarei numa nova live, desta vez promovida por mim. Com a ajuda da psicóloga Kátia Marques, vou tentar confirmar se é verdade que as mulheres bem-resolvidas têm menos sorte no amor. Não percas, que será uma conversa descontraída e esclarecedora, sem filtros, tabus ou papas na língua, em que qualquer pessoa poderá intervir (se assim o desejar, claro!). Conto contigo!

O terceiro motivo que aqui me trouxe hoje é lembrar-te da live de amanhã com a happiness coach Raquel Godinho, na qual eu, na qualidade de convidada, vou abordar o impacto do confinamento na felicidade dos solteiros em Portugal. Temos reservado um desafio, pelo que só terás a ganhar participando. Anota aí, este domingo (31 de janeiro), às 18 horas, no instagram @nitidamente.pt.

Por hoje é tudo. Estarei de volta na segunda-feira, para mais uma conversa amiga. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de uma bom fim de semana. Hasta luego baby!

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car-1967698_1920.jpgOra viva!

Para hoje, proponho analisarmos, com base num artigo da Activa, publicado originalmente em outubro de 2016, algumas situações às quais pode estar sujeito qualquer mortal que se aventure numa relação amorosa. Mais do que exemplificar o quão desafiante é viver um amor, esta crónica visa ilustrar que ainda que cometamos asneiras, o importante é dar a volta por cima e recuperar o controlo da felicidade.

Mudei a minha vida por amor e a relação não deu certo…
De acordo com a psicóloga e terapeuta familiar Cláudia Morais, não é boa ideia abdicar de tudo em nome do amor. "Não se coloque em dependência financeira e mantenha as ligações às pessoas." Mesmo que a relação tenha tudo para dar certo, se estivermos isoladas é mais provável que nos deprimamos.
Moral da estória: deixar tudo não é fácil e não é para toda a gente.
Se não der certo: Resgatar a 'rede' de contactos e recomeçar do zero.

Gostava tanto de mudar a outra pessoa...
"Nunca é demais perceber que podemos mudar alguns comportamentos e hábitos, mas nenhum de nós vai mudar significativamente", avisa a especialista. "É um sinal de inteligência não reivindicarmos muitas mudanças à pessoa que está ao nosso lado. Mais do que sinal de respeito para com ela, é um sinal de respeito para com nós próprios. E é muito desgastante tentar mudar outra pessoa. Além disso, geralmente é inútil".
Moral da estória: aceitar o outro tal como ele é, ou seja, com todas as suas qualidades e defeitos.
Se não for capaz: Ir à procura de quem seja exatamente como se deseja.

O meu parceiro é bonito e interessante, mas não existe química…
"Todos nós queremos a mesma coisa: alguém que esteja lá para nós!", garante Cláudia Morais. "A sensação de segurança, de saber que aquela pessoa se preocupa connosco, é muito forte. Contudo, as leis da atração são diferentes para toda a gente."
O que fazer: Ter autoconhecimento suficiente para perceber que uma enorme quantidade de virtudes não vai fazer com que nos apaixonemos por determinada pessoa, isto porque "alguns aspetos da atração não estão ao nível da consciência, e a química entre dois seres humanos ainda é um mistério".
Como remediar: Deixar falar a voz do coração.

Tive um caso e a pessoa com quem estou descobriu
"Temos de assumir que esse 'caso' foi importante para a pessoa traída", explica a autora do livro Sobreviver à Crise Conjugal". “É fácil - e tentador - dizer que não teve importância nenhuma, mas há ali algo que se quebra: a confiança".
Como é que se repara: "O primeiro passo é haver disponibilidade para assumir o erro, aceitar as consequências e estar disposto a reparar os estragos. A seguir, devem criar alguns acordos: por exemplo, não é razoável que quem traiu seja 'castigado'. Mas tem de amparar a pessoa traída, permitir que ela fale da sua dor e devolver-lhe gradualmente a confiança. Isto não significa fazer-lhe relatórios diários do seu paradeiro, mas por exemplo estar disponível para responder às perguntas."

Independentemente da sua natureza, os relacionamentos não são fáceis, assim como não são gratuitos os sentimentos que neles investimos, sobretudo se estes não forem valorizados ou retribuídos pelo alvo do nosso afeto. Isso só prova que erros de casting fazem parte do percurso e que só não comete asneiras sentimentais quem não se envolve emocionalmente.

Aquele abraço amigo de sempre!

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people-2557411_1920.jpgOra viva!

A minha vida continua aquela loucura que só eu sei, um corre-corre que parece alimentar-se da sua própria dinâmica. Ainda bem que já estou em contagem decrescente para as (habituais) férias de Natal. Este ano, a pandemia trocou-nos as voltas de tal modo que vi-me obrigada a abrir mão de estar com os meus, os quais, feliz ou infelizmente, vivem além-fronteiras. Por terras lusas terei eu que desvencilhar nas próximas semanas, o que não me agrada nada, vou já dizendo.

Como o que não tem remédio remediado está, mais vale conformar e tentar ver o lado bom da situação. 
Desabafo à parte, contigo partilho hoje um texto de Nelson Marques, publicado na edição online do Expresso, em junho de 2018, que versa sobre um tema particularmente interessante: a junção da amizade com o amor, resultando naquilo que o autor chama de amorzade. Deixo-te então com esta reflexão sobre se será (ou não) uma boa ideia namorar com um amigo.

A culpa desta geração que diz ser "inamorável" é das crianças. Ou melhor, é nossa quando éramos crianças. Lembram-se do tempo em que trocávamos bilhetinhos nas aulas ou no recreio da escola? "Queres namorar comigo?", perguntávamos. E lá inscrevíamos as três opções que a nossa paixão infantil devia considerar: sim, não, talvez. Na idade da inocência ainda não tínhamos percebido que o amor é incondicional. Ou sim ou não. Não há espaço para talvez.

O bom daquela idade é que ninguém tinha bagagem. Não havia feridas emocionais por cicatrizar, corações partidos à espera de quem os consertasse, fantasmas do passado que voltavam para nos assombrar. Éramos ainda folhas em branco, mas já disponíveis para as migalhas de um amor em suspenso. "Queres namorar comigo?" Talvez. Bastava isso para nos colocar um sorriso na cara.

Hoje já quase não se namora. Salta-se da discoteca ou do Tinder para a cama e em menos de duas semanas a combustão já se extinguiu, foi afinal fogo fátuo. Numa hora andamos nas nuvens, na outra já estamos a olhar por cima do ombro à procura de alguém melhor. Tão depressa nos deitamos a pensar que nada podia ser mais certo, como acordamos a ouvir "há dias em que penso que tudo o que faço é errado". O "não és tu sou eu" deu lugar ao "és uma pessoa incrível, mas tenho de me resolver a mim antes de nos resolver a nós". E quanto mais incrível for a pessoa, mais medo temos de falhar. Paralisamos. Em menos de nada, desistimos.

O amor tornou-se um jogo de tentativa e erro. Tentamos muito, mas acertamos pouco. E a cada nova tentativa, partimos com a armadura reforçada, para amparar o tombo. Já poucos aceitam saltar sem para-quedas, viver a sensação de queda-livre, mesmo que acabem estatelados ao comprido, para depois montarem os ossos do esqueleto, um a um, até estarem de pé de novo. Tornámo-nos a geração que tenta muito, mas arrisca pouco. Parece um contrassenso, mas não é. Para arriscar é preciso investir, como no tempo das paixões juvenis. Agora, desiste-se ao primeiro embate.

Esta geração de gente "inamorável", que diz ser feliz a viajar sozinha pelo mundo, mas que sonha com alguém com quem possa ver uma série de pijama no sofá, criou uma nova categoria de relacionamentos: as "nossas pessoas". "És a minha pessoa", dizemos, quase como uma declaração de amor. É o(a) amigo(a) que está lá sempre quando tudo o resto falha, a companhia para jantar, para ir ao cinema, para viajar. É o(a) namorado(a) com o qual não temos sexo. E de tanto estarmos com a nossa pessoa, esperando que ela um dia nos abra a porta, esquecemo-nos de olhar para outras. E nem percebemos que, por estarmos sempre acompanhados, não damos espaço a que se aproximem de nós.

E neste círculo vicioso, com pessoas cada vez mais magoadas, com mais cicatrizes, com cada vez mais receio de arriscar, talvez um dia olhemos para o lado e pensemos "Porque não?". Então, é muito provável que ouçamos "Não digas asneiras, somos só amigos". Mas será um erro assim tão grande? Se calhar quem tanto procurávamos esteve sempre ali ao nosso lado, como no tempo dos bilhetinhos da escola. Se ao menos tivéssemos coragem de escolher o "sim".

Aquele abraço amigo de sempre!

P.S. - Não te esqueças de votar em mim para blog do ano. A votação termina este domingo, pelo que ainda vais a tempo de fazer a diferença. Para fazê-lo só tens que clicar aqui e escrever o nome Ainda Solteira na caixa "Comentar", tal como esta imagem.

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09
Dez20

fashion-2605023_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Empenhada na "campanha eleitoral" com vista ao terceiro mandato como o melhor de Portugal na categoria Sexo e Diário Íntimo, proponho para hoje mais uma abordagem sobre o tema central deste blog: a solteirice, com especial ênfase no facto de uma pessoa solteira não ser (necessariamente) uma pessoa infeliz.

A crença de que o solteiro, sobretudo se for do sexo feminino, é uma criatura amargurada e/ou ressentida, no fundo infeliz, é tão antiquada quanto desadequada. Existem, e não são poucas, pessoas desemparelhadas que estão perfeitamente à vontade com a sua condição amorosa. Assim como existem emparelhados felizes, existem solteiros felizes. Pelos caracteres deste blog, tenho um orgulho imenso em contribuir para desequilibrar essa balança em favor da felicidade a solo.

Ser solteira é uma condição que, na maioria dos casos, sequer depende inteiramente do nosso querer. Agora ser solteira infeliz só depende da vocação/opção de cada uma. No meu caso, assumo que é uma situação que é-me deveras confortável, não só por gostar de ser dona e senhora do meu destino, mas também por ter a plena consciência de que só é possível ser feliz a dois se souber ser feliz a um. Toda e qualquer fórmula, e forma, de felicidade começa e acaba num único ingrediente: amor próprio. Sem isso, não tem como ser feliz na companhia de outro alguém, menos ainda fazer esse outro alguém feliz.

É certo que uma atuação au pair tem as suas vantagens (oh se tem!). Contudo, a atuação a solo também tem, com o diferencial de o palco ser todo nosso, sem necessidade de termos que dividir o protagonismo. Single mine, se estás solteira (por opção própria ou alheia, isso é lá contigo), lembra-te destas minhas palavras e, ao invés de lamentares a falta de um par, celebra a tua abundância de liberdade: liberdade para ser feliz, liberdade para ser gostosa, liberdade para ser poderosa.

Aquele abraço amigo de sempre e não te esqueças de votar para os Blogzillas do Ano!

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