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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

04
Mar16

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Solteira minha, camarada de armas e dramas, que tal pormos a conversa em dia enquanto tomamos um chá? Tens preferência por algum ou posso sugerir-te um que, apesar de não ser muito comercial, é um autêntico presente dos deuses?

 

Foi-me apresentado por wisabi, nome pelo qual é conhecido no Senegal, país de onde é importado. Mas o resto do mundo conhece-o por hibisco, uma planta cuja infusão é usada, essencialmente, para fins terapêuticos e medicinais. Isto porque é rico em vitamina C, minerais e antioxidantes. Um poderoso aliado na prevenção de doenças cardiovasculares, já que regula a pressão arterial e o colesterol, auxilia o sistema digestivo e o sistema imunológico e previne problemas inflamatórios, o chá de hibisco pode ser ingerido nas versões quente, frio ou sumo, como acontece na minha terra.

 

Por ter um sabor ligeiramente ácido, especiarias como canela, cravinho, noz-moscada ou gengibre podem conferir-lhe um sabor mais tragável, logo mais agradável. Eu tomo-o, religiosamente, duas vezes ao dia: ao pequeno-almoço, com um pau de canela, e à noite, depois do jantar, a solo. Volta e meia, misturo-o com outra infusão, como o chá verde, o chá preto ou a centelha asiática.

 

Dado que suas as propriedades são bombásticas, e porque vale sempre a pena partilhar com os amigos coisas boas, deixo-te com alguns dos benefícios di chá de hibisco:

 

1. Previne doenças cardiovasculares
Pelo seu alto teor de antioxidantes, o chá de hibisco contribuiu para reduzir os valores do LDL, o mau colesterol, e da pressão arterial, protegendo assim o organismo contra eventuais danos nos vasos sanguíneos que levariam a doenças cardiovasculares.

 

2. Regula a diabetes
Pelas suas propriedades hipoglicémicas e hipolipémicas, esta bebida é benéfica para aqueles que sofrem de diabetes. Um estudo realizado em pacientes com diabetes do tipo II sugere que o seu consumo reduz o colesterol, os triglicerídeos, ajudando assim a controlar a doença. 

 

3. Previne o cancro
Por conter ácido protocatecuico, que lhe confere propriedades antioxidantes e anticancerígenas, este tipo de chá retarda o crescimento de células cancerígenas pela indução de apoptose, vulgarmente conhecido como morte celular programada. Pelo menos é que o atesta um estudo realizado pelo Instituto de Bioquímica da Chung Shan Medical and Dental College, em Taiwan.  

 

4. Reforça o sistema imunológico
Rico em ácido ascórbico, também conhecido como vitamina C, substância vital ao organismo quando se trata de estimular e reforçar o sistema imunológico. Além disso, pelas suas propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas, o chá de hibisco protege de gripes e constipações. 

 

5. Alivia as dores menstruais
Os seus benefícios para a saúde incluem também o alívio de dores menstruais, na medida em que ajuda a restaurar o equilíbrio hormonal, bem como reduzir outros sintomas associados ao período, como as alterações de humor. 

 

6. Atenua os sintomas de depressão
Rico em flavonoides, sobejamente conhecido pelas suas propriedades antidepressivas, o consumo desta infusão ajuda a acalmar o sistema nervoso, a reduzir a ansiedade e a depressão, criando uma sensação relaxante no corpo e na mente. 

 

7. Auxilia a digestão
Muitas pessoas bebem chá de hibisco para melhorar a digestão, sendo por vezes usado para tratar a obstipação, melhorando o trânsito intestinal. A ela estão ainda associadas propriedades diuréticas.

 

Como não há bela sem senão, este chá apresenta (algumas) contraindicações, aliás como (quase) tudo na vida, que convém serem salientdas. Por exemplo, não é recomendado a quem sofre de tensão baixa, às grávidas ou às mulheres em tratamentos hormonais ou a tomar anticoncecionais.

 

Descobri o hibisco da última vez que estive no arquipélago da morabeza, em junho passado, e daí em diante nunca mais deixei de o ter à mão. Antes, enviavam-me de lá, mas depois, descobri uma loja na rua dos Anjos, mesmo aqui ao pé de casa, onde compro um saco bem composto por apenas 1 euro. Como o hibisco vem em estado natural, ou seja, em folhas, deixo ferver mais do que o habitual, de modo a minimizar os riscos de contrair alguma bactéria, já que estou ciente que o produto dificilmente terá passado pelo crivo da ASAE ou das Alfândegas.

 

O facto é que este é dos mais poderosos e completos chás de que tenho conhecimento. Graças a ele, consegui reduzir drasticamente o meu nível de colesterol, que andava sempre a perigar nos limites aceitáveis para a minha idade. Devo dizer que revelou-se ainda eficaz na redução do inchaço na zona abdominal e na minimização dos efeitos da TPM.

 

Convencida ou nem por isso?

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Companheira, amiga e seguidora deste meu caderno de impressões (tão nosso), eis-me de volta ao ativo, pós uma curta ausência, justificada por um ataque fulminante de desinspiração. E comigo trago um tópico já anteriormente abordado, mas que dada a sua incontestável pertinência, vale sempre a pena partilhar: inteligência emocional, desta vez acasalada com o sucesso.

 

Num artigo publicado no LinkedIn, o especialista Travis Bradberry, cofundador da TalentSmart e autor do best-seller Emotional Intelligence 2.0, atesta que a   inteligência emocional está intimamente ligada ao sucesso e como prova disso identificou nove caraterísticas comportamentais dos emocionalmente inteligentes.
 

1. Não viver no passado

Quando se vive no passado, o mais provável é nunca se conseguir seguir em frente. Deste modo, o fracasso pode "minar" a nossa autoconfiança e impedir-nos de ser bem sucedido no futuro. "As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que o sucesso reside na sua capacidade de ultrapassar o fracasso, e não podem fazer isso ao viverem no passado", explica Bradberry. O importante as pessoas acreditarem que nada se consegue sem riscos e esforços, acreditando sempre nas suas capacidades de vencer.

 

2. Não se refugiar nos problemas

Para Bradberry, o foco da atenção determina o estado emocional, ou seja, quando uma pessoa se fixa num problema as emoções serão negativas e stressantes. Esse tipo de sentimentos vai influenciar de forma negativa o seu desempenho. Deste modo, ao invés de se "afundarem" nos problemas, as pessoas emocionalmente inteligentes focam-se em procurar soluções para resolvê-lo.

 

3. Não se focar na perfeição

Na pesquisa desenvolvida, as pessoas bem sucedidas não procuravam a perfeição, conscientes de que esta não existe. "Quando a perfeição é o objetivo, a pessoa sentirá sempre a sensação de fracasso, gasta o seu tempo a lamentar o que deixou de fazer e o que poderia ter feito de forma diferente, em vez de apreciar o que era capaz de alcançar", acrescenta Bradberry.

 

4. Não viver cercados de pessoas negativas

As pessoas que estão constantemente a queixar-se dos seus problemas e que são negativas (vulgo "pessoas tóxicas") representam um perigo para o sucesso dos que as rodeiam, já que, longe de se preocuparem com soluções, apenas pretendem levar alguém consigo "para a cova", de modo a se sentirem melhor. Por estas razões e mais algumas, devemos mantê-las bem afastadas de nós, ainda que isso nos possa fazer sentir mal e insensível. "Há uma linha que separa emprestar um ouvido simpático e ser sugado para dentro de uma espiral emocional negativa", defende o especialista.

 

5. Não ter medo de dizer "não"

"Dizer não é realmente um grande desafio para a maioria das pessoas", admite Bradberry. Contudo, quando é necessário dize-lo, as pessoas bem sucedidas fazem-no sem rodeios, e de forma direta. A investigação concluiu que a dificuldade em dizer "não" está relacionada com o stress e com a depressão. Ao conseguir dizer esta palavra está a assumir os seus compromissos e a defender o que quer, o que lhe permite alcançar o sucesso.

 

6. Não deixar ninguém influenciar a sua felicidade

Quando as pessoas emocionalmente inteligentes se sentem bem, elas não deixam que os outros estraguem esse estado de espírito com opiniões e sentimentos destrutivos. E também não comparam felicidades. Não importa o que as outras pessoas pensam ou fazem, a nossa autoestima vem de nós. Devemos preocupar-nos com aquilo que fazemos, não com o que os outros fazem.

 

7. Perdoar, mas não esquecer

A investigação concluiu que as pessoas com maior inteligência emocional são rápidas a perdoar, o que não quer dizer que esqueçam. Não ficam a "remoer" o que se passou, mas isso não significa que irão dar hipóteses a um novo erro.

 

8. Não desistir da luta

Segundo Bradberry, pessoas deste tipo sabem o quão importante é lutar para viver no dia seguinte. Deste modo, em alturas de conflito, enfrentam os problemas e não se deixam abater pelas dificuldades. Fazem-no com cautela, controlando as suas emoções e capacidades com sabedoria. Esta é a forma mais eficaz de defenderem o "seu território e saírem vitoriosos".

 

9. Não guardar rancor

Guardar rancor é, na verdade, uma resposta ao stress. Pesquisadores da Universidade de Emory mostraram que este sentimento contribui para a pressão arterial e para doenças cardíacas. Ao guardar rancor estamos a guardar também o stress, e assim, nunca alcançaremos o sucesso. Ou seja, aprendermos a libertar do rancor não só vai fazer com que nos sintamos melhor como também vai melhorar a nossa saúde. As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que devem evitá-lo a todo o custo.

 

Quanto a mim, reconheço a necessidade de limar umas quantas arestas, rumo a uma trintona mais bem resolvida, mais emocionalmente inteligente e, infinitamente, mais orgulhosa da sua condição de ser humano que labuta incansavelmente para fazer a diferença neste mundo. Pela positiva, claro está!

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