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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

23
Dez22

Neste Natal, oferece atenção

por Sara Sarowsky

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Ora viva! 👋

Neste que será o último conteúdo do ano, apresento-te a nova crónica para o portal de notícias do meu país-natal, Balai Cabo Verde, na qual faço uma reflexão sobre o poder da atenção, ao mesmo tempo que lanço o desafio para, ao invés de prendas materiais, oferecermos sentimentos.

Aposto que vais gostar, já que acredito que, tal como eu, a sensibilidade seja a tua melhor conselheira. Boa leitura, Festas Felizes e até para o ano.

A festa maior da civilização moderna está mesmo à porta e variados são os desejos que queremos ver a atravessarem essa porta: reencontros, prendas, tradições, refeições, reuniões, convívios, abraços, partilhas, férias, viagens... no fundo, momentos prazerosos, capazes de renovar em nós a crença de que o amor, a comunhão e a solidariedade são tudo quanto precisamos para sermos e fazermos os outros felizes. Inebriada pela magia da época, dedico esta crónica a todos aqueles que estão dispostos a abrir o coração ao espírito de Natal.

Superada uma pandemia repentina, agressiva, restritiva e condenatória para milhares de vidas, 2022 prometia ser mais condescendente que os seus antecessores. Infelizmente, vimos goradas as nossas expectativas. Um conflito armado - inesperado, desnecessário e arbitrário - trocou-nos as voltas e restituiu às nossas mentes e aos nossos corações sentimentos que julgávamos ultrapassados: medo, incerteza, insegurança, desesperança.

Meses turbulentos (re)vivemos nós ao longo deste ano, quando tudo o que desejávamos era reconquistar a vida de outrora. Este Natal, o primeiro dos últimos dois anos em que não nos é imposto qualquer tipo de restrições, acaba por ter um sabor agridoce. Se, por um lado, recuperamos a liberdade para fazermos o que nos apetecer, irmos aonde quisermos, estarmos com quem desejarmos, por outro, vimo-nos privados da nossa liberdade financeira.

Com a inflação a colecionar recordes e as famílias a perderem poder de compra, esta época festiva está longe de ser aquela com a qual andámos a sonhar desde 2019. Em tempos de vacas magras, raquíticas para muitos, que engordem a criatividade e a solidariedade. Na impossibilidade - ou dificuldade - de podermos desfrutar da abundância e da fartura na sua plenitude, ou seja, de oferecermos prendas dispendiosas, desfrutarmos de uma mesa abastada ou irmos para perto daqueles que estão longe, ofereçamos o mais valioso de todos os presentes, aquele que nada custará e que toda a diferença fará na vida de quem o receber: atenção.

Sabias que, segundo o estudo global da Gallup de 2022, uma em cada cinco pessoas sente que não tem com quem contar; que, de acordo com o The Prince's Trust, 35% dos jovens britânicos entre os 16 e os 25 anos se sentem mais sozinhos que nunca; que o Reino Unido, tal como o Japão, criou um Ministério da Solidão para dar uma resposta concertada ao problema; e que Portugal é o 6º país europeu onde a solidão mais tem aumentado?

O parágrafo anterior é um inequívoco indício de que as pessoas nunca precisaram tanto de atenção, e que dá-la ao outro é de uma generosidade e humanidade ímpar. Oferecer é um ato de amor e o Natal mais não é do que uma festa de amor, em que cada um dá o que tem, pode ou está disposto. "Quem dá o que tem a mais não é obrigado", diz o ditado. Digo eu que "Quem dá o melhor que tem, a mais é obrigado a receber".  

Quando damos o melhor de nós, pomo-nos a jeito para receber o melhor dos outros; como tal, quando dás a tua atenção, estás o oferecer o melhor de ti e a despertar o melhor no outro. Numa sociedade em que mal conseguimos ter tempo para nós mesmos, arranjar tempo para dar atenção ao outro é algo incalculável, inestimável, inolvidável.

Que não restem dúvidas de que o que realmente importa, não apenas no Natal, mas na vida, é a atenção, a intenção, a afeição, a presença. Por disso estar absolutamente convicta, desafio-te a, neste Natal, oferecer atenção, a tua atenção. A, neste Natal, oferecer intenção, a tua intenção. A, neste Natal, oferecer afeição, a tua afeição. A, neste Natal, oferecer presença, a tua presença. 

Neste Natal, oferece-te! Que o (verdadeiro) espírito de Natal se faça presente na tua vida e que tu te faças presente, não somente de corpo, mas sobretudo de coração, na vida daqueles que importam. Será com toda a certeza a prenda mais valiosa que podes oferecer. Feliz Natal!

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19
Dez22

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Ora viva! 👋

Acaso és daquelas pessoas que acredita em astrologia, mais especificamente, em como ela influencia - para não dizer determinar - a nossa personalidade, logo o nosso comportamento? Apesar de considerada uma pseudociência, ou seja, não reconhecida pela academia como uma ciência de facto e de direito, ao contrário da astronomia, eu acredito na astrologia. Até porque a revejo-me em praticamente tudo o que ela assume como sendo as caraterísticas do meu signo.

Tudo isto para dizer que existem nativos que, pelo signo pelo qual se regem, são mais propensos à solteirice, até porque sabemos nós bem que trocar a liberdade por uma relação duradoura é um compromisso que nem todas as criaturas estão dispostas a fazer. E muitos sequer têm perfil para tal, tamanha a sua natureza indivualista, ou egoísta, como muitos gostam de vaticinar.

Vamos lá então ver quem são os membros do clube "solteiros com orgulho", de acordo com a revista Máxima:

Capricórnio
Teimosos por natureza, os nascidos entre 22 de dezembro e 20 de janeiro sabem bem o que querem e gostam das coisas feitas à sua maneira. É por isso que procuram relacionar-se com pessoas que partilhem da sua tenacidade, mas se não as encontrarem, preferem ficar apenas com a companhia da sua independência.

Peixes
Os nativos do décimo segundo, e último signo do zodíaco, são pessoas calmas e sensíveis, que adoram passar o serão no sofá na companhia de uma manta, de um livro e de um chá. Ocasionalmente dão o ar da sua graça em eventos sociais, mas sempre com a intenção de regressar às águas livres da sua natureza livre, motivo pelo qual encaram a solteirice como uma benção e não uma maldição.

Escorpião
Os nascidos entre 23 de outubro e 22 de novembro tendem a procurar nos outros qualidades semelhantes às suas. Na sua mente, este é um plano sem falhas no que toca a relações amorosas. No entanto, também são muito protetores da sua privacidade e ficam logo em modo defesa quando alguém tenta derrubar as suas barreiras. 

Caranguejo
Os nascidos entre 21 de junho e 22 de julho são conhecidos por serem sensíveis, carinhosos e de gostarem de cuidar dos outros. Porém, a sua sensibilidade extrema torna-os suscetíveis a oscilações de humor, como uma esponja que absorve as emoções à sua volta, e por isso tornam-se cautelosos com quem deixam entrar no seu círculo interior. Uma boa série de televisão é-lhes muito mais atrativo do que um programas a dois. 

Virgem
Este é um dos signos mais workaholics do Zodíaco. Por serem hiper dependentes e gostarem de gastar o tempo livre com os seus hobbies, sem aborrecimentos externos, não costumam ser vistos como um bom par romântico. Na eventualidade de serem convidados para festas ou convívios, há uma grande probabilidade de priorizarem o trabalho ou o seu sono de beleza.

Sentenças astrológicas à parte, estar numa relação amorosa não é para todos e há mesmo quem prefira o celibato ao emparelhamento. Obviamente que isso não quer dizer que não se relacionam sentimentalmente, menos ainda que não sabem aproveitar o lado bom do romance. Envolvem-se, aventuram-se, divertem-se, ou seja desfrutam de tudo a que têm direito, desde que isso não implique um compromisso duradouro ou definitivo. 

Meu bem, por hoje é tudo. Cá te espero amanhã para mais uma conversa amiga entre mim e uma solteira gira e traquina chamada Tercia Lima. Juntas vamos desconstruir um pouco mais as alegrias, amarguras, frustrações e compensações da solteirice de longa duração.

Beijo 💋 em ti e até amanhã!

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12
Dez22

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Ora viva! ✌️

Da monogamia e da poligamia aposto que já ouviste falar. E da sologamia, acaso farás tu alguma ideia do que se trata? Sabias ao menos que esse conceito existe e que há quem não se fique pela teoria? E se eu te desse uma pista... alguém que tenha contraído matrimónio consigo mesmo? A sologamia é precisamente isso e neste post vou contar tudo o que descobri sobre esta forma de elevar a solteirice a um outro patamar.

Acredites ou não, há cada vez mais solteiros a dizerem "sim" a si mesmos. Quer isto dizer que, ao invés de se casarem com o 'amor da sua vida', optam por casar consigo mesmos. Desilusões amorosas ou, até mesmo, a descrença no matrimónio, justificam a decisão de aderir a uma prática que está a ganhar cada vez mais adeptos, sobretudo em geografias como os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá, o Brasil e a Nova Zelândia.

Tal como o nome indica, a sologamia acontece quando um indivíduo decide casar a solo, quer seja por nunca ter chegado a encontrar a cara metade, quer seja porque prefere respeitar o ditado de que "mais vale só do que mal acompanhado". Embora inusitada, esta prática mereceu destaque em Jam, Glee ou O sexo e a cidade, séries que contribuíram ativamente para a sua proliferação e globalização.

Vista como uma solução para quem está farto de ouvir a pergunta "mas porque é que ainda estás solteiro/a?", a sologamia mais não é do que o autocasamento, uma prática não reconhecida legalmente em nenhum lugar do mundo, mas em franco crescimento, ao ponto de já existirem negócios inteiramente dedicados a ajudar os noivos a planearem as suas próprias cerimónias, sendo a maioria dos clientes mulheres "urbanas, bem-sucedidas e educadas".

Num momento em que o número de pessoas não casadas atingiu recordes em vários dos países mais desenvolvidos do mundo, mais do que apenas casar consigo próprio, quem escolhe o autocasamento está fazendo uma afirmação poderosa. Os seus praticantes apregoam que se trata de uma questão de amor próprio e aceitação individuais, uma espécie de reconhecimento como sendo merecedor de amor.

Como deves imaginar, a sologamia não reune consenso, sendo muitas as vozes que se insurgem contra, considerando-a uma manifestação de puro narcisismo ou de "adesão sem sentido a uma instituição patriarcal". O facto é que "as mulheres crescem com histórias de casamentos de contos de fada e a cultura da princesa ainda não está desaparecendo em nenhum lugar. Mas as cerimónias de autocasamento permitem-nos reescrever essa narrativa - não precisamos de um noivo", assume Alexandra Gill, cofundadora da consultoria Marry Yourself Vancouver.

Por mais que a mim faça sentido a promessa de "estar comigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-me, respeitando-me e sendo-me fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe", o autocasamento é too much para esta solteira aqui. Por mais bem-resolvida que ela esteja em relação ao seu amor próprio e à sua situação amorosa. E tenho dito!

Estarei de volta amanhã com um novo episódio do podcast Ainda Solteiros, no qual estive à conversa com uma miúda gira, que falou da solteirice sem papas na língua e com uma assertividade digna de registo. Até lá, beijo 💋 em ti!

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7DE376BA-454F-4CB4-9B18-BD5D87E5ECB1.jpegOra viva! ✌️

Para este início de semana, a primeira de facto e de direito do mês de dezembro de 2022, proponho lançarmos um olhar - mais um - sobre  a questão eternamente discutida aqui no blog e recentemente exportada para o podcast: temos mesmo que emparelhar e procriar, ou seja, é imperativo que sigamos o manual de boas práticas sociais, cumprindo as regras pela ordem em que elas estão estabelecidas?

Num artigo para a Escola do Sentir, as psicólogas Cátia Lopo e Sara Almeida respondem à questão, chamando a atenção para o facto de que, ao tentarmos corresponder aos padrões que esperam de nós, tendemos a sentirmo-nos permanentemente ansiosos e insatisfeitos. Daí que caiba a cada um de nós decidir como quer viver a sua vida, isenta de pressões externas, por mais significativas que elas sejam.

Para entenderes com clareza o que estou para aqui a dizer, o melhor mesmo é leres na íntegra o que elas escreveram:

À medida que vamos crescendo, vamos sendo encaixados no ‘puzzle’ da sociedade. Vão-nos indicando que há uma altura certa para estudar, para ter o primeiro emprego, para ter um carro, casar e ter uma casa.

É verdade que há um conjunto de passos que vão sendo dados por muitos de nós em idades-chave da nossa vida, de uma forma relativamente uniforme. Mas, é ainda mais verdade que ninguém deve precipitar nenhum desses passos apenas porque para os outros chegou a ‘altura certa’.

Não é verdade que estejamos todos preparados para casar na mesma altura ou que alguma vez estejamos preparados para tal. Sempre que, enquanto sociedade, continuamos a perpetuar estereótipos, estamos a anular a individualidade e a singularidade de cada um de nós. Não há datas certas iguais para todos.

Por outro lado, sempre que damos passos para corresponder ao que a sociedade espera, estamos a sabotar-nos e a anular o mais importante que cada um de nós tem: a nossa essência. Como tal, ao tentar corresponder aos padrões que esperam de nós, tendemos a sentirmo-nos permanentemente ansiosos e insatisfeitos. Isto acontece porque, por muito que tentemos corresponder, vai sempre haver mais e mais exigências externas às quais teremos de continuar desenfreadamente a corresponder - primeiro os estudos, depois o trabalho, depois os filhos.

Neste frenesim, a ansiedade aumenta e parece que nada é suficiente para quem está à nossa volta. Ao mesmo tempo, vamos ficando não só ansiosos como altamente insatisfeitos, porque estamos atrás daquilo que os outros esperam e não atrás daquilo que nós próprios queremos para a nossa vida o que, inevitavelmente, nos vai frustrar e fazer-nos questionar a nossa essência.

E este é um cenário vivido com muita frequência por muitos jovens adultos que, por um lado, se veem confrontados com as exigências da sociedade e, por outro lado, se veem confrontados com os seus apelos internos e percebem que não são compatíveis. É aqui que nasce um conflito interno difícil de gerir.

Nestas circunstâncias, cada um de nós precisa de tomar consciência de que os degraus das nossas conquistas são para ser subidos por cada um de nós, de forma única, no nosso tempo e ao nosso ritmo. Tudo chega no seu tempo e encaixa no puzzle da nossa vida, sem que precisemos de fazer um controlo fora do vulgar e sem que tenhamos de nos sentir à margem. Neste contexto, é essencial que comecemos cada vez mais a ter a coragem de assumir quem somos, o que queremos viver e conquistar, mesmo que isso nos torne uma peça que não se encaixa no puzzle da sociedade.

Meu bem, depois do que acabaste de ler, ainda achas que faz sentido entrar ou permanecer numa relação só porque sim, como acontece com tanta gente ao nosso redor? Muito me agradaria saber o que pensas sobre isso, até porque estou a pensarlevar este tema a debate no podcast. 😉

Escuso lembrar-te que amanhã sairá mais um episódio do Ainda Solteiros, desta feita com o primeiro entrevistado, um celibatário dourado que encara a sua situação amorosa com serenidade, sinceridade e sabedoria. Até lá, beijo 💋 em ti!

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Ora viva! ✌️

Na expectativa de que tenhas desfrutado de um ótimo fim de semana, quero propor-te uma reflexão sobre a quem beneficia mais a felicidade, o solteiro ou o casado. Eu sei que estou sempre a bater na mesma tecla, mas, enquanto desencardidora de mentes e ativista pela causa solteirice, não insistir é um luxo a que não posso dar-me. É como se diz, "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"...

O mote para escrever sobre esta temática surgiu no sábado, ao longo da gravação do Ainda Solteiros. Durante a conversa com os meus convidados, o tema acabava sempre por vir à baila, não fosse o propósito do podcast refutar a ideia jurássica, porém, ainda vigente, de que solteirice rima com infelicidade.

O que pensam os meus convidados desta questão ficarás a conhecer ao longo dos próximos episódios, com um novo a ir para o ar já amanhã. Por ora, cumpre esta crónica o dever de te fornecer os elementos necessários para tirares as tuas próprias ilações e decidir, com base em estudos científicos, se ser solteiro é sinónimo de liberdade ou se estar casado é sinónimo de felicidade, sem esquecer que esta última depende de inúmeros factores, os quais podem ser atingidos estando solteiro ou não. 

Há estudos que indicam que o casamento aumenta a probabilidade de sobreviver a um AVC e diminuiu o risco de o voltar a sofrer, além de reduzir também os níveis de stress. Em contrapartida, o celibato apresenta uma série de benefícios tanto para a saúde física como para a mental.

Vejamos, pois, algumas delas. Segundo Bella DePaulo, psicoterapeuta norte-amerciana a quem citei nos posts "Solteirona", a palavra que mais estigmatiza a mulher solteira e Solteiros: o poder dos números, os celibatários tendem a ter relações sociais mais fortes. Portanto, duplamente equivocado está quem pensa que solteirice é sinónimo de solidão. Ainda esta manhã partilhei nas minhas redes sociais o post Sozinhos sim, solitários nunca, que ilustra exatamente isso. 

"Ser solteiro aumenta as interações sociais tanto dos homens como das mulheres" garantem as investigadoras norte-americanas Natalia Sarkisian e Naomi Gerstel, num estudo de 2015, que visou descobrir se ser solteiro ou casado influenciava as relações com a família, vizinhos e amigos.

E sabemos bem que as amizades ocupam o pódio na lista de coisas essenciais para se ser feliz. Pessoas que mantém contacto com 10 ou mais indivíduos são significativamente mais felizes do que as que não o fazem, indica um estudo publicado no British Medical Journal.

Por outro lado, os solteiros tendem a ter mais tempo para se dedicarem a si próprios. Um questionário feito a mais de 13 mil pessoas, com idades entre os 18 e os 64 anos, permitiu concluir que aqueles que nunca casaram praticavam exercício físico mais vezes por semana do que os casados ou divorciados.

Os que não estão em relacionamentos tendem igualmente a aproveitar da melhor forma o tempo que passam sozinhos. "Estar sozinho pode ser essencial para nos conhecermos melhor a nós próprios", refere Amy Morin, psicoterapeuta que acredita que passar tempo sozinho pode ajudar-nos a ser mais produtivos e a ter níveis mais elevados de criatividade e intimidade.

Como pudeste ler, benefícios de ser solteiro há, e de que maneira. Contudo, estar num relacionamento apresenta vantagens que os solteiros não usufruem. Os casados são felizes à sua maneira, e podem ser bem mais do que os solteiros se souberem encontrar a fórmula certa. Afinal, "a felicidade só é real, quando partilhada".

Podemos dizer que os solteiros são mais felizes do que os casados? Podemos! Mas não seria uma verdade absoluta, já que a felicidade é um estado de espírito que depende da nossa personalidade, da personalidade do outro e, sobretudo, da forma como encontramos o equilíbrio na relação. O facto é que nem a solteirice nem o emparelhamento trazem qualquer garantia de felicidade.

Por hoje é tudo. Regressarei amanhã, com mais um episódio do podcast, o primeiro em que vou conversar com um solteiro. Hasta!

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Ora viva! ✌️

Eis-nos prontos para uma nova semana, dela esperando que traga, no mínimo, um acontecimento incrivelmente bom. Esta tua solteira favorita já está em contagem descrescente para iniciar uma nova volta ao sol, motivo pelo qual o seu atual estado de espírito é de inquietude e muita expectativa.

Sobre as minhas 45 velas falaremos noutra altura, que hoje estou aqui para deixar-te um texto de Shani Jay para o site Já Foste, o qual induz-nos a (mais) uma reflexão sobre o quão importante é esperarmos pela pessoa certa, ou seja, por um amor de verdade, e não de fachada, como tantos que abundam pelas estórias da vida.

Fica solteiro até encontrares alguém que se dedique a ti de coração e alma. Até lá, explora e passeia por este belo mundo por conta própria. Mantém o teu coração para ti mesmo. Aprecia-te a ti mesmo. Aproveita e aprecia todos os momentos solitários preciosos, pois tu tens muito pelo qual ser grato na tua vida!

Entende o teu valor. E nunca te acomodes. Continua assim. Não penses que deves dizer sim, quando o que realmente queres é dizer não. Porque sempre haverá mais chances para dizer sim.

Mesmo quando estiveres com medo e te sentires só, continua solteiro. Até conheceres quem vá esmagar todas as tuas dúvidas num piscar de olhos. Alguém que ficará contigo e lutará por ti. Alguém que vai dedicar-se a ti a 100%, sem hesitar ou duvidar.

Alguém que irá lutar por ti desde o momento em que te conheceu até ao final da tua vida, mesmo quando os vossos corpos e mentes envelhecerem. Fica solteiro até encontrares os ombros perfeitos para abraçares e descansares. Fica solteiro até conheceres alguém que ferozmente protegerá o teu coração dos perigos do mundo.

Alguém que vá acordar a cada dia e fazer tudo aquilo que estiver ao seu alcance para amar-te mais ainda do que no dia anterior. Alguém que deixará claro que não vai fugir nem desaparecer. Alguém em quem tu possas confiar, não importa quão difícil estejam as coisas, não importa qual for a situação.

Alguém que não tenha medo de te chamar à atenção quando for preciso, e te dê os melhores conselhos, por mais difíceis e contraditórios que possam parecer no momento. Alguém que, voluntariamente, assuma a tua dor, como se fosse sua. Alguém com quem tu possas contar em todos os momentos, e que te faça ganhar força e esperança quando estiveres a sentir-te sem forças para continuar.

Fica solteiro até que encontres alguém que não desista de ti quando as coisas ficarem difíceis, porque por melhor que seja um relacionamento, haverá inevitavelmente momentos em que as coisas ficarão um pouco mais complicadas. Fica solteiro até que encontres alguém que prove que estará lá por ti e nunca te deixará sozinho.

Fica solteira até encontrares alguém que prove que te merece!

Estarei de volta amanhã com mais um episódio do podcast Ainda Solteiros, dedicado à amizade colorida. Até lá, fica o abraço amigo de sempre e desejos de uma ótima semana!

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14
Nov22

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Ora viva! ✌️

Celebrou-se, na passada sexta-feira, o dia dos solteiros. Infelizmente, pelo motivo que referi na publicação anterior, não me foi possível vir aqui deixar-te um texto alusivo à efeméride. O máximo que consegui foi "repostar" nas redes sociais um conteúdo datado de 2019, no qual faço uma reflexão sobre um dia que é dos solteiros, mas que quem festeja é o comércio.

Ainda que já se tenham passado três dias, eis-me aqui a retomar o assunto, almejando chamar a tua atenção para o poder dos números dos solteiros. Este poder, ascendente a olhos vistos, mais não é do que o grande impulsionador desta celebração made in China, mas que se está a alastrar pelo mundo, Portugal inclusive, como já vais ficar a saber.

Antes disso, permite-me um breve enquadramento deste 11/11. Acredites ou não, há já 32 anos que o Single's Day faz parte do calendário dos desemparelhados chineses. Contudo, o seu cunho comercial só foi introduzido em 2009 pelo gigante do comércio eletrónico Alibaba, que o transformou num negócio. E que negócio! De acordo com a Forbes, no ano passado a plataforma online registou vendas superiores a 80 mil milhões de euros.

O décimo primeiro dia do décimo primeiro mês do ano é atualmente o maior dia de compras do mundo naquele país asiático. Em terras lusas, a data (ainda) não é oficialmente assinalada, mas já existem marcas que não esquecem os solteiros e fazem questão de lhes oferecer um miminho. É o caso da Kiehl's, do El Corte Inglés, da Sephora, da Burger King, da Carlsberg e, para alegria minha, da cadeia de hotéis Vila Galé.

É, pois, notório que o (pré)conceito à volta dos solteiros está mudando. Alguns especialistas acreditam que essas mudanças comportamentais e culturais poderão promover a normalização da solteirice, e, quem sabe, ajudar a aliviar a tal pressão sobre os que não têm parceiros que estou sempre a denunciar.

Nos últimos tempos, várias celebridades e influencers têm assumido com orgulho a sua situação de solteiro. A atriz Emma Watson, por exemplo, descreveu publicamente o seu status amoroso como "parceira de si mesma", incentivando outras pessoas a considerar a ausência de um parceiro romântico como positiva e não negativa. Essa é das minhas, tenho que convidá-la para o podcast 😉.

"Quanto mais pessoas aceitarem o seu celibato, mais pessoas se sentirão liberadas para fazer o mesmo", afirma a psicoterapeuta Allison Abrams, de quem falei no post anterior. Os entendidos na matéria esperam assim que esses ventos de mudança continuem a fazer evoluir o julgamento dos solteiros.

Bella DePaulo, a autora que também mencionei na minha última passagem por cá, chama esse processo de "o poder dos números". Segundo ela, "quase toda vez que o Escritório do Censo [dos Estados Unidos] divulga as suas estatísticas, as conclusões indicam um maior número e proporção de pessoas solteiras". "Quando uma grande parcela da população não está casada (só nos Estados Unidos são perto da metade), fica mais difícil insistir que há algo de errado com todos eles", remata a autora.

É meu bem, existe um poder pujante, latente, inexplorado e subestimado por detrás da solteirice. Há muito que venho alertando para esta questão, frisando que o celibato é um mercado com um potencial enorme, que já movimenta bilhões. E esta solteira aqui tem toda a legitimidade para reclamar a sua fatia deste bolo gigantesco. Ai se tem! Mas isso é assunto para outra crónica. 😉

Estarei de volta amanhã com um novo episódio do Ainda Solteiros, o podcast de solteiros, para solteiros, que está a bombar nas plataformas. Até lá, fica com aquele abraço amigo!

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Ora viva! ✌️

Estes últimos dias têm sido uma loucura, daí que a minha presença aqui no blog não esteja a ser tão assídua como seria de prever. Entre a estreia do Ainda Solteiros, os preparativos para a minha festa de aniversário, a organização de um evento para a primeira semana de 2023, os textos para três projetos, a procura de parceiros para o podcast, as consultas de tarot - sim, dou consultas de tarot! 😉 - e as exigências quotidianas pouco tempo tem sobrado para me dedicar a ti. Com muita pena minha, é bom que saibas disso.

Ainda assim, tento dar o meu melhor e fazer tudo o que me é possível, no momento em que me é oportuno. Depois deste parlapiê todo, estou pronta para revelar o tema da crónica de hoje: a solteirona. Pessoalmente, considero a palavra deselegante, maldosa até. Mas o facto é que ela ainda circula pelas bocas de muitas mentes encardidas que insistem em achar que uma mulher solteira depois de uma certa idade é encalhada, logo, solteirona.

Como referi dias há no post Os efeitos nocivos do julgamento social contra os solteiros,constrangimento por ser solteiro não é equitativo. As mulheres são bem mais flageladas, com algumas culturas a imporem o casamento e a maternidade como a única via para a realização pessoal, social e familiar.

Por considerá-lo um tema deveras relevante, o terceiro episódio do podcast, disponível na próxima terça-feira, 15 de novembro, debruça-se precisamente sobre a solteirice no feminino. Nesse entretanto, intento através desta crónica desconstruir algumas das ideias erróneas sobre os indivíduos do sexo feminino que não têm um par ou não estão numa relação amorosa assumida ou oficializada.

A forma como as pessoas se referem às solteiras, em comparação com os homens na mesma situação amorosa, não é nada lisonjeira. Na nossa língua, o termo "solteirona" tem uma conotação bem mais pejorativa que a sua forma no masculino, "solteirão". "Solteirona" ganhou conotação negativa ao longo do tempo, depreciando as mulheres desemparelhadas e alimentando a crença de que elas são fracassadas, problemáticas, rejeitadas, preteridas.

"Segundo a crença popular, as mulheres se preocupam mais com o casamento que os homens", considera Bella DePaulo, autora do livro Singled Out: How Singles are Stereotyped, Stigmatized and Ignored, and Still Live Happily Ever After (publicado em português com o título "Segregados: como os solteiros são estereotipados, estigmatizados e ignorados e vivem felizes". "Por isso, acho que as mulheres solteiras são submetidas com mais frequência a perguntas irritantes como 'está namorando?'".

Já a psicoterapeuta Allison Abrams relembra que mais pacientes mulheres partilham experiências que causaram constrangimento por serem solteiras que os pacientes do sexo oposto. "Os homens solteiros também podem ser tratados de forma depreciativa e arrogante", remata, por sua vez, DePaulo, ressalvando que as pessoas os consideram infantis, incapazes de cuidar de si próprios ou obcecados por sexo.

Toda vez que eu ouço alguém proferir a palavra "solteirona", fico com o pelo eriçado e o coração minguado. Isto porque vem-me à mente a imagem de uma senhora de meia idade, com veruga no nariz, cabelo ralo, dentes amarelados e postura curvada. Afinal, não é esta a imagem da mulher que nunca casou ou procriou que a sétima arte, sustentada pela dona literatura, nos vendeu durante séculos? A par de "encalhada", a palavra "solteirona" é sem sombra de dúvida aquela que mais estigmatiza a mulher desemparelhada. É pois hora de bani-la do nosso léxico e relegá-la à memória do tempo em que não abundavam solteiras poderosas, empoderadas, gostosas, determinadas, conscientes e felizes.

Beijo 💋 em ti e até para a semana, que sexta e sábado estarei a labutar, de manhã à noite, num evento giríssimo chamado Bazar Diplomático. Como deves imaginar, não conseguirei arranjar tempo para vir aqui deixar-te uma crónica amiga. Bom fim de semana!

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Ora viva! ✌️ 

Hoje quero partilhar contigo um artigo da BBC Worklife, datado de abril deste ano, que versa sobre o quão nocivo pode ser o julgamento social de que (ainda) são alvos os solteiros, sobretudo quando pertencentes ao género feminino. Dado que a publicação é bem extensa, vou fazer um apanhado das partes mais interessantes.
 
Sabemos bem que o número de solteiros não para de aumentar; que o digam as taxas de divórcio e os incontáveis corações desocupados que deambulam pelas estradas da vida. Mas nem por isso a sociedade, pela boca dos seus membros, desiste de neles incutir a esperança de que, a qualquer momento, encontrarão um par, como se o propósito maior das suas vidas fosse estar emparelhado. 
 
O porquê de tamanha preocupação com o facto de as pessoas estarem avulsas é a pergunta que me faço há anos, e aquela que este blog tenta descobrir há mais de sete.
 
Questionar por que alguém "ainda" é solteiro, ou pior, confortá-lo dizendo que "irá encontrar alguém em breve", é para muitos uma forma de expressar solidariedade para com uma situação amorosa que entendem como desfavorável, desgostosa até. Para aqueles que os estimam, trata-se de uma forma atenciosa, e até sensível, de procurar saber se os seus amigos solteiros estão bem.
 
Contudo, essa atitude "paternalista" em nada os conforta, pelo contrário, deixa-os confrangidos, já que os lembra o tempo todo que não estão a cumprir o papel que deles se espera, que estão a falhar na sua missão social, que estão a atentar contra a ordem "natural" das coisas. Digo isso com conhecimento de causa, motivo pelo qual a partir de agora a narrativa passará a ser feita na primeira pessoa do plural.
 
A "cobrança" a que nós os solteiros estamos constantemente sujeitos provoca significativas lesões na nossa autoestima. Lesa igualmente a nossa perceção do amor verdadeiro. O "constrangimento por ser solteiro" mais não é do que o resultado do preconceito contra as pessoas que não se casaram, assente no pressuposto de que elas devem ser tristes e solitárias por não terem "alguém"; que estão ativamente procurando por um parceiro, mas ainda não encontraram; ou que deve haver algo de errado com elas, já que ninguém as quer.
 
Todos estes estereótipos são causados pelas pressões para que nos adquemos a padrões sociais há muito estebelecidos: encontrar alguém, casar, constituir família, comprar casa, arranjar um animal de estimação e por aí fora. Como se nessa imagem de anúncio de margarina residisse o segredo da felicidade humana.
 
E nem o facto de estarmos a caminhar para o final do ano 22 do século 21, e de ser cada vez mais óbvio que o matrimónio não é sinónimo de felicidade, consegue contrariar as crenças enraizadas no coletivo de que o solteiro é menos, é menor. Pesquisas recentes ilustram de forma contundente o estigma da solteirice. Uma sondagem do site de relacionamentos Match, analisados pela BBC, apurou que, entre mil adultos britânicos solteiros, 52% relataram sofrer constrangimento pela sua condição amorosa.
 
Pessoas que não estão numa relação amorosa continuam, portanto, a enfrentar dificuldades perante amigos, familiares e colegas, ou seja, perante a sociedade. E muitas vezes, por causa dessa tal pressão, acabam por se sentirem mal consigos próprios, como se de algum mal padecessem.
 
Ainda que grande parte da comunidade celibatária pareça cada vez mais à vontade para assumir a sua situação amorosa, a pressão para encontrar um "chinelo para o pé cansado" - como tantas vezes ouvi - continua assombrando as suas existências. "As pessoas tendem a achar que você está solitário e aborrecido só porque é solteiro", considera Ipek Kucuk, especialista em namoros da aplicação Happn.
 
A pesquisa da Match há pouco citada quis ainda saber quais as "frases constrangedoras" mais comuns ouvidas pelos solteiros, sendo as mais frequentes estas duas: "Daqui a nada vais encontrar alguém" (35%) e "Deves ser tão solitário" (29%). Os dados apurados relevaram ainda que 38% reconheceu que as pessoas geralmente têm pena da sua situação.
 
De acordo com a psicoterapeuta Abrams, mesmo quando a pessoa solteira não é constrangida pelos amigos e parentes, não atingir grandes objetivos de vida como o casamento e a maternidade pode trazer prejuízos — especialmente para aqueles que procuram ativamente por um parceiro — porque é isso que a sociedade espera deles.
 
"Muitas vezes, presenciei essa situação como uma das causas da depressão", assume Abrams. Um "roteiro" normalizado para a vida bem-sucedida pode inclusive forçar quem esteja feliz com a sua solteirice a reconsiderar a sua condição e a procurar algo do qual não tem certeza, apenas para poder encaixar-se nas normas culturais.
 
Meu bem, como pudeste ler, o constrangimento por ser solteiro não vem apenas dos nossos amigos e parentes intrometidos. É transversal a toda a sociedade. O próprio Estado, a par da igreja, é um dos maiores carrascos da solteirice. Preciso lembrar-te dos inúmeros benefícios económicos, fiscais e jurídicos exclusivamente concedidos aos cidadão casados?
 
Como o texto já vai longo, despeço-me sem mais delongas: beijo 💋 em ti e até sexta!

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Ora viva! ✌️ 

Porque a (boa) alimentação é um tema cada vez mais incontornável na vida daqueles que, como eu, valorizam a saúde e o bem-estar, ou seja, se importam com a qualidade de vida, vou de seguida apresentar-te meia dúzia de alimentos que por saberem e fazerem bem são considerados superalimentos.

Superalimentos são aqueles que possuem propriedades capazes de libertar endorfina, a tal hormona responsável pelo bem-estar, bom humor e tranquilidade, sensações que podemos converter numa única palavra: felicidade.

Estamos sempre a ouvir dizer que o sexo liberta endorfina, que o exercício físico liberta endorfina ou que a exposição ao sol liberta endorfina. O que não é comum ouvirmos dizer é que comer é outra atividade com um enorme potencial de libertação desta hormona essencial ao bem-estar físico, mental e emocional do ser humano.

Só que não é qualquer comida que possui a virtude de deixar um rasto de felicidade pelos organismos por onde passa. De acordo com a Juice Plus+, empresa especializada em saúde e bem-estar, são estes os alimentos que têm o superpoder de nos deixar saciados, saudáveis, relaxados e... felizes.

1. Cacau
O consumo de chocolate em estado puro, em pequenas quantidades diárias, além de melhorar o sistema cardíaco, gera endorfinas, as tais hormonas da felicidade. Os nutricionistas recomendam uma dose diária de 20 gramas, a par de uma dieta equilibrada que inclua atividade física.

2. Ovo
Um dos alimentos que mais contribui para a nossa felicidade, graças à elevada quantidade de hidratos de carbono e abundância de triptofano, uma substância orgânica que contribui para a produção de melatonina e serotonina. A melatonina ajuda a regular o ciclo do sono e a serotonina a regular o apetite e o humor.

3. Aveia
Composta por hidratos de carbono e fonte do aminoácido triptofano, este cereal ajuda o organismo a liberar serotonina e, com isso, provoca a sensação de felicidade. Com o crescimento dos níveis cerebrais de serotonina, os sintomas de depressão e insónia reduzem.

4. Espinafre
Não é por acaso que o icónico Popeye ficava mais forte e saudável sempre que comia este vegetal de folha verde, recomendado como uma boa arma no combate à tristeza, já que contém potássio e ácido fólico.

5. Abacate
Este fruto possui na sua composição B3, uma vitamina que atua sobre o sistema nervoso central. Essa propriedade colabora com a manutenção das hormonas que regulam as substâncias químicas do cérebro e garantem um efeito relaxante e uma sensação de bem-estar.

6. Banana
Uma boa opção para um encontro imediato com a felicidade, já que na sua composição constam triptofano, magnésio, hidratos de carbono, potássio e as vitaminas B6 e B7. Também chamada de piridoxina, a vitamina B6 previne a depressão e a ansiedade, atuando ainda ao nível do sistema cognitivo.

Meu bem, segunda-feira é o dia ideal para melhorares a tua dieta alimentar, mais não seja para compensares os excessos cometidos nas últimas 48 horas. Sim, eu sei o que fizeste no fim de semana passado 😉. Portanto, não vejo nenhuma razão válida para não ires imediatamente ao supermercado abastecer-te com estes seis superalimentos que acabei de te apresentar. Em nome da tua felicidade... capice?

Por hoje é tudo, conto estar de volta na quarta-feira para mais uma conversa amiga. Até lá, fica com aquele abraço amigo e votos de uma semana bem feliz!

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