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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

13
Jan21

Eu escolho ser feliz

por LegoLuna

FC9CA6AD-0257-4798-A58E-88C3BD922835.jpegOra viva! 👋

Esta semana, numa audiência improvisada com a autoridade máxima do meu trabalho, na qual fui desejar bom ano, ouvi dizer que pareço ser uma mulher feliz. A minha resposta, automática, foi: "Porque não haveria de ser feliz? Sou saudável, tenho as minhas faculdades mentais e cognitivas na máxima força, não devo nada a ninguém... Sim, sou feliz, e por isso faço todo o santo dia!" De volto, recebo um: "Há pessoas que têm tudo e não são felizes e tu não tens praticamente nada e és feliz!" De facto, não tenho muito, mas quero tanto tudo o que tenho, que só posso sentir-me orgulhosa e realizada, logo feliz.

A minha vida não é perfeita. De quem é? Tenho ainda tanto a fazer, a batalhar, a conquistar. Dou-te um exemplo: a coisa que eu mais desejo neste momento é morar sozinha. Mais do que o amor, mais do que o sucesso, mais do que tudo na vida. Estou a caminhar a passos largos para a idade do ouro e sinto que se não tomar uma providência a ela vou chegar na situação em que me encontro atualmente: a dividir casa com pitas com idade para serem minhas filhas. De residir no coração da cidade não abro eu mão, toda a minha vida emigrada passei-a aqui. Sem querer desmerecer ninguém, sei, com toda a certeza, que não seria feliz vivendo fora de Lisboa. Cresci numa casa localizada na rua mais comercial do meu país-natal, a avenida Cidade de Lisboa, pelo que estou habituada a ter tudo à mão e a deslocar-me com facilidade, sem falar que gosto do buliço cosmopolita. Tenho plena consciência de que, a não ser que acerte no euromilhões, só um milagre permitir me ia concretizar este desejo, daí ter tomado a decisão de tentar a sorte em outras paragens.

Horas depois da conversa com o presidente da minha instituição, ao refletir sobre a mesma, apercebi-me que, de facto, sou feliz; mais, que essa felicidade está longe de estar relacionada com coisas materiais (até porque essas não as tenho). Ela tem a ver com a paz de espírito que alcancei nos últimos anos. É por isso que comecei por intitular esta crónica de "Desabituei-me a estar infeliz", só que a meio da redação acabei por alterar para algo mais taxativo como "Eu escolho ser feliz".

Não penses que faço parte do clube "Irritantemente Feliz", em que os membros andam sempre com os dentes arreganhados, acham que a vida é um mar de rosas ou pensam que as pessoas são todas boazinhas... Nada disso! 
Sou daquele tipo de pessoa que, ao longo de um caminho duro, penoso mesmo, foi descobrindo o que lhe fazia bem, o que acrescentava valor à sua existência, o que a deixava em paz consigo e com o que a rodeia, o que a faz ser fiel à sua essência, o que a faz estar conectada com o divino que nela habita. É esse o tipo de pessoa que eu sou, sem prejuízo da sua situação profissional, do seu saldo bancário, da sua vida amorosa ou das suas relações familiares. Eu escolhi ser e estar feliz. Se  eu consegui conquistar esta felicidade, acredito que qualquer um também pode.

A minha vida nunca conheceu facilidades. O sofrimento, a dor, a tristeza, a desesperança e a amargura foram presenças constantes ao longo da infância e da adolescência. Até deixar o ninho, com quase 20 anos, a violência (em todas as suas valências) foi o meu pão-nosso-de-cada-dia. Mais dolorosa do que a física, é a violência psicológica, em que te ouves constantemente que não vales nada, que nunca serás alguém na vida, que ninguém te quer; esse tipo de coisas que só quem teve um parente abusivo é capaz de entender.

Apesar de sempre ter tido um espírito guerrilheiro, aquilo que ouvimos no seio da nossa própria família, vindo de quem tem a obrigação de nos amar e proteger, fica tatuado na nossa alma. É difícil esquecer, quase impossível banir da memória. Aos poucos, com o passar dos anos e a maturidade a mostrar que a vida é como é, vamos abrindo o coração, deixando esvair a dor. Só assim é possível a cura, só assim é possível uma existência mais harmoniosa, mais amorosa, mais feliz.

Eu não quero ser infeliz, então eu escolho não ser infeliz. Simples assim? Nem por isso! Esta postura exige muita persistência e uma resiliência mental brutal. Aqui entra o coaching levado a cabo pela minha guru do bem, a Isabel Soares dos Santos. A terapia espiritual por ela perpetrada ensinou-me a por a mente a trabalhar a meu favor, a favor da minha felicidade. Pela sua via, compreendi o poder do perdão, a magia de nos aceitarmos como somos, a dádiva que a vida é. Pela sua via, descobri em mim uma força que jamais imaginei possuir e uma inabalável determinação em ser feliz. Pela sua via, aceitei que sou o que sou, sem pudor, sem culpa, sem desculpa. Pela sua via, assumi que quero ser feliz, que mereço ser feliz, que preciso ser feliz.

Por hoje é tudo, voltarei na sexta. Até lá, aquele abraço amigo de sempre!

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girl-2217926_1920.jpgViva! ✌️ 

Proponho aquecermos este dia gélido com um novo relato da minha estória com o tal mec francês, a qual conheceu recentemente desenvolvimentos, inesperados, digo de passagem. Como aqui referi, não era suposto ir a França agora em dezembro, à conta das limitações impostas pela atual situação epidemiológica. Tinha, inclusive, cancelado a viagem que comprara semanas antes. No dia em que era suposto viajar, o "finado" gaulês, de quem não tivera sinal de vida desde aquele monumental "passa sabi", ressuscita do esquecimento para saber se eu iria estar em Capbreton nos próximos dias, já que tinha planos de ir lá passar o Natal.

Escuso dizer que ele não precisou de muitos argumentos para convencer-me a comprar passagem, fazer a mala e apanhar a primeira Flixbus disponível, tudo isso em menos de 72 horas. Pudera, aguardavam-me os braços (e outras partes 😉) de quem sabe como ninguém fazer-me feliz, se é que me entendes.
Desembarquei em Bayonne à primeira hora do dia 24 de dezembro, após uma desgastante viagem de 18 horas.

Faço aqui uma pausa para esclarecer que viagens longas de autocarro não é  coisa que me intimide - até porque alternativa para chegar à cidadezinha aonde mora a minha irmã é praticamente inexistente. Contudo, esta custou-me particularmente, não só pela ansiedade em chegar, maior do que o habitual, como pelo facto de a viatura ter operado na lotação máxima. Ainda que esteja longe de sofrer de covid psicológico (entenda-se, paranóia em contrair o vírus), assumo que senti-me muito desconfortável por passar tantas horas fechada num espaço exíguo, sem ventilação, com cerca de 50 pessoas que conheço de lado nenhum. Enfim... lá consegui fintar o perigo e permanecer sã e segura.


Retomando a narração, por força da conjuntura, só consegui estar com o Ben uma única vez (again!), no dia 26 de dezembro. Entre os 40 minutos de carro que nos separavam, os compromissos natalícios, o recolher obrigatório e o encerramento dos hotéis, foi de todo impossível conseguirmos mais do que isso. Assim, só nos restou vestir novamente a pele de adolescente refém das hormonas e fazer uma nova excursão à floresta, no sítio exato da primeira vez que trocamos calores. Só que uma coisa é curtir dentro do carro em pleno mês de agosto e outra bem diferente é repetir a proeza em finais de dezembro, com temperaturas a rondar os zero graus. Imagina tu o cenário, pior, imagina tu os figurantes...

O que importa aqui frisar é que, não obstante as circunstâncias adversas, voltei a tirar a barriga da miséria e desfrutar de uma aventura que de tão bom que é sabe sempre a pouco. E antes que comeces a ver corações a saltarem do ecrã, vou logo esclarecendo que foi mais do mesmo, ou seja, dar o corpo sem entregar o coração. Desta vez ele confessou que está numa relação de mais de quatro anos e que entre nós trata-se apenas de "passa sabi" na clandestinidade. Não havendo objeções da minha parte em relação às regras do jogo, e precisada de um "bom trato", comi, arrotei e agradeci ao universo por esta nova oportunidade para ser feliz, nas circunstâncias que der para ser, sem fitas nem expectativas, tal como deve ser desfrutada a vida.

Por hoje é tudo, voltarei na segunda para nova conversa amiga. Até lá, recebe um caloroso abraço, capaz de ajudar a repor o índice de calor humano, tão em baixo nos últimos tempos. Au revoir!

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happiness-1866081_1920.jpgViva! ✌️ 

"Saudade", vocábulo tão revelador da alma lusitana, e sem tradução literal em outras línguas, foi eleita (por cerca de 11 mil internautas que participaram numa votação online promovida pela Porto Editora) a "Palavra do Ano" de 2020. Pessoalmente, adoro-a, até porque também nós os cabo-verdianos dela usamos e abusamos, sobretudo para evocarmos aqueles que toda a nossa existência vemos partir em busca de uma vida melhor. Tão bem a imortalizou a nossa diva Cesária Évora na canção Sodade, que a todos toca fundo e aos crioulos desperta uma lágrima no canto do olho.

Analisando a questão numa perspetiva mais espiritual, a palavra que, a meu ver, melhor resume 2020 é "Desimportância". O ano de que nos despedimos há coisa de seis dias deixou claro que tudo aquilo que considerávamos importante, de um dia para o outro (literalmente falando), deixou de o ser. O que era essencial passou a ser secundário, o que era indispensável passou a ser acessório, o que era urgente passou a ser adiável (sine data em muitos casos).

Diante de uma pandemia, global e mortal, tudo o resto, à exceção da vida e da saúde, perdeu importância, tornando-se assim desimportante. Perante a constatação inequívoca de que essas duas coisas são, na verdade, tudo o que realmente importa, as quezílias pessoais, as zangas familiares, os atritos com vizinhos, as disputas com colegas, os desafetos, os desamores e afins ficaram reduzidas à sua insignificância.

Dois mil e vinte serviu, pois, para nos lembrar que o que importa num instante pode passar a desimportar. Pensa nisso toda a vez que te sentires tentada a dar demasiada importância a coisas que, na verdade, nem são. Coisas que, se pensares com verdade e assertividade, vais chegar à conclusão que têm uma desimportância total, quando comparadas com a vida e a saúde.

Aquele abraço amigo e desejos de um ótimo Dia de Reis. Em terras de nuestros hermanos é dia de trocar prendas. Ouvi dizer que em terras soviéticas também acontece o mesmo. Por cá é dia de desmontar a árvore de Natal e encerrar as festividades com bolo-rei e romã.

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Boas Festas.jpgOra viva ✌️!

O tempo é de estranheza, incerteza, tristeza. Este ano apanhou-nos desprevenidos, despreparados para lidar com uma pandemia jamais vivenciada por qualquer um de nós. Vidas perderam-se, a saúde ficou comprometida, o medo assolou-nos, as nossas liberdades e garantias foram limitadas. Um ano difícil para todos.

Ainda assim, 2020 trouxe ao de cima muita coisa boa: os laços afetivos estreitaram-se, os vizinhos aproximaram-se, os desconhecidos solidarizam-se e as nações uniram-se. A voz do coração voltou a fazer-se ouvir, em detrimento da voz da razão. Descobrimos que afinal nos importamos uns com os outros, que os idosos têm o seu valor e que sem saúde pouco somos.

Por tudo isso, desejo que neste Natal saibamos celebrar, mais do que o nascimento de Cristo, os alicerces fundamentais da felicidade humana: a vida, a saúde, a paz, a esperança e a gratidão. Boas Festas! 🎄🎁💫🍾

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people-2557411_1920.jpgOra viva!

A minha vida continua aquela loucura que só eu sei, um corre-corre que parece alimentar-se da sua própria dinâmica. Ainda bem que já estou em contagem decrescente para as (habituais) férias de Natal. Este ano, a pandemia trocou-nos as voltas de tal modo que vi-me obrigada a abrir mão de estar com os meus, os quais, feliz ou infelizmente, vivem além-fronteiras. Por terras lusas terei eu que desvencilhar nas próximas semanas, o que não me agrada nada, vou já dizendo.

Como o que não tem remédio remediado está, mais vale conformar e tentar ver o lado bom da situação. 
Desabafo à parte, contigo partilho hoje um texto de Nelson Marques, publicado na edição online do Expresso, em junho de 2018, que versa sobre um tema particularmente interessante: a junção da amizade com o amor, resultando naquilo que o autor chama de amorzade. Deixo-te então com esta reflexão sobre se será (ou não) uma boa ideia namorar com um amigo.

A culpa desta geração que diz ser "inamorável" é das crianças. Ou melhor, é nossa quando éramos crianças. Lembram-se do tempo em que trocávamos bilhetinhos nas aulas ou no recreio da escola? "Queres namorar comigo?", perguntávamos. E lá inscrevíamos as três opções que a nossa paixão infantil devia considerar: sim, não, talvez. Na idade da inocência ainda não tínhamos percebido que o amor é incondicional. Ou sim ou não. Não há espaço para talvez.

O bom daquela idade é que ninguém tinha bagagem. Não havia feridas emocionais por cicatrizar, corações partidos à espera de quem os consertasse, fantasmas do passado que voltavam para nos assombrar. Éramos ainda folhas em branco, mas já disponíveis para as migalhas de um amor em suspenso. "Queres namorar comigo?" Talvez. Bastava isso para nos colocar um sorriso na cara.

Hoje já quase não se namora. Salta-se da discoteca ou do Tinder para a cama e em menos de duas semanas a combustão já se extinguiu, foi afinal fogo fátuo. Numa hora andamos nas nuvens, na outra já estamos a olhar por cima do ombro à procura de alguém melhor. Tão depressa nos deitamos a pensar que nada podia ser mais certo, como acordamos a ouvir "há dias em que penso que tudo o que faço é errado". O "não és tu sou eu" deu lugar ao "és uma pessoa incrível, mas tenho de me resolver a mim antes de nos resolver a nós". E quanto mais incrível for a pessoa, mais medo temos de falhar. Paralisamos. Em menos de nada, desistimos.

O amor tornou-se um jogo de tentativa e erro. Tentamos muito, mas acertamos pouco. E a cada nova tentativa, partimos com a armadura reforçada, para amparar o tombo. Já poucos aceitam saltar sem para-quedas, viver a sensação de queda-livre, mesmo que acabem estatelados ao comprido, para depois montarem os ossos do esqueleto, um a um, até estarem de pé de novo. Tornámo-nos a geração que tenta muito, mas arrisca pouco. Parece um contrassenso, mas não é. Para arriscar é preciso investir, como no tempo das paixões juvenis. Agora, desiste-se ao primeiro embate.

Esta geração de gente "inamorável", que diz ser feliz a viajar sozinha pelo mundo, mas que sonha com alguém com quem possa ver uma série de pijama no sofá, criou uma nova categoria de relacionamentos: as "nossas pessoas". "És a minha pessoa", dizemos, quase como uma declaração de amor. É o(a) amigo(a) que está lá sempre quando tudo o resto falha, a companhia para jantar, para ir ao cinema, para viajar. É o(a) namorado(a) com o qual não temos sexo. E de tanto estarmos com a nossa pessoa, esperando que ela um dia nos abra a porta, esquecemo-nos de olhar para outras. E nem percebemos que, por estarmos sempre acompanhados, não damos espaço a que se aproximem de nós.

E neste círculo vicioso, com pessoas cada vez mais magoadas, com mais cicatrizes, com cada vez mais receio de arriscar, talvez um dia olhemos para o lado e pensemos "Porque não?". Então, é muito provável que ouçamos "Não digas asneiras, somos só amigos". Mas será um erro assim tão grande? Se calhar quem tanto procurávamos esteve sempre ali ao nosso lado, como no tempo dos bilhetinhos da escola. Se ao menos tivéssemos coragem de escolher o "sim".

Aquele abraço amigo de sempre!

P.S. - Não te esqueças de votar em mim para blog do ano. A votação termina este domingo, pelo que ainda vais a tempo de fazer a diferença. Para fazê-lo só tens que clicar aqui e escrever o nome Ainda Solteira na caixa "Comentar", tal como esta imagem.

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fashion-2605023_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Empenhada na "campanha eleitoral" com vista ao terceiro mandato como o melhor de Portugal na categoria Sexo e Diário Íntimo, proponho para hoje mais uma abordagem sobre o tema central deste blog: a solteirice, com especial ênfase no facto de uma pessoa solteira não ser (necessariamente) uma pessoa infeliz.

A crença de que o solteiro, sobretudo se for do sexo feminino, é uma criatura amargurada e/ou ressentida, no fundo infeliz, é tão antiquada quanto desadequada. Existem, e não são poucas, pessoas desemparelhadas que estão perfeitamente à vontade com a sua condição amorosa. Assim como existem emparelhados felizes, existem solteiros felizes. Pelos caracteres deste blog, tenho um orgulho imenso em contribuir para desequilibrar essa balança em favor da felicidade a solo.

Ser solteira é uma condição que, na maioria dos casos, sequer depende inteiramente do nosso querer. Agora ser solteira infeliz só depende da vocação/opção de cada uma. No meu caso, assumo que é uma situação que é-me deveras confortável, não só por gostar de ser dona e senhora do meu destino, mas também por ter a plena consciência de que só é possível ser feliz a dois se souber ser feliz a um. Toda e qualquer fórmula, e forma, de felicidade começa e acaba num único ingrediente: amor próprio. Sem isso, não tem como ser feliz na companhia de outro alguém, menos ainda fazer esse outro alguém feliz.

É certo que uma atuação au pair tem as suas vantagens (oh se tem!). Contudo, a atuação a solo também tem, com o diferencial de o palco ser todo nosso, sem necessidade de termos que dividir o protagonismo. Single mine, se estás solteira (por opção própria ou alheia, isso é lá contigo), lembra-te destas minhas palavras e, ao invés de lamentares a falta de um par, celebra a tua abundância de liberdade: liberdade para ser feliz, liberdade para ser gostosa, liberdade para ser poderosa.

Aquele abraço amigo de sempre e não te esqueças de votar para os Blogzillas do Ano!

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joy-2483926_1920.jpgOra viva! ✌️

Debutante na versão 4.3, faz hoje exatamente uma semana que se deu o baile de apresentação, e a propósito de uma pergunta que me fizeram no Olhar Feminino da Radio Brockton FM, hoje quero falar-te do poder do sonho, mais especificamente em como ele comanda a nossa vida.

No citado programa, emitido a 29 de novembro último e cuja gravação podes aceder através deste link, uma seguidora questionou-me sobre "o que dizer às mulheres que têm uma ideia, um projeto ou um sonho porque muitas são aquelas que desistem à primeira dificuldade". Na qualidade de alguém que muito recentemente começou a acreditar verdadeiramente na sua capacidade para realizar os seus sonhos, o meu conselho só pode ser este: acreditar e lutar com todas as forças.

Perante um sonho, é nosso dever moral para connosco investir, insistir, persistir, resistir e só desistir quando nada mais houver a fazer. Acreditarmos em nós, apostarmos em nós e confiarmos em nós são os três passos iniciais, e essenciais, para o realizarmos. Daí que tenha dito a essa seguidora, e a qualquer outra pessoa que se reveja nesta crónica, para não olhar para o lado, mas antes para dentro de si própria, para as suas capacidades, para a sua força interior, para a sua resiliência perante a adversidade, para a sua determinação em manter vivo esse sonho.

Aquele velho cliché de que o sonho comanda a vida é a mais pura verdade e eu tenho muito orgulho em nele espelhar-me. Quando acreditei verdadeiramente no meu sonho - mais do que isso, na minha capacidade de fazê-lo acontecer - o universo começou a disponibilizar-me todo o tipo de ajuda para conseguir concretizá-lo. Já o consegui? Ainda não! Contudo, o estar a batalhar por ele deu um alento renovado à minha vida. 

Por isso aconselho a ti e a todas as almas que têm um sonho, seja ele qual for, a não ter medo arriscar com receio de falhar. Pior do que tentar e falhar é falhar por não ter tentado. Se não deu certo, se calhar não era o sonho certo. Mas, e se der? Foca-te nisso toda vez que te vier à cabeça aquele sonho que conservas bem guardado no teu coração e lembra-te que, de facto, o sonho comanda a vida.

Aquele abraço amigo e desejos de um bom feriado!

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sunset-3754082_1920.jpgViva!

Dando continuidade ao tema da última publicação, são estes os hábitos de conquista que, de acordo com Stephanie Reeds, numa publicação no site CuriousMindMagazine, devemos resgatar do desuso. Como referido antes, estas dicas destinam-se aos homens, a quem cabe, na minha opinião, dominar a arte da conquista.

Arrisca e convida-a para sair
Se tens alguém que mexe contigo, não percas tempo com rodeios ou "joguinhos". Assume que estás interessado e convida-a para sair. O não já tens, pelo que tudo o que vier será ganho. Simples assim!


Cuidado com a aparência
A aparência é importante, pelo que a forma como te vestes diz muito sobre ti. Somos o que vestimos, acredita. Não precisas usar fato e gravata o tempo todo, assim como escusas de andar por aí de fato de treino. O meio termo, o tal casual chic, é uma aposta segura e eficaz.


Oferece flores ou um presente simbólico
Presentear demonstra interesse, sensibilidade e generosidade. Uma flor, uma caixa de bombons, um livro ou uma agenda são bons exemplos de que não é preciso muito para fazer com que alguém se sinta estimado.


Deixa o telemóvel de lado
A dependência do telemóvel é atualmente um dos maiores carrascos de qualquer relacionamento. Poucas coisas são piores do que estar num encontro com uma pessoa que não para de olhar ou mexer no telemóvel. Não só é deselegante como demonstra falta de respeito e de interesse. Se não és capaz de passar uma hora "desconectado", escusas de marcar um encontro com quem quer que seja.

Abre-lhe a porta do carro
Sabemos que ela tem duas mãos, logo que é perfeitamente capaz de o fazer sozinha. O que conta é o gesto, a elegância, o galanteio. Sem falar que será um bom pretexto para te abeirares dela, sem parecer invasivo nem faminto. Pessoalmente, derreto-me toda quando abrem-me a porta do carro.

Sê honesto em relação às tuas intenções
Mentiras, meias-verdades e joguinhos não ocupam espaço na mente de uma pessoa bem resolvida. Pessoas narcisistas e inseguras é que são adeptas de tais subterfúgios, a que recorrem como forma de se sentirem valorizadas. Assim como é de bom tom assumir que se está interessado, revelar as verdadeiras intenções também. Nada de mentir para obter sexo rápido ou para massagear o ego.

Proporciona-lhe uma noite romântica
Sim, refiro-me àquela saída a dois, ao estilo do Dia dos Namorados. As mulheres gostam, fazer o quê? Mesmo que não sejas adepto desse tipo de programa, o esforço costuma valer a pena, já que elas ficam todas derretidas, logo ávidas por retribuir (se é que me entendes). Uma reserva num restaurante chique, uma noite num bom hotel ou uma escapadela para um destino cobiçado costumam surtir o efeito desejado.

Não contes com sexo no primeiro encontro
Independemente da tua ânsia (ou fome), não queiras por o carro à frente dos bois. No tempo dos nossos avós, o sexo só era legitimidado em ambiente matrimonial. Nos dias de hoje, este tornou-se mais banal do que sei lá o quê. A meu ver, tanto um como outro pecam por extremismo, logo há que encontrar um meio termo. Sexo sim, mas porque é o desejo de ambos e não porque tem que ser. Pela minha experiência, digo que este é o maior calcanhar-de-aquiles dos homens do século XXI.

Diz "Amo-te" somente quando for verdade
Não sejas do tipo que anda por aí a proferir declarações de amor a todas as mulheres com quem se envolve. O amor é um sentimento demasiado nobre para ser encarado com tamanha frivolidade. Mesmo que to cobrem (sei que existem mulheres que praticamente obrigam os seus homens a fazer isso), só te declares quando estiveres seguro dos teus sentimentos. Não sejas leviano nem inconsequente; o amor é para ser levado a sério.

Lembra-te das coisas que a fazem feliz
Presta atenção às pequenas coisas que a deixam nas nuvens (não, não me refiro ao sexo). Refiro-me, por exemplo, a levá-la à estreia de um filme pelo qual está ansiosa, encomendar o seu prato favorito, escolher uma música que ela adora, convidar a sua melhor amiga um encontro a três ou lembrar-se do nome do seu perfume. São esses detalhes que mostram que te importas com ela e que estás atento ao que a faz feliz.

Não a deixes à espera
Não se deixa uma senhora à espera, aposto que já ouviste dizer. Ainda que seja mais um hábito em desuso, a verdade é que deixar alguém à espera é desrespeitoso e pouco romântico. Se for logo no início da relação, pior ainda. Faz tudo para que estejas no sítio combinado, pelo menos 10 minutos antes. Além de pensar que estavas ansioso por encontrá-la, vais-lhe proporcionar uma oportunidade de ouro para fazer aquela entrada triunfal, digna da passadeira vermelha.

Por mais que os tempos atuais transmitam a ideia de que são démodées, a verdade é que estes hábitos combinam lindamente com o romance. Até porque o respeito, a atenção, a gentileza e a dedicação são tendências que nunca saem de moda. Lembra-te disso da próxima vez que estiveres empenhado em conquistar alguém.


Aquele abraço amigo de sempre!

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sunset-3754082_1920.jpgViva!

Para hoje escolhi duas mãos cheias de hábitos de cortejamento (ou engate, se preferires uma linguagem mais mundana), os quais têm caído em desuso, mas que urge serem resgatados do esquecimento, sob pena de o romance perder aquele encanto de outros tempos e do qual a geração millennial só conhece das estórias contadas pelos seus ascendentes.

Já aconteceu sentires como se não pertencesses a este século? Eu já, e não é de hoje! São tantas as vezes em que questionei se pertenceria à época que é suposto pertencer, ou mesmo ao planeta certo. À espiritualidade fui buscar a resposta que melhor satisfaz esta minha inquietude, mais concretamente às memórias trazidas de vidas passadas, as quais fazem de mim uma mulher contemporânea com uma alma medieval.

No que toca ao romance, sinto-me bastante perdida nos tempos que correm. Por mais que me orgulhe de ter uma mente aberta, por mais que esteja disposta a abraçar novas experiências, persiste em mim a sensação de que a forma como atualmente se vive o amor está longe de ser aquela com a qual me identifico. Eis um motivo de peso porque continuo solteira. Provavelmente, por ter exagerado na dose de romances lidos ao longo da adolescência e juventude, é-me notoriamente desconfortável a maioria das técnicas de engate em vigor, sobretudo aquela que inverte a ordem dos sentimentos - entenda-se sexo primeiro e amor depois (se chegar a tanto).

Se tal como eu também sentes que o romance corre um sério risco de perder a sua essência, para passar a figurar como outra coisa qualquer, vais gostar de ler o que aí vem.
A arte da conquista, o tal cortejar a que me referi logo no início, tem sido fustigada pela (re)evolução, em especial a tecnológica, que lhe tem roubado o seu espaço nas relações amorosas. Até ao final do século XX, o namoro foi experenciado com uma intensidade e entrega cada vez menos visíveis no século que lhe procedeu.

Para que as técnicas de conquista de antigamente não caiam em desuso, é intenção desta crónica citar alguns (bons) hábitos que fazem toda a diferença, logo, que merecem ser resgatados no tempo
. Antes disso, permite-me uma breve contextualização. Duas palavras encontram-se no cerne da atuação nas sociedades atuais: "igualdade de género" e "sem género". Independentemente da minha identificação com cada uma delas, em matéria de amor sou totalmente a favor da corte machista, ou seja, de ser o homem a tomar a iniciativa e a envidar esforços para arrebatar o coração da amada. À mulher caberá, ou não, corresponder, retribuir e  provar que é merecedora de tamanha dedicação. Com isso quero deixar claro que estas dicas têm como alvo preferencial os homens.

Entusiasmei-me de tal maneira que só agora percebi que este post já ultrapassou o número de parágrafos recomendável. Não me resta outra opção que não seja deixar a listagem desses hábitos para a próxima publicação. Não percas!

Aquele abraço amigo!

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nude-5304222_1920.jpgViva! ✌️ 

Agora que os holofotes deram uma trégua a esta blogger aqui, que tal retomarmos o fio à meada com um tema coincidente com a categoria pelo qual este blog foi distinguido por dois anos consecutivos: a sexualidade? O ano passado por esta altura andava a blogosfera a votar para eleger os melhores de Portugal. Parece que até disso a pandemia nos privou...

Conforme adiantado no post anterior, para hoje proponho um novo mantra contra o stress, um vilão do bem-estar cada vez mais impiedoso e do qual tenho sido presa fácil, para mal dos meus pecados. 😉

Sei que és uma pessoa (bem) informada, porém, duvido que estejas por dentro do conceito 'Gastrosiexta', uma tendência que combina três dos maiores prazeres da vida: comer, dormir e 'sexar'. Pelos benefícios que se lhe adivinham, esta prática é vista por muitos especialistas como a fórmula perfeita para combater o stress. "Sentimos prazer ao provar comidas novas e descobrir novos sabores. Dormir ajuda a reduzir o stress cardíaco e a pressão arterial e promove a produtividade, através do aumento da concentração e do desempenho. A atividade sexual, além de proporcionar benefícios, tanto para a saúde física como para a psicológica, também contribui para o bom relacionamento do casal", esclarece a psicoterapeuta espanhola Marisa Navarro, uma das defensoras desta tendência.

Apesar de a 'Gastrosiexta' adequar-se na perfeição ao estilo de vida de nuestros hermanos, dada a tradição de se fazer a sesta, nada nos impede de adotar tal modalidade, sobretudo nestes tempos de pandemia, em que estamos tão confinados. A descompressão da ditadura horária e a avidez por momentos Covid free soam-me como dois excelentes motivos para aqueles que estão numa relação quererem aventurar-se numa nova experiência sexual.

Há que estar ciente de que a prática da 'gastrosiexta', que pode acontecer antes ou ou até antes e depois (conforme a predisposição do casal), requer tempo, pelo que é essencial não haver pressas ou preocupações. Daí que se recomende a escolha de um dia em que ambos os parceiros estejam disponíveis e desligados de tudo o resto. Nessa altura, devem optar por uma novidade gastronómica, de modo a que prevaleça o prazer de provar algo pela primeira vez. Depois do almoço, segue-se a sesta na companhia do parceiro. A fase seguinte é dar o corpo ao manifesto como se não houvesse amanhã (se é que me entendes 😉).

O sexo é uma das experiências mais íntimas e prazerosas para o ser humano. A sua prática, além de apresentar inúmeras vantagens, ajuda ainda a reduzir o stress e a fortalecer o sistema imunológico, dois benefícios imprescindíveis nos tempos que correm.

Aos emparelhados a palavra de ordem é 'gastrosiextar' tão logo possível e por tempo indeterminado. Aos desemparelhados cabe manter a esperança de, em breve, poderem explorar esta tendência. Até lá, saúde e esperança para todos.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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