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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

business-idea-1240830_1920.jpgViva! ✌️ 

Na senda do tema do workshop de amanhã, o sucesso, trouxe-te cinco regras de ouro, que, de acordo com a Vichy, vale a pena implementares na tua vida, já que são bem capazes de a tornar mais profícua. 

Planeia e persiste
Para manteres o foco nos teus objetivos, sejam eles quais forem, necessitas de planeamento, concentração e persistência, os quais acabam por criar a motivação necessária para a sua implementação. Vai por mim, a mudança precisa de prática diária.

Sê realista
Temos tendência para traçar metas muito vagas, pouco concretas ou exageradas. Expectativas realistas são pois fundamentais para que consigas atingir o que mais desejas, pelo que é importante teres os pés bem assentes na terra e seres minuciosa no que te propões realizar.

Sonha
Quais os teus sonhos? Quantos já concretizaste? Quantos tens adiado? De quantos já desististe? A vida em si, com as suas constantes exigências, impele-nos a abrir mão dos nossos projetos. Manter inabalável a crença em nós mesmos e nas nossas capacidades não é tarefa fácil. Ainda assim, vale a pena sonhar, já que o sonho comanda a vida e quando sonhamos a obra nasce. É importante nunca deixares de sonhar. Acredita no que ambicionas, cultiva a motivação, planeia como podes alcançar esses desejos e lembra-te de que a realização dos sonhos depende apenas das ações que traças para os concretizar.

Apaixona-te
A paixão é condição fundamental (quer a nível emocional, quer a nível físico) para nos manter felizes e motivados. Independentemente da tua situação amorosa, apaixona-te pela vida, apaixona-te por ti… e por tudo o que estiver ao teu redor. Como? Adota um animal de estimação, inscreve-te numa aula de pintura, dança, faz escalada, aprende a tocar guitarra ou faz voluntariado. O importante é descobrires um interesse que te faça vibrar e nele investir.

Confia
Confia em ti, nas tuas circunstâncias de vida, no teu discernimento. Rodeia-te de pessoas com quem te sintas bem e pelas quais sentes verdadeira empatia. Não te compares com ninguém de forma depreciativa; ao invés disso, investe no teu amor-próprio, respeitando-te e confiando em ti e nas tuas decisões. Confia que tudo chega no momento certo.

Despeço-me com dois recados. O primeiro tem a ver com a sessão de amanhã, para a qual ainda vais a tempo de inscrever. Para tal, só tens que seguir a minha página do Facebook e enviar um email para aindasolteira@gmail.com. O segundo tem a ver com a minha oferta de consultoria sentimental, anunciada no início desta semana. Caso estejas a pensar fazer algo concreto para conheceres alguém, que não passe pelas apps de encontro, envia-me um pequeno anúncio que tentarei arranjar-te um par, sem que tenhas que pagar rigorosamente nada. Atreve-te, pois é fora da zona de controlo que a magia acontece.

Aquele abraço amigo e bom fim de semana!

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09
Jun21

Merecemos amar e ser amados

por Sara Sarowsky

couple-560783_1280.jpgViva! ✌️ 

Conforme adiantado no post anterior, cá estou eu para dar-te conhecimento da minha última crónica no Balai Cabo Verde, desta feita dedicada ao amor, tema que nunca se esgota, tamanha a sua importância na nossa vida. Espero que gostes!

Hoje quero falar de amor. Não desse de que se ouve falar por tudo e por nada, instantâneo e efémero, mas daquele maior, verdadeiro o suficiente para durar toda uma vida. Para grande desconsolo meu, tenho que reconhecer que vivemos tempos que promovem relações efémeras, despoletadas num clique, dissolvidas num instante...

Nos dias de hoje, mais fácil do que entrar num relacionamento amoroso é dela sair. Fala-se de amor ao primeiro olhar e vira se lhe as costas ao primeiro desgosto. A culpa - se é que a podemos imputar a algo, ao invés de a alguém - parece residir na infinidade de alternativas disponíveis, em que, por cada parceiro que fica pelo caminho, abre-se uma dezena delas. E as aplicações de encontro, pensadas para solucionar um problema, mas acabando por criar outro ainda mais alarmante, parecem ter um papel incontornável na agudização deste cenário.

Perante a imensidão de opções que elas oferecem, poucos são os dispostos a apostar seriamente no romance. Como tal, esforçar-se para conhecer verdadeiramente alguém, investir numa relação, trabalhar a dinâmica do casal, não desistir à primeira dificuldade, batalhar pela felicidade a dois e aceitar que o amor demanda sacrifícios não é para todos. Daí que considere que esse amor maior que há pouco descrevi seja o novo el dorado da contemporaneidade; dele ouve-se falar o tempo todo e até se acredita que existe, mas somente uns poucos o conhecem realmente.

Ao longo destes seis anos de dedicação à solteirice, em momento algum conheci quem assuma não querer ser amado. Independente da dimensão da nossa veia romântica, estamos todos cientes de que amor faz toda a diferença. Desejo primeiro e último de qualquer humano, é ele que dá sentido à sua existência, que o faz querer ser melhor a cada dia, que dignifica o divino que nele habita. A questão é que nem todos são suficientemente corajosos para enfrentar a sua força, a sua dimensão, a sua grandiosidade. Contudo, quem for capaz de superar a turbulência de emoções que ele acarreta e se permitir ser vulnerável, facilmente chegará à conclusão de que não há sensação mais apaziguadora, mais compensadora, mais libertadora.

Amor verdadeiro é mais do que sexo escaldante, beijos apaixonados ou declarações inflamadas nas redes sociais. É partilhar sonhos, respeitar o outro acima de tudo, fazer da lealdade o maior aliado, abraçar um projeto a dois, ser genuinamente compreendido pelo outro, ter um verdadeiro amigo para conversar e um companheiro para ajudar a enfrentar as provas e as turbulências da vida. Amar e ser amado é a maior aventura da vida.

E todos nós merecemos experienciar um amor assim, nem que seja por uma única vez. Resta saber o que estamos dispostos a fazer por isso. Por estar ciente do enorme desafio que está a ser encontrar esse tipo de amor, coloco à disposição de qualquer pessoa que ainda mantém viva a chama da esperança os meus préstimos de consultora sentimental,. Para tal, basta entrar em contacto comigo, que tudo farei para ajudar. Que o amor esteja connosco e que a esperança esteja com todos os corações solitários.

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heart-1192662_1920.jpgViva! ✌️ 

A inspiração que andou arisca no sábado voltou em força, pelo que hoje estou on fire, cheia de ideias e novidades. Para começar, decidi avançar com o workshop dedicado ao sucesso de que te falei no post anterior. Assim, este sábado, a partir das 22 horas, vou transmitir em direto só que no Facebook, através de um grupo que vou criar para esse propósito.

Em caso de interesse, e relembro que valerá a pena, só tens que seguir a minha página e manifestar interesse através do Messenger. Ao longo da semana, receberás um convite e no dia e hora marcada bastará acederes ao tal grupo para teres acesso à minha partilha. Para além de mais profissional, parece-me ser a opção que permitirá o acesso apenas àqueles que tiverem genuíno interesse em conhecer as minhas dicas para atingir e manter o sucesso.

Outra novidade é que esta tarde, a partir das 19 horas, vou participar num direto da cinderelasobrerodas, para dar a conhecer os próximos passos do serviço de cupido profissional Love for You Match, do qual sou mentora, juntamente com a Isabel Soares dos Santos. É cada vez mais incontornável o facto de que o mundo anda precisado de amor. São demasiadas pessoas à procura de uma oportunidade para ser feliz. E como queremos fazer a diferença na arte de juntar corações solitários, voltamos em força, após a pausa ditada pela minha viagem a Cabo Verde, mais motivadas do que antes. Conto com a tua presença nesta live.

A terceira e última nova do dia, porque tenho umas quantas outras na calha, tem precisamente a ver com esta pandemia de solteirice que anda a assolar as sociedades modernas e ao qual eu própria não sou alheia, até porque dela também padeço. A pedido de muitos desemparelhados, e sobretudo porque acredito que todos merecem a oportunidade de encontrar o amor, independemente da sua capacidade financeira, dou-te conhecimento, em primeira mão, de que o Love for You Match terá uma versão gratuita, através da qual vou oferecer os meus dotes de casamenteira a custo zero.

Em tempos idos, os solteiros procuravam par em anúncios de jornais, os quais cumpriam todos os requisitos de seriedade e credibilidade. É minha intenção resgatar esse costume caído em desuso, mas com eficácia comprovada. Tudo isso para contextualizar em que moldes vai-se processar a versão gratuita dos meus dotes de cupido profissional. Quem tiver interesse só terá que enviar um pequeno texto (contendo primeiro nome, dados biográficos que considerar relevante, cidade de residência, interesses e predicados que procura num parceiro). Através dos meus canais, tratarei da divulgação, salvaguardando sempre a identidade e a privacidade do anunciante, na expectativa de obter manifestações de interesse dignas de serem consideradas uma opção viável e sustentável. Caso queiras saber mais detalhes, é só entrar em contacto comigo.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta. Até lá, fica com aquele abraço amigo!

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religion-3727463_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Para começar a semana com a melhor “auspiciosidade”, dedico este post a um dos pilares do meu bem-estar emocional e, por tabela, do meu sucesso pessoal e profissional: a espiritualidade, assunto que, para gaúdio meu, começa a assumir um papel incontornável na vida de muitas pessoas, como deixou evidente o programa O eco da alma, exibido na passada quinta-feira, no canal 1 da RTP.

Sobre a espiritualidade já aqui disse quase tudo o que considero relevante, pelo que hoje vou apenas partilhar o ponto de vista dos protagonistas da citada reportagem, a qual aconselho vivamente que assistas. Além de muito elucidativa, conseguiu abordar a questão com a dose exata de objetividade e sensibilidade, deixando evidente que o bem-estar do corpo é indissociável do bem-estar da alma.

Por experiência própria, garanto-te que a felicidade - ambição primeira e última de todo ser humano - passa impreterivelmente pela espiritualidade. Quando predispus-me a questionar, em busca das respostas certas, quem sou eu, que sentido tem a minha vida, o que ando aqui a fazer, qual a minha missão nesta encarnação, se a vida é apenas isto e se existirá algo mais além, deparei-me com o (verdadeiro) caminho da felicidade. Não aquela instantânea e fugaz, mas a plena e intrínseca, que brota da alma e invade todo o ser com a sua essência.

É surpreendente a quantidade de desinformados, quase todos leais seguidores do cristinianismo, que insistem em associar a espiritualidade a espíritos (entenda-se almas penadas). Obcecados em reproduzir dogmas e doutrinas fundamentalistas, recusam-se terminantemente a ver a questão como ela de facto é: a alma existe, todos a temos e é ela que alberga a nossa essência divina, ou seja, o toque de Deus que habita em nós.

Programas como estes, ainda para mais protagonizados por figuras públicas, os melhores veículos para despertar curiosidade e conferir legitimidade e credibilidade, servem para desconstruir a panóplia de preconceitos e estereótipos à volta do tema. Termino com um sincero agradecimento à equipa do Linha da Frente, a qual, nas palavras da minha guia de luz, vem mostrar que "ainda há esperança" numa humanidade mais desperta e melhor harmonizada com a essência divina.

Que a tua semana seja leve, doce e inspirada. Aquele abraço amigo!

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24
Mai21

feedback-1977986_1920.jpgViva! ✌️ 

Para hoje proponho desconstruirmos o tema da live de sábado, 'A toxidade por detrás dos comentários', a qual foi bem interessante e elucidativa. Quando ouvimos falar de pessoas tóxicas vem-nos imediatamente à cabeça a imagem de criaturas mal-intencionadas que - de forma deliberada ou não - contaminam os que estão à sua volta com a sua negatividade.

A existirem, são poucas as pessoas que assumem a sua toxidade, daí que seja deveras desagradável tomarmos consciência de que podemos ser nocivos à boa convivência social. O que nos escapa na maioria das vezes é que não precisamos ser tóxicos para manifestarmos comportamentos tóxicos, como é o caso dos comentários. Confusa? Já explico! 

Permite-me a minha experiência pessoal e profissional, catalogar os comentários tóxicos em dois grupos: espontâneos (os quais chamo de "maliciosos") e deliberados (os quais chamo de "maldosos"). Em relação a estes últimos, igualmente conhecidos como "comentários de ódio", tenho a dizer que são baseados em intenções obscuras, com a maldade a ser proferida de forma deliberada e indiscriminada. Visam estes magoar, ofender, desestabilizar, gerar caos e espalhar energias negativas. As pessoas por detrás deles, os "haters", fazem-no (quase sempre) escudadas pelo anonimato do ciberespaço, com o claro propósito de destilar veneno, espalhar o ódio e semear a discórdia.

Sobre este tipo de comentários falarei noutra oportunidade, que a intenção desta crónica é analisar apenas os "maliciosos", aqueles que são feitos de forma espontânea, geralmente desencadeados pela falta de empatia ou pouca sensibilidade da parte de quem as profere. A maldade por detrás deles - a existir - é sutil e por vezes inconsciente, daí que os outros sejam capazes de aturá-los durante um longo período de tempo, sem acusarem desconforto ou ressentimento. Na sua origem podem estar sentimentos como amargura, ressentimento, inveja, infelicidade ou apenas má educação.

Feita a contextualização dos dois tipos de comentários tóxicos que circulam por aí, eis quatro dicas para evitares a toxidade no teu palavreado:

1. Substitui o "não" por uma sugestão construtiva
Ao invés de dizeres a alguém que não pode ou que não deve proceder de certa forma, que tal fazeres uma sugestão? Dou um exemplo: um amigo que acaba de tirar a carta de condução diz-te que vai comprar um carro zero quilómetros. Sabendo tu da enorme probabilidade deste vir a ter um acidente, ou seja de o carro ir parar à sucata, que tal, ao invés de lhe dizeres que "não deve" comprar um carro novo, sugerires um em segunda mão, pelo memos até estar à vontade com a condução, que assim em caso de acidente o prejuízo será menor.

2. Reconhecer que estás num dia não
Naqueles dias de má disposição, em que só te apetece mandar tudo e todos à merda, o mais sensato é evitar interações e focar-te em ti. Mil vezes dizeres a alguém que não estás bem e que preferes ficar quietinha no teu canto do que saíres por aí a distribuir patadas e comentários ferinos, capazes de magoar ou até mesmo por em xeque a tua relação com os outros.

3. Na ausência de algo simpático para dizer, fica calada
Não é à toa que se diz que a palavra é de prata e o silêncio de ouro, Com isso quero lembrar-te que a ter que fazer uma comentário desagradável, mais vale não fazer nenhum. A vida já é cheia de negatividade, pelo que comentários tóxicos são perfeitamente dispensáveis. Se sentires que tens mesmo que dizer algo pouco abonatório, ao menos tenta suavizar o discurso de maneira a não constranger, muito menos humilhar, o outro.

4. Na dúvida, perguntar se gostarias de ouvir tal coisa
Quando não tens a certeza de que o que vais dizer será bem acolhido, pensa se gostarias que alguém te dissesse o mesmo. Não existe estratégia mais eficaz do que esta para por travão à toxidade nas nossas palavras ou atitudes. A postura de "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti" cai sempre bem e aplica-se a todas as esferas da coexistência humana.

Termino realçando que todos nós, em algum momento da vida, fomos, ou podemos ser, tóxicos. Basta um dia mau, uma pessoa mal encarada ou um acontecimento estúpido para despoletar em nós sentimentos nefastos, muitas vezes verbalizados através de comentários tóxicos. O importante é saber reconhecer os sintomas e intervir a tempo de evitar males maiores.

Aquele abraço amigo e até quarta!

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woman-1006102_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Uma vez comprovado que o amor à primeira vista existe e que pode acontecer a qualquer momento (vide post anterior), é de todo pertinente falarmos sobre o final que nenhum amor - seja ele à primeira, segunda, terceira ou enésima vista - deseja: desilusão. Infelizmente, faz ela parte da dinâmica existencial, daí que cumpre esta crónica a missão de dar conhecimento de quatro mandamentos para amenizar o impacto de uma desilusão, seja ela amorosa ou não.

As desilusões podem ser desmotivadoras, arrasadoras mesmo. Várias são as pessoas que na sequência delas acabam desistindo, de algo, de si, da alegria de viver, em alguns casos, da própria vida. Sobre isso, considera a psicóloga Jennice Vilhauer, ao Psychology Today, que "dependendo de como se olha para as coisas, a desilusão pode ser devastadora ou uma oportunidade para algo melhor." Daí que recomende estas quatro estratégias para reprogramar o seu significado, de modo a superá-las com mais eficácia:

Não generalizar
O facto de não ter dado certo desta vez não quer dizer que será sempre assim.

Não personalizar
Nem sempre o problema somos nós, existem factores situacionais que estão para lá do nosso controlo.

Não rotular como "má"
As situações dececionantes tendem a ter o potencial para abrir portas a eventos positivos, basta encararmos a situação com outros olhos.

Aprender com ela
Muitas vezes, é do fracasso que advém o sucesso.


Estas dicas, igualmente aplicáveis às demais esferas da vida (profissionais, sociais ou familiares, por exemplo), cumprem o dever de te munir de ferramentas capazes de ajudar-te a gerir com sabedoria e leveza de espírito as agruras da vida. Por isso, faz bom uso delas.

Aquele abraço amigo!

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17
Mai21

couple-1030744_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Terá fundamentação científica a ideia cliché - nem por isso menos romântica - de dois estranhos trocarem olhares e terem a certeza de que foram feitos um para o outro, tamanha a atração existente entre ambos? Será o amor à primeira vista, perfeitamente ilustrado no cenário há pouco descrito, um fenómeno real ou uma mera fantasia emocional? É o que intenta esclarecer este artigo.

Apesar de não abundarem dados empíricos sobre o tema, um estudo de 2017 oferece evidências que suportam a teoria de que ele é, de facto, real. Uma investigação da Universidade de Groningen, que pediu a quase 400 indivíduos de ambos os sexos que se manifestassem, imediatamente após o primeiro encontro, sobre potenciais parceiros românticos, permitiu tirar as seguintes ilações:

O amor à primeira vista não é só memória tendenciosa
A amostra relatou tê-lo sentido no instante em que se encontrou com alguém. Trata-se, portanto, de uma forte atração inicial que, posteriormente, pode transformar-se num relacionamento.

É mais provável sentirmos amor à primeira vista por pessoas bonitas
Os participantes com classificações mais altas na escala da aparência física tinham uma probabilidade nove vezes maior de despertar esse sentimento.

Os homens assumem sentir amor à primeira vista mais do que as mulheres
Os investigadores não foram capazes de apurar o motivo concreto para que assim seja, pelo que recomendaram estudos complementares.

O amor à primeira vista tende a ser um fenómeno tipicamente unilateral
Os cientistas suspeitam que a intensa experiência inicial de um parceiro pode ajudar a moldar as lembranças do outro, mudando-a para a crença de que este também sentiu amor à primeira vista.

O amor à primeira vista, tecnicamente, não é “amor”
O tipo de qualidades que espelham amor (intimidade, compromisso, paixão) não é particularmente forte nos momentos iniciais desse sentimento. No entanto, aqueles que o sentiram parecem ter maior predisposição para tal do que aqueles que reconheceram não ter sentido amor à primeira vista.

Crença e/ou experiência pessoal à parte, a verdade é que as evidências existem e foram aqui citadas. Eu acredito em paixão à primeira vista e não tanto em amor à primeira vista. Isto porque o amor - que demanda conhecimento, investimento e comprometimento - não é sentimento que surge de forma tão instantânea e espontânea. Ele vai sendo construído, e fortalecido, com tempo e convivência, daí que não desapareça à primeria crise.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta para mais uma conversa amiga. Até lá, fica com o meu abraço e muita energia positiva para a semana.

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28
Abr21

Teu voto, tua voz

por Sara Sarowsky

black-and-white-4594504_1920.jpgViva! ✌️ 

Hoje quero partilhar contigo a minha terceira crónica para o portal Balai Cabo Verde, publicado esta terça-feira e que versa sobre a importância do voto. Boa leitura.

Agora que a azáfama da campanha eleitoral é memória recente, estou em condições de pronunciar-me sobre o voto, na verdade sobre a ausência dele nestas últimas legislativas. Antes de desenvolver o assunto, sinto-me no dever de escrever, com todas as letras, que não sou do partido A, menos ainda do B, quanto mais do C. O meu partido é CV, sempre foi e sempre será. Talvez por isso tenha demorado tanto para despertar a minha consciência política.

No passado dia 18 de abril, o povo cabo-verdiano foi chamado às urnas, com vista à escolha dos órgãos legislativos. A taxa de abstenção, de 42,5%, e as conversas "captadas", aqui, ali e acolá, despoletaram em mim uma palpitante inquietação. Logo eu que sempre fiz questão de zelar por uma postura alienada, não obstante o meu fascínio pela ciência política, disciplina na qual destaquei-me como uma das melhores alunas do Liceu Domingos Ramos, com muito mérito do professor Domingos Júnior, a quem aproveito para prestar uma mais do que merecida homenagem.

A bem da verdade nunca exerci o direito ao voto na terra que me viu nascer. O ter ido estudar para fora, em ano não eleitoral, e as incoincidências entre as estadias e a agenda eleitoral justificam, em parte, esta realidade. Fiz questão de referir em parte porque a outra razão – aquela que realmente pesa – prende-se com uma arrogante indiferença para com o sistema político, o qual sempre acreditei cumprir o único propósito de conferir poder a uma elite cujo interesse em zelar pelo bem-estar da nação é mais privado do que público. E nem o facto de ter colaborado durante vários anos com a nossa missão diplomática em Portugal abalou essa convicção, tanto que sequer dei-me ao trabalho de recensear, ainda que tenha sido alertada vezes e vezes para o fazer.

O ter sido apanhada - ainda que de forma involuntária - no vórtice das eleições (aterrei no aeroporto internacional Nelson Mandela 10 dias antes da ida às urnas) mudou de forma indelével a minha perceção das coisas. E a tomada de consciência do meu papel, fundamental, nos destinos do meu país instigou-me a escrever esta crónica, na firme expectativa de que através dela os leitores, sobretudo os do sexo feminino, possam aperceber-se do real poder do voto na sua vida e na vida dos seus.

O que despoletou o clique? Ter vivenciado a campanha eleitoral in loco, a par da maturidade cívica e da consciência política de que eu faço a diferença, de que enquanto eleitor tenho voz. Assim, o meu voto é a minha voz, o meio (legal) de que disponho para dizer sim ou não, para querer ou rejeitar, para validar ou censurar, para aplaudir ou vaiar, para aceitar ou repudiar. Estar ciente de que tenho o poder de escolher o rumo que quero para o meu amado Cabo Verde torna ainda mais gritante essa tal indiferença nos meus quase 25 anos de cidadania ativa. Constatar que outras mulheres possam estar envoltas nessa mesma "neblina" política tem um sabor particularmente amargo no meu propósito de "desencardidora" de mentes.

A participação ativa, e efetiva, na vida política, mais do que um direito é um dever, de todos e de cada um. A não comparência às urnas representa um atentado à democracia, uma conquista árdua e sofrida, como bem sabemos. O cidadão que opta por abrir mão do voto, como foi o meu caso durante anos a fio, é acima de tudo um irresponsável, que delega aos outros a missão de conduzir a sua própria cidadania. O que ele esquece, ou talvez não saiba, é que aquilo que com tanta leveza despreza com demasiado esforço foi conquistado por quem se importou. Que aquilo que tanta indiferença lhe causa é o sonho de milhões que tiveram o azar de nascer sob regimes políticos opressores, nos quais não têm voz nem vez. Que aquilo que lhe maça - abrir mão de apenas uma hora entre as 43 800 que perfazem cinco anos – é um privilégio pelo qual tantas personalidades deram sangue, suor, lágrimas e até a própria vida. 

Termino com um sentido apelo ao género feminino para que assuma de uma vez por todas o seu papel na vida política e faça bom uso do seu direito ao voto, já que esse é o meio por excelência de exercer a sua cidadania, a sua liberdade, a sua equidade, no fundo, o seu empoderamento. Não fazê-lo é deixar por conta de outrem o destino da sua vida, da vida dos seus filhos, da vida do seu país. Mulher cabo-verdiana, o teu voto é a tua voz, portanto, faz-te ouvir, em alto e bom som!

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fashion-2309519_1920.jpgViva! ✌️ 

Revigorada pelo passeio de ontem à praia de São Francisco (a qual não visitava há mais de 15 anos) e orgulhosa por ter conseguido cumprir o jejum semanal (tarefa complicada por estas bandas, com a comida a tentar-nos a todo o instante), eis-me aqui com mais uma crónica amiga, desta feita dedicada a uma das questões existenciais a que acuso particular sensibilidade: a relação "visual" com o mundo.

Olhamos o mundo quando olhamos as pessoas. Nos seus rostos vemos refletidas gerações, tradições, esperanças, culturas, realidades, sonhos e expectativas. Assim é ele, um mundo de semelhanças, diferenças, diálogos e sentimentos. Um mundo de afetos, de gentes e locais inesquecíveis. Um mundo imenso, um porto de abrigo global, aonde somos todos bem-vindos, ainda que acontecimentos possam sugerir o contrário.

Lugar mágico a que tantas vezes não prestamos a devida atenção, nem damos o merecido valor, o mundo é nossa referência, nossa identidade, nossa essência... representando aquilo que somos, fomos e seremos. É o que faz de nós únicos no meio de biliões. E a forma como olhamos o mundo determina a forma como desempenhamos o papel que a cada um de nós cabe no seu eterno devir.


Eu olho o mundo com curiosidade, ávida por observar e absorver tudo o que ele tem para partilhar. Eu olho o mundo com otimismo, convicta de que à minha espera existe sempre algo bom. Eu olho o mundo com esperança, crente de que nada está perdido e que sou parte da solução. Eu olho o mundo com confiança, acreditando que me foi confiada uma importante missão. Eu olho o mundo com amor, pois sei que ele é bondoso se com ele vibrar na mesma essência. Eu olho o mundo com gratidão, por todas as benções que dele recebo. Eu olho o mundo com saudade, acreditando que quando for hora de o deixar, levarei comigo memórias incríveis. Eu olho o mundo com olhos de ver... com olhos de amor 🧡.

E tu, meu bem, como olhas para o mundo?

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30
Mar21

beautiful-women-1806280_1920.jpgViva!

Vim aqui partilhar contigo o meu artigo de estreia no portal Balai Cabo Verde, com o qual vou passar a colaborar como cronista residente. Nem de propósito o meu texto, intitulado A felicidade é também ela solteira, foi para o ar na semana da minha live com a happiness coach Raquel Godinho, com quem vou abordar o tema 'A felicidade é solteira'. Não são incríveis as sincronicidades da vida?

E com este novo desafio dou mais um passo em direção àquilo que quero fazer pelo resto da minha vida, aquilo que realmente me preenche e realiza: inspirar as mulheres a assumirem o comando da sua vida, logo a serem responsáveis pela sua própria felicidade.

Antes de me despedir, deixo a recomendação para seguires o Balai Cabo Verde. Fruto de uma iniciativa de ex-colaboradores do extinto Sapo Cabo Verde, este portal de notícias made in Cabo Verde espelha na perfeição o espírito do empreendedorismo e do empoderamento feminino, cuja equipa editorial não se deixou vergar pela adversidade, arregaraçou as mangas e fez o seu próprio destino.

Aquele abraço amigo!

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