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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

Esta minha crónica sobre como fui apanhada pela greve dos profissionais de saúde, mais concretamente a dos discípulos de Hipócrates, começou a ser digitada às primeiras horas deste dia, enquanto aguardava que reagendassem uma consulta. O me levou a escrever um post, às nove da manhã, apoiada numa parede do centro de saúde da minha área de residência? Já passo a explicar!

Há espera desde abril, calhou-me conseguir uma vaga na mais que concorrida agenda da minha médica de família num dia de greve. Quanta sorte a minha! Depois de saber da paralisação destes profissionais de saúde, ainda pensei em deixar-me ficar mais um pouco no aconchego do leito, mas a consciência cívica e a lembrança do quão difícil foi conseguir essa consulta acabaram por falar mais alto.

"A médica já devia estar cá, portanto deve fazer greve. Vamos remarcar para outro dia", foi a primeira coisa que ouvi da boca da funcionária que me calhou; uma personagem que mais parece ligada a soro, tamanha a ausência de empatia para com o meu ar de desgosto ao constatar que a viagem tinha sido em vão e que mais valia ter ficado em casa a amarrotar os lençóis.

"Pode ser na sexta, dia 5, às 9h30?", prossegue ela sem me dar tempo para balbucionar o "porra de vida" que me apetecia gritar a plenos pulmões, de modo a fazer desaparecer aquele arzinho indiferente ao transtorno alheio que se lhe contorcia no rosto, precocemente envelhecido, provavelmente à custa do stress agudo que lhe deve provocar o cargo de assistente administrativa num centro de saúde, visivelmente sem capacidade para fazer face à crescente procura por parte de utentes maioritariamente estrangeiros. Afinal, Arroios orgulha-se de ser a freguesia com maior diversidade cultural do país, albergando freguesinos de 90 nacionalidades.


Retomando o meu drama matinal... assim que tomo conhecimento de que teria que voltar dali a dois dias, argumento que isso implicaria entrar mais tarde no trabalho, pela segunda vez num espaço de três dias. A resposta peremptória dela? "A utente terá que voltar as vezes que forem precisas, afinal quer-se consultar ou não?". Como quero – na verdade, preciso – terei, de facto, que voltar; as vezes que forem precisas, sem mugir nem tugir.

Sim, porque esta utente aqui não tem absolutamente nada para fazer na vida a não ser por-se à disposição do sistema, subjugando a sua própria necessidade. E, já agora, vontade, que ela também é gente (com J, porque se fosse com G veria os seus direitos mais básicos – como o acesso ao cuidados de saúde – atendidos e respeitados em tempo útil).

Como se não bastasse ter esperado meses para conseguir a consulta, já perdi a conta de quantas excursões tive eu que fazer ao ACES da Alameda. Como não atendem o telefone nem por decreto presidencial e estando impossibilitada de fazer marcações online, já que a chave digital só aceita registo com cartão do cidadão (os estrangeiros que se f*dam), para conseguir marcar consulta não me resta outra opção se não fazê-lo presencialmente.


Sobre a maçada que é sair cedo de casa, esperar uma eternidade numa sala apinhada que tresanda a enfermidade e desânimo, faltar ao trabalho e gerir o stress/desgaste emocional nem vou me alongar, que será desperdício de tempo, argumentos e emoções. E pensar que todo este tormento visa obter uma simples credencial para uma análise ao sangue.

Infelizmente, este é apenas mais um retrato do estado caótico em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde, de quem ninguém sai ileso mas ao qual não se pode escapar (pelo menos os que não têm carteira para irem ao privado).

Por hoje é tudo. Volto na sexta com algum tema mais agradável. Até lá, deixo-te com o abraço amigo de sempre.

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Viva!

A menos de 48 horas do dia mais romântico do ano, que melhor tema para uma crónica do que a emoção que o poeta-mor da lusofonia descreveu, entre outras estrofes, como "querer estar preso por vontade".

Por mais que respeite e admire a genialidade de Luís de Camões, não estou incondicionalmente de acordo com esta frase do épico 'Amor é fogo que arde sem se ver'. Isto porque, para mim, amor é liberdade, liberdade para ser (mais) feliz!


Com isso quero deixar claro que me recuso a encarar o amor – o sentimento mais sublime que um ser humano é capaz de experienciar – como uma prisão, ainda que voluntária. Vejo-a sim como um escape para uma existência mais plena e infinitamente mais realizada. Logo, encaro-a como uma libertação. 

O amor, quando sincero e correspondido (convém!), nada mais é do uma via verde para a felicidade. Quando amamos transpiramos felicidade por todos os poros, contaminando tudo e todos ao nosso redor (como referi há dias num outro post). Quando amamos somos mais generosos, mais solidários, mais tolerantes e mais gratos, no fundo, mais fiéis à nossa essência divina.


Assim, amar é o mais perfeito exercício da liberdade, connosco livres para revelarmos os nossos melhores sentimentos; livres para zelarmos pelo bem-estar alheio; livres para apreciarmos (mais) a vida; livres para melhor nos conectarmos com o que nos rodeia; livres para sermos mais felizes.

Independentemente do alvo da nossa afeição (seja ele namorado, marido, filho, parentes ou amigos), amor será sempre liberdade e em momento algum prisão.

Aproveito esta deixa para mandar um recado a todos aqueles cujo amor remete para prisão ao invés de liberdade. Se tens hipotecado a tua felicidade em nome de uma relação que não te faz sentir mais e melhor pessoa, lamento dizer-te que não é amor. E se não é amor, não te permitas manter acorrentada a algo que não te dá liberdade para seres feliz.

Mais e melhor amor para todos nós!

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Viva!

 

A crónica de hoje mais não é que uma singela e "sutil" homenagem à minha pessoa, melhor dizendo a uma certa parte da minha anatomia. Baralhada? Deixa-me só organizar as ideias que já te explico. É que, com esta taça de tinto à minha frente, a escrita só consegue fluir em slow motion.
 
Na qualidade de legítima descendente de Chaka Zulu, fui agraciada pela genética com lábios bem grossos; caraterística esta que, até uns tempos atrás, me causava um atroz desconforto. Isto porque sempre os considerei demasiado vistosos – demasiado eróticos, para ser mais precisa.
 
Na minha pátria-mãe esse atributo físico pouco me embaraçava, já que para os meus uma boca carnuda é praticamente parte do ADN. Afinal, não é por acaso que a raça negra detém o record mundial do perímetro labial (e do outro perímetro também – se é que me entendes. Pelo menos é o que dizem os adeptos do benchmarking). Foco Sara, foco, que se fores por aí esta crónica não poderá ser publicada sem uma bolinha vermelha no canto superior direito.
 
Passando adiante... conto que quando aqui cheguei pela primeira vez, a escassos anos da virada do século, esta obsessão intergalática por uma boca roliça estava longe de atingir as atuais proporções. Antes pelo contrário. Pouco genérico entre a população caucasiana, eles despertavam demasiada atenção, demasiada cobiça masculina, demasiada inveja feminina, demasiados comentários alheios, demasiadas conexões libidinosas.
 
Lembro-me, como se fosse hoje, que no primeiro trabalho que arranjei aqui em Portugal – numa dessas conhecidas cadeias de distribuição de pizza – uma colega me apelidar de "boca de broche". Fiquei para morrer. Aquilo afetou-me de tal modo que não me atrevia a pintar os lábios por nada deste mundo. Só depois de entrar na terceira década de vida é que reuni coragem, autoestima e "tou nem aí para o que os outros pensam" para começar a usar baton. Agora, com mais uma década em cima, ainda não sou capaz de usar baton rouge, por muito que salive por uma boca vermelho escarlate. Hei de lá chegar, nem que leve mais uma ou duas décadas.
 
É melhor retomar o fio à meada que o texto já periga para o longo e ainda nem adentrei no cerne da questão. Que era mesmo qual? Ah, lembrei! Uma homenagem a uma certa parte da minha anatomia. Adivinha a qual delas me refiro? Touché!
 
Um estudo publicado no Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery, baseando num inquérito aplicado a mais de mil pessoas de 35 países, concluiu que a maioria delas considera os lábios carnudos o must-have da sedução. De entre esses, os que apresentam um rácio de 1:1 entre o lábio superior e o inferior (ou seja, com tamanho igual) foram percecionados como os mais atraentes. Só para teres uma ideia mais concreta, cai nesta categoria, por exemplo, a atriz Scarlett Johansson e a blogger Lego Luna (eu, me, je).
 
Entendes agora todo esse parlapiê de homenagem? Entendes também o motivo de toda esta minha "humildade"? Afinal, tenho dois bons motivos para todo este "cheia de si".
 
Dou por encerrada este texto dizendo que o responsável por este estudo (do qual tomaram parte 560 cirurgiões plásticos e 560 cidadãos comuns) alertou para o facto de, à semelhança de todas as modas, estas preferências, ainda que universais, não serem imutáveis. Ou seja, o que hoje reune a preferência da maioria, amanhã pode deixar de o fazer. Até lá, o mundo continuará a levar com uma febre que têm levado a que muitos se sujeitam a autênticas carnificinas clínicas só para conseguirem uns lábios à Betty Boop.
 
E com esta volto à minha taça para um merecido brinde a uns lábios que tanto orgulho me proporcionam neste preciso instante. Tchim tchim e até mais!

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Viva!

 

É com o coração inchado de orgulho que te anuncio que ontem (dia 9 de março de 2018), o Ainda Solteira registou o ponto mais alto da sua popularidade, com cerca de 2.500 visualizações. Para aqueles bloggers com pages viwes na casa dos quatro dígitos pode parecer coisa pouca, mas para mim é uma conquista e tanto, digna de partilha e celebração.

 

Para este sucesso foi decisa o link que o Pedro Neves, membro da equipa do Sapo Blogs, fez do post A culpa de não encontrares o amor é do ‘overdating’. Um profundo e sentido obrigado a ele pela partilha, aos colegas Psicogata, Chic’Ana e David Marinho pelo "favoritismo" e aos leitores pela leitura.

 

A saltitar de satisfação, despeço-me com um abraço mais amigo do que o costume e desejos de um estupendo fim de semana, de preferência na companhia do sofá, da manta/cobertor, da lareira/aquecedor, da tv/livros/wifi, das pipocas, da versão tua em modo relax e de amigos/familiares.

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Viva!

 

A folia do Carnaval não foi e a do Dia dos Namorados também não vai ser, com toda a certeza. E assim vai a vida desta solteira. Há momentos, como hoje, em que sinto que por mais que nade não saio do mesmo sítio. É como se a vida estivesse a passar por mim e, por mais que tente, não há forma de conseguir agarrá-la. Alguma vez tiveste semelhante sensação?

 

E antes que penses que este meu estado de espírito insosso tem alguma coisa a ver com o 14 de fevereiro, vou logo avisando que não é nada disso. Há muito que esta data não me aquece nem arrefece. Para falar a verdade, a cada ano que passa vai-se apurando a minha perceção do quão hipócrita, oca e comercial ela pode ser.

 

Estou assim por causa do marrasmo em que se encontra a minha existência. Nada acontece, pelo menos nada de bom... que as más essas são presença constante: uma coisinha aqui, outra coisinha ali e assim por diante.

 

Só para teres uma ideia: logo pela manhã, o tablet foi à vida. Do nada, morreu para não mais ressuscitar. Começei logo a hiperventilar, pois ele é o meu mais que tudo. Já o levei ao Dr. Indiano Nerd, a quem recorri há uns meses quando o meu pc entrou em falência técnica. Daqui a um par de horas vou receber o diagnóstico definitivo, assim como o custo da operação resgate. Uma coisa é certa: aquele ecrã já não se aproveita.

 

Fiquei tão transtornada que resolvi ir dar uma volta a ver se conseguia espairecer. Canon a tiracolo, óculos escuros, protetor solar, garrafa de água e outras necessaires femininas à mão, lá me dirigi ao Miradouro da Senhora do Monte, um dos meus preferidos e o mais próximo da minha residência.

 

Uma vez lá, saco da minha câmara, pronta a disparar flash para tudo quanto é campo de visão. A fotografia, outra das minhas paixões, sempre teve o dom de me devolver o sorriso e a esperança, sempre que deles preciso. E não é que não houve maneira de conseguir que a máquina reagisse aos meus cliques? Diagnóstico: a lente avariou-se – disse-me o dono da loja de fotografias para onde me dirigi a fim de saber o que se passava. Nem me atrevo a pronunciar o montante que vou ter que desembolsar para comprar uma lente nova ou, em alternativa, mandar arranjar a que se avariou.

 

Da porcaria de emprego decente que não consigo arranjar nem vou fazer referência, que esse episódio já foi emitido, repetido, adaptado e sei lá mais o quê.

 

Há dias em que mais vale não sair da cama. O que nos salva nestas ocasiões são os 3 F's: Foco, Força e Fé. Foco nos dias melhores que estão por vir, força para impedir o desânimo de tomar conta da situação e fé para acreditar que no final tudo dará certo. Perdoa-me lá o desabafo, mas não há otimismo que resista a dias assim, em que tudo parece conspirar a nosso desfavor.

 

Só espero que essa maré baixa esteja confinada a este lado do ecrã e que pelo menos contigo as coisas estejam a correr pelo melhor. Volto na quinta (com outra disposição, espero eu). Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de um bom carnaval e um feliz Dia de São Valentim.

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Ora viva!

 

No dia em que o teatro, assim como as mulheres da minha terra celebram o seu dia – sim, nós as africanas festejamos por três vezes a condição feminina: dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, dia 27 de março, Dia da Mulher Cabo-verdiana, e dia 31 de julho, Dia da Mulher Africana. Como podes ver, motivos para celebrar e enaltecer o nosso género é o que não nos falta.

 

Que me desculpe o resto do mundo, mas para mim não existem mulheres mais atraentes que as cabo-verdianas. Lindas, guerreiras, perspicazes, amorosas, positivas e gostosas pra caramba, só para citar alguns dos infinitos predicados que caraterizam a mulher crioula. Por falar em atratividade, lembras-te daquele post de há umas semanitas atrás que ligava a infidelidade masculina a um nível de inteligência mais baixo?

 

A propósito disso, não sei se chegaste a acompanhar o debate que se seguiu nas notas de rodapé. Entre farpas, bitaites, conselhos e confidências, não se chegou a consenso, já que nenhuma das bancadas soube precisar porque trai um homem quando nada lhe falta na relação. E com nada quero dizer, boa cama, boa mesa, bom ombro amigo e mais do que satisfatórios níveis de respeito, fidelidade, mimo e carinho.

 

Ontem, deparei-me com um artigo que me forneceu uma explicação minimamente convincente a esta questão tão premente, que urge ser desmitificada, nem que seja para uma melhor gestão de futuras relações.

 

O estudo Pessoas atraentes e a longevidade das relações: a beleza não é o que se pensa, sob a chancela da prestigiada Universidade de Harvard, garante, com base em dados empíricos, que os mais atraentes têm mais dificuldade em manter relacionamentos longos, dado que estão mais propensos a assédio, logo tentações. Ou seja, além de ser frequente os mais bonitos terem interessados fora da relação, eles próprios também tendem a interessar-se mais por outras pessoas.

 

Estudos anteriores sobre o mesmo tema tinham já demonstrado que quando se assume um compromisso com alguém, tendemos a relativizar a atratividade dos outros, numa espécie de negação que visa manter a tentação a léguas de distância da nossa relação.

 

De facto, não é difícil comprovar, na vida real, que os emparelhados mais apetecíveis despertam maior interesse e cobiça alheia. O que não é assim tão flagrante, como garante o citado estudo, é que os próprios também têm mais probabilidade de sentir essa atração por alguém "de fora", sobretudo se estiverem insatisfeitos com as suas relações.

 

A ser assim, parece-me que a solução para minimizar o risco de infidelidade reside nesta simples equação: arranjar um parceiro pouco atraente. Será? Eu é que não pretendo pagar para ver.

 

Boa semana e um viva à mulher crioula, que bem merece!

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Ora viva!

 

Não há como negar que sexta-feira é o melhor dia da semana. E parece que não sou a única a partilhar desta opinião, já que as seguidores deste espaço interagem bem mais nesse dia. Meu bem, vai de fim de semana na companhia desta bonita manifestação de carinho da EA, a quem envio desde já aquele beijinho amigo.

 

"O que dizer sobre o sorriso? Ele é fundamental nas relações entre as pessoas, sejam elas da mesma família, colegas de trabalho ou até mesmo um ilustre desconhecido. O sorriso faz bem para quem o dá e mais ainda para quem o recebe.

 

O sorriso desarma pensamentos negativos, ilumina o semblante, exercita os músculos da face, tem o poder de tornar um dia que começou nublado num belo dia de sol.

 

Vamos, portanto, sorrir mais, porque viver carrancudos, tristes, de mal com a vida só nos coloca em situações desagradáveis, pesadas, judia de nosso corpo e penaliza nosso eu interior.

 

Alguém disse que se sorrirmos para o mundo ele sorrirá para nós. Eu digo, se as coisas não estão indo bem, sorria mesmo assim; fica mais leve o fardo."

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