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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

27
Jan21

O Lado Negro da Força.jpgOra viva!

Este primeiro mês de 2021 vai terminar em grande, comigo a protagonizar três lives nas redes sociais, a primeira já amanhã, como bem podes ver nesta imagem. Neste meu primeiro direto como convidada, vou dar a conhecer a persona Sara Sarowsky, o Ainda Solteira, o Love for You❤ e a pessoa por detrás destas três "marcas", ou seja, esta luso-badia (entenda-se cidadã de naturalidade cabo-verdiana e nacionalidade portuguesa) absolutamente empenhada na conquista do seu lugar ao sol.

Sobre a live de O Nosso Lugar de Fala, que tem hora para começar mas não para acabar, tenho a dizer que ela prevê igualmente o debate de outros temas da atualidade - a política, o racismo e a igualdade do género, entre outros - na companhia dos três comentares habituais do programa, todos eles do sexo masculino, saliento. Vai ser bonito, vai! Para não perderes pitada, acede a esta página, a partir das 21:30 (20:30 em Cabo Verde).

A segunda live decorerrá no sábado, dia 30, a partir das 22 horas (21 em Cabo Verde), na minha página do Instagram. Ainda estou a fechar o nome da especialista convidada, mas para já posso adiantar que irei analisar uma questão aqui abordada inúmeras vezes e sempre alvo de muito interesse: 'Terão as mulheres bem-sucedidas menos sorte no amor?'. A ver vamos! 😉

A terceira e última live da semana, e do mês, está prevista para as 18 horas de domingo (17 em Cabo Verde) na página do Instagram da @nitidamente.pt, cuja autora, a coach Raquel Godinho, tem estado a dinamizar uma HAPPY CHALLENGE - Felicidade em Confinamento. Comigo pretende ela abordar a forma como este recolhimento domiciliar obrigatório tem afetado a vida dos solteiros.

No próximo post darei mais informações, que por ora é tudo quanto tenho a dizer. Aquele abraço amigo de sempre!

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28
Out19

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Viva!

Numa busca frenética por um tema inspirador para este post, lá me lembrei de espreitar os rascunhos que vou atirando para os bastidores do AS, à medida que vou sendo acometida por espasmos epifânicos. Foi assim que acabei por resgatar um artigo do Público sobre as selfies, datado de 18 de setembro deste ano. Por se tratar de um assunto atual e pertinente, logo digno do nosso olhar acutilante, eis-me aqui a desafiar-te para um tête-à-tête sobre o fenómeno do autorretrato digital.

Para começo de conversa, não é de hoje que ouvimos, aqui e acolá, que por detrás de muito selfie existe um perfil narcisista, carente e pouco confiante. Verdade seja dita, quem de nós não possui no seu círculo de amizade virtual alguém cujo perfil corresponde na perfeição a esta descrição? Dado que a selfiemania parece ter vindo para ficar – se bem que já tenha visto dias melhores – proponho dissecá-lo comme il faut. Afinal, a ela ninguém sai ileso.

Publicar muitas selfies nas redes sociais leva os fotografados a parecerem mais egocêntricos, inseguros, menos bem-sucedidos, menos simpáticos e menos abertos a novas experiências. Especialmente se essas fotografias intentam evidenciar certas partes da sua anatomia. Por outro lado, publicar fotografias tiradas por outros, posies, está associado a uma maior autoestima e espírito aventureiro. Pelo menos é esta a conclusão de um estudo publicado recentemente no Journal of Research in Personality.

"Mesmo quando duas contas tinham conteúdos semelhantes, os sentimentos dos outros sobre a pessoa que publicava mais selfies eram mais negativos", resume o professor de psicologia Chris Barry, da Universidade do Estado de Washington, na apresentação dos resultados de uma pesquisa que comparou a forma como as pessoas são percecionadas com base no tipo de fotografias que publicam no Instagram. "É a prova de que, independentemente do contexto, há certas dicas virtuais que podem desencadear respostas positivas ou negativas nas redes sociais."

A experiência académica notou também que todos os utilizadores que publicavam fotografias para acentuar alguma caraterística física eram considerados egocêntricos. Nos casos das selfies foram ainda considerados solitários, maus amigos, pouco empáticos para com outros e pouco dispostos a vivenciar novas experiências.

Muito se tem escrito e discutido sobre a cultura selfie estar na raiz de uma geração mais narcisista do que nunca, exposta a novos meios onde o "eu" está acima de tudo e todos. "Estamos cada vez mais acostumados a pessoas vaidosas e posers que não têm mais nada a oferecer que não elas próprias e a sua necessidade de estar numa plataforma pública", considera Jeffrey Kluger, escritor sénior da Time, revista que em 2013 dedicou uma das suas edições à The Me Me Me Generation, onde na capa vinha estampada que "os millennials são narcisistas preguiçosos e egocêntricos que ainda vivem com os pais".

Segundo o jornalista que assina o artigo, "mais do que o narcisismo, os millennials são famosos pelo efeito dele: agir como se o mundo lhes devesse alguma coisa. Não só têm falta de empatia para se sentirem preocupados com os outros, como têm dificuldade em perceber o ponto de vista das outras pessoas, afinal cresceram a ver reality shows, que na sua maioria são documentários sobre o narcisismo", remata Joel Stein.

Se és da safra 1980-2000, mas não te identificas no acima descrito, tens mais do que motivos para te sentires afrontada com tais afirmações. Pudera, não são nada benevolentes, ainda que tenham o seu quinhão de verdade.

Por não fazer parte dessa turma da igualmente apelidada pela sociologia de Geração Y, sinto-me perfeitamente à vontade para mandar este bitaite: independentemente da faixa etária, da classe social ou do traço de personalidade, é incontestável que o mundo anda precisado de mais criaturas desconectadas do virtual, logo conectadas com o real; a sociedade precisada de mais pessoas focadas no outro, logo menos no "em si mesmo"; e nós humanos absolutamente ávidos por menos "me" e mais "we".

Dado que está o recado, dou por concluído este artigo, não sem antes deixar-te com aquele abraço amigo de sempre. Voltarei na quarta!

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Ora viva!

Não é de hoje que venho apregoando que a solteirice é um tema que não se esgota na sua essência; pelo contrário, extravasa a fronteira do coração desocupado, da cama vazia, do lar solitário ou da companhia inexistente. O mercado associado a esta realidade tem-se revelado cada vez mais atrativo, competitivo, e consequentemente, lucrativo. Com um potencial colossal, e com o número de desemparelhados a assumir proporções inéditas, a solteirice tem despoletado o florescimento de uma infinidade de produtos e serviços.

De acordo com um artigo da CNN, "nunca houve um momento melhor para ser solteiro". Só para teres uma ideia, calcula-se que existam mais de 5 biliões de solteiros no mundo. Só no Brasil são mais de 78 milhões, nos Estados Unidos mais de 110 milhões (dados de 2017) e em Portugal dados de 2011 apontam para mais de 4 milhões. Em Paris – cidade que alberga mais de 2 milhões de habitantes – existem mais solteiros do que casados, fazendo desta a cidade europeia daqueles que, como eu, ainda não encontraram uma pantufa para o seu pé cansado. 

Voltando ao tema desta crónica, escrevia eu que a solteirice é um negócio cada vez mais lucrativo e compensador. Vejamos: lá para as bandas das américas já existem empresas que alugam par para eventos, "namorados" e até abraços. Na China, o dia dos solteiros já é o maior evento de comércio online do mundo. Do bom e velho sexo vou apenas citar, dado que se trata de um negócio cujas receitas são do conhecimento geral do planeta. Idem aspas no que toca às apps e sites de engate, cujos números ascendem a milhões de utilizadores e, por tabela, de cifrões. Na versão real da coisa, as agências matrimoniais faturam igualmente uma fortuna. Aqui em terras lusas, a mais conhecida – a que cheguei a recorrer, acabando por desistir ao tomar conhecimento da tabela de preços em vigor – apresenta pacotes que ascendem às centenas de euros. Que dizer dos malfadados programas televisivos, eternos candidatos ao cargo de São Valentim, os quais já aqui abordei no post Os dating shows são decadentes, contudo viciantes?

Remato esta linha de raciocínio com mais três exemplos de serviços e/ou produtos direcionados em exclusivo para a comunidade solteira: speed datings (agora em julho aventurei-me num, lembras-te?), singles travel (a preços acessíveis a partir dos quatro dígitos) e singles parties (nenhum deles gratuitos, convém ressalvar). Até ouvi falar de sessões ao estilo 50 Sombras de Grey exclusivas a celibatários, em que se pagam montantes obscenos.

Aposto que é por tudo isso – e, obviamente, para tentar debelar a debandada da malta jovem – que a empresa-mãe de Mark Zuckerberg, Facebook, resolveu apostar num novo serviço: o Facebook Dating. Lançado esta quinta-feira nos Estados Unidos, a nova funcionalidade vai permitir, entre outras coisas, integrar publicações e histórias do Instagram no perfil do utilizador, bem como acrescentar os amigos a uma "lista secreta de paixonetas".

Segundo comunicado pela empresa, o Facebook Dating, que se assume como concorrente direto dos Tinder da rede, tornará fácil encontrar o amor através dos gostos pessoais, ajudando a começar relacionamentos com significado através dos aspetos que os utilizadores tiverem em comum, tais como gostos partilhados, eventos e grupos.

Em relação à tal lista de "paixonetas secretas", que pode integrar até nove pessoas, caso haja reciprocidade entre os membros destas listas, ou seja, se uma das pessoas escolhidas também tiver adicionado o utilizador à sua própria lista, haverá um match. Caso não exista interesse da outra parte, a lista continua secreta. Onde foi mesmo que já vimos/ouvimos esta?

A novidade já se encontra ativa em 20 países, devendo chegar ao mercado europeu no início do próximo ano. Para ter acesso ao cupido do Facebook bastará aos interessados criar um perfil e ter mais de 18 anos. De modo a não excluir ninguém, sobretudo aqueles que não estão registados nesta rede social ou não querem ver o seu perfil associado ao fénomeno "finding love", oferece-se a possibilidade de uma conta à parte, independente do perfil "oficial".

É, meu bem, a solteirice é que está a dar. Goste-se ou não, a verdade é que os negócios associados aos corações solitários estão-se a tornar cada vez mais cobiçados, ao ponto do patrão da maior rede social do mundo querer meter a colher no assunto, ou devo dizer, a mão na massa?

Por hoje é tudo, para a semana há mais. Aquele abraço amigo e um sincero desejo de que o fim de semana seja salpicado por sol, sombra, água fresca e amor, claro!

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06
Jul17

06d9f0059873b042fd72049377a446ef_XL.jpgOra viva!

Talvez porque eles andam aí aos magotes, porque nos cercam por todos ou porque a nossa sanidade é um bem precioso, hoje quero falar-te de certas criaturas que deambulam pelas redes sociais, mas que pouco ou nada contribuem para o nosso bem estar psíquico e emocional.

Pessoas tóxicas há em toda a parte, é facto. Se por vezes é difícil fintá-las na vida real, o virtual oferece-nos uma margem de manobra bem maior quando se trata de aturar quem não nos faz bem; aqueles que com as suas manias, "bocas" ou dramas devemos manter à distância de um 'unlike'.

A propósito do dia mundial das redes sociais, assinalado no passado dia 30 de junho, este assunto veio à baila pelos carateres do Huffington Post, que listou alguns perfis, aos quais tomei a liberdade de acrescentar outros tantos, de amigos virtuais que devem ser banidos da nossa vida online, pelas razões acima mencionadas.

Porque não mereces levar com conteúdos tóxicos, potenciadores de algum tipo de desconforto, fica a conhecer melhor o tipo de pessoa por detrás de publicações assim:

O politiqueiro
Opiniões políticas todos temos, pelo que não há nada de errado em partilhá-las com os nossos. Agora levar com aquele amigo que metralha constantemente o nosso feed com politiquices, que tem sempre um comentário anti governo para tudo (tal qual líder da oposição), ninguém merece. E tu, menos ainda. A solução? ‘Desamigá-lo’ ou deixar de seguir as suas publicações.

O pessimista
Dias maus e momentos de tristeza fazem parte da vida, mas não é chorando as mágoas na rede que elas se vão resolver. É deveras estressante, de cada vez que se acede ao mural, dar de cara com frases deprimentes, imagens negativas ou emojis choramingas. Amigos assim não valem a pena fazerem parte da nossa vida, até porque está provado que tristeza e stress são emoções altamente contagiosas. 

O ex-quelque chose
Cuscar a vida do ex, seja ele teu ou de alguém que te é próximo, além de uma grande perda de tempo, representa um enorme desgaste emocional. Por maior que seja a curiosidade, de pouco te vale estar a par da vida de quem optou por deixar o teu convívio. Portanto, para teu próprio bem, o melhor mesmo é eliminar essa pessoa e seguires em frente com a tua vida.

O perfeito
É altamente frustrante seguir aquele amigo que parece ser a personificação da felicidade: férias de sonhos, beleza estonteante, roupas trendy, namorado gostoso, relação amorosa perfeita, amigos giros, ótimo emprego e por aí adiante. Passo muito bem sem eles, pois não preciso que me lembrem o quanto a vida pode ser mãe para uns e madrasta para outros.

O carente
É aquele tipo de amigo que faz tudo para chamar a atenção, cujo propósito primeiro e último é despertar compaixão alheia. Publicações como "O pior dia da minha vida…", "A sentir-se triste…" ou "Porque me acontece isso se eu não faço mal a ninguém..." são frequentes no seu mural. Haja paciência! Agora diz-me lá se há lugar para alguém assim na tua vida online.

O caça-likes
É o Indiana Jones da rede, que se mete nas mais variadas acrobacias para conseguir um 'Gosto' nas suas publicações. São incapazes de dar um peido (não sou o Salvador, mas também tenho direito ao meu momento P) sem que dar conhecimento à rede. Este tipo de amigo cansa-me, pelo que não penso duas vezes na hora de ocultar as suas notificações.

O humanitário
Outra espécie que não faz falta no meu grupo de amigos. Abraçar boas causas, através da partilha de conteúdos humanitários, é algo louvável e que nos mostra que ainda há quem se importe com os outros e queira fazer deste mundo um lugar melhor. Mas passar a vida a partilhar conteúdos sobre catástrofes humanitárias, injustiças sociais, pessoas desaparecidas, animais abandonados, doentes terminais ou correntes de solidariedade já é demais. Não preciso que me estejam a lembrar o tempo todo das desgraças alheias, que para isso basta-me ver tv, ler o CM ou ouvir as trumpshits. 

O maldoso
Essa espécie tem sempre um reparo a fazer em relação a publicações alheias, que faz tudo para desvalorizar tudo e todos. Para ele nenhuma publicação, foto, música ou vídeo é merecedor de um elogio na íntegra. Se comentários como "Bela foto, pena que…", "Já lá estive, mas não achei grande coisa…" ou "Prefiro a versão b…" te soam a familiar, não te acanhes e espeta-lhe com um cartão vermelho. A tua autoestima há-de agradecer-te, garanto.

Depois do que acabaste de ler, talvez seja hora de fazeres uma autoanálise a fim de confirmares se o teu perfil não se enquadra em nenhuma destas descrições. Nunca se sabe…

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Ora viva!

 

Apanhei de tal modo o gosto a essa coisa de escrever out of the house que a crónica de hoje saiu limpinha da lavandaria. Não é dos sítios mais inspiradores, é certo, mas com a chuva a cair mansinha lá fora, o barulho das máquinas de lavar e secar, o wi-fi gratuito e pouco mais a fazer para ocupar o tempo, a vontade de escrever flui que é uma maravilha.

 

Nesta novela da vida real, o papel de antagonista é irmamente repartido entre o tablet, que decididamente não foi pensado para quem gosta de parir conteúdos com mais de 100 caracteres, e a versão android do sapo blog, uma granda m* que, ao invés de facilitar, só complica.

 

Dado que de nada adianta teimar com a tecnologia, já que ela quase sempre leva a melhor, só me resta fazer uma apropriação lícita de alguns excertos de um artigo publicado este sábado no Expresso, que fala justamente sobre como a tecnologia matou o amor. Penso que vais gostar do que aí vem.

 

"Muito por culpa das redes sociais, nunca tivemos tantas oportunidades para sermos felizes: aquela mulher que sempre admirámos está à distância de uma mensagem no Facebook, o amor pode nascer de um 'match' no Tinder, o engate invadiu até o Linkedin, uma rede de contactos profissionais... As possibilidades multiplicaram-se como nunca e, contudo, basta falar com pessoas solteiras para perceber que não ficou mais fácil encontrar quem se procura.

 

Perante tanta abundância de escolhas, bloqueamos. Tornámo-nos mais exigentes, mais indecisos, mais frustrados, sempre à procura de algo melhor. E também mais impacientes: despachamos alguém mal surge o primeiro grão na engrenagem, com a mesma facilidade com que fechamos uma janela no Facebook e abrimos outra. “Olá, o que fazes esta noite?” Alguns, mais audazes, talvez vistam a pele do Henry Chinaski das 'Mulheres' de Bukowski: "Bora foder?"

 

O psicólogo Barry Schwartz chamou-lhe "o paradoxo da eleição": essa liberdade de escolha não nos faz mais livres ou mais felizes, antes aumenta a nossa insatisfação. Sempre ávidos de encontrar algo melhor, tornamo-nos peritos na incapacidade de assumir as nossas decisões. De dar passos em frente. De arriscar. Quase precisamos de uma folha Excel para nos lembrarmos dos dados de todas as pessoas que conhecemos no Tinder ou no Facebook, mas raras vezes procuramos conhecer verdadeiramente alguém.

 

Este paradoxo não é apenas no amor. Como explicar que, numa era em que o sexo é tão acessível como um hambúrguer do McDonald's, os jovens adultos o pratiquem menos do que as gerações que os antecederam, como apontam vários estudos? Andamos tão entretidos a acumular 'matches' no Tinder, ou a saltar de janela em janela no Facebook, ou a trocar fotos e vídeos com bolinha vermelha no WhatsApp, que nos esquecemos que há um mundo lá fora. Temos tantas oportunidades para sermos felizes, por uma noite ou por uma vida, e boicotamo-nos."

 

Este artigo espelha ipsis verbis a vida amorosa da esmagadora maioria dos desemparelhados com os quais convivo ou tenho contacto, incluindo a minha pessoa. É mesmo triste que, perante tantas ofertas, tantas facilidades, tantas opções, continuemos a deambular pelas estradas da solteirice, abarrotados de predicados, mas de coração esvaziado.

 

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Lembras-te deste vídeo que publiquei há uns mesitos? Se sim, hoje voltas a levar com ele, pois a busca por um emprego ando num frenesim que não me permite fazer um break para parir um post original. Se não, esta é uma boa ocasião para te inteirares da dinâmica das redes sociais em locais com pequenos aglomerados de pessoas.

Na humilde e pequena aldeia italiana de Civitacampomarano, com pouco mais de 400 habitantes, a rede móvel e a internet são realidades ainda muito longínquas porque as ligações nem sequer existem. Ainda assim, toda a gente tem acesso ao Facebook, WeTransfer, Whastapp, Tinder, E-bay, Gmail, Twitter e companhia.

Graças ao artista Fra Biancoshock, toda a população sabe o que acontece por ali e pode comunicar livremente, mas de uma forma bem diferente daquela a que estamos habituados. Aqui, o Facebook é literalmente um mural com as mais recentes atualizações, o Gmail funciona tal e qual como os correios convencionais e o WeTransfer faz realmente jus ao nome.

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À vontade ou incomodada com a questão, a verdade é que o online é cada vez mais uma opção para quem quer arranjar-se em matéria de coração. Seja para uma noite, um fim de semana, ou algo mais duradouro, esta é uma forma prática, conviniente e imediata de conhecer pessoas novas e explorar novas alternativas de relacionamento.

 

Já aqui tinha abordado esta questão, tendo inclusive assumido que sou utilizadora ativa de sites e apps de encontros online. Apesar de nunca ter dado em nada – ainda solteira – continuo a achar que esta pode ser (mais) uma ferramenta para se tentar a sorte: arranjar companhia, aliviar-se quando bate aquela carência ou, quem sabe, encontrar um novo amor.

 

Para o caso de te interessar, estas são algumas aplicações que podem revelar-se uma (agradável) surpresa. Já houve amigas que não passaram do primeiro dia, outras da primeira semana e ainda aquelas, como eu, que resistem, persistem e insistem, mais não seja para recolher material de pesquisa para um blog.

 

Tinder

A crème de la crème, já que, em apenas quatro anos, tornou-se uma das aplicações de encontros mais populares do mundo com milhões e milhões de acessos por dia. Aos utilizadores, essencialmente na casa dos 20-30 anos, é apresentada uma fotografia do potencial candidato, sendo-lhes dada a opção de deslizar para a esquerda para recusar ou para a direita para aceitar. Gratuito, funcional, divertido e rápido, esta app instala-se num instante, bastando fazer login com o perfil do Facebook ou Instagram.

 

Bumble

O Bumble é a primeira aplicação de encontros para mulheres, o que significa que temos de ser nós a chegar-se à frente, ou seja, a enviar a primeira mensagem. É maioritariamente composto por profissionais ativas na faixa 25-30 anos. Não conheço esta app, mas ouvi falar muito bem dela. Por não ter um grande número de utilizadores, rapidamente se esgotem as opções de candidatos elegíveis.

 

Happn

O Happn baseia-se essencialmente na localização, ou seja, mostra uma lista de potenciais parceiros com os quais se cruzou na rua, permitindo assim verificar quem vive ou trabalha perto de nós. Já a usei e não achei grande coisa. Embora os seus utilizadores sejam predominantemente indivíduos nos seus 20 anos, raramente enviam mensagens quando há match (o termo virtual para click). Sem falar que a maioria dos gajos deixam os perfis em branco, o que nos deixa com pouco critérios de procura e seleção.

 

OkCupid

No OkCupid os potenciais pares utilizam uma série de perguntas destinadas a revelar certos aspetos da sua personalidade, para, a seguir, as respostas serem convertidas em percentagem - quanto maior for a percentagem em relação a alguém, teoricamente, mais hipóteses de serem compatíveis. Ainda não tenho muito para opinar, já que acabei de instalar esta app. Ainda assim, dá-me a sensação que o pessoal daqui, maioritariamente profissionais nos seus 20-30 anos, parece mais na onda de relacionamento do que engates (como no Tinder, por exemplo). À primeira vista parece-me interessante, já que não é tão restrita à localização, o que permite explorar pretendentes além-fronteiras. Também tem a opção de filtrar por etnia, idade e determinadas palavras-chave. Ou seja, à vontade do freguês.

 

Skout

Esta é uma interface um tanto ou quanto confusa, já que mete tudo ao molho e fé em Deus. A pessoa gosta do teu perfil e envia-te um pedido de chat, que só aceita se quiseres. Apesar de poderes definir o âmbito geográfico da tua procura, pessoas do mundo inteiro podem contactar-te. Entre todas as outras esta é a mais rasca. Com isso quero dizer que não abundam muitos gajos atraentes e menos ainda qualificados. Em várias semanas nunca conheci ninguém que me tivesse cativado ao ponto de sequer trocar outro meio alternativo de contacto.

 

Antes de me despedir, deixo-te com algumas dicas sobre como criar um bom perfil nas redes de encontros online: uma fotografia de perfil que mostre a tua cara, mas sem revelar tudo (sugiro esbatida, a P&B, com máscara ou na penumbra); uma foto de corpo inteiro, mas sem ser atrevida (a não ser que queiras começar a receber propostas para sexo explícito ou fotos de gajos em pelo); poucas mas boas fotos (três ou quatro são suficientes para se ficar com uma ideia de quem está por detrás do perfil); fotos com outras pessoas está fora de questão e cortadas também (dão a ideia de que não queres dar a cara por inteiro); quanto mais informações sobre a tua profissão e qualificações académicas mais possibilidade terás de ser encarada como mulher e não como “despeja-colhões”; a descrição de perfil é o fator crítico do sucesso: em não mais do que três frases, tenta descrever quem és, o que procuras e o que tens para dar. Este por exemplo é uma das minhas descrições mais populares: "Mulher gira, culta, inteligente e divertida, que gosta de ser e estar feliz, procura quem acrescente valor à sua vida. Queres fazer-me companhia?"

 

 

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06
Mai16

Epa, esta tenho que partilhar contigo. Na humilde e pequena aldeia italiana de Civitacampomarano, com pouco mais de 400 habitantes, a rede móvel e a internet são realidades ainda muito longínquas porque as ligações nem sequer existem. Ainda assim, toda a gente tem acesso ao Facebook, WeTransfer, Whastapp, Tinder, E-bay, Gmail, Twitter e companhia.

 

Graças ao artista Fra Biancoshock, toda a população sabe o que acontece por ali e pode comunicar livremente, mas de uma forma bem diferente daquela a que estamos habituados. Aqui, o Facebook é literalmente um mural com as mais recentes atualizações, o Gmail funciona tal e qual como os correios convencionais e o WeTransfer faz realmente jus ao nome.

 

Sem dúvida um projeto inovador que merece ser apreciado, louvado e partilhado. Ainda há quem tenha ideias verdadeiramente fantásticas, não há? Olha só este vídeo fabuloso sobre o (melhor) uso a dar às redes sociais.

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07
Jan16

Screensh.jpg

 

Gente amiga e bonita, este blog já chegou ao facebook, através da página Ainda Solteira. Fica assim cumprida uma das resoluções para o ano que agora começou, para gaúdo de vários seguidores que há já algum tempo que alegam que a acessibilidade, a interatividade, a partilha e a mediatização deste (nosso) espaço será maior.

 

Concordas? Se sim, passa lá, deixa um "Gosto" e recomenda aos teus amigos. Deal?

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21
Dez15

Sofres de FOMO?

por Sara Sarowsky

thumbs.web.sapo.io.jpg

 

Já ouviste falar em FOMO? Até uns tempos atrás, eu também não! A primeira vez que tomei conhecimento deste conceito foi no meu mestrado, numa aula sobre o papel dos dispositivos móveis e das redes sociais nos novos comportamentos do consumidor.

 

FOMO ou "Fear Of Missing Out", em inglês, (medo de estar a perder algo) é uma nova tendência/conceito social que as sociedades atuais estão a vivenciar e que faz com que se fique online 24h por dia, na esperança de não se perder informações importantes ou de se correr o risco de outras pessoas estarem a fazer algo mais interessante que nós.

 

As pesquisas que têm sido feitas neste sentido mostram que o FOMO é mais observado entre adolescentes e jovens adultos, uma vez que têm as tecnologias sempre presentes no seu dia-a-dia, mantendo-se atentos a atualizações de informações, especialmente através das redes sociais, mas não é algo que se restringe apenas a eles. O que é um facto é que se não tiverem a possibilidade de o fazer, sentem "um vazio" e uma sensação de ansiedade.

 

Quem é que nunca se deu conta, numa ida ao cinema, durante um almoço, jantar ou encontro de amigos, que apesar de estarem todos juntos ninguém larga os telemóveis? Quando damos conta, em vez de falarmos uns com os outros, convivermos e tirarmos partido dos momentos e do que “acontece aqui e agora” estamos atentos a um mundo paralelo em que importam mais os likes, os comentários e as partilhas. Estar rodeado de gente e sentir necessidade de estar online para perceber quem fez ou está a fazer mais coisas interessantes. As redes sociais transformaram-se num verdadeiro "termómetro social fora da sociedade".

 

A propósito disso, desafio-te a responder a este pequeno quizz sobre a dependência em relação ao telemóvel:

1. Sempre que estás sozinha tens o telemóvel na mão?
2. Ficas nervosa quando a bateria está abaixo dos 20%?
3. Preferias perder a tua carteira ao teu telefone?
4. Acordas durante a noite e a primeira coisa que agarras é o telemóvel?
5. A primeira coisa que fazes quando acordas é ir ao Facebook ou Instagram?
6. Nunca tens espaço suficiente na memória do telefone?
7. Mesmo que não tenhas notificações vês o teu telefone de 20 em 20 minutos?
8. Se os teus amigos organizarem um jantar sem telemóveis serias capaz de comparecer?
9. Andas com o telemóvel para todo o lado?
10. Ficas em pânico quando não encontras o teu telemóvel?

 

É, meu bem, os resultados podem surpeender, assustar até. Comigo, pelo menos, foi o que aconteceu. Bora combater o FOMO e dar mais atenção à vida real e àqueles que estão ao alcance de um passo e não de um clique?

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