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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️ 

O tempo hoje está curto, sem falar que a inspiração já entrou em modo 'Férias de Natal'. Como é sempre um gosto vir aqui ter contigo, hoje quero apenas (re)lembrar que nos últimos três anos, por esta altura, estive eu a celebrar a conquista de melhor blog do ano.

Em 2018, o Ainda Solteira ganhou o seu primeiro Sapos do Ano, na categoria Sexualidade. Um ano mais tarde, conquistou o título de melhor blog do ano, na recém-criada categoria Sexo e Diário Íntimo. Em 2020, alterado o nome dos prémios para Blogzillas do Ano, voltou a revalidar o título de melhor blog de Portugal, na mesma categoria.

Este ano, provavelmente pela sua atipicidade, não há nenhuma indicação de que vai haver qualquer espécie de Óscares dos Blogs. É uma pena, pois estávamos já a postos para novas emoções relacionadas com a nomeação, votação e distinção. Pode ser que ainda venha a acontecer, quem sabe agora no ínicio de 2022. Caso contrário, estou mesmo a ver que tenho que por mãos a obras e abraçar a missão de resgatar da inatividade esta fantástica iniciativa da Magda e do David.

E com esta adorável memória, a qual espelha todo o meu esforço, dedicação, inspiração e sentido de missão para com a causa solteirice, que me despeço com aquele abraço amigo e desejos de um fantástico fim de semana, a última antes do Natal.

Boas Festas!

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27
Set21

Inflexões e reflexões

por Sara Sarowsky

My Post.jpgViva! 👋

Hoje escrevo-te a partir do Moxy Lisbon City, um espaço espetacular localizado a escassos metros da minha residência, mas que só na semana passada tive o prazer de explorar, não obstante à sua porta passar praticamente todo o santo dia. Trata-se de uma dessas agradáveis surpresas da vida, cuja decoração e conceito - sobretudo o do workspace gratuito – encantou-me a tal ponto que decidi passar a vir para cá escrever, na expectativa de que o cenário deslumbrante que vês na foto ajude a inspiração a fluir leve e solta.

Para mal dos meus pecados, em casa nem sempre consigo reunir as condições propícias a isso. Pudera, a coabitar com mais três criaturas, cada qual com o seu horário, a sua rotina e o seu conceito de respeito, silêncio, asseio e incómodo. É o preço que pago por insistir em viver no centro de Lisboa, auferindo rendimentos abaixo dos quatro dígitos.

Via programa Renda Acessível já eu perdi as esperanças de conseguir o meu próprio cantinho, um dos motivos de peso para a tomada de decisão em emigrar. Perdi a conta às vezes em que submeti candidatura, sem qualquer sucesso; pior ainda, sem grande perspetiva de vir a ter, já que qualquer pessoa, independentemente do tempo de residência na cidade, do facto de trabalhar no concelho ou da sua cidadania, concorre em igualdade de circunstâncias. Da última vez que ousei sonhar com uma casa à medida da minha conta bancária, fui informada de que teria que disputar a sorte com mais de três mil adversários para poucos mais que uma dezena de fogos.

Não sou racista, xenófoba, elitista ou coisa do género, mas que considero uma tremenda injustiça que pessoas que sequer moram em Lisboa, ou seja, cujos impostos e despesas não contribuem para o erário camarário, concorram nas mesmíssimas condições, lá isso considero. Não acho justo que um recém-chegado ao país/cidade beneficie das mesmas probabilidades que aqueles que, como eu, residem e trabalham na cidade há décadas. Pronto falei!

Da suspeita que paira entre os candidatos de que o processo não é totalmente transparente prefiro não me pronunciar, pelo menos não publicamente... Foi exatamente por isso que não considerei o Medina digno do meu voto. Provavelmente, mais pessoas devem ter feito o mesmo raciocínio, sem falar em outras polémicas, como a cedência de dados pessoais dos ativistas russos, e o resultado é o que se sabe: cartão vermelho direto, "pessoal e intransmissível", sem direito a VAR.

Voltando ao drama meu de toda uma vida adulta - morar em regime de quarto -, nos dias em que urgia concentração total e sossego absoluto, costumava montar acampamento lá para os lados do Centro Cultural de Cabo Verde, outro spot que adoro, mas que se revela sempre um baque na carteira e na dieta, já que é-me de todo impossível resistir ao apelo da cachupa da chef Milocas. Só de fazer menção a isso, já eu estou a salivar... Agora que descobri o Moxy, é minha intenção alternar entre um e outro, conforme o estado de espírito, e o saldo bancário, claro está!

E o assunto que pensava tratar contigo hoje vai ter que ficar para a próxima crónica, dado que esta está prestes a exceder o limite ideal de caracteres. Assim, na quarta vou contar a última, ou melhor, as últimas abordagens de gajos que me procuram na tentativa – patética, diga-se de passagem – de conseguir sexo a custo zero. Yep, a minha saga como "peguete" (como se diz na gíria popular brasileira) não conhece pausa entre temporadas.

Despeço-me com aquele abraço amigo e vibrações positivas, que a semana bem pede. Hasta!

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Clara Roc.jpgOra viva!

O conteúdo deste post é mérito da Clara Roc, que ontem enviou-me um áudio com a sua "reflexão sobre a solteirice", como lhe chamou esta minha amiga maior, cuja análise da condição amorosa que nos une é de tamanha profundidade e verdade que não hesitei um nanossegundo a tomar a decisão de partilhá-lo contigo.

Segundo ela, "o grande peso da solteirice não é o facto de estarmos sozinhas, mas sim de termos toda a liberdade do mundo para gerirmos as nossas vidas." O melhor mesmo é deixar-te com a transcrição integral do áudio.

Minha amiga maior, eu fico muito feliz por falares sobre a solteirice e fico ainda mais feliz por este tema estar a ser tão acarinhado por tanta gente e tu poderes realmente influenciar tantas mulheres. Durante muito tempo eu não fui solteira, como bem sabes. Mas hoje em dia sou uma de vós. Eu às vezes lembro-me de tu, e mesmo a Natalie, falarem de peito cheio de como é bom ser solteira e eu pensava assim: "Mas que raio, como é que isso é possível?" E afinal, começo a achar que ser solteira é melhor do que ser emparelhada. E eu queria partilhar contigo esta minha reflexão porque pode ser um mote para possíveis divagações, possíveis textos teus...

A verdade é que quando nós estamos solteiras, assim que acordamos, todo o dia é gerido de acordo com a nossa simples vontade, com aquilo que queremos fazer, desde aquilo que vestimos à forma como comemos, aonde vamos, as coisas que fazemos, com quem queremos estar, a quem vamos ligar para nos fazer companhia, por exemplo. Quando estamos emparelhadas, há - tem que haver sempre - que procurar um equilíbrio. Ao pequeno-almoço, se calhar, não vou comer tudo o que me apetece porque é para os dois, se calhar eu até queria ir às compras ao fim da tarde mas o companheiro está em casa e se ele não quiser ir, eu também não vou. E a nossa liberdade, vou-lhe chamar partilhada, fica partilhada e isso tira-nos bastante grau de autonomia.

E esse encantamento que eu neste momento estou a viver, e que acho que é um ponto muito positivo em ser solteira, é realmente esta profunda liberdade, profunda autonomia, que é na realidade muito assustador. Descobri que o grande peso da solteirice não é o facto de estarmos sozinhas, mas sim de termos toda a liberdade do mundo para gerirmos as nossas vidas. Porque lidar com todo este poder, todos os dias, é uma experiência arrebatadora. Daí que não seja para qualquer uma.

Todas as tuas seguidoras que são celibatárias devem estar muito muito felizes porque qualquer solteira que o é há muito tempo e que tem este poder é um ser humano muito grande, uma mulher muito grande. E essas mulheres não podem ser iguais às outras; elas têm o poder, não é mesmo? É uma pequena reflexão sobre o meu estado de solteirice e sobre o quão enamorada estou de mim própria.

A reflexão da minha adorada Clara traz um novo olhar sobre a questão do celibato feminino. Confesso que nunca tinha pensado na questão dessa forma, ainda que sempre tenha sentido que ser solteira acarreta uma liberdade inebriante, da qual facilmente se fica viciada. A solteirice implica lidar com uma profunda liberdade, e sabemos bem que nem toda a gente está disposta a pagar o preço de ser dona e senhora do seu próprio destino.


Por hoje é tudo, voltarei na sexta com a temática da próxima live, cuja convidada desmarcou à última da hora, deixando-me com a ingrata missão de encontrar uma substituta em tempo recorde. Vai correr tudo bem, sei-o. 

Aquele abraço amigo!

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IMG-3759.JPGViva!

Como não vou conseguir terminar a tempo um texto sobre a #selfiemania que pretendia partilhar contigo hoje, deixo-te com este que fui catar ao baú de memórias do Facebook. Como já lá vão alguns anos desde a sua publicação, confesso que não consigo identificar o autor da prosa, podendo, inclusive, ser esta solteira aqui. Caso não seja esse o caso, ao (legítimo) autor peço desde já perdão pela não identificação.

Já perdoei erros imperdoáveis

Tentei substituir pessoas insubstituíveis e
Esquecer pessoas inesquecíveis
Já agi por impulso
Já me dececionei com quem nunca pensei me dececionar
Mas também já dececionei alguém
Já abracei para proteger
Já me ri quando não podia
Fiz amigos eternos
Amei e fui amada
Mas também já fui rejeitada
Fui amada e não retribui 
Já gritei e saltei de felicidade
Já vivi de amor
Fiz juras eternas e sofri muitas vezes
Como já fiz sofrer pessoas também
Já me apaixonei por um sorriso
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
E também já perdi alguém muito especial 
Mas vivi e ainda vivo
O bom mesmo é ir à luta com determinação
Abraçar a vida e viver com paixão
Perder com classe e vencer com ousadia
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é muito curta para ser insignificante

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