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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

18
Jan21

versão blog.jpegOra viva! ✌️ 

Ano novo vida nova, costuma dizer-se. No meu caso, será ano novo, projeto novo. Em parceria com a Isabel Soares dos Santos, acabo de criar um serviço de matching, a que batizamos de ❤️Love for You❤️. Fruto do meu percurso como autora deste blog, mas sobretudo da minha experiência enquanto solteira de longa duração, e da sabedoria da Isabel, na área do coaching espiritual e da organização de casamentos, este serviço que hoje aqui apresento vai dar a cara a 14 de fevereiro, dia em que promoveremos um primeiro encontro entre os solteiros que decidirem embarcar connosco nesta aventura. 

Importa referir que este serviço não tem nada a ver com apps ou sites de encontros, menos ainda com speed dates. Assenta ele em encontros reais (ainda que virtuais) entre pessoas que querem dar uma oportunidade ao amor, mesmo em tempo de pandemia. No fundo, vou oficializar (e rentabilizar, claro) aquilo que há muito venho fazendo nos bastidores do Ainda Solteira: tentar arranjar um par para os solteiros que partilham comigo a sua vontade em viver uma estória de amor. Já aqui partilhei, em várias ocasiões até, episódios que ilustram bem esse meu papel de cupido amadora.

Dado que o segredo é a alma do negócio, por ora mais não digo, a não ser para ficares atenta à pagina do Instagram @love4ymatch, através da qual vamos dando mais informações sobre este recém-criado serviço de encontros. Caso tenhas interesse em saber mais ou em fazer a tua pré-inscrição no Banquete do Amor, contacta-nos por aqui, pelo Instagram ou por email, que teremos todo o gosto em ajudar-te a encontrar a tua cara-metade. E não te preocupes que o preço será meramente simbólico. Palavra de solteira!

Aquele abraço amigo, de boa semana e de boa sorte no amor!

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15
Jan21

86A45262-D518-4C0C-A66B-911D91948D33.jpegViva! ✌️ 

Os residentes em Portugal continental estão sujeitos, desde as zero horas desta sexta-feira, 15 de janeiro, ao confinamento obrigatório, o segundo em apenas nove meses. O que nunca antes acontecera, conhece agora a sua segunda edição, que desejamos que seja mais breve do que a primeira.

Infelizmente, por mais que nos desgaste e condicione a vida, esta parece ser a derradeira tentativa para conter a proliferação do vírus, o qual não parece disposto a dar tréguas. Pelo contrário, revela-se cada vez mais agressivo, logo mortífero.

É hora de respirarmos fundo e submergirmos, à espera de ver passar a turbulência. Serenidade e precaução é tudo o que precisamos para os próximos dias. Portanto, toma conta de ti, protege-te, apanha sol (sempre que possível) e investe na tua sanidade mental. O resto, é ir vivendo um dia de cada vez. Estamos juntas!

Aquele abraço amigo e até segunda!

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12
Out20

Uma aventura em Sintra

por Sara Sarowsky

Viva!

Hoje quero contar-te sobre a minha última escapadinha a solo, desta vez na bela e encantadora Sintra, vila aonde estive no fim de semana (prolongado) de 5 de outubro.


Tenho estado sob intensa pressão emocional no trabalho, ao ponto de ter-me sido passada uma baixa médica por stress profissional prolongado. Sobre isso falarei noutra altura, que a narração do que tenho passado nos últimos tempos vai-me exigir um esforço mental acrescido. Por ora, falemos apenas de coisas boas, que essas sim fazem bem à alma. E tem coisa melhor que uma fugidela para um destino tão mágico quanto Sintra?

Em Sintra já eu tinha estado anteriormente, por duas vezes, se não me falha a memória. Da primeira andava eu na faculdade. Recém-chegada a Portugal, ouvi dizer que era linda, bucólica e romântica, o sítio ideal para uma visita au pair. Ora, acontece que o tempo passava e nada de companhia amorosa para essa descoberta à vila-mor das terras altas. Um dia, cansada de esperar, resolvi meter-me num comboio e ir até lá. Lembro-me perfeiramente de descer no terminal ferroviário, olhar em volta e apanhar o próximo de regresso a Lisboa, sem sequer sair da estação. Porque fiz isso, deves estar tu a tentar perceber. Porque queria mesmo ir a Sintra, nem que fosse para dizer que já lá tinha estado, ainda que sem a conhecer de facto.

Como tantas vezes tinha ouvido dizer, aquele era um lugar que merecia ser desfrutado em companhia romântica, daí que não tenha atrevido a visitá-la em companhia própria, sob pena de abrir mão do encanto que seria uma visita na de outro alguém por quem o meu coração batesse mais forte. Admito que, na altura, não desenvolvera totalmente esse meu espírito de desfrutar da vida do jeitinho que dá, com ou sem presença alheia.

A segunda vez foi em dezembro de 2014, tinha o meu irmão e sua família vindo passar a época festiva em Lisboa. Como fomos de carro, saímos da autoestrada diretos ao Palácio da Pena, sem passar pelo centro histórico. Fustigados por um frio cortante, e com metade do dia desperdiçado, só tivemos oportunidade de degustar da gastronomia local, visitar o monumento e rumar em direção à capital. Como sabes, nessa altura do ano, às cinco da tarde já é noite, motivo pelo qual só nos foi possível visitar o ex-libris local.


Portanto, esta foi a primeira vez que tive oportunidade de descobrir Sintra em toda a sua plenitude, essência e magnificência. E que Sintra descobri eu ao longo dos três dias que por lá circulei. Para começo de relato, fiquei hospedada no Lawrence’s, um hotel de charme localizado a poucos metros do centro histórico, com pouco mais que uma dúzia de quartos, mas que nem por isso deixa as suas 5* por mãos alheias. Inaugurado em 1764 é o hotel mais antigo da Península Ibérica, tendo sido, inclusive, mencionado por Eça de Queirós no romance Os Maias. Pela primeira vez nesta vida terrena, dormi numa cama de dossel. Senti-me a Maria Eduarda em pessoa. Quanta emoção, quanto orgulho, quanto bazófia.

No dia da minha chegada, sábado, para além do saboroso cabrito assado da Adega do Saloio, um dos meus restaurantes favoritos, tenho a resgistar o maravilhoso jantar no Arola do Penha Longa Resort, na companhia da Isabel Soares dos Santos, amiga pessoal, espiritual coaching e provedora das previsões energéticas mensais deste blog. No dia seguinte, parti à descoberta do centro histórico, com passagem obrigatória pelo Palácio Nacional, pelo Museu Anjos Teixeira, por uma exposição de arte ao ar livre, pela sede da edilidade local, pela estação ferroviária, por aqui, por ali, por acolá... A jornada culminou com uma maravilhosa cataplana de peixe e marisco no Dom Pipas, um dos melhores restaurantes da zona, segundo fonte fidedigna.

No feriado, último dia da estadia, fiz uma tour de tuk tuk, que incluiu passagem pelos principais pontos turísticos, a saber: Palácio da Pena, Quinta da Regaleira, Palácio de Monserrate, Palácio de Seteais, Castelo dos Mouros e pelos deslumbrantes chalets, muitos deles projetados pelo genial Luigi Manini. Como bónus, tive direito a um saltinho até à fronteira com Colares, a pequena vila ali mesmo ao lado, residência da condutora da motorizada a três rodas e guia turística digna de aqui ser louvada. De nome Delfina, nacionalidade argentina e uma simpatia contagiante, ela foi incansável na sua missão de me proporcionar um passeio inesquecível. Por fazer ficou o circuito do Cabo da Roca, o qual está reservado para uma próxima oportunidade.

Antes do regresso a casa, ainda houve tempo para comprar as famosas queijadas, um mimo para as colegas de trabalho, dado que não sou grande apreciadora de iguarias com sacarose, após o qual pude degustar de um, aquém das expectativas, bacalhau à Braz, num dos restaurantes da zona baixa, claramente focado no turismo externo e não no interno. O regresso a casa deu-se na companhia da querida Isabel, que fez o favor de livrar-me de apanhar o comboio da linha de Sintra em pleno feriado.

Entre palácios e castelos, quintas e vilas, reis e fadas, lendas e contos, magia e encanto... deu-se assim a minha aventura por terras de Sintra, pelas quais fiquei apaixonada ao meu ponto de não me importar de ir viver para lá.

Aquele abraço amigo de sempre e desejos de uma esplêndida semana!

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11
Ago20

Vou ali "feriar" e já volto!

por Sara Sarowsky

4DA394FE-3E34-401F-8B15-194E922E98E1.jpegOra viva! 👋

Eis-nos na segunda semana de agosto, tradicionalmente o mês mais "querido" de praticamente todos os habitantes do hemisfério norte. Digo "praticamente todos" porque, por incrível que pareça, há quem não goste do verão, precisamente por estar associado ao calor, à praia, ao sol e à diversão. Como não é o caso desta solteira aqui, o oitavo mês do ano é por mim, de há uns tempos para cá, aguardado com ansiedade e expectativa.

O engraçado é que - até tornar-me numa assalariada que dá expediente todos os dias úteis, das 9 às 18, cerca de 231 vezes ao ano - costumava encarar agosto como outro mês qualquer, com a particularidade de haver pouco que fazer, logo muito que desfrutar. Curioso como a vida nos leva a valorizar coisas às quais não dávamos grande importância quando tidas como garantidas. Penso que a isso se chama amadurecer.

Voltando ao tema deste post, o último da primeira temporada da série dramática 2020, cumpre ele o propósito de te informar que vou estar ausente nas próximas semanas, para aquele merecido descanso que só agosto é capaz de nos proporcionar.

Citando a Michelle Obama, acredito estar a braços com uma "depressão ligeira", resultado, não só da situação epidemiológica global, mas sobretudo da impotência em concretizar, para já, alguns dos meus planos e projetos. 
Tenho perfeita noção de que este desabafo denuncia uma pitada de egocentrismo, bem como alguma insensibilidade para com aqueles a quem a pandemia ceifou saúde, vida, entes queridos, emprego, rendimentos e tudo o mais. No meu caso ela só está a ceifar-me o ânimo e a esperança, o que acaba por comprometer a minha alegria de viver.

Ainda há pouco li uma frase de Diana Gaspar que dizia o seguinte: "Às vezes para avançarmos, precisamos mesmo de parar!" De facto, as férias cumprem essa missão. Após meses e meses de limitações, alterações e adaptações constantes e profundas, num cenário nunca dantes visto em toda a minha existência, esta pausa vai-me saber melhor do que todas as outras que alguma vez tive. Assim, é minha intenção aproveitar as próximas semanas para descansar, recuperar o ânimo, reconectar-me com o essencial e desligar o mais que puder da minha realidade atual.

Como e onde conto-te depois. Para já, fica com aquele abraço amigo e votos de que este agosto te seja o mais "querido" possível. Até setembro!

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30
Jul20

5453FBBC-571B-4BF5-B50A-387E1BA46E40.jpegOra viva! ✌️

Há muito que ansiava escrever sobre certas atitudes que adotamos, com maior ou menor grau de consciência, por uma mera questão de conveniência alheia ou polidez social. A isso chamo eu de fretes emocionais, meros hábitos que intentam expressar emoções que não sentimos, nem tão pouco desejamos sentir, de modo a agradar aos outros ou a não ferir os seus sentimentos.

No outro dia, numa troca de palavras nada agradável, uma das minhas colegas de casa acusou-me, com um arzinho típico de quem levou calote da vida, de não gostar dela. Perguntei-lhe se tinha cara de sua mãe. Ao ver a sua patética expressão de incompreensão, lá me dei ao trabalho de esclarecer: "A tua mãe é que tem a obrigação de gostar de ti. Como não é o caso...!"

Estou ciente que assumir tal posição provavelmente faz de mim uma criatura insensível, cruel até; uma verdadeira bitch, para não estar com rodeios. "Mi go" é uma expressão típica da minha língua materna que traduz na perfeição o quanto estou-me nas tintas para isso. Eu não faço questão de gostar das pessoas, assim como não faço questão que elas gostem de mim. Faço é questão de dar tempo ao tempo, na expectativa de que me deem razões para delas gostar. E isso, em circunstâncias normais, só acontece com o tempo, a convivência, o conhecimento e o amadurecer da relação, período após o qual vou chegando à conclusão se a pessoa é (ou não) digna da minha estima.

Gostar de alguém só porque sim, ou só porque é o que se espera de mim, é que não. Não acho que tenha que demonstrar um sentimento que não nutro só para vestir a pele da alma boazinha ou da pessoa ultra educada. Daí que fique sempre estupefacta perante a quantidade de criaturas que acham que a estima alheia é um direito seu e não um privilégio. Gostarem de nós não é um dado adquirido, mas sim uma benção, pelo qual temos que fazer por merecer.

No caso que referi há pouco, é óbvio que a dita cuja não foi capaz de se aperceber pelos próprios neurónios que eu não tenho nenhuma obrigação (moral ou legal) de dela gostar. O facto de partilharmos a mesma habitação não implica que lhe devo estima automática, menos ainda amizade instantânea. Implica sim tratá-la com educação e respeito, como demanda a (boa) etiqueta social. Nada mais que isso!

Há pessoas por quem nutrimos uma empatia natural e momentânea, só de lhes por a vista em cima. Ainda no outro dia, no tal curso de iniciação à bicicleta de que te falei no post anterior, conheci uma rapariga, que mais tarde vim a descobrir ser minha patrícia, com quem partilhei uma vibração positiva de nível premium. Em contrapartida, existem outras com quem antipatizamos no instante em que os nossos olhos nelas batem, sem precisão sequer de proferirem uma sílaba. Foi o que aconteceu com esta tal colega, uma fulaninha brasileira por quem nutro uma profunda antipatia, da qual não faço questão de disfarçar. Abro aqui um parêntesis para deixar bem claro que não estou a falar mal dos brasileiros, apenas a descrever o meu sentimento por uma em particular.

Em tempos não muito distantes, achava por bem maquilhar os meus sentimentos menos nobres, sobretudo se estes não fossem de encontro ao politicamente correto. Hoje, nos primórdios das minhas quatro décadas de vida, não encontro razões para assim continuar a agir. Se te tenho estima, sorte a tua; se não te tenho estima, azar o teu. Quer no primeiro como no segundo caso, há que fazer por merecer. Pois, afeto é um sentimento que se conquista e não que se exige.

Aquele abraço só nosso!

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27
Jul20

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Viva! 

Ando tão enfadada que pouco mais que vegetar tenho feito. Por vegetar refiro-me a executar apenas o essencial à minha sobrevivência biológica e financeira. Pelos vistos, estou a acusar bem mais do que o expectável toda esta situação epidemiológica. Sinceramente, não sei que rumo dar ao meu ânimo, confinado a uma profunda apatia. Espero tratar-se apenas de cansaço e não de uma caminhada rumo à depressão.

Consegui sair do marasmo em que me vi presa nas últimas semanas quando iniciei um curso para aprender a andar de bicicleta. Por incrível que pareça, até este fim de semana andar de bicicleta para mim era o mesmo que pilotar uma nave espacial. E acredita que já fui proprietária de uma reluzente Champion vermelha, enviada da França pelo meu querido e saudoso pai, andava eu no auge da adolescência.

Tanto os meus irmãos como a vizinhança usaram, abusaram e lambuzaram da dita máquina, topo de gama na altura. Todos menos eu! Por medo dos tais efeitos colaterais de que todos falavam (entenda-se quedas), nunca cheguei a aprender. No verão de 2008 ainda ensaiei uma aula com o então namorado de uma das minhas amigas maiores, atleta federado de BTT, mas a coisa não passou disso mesmo, uma tentativa ímpar. A frustração de não ser bem-sucedida à primeira, aliada às dores nas partes traseiras, falaram mais alto que a vontade de aprender.

No verão passado, em terras gaulesas, vi-me novamente condicionada pela minha inaptidão cicloturística. Numa pequena vila onde a oferta de transportes públicos é bastante limitada, as formas de locomoção alternavam entre duas e quatro rodas. Sem habilitação para nenhuma delas, vi-me à rasca em diversos momentos, comprometendo, inclusive, os planos da minha família, que viu-se obrigada a abrir mão dos seus passeios de modo a não excluir-me. Aprender tornou-se, portanto, imprescindível, mais não seja porque tenho planos de para lá ir viver num futuro próximo.

Por isso mal pude acreditar na minha sorte ao deparar-me, já em contagem decrescente para voltar ao sítio onde fui tão feliz no ano passado, com um curso de iniciação à bicicleta, promovido pela autarquia alfacinha em parceria com a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Foi preciso uma operação de charme ao mais alto nível para conseguir uma vaga at last minute, já que a edição esgotara. Foi assim que, no sábado, iniciei uma aventura sobre (duas) rodas; aventura essa que tem suscitado em mim um mix de sentimentos: orgulho, humildade, receio, gratidão e... dor.

Quem olha para os meus membros inferiores dirá, seguramente, que fui vítima de violência. Para bem dos meus pecados, a violência foi desportiva e não doméstica, caso contrário estaria o agressor em maus lençóis e esta solteira aqui em outros bem piores. Ainda que sem ferimentos de maior gravidade, tenho as pernas e as canelas de tal modo raspadas, pisadas e arranhadas, que hoje optei por um vestido longo, quando era minha intenção estrear um modelito midi que comprei há dias com 70% de desconto.

Ainda assim, digo de boca cheia: vale a pena. Finalmente, estou deixando para trás uma limitação que há muito moía-me o juízo. A par disso, estou-me aventurando para fora da minha zona de conforto (literalmente falando). 
Nestes últimos dois dias, convivi com desconhecidos, partilhei situações insólitas, superei o medo, a ansiedade, o nervosismo, a vergonha e a humilhação. Redescobri o sentido daquela máxima que diz que não há sucesso sem fracasso e que só vence quem insiste, persiste e não desiste. Voltei a lembrar-me que nunca é tarde para se aprender e que abrir mão dos meus sonhos jamais deve ser uma opção. 

Estou tão empolgada que, mesmo sem ter concluído o curso, combinei ir dar umas voltas com outras colegas. O entusiasmo é tal que já identifiquei novos alvos: trotineta e patins. Se é para sofrer que seja tudo de uma vez!

Um abraço desta tua amiga dorida, mas realizada!

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E48FA5A4-4725-42DA-AC38-47DCB062B5CD.jpegOra viva!

Mais uma sexta-feira temos nós hoje, o terceiro da era isolamento social em Portugal. Não é por estarmos sob circunstâncias adversas que este dia, em que damos por encerradas as obrigações, deixa de ser o preferido de quem trabalha/estuda.

Para não perdermos o espírito caraterístico deste último dia útil da semana, ao mesmo tempo que acalentamos um pouco mais a esperança nos dias melhores que hão de vir, desafio-te a responder a esta simples questão:
- Qual a primeira coisa que farás quando saírmos do confinamento?

Fico à espera da tua resposta.

Aquele abraço amigo!

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Viva!

A solteirice, a principal motivação por detrás da criação deste blog, é um assunto que aqui nunca se esgota, não fosse ela o tópico à volta da qual se justifica a sua existência, pertinência e preferência. Por falar nisso, já te falei das três surpreendentes vantagens associadas a esse estatuto amoroso? Se sim, toca a rever a lição; se não, eis uma boa oportunidade para atualizares a informação.

Como não me canso de referir (e exemplificar), estar desemparelhada acarreta inúmeros benefícios físicos e emocionais, ainda que quase sempre desmerecidos, muito por culpa desta sociedade madrasta para com as mulheres sem um homem do lado. Para hoje escolhi falar-te de três dos mais incontestáveis, mais não seja por terem sido validados pela ciência.

1. Mais saudáveis
A última publicação do American Time Use Survey indica que os solteiros têm maiores probabilidades de viverem mais tempo do que os emparelhados. Esta ideia é reforçada por outras investigações que comprovam que as mulheres solteiras tendem a fazer exercício durante mais tempo e que os homens celibatários tendem a ter um menor IMC (Índice de Massa Corporal). Para além disso, os descomprometidos pesam, em média, menos 2 kg do que os comprometidos.

2. Mais resilientes
Outras investigações indicam que as pessoas solteiras são mais bem-sucedidas quando se trata de superar lesões ou doenças, e igualmente menos propensas a ter problemas emocionais ou físicos, quando comparadas a pessoas casadas ou divorciadas. Um bom exemplo disso é a dos soldados americanos solteiros apresentarem menores probabilidades de stress pós-traumático quando feridos em combate.

3. Mais felizes
Um outro estudo aferiu que os solteiros têm maior propensão em assumir que a sua vida evoluiu. O tempo pessoal extra para explorarem quem são, aquilo que querem e o que lhes faz feliz justificam esta conclusão. Aliás, um dos estudos mais recentes sugere que as mulheres solteiras e sem filhos são o subgrupo mais feliz da população, como já aqui partilhei no post Mulheres solteiras e sem filhos vivem mais e melhor.

Single mine, retém esta informação, que ela há de ser-te útil naqueles momentos de sufoco emocional em que te indagam quando vais casar e/ou procriar. É só citares estas conclusões empíricas que o interrogatório cessará de imediato. Será? Tenho as minhas dúvidas, mas pode ser que te safes.

Aquele abraço amigo!

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IMG_4745.jpgViva!

Os últimos posts giraram essencialmente à volta da minha pessoa, por isso é mais do que hora de mudar o foco e apontar os holofotes noutra direção. Assim, que tal aquecermos esta sexta-feira gélida, ainda que soalheira, com um artigo sobre sexualidade, tema picante o bastante para fazer corar as bochechas e acelerar a pulsação (e otras cositas más, se é que me entendes 😉).

É com este propósito que resgatei do meu arquivo digital um artigo publicado na Máxima, há mais de um ano e cujo tema, no mínimo intigrante, é de todo pertinente para o Sapo do Ano 2018 na categoria Sexualidade: o que o tamanho dos dedos tem a dizer sobre a nossa sexualidade.

Sobre isso, um estudo da Universidade de Essex atesta que as discípulas de Vénus (leia-se indivíduos do sexo feminino) com o dedo indicador mais comprido do que o anelar são, muito provavelmente, lésbicas ou bissexuais. Para tal conclusão contribuíram os dados apreendidos aquando da análise do comprimento dos dedos de 18 pares de gémeas idênticas, com orientações sexuais diferentes, em que, em média, as raparigas lésbicas ou bissexuais tinham o indicador e o anelar de tamanhos diferentes – mas apenas na mão esquerda.

Por forma a atestar a veracidade desta pesquisa, partilho uma fotografia da minha mão esquerda, onde é percetível que o meu dedo indicador não é mais comprido que o anelar. Logo, que fique registado por pixéis + caracteres que não sou lésbica, muito menos bissexual. Para aquelas almas encardidas que não se cansam de insinuar o contrário, eis a prova científica que tem faltado aos meus argumentos verbais.

Retomando o fio à meada, para os investigadores, ter o dedo indicador mais comprido do que o anelar é uma das características tipicamente masculinas, explicado pela quantidade de testosterona a que essas mulheres foram expostas no útero. Abro aqui um parêntesis para referir que já vários estudos indicaram que a sexualidade é determinada no útero, dependente da quantidade de hormonas masculinas a que o embrião é exposto. Assim, no caso dos homens, um dos dedos é maior do que o outro, mas nas mulheres o indicador e o anelar são, por norma, do mesmo tamanho.

Single mine, se a esta altura da leitura ainda não procedeste à comparação dos teus dedos indicador e anelar, a hora de o fazer é essa. Nem que seja, para validares (ou não) mais esta teoria empírica, que sabemos nós que é fidedigna, mas nem sempre infalível.

Desejos de um esplendoroso fim de semana e boas compras para o Natal. Um abraço amigo e até segunda!

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07
Out19

Regras para ser feliz

por Sara Sarowsky

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Viva!

Segunda-feira é um dia que dificilmente inspira sentimentos efusivos. Que o diga a classe assalariada. Como se não bastasse o retorno à rotina, sabemos ter à nossa espera uma carga adicional de trabalho, à custa de novos assuntos que entraram durante o fim de semana ou de coisas pendentes que herdamos da semana que findou.

Assim, é unânime que se trata do dia mais exigente da semana, em que as horas tardam a passar e os assuntos teimam em deixar-se despachar. Tendo isso em mente, escolhi para tema desta crónica, inspirada num artigo do Delas, algumas regras capazes de nos proporcionar uma existência (mais) feliz, não só no início da semana, mas em qualquer altura da vida. 

Anota aí quais são as oito atitudes que tens de passar a cultivar, a par de sentimentos recorrentes que tens de abandonar. Isto, claro, se é tua intenção ser feliz!
 
Não tentes agradar a todos
A felicidade não é algo que se deva terceirizar, sob pena de a tornar refém da atuação alheia. Assim, a tua prioridade deverá ser sempre corresponder primeiro às tuas expectativas e só depois às dos outros. É claro que por vezes é preciso fazer cedências, mas convém teres sempre em mente que tu és o elemento mais importante da equação.

Acaba com as reclamações a custo zero
Reclamar é um vício altamente desgastante, e tóxico. Quanto mais reclamamos mais motivos a vida nos dá para isso. Se for esse o teu caso, que tal, se em vez de estares sempre a mandar vir com tudo e todos, agradeceres por teres vida, saúde e capacidade intelectual para reagir ao que te incomoda? Vais ver que assim terás (mais) tempo para apreciar o lado bom da vida. Sem falar que as coisas só têm a importância que lhes atribuímos.

Esquece os rótulos
Uns são saloios, outros betos, alguns freaks e o resto totó. Assumo que dou comigo, mais vezes do que gostaria, a rotular aqueles que cruzam o meu caminho, etiquetando a maioria de anormal e raramente me sentindo bem na companhia de quem quer que seja. Resultado: estou quase sempre sozinha e identifico-me cada vez menos com os outros. Com este post desafio a mim mesma a parar com essa mania e a passar a dar mais importância às semelhanças do que às diferenças.

Aceita que nem sempre tens razão
Se até mesmo os génios se enganam, porque fazer questão de ter sempre razão? Sempre que te sentires convicta disso, fica com a tua certeza e embarca o resto do mundo numa viagem de circunavegação à volta da Atlântida. Se, pelo contrário, sentires que a estória não é bem assim, recua, pede desculpas (se for o caso) e relaxa, que da vida queres muito mais do que ser dona e senhora da razão.
 
Não te leves tão a sério
Uma das citações que mais me inspiram na vida é aquela que diz: "Não leves a vida tão a sério que podes não sair dela vivo!". Ora nem mais! Quando levamos as coisas demasiado a peito, estamos a autoinflingir-nos uma enorme carga emocional, com sérias consequências para a nossa saúde física e mental. São exemplos dessas consequências o stress, a depressão, a ansiedade, o desafeto, o conflito e a autocensura; tudo coisas que não contribuem em nada para a nossa felicidade.
 
Não sejas derrotista
Se quiseres muito uma coisa, e fizeres por ela, dificilmente vais deixar de consegui-la. Não desistas, mesmo quando a tua voz interior te disser que vais fracassar. Lembra-te que, por conhecer melhor que ninguém todas as tuas fraquezas, ela poderá ser a tua maior inimiga. Sempre que ela te quiser sabotar, repete para ti mesma: "Eu consigo e não hás de ser tu a impedir!". Neste momento tenho em mente um projeto ousado que me poderá levar ao estrelato, pelo que diariamente me debato com essa mesma voz que me diz que estou a sonhar alto demais, que não vou conseguir e que vão desdenhar de mim. Noutros tempos, desistiria na hora. Hoje, usa-a como motivação extra, nem que seja pelo brio em provar que ela não é mais forte do que a minha determinação em provar que sou capaz.
 
Não adies o que tens para fazer
Lá diz, e bem, o dito popular: para quê deixar para amanhã o que se pode fazer hoje? Tirando, o maldito artigo para o P3, posso dizer que sou uma aluna exemplar nessa matéria. Não gosto de deixar nada pendente, sejam afazeres domésticos, tarefas no trabalho, exercícios no ginásio ou assuntos burocráticos. Já que tenho que fazer mais vale fazer assim que possível.
 
Brinca como se fosses uma criança
Resgata a criança que há (ou houve) em ti e faz coisas que te divertem, sem culpa nem censura. Reserva um tempo para brincar, tal e qual fazias quando eras pequena. Fazer algo sem outro intuito que não a pura diversão é das coisas que mais bem fazem à alma. Eu, por exemplo, adoro dançar no meio da rua. Todos ficam a olhar para mim, achando que não bato bem da tola, mas quero lá saber. O que importa é que me sinta bem e não esteja prejudicando ninguém.
 
De forma consciente ou não, todos nós cultivamos (em algum momento da nossa existência) hábitos e atitudes que atentam contra a nossa felicidade, mais não seja porque põem em causa a harmonia das nossas relações interpessoais. Como vamos sempre a tempo de mudar para melhor, com este artigo tens um bom apoio para dares os primeiros passos rumo a uma existência mais feliz. Faz bom uso dela.
 
Até à proxima!

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