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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

Acaba de me chegar à vista os resultados de um inquérito da Foreo, segundo o qual a maioria dos inquiridos admitiu ir ao ginásio para se apaixonar. A investigação, que incidiu sobre uma amostra de 2 mil pessoas de 30 países, concluiu que 70% dos participantes vai a esse sítio para encontrar par. 

Se dúvidas houvesse de que os ginásios extravasaram a sua função de exercitar o corpo e passaram a ser um spot de engate este estudo acaba de detoná-las sem dó nem piedade. Além da elevada percentagem dos que assumem frequentá-los na esperança de tropeçar na sua cara metade, quase 20% reconheceu já ter dado uma(s) cambalhota(s) por lá. Não dizem que sexo é o exercício físico mais completo que podemos praticar? Que melhor sítio para combinar ambas as coisas? 

 
Por experiência própria atesto a veracidade destes dados, já que eu mesma me apaixonei num final de dia de um longínquo mês de janeiro, mesmo sem estar à procura. O meu azar foi não ter tido a sorte de ver o meu sentimento retribuído. Daí que prefira continuar a ser daquelas anormais que vai lá somente para treinar e ter o seu momento chill out, ao invés de tentar caçar um par de calças.
 
Single mine, se estar em forma não é argumento com peso suficiente para te convencer a dar tarefa ao corpo, que seja então a paixão. O importante mesmo é que vás ao ginásio. Uma coisa te garanto, ganhamos outra pica para treinar quando por perto sabemos estar o nosso crush. Ginasticamos que é uma beleza.
 
A palavra de ordem para tu que estás desemparelhada, ou para tu que andas à procura de novas emoções para o teu coração (mesmo estando busy), é ir ao ginásio.
 
Ginasticar, é bom ginasticar, vamos lá ginasticar, que na volta podemos apaixonar (ou apaixonarem-se por nós).
 
Hasta la vista baby!

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02
Jun16

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Hoje republico um dos meus artigos mais populares e comentados: o que fala sobre a minha crush por um gajo que anda no mesmo ginásio que eu. Boa leitura.

 

Com o meu ego de baixa, venho aqui em busca do teu ombro amigo e, quiçá, de uma palavra de conforto. O assunto que quero partilhar contigo hoje é a minha (não) relação com um rapaz lá do ginásio, que não há maneira de me passar cartão, mas por quem suspiro, suspiro e suspiro. A este ritmo ainda abro uma suspiraria.

 

Após três semanas de treino intensivo com o meu couch, regressei esta tarde aos treinos. Este interregno forçado deveu-se a falta de fluxo de caixa, já que esta cena de estar desempregada (e sem qualquer subsídio, diga-se de passagem) tem muito que se contar. Enfim... ultrapassada a questão, eis-me de volta ao Fitness Hut, que é bom, barato e bonito (agora até pareço um chinês a promover um dos seus artigos) e ajuda-me a manter a mente e o corpo sãos.

 

Ao final do dia sabe-me sempre bem lá ir, não só porque o exercício físico é algo do qual já não consigo (nem quero) estar longe por muito tempo, mas também porque é o único momento em que o meu cérebro não pensa em nada. A não ser no tal rapaz lá do ginásio!

 

O fulano, gaiato para vinte e poucos anos (não consigo precisar com exatidão a idade dele, sei apenas que é bem mais novo do que eu), é o tal por quem ando a babar desde janeiro, já lá vão mais de nove meses, tempo esse que, para uma mulher à beira dos 40 anos, é uma vida. O fulano não é bonito, mas é giro. O fulano não é gostoso, mas é apetecível. O fulano não é hot, mas tem pinta. O fulano é trinca-espinhas, mas todo trabalhado na tonificação. O fulano só tem duas mudas de roupa, uma para cada estação: uma calça de fato de treino de algodão que aperta nos tornozelos - no comment - e uns calções para a época mais quente, (ambos da cor cinza), mas tem estilo. O fulano só usa t-shirts promocionais -  aquelas das meias-maratonas, tipografia Santos e afins - e meias até às canelas, mas até isso lhe confere um diferencial. O fulano, até há uns meses atrás, só tinha umas sapatilhas de futsal (pois...), mas agora tem um par de adidas todo trendy. O fulano é daquele tipo que para a meio de um agachamento para ir ao telemóvel ler ou escrever mensagens (um dia ainda hei de descobrir com quem ele tanto troca mensagens). O fulano é tão fininho que dá perfeitamente para usá-lo como régua. O fulano é tão achatado lá atrás que deve ser um descendente direto do Mao Tsé Tung (só espero que o que Deus não lhe deu atrás, lhe tenha dado à frente).

 

Mas apesar de tudo isso, o fulano tem potencial, ah tem sim senhora! Sabes aquele tipo de homem que, apesar de não fazer nada o nosso género, tem aquele je ne sais quoi que nos deixa absolutamente fascinadas? Claro que o facto de ele não me ligar nenhuma contribui (e muito) para a intensidade desse fascínio.

 

Uma vez elencados todos os no match point dele, convém esclarecer o que é que eu vi no dito cujo para estar assim tão embeiçada. Para começar, o gajo não usa acessórios corporais, vulgo brincos, piercings e tatoos (em relação a essas coisas sou muito conservadora). Depila-se apenas nas axilas (pelo menos é o que está visível a olho nu), o que me faz pensar que é uma pessoa que zela pela estética, higiene e bem estar coletivo, mas que não deve ser gay. É muito disciplinado, nunca o vi começar a treinar sem primeiro fazer o aquecimento (coisa rara). É metódico, já que segue à risca o seu plano de treino (seja ele qual for), o que, a meu ver, quer dizer que não vai lá apenas polir o tatami, menos ainda socializar ou galar as damas ou cavalheiros (sei lá eu em que time joga o fulano!). Não passa cartão a ninguém, nem dá confiança para isso. Sempre na dele, fala pouco, treina bastante e "telemova" pra caramba (essa parte é mesmo creepy, admito). E eu que adoro pessoas reservadas, misteriosas e de acesso condicionado, não resisto. Bem, quando ele chega de fato, o meu coração simplesmente para: o homem é a coisa mais linda e elegante do mundo.

 

Ninguém no ginásio me sabe dar informações dele e acredita que já recorri a quase toda a gente: ao gerente, a uma PT, à menina da limpeza, aos amigos, até subornei um gym service para aceder ao ficheiros dos sócios e conseguir-me um contato dele (telefone, e-mail, facebook, o que for). Nada!

 

Até agora a única coisa que consegui descobrir foi o seu primeiro e último nome. Uma vez, por acaso, assim só por acaso, vi-o inserir o código de acesso e fiquei a saber como se chamava ele (que alegria minha nesse dia, uma sexta-feira, lembro-me perfeitamente). Mas é um nome tão comum, tão lusitano, que de pouco me serviu até agora, uma vez que devem existir inúmeros sócios com as mesmas coordenadas notariais. Também não tive sorte nenhuma nas redes sociais e acredita que como gestora de social media dificilmente me escapa algo na rede.

 

Minha nossa! Empolguei-me a descrever o rapaz (é para veres o que ele faz comigo) que o texto já vai bem longo e ainda nem sequer cheguei ao cerne da questão: como fazer com o dito cujo repare em mim e me dê uma oportunidade. Alguma sugestão? Qualquer dica será devidamente apreciada.

 

Por ora é tudo, que esta suspirante aqui está toda moída (pudera! após todos estes dias de inatividade, sem falar que a idade também não ajuda) e este corpito que é meu, mas que não me importava de ceder ao tal rapaz do ginásio, só pede repouso.

 

Xiuuuuuu! Consegues ouvir? É a minha cama a chamar-me. Despeço-me com um até amanhã e prometo que para a semana haverá mais para contar sobre esta minha novela pessoal. O melhor ainda está para vir, acredita no que eu te digo!

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Na na na, não é nada disso que estás pensando, por isso não me venhas com ideias (sim, eu sei o que pensaste!). A resposta é atividade física, meu bem. Uma prática amada por uns, idolatrada por outros, tolerada por uns quantos, odiada por outros tantos e banida pelos restantes.

 

Goste-se ou não, praticante ativo ou passivo ou simplesmente adepto de hábitos de vida saudáveis, a verdade é que exercitar-se provoca surpreendentes efeitos no cérebro. E não sou (só) eu que o digo, mas também John Ratey, investigador de Harvard, que, em 2015, em pleno seminário MIT Media Lab Wellbeing, descreveu três desses feitos. Assim, o exercício físico torna as pessoas:

 

1. Mais inteligentes. Para o provar, o investigador recorreu a um estudo sueco que analisou 1,2 milhões de jovens de 15 anos praticantes do fitness ao nível do QI e depois, mais tarde, quando iniciam o serviço militar obrigatório. Os resultados não deixam margem para dúvidas: estes jovens estão mais aptos do que os que nunca fizeram exercício físico. "Estudos mostram-nos que, quando fazemos exercício, o nosso cérebro melhora em cerca de 7%", disse Ratey.

 

2. Mais felizes. "O exercício é como tomar um pouco de Prozac e um pouco de Ritalina", considera este psiquiatra, frisando que, assim como drogas como o Zoloft, o exercício aumenta a quantidade de neurotransmissores no cérebro.

 

3. Menos stressadas. O exercício físico acelera o processo incrível de neurogénese, ou seja, a criação de novas células cerebrais. Fazer meditação, aprender algo novo ou dar uma boa gargalhada ajuda a fazer nascer novas células, mas o exercício é (ainda) o melhor remédio, defende Ratey.

 

Bom, já que está cientificamente provado que mexer-se afeta positivamente o cérebro, levanta-me mas é esses glúteos do sofá e prepara-te para dares tarefa a esse corpinho que é teu, e que, portanto, merece o melhor. E o melhor é tê-lo bonito, saudável e de preferência hot, para deixar a mulherada roxa de inveja e os machos encarnados de luxúria.

 

E com esta retiro-me para o ginásio, que hoje é dia de zumba na caneca.

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Tenho mesmo que partilhar este artigo do Observador, que não poderia espelhar melhor aquilo que venho apregoando há tempos.
 
O ginásio está muitas vezes associado à boa forma mas, nem sempre, à boa educação. Muitas pessoas encaram o treino como um escape ao quotidiano e como o momento ideal para se focarem num objetivo mas nem sempre isso acontece. Quantas vezes já te interromperam pressionando-te para saíres da máquina onde estavas a fazer exercício? E quantas vezes já deste de caras com as partes íntimas da gaja do lado que anda a passear nu pelos balneários? Para que nenhuma destas situações volte a acontecer, reunimos mais de dez regras básicas de etiqueta que todos os frequentadores de ginásios devem ter em conta:
 
1. Usar (sempre) uma toalha

Não é por acaso que a toalha de treino, de preferência branca, é obrigatória em qualquer ginásio. É indispensável para limpar a transpiração, os manípulos dos equipamentos e ainda para se sentar nas máquinas e colocar no colchão. Ninguém gosta de se deitar num colchão cheio de gotas de suor.

 

2. Deixar o telemóvel em silêncio

Seja nos balneários, em aulas ou na sala de exercício (isto se fores daquelas pessoas que sofre de FOMO), coloca-o em silêncio. Mesmo dentro do cacifo, é provável que o toque distraia e incomode as pessoas que estão a tentar descontrair.

 

3. Respeitar o tempo limite do uso das máquinas

Aquele papel afixado junto às passadeiras e elípticas por algum motivo ali está. "Em hora de ponta, evite exceder o tempo estipulado para os aparelhos de trabalho cardiovascular". O pedido é para cumprir, especialmente se já estiveres a correr há algum tempo e não houver pessoas à espera.

 

4. Não pressionar os outros

Toda a gente compreende que tens de seguir o teu plano de treino à risca (quem não tem?) mas não deves ficar parada junto aos aparelhos para forçar outra pessoa a sair. Arranja uma máquina alternativa ou troca a ordem do treino ou simplesmente desiste daquela máquina. Em último caso, pedes gentilmente para te avisarem quando terminarem as repetições e acrescenta "mas esteja à vontade" só para parecer bem. Funciona sempre.

 

5. Não fazer barulho
Estás a ver aquelas pessoas que deixam cair os pesos no chão e fazem um barulho enorme? Ou aquelas que explodem em gritos de esforço sempre que aumentam a carga ou levantam pesos (demasiado) pesados? E aquelas então que gemem como se estivessem à beira de um ataque de orgasmos múltiplos? Pois, não é agradável e facilmente distraem os atletas que estão concentrados num objetivo. Reserva os teus gemidos (caso os tenhas, claro!) para as aulas de bicicleta ou de tonificação muscular para que ninguém confunda o ginásio com um jardim zoológico ou um motel.

 

6. Dar espaço aos outros

Tanto nos balneários como na sala de exercício, respeita o espaço das outras pessoas. Se existem três chuveiros disponíveis, precisas de ir logo para o lado daquele que está ocupado? O mesmo se aplica aos cacifos e às passadeiras. Evita ainda deixar objetos espalhados nos bancos e no chão (especialmente roupa interior suja).

 

7. Evitar andar despida no balneário

Por muito que te sintas à vontade com a nudez, e tenhas orgulho do teu corpinho danone, nem toda a gente partilha da mesma opinião. Seja a caminho do banho, na sauna ou até no banho turco, tapa as tuas partes íntimas ou corres o risco de ser acusada de falta de respeito, despudor ou exibicionismo. Ah, e muito importante: tanto a sauna como o banho turco são espaços para relaxar e não para te depilares, pentear, pôr creme ou ter uma conversa séria com a vizinha do lado.

 

8. Evitar selfies no balneário

Nada contra as fotografias na sala de exercício - muito pelo contrário - desde que estas não incomodem o treino dos outros. Mas no balneário (especialmente à rush hour), o caso muda de figura: a probabilidade de se expor a privacidade das outras pessoas é muito grande. Não arrisques se não quiseres comprometer a intimidade das outras ou ser chamada a capítulo.

 

9. Arrumar os equipamentos

"Cada atleta que utilize material de pequenas dimensões é responsável pela sua arrumação", lê-se nas regras de utilização de vários ginásios. Sejam halteres, colchões, steps ou bolas de pilates, volta a colocá-los no sítio onde os encontraste. Já pensaste se alguém pode tropeçar num dos pesos que deixaste no meio do chão ou que o pessoal do gym service não é teu criado para estar a arrumar o que tu tiraste do sítio?

 

10. Usar roupa adequada

Se usas ténis de montanha no ginásio porque achas que correr 20 minutos é o mesmo que escalar uma serra, enganada estás tu. E acredita que os veteranos olharão para ti com uma cara de incredulidade (e pena). O ideal será usar sempre equipamentos que sejam adequados às modalidades que se pratica. Neste ponto, até o soutien deve ser escolhido a dedo. E as leggins. E as cuecas.

 

11. Não monopolizar duas máquinas ao mesmo tempo

Isto de deixar a toalha a reservar um equipamento enquanto alternas o seu uso com outra, pode ser o suficiente para originar hostilidades - refiro-me àqueles olhares assassinos e algumas tiradas desagradáveis. Por muito conveniente que seja, deixa esse tipo de treino para aquelas horas em que não está ninguém na sala de exercício.

 

12. Não olhar fixamente os outros (à exceção do rapaz lá no ginásio)

Por muito que o vizinho do lado tenha um corpo de fazer inveja, convém evitar concentrar o olhar nessa pessoa. Poucas são as pessoas, salvo os exibicionistas lá do pedaço, que se sentem confortáveis perante o olhar fixo de alguém - principalmente quando se está a suar por todos os lados e, possivelmente, com a cara mais vermelha do que um tomate e a exalar não propriamente o Chanel n. 5.

 

13. Ser prática

Tendo em mente que existem pessoas que têm os minutos contados para ir treinar - sobretudo à hora de almoço -, evita congestionar as portas dos espaços comuns porque estás à conversa com uma amiga ou porque não encontras o cartão para entrar no ginásio. Os apressados agradecem (e a cortesia também).

 

14. Respeitar as regras dos espaços comuns

As normas de segurança e as regras de utilização dos equipamentos devem ser cumpridas. Não arrisques em exercícios quando não estiveres certa de como os deve fazer. Se precisas de ajuda, chama um dos instrutores ou funcionários do espaço. Nas aulas, não interrompas o programa para beber água (guilty guilty guilty) e fiques à espera das indicações do professor. No que às máquinas toca, evita que os pesos toquem uns nos outros porque desgasta mais os aparelhos.

 

Quanto a ti não sei, mas eu (infelizmente) já levei com todas estas incortesias. Porém, confesso que também já cometi umas poucas.

 

A lição que tiro deste artigo? Estar mais atenta a algumas coisas que, ainda que inconsciente, podem incomodar os outros, tipo: pôr a conversa em dia com amigas, falar num tom mais alto, monopolizar os aprelhos mais tempo que o devido, interromper a aula de body attack. E tu, meu bem, quais os teus pecados no ginásio?

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11
Nov15

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É do conhecimento geral da noção cibernética (e não só) que sou uma adepta confessa do exercíco físico, em primeira instância, e do bem-estar em geral, em segunda instância. E por isso mesmo, não me canso de incentivar aqueles de quem gosto a aderirem a esta prática, não somente por questões de beleza, tão sobejamente conhecidos e que tanto prezo, mas também pela saúde, o bem mais precioso que temos, imediatamente a seguir à vida.

 

Tudo isto para dizer que a publicação de hoje vem no sentido de frisar a importância de um estilo de vida são, já que é certo e sabido que o exercício físico é uma das fórmulas mais eficazes para uma vida mais longa e sustentável. Por nos proporcionar mais energia, esta prática faz com que vivamos mais tempo, fazendo dele um verdadeiro medicamento natural anti-envelhecimento e anti-doeças.

 

E fundamento essa teoria com base numa pesquisa recente, através da qual um grupo de investigadores estabeleceu uma relação entre a condição corporal e a cerebral. Através da análise de um grupo de homens com mais de 60 anos, constatou-se que os que praticam exercício físico apresentaram uma melhor capacidade mental do que os homens sedentários. Os cientistas ainda não sabem ao certo a justificação para este fenómeno, teorizam na possibilidade de que uma parte do cérebro deteriora-se com a idade.

 

O facto é que o estudo atesta que aqueles que praticam exercício físico conseguem conservar a parte saudável do cérebro durante mais tempo. A meu ver, isso faz com que possamos estar perante a melhor terapia anti-envelhecimento, para além de um look mais jovem, mas sobretudo uma mente mais ativa, mais jovem, mais dinâmica.

 

Convém é não esquecermos que não existem milagres, ou seja, para conseguirmos todos estes benefícios é fundamental apostar numa alimentação saudável, parte integrante de uma vida com mais qualidade e saúde.

 

Amiga, convencida ou são precisos mais posts sobre o assunto? Vemo-nos por aí, num ginásio qualquer da vida. Até lá nada de sedentarismo nem abuso de junk food!

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Cuidarmos de nós, com isso refiro-me ao bem-estar físico, emocional e psíquico, é um direito e um dever, que devia estar salvaguardado na Constituição. A partir dos 30 então, torna-se mesmo uma obrigação. Pelo menos para aqueles que, como eu, desejam manter uma aparência jovem, elegante e saudável.

 

O nosso corpo é o bem mais precioso que temos. Apraz-me pensar que é o templo da nossa  existência, a embalagem da nossa essência e a ferramenta da nossa comunicação com o mundo. É o nosso cartão de visita por excelência. E como tal devemos zelar para que esteja em forma e, mais importante ainda, isento de doenças (pelo menos daquelas que podemos evitar). E o exercício físico, praticado seja onde for, é um parceiro estratégico nesta tarefa, árdua, exigente e implacável, porém jamais ingrata ou batoteira.

 

Não tem como negar que o que custa mesmo é dar o primeiro passo, ou seja, por o pé para fora de casa, mas depois disso a endorfina - a bendita hormona da felicidade - se encarregará de nos fornecer aquela dose diária recomendada de motivação para continuarmos firmes e fortes rumo a um corpo esbelto, tonificado e saudável. Depois dela, entrará em cena a dona vaidade, que chega de mansinho para nos levantar a moral, melhorar a autoestima, resgatar o orgulho e incendiar o poder de sedução.

 

Ora pensa lá no que pode fazer por ti um corpo todo trabalhado na elegância, composto por uns glúteos moldados, umas pernas tonificadas, uns braços rijos, uma barriga lisa e um peito firme. Agora pensa no que podes tu fazer pelo teu corpo para que fique assim! Preciso dizer mais alguma coisa?

 

Por hoje, fico-me por aqui, mas amanhã temos encontro marcado no ginásio. Certo?

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19
Out15

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Com o meu ego de baixa, venho aqui em busca do teu ombro amigo e, quiçá, de uma palavra de conforto. Conforme combinado, segunda-feira é dia da rúbrica Goste de si que eu também gostarei, através do qual comprometi-me a abordar tópicos relacionados com as relações (sejam elas de que tipo forem).

 

E nem de propósito, o assunto que quero partilhar contigo hoje é a minha (não) relação com um rapaz lá do ginásio, que não há maneira de me passar cartão, mas por quem suspiro, suspiro e suspiro. A este ritmo ainda abro uma suspiraria.

 

Após três semanas de treino intensivo com o meu couch, regressei esta tarde aos treinos. Este interregno forçado deveu-se a falta de fluxo de caixa, já que esta cena de estar desempregada (e sem qualquer subsídio, diga-se de passagem) tem muito que se contar. Enfim... ultrapassada a questão, eis-me de volta ao Fitness Hut, que é bom, barato e bonito (agora até pareço um chinês a promover um dos seus artigos) e ajuda-me a manter a mente e o corpo sãos.

 

Ao final do dia sabe-me sempre bem lá ir, não só porque o exercício físico é algo do qual já não consigo (nem quero) estar longe por muito tempo, mas também porque é o único momento em que o meu cérebro não pensa em nada. A não ser no tal rapaz lá do ginásio!

 

O fulano, gaiato para vinte e poucos anos (não consigo precisar com exatidão a idade dele, sei apenas que é bem mais novo do que eu), é o tal por quem ando a babar desde janeiro, já lá vão mais de nove meses, tempo esse que, para uma mulher à beira dos 40 anos, é uma vida. O fulano não é bonito, mas é giro. O fulano não é gostoso, mas é apetecível. O fulano não é hot, mas tem pinta. O fulano é trinca-espinhas, mas todo trabalhado na tonificação. O fulano só tem duas mudas de roupa, uma para cada estação: uma calça de fato de treino de algodão que aperta nos tornozelos - no comment - e uns calções para a época mais quente, (ambos da cor cinza), mas tem estilo. O fulano só usa t-shirts promocionais -  aquelas das meias-maratonas, tipografia Santos e afins - e meias até às canelas, mas até isso lhe confere um diferencial. O fulano, até há uns meses atrás, só tinha umas sapatilhas de futsal (pois...), mas agora tem um par de adidas todo trendy. O fulano é daquele tipo que para a meio de um agachamento para ir ao telemóvel ler ou escrever mensagens (um dia ainda hei de descobrir com quem ele tanto troca mensagens). O fulano é tão fininho que dá perfeitamente para usá-lo como régua. O fulano é tão achatado lá atrás que deve ser um descendente direto do Mao Tsé Tung (só espero que o que Deus não lhe deu atrás, lhe tenha dado à frente).

 

Mas apesar de tudo isso, o fulano tem potencial, ah tem sim senhora! Sabes aquele tipo de homem que, apesar de não fazer nada o nosso género, tem aquele je ne sais quoi que nos deixa absolutamente fascinadas? Claro que o facto de ele não me ligar nenhuma contribui (e muito) para a intensidade desse fascínio.

 

Uma vez elencados todos os no match point dele, convém esclarecer o que é que eu vi no dito cujo para estar assim tão embeiçada. Para começar, o gajo não usa acessórios corporais, vulgo brincos, piercings e tatoos (em relação a essas coisas sou muito conservadora). Depila-se apenas nas axilas (pelo menos é o que está visível a olho nu), o que me faz pensar que é uma pessoa que zela pela estética, higiene e bem estar coletivo, mas que não deve ser gay. É muito disciplinado, nunca o vi começar a treinar sem primeiro fazer o aquecimento (coisa rara). É metódico, já que segue à risca o seu plano de treino (seja ele qual for), o que, a meu ver, quer dizer que não vai lá apenas polir o tatami, menos ainda socializar ou galar as damas ou cavalheiros (sei lá eu em que time joga o fulano!). Não passa cartão a ninguém, nem dá confiança para isso. Sempre na dele, fala pouco, treina bastante e "telemova" pra caramba (essa parte é mesmo creepy, admito). E eu que adoro pessoas reservadas, misteriosas e de acesso condicionado, não resisto. Bem, quando ele chega de fato, o meu coração simplesmente para: o homem é a coisa mais linda e elegante do mundo.

 

Ninguém no ginásio me sabe dar informações dele e acredita que já recorri a quase toda a gente: ao gerente, a uma PT, à menina da limpeza, aos amigos, até subornei um gym service para aceder ao ficheiros dos sócios e conseguir-me um contato dele (telefone, e-mail, facebook, o que for). Nada!

 

Até agora a única coisa que consegui descobrir foi o seu primeiro e último nome. Uma vez, por acaso, assim só por acaso, vi-o inserir o código de acesso e fiquei a saber como se chamava ele (que alegria minha nesse dia, uma sexta-feira, lembro-me perfeitamente). Mas é um nome tão comum, tão lusitano, que de pouco me serviu até agora, uma vez que devem existir inúmeros sócios com as mesmas coordenadas notariais. Também não tive sorte nenhuma nas redes sociais e acredita que como gestora de social media dificilmente me escapa algo na rede.

 

Minha nossa! Empolguei-me a descrever o rapaz (é para veres o que ele faz comigo) que o texto já vai bem longo e ainda nem sequer cheguei ao cerne da questão: como fazer com o dito cujo repare em mim e me dê uma oportunidade. Alguma sugestão? Qualquer dica será devidamente apreciada.

 

Por ora é tudo, que esta suspirante aqui está toda moída (pudera! após todos estes dias de inatividade, sem falar que a idade também não ajuda) e este corpito que é meu, mas que não me importava de ceder ao tal rapaz do ginásio, só pede repouso.

 

Xiuuuuuu! Consegues ouvir? É a minha cama a chamar-me. Despeço-me com um até amanhã e prometo que para a semana haverá mais para contar sobre esta minha novela pessoal. O melhor ainda está para vir, acredita no que eu te digo!

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15
Jun15

vinho-tinto-sem-alcool-reduz-a-hipertensao.jpg

 

Há dias que andava a adiar o momento de abrir uma garrafa, a primeira, do vinho da marca Altano, um legítimo DOC, recomendada anos atrás por um improvisado companheiro de boleia. Essa é outra história, de entre as muitas que marcam a minha existência, que um dia poderei partilhar consigo.

 

Voltando ao assunto deste post, só o me aventurei a abrir a dita garrafa, uma vez que dias antes tinha comparado uma segunda, em promoção, claro está, pois o meu minguado salário pouco dá para mais.

 

O facto é que, depois de uma aula de body attack, 10 minutos de abdominais e outros tantos de conversa fiada com um colega de ginásio, chego a casa e preparo o jantar. Normalmente, nos dias que vou ao ginásio, quatro vezes por semana, que eu sou uma pré-quarentona disciplinada e motivada, costumo jantar apenas uma sopa no Bagga, uma pastelaria pela qual passo a caminho de casa. Mas como hoje é dia de canja - há dois tipos de sopa que esta mulher aqui não consome em hipótese alguma: a dita canja de galinha portuguesa, pois a da minha terra, como e lambo os beiços, as mãos e, com sorte, o queixo, e a sopa de alho francês, adoro tudo que leva a chancela gaulesa, mas o alho francês nem nesta e nem na próxima vida.

 

Onde é que ia mesmo? Ah! como não gosto de canja, a sopa do dia, só me restou a opção de comer em casa mesmo, tarefa algo desagradável, pois não gosto de cozinhar e muito menos às nove e tal da noite. Mesmo assim, lá fui eu esgravetar as duas prateleiras que me cabem por direito e por apropriação no congelador lá de casa alguns legumes - batata doce, mandioca, feijão verde, ervilhas e bróculos. Sim, porque depois de 1/2 hora e meia de intenso exercício físico convém ceder à tentação e ingerir (apenas) alimentos saudáveis. E para relaxar mesmo a mente e o corpo, uma taça de rouge vem mesmo a calhar. Assim sendo, dou por mim à frente da cristaleira da sala, que de cristal não tem nem a pretensão de o ser, a assaltar o meu precioso espólio de dois legítimos Altanos.

 

Do meu stock habitual de duas garrafas, sobravam exatamente dois exemplares dessa marca, que tenho estado a guardar para uma ocasião especial. Sabe... "aquela" em que a iria soberear ao lado de uma bela companhia masculina, entre beijos, carícias e olhares cheios de promessas, mas que (in)felizmente nunca chegou, não obstante os dias, semanas, meses e anos continuarem a sua implacável odisseia. Entre a vontade de um vinhozinho para relaxar e a fantasia do (tão esperado) momento romântico a dois, fiquei mesmo pela vontade, que essa pelo menos é real e está aqui do meu lado, esperando que lhe dê atenção. Ainda bem que assim fiz, pois o vinho é simplesmente magnífico: doce, frutado e envolvente. Mesmo inexperiente em matéria de enologia, o meu palato me disse ao primeiro toque com a língua que este é sem dúvida um dos melhores que já provei. Pelos vistos, valeu a pena os 3,99€ que paguei por ele (em promoção, convém relembrar).

 

E não é que, uma refeição à base de fervidos e uma singela lata de atum, tornou-se, num gole de vinho, num verdadeiro manjar, que me soube pela vida e que despertou uma inspiração inusitada ao ponto de não esperar sequer umas horitas para registar aqui o seu encanto pelo dito Altano.

 

E assim, uma enfadonha e solitária noite de segunda-feira de uma trintona, transformou-se numa quente e sensual dança de sentidos, sob a batuta da doce fragrância deste néctar dos deuses.

 

E esta noite, a solteira e órfã de quase tudo sente-se uma verdadeira deusa, que deseja a si, minha companheira de drama, uma noite feliz! Que feliz fez-me sentir um amante rouge de nome Altano.

 

Salut!

LegoLuna

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