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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! 🫶

Dedico esta crónica a todos aqueles que, como eu, insistem em manter viva a chama da esperança, na expectativa de (re)viver um romance para a vida. Porque o amor pode acontecer a qualquer momento, e porque dicas de quem sabe são sempre oportunas, hoje trouxe frases de engate ideais para ficares a conhecer bem o alvo do teu interesse.

Antes disso, convém fazer uma pequena contextualização, já que conhecer verdadeiramente uma pessoa, por mais tempo de convivência que haja, é tarefa árdua. Isto porque só conhecemos aquilo que ela permite que saibamos sobre si. Quem de nós nunca ouviu falar de alguém que fez algo que todos julgavam improvável? Os sociopatas e os psicopatas são experts nessa forma de estar na vida: revelar apenas o que lhes convém.

No caso de se tratar de alguém que se acabou de conhecer, a tarefa torna-se ainda mais complicada... No caso de se tratar de alguém que faz o coração bater mais forte, é caso para chamar o Tom Cruise. Ah pois é... as benditas hormonas da paixão têm esse efeito nos humanos: baralhar a capacidade de discernimento, fazendo com que vejam apenas corações e borboletas, se é que me entendes...

Um utilizador do Reddit, provavelmente a braços com o mesmo dilema, pediu sugestões sobre como ficar a conhecer melhor a pessoa por quem está interessado, e as respostas que recebeu foram de uma utilidade tal que a própria rede social decidiu partilhá-las com os seus. É com todo o gosto que eu agora repasso a informação.

Ei-las:
1. Como ocuparias o tempo se tivesses dinheiro para não ter um emprego?
2. O que ocupa a maior parte do teu tempo no dia-a-dia?
3. Como descreverias o teu mehor amigo?
4. Se escrevesses um livro, sobre o que seria?
5. Como defines "sucesso"?
6. Se pudesses ir para qualquer lugar do mundo, para onde irias e porquê?
7. Qual a primeira coisa que fazes quando entras em casa?
8. Que momento da tua vida achas que te mudou mais para melhor ou pior? Porquê?
9. Uma coisa pela qual mal podes esperar que aconteça?

As questões são, de facto, muito pertinentes e estou em crer que as respostas serão reveladoras, quanto baste, da personalidade, do propósito de vida, da forma de estar e da intenção do crush. Resta saber se aquele que questiona saberá interpretá-las com precisão. Eu, por exemplo, confesso que não consegui chegar ao cerne de algumas delas. Mas isso já é tema para outra crónica.

Beijo no ombro - que na boca tá difícil - e até sexta!

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09
Mai22

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Ora viva! 🫶

À semelhança do que acontece no cinema, na internet e na literatura, o sexo é um assunto que jamais se esgota aqui neste blog. Best reader de primeira categoria, as estatísticas disparam quando escrevo sobre ele. Eu como não sou parva nem nada que se pareça, faço questão de dar à minha audiência aquilo que mais lhe agrada. Só não pode ser sempre, que outros temas são dignos da atenção desta tua solteira favorita.

Tudo isso para dizer que esta crónica dá continuidade ao assunto do post anterior, Sexo: já ouviste falar da regra dos 90 dias?, visando esclarecer de uma vez por todas a diferença entre fazer amor e fazer sexo, algo que, muitas vezes, não é tão evidente para a maioria dos comuns mortais. Pudera! No final das contas, o ato é exatamente o mesmo, embora a intenção não o seja. Baralhada? Já desconstruo!

Tanto fazer amor como fazer sexo implica a comunhão física entre dois corpos, reféns de uma libido ativa, faminta e por vezes irrefreável. Se é assim, então qual será a diferença entre uma coisa e outra? Ninguém melhor do que uma especialista em sexo e relacionamentos para responder a esta questão.

Em declarações à plataforma de bem-estar mindbodygreen, a coach Myisha Battle explica que 'fazer amor' é outra forma de dizer 'fazer sexo', embora, por norma, esteja implícito que se refere a um tipo de relação sexual mais íntimo, romântico ou até mesmo espiritual. Em contraste, 'fazer sexo' é percecionado como mais prático ou menos conectado emocionalmente. 
 
Para o caso da Myisha não ter sido explícita o suficiente, traduzo: 'fazer sexo' é mais primitivo, carnal ou biológico; motivo pelo qual muitos optam por não proferir a palavra sexo, por considerá-la demasiado vulgar. "Hoje em dia, a expressão 'fazer amor' costuma ser usada entre comunidades mais religiosas, espirituais ou tradicionais", explica a especialista.
 
De todo modo, a diferença entre as duas expressões é subjetiva, já que ambas podem envolver exatamente os mesmos atos, sensações, comportamentos e conexões sexuais. O grande factor diferencial está na intenção por detrás das relações íntimas: 'fazer amor' é usar o sexo para expressar sentimentos de amor romântico. 'Fazer sexo' é usar o sexo para dar vazão à libido.
 
Discriminação à parte, o que importa reter é que "fazê-lo" é bom, e pronto. Oh se é! Beijo no ombro e até quarta!

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Ora viva! 🫶

Hoje quero falar-te de uma das mais contundentes regras de relacionamento do Steve Harvey, popularizada no seu best seller Act like a lady, think like a man. Antes disso, farei uma breve descrição da minha estória de amor com esse livro. Conheci-o há dez anos, durante um biscate na Feira do Livro de Lisboa. Quem mo apresentou - ofereceu, para ser mais exata - foi uma das feirantes, como recompensa pela minha "amorabilidade" para com a sua pessoa.

Mal comecei a folhear as suas páginas, fui acometida por uma identificação e uma devoção que nenhuma outra obra de autoajuda foi capaz de fazer. Um autêntico manual de sobrevivência das relações amorosas, a obra é de um sucesso tal que foi adaptada ao cinema, tendo já duas sequelas, se não me engano.

Acredito que, muito provavelmente, foi por causa dele que nunca mais consegui engatar um relacionamento sério. Afinal, nos dias que correm, quantos homens aceitam esperar meses e meses para receber o jackpotQuiçá por conhecer a fundo esta epidemia do sexo imediato, a autora da página Artes Familia fez uma belíssima reflexão sobre o porquê de não ser recomendável "dar o corpo ao manifesto" logo no início de um relacionamento amoroso. 

Mulherada, cansadas de tentativas fracassadas com homens?

O segredo está na regra dos 90 dias! 90 dias sem intimidade sexual, os primeiros 3 meses ao se conhecerem. Porquê?! Passo a explicar:

1° - Os homens só criam laços sentimentais a partir dos 3 meses de relacionamento. As vezes leva até 6 meses. Antes disso é o período de teste. Podem dizer o que quiserem, mas não há sentimentos envolvidos, só interesse sexual, físico...

2° - Os 90 dias servem para veres melhor quem é a pessoa e se realmente gostas dela. Porque a animação inicial passa, as hormonas acalmam um pouco e já começas a vê-la de forma mais real. Ninguém é ator profissional como um psicopata para fingir ser o que não é por tanto tempo, por isso os sinais vermelhos começam a aparecer rapidinho, e podes ver se essa pessoa serve para ti. Não aceites menos do que mereces só porque não queres estar sozinha. Não engulas coisas que não te agradam por medo de ficar sozinha.

3° - Se o homem só quer sexo, vai desistir pelo caminho. No início, eles mandam mensagem e telefonam todos os dias, normalmente após uma a duas semanas começam a esfriar. Principalmente se já houve sexo. Se ele só quer diversão não vai ter interesse em investir e isso começas a ver rápido.

4° - Nos primeiros 90 dias, conheçam-se, façam coisas juntos, conversem bastante. Fica atenta aos detalhes, ao comportamento, etc. Se ele estiver mesmo interessado, vai adorar te descobrir. E vai respeitar o teu tempo e não vai te pressionar para fazerem sexo.

5° - Os homens pensam que são espertos, mas na verdade somos nós que damos munição para o ataque. Quando logo de cara falamos como queremos ser tratadas, o que gostamos ou não, e das coisas que não apreciamos nos homens, etc, eles começam desde o início a adaptar-se à informação e a agir de acordo com os dados que passamos. Eles não fazem esforço para nos conhecer nem para descobrir como agradar porque já demos a papinha toda feita. Falam coisas que queremos ouvir, de repente gostam das mesmas coisas que nós, etc etc.... Mas isso é só táctica de ataque. Depois já sabemos, do nada mudam, o interesse passou, conseguiram o que queriam. Passam à próxima vítima.

6° - O teu corpo e a tua intimidade devem ser entregues a quem realmente vai valorizá-las. Ou acabas tendo vários parceiros e nada sério.

7° - Curte estar sozinha, ama a tua companhia, descobre-te, vive a vida ... Não sejas daquelas desesperadas que à primeira palavra bonita caí na rede do indivíduo.

8° Os homens são caçadores, portanto só dão valor ao que conseguem conquistando com esforço. Na maioria.... É assim

Assino em baixo de tudo o que ela escreveu, tanto que fiz questão de partilhar contigo, na expectativa de te fazer ver que, não obstante a banalidade com que o sexo é encarado nos dias de hoje, só deves entregar o teu prémio se, e quando, realmente quiseres.

Beijo no ombro e bom fim de semana!

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30
Mar22

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Ora viva! ✌️ 

Conhecer um gajo de jeito está tão desafiante, mas tão desafiante que nenhuma ajuda é demasiada. Pelo contrário, qualquer dica amiga afigura-se como uma vela que ilumina a esperança de que o fim do túnel se avizinha. Sabendo disso melhor do que ninguém, hoje trago uma mão cheia de segredos para encontrares o par dos teus sonhos. Que dos meus, rendi-me às evidências, se é que me entendes.

Segundo consta, existem segredos para se acertar em cheio na escolha do parceiro ideal. Pelo menos é o que atesta uma publicação da Activa desta terça-feira, 29 de março, a qual garante que "além de variáveis como a idade, religião, cultura, hobbies, atitudes e crenças, a compatibilidade tem mais que se lhe diga".

Oh se tem! Tanto tem que os psicólogos Karin Sternberg e Robert J. Sternberg, em declarações à revista Psychology Today, apontam estas cinco coisas que deves ter em mente enquanto procuras o parceiro ideal:

1. Identifica a tua 'história de amor' ideal e aquela que tens com o teu parceiro.

2. Relacionamentos felizes envolvem histórias de amor coincidentes. Fala com o teu parceiro para tentares perceber se as tuas expectativas são compatíveis com as dele.

3. Entende o que realmente queres de um relacionamento, incluindo paixão, intimidade e compromisso.

4. Muitas vezes, as pessoas não têm noção de como o parceiro se sente verdadeiramente. Assim sendo, faz perguntas.

5. O relacionamento tem de responder tanto às tuas necessidades como às do teu parceiro - e não às de quem está à vossa volta.

Pertinentes estes tópicos, contudo, totalmente desfasados da realidade de quem (ainda) não encontrou a sua cara-metade. Enfim... como este diário não é exclusivo à comunidade celibatária, conto que esta crónica seja de utilidade prática para os que já se emparelharam.

Beijo no ombro e até sexta, que uma aula de pilates me aguarda!

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25
Mar22

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Ora viva! ✌️

Sexta-feira pede descontração, pelo que hoje trago um tema bem levezinho, capaz de despertar a tua libido e, quiçá, inspirar-te a uma troca de fluidos salivais muy caliente.

Mais do que uma vez defendi a essencialidade do beijo no romance. No post Mais e melhores beijos, sff, assumo-a com todas as letras: beijar é a melhor coisa do mundo. Só que há beijos e beijos, assim como há beijar por frete e beijar por prazer.

Esta crónica não é sobre as maravilhas do beijo, que essas ficaram explícitas na publicação que há pouco referi, mas antes sobre os melhores beijoqueiros do Zodíaco.

De acordo com o site brasileiro Delas, os nativos mais ardentes pertencem a um destes cinco signos:

Touro
A sensualidade corre-lhe pelas veias, pelo que não é de estranhar que tenha um dos beijos mais eróticos do zodíaco. Touro estuda muito bem a técnica e quando passa à ação não desilude.

Caranguejo
Ternurento, sensual e romântico, o beijo dos nativos deste signo é cinematográfico e faz a temperatura subir (e como!). E não, não é só fama, é facto comprovado.

Leão
Desejo, entrega e muito calor definem o beijo do nativo deste signo. É impossível apagar da memória o seu beijo. O meu último namorado é Leão e, mais de dez anos depois, não encontrei ninguém que lhe chege aos calcanhares.

Escorpião
O beijo destes nativos é forte, intenso, caloroso e pode até ser muito sexual. Dão tudo por tudo e ninguém fica indiferente. Com eles é tudo ou nada!

Sagitário
Este signo é um beijador nato, não fosse pertencer ao elemento Fogo. Desinibido, adora perder-se numa dança das línguas e fá-lo a qualquer hora, independentemente de onde for. That's me!

Meu bem, espero sinceramente que faças parte deste selecto grupo de beijoqueiros premium. Caso não tenhas tido a sorte de nascer sobre a influência destes signos, o meu conselho é que treines, treines e treines a arte de beijar até te tornares uma expert.

Beijo 💋 bom e bom fim de semana.

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Ora viva! ✌️ 

Por ontem ter estado a trabalhar num evento que me levou a passar sete horas consecutivas em pé, hoje só consigo arranjar energia e criatividade para reciclar um post datado de há exatamente seis anos, que versa sobre a dificuldade - cada vez mais incontestável - que as pessoas inteligentes, sobretudo as mulheres, demonstram em entregar o coração. 

Não é de hoje que venho refletindo sobre as relações amorosas, especialmente em como parece cada vez mais difícil as mulheres inteligentes e bem resolvidas conseguirem estabelecer ou manter um relacionamento verdadeiro e saudável. Sim, porque relações há muitas, mas as que valem de facto a pena não abundam.

Obviamente que falo em nome pessoal. Contudo, falo também no de inúmeras mulheres das minhas relações, bem como das leitoras e seguidoras que partilham comigo os seus dramas pessoais. E a conclusão a que chego é que as pessoas inteligentes revelam um maior ceticismo e desapego em relação ao romance. Não porque não lhe reconhecem a importância, mas essencialmente por estes nove motivos:

1. Sabem o que querem
Por saberem exatamente o que querem, e melhor ainda o que não querem, essas pessoas não se contentam com menos do que aquilo que acham que merecem. 

2. Têm padrões de exigência elevados
Nâo estão dispostas a abrir mão da sua check list só para terem alguém na sua vida.

3. Conhecem o seu valor
São tão bem resolvidas que a independência, o amor-próprio, a realização pessoal e os projetos de vida acabam por falar mais alto do que o compromisso emocional.

4. Não fazem do amor uma prioridade
Para elas faz mais sentido a dedicação ao trabalho/carreira, por exemplo, do que a um parceiro.

5. Possuem uma beleza oculta
Mais do que fisicamente atraentes, elas possuem uma beleza oculta, ou seja, um tipo de beleza interior que só uma pessoa especial é capaz de reconhecer e apreciar, sem sentir-se inseguro ou complexado.

6. A sua inteligência basta
A realização que sentem por serem inteligentes é suficiente para as suas vidas, fazendo com que o amor romântico assuma um papel secundário. Não precisam de um relacionamento para se sentirem completas, mas se ele surgir, ele só serve se for para acrescentar valor às suas vidas.

7. São objetivas
Têm a exata noção do que é certo e errado, pelo que muitas vezes fazem questão que o outro saiba o que está errado na relação. Convenhamos, que nem toda a gente sabe lidar com essa objetividade.

8. Não são fáceis de entender
Por terem uma mente por vezes complicada, nem sempre conseguem fazer-se entender. Isso não quer dizer que não tentam, só que para elas  é difícil e cansativo estar o tempo todo a explicar o que lhes vai na cabeça e no coração.

9. Por vezes, falta-lhes sutileza
Dado que se focam nas coisas maiores, deixam escapar as dicas sutis acerca de pequenas coisas que são importantes para o outro. Não o fazem propositadamente, mas ainda assim podem magoar o parceiro.

Deixou claro este artigo que para as mentes mais brilhantes, entregar o coração não é pera doce. Os motivos acima mencionados justificam essa dificuldade em render-se ao amor, mas outros existirão com toda a certeza, já que cada um sabe examente aonde lhe aperto o calo, se é que me faço entender 😉.

O romance faz falta? Oh se faz! O romance dá outra cor à vida? Sem dúvida! O romance ilumina o sorriso, aquece a alma, acalma o coração e ilumina a vida? Absolutamente! Somos mais felizes com ele? Com certeza! Podemos viver sem ele? Estou aqui, não estou? Apesar de lhe reconhecer o seu valor, não é coisa sem a qual não possa viver ou ser feliz.

Aquele abraço amigo e até quarta!

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21
Fev22

A arte do namoro

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Depois de um fim de semana excecional, que me permitiu um cheirinho da vida de outrora, em que saía de casa com a luz do sol e só regressava madrugada dentro, eis-me de volta para mais um papo amigo. Foram dois dias, sexta e sábado, de paródia improvisada, amigos improváveis, locais desconhecidos e momentos memoráveis, que resgataram em mim a fé de que os convívios sociais à moda antiga não estão relegados ao esquecimento.

Rebuscando nos meus rascunhos, encontrei umas notas sobre a arte de namorar, cuja data de escrita sequer recordo. O que é relevante é que elas agora são aproveitáveis para esta crónica, uma providencial ajuda num dia em que o tempo anda curto, com uma formação em sistemas de pagamento Stripe na agenda.

A mulher que quer namorar nos tempos atuais é uma guerreira num campo de batalha brutal. Umas guerreiras mais armadas do que outras, é certo, com as vitoriosas de um lado e as baixas de guerra do outro. No campo de batalha do namoro, às vezes, por cada guerreira que desiste há outra que aproveita essa chance para vencer.

Vejo, pois, o namoro como uma aptidão para treinar e aperfeiçoar. Treinar e aperfeiçoar a capacidade de resiliência, otimismo e perseverança. É, a busca do amor pode ser imprevisível, confusa, claramente desagradável. Mas há uma coisa que mantém as guerreiras em campo, mesmo as feridas: esperança. A esperança de haver alguém perfeito para ela. 

E a busca continua... enquanto isso as noites de sábado no sofá a devorar ficção romântica continua a ser a companhia favorita. A minha e a de muitas solteiras que fazem parte da comunidade celibatária.

Beijo no ombro e até quarta!

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28
Jan22

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Viva! ✌️ 

Nesta última sexta-feira do primeiro mês do ano 2022 quero falar-te de um dos maiores flagelos da atualidade no que toca a relacionamentos amorosos: a violência. Para tal, inspirei-me na socióloga, ativista social, mentora do projeto Mon na Roda e da página Sem.tabus, Miriam Medina, que reuniu no livro Se causa dor, não é amor relatos de jovens que viveram um relacionamento abusivo.

Através de uma recolha que fez em todo o arquipélago de Cabo Verde, enquanto ministrava palestras sobre violência no namoro nas escolas secundárias, tendo tido a oportunidade de falar com mais de três mil jovens, Medina reteve uma dúzia de histórias, contadas na primeira pessoa, para dar corpo a um livro, que, nas palavras da própria, "pretende chamar a atenção da sociedade para essa problemática que está a afetar a sociedade cabo-verdiana".

Dado que este não é um fenómeno exclusivo à sociedade cabo-verdiana, pelo contrário, eis-me aqui a abordá-lo, com o intuito de proceder à sua exposição e consequente desmistificação. Porque é preciso falar, é preciso relatar, é preciso denunciar, é preciso educar, é preciso socializar, é preciso alertar, é preciso fazer algo. Caso contrário, estaremos a ser coniventes com algo que compromete claramente o bem-estar físico, emocional e psicológico de toda uma geração.

A violência é um comportamento inerente à condição humana e existe deste que o mundo é mundo. A violência na relação - ou doméstica como é comumente conhecida – é disso reflexo. Só que, nos dias de hoje, assume um protagonismo inédito e mediático, mais não seja porque os meios de denúncia e apoio à vítima são cada vez mais diversos e consistentes.

É ingénuo pensar que a violência baseada no género acontece apenas entre os adultos. Ela é também visível no seio dos jovens, com forte probabilidade de continuar na vida adulta, caso estes não consigam por termo a esses relacionamentos abusivos. Por estar bem ciente dessa realidade, Miriam Medina defende que é necessário ensinar os jovens a dizer "não", a valorizarem-se e a terem em conta que o amor é para ser vivido a dois e de forma saudável.

Após tomar conhecimento de tantas histórias, que considerou "graves", a autora assume que a violência no namoro é uma questão de saúde pública. Daí que lança um apelo às famílias no sentido de estarem mais presentes na vida dos jovens. A batalha contra este flagelo social só será possível quando a família, a sociedade e a escola se unirem numa frente única, considera Miriam.

Porque é que os miúdos, com uma vida inteira pela frente, submetem-se a este tipo de relacionamento abusivo, eis a pergunta que não nos cansamos de fazer. A explicação está numa "carência muito grande", que já vem do núcleo familiar, e estes, muitas vezes, para chamarem atenção acabam por se submeterem a um relacionamento abusivo, porque em dado momento vão ter o carinho que não encontram na família.

Meu bem, onde há amor, não há dor, não pode haver. Amor é para fazer feliz, não para causar sofrimento. Se causa dor, não é amor! Ponto final parágrafo travessão. E isso vale para miúdos e para graúdos, para Cabo Verde e para o resto do mundo.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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26
Jan22

Sexo sacia, amor nutre

por Sara Sarowsky

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Viva!

Esta crónica assenta num texto da página Kritica Kriolu?, a qual tem por hábito partilhar diversos conteúdos alinhados com a essência deste blog. Gostei particularmente de um publicado na manhã de ontem, por deixar bem claro que existe uma linha que separa o sexo do amor, dois conceitos muitas vezes percecionados como sinónimos, quando na verdade não são. Não mesmo, ainda que estejam intimamente ligados.

Adequado a todo e qualquer ser humano que, numa relação amorosa, insiste em investir apenas no seu papel de provedor de orgasmo, achando que com isso garante o afeto das pessoas com as quais se envolve sentimentalmente, a reflexão abaixo citada deixa bem claro que sexo é uma coisa e que amor é outra bem diferente. O primeiro é capaz de sustentar uma relação até à página vinte; depois disso, se não houver algo mais sólido, acaba por se dissipar na sua própria efemeridade.

Sexo é muito bom, mas estão enganados se acham que mulher vive exclusivamente disso.
Mulheres valorizam a cordialidade de um abraço, a gentileza de um cuidado.
Mulheres gostam de ser levadas a lugares diferentes, que inspirem e sejam inesquecíveis.
Mulheres gostam de ser lembradas numa terça qualquer com uma mega surpresa ou numa quinta pela manhã com um botão de rosa roubado.
Mulheres gostam de ser surpreendidas com declarações singelas, como "lembrei de você", "estou com saudades", "quero te ver".
Uma relação é feita de cumplicidade, companheirismo, amor e dedicação, o resto é consequência.
Se a única coisa que você tem a oferecer para uma mulher é o sexo, desfruta do momento, pois ela vai-te "aproveitar" até perceber que o que você tem para oferecer qualquer homem dispõe.
Você só precisa torcer para ela não perceber que merece mais do que isso. O dia que isso acontecer, perdeu!

Independentemente da tua orientação sexual, se és pessoa para te reveres nesta descrição, fica a saber que o teu papel na vida daqueles com quem te envolves será sempre o de prestador de serviço, e jamais de parceiro efetivo. Para o caso de não ter sido explícita o suficiente, troco por míudos: sexo sacia (o corpo), mas é o amor que nutre (o coração). Quem avisa amigo é!

Beijo no ombro e até sexta!

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digital-art-g13f1ddfce_1920.pngOra viva! ✌️ 

As razões porque falham as relações, ou porque não consegue emparelhar a comunidade celibatária, são assuntos batidos aqui neste blog. Que tal falarmos agora do lado oposto da barricada amorosa, ou seja, dos motivos que determinam o seu sucesso? Até porque é sexta-feira, motivo pelo qual queremos boas energias a pairar sobre o fim de semana.

O amor é desafiante, as pessoas complexas, os relacionamentos exigentes. Amores para a vida são cada vez mais raros e histórias com finais felizes autênticos El Gordo (lotaria de Natal espanhola que dá dezenas de milhões de euros). Nos tempos atuais, a impressão que temos é que são mais as relações amorosas que dão errado do que as que dão certo. Infelizmente...

Embora não seja conhecida nenhuma fórmula mágica que determine o happy end romântico, a verdade é que a ciência conseguiu identificar algumas caraterísticas comuns aos relacionamentos bem-sucedidos. São eles:
1. O casal consegue falar cara a cara - e não apenas por mensagens - e fá-lo diariamente;
2. O casal é capaz de encontrar soluções para problemas e resolver conflitos sem guardar rancores;
3. O casal não pensa nos 'ses' (por exemplo, "Este relacionamento seria ótimo se…");
4. O casal tem consciência dos traços de personalidade que cada um valoriza no outro;
5. A relação é bem tratada de uma forma consistente.

Embora não existam garantias no amor, verificar se a relação cumpre estes requisitos é uma boa forma de apurar se um futuro promissor lhe aguarda. Pelo menos é o que garante o  psicólogo Gerry Heisler à revista Psychology Today.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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