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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

30
Mar20

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Viva!

Este post assenta na partilha de um texto, de autor desconhecido, que anda a circular na rede e que é uma verdadeira turbina de reflexão e discussão sobre toda esta calamidade sanitária global.

1. Estados Unidos deixou de ser o líder mundial.
2. A China ganhou a terceira guerra mundial sem disparar um míssil, e ninguém deu conta.
3. Vladimir Putin é um visionário.
4. A prevenção salva mais vidas do que a atuação no último momento.
5. Os profissionais de saúde valem mais do que os futebolistas.
6. Os europeus não são tão educados e cultos como se pensava.
7. Não estamos enganados quando pedimos mais hospitais e menos guerra.
8. As crianças ocupam um lugar privilegiado na natureza.
9. O petróleo não vale nada numa sociedade sem consumo.
10. A morte não distingue raça, cor, religião ou classe social.
11. O ser humano é oportunista e desprezível, ao inflacionar os preços.
12. O papel higiénico é mais importante do que a comida.
13. As redes sociais aproximam-nos, mas também é o meio que cria pânico.
14. Agora sabemos como se sentem os animais nos zoológicos.
15. As crianças de hoje já não sabem brincar sem internet ou televisão.
16. Há quem ganhe milhões e não serve a humanidade.
17. Esta é a única forma de alguns sacanas cumprirem prisão domiciliária.
18. Os trabalhadores da área de saúde estão sozinhos, abandonados e esquecidos. Ainda assim, nunca desistem.
19. Agora as crianças estão a ser educadas pelos pais como livres pensadores.
20. As ajudas públicas favorecem os menos desprotegidos.
21. Nenhum padre, bispo ou seita salvou os infetados.
22. Começamos a apreciar o grande gesto de confiança que significa dar um aperto de mãos.
23. Os humanos são os verdadeiros vírus do planeta.
24. O planeta regenera-se rapidamente sem humanos.
25. Não estamos preparados para uma pandemia.
26. Os políticos aproveitam-se para puxar o tapete do rival.
27. Deve-se investir mais na saúde em vez de festivais.

Dá que pensar, não dá?

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Viva!

Um dia destes, passei por um mupi onde figurava uma publicidade com a Roberta Medina, na qual ela dizia que "Somos aquilo que amamos!" Desde então que tenho andado a matutar no real sentido desta frase, ao ponto de resolver dissertar sobre ela nesta crónica.

É facto consensual que o amor é saudável e recomenda-se. É igualmente saudável dele falar, em especial do seu impacto na existência humana. Voltando à frase da responsável pelo Rock in Rio Lisboa, se, de facto, somos aquilo que amamos, porque raio não amamos mais? E melhor, já agora!

Anda o mundo precisado, andam as pessoas sequiosas, andam os corações solitários e andam as almas desnorteadas, tudo à custa desse sentimento, ou melhor, da falta dele. Idealmente, amar implica oferecer os nossos melhores sentimentos a alguém esperando que esse mesmo alguém retribua em igual proporção. Neste meu entendimento, amar (na verdadeira aceção da palavra) extravasa o sentido romântico e/ou erótico, para se revelar como uma ligação bem mais espiritual do que carnal. 

O amor carnal é selvagem nos seus instintos, urgente nas suas necessidades, inequívoco nas suas manifestações, enquanto que o espiritual é sereno, sábio, paciente, altruísta, logo sublime, absoluto, divino.

Independentemente do tipo de amor que cada um de nós é capaz de sentir ou demonstrar, ele mais não é do que o reflexo da nossa essência/vivência/experiência, ou seja, daquilo que somos. Daí que esteja plenamente de acordo com a citação da empresária brasileira.


Amamos como fomos amados, quem nunca ouviu esta? Mais pertinente que esta sapiência popular – com a qual concordo, já agora – é saber até que ponto amamos aquilo que nos ensinaram a amar. Com esta reflexão me despeço com um abraço amigo e desejos de um bom fim de semana.

Hasta!

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