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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Viva!

Para hoje, dia com os minutos todos contados, escolhi republicar um texto do Pedro Caballero Serodio, focado na azáfama da vida contemporânea, mais precisamente na "catrefada" de coisas que a sociedade nos recomenda (quando não impõe) como politicamente corretas e/ou saudáveis. Aprecia-o!

Dizem que todos os dias temos que comer uma maçã para o ferro e uma banana para o potássio. Também uma laranja para a vitamina C, meio melão para melhorar a digestão e uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
 
Todos os dias temos que beber dois litros de água (sim, e logo a seguir mijá-los, que leva quase o dobro do tempo que os levei a beber). Todos os dias temos que tomar um Activia ou um iogurte para ter 'L.Cassei Imunitas', que ninguém sabe exactamente que merda é, mas parece que se não ingeres um milhão e meio todos os dias começas a ver toda a gente com uma grande diarreia ou presos dos intestinos.
 
Cada dia uma aspirina, para prevenir os enfartes, mais um copo de vinho tinto, para a mesma coisa. E outro de vinho branco, para o sistema nervoso. E um de cerveja, que já não me lembro para que era... Se os tomares todos juntos, mesmo que te dê um derrame cerebral ali mesmo, não te preocupes, pois o mais certo é que nem dês conta disso.
 
Todos os dias tens que comer fibras. Muita, muitíssima fibra, até que sejas capaz de cagar uma camisola bem grossa! Tens que fazer quatro a seis refeições diárias leves, sem te esqueceres de mastigar cem vezes cada garfada.
 
Ora, fazendo um pequeno cálculo, apenas a comer vão-se assim de repente umas cinco horitas. Ah, depois de cada refeição deves escovar bem os dentes, ou seja: depois do Activia e da fibra, os dentes. Depois da maçã, os dentes. Depois da banana, os dentes e assim enquanto tiveres dentes, sem nunca te esqueceres de passar o fio dental massajador das gengivas e bochechar com PLAX...
 
Melhor! Amplifica a casa de banho e põe a aparelhagem de música lá, porque entre a água, a fibra e os dentes vais passar horas, quase metade do dia ali dentro. Equipa-o também com jornais e revistas para te pores a par do que se passa enquanto sentado na sanita.
 
Temos que dormir oito horas e trabalhar outras oito, mais as cinco que usamos a comer, faz vinte e uma. Restam três horas, sempre que não surja algum imprevisto. Segundo as estatísticas, vemos três horas de televisão diárias. Bem, já não podes porque todos os dias devemos caminhar pelo menos uma meia hora (dado por experiência: ao fim de 15 minutos é melhor regressar, senão andas mas é uma hora!).
 
E há que cuidar das amizades porque são como uma planta: temos que as regar diariamente. E quando vais de férias também, suponho, senão as plantas morrem nas férias. Para além disso há que estar bem informado e ler pelo menos um dos jornais diários e outro de uma revista séria para comparar a informação. Ah! E temos que ter sexo todos os dias, mas sem cair na rotina: temos que ser inovadores, criativos, renovar a sedução. Claro!
 
Isso leva o seu tempo. E já nem estamos a falar do sexo tântrico! (A respeito disso, relembro: depois de cada refeição temos que escovar os dentes!).
 
Também temos que arranjar tempo para a maquilhagem, a depilação/fazer a barba, varrer a casa, lavar a roupa, lavar os pratos e já nem digo, os que têm gatos, cães, pássaros e uma catrefada de filhos...
 
No total, a mim dá-me umas 29 horas diárias. Isto se nunca parares! A única possibilidade que me ocorre é fazer várias destas coisas ao mesmo tempo: por exemplo, tomas duche com água fria e com a boca aberta, e assim bebes logo os dois litros de água de uma vez. Enquanto sais do banho com a escova de dentes na boca, vais fazendo o amor, o sexo tântrico, parado junto ao teu mais que tudo, que de passagem vê TV e te vai contando o que se passa, enquanto varres a casa.
 
Sobrou-te uma mão livre? Não, não penses nisso! Telefona aos teus amigos e aos teus pais! Bebe o vinho (que depois de telefonares aos teus pais vai fazer-te falta!). O iogurte com a maçã pode dar-te o teu par, enquanto ele come a banana com a Activia. No dia seguinte troquem! E menos mal que já crescemos, porque senão tínhamos que engolir mais umas Cerelacs e um Danoninho Extra Cálcio todos os santos dias. Úuuuf! Mas se te restam 2 minutos, reenvia isto aos teus amigos (que temos que regar como as plantas) enquanto comes uma colherzinha de Muesli ou Al-Bran, que faz muito bem...
 
E agora vou deixar-te porque entre o iogurte, o meio melão, o primeiro litro de água e a terceira refeição do dia já não faço a mínima ideia o que é que estou a fazer porque preciso urgentemente de uma casa de banho.
Ah, vou aproveitar e levo comigo a escova de dentes...
 
Que a segurança e a proteção estejam contigo. Bom fim de semana!

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Viva!

Vivemos tempos duros, é certo. Provavelmente, vai endurecer ainda mais daqui a um par de semanas. Com o passar dos dias, o isolamento social trará à tona novos problemas, sejam eles financeiros, conjugais, familiares, emocionais, psicológicos e até psiquiátricos. Ainda que não seja especialista na matéria, estou em crer que casos relacionados com ansiedade, ataques de pânico, depressão, suicídio, divórcio, obesidade e falência vão disparar em flecha.
 
Há coisas que não conseguimos controlar, daí que não valha a pena estarmos a perder tempo com elas. Concentremo-nos antes naquilo que depende de nós, especialmente no que podemos fazer para atenuar ou melhorar a situação. O isolamento social não tem que estar associado apenas a coisas más. Como tudo na vida, também ele possui um lado positivo, por mais que não pareça. Apelando à minha experiência pessoal, dou vários exemplos de como esta quarentena imposta pode ser boa para a nossa vida. Anota aí:
 
Mais hora de sono
O regime de teletrabalho tem-me proporcionado mais uma hora de sono. Em vez de me erguer às sete, agora só às oito horas digno elevar o meu património físico da cama. Garanto-te que ele não se tem queixado dessa hora extra.
 
Melhor gestão do tempo
Como não estou dependente de fatores externos, consigo ter uma gestão precisa do meu tempo. Entre o despertar e o estar sentada à frente do computador para dar início a mais uma jornada laboral, sei que disponho de exatamente 60 minutos, tempo mais do que suficiente para dar um jeito à casa, desintoxicar o organismo (com água morna e limão), tomar duche, vestir e restabelecer o contacto com o mundo virtual.
 
Sesta depois do almoço
Tirar uma soneca a meio do dia é um privilégio de que poucos adultos se podem gabar. Desde menina que cultivo esse hábito, do qual – por imposição das exigências da atual vida laboral – tive que abrir mão. O confinamento domiciliar trouxe de regresso uma oportunidade de ouro para voltar a poder dar um descanso ao cérebro após o almoço. E que bem que me tem sabido!
 
Alimentação (mais) saudável
Ao fazer a totalidade das refeições em casa, consigo garantir a qualidade da minha dieta alimentar. Por melhores escolhas que façamos, comer fora representa sempre um risco para aqueles que primam pelo bem-estar, como é o meu caso. Assim, por estes dias não poderia estar mais orgulhosa da minha alimentação, essencilmente à base de azeite extra virgem (biológico), vegetais de produção orgânica ou caseira, arroz integral ou selvagem, muitas leguminosas, massa integral, peixes gordos, iogurtes magros e requeijão; tudo regado a água, chá verde e... o bom e velho vinho tinto. Tenho a certeza que o meu colesterol HDL deve estar nas nuvens.
 
Zero stress
Por estes dias o meu sistema nervoso central anda a desfrutar de umas merecidas férias. Só o facto de não ter que me preocupar com o vestir... Ainda que super orgulhosa da minha vaidade, a verdade é que a coordenação do guarda roupa é uma tarefa que me exige algum gasto intelectual e emocional. Decidir sobre o que usar, combinar com os acessórios, evitar repetir peças e ousar sem cair no ridículo né mole não. Como sabes, divido casa com outras pessoas, uma situação que me desgosta sobremaneira, não só por apreciar cada vez menos a convivência diária com humanos, mas sobretudo por prezar o sossego, o silêncio, o asseio e a arrumação. Com esta situação pandémica, a colega que mais me incomodava foi isolar-se na província, logo é-me possível manter a casa impecável, sem falar que não tenho que partilhar o WC com o namorado dela, nem ter que ouvir os seu gritos ao telefone.
 
Controlo da situação
A ausência de contacto físico diário com outras pessoas tem-se revelado uma benção na gestão da informação que a mim chega. Neste momento, eu detenho o poder de controlar o que quero saber, quando quero saber e de que forma quero saber. A minha principal fonte de ansiedade relacionada com esta pandemia derivava precisamente da convivência com colegas de trabalho, os quais – a uma velocidade alarmante – faziam questão de recitar tudo o que lhes chegava ao conhecimento, na maior parte das vezes com uma carga dramática absolutamente incompatível com a minha paz de espírito. Agora que estou em casa, só tenho acesso às notícias logo pela manhã, e via canal público.
 
Melhor saúde
Estar confinada em casa tem beneficiado – e muito – o meu bem-estar físico, mais concretamente a rinite alérgica, que na primavera atinge proporções agonizantes. Nesta altura do ano, costumo penar por causa do polén que abunda pela natureza. Ao não sair para a rua, só tenho contacto com as partículas alergénicas na hora de abrir as janelas para arejar a casa.
 
Menor gasto de recursos naturais
Esta reclusão domiciliária tem-se traduzido numa redução drástica da quantidade de roupa suja. Ora acontece que a diminuição da necessidade de usar a máquina de lavar implica um menor gasto da água e da eletricidade, recursos naturais preciosos. Com isto ganha o planeta, ganha a carteira, ganha o vestuário. Só não ganha a Edp e a Epal.
 
Poupança financeira
Tinha-me esquecido o quanto se poupa não saindo de casa. Como gastadeira crónica que sou, é raro sair de casa e regressar com o saldo intacto. Só para teres uma ideia, recebi ontem o salário e ainda não gastei um cêntimo. Em circunstâncias normais, por esta altura já teria dispendido à vontade 20% do seu total. Não saindo de casa não gasto, logo, a minha conta bancária agradece.
 
Mais e melhor tempo
Tempo é que o não me tem faltado ultimamente. Tenho-o tido para tudo e mais alguma coisa, daí que o esteja a aproveitar para meditar, exercitar, aprender, ler, escrever, ver televisão, pensar, planear, sonhar e, acima de tudo, descansar. Entre o trabalho ordinário, este blog, o livro, o outro projeto pessoal e as solicitações de terceiros, andava num estado de estafa muito grande. Portanto, esta espécie de férias caseiras têm sido um bálsamo.
 
Mais qualidade de vida
Tudo que escrevi até aqui conduz a este último ponto. Para mim, qualidade de vida resume-se a ter dinheiro no bolso, comer bem (o que quero e na hora que quero), degustar de uma boa taça de vinho, dormir o suficiente, viver numa casa limpa e arrumada, estar em paz e em segurança, não ser escrava do relógio, ter inspiração para escrever e desfrutar da minha própria companhia. Em suma, a qualidade de vida passa por ser dona e senhora da minha vontade, do meu tempo, dos meus pensamentos. Não é precisamente isto que o atual cenário nos tem proporcionado?
 
Tenho desfrutado de uma vivência tão pacífica e intropespetiva nestes últimos dias que o regresso à dita normalidade ser me á bastante difícil. Ainda que tenha noção de que dificilmente partilharás desta minha perceção, aconselho-te a tirar o máximo proveito do lado bom de toda esta situação; indesejável, contudo, inevitável.
 
Tendo que ficar em casa, desfruta deste post como se de um manual de sobrevivência se tratasse.
 
Aquele abraço amigo e até breve!

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18261_10207029521283513_1417042061871585894_n.jpgViva!

Em pleno dia de jejum, nada mais pertinente que revelar-te alguns dos segredos por detrás do minha (boa) forma física. Já aqui assumi em vários posts que tenho cuidado com o que levo à boca. Tento, sempre que me é possível, primar por uma alimentação saudável, isenta de fritos, açúcar adicionado, lactose, produtos refinados e carbohidratos pobres em fibra.

Escusado será dizer que também eu cometo – com mais regularidade do que seria desejável – alguns, na verdade vários, pecados gastronómicos. Por não reconhecer a eficácia das dietas restritivas e da abstinência calórica, deles não faço tenção de abrir mão. Só para teres uma ideia, sou uma adita da pizza (comia-a todos os dias, se o meu nível de colesterol não disparasse em fecha); no que toca a queijos, considero-me uma Minnie; sou incapaz de resistir a sorvetes; vejo a batata frita como a terceira maravilha do mundo; sumos naturais deviam ser prescritos pelos médicos e as gastronomias cabo-verdiana, portuguesa, brasileira, japonesa e italiana de consumo obrigatório. 

Sorte minha que, à exceção do queijo e do iogurte, nunca fui chegada em derivados de leite. Também não sou apreciadora de ovos, motivo pelo qual raramente tenho que me debater com o drama das sobremesas. Só isso já me rende uns bons quilos a menos, já que a doçaria portuguesa é baseada essencialmente nesses dois ingredientes, e no açúcar, o qual o meu organismo já só consegue suportar uma pitada e pouco mais.

Só para teres uma ideia, eu sou do tipo de pessoa que entra numa pastelaria com vontade de comer qualquer coisinha saborosa e sai de lá frustrada por não encontrar nada que lhe agrade verdadeiramente.

Feita a contextualização, eis os meus truques para comer de tudo e mesmo assim continuar a vestir o tamanho 34, aos 40 anos e sem por o pé no ginásio há quase um ano:

1 - Jejum de 24 horas uma vez por semana

2 - Pela manhã, água morna com ½ limão ou duas colheres de vinagre de cidra e mel

3 - Comer como uma rainha num dia e como uma plebeia no dia seguinte

4 - ½ taça de vinho tinto às refeições de garfo e faca

5 - Snacks caseiros à base de milho

6 - Iogurte e queijo sem lactose

7 - Pão, arroz e massa integral

8 - Panqueca de milho ao pequeno-almoço

9 - Sal das Himalais para condimentar

10 - Zero fritos em casa

11 - Zero açúcar branco em casa

12 - Zero açúcar em chás e infusões

13 - Zero bebidas açúcaradas

14 - Em casa, só peixe

15 - Batata doce ao pequeno-almoço

16 - Chá de louro para depois dos exageros

17 - Andar a pé e subir escadas sempre que possível

18 - Dormir entre 9 a 10 horas por noite

19 - Banho frio o ano inteiro

20 - Frutos secos nas horas em que a fome ataca

21 - Chocolate preto

22 - Fruta fresca sempre que possível

23 - Consumo limitado de alimentos processados

24 - 1,5 a 2 litros de água por dia

25 - Zero refogados

Por experiência própria posso atestar que a boa forma física depende essencialmente de pequenas rotinas, que, aliadas a um programa alimentar adequado ao estilo de vida de cada um, se revelam uma aposta ganha. Por acreditar que o corpo humano precisa de um pouco de tudo, não me privo de comer nada. Mesmo assim consigo manter um corpo magro, elegante e são. Isto porque como com peso e medida e contrabalanço uma asneira nutricional com uma opção saudável.

Até à próxima!

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Viva!

Escolhi para hoje um texto do Pedro Caballero Serodio, focado na azáfama da vida contemporânea, mais precisamente na "catrefada" de coisas que a sociedade nos recomenda (quando não impõe) como politicamente corretas e/ou saudáveis.

Dizem que todos os dias temos que comer uma maçã para o ferro e uma banana para o potássio. Também uma laranja para a vitamina C, meio melão para melhorar a digestão e uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
 
Todos os dias temos que beber dois litros de água (sim, e logo a seguir mijá-los, que leva quase o dobro do tempo que os levei a beber). Todos os dias temos que tomar um Activia ou um iogurte para ter 'L.Cassei Imunitas', que ninguém sabe exactamente que merda é, mas parece que se não ingeres um milhão e meio todos os dias começas a ver toda a gente com uma grande diarreia ou presos dos intestinos.
 
Cada dia uma aspirina, para prevenir os enfartes, mais um copo de vinho tinto, para a mesma coisa. E outro de vinho branco, para o sistema nervoso. E um de cerveja, que já não me lembro para que era... Se os tomares todos juntos, mesmo que te dê um derrame cerebral ali mesmo, não te preocupes, pois o mais certo é que nem dês conta disso.
 
Todos os dias tens que comer fibras. Muita, muitíssima fibra, até que sejas capaz de cagar uma camisola bem grossa! Tens que fazer quatro a seis refeições diárias leves, sem te esqueceres de mastigar cem vezes cada garfada.
 
Ora, fazendo um pequeno cálculo, apenas a comer vão-se assim de repente umas cinco horitas. Ah, depois de cada refeição deves escovar bem os dentes, ou seja: depois do Activia e da fibra, os dentes. Depois da maçã, os dentes. Depois da banana, os dentes e assim, enquanto tiveres dentes sem nunca te esqueceres de passar o fio dental massajador das gengivas e bochechar com PLAX...
 
Melhor! Amplifica a casa de banho e põe a aparelhagem de música lá, porque entre a água, a fibra e os dentes vais passar horas, quase metade do dia ali dentro. Equipa-o também com jornais e revistas para te pores a par do que se passa enquanto sentado na sanita.
 
Temos que dormir oito horas e trabalhar outras oito, mais as cinco que usamos a comer, faz vinte e uma. Restam três horas, sempre que não surja algum imprevisto. Segundo as estatísticas, vemos três horas de televisão diárias. Bem, já não podes porque todos os dias devemos caminhar pelo menos uma meia hora (dado por experiência: ao fim de 15 minutos é melhor regressar, senão andas mas é uma hora!).
 
E há que cuidar das amizades porque são como uma planta: temos que as regar diariamente. E quando vais de férias também, suponho, senão as plantas morrem nas férias. Para além disso há que estar bem informado e ler pelo menos um dos jornais diários e outro de uma revista séria para comparar a informação. Ah! E temos que ter sexo todos os dias, mas sem cair na rotina: temos que ser inovadores, criativos, renovar a sedução. Claro!
 
Isso leva o seu tempo. E já nem estamos a falar do sexo tântrico! (A respeito disso, relembro: depois de cada refeição temos que escovar os dentes!).
 
Também temos que arranjar tempo para a maquilhagem, a depilação/fazer a barba, varrer a casa, lavar a roupa, lavar os pratos e já nem digo, os que têm gatos, cães, pássaros e uma catrefada de filhos...
 
No total, a mim dá-me umas 29 horas diárias. Isto se nunca parares! A única possibilidade que me ocorre é fazer várias destas coisas ao mesmo tempo: por exemplo, tomas duche com água fria e com a boca aberta, e assim bebes logo os dois litros de água de uma vez. Enquanto sais do banho com a escova de dentes na boca, vais fazendo o amor, o sexo tântrico, parado junto ao teu mais que tudo, que de passagem vê TV e te vai contando o que se passa, enquanto varres a casa.
 
Sobrou-te uma mão livre? Não, não penses nisso! Telefona aos teus amigos e aos teus pais! Bebe o vinho (que depois de telefonares aos teus pais vai fazer-te falta!). O iogurte com a maçã pode dar-te o teu par, enquanto ele come a banana com a Activia. No dia seguinte troquem! E menos mal que já crescemos, porque senão tínhamos que engolir mais umas cerelacs e um Danoninho Extra Cálcio todos os santos dias. Úuuuf! Mas se te restam 2 minutos, reenvia isto aos teus amigos (que temos que regar como as plantas) enquanto comes uma colherzinha de Muesli ou Al-Bran, que faz muito bem...
 
E agora vou deixar-te porque entre o iogurte, o meio melão, o primeiro litro de água e a terceira refeição do dia já não faço a mínima ideia o que é que estou a fazer porque preciso urgentemente de uma casa de banho.
Ah, vou aproveitar e levo comigo a escova de dentes...
 
Depois do que acabei de postar, vou repensar alguns dos conteúdos deste texto nos quais me revi. Oh se vou! Até à proxima adulto contemporâneo.

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Viva!

 

Uma publicação da GQ veio lançar uma nova luz sobre o conceito feminino de sexy quando o assunto é o corpo masculino. Por não me rever minimamente na ordem de importância dessas preferências, daqui para a frente passarei a adotar um discurso na terceira pessoa do plural ("elas"). Comprometo-me a, no final da crónica, partilhar contigo a minha própria versão da tabela classificativa (que ainda não sabes qual é, mas que passarei a explicar tout de suite).

 

Retomando o fio à meada, é facto assente que o chamado "six-pack" é uma parte da anatomia masculina amplamente cobiçada pelas portadoras de estrogénio e descaradamente invejada pelos detentores de testosterona que não desfrutam dessa graça viril. Tanto assim é que muitos homens dão o suor, sangue e lágrimas para obterem um abdómen esculpido. Outros, e são cada vez mais, optam por recorrer a intervenções estéticas como forma de obterem a tão almejada barriga de tanquinho.

 

Independentemente da taxa de esforço indexada a uns abdominais definidos, trata-se de um investimento com retorno nunca abaixo dos 100 porcento. Mudando o discurso para a primeira pessoa do singluar, digo que um "six-pack" é meio caminho andado para o clímax. Se vier acompanhado do tal V (que eu batizei de vale da perdição), é satisfação garantida na certa; se é que me faço entender.

 

Favoritismo pessoal à parte, um estudo recente da revista americana GQ conseguiu que as discípulas de Vénus classificassem, por ordem de preferência, as partes do corpo masculino que mais apreciavam. Eis o resultado:

 

8. Peito
Apenas 2% das inquiridas destacou o peito como a zona que mais atração desperta. Aos humanóides que andam por aí a ostentar orgulhosamente uma espécie de camião TIR da cintura para cima fica o recado: esta é parte da vossa anatomia que reuniu menor preferência. Portanto, deixem-se dos anabolizantes e dessas cenas proteícas e continuem a ler que este artigo ainda tem muito a dizer.

 

7. Pernas
Só 5% das mulheres reconheceram as pernas como a parte mais sexy do corpo de um homem. Isto é um fluorescente cartão vermelho aos caramelos lá do ginásio cujas pernas mais parecem uma pata de bisonte de tão musculadas que são. A não ser que pretendam tornar-se o CR8, foquem as vossas energias noutras partes, que o mulherio agradece.

 

6. Rabo
A crença de que só os homens são chegados nuns glúteos bem definidos é um mito que urge ser relegado ao seu lugar na história. Nós também apreciamos (e como!) um bom derrière. A prova disso é que 7% das mulheres a consideram a parte do corpo deles que mais lhes agrada. Por isso, toca a incluir exercícios específicos para essa zona no vosso plano de treinos. Agacha, agacha, agacha...

 

5. Abdómen
Para meu espanto, os abdominais emparelhados de que eu sou uma adepta fanática só reuniu a preferência de 9% das entrevistadas. Ainda que no modesto 5º lugar, parece-me que investir nessa região inferior do tronco continua a ser uma aposta ganha. Nem que seja por uma questão de saúde, já que a gordura ao redor da cintura está associada a riscos acrescidos de uma série de doenças. Just in case, continuem a dar no duro, que mal não há de fazer.

 

4 . V
O corte V é aquela coisa magnífica, estrategicamente aninhada entre o abdómen e a pélvis, e apenas visível quando se goza de uma excelente forma física. Obter tão distinta certificação exige treinos intensivos, alimentação rigorosa e uma genética de primeira. Pena que só 15% das norte-americanas o tenha achado sexy. Tenho sérias dúvidas de que elas soubessem de facto o que seria um V. Inseridas numa das populações mais obesas do mundo, as coitadas não devem ter tido o previlégio de um encontro imediato de primeiro grau com algum exemplar todo talhado no V.

 

3. Costas
18% das mulheres admitiram não resistir a umas costas largas, considerado-o um atributo físico altamente sensual. Para quem sempre apostou no treino de costas, eis a merecida recompensa. Para quem nunca deu tanta importância à coisa, é hora de remadas, elevações e pesos mortos. Oh se é!

 

2. Ombros
A segunda surpresa do estudo: os ombros conseguiram a medalha de prata. Quase 19% da amostra considerou que estes eram a parte mais sexy no físico deles. Opinião da qual discordo veementemente. Desde quando os ombros são mais sensuais do que o V ou o "six-pack"? Só na América mesmo.

 

1. Bíceps
A parte da anatomia masculina que reuniu maior preferência foram os braços, com uma em cada quatro mulheres (24%) a admitirem não lhes resistir. Apesar de reconhecer o valor de uns bíceps tonificados, volto a protestar contra. Mas estas gajas têm o quê na cabeça, fast-food? Só pode!

 

Agora que já te dei a conhecer a lista deles, eis a minha: 4, 5, 8, 6, 3, 7, 2 e 1. Ilustrando: V, six-pack, peito, rabo, costas, pernas, ombros e bíceps. Como podes contastar a preferência das mulheres este lado do Atlântico – sim, porque fiz questão de levar a cabo o meu próprio estudo, desta vez com uma amostra mais representativa da realidade com a qual me identifico – são completamente diferentes. Enfim...

 

Até e um ótimo fim de semana!

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Viva!

 

Era minha intenção escrever-te sobre o amor – não um amor qualquer mas um amor maior – só que aconteceu algo que me fez mudar a direção desta crónica. Algo que me permito partilhar contigo, como forma de trazer a debate mais um episódio de seguidores que pressupõem que lá porque tenho um blog chamado Ainda Solteira, sou uma desesperada à mercê de qualquer macho que se digne considerar-me uma opção à altura do nome.

 

Salvaguardando os pormenores mais pessoais (não que o fulano em si seja merecedor de tal consideração, mas tão somente pela postura minha de não expor intimidades alheias), convém fazer-te uma pequena contextualização de mais este lamentável episódio na minha vida de blogger.

 

Antes de ontem, a propósito do artigo Ser sexy é isto, um leitor enviou-me uma mensagem por email, que em nada fazia prever o desfecho que daqui a pouco vais ficar a saber. Na maior inocência, respondi-lhe com a agradabilidade da praxe, tendo inclusive elogiado a sua forma de se expressar. Ao que parece, o senhor encarou esta minha reação como uma luz verde para avançar, sem atentar-se aos sinais de cedência de passagem e stop (não ia perder esta oportunidade de te mostrar o quão aplicada ando em matéria de código da estrada). Às onze e tal da noite de ontem, manda-me um novo email, que me deixou de tal forma encucada que achei por bem não respoder. Não satisfeito com o meu desprezo digital, a pessoa em questão bombordeia-me com um novo email, em estilo caderno do Expresso de tão extenso, desta vez às 05:01 da manhã (sim, leste bem), a dizer coisas que nem vale a pena estar para aqui a replicar, mas que pela minha resposta – sim, porque desta vez não podia deixar de lhe responder – vais acabar por perceber. É precisamente o conteúdo da minha resposta que passo a transcrever:

 

Bom dia,

Não era minha intenção responder ao seu email de ontem, mas dado que enviou outro – ainda mais perturbador – vejo-me impelida a reagir, mais não seja para esclarecer alguns pontos, que me parece que sejam a causa do equívoco percetível nos seus dois emails.

Não sei o que leu, nem o quanto leu do meu blog, razão pela qual vejo-me impelida a dizer-lhe que, lá pela minha escrita incidir muito sobre o amor, isso não quer dizer que ande à procura dele de lanterna na mão.

Com isso quero dizer que não estou desesperada à procura de um macho, muito menos um que me parece um tanto ou quanto perturbado, permita que lhe diga.

A meu ver, três motivos levam uma pessoa a escrever a um desconhecido às cinco da manhã: um amor shakesperiano, uma alma atormentada ou carência em demasia. Dado que a primeira opção não se cogita, já que não me conhece de lado nenhum para nutrir todo esse sentimento, só me resta considerar as opções B e C. E nenhuma delas abona a seu favor, digo-lhe já!

Pelo que partilhou, tem passado por momentos complicados, o que me faz pensar que um amor poderia ajudar-lhe a ver a vida com mais cor.

Estou certa?

Todos queremos amor, tenha-se ou não a honestidade de reconhecer isso, e eu não sou exceção. Só que não quero um amor qualquer, um amor vindo de um completo estranho que, por se sentir carente e a ultrapassar uma fase difícil na vida, vê nessa minha disponibilidade um convite à entrada dele na minha vida.

Não senhor!

Eu quero um amor maior. E coincidentemente, a crónica de hoje é precisamente sobre isso. Só que estou a repensar o tema, não vá o (...) achar que estou a escrever para si, como aconteceu com a publicação anterior.

Não, não mencionei o meu nome no post como um recado para si. Portanto, é infundada e até presunçosa essa sua suposição.

Um comentário seu num post meu não lhe confere importância suficiente para que eu direcione a minha escrita para a sua pessoa.

Quando lhe disse que "acabou de ser sexy" estava a ser simpática, ao mesmo tempo que fazia conexão com o post que originou a troca de mensagens. Apenas isso, sem nenhuma outra intenção. Não foi nenhuma manifestação de interesse, muito menos uma declaração de amor.
Parece que esta minha atitude teve outra leitura da sua parte. O que lamento.

Apesar da sua forma tocante de descrever o que lhe vai na cabeça, no coração e na alma, e abordar temas convergentes com a linha editorial do meu blog, o seu discurso é descoordenado, como se estivesse demasiado ansioso para conseguir transmitir tudo o que deseja e tivesse medo de esquecer algo pelo caminho. A vida me ensinou que a ansiedade nunca é boa aliada.

Mesmo depois de uma segunda leitura, há coisas que me continuam a passar ao lado, por mais que tente entender, o que reforça a minha ideia de que a sua alma está atormentada. Quem sabe, dormir mais horas não lhe amenize isso. Ainda que corra o risco de parecer inconveniente, atrevo-me a dizer-lhe que pouco sono pode ser a causa desse seu estado de espírito.

Referir-se a si mesmo como "branquela" pôs-me a pensar sobre o motivo que o levaria a desconsiderar-se tanto ao ponto de usar uma palavra tão infeliz, com uma conotação claramente pejorativa. Que eu me lembre nunca usei este termo nas minhas escritas, mesmo nas ocasiões em que me referi às diferenças raciais.
Para mim "branquela" é o mesmo que "preto", termos racistas com as quais não me identifico de todo.

O que quer dizer com "sobretudo porque é uma situação repentina e poderá, de alguma forma, ir de encontro ao que pretendes. Curiosamente ou não também é o que gostava para mim." E com "Sei bem o que quero e não aturo merdas de ninguém. Não me interessa quem for nem quantos forem e se alguém acabar mal garanto que não vou ser eu"?

Mesmo sem entender patavina destas duas passagens, ao lê-las só consegui pensar. "Creepy".

Depois, diz coisas deveras pertinentes, bonitas até, com os quais me identifico, para voltar a perder-se nesse seu pensamento incoerente. Como por exemplo: "Agora, afirmar que sempre vens ao meu pensamento o meu corpo inunda-se por um je ne sais quois de plaisir, isso é realmente amor".

Tenho por regra ser o mais agradável possível com os meus seguidores/leitores, tentando arranjar tempo e disposição para lhes endereçar uma palavra amiga sempre que necessário.

Contudo, há limites que faço questão de não ultrapassar.

E mensagens como a sua é uma dessas coisas que me fazem recuar logo dois passos e dar por encerrado o contacto sem mais delongas.

Na expectativa de que não se sinta ofendido com tudo o que lhe escrevi, desejo-lhe tudo de bom e espero que encontre esse amor que acabou de descrever.

Fique bem.

 

A resposta dele? Insultos velados, acusando-me de não ser verdadeira, de ser uma ignorante que não deve saber quem é Sócrates (o filósofo, não o político) e por aí fora. A minha contraresposta? Um desprezo ainda mais ensurdecedor!

 

Tem dias que a vida desta ainda solteira não é pera doce. Volta e meia, levo com cada caramelo. E ainda admiram porque permaneço desemparelhada. Noite feliz e até à próxima!

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16
Abr18

Ser sexy é isto!

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Já aqui manifestei a minha convicção de que, em matéria de atração e sedução, a beleza por si só não é garante de coisa nenhuma. Há quem atraia de cara mas seja incapaz de dar continuidade à sedução e há quem seduza sem ter atraído à primeira vista. É preciso bem mais do que uma carinha laroca ou um corpinho esculpido para que uma pessoa possa ser considerada irresistível.

 

A sensualidade não se resume ao visível, ao palpável, ao tangível. Pelo contrário, o que faz dela uma arma tão letal é justamente a combinação da aparência com aquele je ne sais quoi que a todos fascina e aos homens deixa com água na boca. Ser sexy é saber conjugar o físico com tudo o resto (e esse tudo o resto abarca o intelectual, o emocional, o social e até o profissional).

 

Quem nunca se cruzou com uma pessoa fisicamente desprovida de encantos, mas que, após algum tempo de contacto, se revela um ser extraordinariamente cativante, ao ponto da sua aparência ficar relegada a um papel secundário?

 

De pouco ou nada nos serve ter uma figura escultural se o conteúdo não for de encontro a essa imagem. Grande hipócrita seria eu se viesse para aqui apregoar que a beleza não tem o seu valor. Ela é importante para a maioria dos mortais, e eu não sou exceção. Para alguns, ela é fundamental até. Afinal, o primeiro sentido a que recorremos quando se trata de interação (social ou sexual, dá no mesmo) é a visão. A primeira impressão é construída com base naquilo que vemos, pois são os olhos que nos permitem avaliar o objeto do nosso interesse.

 

Salvo raras exceções, se não soubermos nos expressar, se não formos interessantes ou não conseguirmos sustentar uma conversa, dificilmente a nossa beleza consegue resistir ao desapontamento proveniente de uma expectativa defraudada. A pensar nisso, a ciência – na sua incessante missão de compreender, prever e, se possível, antecipar o comportamento humano – identificou cinco formas de nos tornarmos irresistíveis, independemente do nosso aspeto físico:

 

1. O humor é sexy
Toda a gente gosta de rir, motivo pelo qual saber fazer os outros darem gargalhadas seja uma caraterística tão apreciada. Estudos recentes mostram que, embora homens e mulheres digam que apreciam o sentido de humor num potencial parceiro, não se estão a referir ao mesmo. As mulheres gostam de homens que as façam rir e os homens gostam de mulheres que riam das suas piadas.

 

2. A personalidade é sexy
A personalidade é que nos confere uma individualidade única. Segundo estudos realizados com indivíduos de dez regiões do mundo, as pessoas agradáveis e conscientes são melhores conjuges e pais; enquanto que as desagradáveis e inconscientes têm mais parceiros sexuais — ou seja, exibem níveis mais altos de promiscuidade. Ah, e têm tendência para a infidelidade.

 

3. A forma de sentir é sexy
O modo como nos sentimos quando estamos com alguém confirma a teoria de que não nos apaixonamos por uma pessoa, mas sim pela forma como nos sentimos quando com ela estamos. Sentirmo-nos animados ou estimulados está intimamente relacionado com aqueles que nos rodeiam, mesmo que esses não sejam a causa direta do nosso estado de espírito. Pode parecer grosseiro resumir uma relação a esta equação, mas a verdade é que é exatamente isso que acontece na prática.

4. O que se diz é sexy
Saber transmitir informações pessoais e emocionais é uma forma poderosa de estebelecer conexão com os outros. Tem coisa mais irresistível do que estar com alguém que fala do que sabe e sabe do que fala, que acredita naquilo que diz e, sobretudo, que o faz com alma? Modéstia à parte, uma das minhas armas de sedução mais poderosa é justamente o dom da palavra. Ainda há dias referiram-se publicamente à minha pessoa nestes termos: "É brutal a tua capacidade de comunicação. Não há palavras. Tocas a alma pela genuinidade da tua postura. Parabéns querida Sara por seres por dentro tão bonita e especial como és por fora."

 

5. Amor à primeira vista é sexy
Fantasias à parte, existem vários estudos que comprovam que "amor à primeira vista" é real. O autor de Love at First Sight, Earl Naumann, concluiu que o amor à primeira vista não é uma experiência rara. Pelo contrário, segundo ele, se nele acreditamos, a probabilidade de nos acontecer é de cerca de 60%. É caso para se dizer: "Que venha então o amor à primeira vista".

 

Como ficou claro, ser sexy não implica — de todo — usar roupas minúsculas e muito menos andar a distribuir olhares languidos a torto e a direito. Ser sexy implica conhecer-se e tirar partido de uma série de caraterísticas, das quais se destacam estas cinco. Claro que existem mais. Por exemplo, para mim saber dançar é sexy, saber sorrir com os olhos é sexy, ter bom gosto é sexy e gostar de si é hot.

 

Ser irresistível está ao alcance da habilidade de cada um em saber usar aquilo que de melhor tem para oferecer aos outros.

 

Até!

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Viva!

 

No dia 28 que vem, vou participar, pela primeira vez, num workshop de reprogramação mental. Era algo que há muito ambicionava, só que por um motivo ou outro – quase sempre monetário – este desejo foi sendo adiado, adiado, adiado... Até agora.

 

De PNL (Programação Neurolinguística) já deves ter ouvido falar. E sobre a reprogramação mental, o que me sabes dizer? Para falar a verdade, eu mesma pouco sei sobre o assunto. O que sei, e basta-me, é que pode ser um poderoso aliado na hora de mudar a forma de pensarmos e encararmos a vida. Disse-te que estou encentando mudanças profundas na minha vida, não disse? Pois, este é mais um passo nessa direção.

 

Creia-se ou não no invisível aos olhos, uma coisa é certa: tudo é energia! Até o génio Einstein teve que se render a esta evidência. Basta um google it para confirmares o que acabei de escrever. Ora pois, se tudo é energia, ao mudarmos a nossa, estaremos em condições de mudar radicalmente as circunstâncias atuais e vindouras. Ou seja, ao reprograrmos a nossa mente podemos transformar a nossa vida, dando-lhe aquele rumo que tanto desejamos, e merecemos.

 

Como se processa? Sendo a reprogramação mental uma capacidade humana de dominar a própria mente trocando informações neurais anticrescimento por informações prósperas e evolutivas, ela atua com recurso a técnicas baseadas em vibrações energéticas mais elevadas, dizem os especialistas. Como funciona? Respondo-te no dia 29 de abril. O que por ora te posso adiantar é que durante o evento o profissional de serviço fará recurso a técnicas como autohipnose, meditação, visualização, ho’oponopono, só para citar aquelas que me deixaram a salivar.

 

Incrível a forma como a idade nos impõe uma maturidade e uma humildade mental e espiritual. Eu, uma cética crónica desde o berço, jamais me vi a embarcar neste tipo de aventuras imateriais. Como a vida é uma eterna caixinha de surpresas, e uma educadora paciente, eis-me aqui predisposta a reprogramar a minha mente na convicta expectativa de que tal procedimento me ajude a atingir os meus objetivos e a alcançar uma existência mais plena e feliz.

 

Se te quiseres juntar a mim nesta odisseia espiritual, apita que terei todo o gosto em dar-te uma boleia. Quem sabe não é o que também tu estás a precisar para dares um novo rumo à tua vida. Bom fim de semana e até breve!

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Viva!

 

Por estes dias, tenho duas "manamigas" que andam por demais precisadas de palavras de conforto, amizade e solidariedade, tamanho é o peso da dor que carregam nos seus ombros. A elas, mas também a todos aqueles que estejam a braços com alguma provação, dedico esta crónica, como forma de lhes transmitir alento e esperança.

 

Sei muito bem o quanto a vida pode ser dura, mas também sei a força de uma palavra amiga nessas alturas. Não é à toa que dizem que alegria dividida é alegria a dobrar e tristeza dividida é meia tristeza.

 

As profundas mudanças que tenho estado a incrementar na minha vida de há uns tempos para esta parte têm vindo a reforçar a minha crença – inabalável, diga-se de passagem – de que a vida vale a pena, no matter what. Vale sim, ai vale vale! Contudo, só nos apercebemos disso quando nos dispomos a abraçá-la sem reservas; a encará-la nos olhos, sem baixar a cabeça; a levantarmo-nos sempre que ela nos passa uma rasteira e a continuar a caminhada mesmo com os pés em carne viva.

 

Ela não é fácil; na verdade, não é sequer suposto ela ser. Tem vezes que achamos que não aguentamos tamanha carga e tem outras que sentimos que toda ela conspira a nosso desfavor. Quem nunca? Ainda assim, ela continua a merecer que não desistamos dela. Ainda assim, ela continua a merecer o benefício da dúvida, mais não seja para ficarmos a saber qual a sua próxima jogada.

 

Queridas amigas, façam-me o favor de não desistir da vida, porque ela não desistiu de vocês, por mais que ela vos dê a entender que sim. Ela só está vos pondo à prova, no intuito de avaliar se são, de facto, dignas das graças que, com toda a certeza, vos estão reservadas.

 

Viver é preciso! Atenção que eu escrevi "viver" e não "existir". Viver é que nos move no caminho da felicidade. Existir é o que nos faz respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora. Existir é viver sem alento, sem alegria, sem brio, sem esperança, sem magia. Nos tempos atuais, a maioria das pessoas existe, ao invés de viver. Até pouco tempo atrás, também eu integrava esse lote humano. Hoje não! 

 

Hoje escolho só tomar como garantido o "aqui" e "agora". Hoje escolho desfrutar da vida como se não houvesse amanhã. Hoje escolho desapegar-me do que me possa vir a acontecer no futuro. Hoje escolho seguir a máxima "um dia de cada vez". Hoje escolho viver!

 

Hoje escolho ser feliz, do jeitinho que dá para ser. Sem ter tudo o que quero, mas querendo tudo o que tenho. Porque eu quero, porque eu posso, porque eu mereço e porque a vida só faz sentido se for para ser assim.

 

Noite feliz e até à próxima!

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Viva!

 

Na minha passeata diária pelas publicações da rede, deparei-me com um artigo da revista Sábado que vale a pena ser dissecado aqui no Ainda Solteira, até porque todos queremos amor (tenha-se ou não a dignidade de reconhecer isso).

 

Por mais que assim o queiramos, arranjar um bom par nem sempre é tarefa fácil, revelando-se por vezes missão (quase) impossível – eu que o diga –, já que com o passar do tempo vamos ficando cada vez mais céticos, defensivos, cínicos e exigentes.

 

Outro fenómeno que parece dificultar a vida às meninas bem comportadas, é o facto de os bons rapazes denotarem uma curiosa preferência pelas bitchs da vida, não restando a essas mesmas meninas outra opção que não contentarem-se com os bad boys que só dão maçada. Isso se não quiserem ficar para titia, escuso dizer!

 

Quem sabe na intenção de tentar abrir as pestanas desses bons rapazes para que não cometam erros de casting na hora de escolher uma parceira, a ciência – ao que me parece cada vez mais sensível à questão da solteirice – aponta 10 qualidades femininas a serem tidas em conta:

 

1. Ela é positiva
Pessoas negativas são uma autêntica fonte de toxidade, provocando efeitos nefastos a curto, médio e longo prazo, revela uma investigação pioneira da psicóloga Elaine Hatfield.

 

2. Ela é  mais inteligente que tu
Um parceiro para a vida tem que ser inteligente. Aliás, segundo o especialista em demência, Lawrence Whalley, é preferível se for mais inteligente que nós, já que estar ao lado de uma pessoa com um bom desempenho cognitivo diminui o risco de demência no final da vida. Isto porque um parceiro inteligente não vai parar de nos desafiar intelectualmente.

 

3. Ela é um "livro aberto"
Um estudo da Universidade de Westminster sugere que as pessoas que partilham informação pessoal e têm um coração aberto para os outros são encaradas como bastante mais atraentes.

 

4. Ela mantém-se calma durante as discussões
Investigadores das universidades de Berkeley e Northwest descobriram que as relações duram mais tempo quando o casal mantém a calma durante as discussões.

 

5. Ela não guarda rancor
Uma pesquisa das universidades de Duke e Harvard apurou que pessoas que estão dispostas a perdoar vivem mais e melhor.

 

6. Ela ri-se das tuas piadas
Um estudo publicado, em 2006, pela Universidade de Westfield State, confirma o que já todos sabíamos: os homens querem um par que os considerem hilariantes.

 

7. Ela aceita as tuas falhas
No dia que encontrares uma mulher que te aceita pelo que és, ergue as mãos para o céu e agradece, pois não é algo que abunde por aí. De acordo com o psicólogo Terry Orbuch, "uma visão otimista vai ser sempre mais atraente", especialmente no que toca a feitios.

 

8. Ela é honesta e amável
A ciência diz que, para que possamos ter um longo e feliz relacionamento, é importante que sejamos honestos, generosos e amáveis. Para o psicólogo John Gottmann, existem dois tipos de casais: os mestres e os desastres, sendo que os últimos acabam a relação nos seis primeiros anos e os mestres ficam juntos durante muito tempo e mantêm algo em comum: "assimilam as coisas que gostam e e agradecem, criando uma cultura de respeito".

 

9. Ela faz coisas estranhas contigo
Se é para fazer loucura, que seja com ela do lado. De acordo com um estudo da Universidade de Michigan, os casais que têm melhor qualidade marital são aqueles que fazem atividades de lazer juntos.

 

10. Ela compromete-se, mas leva uma vida própria
É importante que cada membro do casal tenha o seu próprio espaço (o sexo agradece). Psicólogos da UCLA constataram que em todas as relações há um momento em que o compromisso irá ditar (ou não) a continuidade da mesma. Daí que quando a relação começa a correr mal, é o compromisso que dá hipóteses de o relacionamento se recuperar. 

Agora a pergunta que não quero que cale: que raio de miopia infecto-contagiosa é essa que faz com que os gajos por quem me interesso não consigam ver que sou um autêntico presente dos deuses? Se eu alguma vez chegar a descobrir a resposta, pode deixar que te conto na hora. Até lá, só me resta aguardar pelo desenrolar dos próximos episódios desta viciante e imprevisível novela chamada vida.

 

Bom fim de semana!

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