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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

4DA4D498-9F5E-4AD3-9A3D-D03A5222E1F4.jpegOra viva! 👋

Enquanto "desencardidora de mentes", é meu dever dar um contributo ativo para a desmistificação de questões "sensíveis" à condição feminina, em especial à mulher solteira e à mulher negra. Uma dessas questões prende-se precisamente com a forma como os "não negros" se dirigem ou referem a nós.

No universo feminino, que é onde estou confortável para opinar, tal acontece com uma frequência indesejável nos dias que correm. Dois milénios e duas décadas depois depois de Cristo, continuamos a levar com pseudoelogios que em nada abonam a nosso favor, muito pelo contrário. Acredito que a maioria daqueles que os proferem fazem-no na crença de que estão a enaltecer-nos, quando na verdade estão é a desmerecer-nos.

Porque ofensa é ofensa, seja ela provida (ou não) de intenção, é preciso expor a situação, trazer à baila o tema, de modo a alertar os incautos para terem cuidado, de modo a não ferir suscetibilidade nem cair no erro de perpetuar estereótipos que contribuem ativamente para o enraizamento do racismo e do preconceito em relação às mulheres negras. 

Cláudia Turpin, para a revista Activa, cita quatro "bocas" que nos são ofensivas e que estamos fartas de ouvir. São elas:

"És uma negra bem bonita"
O que está implícito neste comentário é que os negros, em geral, são pouco atraentes. Isto para não mencionar a noção condescendente de que a pessoa que está a tentar "elogiar" é uma rara exceção à regra, que, diga-se de passagem, só existe por causa de preconceitos. Da próxima vez, deixa a qualificação e as nuances racistas de lado, e faz apenas uma afirmação genuína sobre a beleza da outra pessoa. Já agora, podemos juntar o "És diferente. Vê-se que cresceste cá" ao pacote?

"Não pareces negra. Tens alguma mistura?"
Esta pergunta é um sintoma de discriminação pelo tom de pele, na qual as minorias são consideradas mais "aceitáveis" se tiverem traços físicos que se assemelham aos de pessoas brancas. Em vez de dizerem a uma mulher negra que ela é bonita ou inteligente, pessoas de todas as raças, incluindo alguns homens negros, perpetuam a suposição de que essas características só podem ser alcançadas através da existência de relações interraciais na linhagem familiar.

"Tens tanta sorte! Não precisas de bronzear"
Sim, as pessoas negras têm mais melanina, uma proteína que é responsável pela pigmentação da pele, do cabelo e de outros pelos no corpo. A dita sorte por termos um "bronze natural" prende-se com as preferências pessoais de cada um em relação ao tom de pele. Porém, há uma ideia errónea de que não conseguimos ficar bronzeados. Embora tenhamos menos probabilidades apanhar escaldões ou de ter cancro da pele, não deixamos de estar vulneráveis aos efeitos nocivos dos raios solares e precisamos de proteção e cuidados *como toda a gente*.

"Tenho uma queda para negras"
Alô? Noção precisa-se. As negras não são todas iguais. Então, quem diz isto sente-se atraído especificamente pelo quê? Dependendo da resposta, poderá estar a sugerir que só tem interesse nos estereótipos associados às mulheres negras, e não nas características individuais de cada uma. Não há nada de errado em achar certos detalhes atraentes - penteados, traços faciais ou diferentes tipos de corpo - mas é perigoso sugerir que qualquer combinação dessas qualidades representa o todo de uma etnia.

Os tópicos acima referidos espelham na perfeição o que referi no início desta crónica, há elogios que são dispensáveis, sobretudo se forem capazes de constranger aquele que o ouve. Na dúvida sobre como elogiar uma mulher negra, sem cair no erro de perpetuar estereótipos ou preconceitos, recomendo sensibilidade e bom senso, que esses nunca falham.

Por experiência própria acrescentaria dois ou três "cumprimentos", como, por exemplo, este: "Deves ser uma bomba na cama". Mas isso já é assunto para outra crónica, que esta já cumpriu o seu propósito. Fica bem, na companhia do meu abraço amigo!

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nude-5304222_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Ainda a propósito do Dia Mundial do Sexo, celebrado a 6 de setembro, este artigo visa dar-te conhecimento de uma lista de uma conceituada revista norte-americana com as oito fantasias sexuais mais comuns no sexo feminino. Antes de enumerá-las, permite-me uma pequena contextualização.

Sexo é bom. Tão bom, tão bom, mas tão bom, que por ele trai-se, mata-se e morre-se. Esta frase pode parecer um tanto ou quanto exagerada, mas o facto é que à volta do sexo gira a humanidade, não fosse este o responsável pelo processo de procriação (em circunstâncias naturais, obviamente). 

No verão, a libido conhece o seu momento alto, com os corpos bronzeados e despidos a exalarem sensualidade e sexualidade por todos os poros. O desejo ameaça explodir a qualquer momento e as fantasias sexuais ganham maior protagonismo. Ciente disso, a revista Oprah Daily reuniu, na sua edição do passado dia 20 de agosto, oito das mais populares fantasias sexuais femininas. Ei-las:

1. Ser dominada
Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine refere que quase 65% das mulheres fantasiam com dominação sexual. De acordo com a terapeuta de casais Channa Bromley, esta fantasia é atraente porque um dos parceiros "abre mão de todo o controlo e fica submisso à pessoa que o toca". Além do mistério em redor do que vai acontecer, fica no ar a possibilidade de se obter vários orgasmos.

2. Menáge à trois
Uma das fantasias mais vulgares entre todos os géneros é fazer sexo com mais do que um parceiro ao mesmo tempo, preferencialmente com o companheiro e mais uma pessoa. Esta, de acordo com a sexóloga Cyndi Darnell, está relacionada com o facto de se gostar de ser "o centro das atenções" e com o desejo de se sentir "valorizado" ou "importante".

3. Sexo com outras mulheres

Um estudo levado a cabo pelo psicólogo social Justin Lehmiller apurou que 59% das mulheres heterossexuais fantasiam em ter sexo com outra mulher. "O sexo feminino concentra-se na estimulação oral e clitoriana e é assim que muitas mulheres têm orgasmos. Desejar outra mulher pode significar apenas que quer ter prazer de uma forma que só as mulheres entendem", lê-se no livro Tell Me What You Want.

4. Sexo em público
Mais de metade (57%) das mulheres deseja fazer sexo num lugar público, indica um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine. Esta fantasia, segundo Channa Bromley, "dá uma sensação de liberdade e a ideia de que excita sexualmente os outros com o seu desempenho e prazer".

5. Sexo com estranhos
Quase 50% das mulheres já desejaram ter relações sexuais com uma pessoa desconhecida, revela a mesma fonte. "Esta fantasia está relacionada com questões de apego, intimidade ou ciúme" e significa que se está a tentar "desligar de algo". As fantasias com estranhos estão relacionadas com o desejo de se ver livre de alguma pressão, dever ou responsabilidade.

6. Sexo com conhecidos
Cerca de dois terços das mulheres (66%) fantasiam com sexo com conhecidos, que tanto pode ser o chefe, o amigo do marido, o vizinho ou o colega. De acordo com o citado jornal, "um dos piores inimigos do desejo e da satisfação sexual é o tédio, especialmente num relacionamento de anos". Fantasiar com alguém que se conhece é apenas os fatores "novidade, mistério e curiosidade" a fazerem das suas.

7. Dor e prazer

Sessenta e cinco por cento (65%) das pessoas fantasiam com sentir dor ao mesmo tempo que têm prazer, seja em forma de palmadas, mordidas ou até mesmo cera de velas sobre a pele. A explicação? "É abrir mão do controlo, algo que habitualmente não podem fazer. É uma forma de as pessoas se esquecerem de si mesmas". Além disso, de acordo com os especialistas, fisicamente, a dor infligida desperta o corpo, ou seja, torna-o mais sensível ao prazer.

8. Fazer amor num local romântico

Oitenta e cinco (85%) das mulheres também sonham em fazer amor num sítio romântico, como uma praia deserta. Além de os romances desempenharem um papel fundamental nesta fantasia, é neste tipo de cenários que elas mais relaxam das suas lides e responsabilidades.

Por experiência própria apenas valido metade destas fantasias, as outras que fiquem com quem as elegeu, que esta solteira aqui tem preferências muito peculiares.

Por hoje é tudo, estarei de volta na sexta para mais um papo amigo. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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28
Mai21

Empreendedorismo no feminino

por Sara Sarowsky

Saturday Single Spot_Leila Portela.jpgViva! ✌️ 

Sextou, o quer dizer que amanhã haverá live no meu Instagram. Será o arranque da segunda temporada do ciclo Saturday Single Spot, iniciado a 30 de janeiro e cuja primeira temporada acabou a 24 de abril. Após uma pausa criativa de cinco semanas, eis-me de volta aos diretos, com novos temas para debater, novos convidados para receber, novas perspetivas para explorar e novos paradigmas para desconstruir, sendo o primeiro deles o empreendedorismo feminino.

É chegada a hora de dedicar uma atenção especial a este tema tão em voga nos tempos que correm e no qual estou interessada em aventurar-me num futuro próximo. Caso não estejas ainda familiarizada com o conceito, começo por dizer que o empreendedorismo pode ser definido, segundo Robert D. Hisrich, como "o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação económica e pessoal".

Na prática, o empreendedorismo mais não é do que a capacidade de cada indivíduo para realizar e montar o seu próprio negócio, e ser bem-sucedido dentro deste processo. 
É justamente sobre isso - com enfoque nos desafios e constrangimentos impostos ao género feminino - que vou estar à conversa com a Leila Portela, conterrânea minha mentora do Global Women in Tourism, uma comunidade de mulheres que atuam na área do turismo, através de um olhar penetrante sobre as questões de género no turismo, tais como o empoderamento feminino, a liderança, o amor-próprio, o empreendedorismo e as adversidades que o género enfrenta.

Às páginas dantas da live vamos levantar o véu sobre o II Fórum Internacional: Mulheres e Turismo, a minha voz, promovido pela minha convidada para os dias 2, 3 e 4 de junho. Como podes ver, motivos de sobra tens tu para assistir à nossa conversa amiga, amanhã, a partir das 22 horas, no meu perfil sara_sarowsky. Conto com a tua presença!


Abraço de bom fim de semana!

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08
Mar21

A7958068-A081-4A0A-848D-8DF56ED67206.jpegOra viva!

Referi há dias que março é o mês da mudança, assim como o da mulher. O dia de hoje é disso exemplo, pois assinala-se o Dia Internacional da Mulher, efeméride que visa enaltecer e dignificar a condição feminina.

Ainda que seja apologista de que a mulher deve, e merece, ser homenageada todos os dias do ano, não posso deixar passar (mais) esta oportunidade para prestar um sentido tributo a todas as descendentes de Vénus espalhadas por este mundo fora. 
Que o espírito que representa esta data se faça presente em todos os restantes dias do ano e que a mulher seja cada vez mais reconhecida, valorizada, respeitada, amada e protegida. 

Como escreveu há pouco a minha adorável colega Anita, "enquanto ansiamos pela presença física, sem máscara e sem medo do abraço, toca a olhar o mundo com o coração". 
Feliz dia nosso, hoje, amanhã e sempre!

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05
Mar21

O erotismo no feminino

por Sara Sarowsky

Cartaz_Live 6.jpgViva! 👋

A live desta semana incidirá sobre um tema pelo qual sou fascinada desde sempre. De origem francesa, o erotismo, que significa "desejo sexual", designa, de modo geral, não apenas um estado de excitação sexual, mas também a exaltação do sexo no âmbito das artes, como na literatura e na pintura. Os peritos em sexualidade humana não lhe reconhecem fundamentação científica, daí que sejam os poetas, os escritores, os filósofos e os artistas a abordarem este conceito fundamental da natureza humana e central à sexualidade. 


Bem diferente da pornografia, em que nada é deixado à imaginação, o erotismo assume contornos sutis, despertando a libido consoante a sensibilidade de cada um. Este pode residir no movimento do cruzar de pernas de uma mulher, num baton vermelho, num decote pronunciado, num lamber de beiços ou noutra coisa qualquer. Uma das minhas maiores referências do cinema erótico é o filme Orquídea Selvagem, com Mickey Rourke e Carré Otis, cuja visualização da cena do casal a sexar num prédio em construção é sinónimo de orgasmo imediato.

Recuando ao início do primeiro parágrafo, no direto de amanhã irei então abordar o erotismo no feminino. A acompanhar-me estará a minha conterrânea Vera Figueiredo, autora da página @Ela Byvfiga, através da qual publica os seus contos eróticos, cujo cheirinho cito de seguida:
....(sôfregos, lindos, dançando
lentos, girando,
bocas, línguas, mãos, suores,
girando
o corpo dela em movimentos
sensuais de amores
ele dentro dela, delírios,
para sempre dentro dela
a alma o corpo, o amor o olhar
lindo que ela inventou
paixão, ternura, naqueles olhos tudo
o corpo dele sobre o dela
o seu beijo
a língua
a pele
as mãos)
imagens que ela inventa
antes de adormecer...

Como podes prever, a sexta sessão do ciclo 'Saturday Single Spot' será atrevida, provocadora e estimulante. Dado que optei por deixar de gravar as lives, zelando assim pela privacidade e pela proteção de dados de todos os participantes, espero por ti este sábado, a partir das 22 horas, no meu perfil do Instagram. Faltar é perder! 😘

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hand-83079_1280.jpgOra viva! 👋

Muito tenho eu aqui falado sobre como encontrar o amor, contudo, nunca debruçei muito sobre a questão de conservá-lo. O casamento é território desconhecido para mim, sequer estive mancebada (termo religioso para definir aquela que mora junto sem estar unida pelos sagrados laços do matrimónio), pelo que só posso imaginar como seria viver uma relação tão definitiva, cujo compromisso é suposto ser eterno (pelo menos, em teoria).

Assim, proponho que hoje analisemos o que leva as mulheres a pedirem o divórcio, com base em dados citados pelo NextLove. Um inquérito levado a cabo por aquele site de encontros para pais divorciados e solteiros apurou que um terço das mulheres divorciadas refere como principal motivo para ter posto fim ao casamento ter objetivos de vida diferentes do então marido. Esta é, inclusive, a principal causa de divórcio apontada por 32% das suas 43 mil utilizadoras. Em segundo lugar, surge a infidelidade (apontada por 29,2%), seguida de discussões constantes (eleita por 10,9% das inquiridas) e da falta de intimidade.

Ter um parceiro com doenças mentais ou com má conduta (comportamento inaceitável ao nível emocional, financeiro ou físico), são respetivamente a quinta e sexta causa para o divórcio. O aborrecimento ou monotonia aparece em sétimo lugar e a violência física em oitavo. A lista fecha com os problemas domésticos e as dificuldades monetárias.

Dado que nunca estive desse lado, não estou habilitada a dar qualquer achega sobre o top ten dos motivos que levam as mulheres a querer por termo ao casamento. Só me resta torcer para que as descasadas que lerem este post queiram partilhar connosco a sua experiência, validando (ou não) os resultados deste estudo.

Despeço-me com o abraço amigo de sempre!

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30
Jan21

Hoje há live no meu Instagram

por Sara Sarowsky

FF0BC00E-E2C7-4604-8064-9472BD7B19C9.jpegOra viva! ✌️ 

O tempo hoje está escorregadio (literalmente, falando 😉), pelo que só passei para dizer-te três coisas. A primeira é que a live de quinta-feira, em O Lado Negro da Força, foi épica, a melhor de sempre (palavras de alguns intranautas, não minhas). O que eu posso dizer é que foram as quatro horas mais divertidas de há muito tempo. Num dia que estejas aborrecida até ao tutano, clica neste link e assiste à minha performance. Aposto que vais-te animar na hora.

A segunda coisa que te queria dizer é que hoje, a partir das 22 horas, estarei numa nova live, desta vez promovida por mim. Com a ajuda da psicóloga Kátia Marques, vou tentar confirmar se é verdade que as mulheres bem-resolvidas têm menos sorte no amor. Não percas, que será uma conversa descontraída e esclarecedora, sem filtros, tabus ou papas na língua, em que qualquer pessoa poderá intervir (se assim o desejar, claro!). Conto contigo!

O terceiro motivo que aqui me trouxe hoje é lembrar-te da live de amanhã com a happiness coach Raquel Godinho, na qual eu, na qualidade de convidada, vou abordar o impacto do confinamento na felicidade dos solteiros em Portugal. Temos reservado um desafio, pelo que só terás a ganhar participando. Anota aí, este domingo (31 de janeiro), às 18 horas, no instagram @nitidamente.pt.

Por hoje é tudo. Estarei de volta na segunda-feira, para mais uma conversa amiga. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de uma bom fim de semana. Hasta luego baby!

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05
Ago20

Como aprender a ter orgasmo

por Sara Sarowsky

sexy-4578028_1920.jpgOra viva!

Esta crónica assenta numa sugestão da FL, que encaminhou-me um texto sobre o orgasmo, na esperança de que pudesse ser um tópico para este blog, eleito, por duas vezes consecutivas, como o melhor da categoria sexualidade. Como não poderia ela estar mais certa, eis-me aqui a partilhá-lo contigo, acreditanto que será do teu interesse, tanto quanto foi do meu.

Pode o orgasmo ser um comportamento que se aprende, pergunta Barbara Cadabra, autora da página Lua das Colheitas, num post datado de 31 de julho deste ano. Sobre tal questão, considera ela que "a reprodução é instintiva, mas o prazer e o orgasmo são aprendidos durante a vida. E para aprender são necessárias informações claras e corretas sobre a sexualidade em si, mas, principalmente, sobre o nosso próprio corpo. E só vamos perceber como funciona o nosso corpo quando o tocarmos e o reconhecermos"  (como um instrumento de prazer).

Para ter um orgasmo é preciso que o corpo esteja preparado e, para a mulher, esse processo é muito mais demorado do que para o homem. Para que o corpo da mulher se sinta plenamente recetivo, é necessário que os órgãos internos, vagina e clitóris, estejam altamente irrigados de sangue, permitindo, assim, que a sensibilidade aumente. Esta preparação do corpo feminino leva em média 20 minutos e é essencial que a mulher não se distraia, sob pena da excitação desaparecer. Portanto, é absolutamente essencial a estimulação do corpo e da vagina através de festinhas, carícias, massagens e beijos.

Um dos grandes bloqueios ao orgasmo é a educação sexual que não temos... Conceitos rígidos sobre a sexualidade e sobre como devemos explorá-la dificultam imenso o processo de reconhecimento do prazer. É urgente refletirmos sobre as crenças relativas ao sexo, sobre o que consideramos ser o modo correto de o praticar. Se existe um bloqueio de crenças ou emoções relativamente à expressão sexual, o corpo não vai conseguir funcionar correta e plenamente, afastando a possibilidade de alcançar o máximo prazer orgásmico.

Se queres melhorar os teus orgasmos, começa a dedicar-te mais tempo, a conhecer os teus genitais, a tocar-lhes, a explorá-los e a estimulá-los... Entrega-te a um prazer só teu, de modo a que possas convidar alguém a desfrutar contigo.

Quem não alcança o orgasmo sozinho, dificilmente o alcançará com outra pessoa.

Meu bem, concordas que desfrutar plenamente do prazer sexual é algo que se aprende? Se assim for, és capaz de me dizer porque carga de água existem tantas mulheres que nunca lá chegaram?

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19624959_KrWsd.jpegOra viva!

Dada a sua pertinência, bem como o grande interesse que suscitou, republico um post de há quatro anos sobre a mulher poderosa. Lê (novamente) e empodera-te!
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Mulher poderosa! Este conceito começa e acaba na autoconfiança, a meu ver, uma das chaves para a felicidade. Como a descreveria? Como alguém que se aceita exatamente como é, com todos as qualidades e defeitos. Como alguém que assume, sem titubear ou lamentar, o seu lugar no mundo e na sociedade. Como alguém que pode não ter tudo o que quer, mas quer tudo o que tem. Como alguém que batalha todos os dias para ser mais e melhor - mais e melhor ser humano, mais e melhor mulher, mais e melhor cidadã, mais e melhor parente, mais e melhor companheira, mais e melhor amiga, mais e melhor colega, mais e melhor progenitora, mais e melhor amante, mais e melhor tudo. Como alguém que tem plena consciência de que a vida nem sempre é justa, que (algumas) pessoas dececionam, que poucos amores são eternos, que amigos vão e vem, que desafetos fazem parte da vida, que problemas servem para serem superados, que situações difíceis ajudam-nos a amadurecer, que "o que não mata nos torna mais fortes". 

Enfim... poderia passar o post inteiro a enumerar as caraterísticas inerentes à minha perceção de mulher poderosa. Por ora, vou atentar-me aos 12 mandamentos de uma pessoa bem resolvida consigo e com o mundo ao seu redor:

1. Não abras mão de uma BFF (Beste Friend Forever)
Arranja ou conserva uma amiga confidente e que te dê dicas sinceras e valiosas – mesmo que dolorosas – sobre qualquer assunto.

2. Cultiva a positividade
Tenta sorrir mais, rir com gosto e animar os outros ao teu redor. Lembra-te que recebemos aquilo que damos.

3. Não abras mão do amor
O amor vale sempre a pena, mais não seja porque adoça a vida. Por isso, encontra alguém com quem queiras ser feliz o resto da vida e faz dele a mais feliz das criaturas.

4. Aposta na descrição
Cultiva a discrição em relação à tua vida pessoal, especialmente nas redes sociais. Nesse capítulo, mais é melhor.

5. Corre riscos
Se já não és feliz no trabalho, na relação ou no que mais for, não tenhas medo de mudar. Muda de área, de empresa, de colegas, de amigos e até de amor, pois a magia geralmente acontece fora da nossa zona de conforto.

6. Pratica o perdão
Perdoar é um bálsamo para a alma e um sossego para o espírito. Passar por cima de uma traição depende unicamente do teu livre arbítrio. Por mais que a opinião daqueles com quem convives seja importante, a decisão deverá ser sempre tua.

7. Cuida da tua aparência
Investe em exercício físico, alimentação saudável, tratamentos estéticos e tudo o mais que possa contribuir para uma aparência agradável, saudável e apelativa. Em matéria de acessórios, carteiras, óculos, relógios e perfumes formam o quarteto no qual vale a pena fazer um bom investimento.

8. Sofre, mas apenas o necessário
Não é vergonha sofrer pelo fim de uma relação. Mas é preciso saber parar, levantar a cabeça e seguir em frente. Hoje dói menos do que ontem e mais do que amanhã.

9. Não percas tempo com quem já foi
Se é ex por algum motivo é… por isso não tenhas interesse em saber o que quer que seja sobre ele. Tanto faz que esteja solteiro, casado, noivo ou gay, pois ele já não faz parte da tua vida.

10. Inspira-te nos outros
Procura inspiração em alguém que admires. Existem inúmeros casos de mulheres debem-sucedidas que vale a pena "imitar".

11. Traça um plano para a tua vida
Define um plano B, C ou D (afinal o alfabeto vai até Z). Uma mulher prevenida vale por duas, pelo que dois planos valem por uma vida inteira.

12. Poupa-te a emoções tóxicas
Só entres numa briga se não poderes evitar ou perante a certeza da vitória. Caso contrário, estarás a abrir a porta a emoções negativas, que só te vão desgastar e fragilizar. Isto vale para tudo na vida: relações profissionais, familiares, sociais e, sobretudo, amorosas.

Agora que já tomaste conhecimento desta dúzia de truques, estás à espera de quê para te transformares numa super woman? Se te serve de motivação extra, fica a saber que poucos homens (com H, claro!) conseguem resistir a uma mulher poderosa.

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04
Mar20

Março. Mulher. Mudança.

por Sara Sarowsky

monk-458491_1920.jpgOra viva!

Recém-adentrados em março, é com expetativa jubilada que ansiamos pelas mudanças que se lhe associam: o inverno que dará lugar à primavera, o dia que ganhará mais uma hora, o vestuário que ficará mais leve, as pessoas que terão melhor disposição e as atividades ao ar livre que se multiplicarão. Março é igualmente associado ao género feminino, já que é precisamente neste mês que se assinala o Dia Internacional da Mulher (no meu caso a celebração é sempre a dobrar, pois a 27 comemoro o Dia da Mulher Cabo-verdiana). Portanto, motivos tenho eu de sobra para recebê-lo de espírito aberto e coração grato.

Que tal pormos esta aura de mudança que paira no ar ao serviço da causa feminina, ou seja, que tal aproveitarmos este março - o primeiro de uma nova década - para promovermos uma real e concreta mudança na forma como percecionamos a mulher e o seu papel na sociedade? Que tal arregaçarmos as mangas e batalharmos arduamente por uma mudança capaz de promover uma socialização consciente, a par de uma sensibilização consistente, sobre alguns dos maiores flagelos que ameaçam a sua condição e a sua dignidade: relações abusivas, violência doméstica, violência no namoro, assédio sexual, assédio moral, descriminação baseada no género e desigualdade de oportunidades? Que tal marcharmos em direção a uma nova revolução, desta vez das rosas, capaz de restituir à mulher o lugar que lhe pertence por direito humanista: ao lado do homem (não atrás, muito menos abaixo). Sobretudo, que tal uma mudança da mulher em relação a si própria? 

Uma mudança efetiva e sustentável é aquela que é encetada de dentro para fora. No caso da tal Revolução das Rosas que referi há pouco, deve ela iniciar-se precisamente dentro de cada um de nós. Que a nossa vida muda quando resolvemos mudar é algo que todos ouvimos em algum momento. No caso da mulher, para que a sociedade, e ela própria, mude a forma como a encara, ela tem que mudar a sua autoperceção. Como? Confiando mais em si, acreditando na sua importância, valorizando a sua essência, resgatando a sua força, investindo nas suas capacidades e assumindo todo o seu potencial. Reconheci na crónica para o Público que Este país (ainda) não é para solteiras. E para as mulheres em geral será que é?

Reza a história que várias revoluções verdadeiramente impactantes deram-se sem recurso ao conflito armado, em que grandes líderes, como Luther King, Mandela, Gandhi, Buda ou até mesmo Cristo, conseguiram encetar verdadeiras mudanças à base da consciencialização do poder das massas. Que a revolução feminina pela qual tantos de nós ansiamos se faça igualmente sem alarido, na surdina, na consciência e no coração de cada um de nós. Que o empoderamento da mulher se dê acima de tudo dentro dela.

Desconheço força mais inspiradora, e demolidora, que aquela que a mulher é capaz de despertar/ativar dentro de si. É por isso que aos céus brado com orgulho: não há nada que uma mulher não seja capaz de fazer (desde que a isso se proponha, claro!). E se ela quiser que uma mudança ocorra, ela há de conseguir que essa mudança ocorra. Com toda a certeza!

Que este março de 2020 nos permita transformar os tais ventos de mudança que há muito pairam sobre nossas cabeças num vendaval capaz de varrer da nossa sociedade crenças, atitudes, padrões, comportamentos, mentalidades e realidades que põem em causa a vida e a dignidade da mulher. Que neste mês sejamos todos porta-vozes da mudança, porta-bandeiras da dignidade feminina, os verdadeiros agentes da mudança. Que neste março sejamos todos Mulher!

Aquele abraço amigo e até breve!

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