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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

07
Dez21

Laços de família

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

Embalada pelo espírito de Natal que paira no ar e francamente desgastada com as merdices que reinam no seio da minha própria, a crónica de hoje, publicada há pouco no Balai Cabo Verde, pretende lançar um olhar pertinente e acutilante sobre o sentido de família e os laços que a unem. Espero que gostes e que sirva para dares mais valor à tua.

Eis-nos chegados à época do ano em que o seu conceito assume maior protagonismo e a sua essência faz-se presente a cada instante. Mais do que qualquer outro do calendário cristão, este é o mês em que se torna incontornável a fundamentalidade dos laços sobre as quais assenta ela.

A família! Na sua génese, é a primeira certeza de que se pertence a algo, de que se pertence a alguém... Para além disso, é a nossa referência, o nosso porto seguro, o nosso abrigo, o nosso colo amigo, a nossa escola da vida, no fundo, a nossa identidade. Nenhuma instituição assume tão essencial papel na vida do ser humano, para não dizer ser vivo.

Uma pessoa sem família é como uma folha ao vento, que, desamparada, segue desgarrada de tudo, absolutamente à mercê das intempéries da vida. Obviamente, não sou ingénua ao ponto de acreditar que, no seu seio, tudo é um mar de rosas, com todos a amarem-se incondicionalmente e ninguém a desentender-se. Família nenhuma é perfeita, nem é suposto que seja, devemos nós ter a honestidade de reconhecer. Afinal, se os seus membros - que somos todos nós - não são, porque haveria ela de o ser?

Por maior que seja o esforço para fazer com que seja - ou pareça - perfeita, a verdade é que mesmo nos núcleos mais unidos, ocorrem momentos de tensão, desavença, discordância, intriga, conflito mesmo. A mim não me choca tal realidade, acho até saudável. O que me choca é a constatação de que alguns dos seus elementos deixam as emoções (negativas) falarem mais alto do que os laços que os unem.

Fico de coração partido toda vez que tomo conhecimento de casos de parentes que deixam de se dar por motivos que, mais cedo ou mais tarde, chega-se à conclusão que não passam de desimportâncias. Na necessidade, quem é que está lá para nós? Na desgraça, quem é que nos ampara? Na doença, quem é a primeira a acudir? Na morte, quem é que nos empresta aquele ombro amigo? Na aflição, a quem recorremos? Por sentido de dever ou genuíno bem querer, o facto é que é com ela que podemos (realmente) contar.

Imensamente abençoados são aqueles que podem desfrutar de um agregado familiar onde imperam verdadeiros laços fraternais. É assustadora a quantidade de almas perdidas que acreditam não precisar da família, demonstrando não apreciar o seu valor na definição, preservação e elevação do bem-estar geral, aquilo a que vulgarmente chamamos de felicidade. Aonde não reina o bem querer, o respeito, a lealdade, a solidariedade, a compaixão, a tolerância, a harmonia e a união não pode reinar o sentido de família.

Nesta quadra festiva, peço-vos que valorizem a vossa família, que tenham mais paciência, que demonstrem mais condescendência, que sintam mais compaixão e que cultivem verdadeiros laços de ternura com os vossos. A vida é tão instável, tão imprevisível, tão efémera, pelo que quezílias que em nada contribuem para a nossa felicidade, para o bem-estar social, são pura perda de tempo e de energia.

Estreitemos, pois, os laços com os nossos entes, perdoemos o que tiver que ser perdoado, esqueçamos o que devemos esquecer, resolvamos o que nos for possível resolver, aceitemos o que tiver que ser aceite, deixemos para lá o que deve ser deixado para lá. Antes isso do que ficarmos no lamento, no arrependimento, na culpa, na saudade...

Vamos sempre a tempo de estabelecer, investir, estreitar e resgatar os nossos laços de família. De coração, com coração, voltemo-nos para a nossa família, seja ela unida por laços de sangue ou por laços de amor, o maior presente que podemos dar e receber. Amemos, abracemos, perdoemos, desfrutemos, vivamos. Sejamos família!

Aquele abraço amigo e até breve!

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29
Nov21

Despertar a alma é preciso

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

A escassas horas do meu aniversário, e com vários preparativos da festa para agilizar, sinto que é o momento ideal para falar-te da alma, assunto para a qual a maior parte dos mortais não está desperta; e ao que tudo indica, não faz questão de estar.

Com o rebentar da pandemia cheguei a acreditar que a mudança de atitude seria uma realidade. Só que com o passar dos meses, tudo leva a crer que não, já que as boas resoluções e os bons sentimentos que reinaram durante a sua fase mais crítica parecem ter-se refugiado nos recantos da memória coletiva.

Não é novidade para ninguém que, de há uns bons tempos para cá, a espiritualidade é presença constante no meu quotidiano. Foi através dela que consegui descobrir que a vida pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo das energias que soubermos ativar. Foi também através dela que encontrei respostas para questões que desde a mais tenra idade me inquietaram e que - por não encontrá-las no plano material - despoletavam revolta e frustração.

No plano imaterial, para lá do visível aos olhos, sintonizei a linguagem do amor, da gratidão, da compaixão, da verdadeira essência divina. Os últimos dois anos foram duros, provavelmente, os mais exigentes da história moderna. Aqueles que sobreviveram - física, emocional e espiritualmente - vão ter ainda pela frente bastante turbulência. E, por mais que desejássemos acreditar que sim, o pior ainda não passou, motivo pelo qual a conselheira espiritual deste blog, a Isabel Soares dos Santos, aconselha a que devemos estar preparados para o que aí vem.

Percebes agora porque é tão importante investirmos à séria no nosso bem-estar espiritual? Despertar a alma implica uma profunda autoavaliação sobre tópicos como autoconsciência, relações, trabalho, papel na sociedade e missão de vida. Questões como: estou feliz, faz sentido fazer alguma mudança na minha vida ou o que é isso de trocar o errado pelo certo tornam-se ensurdecedoramente presentes na mente. Nesse momento não há volta a dar, é a consciência a despertar-se, e quando ela faz-se presente, duas opções temos nós: prestar atenção e avançar para o despertar da alma ou enterrar a cabeça na areia e continuar a fazer de conta que nada se passa.

É da natureza humana temer o desconhecido, motivo pelo qual tanta gente não se atreve a dar o primeiro passo rumo a esse despertar. Para complicar ainda mais o processo, a sociedade não nos incentiva a investir em questões espirituais, bem pelo contrário. Ainda assim, para quem anda em busca de uma felicidade mais sustentável, o esforço vale a pena. Vai por mim, meu bem. Caso precises de alguma orientação nesse sentido, aqui estarei para ajudar-te no que for possível.

Aquele abraço amigo de sempre!

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Ora viva! ✌️ 

Várias foram as reações à publicação anterior, algumas das quais deveras inquietantes, na medida em que detetei vestígios de exacerbada autocrítica. Ser genuíno é um traço de personalidade altamente desejável, recomendável até. Sorte de quem já nasceu com isso, mérito de quem conseguiu tornar-se e azar de quem não é capaz de o ser (por mais que tente).

Cada um é como é e cada qual como faz por ser, daí que me sinta no dever de lembrar que de nada vale a pena martirizar-nos por não sermos aquilo que gostaríamos de ser. Tudo isso para dizer às pessoas que se sentiram inferiorizadas ou desmerecidas por não se reconhecerem como altamente genuínas que não há nada de errado com elas.

Abro aqui um parentêsis para te recomendar a leitura ou releitura do artigo Autocrítica sim, mas com peso e medida, no qual dou conta de seis sinais de que somos demasiado críticas connosco.


Retomando o fio à meada, tenho a dizer que todo e qualquer ser humano é possuidor de traços de personalidades únicos, que o distingue dos demais da sua espécie. Quem não é autêntico, provavelmente, possui outra(s) caraterística(s) que o torna(m) igualmente encantador. A pessoa só precisa conhecer-se muito bem e saber identificar os seus pontos fortes e neles investir, de modo a colmatar a deficiência de outras, como a genuinidade, por exemplo.

Aqueles que não se reviram na publicação anterior devem, ao invés de se sentirem diminuídos, alegrar-se por possuírem outra(s) qualidade(s) que os tornam especiais. Entre essas qualidades destacam-se a honestidade, a generosidade, a empatia, a solidariedade, a humildade e a boa disposição. E não acredito que existam criaturas que não possuam nenhuma delas, nem possam trabalhar no sentido de as adquirir.

Pensa nisso e não sejas tão dura contigo por não seres uma pessoa genuína. És especial do jeito que és e tenho a certeza que tens os teus encantos, os quais te ajudam a brilhar. Aquele abraço amigo!

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19
Nov21

Serás tu uma pessoa genuína?

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Nas minhas andanças pelos bastidores deste blog, deparei-me com um artigo do Psychology Today, datado de março de 2015, que dá conta de sete caraterísticas comuns às pessoas genuínas. Reconhecendo-me como uma delas, e na esperança de que tu também sejas, ou possas vir a ser, eis-me aqui a partilhá-las contigo.

Ser aquilo que somos - mais do que isso, assumir que somos o que somos - é façanha para uma minoria, a qual faz questão de manter-se fiel à sua essência, não obstante o preço, por vezes elevado, a pagar. Por experiência própria, sei quanta força interior requer sermos autênticos, no meio de tantos lobos em pele de cordeiro, que ao menor descuido vão-nos à jugular.

Nos tempos que correm - com a falsidade, a hipocrisia, o falso moralismo, o ódio gratuito, a inveja, a maldade, a falta de compaixão o descaso para com o sofrimento alheio a fazerem um barulho ensurdecedor - ser genuíno é um privilégio, luxo mesmo. Há quem o seja desde a mais tenra idade (como é o meu caso) e quem opte por sê-lo ao longo da vida, na busca por uma existência mais verdadeira e alinhada com as melhores práticas sociais e humanas.

Para esses, recomenda o psicólogo Guy Winch, num artigo para o referido site, "muitas jornadas de autoaperfeiçoamento e autodescoberta”. 
"O que posso então fazer para ser mais fiel a mim mesma", deves estar a perguntar-te neste preciso instante. Recomenda o Dr. Winch que, para além de adotares alguns dos hábitos abaixo enumerados, mantenhas presente que o equilíbrio é importante, já que “exagerar pode fazer mais mal do que bem”. 

São esses os sete hábitos das pessoas genuínas:
1. Dizem o que pensam;
2. Respondem a expectativas internas, e não apenas às externas;
3. Trilham o próprio caminho;
4. Encaram os fracassos como parte integrante da vida;
5. Conseguem admitir as próprias falhas;
6. Não julgam os outros;
7. Têm uma sólida autoestima.

Com exceção do penúltimo ponto (o qual venho aperfeiçoando), posso dizer que sou de uma genuinidade exemplar, o que me dá legitimidade para dizer isto: a autenticidade só é cativante se brotar da tua essência. Forçá-la - pior, fingi-la - não costuma trazer bons resultado, daí que o especialista da mente recomende que, na sua implementação, devas definir metas moderadas, e não extremas.

Que a autenticidade esteja contigo e que o fim de semana seja genuinamente agradável. Aquele abraço amigo de sempre!

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Viva! 👋

Hoje resgato da memória deste blog (mais) um artigo que atesta que, no que toca à solteirice, as mulheres são mais felizes do que os homens. Datada de 17.11.17, a publicação faz referências às conclusões de um estudo (recente, na altura) sobre relações amorosas, o qual deu que falar, não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das discípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras, elas são mais felizes do que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

Ilações da autora desta crónica

Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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15
Nov21

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Viva! ✌️ 

O fim de semana teve o sabor de tempos idos, onde a paródia - música, dança, convívio e palhaçada - governava com maioria absoluta. A sabura (diversão) arrancou ainda na quinta-feira, com um concerto de música brasileira no adro da igreja de Santos-o-Velho. No dia seguinte, foi a vez de assistir ao concerto dos 25 anos de carreira da minha conterrânea Lura, que soube levar o Coliseu dos Recreios ao delírio, numa performance digna de uma diva.


Após o espetáculo, já o dia tinha trocado e com o estômago a refilar, dei comigo a visitar - pela primeira vez - o icónico Galeto para um prego no pão tardio (ou devo dizer, matutino), tal como nos tempos da faculdade. Uma vez saciada a fome, ainda houve tempo e genica para uma ida até ao B.Leza para aquele pezinho de dança que tão bem faz à alma.

A noite de sexta-feira foi de tal ordem intensa, que não fui capaz de reunir energia suficiente para ir ao ginásio, o meu ritual sagrado de todo sábado. Por isso, acabei no sofá a treinar para a maratona de filmes, naquela que é uma das minhas modalidades favoritas quando se trata de lazer. O grand finale do fim de semana deu-se ontem com o espetáculo de outra conterrânea, a Nancy Vieira, criola de voz doce, sorriso franco e coração generoso, que encantou os presentes no Museu do Oriente com uma atuação fenomenal.

Circunstâncias à parte, socializar é deveras importante para o bem-estar psíquico e emocional do ser humano. Estar com amigos, rever conhecidos e/ou travar conhecimento com estranhos é uma ótima forma de sentirmos que fazemos parte de um todo, que pertencemos a algo. Nestas últimas semanas, tive mais vida social do que nos últimos anos e nem posso imputar a totalidade da culpa à pandemia, pois antes dela chegar já a minha vida social andava em coma induzido. 

Neste mês do meu aniversário tem abundado motivos para celebrar. Posso dizer que se trata de um auspicioso indício do que será a entrada nos 4.4., o qual marcará o início de um novo ciclo na minha existência. Meu bem, espero que esta partilha te ajude a ver, com olhos de ver, que não precisamos de muito para ser feliz. Pré-disposição, boa vontade e companhia certa costumam ser quanto baste.

Despeço-me com o lembrete de que felicidade é um estado de espírito que devemos cultivar todo o santo dia, sob pena de não desfrutarmos do melhor da vida. 
Aquele abraço amigo e até quarta!

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Viva! 👋

Lembras-te de no último post ter referido que ainda não tinha decidido que tema iria abordar hoje? Nem de propósito, ontem, um amigo partilhou comigo um artigo da Men's Health, datado de 28 de outubro, que dá conhecimento de algo que a maioria de nós adora na intimidade sexual. És capaz de adivinhar qual é a coisa, qual é ela que 70% das mulheres adora na hora do bem bom?

De acordo com a empresa de brinquedos sexuais Lovehoney, as palmadas traseiras parecem ser uma aposta ganha na hora de proporcionar prazer sexual. Com base numa pesquisa a mais de 4.500 pessoas sobre as suas posições e fantasias favoritas, esta descobriu que, durante o sexo, 70 por cento das mulheres e 61 por cento dos homens estão ligados por este ato que pode estimular as terminações nervosas na vagina.

A ti gajo que estás a ler isto (sim, tu mesmo), preciso lembrar-te que informação é poder? Neste caso concreto, informação é prazer, por isso toca a por em prática mais esta dica da tua solteira favorita. Na tua próxima performance sexual, lembra-te que estaladas na parte inferior das nádegas pode levar a tua parceira à estratosfera. Escuso dizer que tal prática só se justifica se ela se mostrar receptiva e responsiva. Por isso, convém perguntar antes de avançares, não vá a coisa correr mal.

Por hoje é tudo. Conto voltar amanhã, excecionalmente, para falar-te do poderoso portal energético que vai acontecer neste 11 de 11, que é também o Dia dos Solteiros. Até lá, fica com aquele abraço amigo de sempre!

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passion-5120131_1920.jpgViva! 👋

Em reação ao post anterior, um seguidor questionou-me nestes termos: "antes de falar de sexo - com ou sem sentimento - convém falar do que nos leva a ter relações sexuais, pois só assim se pode entender os motivos por detrás de tal modalidade amorosa que tanto despreza."

Pertinente tal ponto de vista, não? Também achei, daí que tenha andado a cirandar pela net à procura de conteúdos elucidativos a respeito. Como tal, eis-me aqui, numa escapadinha rápida aos afazeres laborais, para dar conhecimento da justificação científica por detrás da vontade de fazer sexo.

Nem de propósito, a edição online da revista Activa, aonde vou consumir muito do conteúdo que aqui partilho (sobretudo os relacionados com a sexualidade), publicou esta manhã um artigo através do qual fica patente que, basicamente, os humanos têm relações íntimas por 237 razões, sendo que 25 das dominantes são comuns a ambos os géneros.

Acredites ou não, um estudo publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior atesta que 'sexar' tem mais a ver com luxúria no corpo do que com amor no coração. "Os resultados refutaram muitos estereótipos de género (…) que os homens só querem sexo pelo prazer físico e as mulheres querem-no pelo amor. Não foi isso que averiguei nas minhas descobertas", disse Cindy Meston, professora de Psicologia Clínica na Universidade do Texas e coautora do estudo, em declarações à CBS News.

Meston e um colega, David Buss, começaram por questionar 444 indíviduos, de ambos os sexos, com idades entre os 17 e os 52 anos, com vista à elaboração de uma lista com as razões distintas pelas quais as pessoas fazem sexo. Atingido esse objetivo, os investigadores pediram a 1.549 estudantes universitários para classificarem os motivos, numa escala de um a cinco, sobre como estes se aplicavam às suas experiências. Eis as conclusões apuradas:

Top 10 dos homens
- Sentia-me atraído pela pessoa;
- Sabe bem;
- Queria sentir prazer físico;
- É divertido;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Sentia-me excitado sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitado;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Queria atingir um orgasmo;
- Queria dar prazer à minha parceira.

Top 10 das mulheres
- Sentia-me atraída pela pessoa;
- Queria sentir prazer físico;
- Sabe bem;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Sentia-me excitada sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitada;
- É divertido;
- Apercebi-me de que estava apaixonada;
- Deixei-me levar pelo calor do momento.

Single mine, por esta não esperava, confesso. Queres ver que passei a vida toda convencida de que as motivações que levam homens e mulheres a darem o corpo ao manifesto eram divergentes quando na verdade não são. Vivendo e aprendendo, como se diz à boca pequena.

Por hoje é tudo, estarei de volta na quarta-feira para mais um papo de gajas. Beijo no embro e foco na felicidade!

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22
Out21

people-2588172_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Hoje chego mais tarde do que o habitual, e a justificação é a de sempre: muito trabalho, não obstante ser sexta-feira. Para compensar-te, porque sei que aprecias por demais temas picantes, trouxe um sobre o qual não me canso de falar: sexo sem envolvimento emocional, ou dar o corpo ao manifesto a custo zero, na gíria desta solteira aqui.

Sexo significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Para algumas, é uma experiência essencialmente emocional, resumida pela denominação "fazer amor". Para outras, é uma atividade puramente carnal, traduzida pela expressão "f*der". Intenta, pois, esta crónica saber se é possível uma relação baseada apenas na libido, ou seja, sem qualquer envolvimento emocional.

Por experiência própria sei que (teoricamente) é possível, mas que na prática a coisa não é assim tão linear. Comigo não resulta, motivo pelo qual não sou adepta de tal modalidade de relacionamento amoroso. Sobre isso, a sexóloga Leigh Norén explica que as emoções são sistemas que têm diferentes funções, sendo que uma delas é motivar-nos a fazer certas coisas. No que toca à vida íntima, para termos vontade de 'sexar', precisamos de sentir a "emoção" do desejo sexual. "Sem esta emoção, o sexo não acontece (pelo menos não de uma forma prazerosa, que deve ser o objetivo", sublinha a especialista.

Na prática, isto significa que sexo sem sentimento é pura utopia. Já sexo sem compromisso... Mesmo que não queiramos, haverá sempre algum sentimento envolvido. "Sentimos raiva, medo, talvez preocupação, vergonha e culpa. As nossas emoções são uma parte de nós que não podemos descartar", conclui a especialista.

Uma vez exposta toda a verdade sobre sexo sem sentimento, é chegada a hora de retomar os meus compromissos profissionais, que esta noite pretendo dar uma esticadinha até um clube para ouvir um pouco de música, dar um pé de dança e respirar aquela atmosferazinha de antigamente, quando saía para a "naiti" todo santo fim de semana, no matter what.

See you!

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couple-1779066_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Porque existe vida para lá da solteirice, e porque convém lembrar que nem todos os meus leitores/seguidores são desemparelhados, hoje proponho falarmos de fatores que contribuem para que um relacionamento seja saudável, logo desejável. 

De acordo com o psicólogo Dr. Gary W. Lewandowski Jr., "embora resolver problemas seja uma forma de melhorar uma relação a longo prazo, é igualmente importante refletir sobre as boas qualidades de um parceiro e os aspetos positivos da relação". Num artigo para o Psychology Today, este perito em relações amorosas revela os principais pontos fortes de um relacionamento, que muitas vezes passam despercebidos, mas que devem ser trabalhados, em nome de uma relação feliz.


Meu bem, caso estejas numa relação ou em vias de estar, toma nota dos 10 alicerces de uma parceria amorosa que tendem a ser subestimados.

1. Podem ser genuínos
Cada um mostra o 'verdadeiro eu', sem ter medo de ser julgado.

2. São melhores amigos
Em muitos sentidos, o parceiro é o melhor amigo e vice-versa.

3. Sentem-se confortáveis e próximos
Não existem muros emocionais entre o casal, o qual aprendeu a confiar e a ter intimidade emocional, tornando os parceiros ainda mais próximos.

4. São mais parecidos do que diferentes
É claro que existem diferenças, mas, além desses pequenos contrastes, são parecidos em muitos aspetos.

5. Sentem que são uma equipa
Usar muito as palavras "nós" e "nosso" mostra que há um forte sentido de proximidade cognitiva, ou identidade compartilhada, no relacionamento.

6. A tua cara-metade torna-te uma pessoa melhor
Juntos, procuram experiências novas e interessantes que contribuam para um sentimento de autodesenvolvimento.

7. Partilham o poder
Geralmente, partilham a tomada de decisões, o poder e a influência no relacionamento.

8. São bons um para o outro
Estudos sugerem que, quando os parceiros têm personalidades agradáveis e emocionalmente estáveis, tendem a estar mais satisfeitos com a relação.

9. Existe confiança mútua
Ou seja, há a certeza de que a outra pessoa tem sempre os nossos melhores interesses em mente e estará ao nosso lado quando precisarmos dela.

10. Não têm problemas sérios
Não existem sinais de alerta como, por exemplo, desrespeito, infidelidades, ciúmes e violência (física e emocional).

Agora que já te pus a par das boas práticas amorosas, vou deixar-te, que muito trabalho tenho eu pela frente. Conta comigo na quarta para mais uma crónica amiga. Até lá, fica com aquele abraço de sempre!

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