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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

relaxing-1979674_1920.jpgOra viva!

A propósito da medida de confinamento obrigatório (ou recomendado), em vigor um pouco por todo o mundo, dou-te conhecimento dos resultados de um estudo científico que atesta que as pessoas que preferem ficar em casa são mais inteligentes. Escuso dizer que este não previu, em momento algum, a atual situação epidemiológica global, em que ficar em casa deixou de ser uma opção.

Fomos solicializados, desde a mais tenra idade, de que as conexões sociais fazem-nos mais felizes, que a interação com os amigos é sinónimo de alegria, e significado às nossas vidas, e que quanto maior a comunicação com os outros, melhor o autosentimento de bem-estar. Contra-argumentar tais premissas seria uma tarefa inglória, até porque são todas elas verdadeiras na sua essência. Ainda assim, existem umas quantas pessoas que, não obstante os benefícios da interação social acima citados, preferem desfrutar da sua própria companhia, no conforto do lar, em detrimento da dos outros.

É neste contexto que um estudo levado a cabo pela revista científica British Journal of Psychology conseguiu estabelecer uma correlação direta entre a inteligência e a preferência e/ou apetência por ficar em casa. Esta análise valida assim o estilo de vida dos mais caseiros, que não têm necessariamente que ser introvertidos ou socialmente inadaptados. Eu, por exemplo, apesar de não me rever em nenhum destes perfis, adoro estar em casa, desfrutando da minha própria companhia.

A pesquisa, que teve como amostra 15 mil pessoas de géneros, origens, religiões, etnias e situação financeira distintas, permitiu apurar que o desejo de ficar em casa coincide muito frequentemente com um quociente de inteligência (QI) maior. "Os seres mais inteligentes experimentam uma satisfação menor com o aumento do contacto interpessoal com amigos ou conhecidos", garante um dos envolvidos na pesquisa.

A equipa de especialistas, liderada pelos psicólogos Satoshi Kanazawa e Norman Li, também descobriu que, enquanto as pessoas que vivem em áreas com alta densidade populacional são menos felizes do que aquelas que vivem em comunidades menores, passar tempo com amigos deu à maioria dos participantes sentimentos de prazer e satisfação. No entanto, quando os portadores de QI's mais elevados foram convidados a ficar em casa, estes experimentaram os mesmos sentimentos de prazer e satisfação.

Moral da estória: as pessoas mais inteligentes preferem passar o tempo no aconchego do seu domicílio porque suas mentes se adaptaram melhor ao estilo de vida moderno.

Com ou sem Covid-19, sempre gostei de estar em casa, não obstante apreciar igualmente atividades outdoor. Saber que, à custa disso, a ciência me certifica como mais inteligente só valida esta preferência.

Bom fim de semana e #FicaEmCasa; pela tua saúde e, já agora, pela tua inteligência também! 😉

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08
Abr20

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Viva!

Eis-nos a viver a primeira semana santa da era Pandemia 2020. Este ano, as festividades associadas a esta época, especialmente o domingo de Páscoa, serão em tudo diferentes daquelas a que estamos habituados. Ainda assim, não deixa de ser Páscoa, o evento anual mais importante para a comunidade católica, o da celebração da paixão de Cristo, que por nós morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia, subindo aos céus, onde está sentado ao lado do Pai. Apesar de confessamente agnóstica, fui educada sob os mais rigorosos princípios da Igreja Católica, pelo que hoje tenho oportunidade de dar uso aos seus ensinamentos.

Meu bem, seja qual for o fomato de celebração que adotes para esta Páscoa (não que as opções sejam muitas, diga-se de passagem), inédita na vida de todos nós, espero que o espírito que lhe é comummente associado se faça presente na tua vida. Ou seja, que a comunhão, a paz e a esperança estejam contigo e com os teus.

Esta solteira aqui, uma privilegiada beneficiária do calendário laboral da Função Pública, apesar de não trabalhar para o Estado, vai aproveitar os próximos cinco dias para ir de férias cá dentro de casa. Com isso quero dizer que vou desconectar-me da realidade virtual e investir numa reflexão profunda, a par de uma limpeza espiritual, que a minha aura e o meu espírito andam precisados.

Voltarei na próxima semana (mais leve, expecto eu). Até lá uma santa e feliz Páscoa para ti e toda a tua família. Aquele abraço amigo de sempre!

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E48FA5A4-4725-42DA-AC38-47DCB062B5CD.jpegOra viva!

Mais uma sexta-feira temos nós hoje, o terceiro da era isolamento social em Portugal. Não é por estarmos sob circunstâncias adversas que este dia, em que damos por encerradas as obrigações, deixa de ser o preferido de quem trabalha/estuda.

Para não perdermos o espírito caraterístico deste último dia útil da semana, ao mesmo tempo que acalentamos um pouco mais a esperança nos dias melhores que hão de vir, desafio-te a responder a esta simples questão:
- Qual a primeira coisa que farás quando saírmos do confinamento?

Fico à espera da tua resposta.

Aquele abraço amigo!

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Viva!

Vivemos tempos duros, é certo. Provavelmente, vai endurecer ainda mais daqui a um par de semanas. Com o passar dos dias, o isolamento social trará à tona novos problemas, sejam eles financeiros, conjugais, familiares, emocionais, psicológicos e até psiquiátricos. Ainda que não seja especialista na matéria, estou em crer que casos relacionados com ansiedade, ataques de pânico, depressão, suicídio, divórcio, obesidade e falência vão disparar em flecha.
 
Há coisas que não conseguimos controlar, daí que não valha a pena estarmos a perder tempo com elas. Concentremo-nos antes naquilo que depende de nós, especialmente no que podemos fazer para atenuar ou melhorar a situação. O isolamento social não tem que estar associado apenas a coisas más. Como tudo na vida, também ele possui um lado positivo, por mais que não pareça. Apelando à minha experiência pessoal, dou vários exemplos de como esta quarentena imposta pode ser boa para a nossa vida. Anota aí:
 
Mais hora de sono
O regime de teletrabalho tem-me proporcionado mais uma hora de sono. Em vez de me erguer às sete, agora só às oito horas digno elevar o meu património físico da cama. Garanto-te que ele não se tem queixado dessa hora extra.
 
Melhor gestão do tempo
Como não estou dependente de fatores externos, consigo ter uma gestão precisa do meu tempo. Entre o despertar e o estar sentada à frente do computador para dar início a mais uma jornada laboral, sei que disponho de exatamente 60 minutos, tempo mais do que suficiente para dar um jeito à casa, desintoxicar o organismo (com água morna e limão), tomar duche, vestir e restabelecer o contacto com o mundo virtual.
 
Sesta depois do almoço
Tirar uma soneca a meio do dia é um privilégio de que poucos adultos se podem gabar. Desde menina que cultivo esse hábito, do qual – por imposição das exigências da atual vida laboral – tive que abrir mão. O confinamento domiciliar trouxe de regresso uma oportunidade de ouro para voltar a poder dar um descanso ao cérebro após o almoço. E que bem que me tem sabido!
 
Alimentação (mais) saudável
Ao fazer a totalidade das refeições em casa, consigo garantir a qualidade da minha dieta alimentar. Por melhores escolhas que façamos, comer fora representa sempre um risco para aqueles que primam pelo bem-estar, como é o meu caso. Assim, por estes dias não poderia estar mais orgulhosa da minha alimentação, essencilmente à base de azeite extra virgem (biológico), vegetais de produção orgânica ou caseira, arroz integral ou selvagem, muitas leguminosas, massa integral, peixes gordos, iogurtes magros e requeijão; tudo regado a água, chá verde e... o bom e velho vinho tinto. Tenho a certeza que o meu colesterol HDL deve estar nas nuvens.
 
Zero stress
Por estes dias o meu sistema nervoso central anda a desfrutar de umas merecidas férias. Só o facto de não ter que me preocupar com o vestir... Ainda que super orgulhosa da minha vaidade, a verdade é que a coordenação do guarda roupa é uma tarefa que me exige algum gasto intelectual e emocional. Decidir sobre o que usar, combinar com os acessórios, evitar repetir peças e ousar sem cair no ridículo né mole não. Como sabes, divido casa com outras pessoas, uma situação que me desgosta sobremaneira, não só por apreciar cada vez menos a convivência diária com humanos, mas sobretudo por prezar o sossego, o silêncio, o asseio e a arrumação. Com esta situação pandémica, a colega que mais me incomodava foi isolar-se na província, logo é-me possível manter a casa impecável, sem falar que não tenho que partilhar o WC com o namorado dela, nem ter que ouvir os seu gritos ao telefone.
 
Controlo da situação
A ausência de contacto físico diário com outras pessoas tem-se revelado uma benção na gestão da informação que a mim chega. Neste momento, eu detenho o poder de controlar o que quero saber, quando quero saber e de que forma quero saber. A minha principal fonte de ansiedade relacionada com esta pandemia derivava precisamente da convivência com colegas de trabalho, os quais – a uma velocidade alarmante – faziam questão de recitar tudo o que lhes chegava ao conhecimento, na maior parte das vezes com uma carga dramática absolutamente incompatível com a minha paz de espírito. Agora que estou em casa, só tenho acesso às notícias logo pela manhã, e via canal público.
 
Melhor saúde
Estar confinada em casa tem beneficiado – e muito – o meu bem-estar físico, mais concretamente a rinite alérgica, que na primavera atinge proporções agonizantes. Nesta altura do ano, costumo penar por causa do polén que abunda pela natureza. Ao não sair para a rua, só tenho contacto com as partículas alergénicas na hora de abrir as janelas para arejar a casa.
 
Menor gasto de recursos naturais
Esta reclusão domiciliária tem-se traduzido numa redução drástica da quantidade de roupa suja. Ora acontece que a diminuição da necessidade de usar a máquina de lavar implica um menor gasto da água e da eletricidade, recursos naturais preciosos. Com isto ganha o planeta, ganha a carteira, ganha o vestuário. Só não ganha a Edp e a Epal.
 
Poupança financeira
Tinha-me esquecido o quanto se poupa não saindo de casa. Como gastadeira crónica que sou, é raro sair de casa e regressar com o saldo intacto. Só para teres uma ideia, recebi ontem o salário e ainda não gastei um cêntimo. Em circunstâncias normais, por esta altura já teria dispendido à vontade 20% do seu total. Não saindo de casa não gasto, logo, a minha conta bancária agradece.
 
Mais e melhor tempo
Tempo é que o não me tem faltado ultimamente. Tenho-o tido para tudo e mais alguma coisa, daí que o esteja a aproveitar para meditar, exercitar, aprender, ler, escrever, ver televisão, pensar, planear, sonhar e, acima de tudo, descansar. Entre o trabalho ordinário, este blog, o livro, o outro projeto pessoal e as solicitações de terceiros, andava num estado de estafa muito grande. Portanto, esta espécie de férias caseiras têm sido um bálsamo.
 
Mais qualidade de vida
Tudo que escrevi até aqui conduz a este último ponto. Para mim, qualidade de vida resume-se a ter dinheiro no bolso, comer bem (o que quero e na hora que quero), degustar de uma boa taça de vinho, dormir o suficiente, viver numa casa limpa e arrumada, estar em paz e em segurança, não ser escrava do relógio, ter inspiração para escrever e desfrutar da minha própria companhia. Em suma, a qualidade de vida passa por ser dona e senhora da minha vontade, do meu tempo, dos meus pensamentos. Não é precisamente isto que o atual cenário nos tem proporcionado?
 
Tenho desfrutado de uma vivência tão pacífica e intropespetiva nestes últimos dias que o regresso à dita normalidade ser me á bastante difícil. Ainda que tenha noção de que dificilmente partilharás desta minha perceção, aconselho-te a tirar o máximo proveito do lado bom de toda esta situação; indesejável, contudo, inevitável.
 
Tendo que ficar em casa, desfruta deste post como se de um manual de sobrevivência se tratasse.
 
Aquele abraço amigo e até breve!

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