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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

F0F18FE6-B543-49FB-9636-DE3B5D434FA1.jpegOra viva! ✌️ 

Há coisa de três anos, neste post escrevi eu que me tinha divorciado da noitada. Hoje venho dar-te conhecimento de uma possível reconciliação. Se é para durar não sei dizer, o que estou em condições de afirmar é que voltei a cair nos braços da noite, e que esse flashback amoroso soube-me pela vida.

Então é assim... na passada sexta-feira, fui a um concerto da minha conterrânea Cremilda Medina, no B.Leza. O espetáculo, soft, com a morna como única opção do cardápio, augurava um serão memorável. Para começo de conversa, foi a minha estreia num espaço de diversão noturna na era Covid-19. Já tinha ouvido música ao vivo, numa tasca de Alfama; já tinha estado no teatro, para um monólogo da vagina; mas numa discoteca foi a estreia absoluta, e logo com um sabor muito especial.

Pela primeira vez em muito muito tempo, senti um cheirinho da vida de antigamente, quando áramos livres e felizes e não sabíamos. Mal me lembro da última vez que saí e regressei a casa sem ter tido necessidade de por a máscara. Como apanhei boleia de um amigo, não precisei de usá-la durante a deslocação, e como as discotecas estão a exigir apenas o certificado digital, o must have da coleção SARS-CoV-2 nunca chegou a sair da pochete, para gaúdio meu.

Adorei igualmente o facto de haver casa semicheia, com espaço suficiente para se dançar sem esbarrar em quem quer que seja. O que eu dancei, sozinha, com gajos, com gajas, até com um cota jota que ousou desafiar os meus (conhecidos) dotes de dançarina. Acabei na pista de tal modo que nem foi preciso ir ao ginásio nesse sábado, dia em que faço treino intensivo.

Tão bom voltar para casa de corpo cansado, mas alma lavada, como sucedia sempre que dançava all night long. E pensar que cheguei a recear não saber mais fazer o gosto ao pé, tamanho o tempo de pausa. Na na na... aquilo é como andar de bicicleta, uma vez aprendido jamais esquecido.

Às páginas tantas, a amiga que me acompanhava - dez anos mais nova do que eu, convém ressaltar - já estava em modo economia (de esforço), enquanto esta solteira aqui continuava fresca e fofa, rebolando como se não houvesse amanhã. É nessa altura que me aborda um velho conhecido, o Tito Paris - esse mesmo - para me questionar sobre de onde tiro tanta pica, depois de um dia de trabalho e com apenas uma Sommersby no organismo. Natural feeling, respondi-lhe coquete. O power que se me conhece estava lá, portanto só poderia estar orgulhosa e envaidecida.

Escuso dizer que depois dessa experiência balsâmica, que me fez esquecer todas as questões que me levaram a pedir o divórcio à noitada, só penso na próxima paródia, a qual vai ser já no dia 12 de novembro, no espetáculo dos 25 anos de carreira da Lura. Eu sei que ela é imprescritível nos tempos que correm, contudo, para mim máscara não rima com sabura, motivo pelo qual restrinjo ao essencial a diversão em tempo de pandemia. Como para tudo na vida existe remédio, a solução foi comprar bilhetes para camarotes, onde o seu uso não é obrigatório, apenas recomendado.

Como podes ver, meu bem, sempre é possível ser feliz, mesmo em contexto tão conturbado quanto este. Por hoje é tudo; conta com o meu regresso na sexta-feira pra mais uma conversa amiga. Até lá, aquele abraço amigo!

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