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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️

Já que estamos sintonizados na frequência do prazer carnal, hoje trago-te um artigo sobre boas práticas sexuais em tempo de pandemia. Cientes estamos todos de que a Covid-19 veio bagunçar a nossa vida, afetando sobretudo o modo como interagimos com os outros, seja ao nível social, profissional ou sexual, este último condenado a um confinamento inédito e inusitado na sua versão casual.

Sexo sem compromisso tem conhecido dias difíceis desde março a esta parte. Nos últimos seis meses, os desemparelhados têm-se visto gregos para dar vazão às suas necessidades libidinosas. O que antes era obtido com uma descarada facilidade/velocidade, nos dias que correm tornou-se, mais do que uma tarefa complicada, uma missão de alto risco. A proximidade física, sem a qual este acaba por perder a sua própria identidade, passou a ser um jogo somente à altura dos mais destemidos, imprudentes até.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo internacional que regula as questões relacionadas com o bem-estar coletivo, também as práticas sexuais devem adaptar-se ao atual contexto epidemiológico. O que antes acontecia segundo a nossa vontade, e disponibilidade, agora tem de respeitar uma série de recomendações. Dar rédea solta à tesão em "espaços grandes, abertos e bem ventilados" é provavelmente aquela que suscita maior estranheza, mais não seja pela sua colisão com o código penal, o qual proíbe expressamente o sexo em locais públicos. A não ser que estejam a pensar em criar áreas sexuais, como acontece com áreas verdes, esta recomendação é um contrassenso, sem falar que atenta contra a moral e os bons costumes.

É facto assente que a exposição "à respiração ou à saliva", através do qual se propaga o novo coronavírus, representa uma grande ameaça à saúde pública. Daí que dar o corpo ao manifesto de forma segura deixou de se resumir ao uso do preservativo para passar a evitar contactos físicos de qualquer natureza, especialmente os que implicam troca de fluidos salivais. A gravidade é tal que o uso da camisinha e de barreiras dentais é aconselhado no caso do sexo oral. Quanto aos beijos, a indicação é que sejam evitados a todo o custo.

Para a OMS, seguras seguras são as práticas sexuais que não implicam proximidade física com outro alguém, como, por exemplo, a masturbação, a pornografia, o sexting ou o sexo virtual. Pergunto eu se não seria mais fácil desaconselharem terminantemente toda e qualquer espécie de cópula au pair? Ao menos assim quem não têm um parceiro sexual à distância de uma almofada saberia que, na hora do bem bom, só deve contar consigo próprio. Que o melhor mesmo é matar a fome à la pate, respeitando assim o tão desejado afastamento social, vital à contenção desta maldita pandemia.

Aquele abraço amigo e muita coragem nesta hora difícil. Tamos juntos 😉!

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18
Jun20

hand-5028815_1920.jpgViva!

Comecei a alinhavar esta crónica andava a pandemia do novo coronavírus a dar os primeiros passos em direção ao estado de emergência. O compasso de espera até avançar com a sua publicação prendeu-se com dois motivos: acompanhar a evolução da situação (a fim de saber se mais benefícios poderiam daí advir) e evitar ferir a suscetibilidade daqueles que recusavam ver a crise sanitária como uma chamada de atenção para melhores práticas humanas, sociais, governamentais, económicas e, acima de tudo, ambientais.

O relatório da situação epidemiológica desta quinta-feira, 18 de junho, indica que Portugal conta com 38.089 casos confirmados de Covid-19; sendo que, desses, 1.524 são óbitos. Feitas as contas, é fácil concluir que a taxa de contágio (para um universo de 10 milhões de habitantes) sequer chega a 0,4%. Ora isso quer dizer que cerca de 99,6% dos residentes em Portugal não acusaram a doença, e que, dos que acusaram, apenas 4% não conseguiu de todo recuperar.
Insisto: somente 0,4% da população portuguesa ficou doente por causa do SARS-CoV-2. Dos tais 0,4% que adoeceu, apenas 4% não conseguiu sobreviver.

A elevadíssima taxa de sobrevivência/recuperação é o primeiro (e, claramente, o mais importante) aspeto positivo desta pandemia, maldita por um lado e bendita por outro. Porque ver o lado B(om) de tudo que nos acontece é uma postura que adotei para a minha vida, passo a enumerar mais uns quantos. Vejamos:
1. Os governantes nunca fizeram tanto pelo cargo que ocupam, bem como pelo salário que auferem,
2. No contexto político, situação e oposição estiveram harmoniosamente sintonizadas,
3. Entidades públicas e privadas falaram a uma só voz,
4. A população esteve mais unida do que nunca,
5. Muitas empresas assumiram uma postura deveras generosa para com os seus colaboradores,
6. As famílias estreitaram os laços,
7. O egoísmo, a indiferença e o descaso deram lugar à solidariedade, à empatia e à afetividade,
8. O dinheiro mostrou a sua desimportância perante o que realmente importa,
9. O culto do individualismo foi posto em cheque,
10. O mundo apercebeu-se que, independentemente da posição social, todos podem contrair o vírus,
11. Não restou margens para dúvida de que a saúde, bem como o sistema que a suporta, é um ativo fundamental,
12. As pessoas despertaram do seu profundo estado de alienação para se manifestaram genuinamente preocupadas com o bem estar de todos.

Lamento profundamente o facto de todas estas conquistas, acabarem por, indubitavelmente, ceder lugar às práticas pré-pandemia. Pelo que tenho visto, ouvido e deduzido, será uma questão de tempo até que a maioria dos mortais volte aos antigos hábitos de vida, consumo e interação - social e cívica. Os ensinamentos que, supostamente, todos nós deveríamos ter apreendido parecem condenados a uma página (negra, é certo) da memória coletiva.

Aquele abraço amigo de sempre! 

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Viva!

Nas últimas semanas, e a uma velocidade assustadora, fomos atingidos por uma avalancha de imposições legais, cujo intuito, mais do que regular o exercício da nossa cidadania, visou impor-nos códigos de conduta para uma situação deveras peculiar. A luta contra esta pandemia, que atende pelo nome de Covid-19, levou a um autêntico espartilhar de muito daquilo que a maioria de nós considerava até então intocável. Refiro-me, por exemplo, à liberdade de circulação e de convívio social e familiar.

É no contexto do estado de calamidade, em vigor em Portugal desde o dia 4 de maio, que me proponho a descortinar a diferença entre o que está a ser recomendado, o que ficou restrito, o que passou a ser obrigatório e o que se tornou proibido. Ciente da minha inabilitação académica na matéria, intento, mesmo assim, levar adiante o meu propósito. 'Bora lá então desconstruir cada um destes conceitos jurídicos!

É recomendado o recolhimento domiciliário, ou seja, as pessoas são aconselhadas a ficarem em casa sempre que possível. O não respeito por este "conselho" não implica qualquer ação sancionatória, uma vez que que não se está a infringir nenhuma lei.

Restrito ficou um leque de direitos, liberdades e garantias. Quer isso dizer que estes ficaram provisoriamente limitados e que só devem ser aplicados na medida do estritamente necessário. Um bom exemplo disso são as regras de restrição à circulação aeroportuária. O direito/liberdade de viajar continua ativo, só que restrito a casos específicos.

O obrigatório refere-se às situações em que uma determinada regra é imposta, à base da lei. À luz do mesmo estado há pouco citado, é obrigatório o confinamento para pessoas doentes, bem como o uso de máscaras em espaços públicos fechados. O não cumprimento de qualquer uma destas normas configura crime de desobediência civil, punível com multa ou prisão.

Proibido é tudo aquilo que está previsto na lei como não autorizado, ou seja, que não tem o aval das autoridades competentes para ser levado a cabo. Retomando novamente o atual estado de calamidade, estão proibidos todos os eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas, exceto em funerais, onde podem estar presentes os familiares.

E assim dou por concluída a minha aventura na área jurídica, desejando que esta tenha, de alguma forma, contribuído para a tua informação.

Aquele abraço amigo de sempre!

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Viva!

Vivemos tempos duros, é certo. Provavelmente, vai endurecer ainda mais daqui a um par de semanas. Com o passar dos dias, o isolamento social trará à tona novos problemas, sejam eles financeiros, conjugais, familiares, emocionais, psicológicos e até psiquiátricos. Ainda que não seja especialista na matéria, estou em crer que casos relacionados com ansiedade, ataques de pânico, depressão, suicídio, divórcio, obesidade e falência vão disparar em flecha.
 
Há coisas que não conseguimos controlar, daí que não valha a pena estarmos a perder tempo com elas. Concentremo-nos antes naquilo que depende de nós, especialmente no que podemos fazer para atenuar ou melhorar a situação. O isolamento social não tem que estar associado apenas a coisas más. Como tudo na vida, também ele possui um lado positivo, por mais que não pareça. Apelando à minha experiência pessoal, dou vários exemplos de como esta quarentena imposta pode ser boa para a nossa vida. Anota aí:
 
Mais hora de sono
O regime de teletrabalho tem-me proporcionado mais uma hora de sono. Em vez de me erguer às sete, agora só às oito horas digno elevar o meu património físico da cama. Garanto-te que ele não se tem queixado dessa hora extra.
 
Melhor gestão do tempo
Como não estou dependente de fatores externos, consigo ter uma gestão precisa do meu tempo. Entre o despertar e o estar sentada à frente do computador para dar início a mais uma jornada laboral, sei que disponho de exatamente 60 minutos, tempo mais do que suficiente para dar um jeito à casa, desintoxicar o organismo (com água morna e limão), tomar duche, vestir e restabelecer o contacto com o mundo virtual.
 
Sesta depois do almoço
Tirar uma soneca a meio do dia é um privilégio de que poucos adultos se podem gabar. Desde menina que cultivo esse hábito, do qual – por imposição das exigências da atual vida laboral – tive que abrir mão. O confinamento domiciliar trouxe de regresso uma oportunidade de ouro para voltar a poder dar um descanso ao cérebro após o almoço. E que bem que me tem sabido!
 
Alimentação (mais) saudável
Ao fazer a totalidade das refeições em casa, consigo garantir a qualidade da minha dieta alimentar. Por melhores escolhas que façamos, comer fora representa sempre um risco para aqueles que primam pelo bem-estar, como é o meu caso. Assim, por estes dias não poderia estar mais orgulhosa da minha alimentação, essencilmente à base de azeite extra virgem (biológico), vegetais de produção orgânica ou caseira, arroz integral ou selvagem, muitas leguminosas, massa integral, peixes gordos, iogurtes magros e requeijão; tudo regado a água, chá verde e... o bom e velho vinho tinto. Tenho a certeza que o meu colesterol HDL deve estar nas nuvens.
 
Zero stress
Por estes dias o meu sistema nervoso central anda a desfrutar de umas merecidas férias. Só o facto de não ter que me preocupar com o vestir... Ainda que super orgulhosa da minha vaidade, a verdade é que a coordenação do guarda roupa é uma tarefa que me exige algum gasto intelectual e emocional. Decidir sobre o que usar, combinar com os acessórios, evitar repetir peças e ousar sem cair no ridículo né mole não. Como sabes, divido casa com outras pessoas, uma situação que me desgosta sobremaneira, não só por apreciar cada vez menos a convivência diária com humanos, mas sobretudo por prezar o sossego, o silêncio, o asseio e a arrumação. Com esta situação pandémica, a colega que mais me incomodava foi isolar-se na província, logo é-me possível manter a casa impecável, sem falar que não tenho que partilhar o WC com o namorado dela, nem ter que ouvir os seu gritos ao telefone.
 
Controlo da situação
A ausência de contacto físico diário com outras pessoas tem-se revelado uma benção na gestão da informação que a mim chega. Neste momento, eu detenho o poder de controlar o que quero saber, quando quero saber e de que forma quero saber. A minha principal fonte de ansiedade relacionada com esta pandemia derivava precisamente da convivência com colegas de trabalho, os quais – a uma velocidade alarmante – faziam questão de recitar tudo o que lhes chegava ao conhecimento, na maior parte das vezes com uma carga dramática absolutamente incompatível com a minha paz de espírito. Agora que estou em casa, só tenho acesso às notícias logo pela manhã, e via canal público.
 
Melhor saúde
Estar confinada em casa tem beneficiado – e muito – o meu bem-estar físico, mais concretamente a rinite alérgica, que na primavera atinge proporções agonizantes. Nesta altura do ano, costumo penar por causa do polén que abunda pela natureza. Ao não sair para a rua, só tenho contacto com as partículas alergénicas na hora de abrir as janelas para arejar a casa.
 
Menor gasto de recursos naturais
Esta reclusão domiciliária tem-se traduzido numa redução drástica da quantidade de roupa suja. Ora acontece que a diminuição da necessidade de usar a máquina de lavar implica um menor gasto da água e da eletricidade, recursos naturais preciosos. Com isto ganha o planeta, ganha a carteira, ganha o vestuário. Só não ganha a Edp e a Epal.
 
Poupança financeira
Tinha-me esquecido o quanto se poupa não saindo de casa. Como gastadeira crónica que sou, é raro sair de casa e regressar com o saldo intacto. Só para teres uma ideia, recebi ontem o salário e ainda não gastei um cêntimo. Em circunstâncias normais, por esta altura já teria dispendido à vontade 20% do seu total. Não saindo de casa não gasto, logo, a minha conta bancária agradece.
 
Mais e melhor tempo
Tempo é que o não me tem faltado ultimamente. Tenho-o tido para tudo e mais alguma coisa, daí que o esteja a aproveitar para meditar, exercitar, aprender, ler, escrever, ver televisão, pensar, planear, sonhar e, acima de tudo, descansar. Entre o trabalho ordinário, este blog, o livro, o outro projeto pessoal e as solicitações de terceiros, andava num estado de estafa muito grande. Portanto, esta espécie de férias caseiras têm sido um bálsamo.
 
Mais qualidade de vida
Tudo que escrevi até aqui conduz a este último ponto. Para mim, qualidade de vida resume-se a ter dinheiro no bolso, comer bem (o que quero e na hora que quero), degustar de uma boa taça de vinho, dormir o suficiente, viver numa casa limpa e arrumada, estar em paz e em segurança, não ser escrava do relógio, ter inspiração para escrever e desfrutar da minha própria companhia. Em suma, a qualidade de vida passa por ser dona e senhora da minha vontade, do meu tempo, dos meus pensamentos. Não é precisamente isto que o atual cenário nos tem proporcionado?
 
Tenho desfrutado de uma vivência tão pacífica e intropespetiva nestes últimos dias que o regresso à dita normalidade ser me á bastante difícil. Ainda que tenha noção de que dificilmente partilharás desta minha perceção, aconselho-te a tirar o máximo proveito do lado bom de toda esta situação; indesejável, contudo, inevitável.
 
Tendo que ficar em casa, desfruta deste post como se de um manual de sobrevivência se tratasse.
 
Aquele abraço amigo e até breve!

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14
Mar20

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Ora viva!


Neste momento delicado por que passa Portugal, e o mundo, o comportamento de cada um de nós é essencial para o controlo da situação à volta desta epidemia chamada Covid-19. Para além de respeitarmos as indicações das autoridades, podemos também respeitar a sanidade mental e a paz de espírito dos nossos entes queridos. Como?
 Evitando "passar a palavra"!

 

Acredito que quem o faz pensa estar a ajudar, mas na verdade está a contribuir ativamente para alimentar a ansiedade, o pânico e a desinformação. Há que saber filtrar aquilo que se lê e ouve, pois nem tudo o que se diz por aí tem origem em fonte fidedigna. Sabendo disso, quero pedir-te para não alimentares a contra-informação, partilhando conteúdos que visam apenas angariar likes, espalhar o medo e fomentar o caos. Estarás a fazer um favor a ti e aos outros. Lembra-te que aqueles que queiram saber mais sobre o assunto, saberão onde procurar.

 

Toda esta situação é demasiado grave para estarmos a disseminar informações das quais não temos a certeza. Como tal, devemos demonstrar consciência, ser responsável, manter a calma, respeitar o plano de contingência e acreditar que o mundo vai superar (mais) esta provação. Mais importante, não alimentar o pânico. Contenção é a palavra de ordem, não te esqueças.

 

Juntos somos fortes, juntos somos capazes, juntos somos invencíveis!

 

Muito obrigada e até breve. Aquele abraço amigo!

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Viva!

"A humanidade tal como a conhecemos vai extinguir-se muito em breve", profetizou José Rodrigues dos Santos, em novembro passado, aquando do lançamento do seu último romance, Imortal. Míseros quatro meses volvidos, é consensual que a imortalidade por enquanto não passa de mera ficção sem qualquer correlação com a realidade. Que o diga o Covid-19, o coronavírus que tem aterrorizado, por toda a parte, nações, governos e pessoas.

"A vida tal como a conhecemos deixou de existir", profetiza agora Sara Sarowsky, aquando da escrita desta crónica. O que poderia ser o trailer de um filme do SyFy sobre um vírus mortal que dizima a população mundial num longínquo 2100, hoje é a descrição da atualidade mundial, à qual Portugal não é alheia. Esta é a primeira grande ilação a tirar desta crise que começou por ser sanitária, mas que já contaminou a economia, a educação, o desporto, o lazer e o entretenimento, ou seja, a sociedade no seu todo.

Por mais que assim o queiramos, abrir mão de falar, ler, escrever, pensar, imaginar e temer o coronavírus deixou de ser opção para a maioria dos habitantes do planeta azul. Quem de nós pensou viver para presenciar o dia em que o mundo (literalmente) iria parar? Sim, a ficção virou realidade; o que até há poucas semanas só vivia no nosso imaginário agora é parte do nosso dia a dia! Uma parte desconhecida que vamos ter que aprender a lidar, mais não seja por falta de alternativa.

"As pessoas não querem acreditar que um vírus que surgiu num qualquer lugar da China possa realmente afetar as suas vidas, ou mesmo representar uma ameaça real para elas ou para os seus entes queridos", afirmou Florian Reifschneider, o promotor StayTheF*ckHome, um movimento que visa consciencializar as pessoas a cumprirem as medidas de contenção impostas. Com maior ou menor probabilidade de infeção, ninguém parece estar a salvo desta pandemia, cujo alcance e impacto assumem, em questão de horas, proporções inimagináveis, logo imprevisíveis.

Por muito que se tenha previsto, imaginado ou planeado, estar preparado para um cenário destes, com plena consciência do seu real impacto, seria de todo impossível. É, portanto, bem provável que estejamos perante o motivo por detrás deste fascínio insano pela doença. A população mundial neste momento vive (literalmente) em função do coronavírus: não fala de outra coisa, não pensa em outra coisa, não lê sobre outra coisa, não ouve sobre outra coisa, não teme outra coisa. Nos media, no trabalho, na escola, no restaurante, no café, nos transportes, na rua, na internet, em toda a parte, o tempo todo. E o que não ouve, constata com os seus próprios olhos: ruas desertas, estabelecimentos fechados, fronteiras encerradas, prateleiras vazias nos supermercados, rutura de stock de vários artigos, restaurantes às moscas, eventos cancelados, atividades suspensas, estados de espíritos alertas, corações inquietos, mentes alarmadas… Pessoas de semblante compenetrado, preocupadas consigo e com os seus.

O botão (mental) do medo esse é ativado à primeira tossidela, ao menor contacto físico, ao mais pequeno sintoma de mal-estar, à ínfima suspeita de que alguém com quem se privou possa estar infetado. Até eu, que me orgulho de ser anti sentimento coletivo, tenho feito um esforço acrescido para não deixar-me levar por esta onda de comoção geral. Não sou pessoa de temer doenças, e esta não é exceção. Além de distanciar do chamado grupo de risco, sou a feliz proprietária de um sistema imunitário à prova de qualquer enfermidade viral. Se a isso acrescentar o facto de ser negra, nascida e criada em terra africana, o continente menos atingido até então, nenhum motivo plausível tenho eu para panicar.

Temo sim é tudo o resto à volta desta crise de saúde pública: entes queridos afetados, escassez de bens essenciais, distanciamento social, reclusão imposta e limitação de movimentos. Temo acima de tudo o desespero, a histeria e o pânico alheio, os quais por mais que se tente permanecer imune acabam por contaminar até à mais serena e otimista das criaturas, como é o meu caso.

"Vamos manter a esperança e o ânimo porque a tempestade há de passar, com a ajuda de todos nós, no país e no mundo!", proferiu no outro dia o pivot Rodrigo Guedes de Carvalho, numa mensagem que se tornou viral em questão de horas. Subscrevo esta declaração, ousando acrescentar que de pouco ou nada adianta estarmos a sofrer por antecipação. Façamos a parte que nos cabe, respeitemos o plano de contingência e confiemos que daqui a nada esta será apenas (mais) uma página negra na história da humanidade. Por agora está tudo nas mãos do sistema imunitário de casa um. E de Deus, para aqueles que acreditam!

Bom fim de semana e fica longe do Covid-19, que esse não está para brincadeiras. Um abraço amigo!

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