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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

african-4333276_1920.jpgOra viva!

Esta crónica é inspirada num texto da Riley Cooper, publicado no thepowerofsilence, em que ela garante que não tem medo de estar sozinha, mas sim de estar numa relação unilateral. Por ter-me identificado com a sua visão do celibato, achei por bem trazer o assunto à baila, na esperança de lançar um novo olhar sobre a solteirice no feminino.

É sabido que muitas são aquelas que escolhem estar numa relação unilateral, na qual são as únicas a investir. Para essas mulheres o medo da solidão amorosa fala mais alto do que o amor-próprio e a dignidade emocional. Erroneamente, acreditam que a solteirice é sinónimo de solidão e infelicidade. Não poderiam estar mais desfasadas da realidade. O que elas precisam aprender (ou recordar) é que pior do que estar desemparelhada é estar numa relação de estéril, em que sequer são correspondidas, respeitadas ou valorizadas. Estar desemparelhada não deve assustar; o que deve assustar é estar numa relação de m*rda.

De acordo com Riley, o estar solteira fê-la mudar o modo como encara as relações amorosas, assim como a sua perspetiva de vida. Mais importante do que isso, fê-la explorar os recantos escondidos da sua alma e entender a importância da autoaceitação, do autocuidado e do amor próprio. Como tal, aponta sete argumentos:

1. Não ter medo de estar consigo própria, mas ter medo de estar com alguém que não a deixa ser ela mesma.

2. Não ter medo de passar o tempo sozinha, mas ter medo de passar o tempo em má companhia.

3. Não ter medo de dormir sozinha, mas ter medo de acordar ao lado de um estranho.

4. Não ter medo de cometer erros, mas ter medo de estar com a pessoa errada.

5. Não ter medo de fazer amor, mas ter medo de fazer amor sem sentir-se amada.

6. Não ter medo das conversas, mas ter medo de conversar com alguém que não a entenda.

7. Não ter medo de estar solteira, mas ter medo de estar com alguém que não está nem aí para ela.

Estar solteira, e em paz com essa condição, não é para todas, é certo. Muitas mulheres não se conhecem, nem gostam de si próprias, ao ponto de se sentirem confortáveis com a solitude. Para elas vale a máxima: "antes mal acompanhada do que só", mesmo que isso as faça sentir-se miseráveis. Suas vidas, suas escolhas, e por mais que lamente, há que saber respeitar que nem todas são como eu, uma solteira bem-resolvida, que, enquanto espera por um amor a que valha a pena entregar-se, vai desfrutando da sua condição amorosa com orgulho, dignidade e gratidão.

Aquele abraço amigo de sempre!

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30
Jan21

Hoje há live no meu Instagram

por Sara Sarowsky

FF0BC00E-E2C7-4604-8064-9472BD7B19C9.jpegOra viva! ✌️ 

O tempo hoje está escorregadio (literalmente, falando 😉), pelo que só passei para dizer-te três coisas. A primeira é que a live de quinta-feira, em O Lado Negro da Força, foi épica, a melhor de sempre (palavras de alguns intranautas, não minhas). O que eu posso dizer é que foram as quatro horas mais divertidas de há muito tempo. Num dia que estejas aborrecida até ao tutano, clica neste link e assiste à minha performance. Aposto que vais-te animar na hora.

A segunda coisa que te queria dizer é que hoje, a partir das 22 horas, estarei numa nova live, desta vez promovida por mim. Com a ajuda da psicóloga Kátia Marques, vou tentar confirmar se é verdade que as mulheres bem-resolvidas têm menos sorte no amor. Não percas, que será uma conversa descontraída e esclarecedora, sem filtros, tabus ou papas na língua, em que qualquer pessoa poderá intervir (se assim o desejar, claro!). Conto contigo!

O terceiro motivo que aqui me trouxe hoje é lembrar-te da live de amanhã com a happiness coach Raquel Godinho, na qual eu, na qualidade de convidada, vou abordar o impacto do confinamento na felicidade dos solteiros em Portugal. Temos reservado um desafio, pelo que só terás a ganhar participando. Anota aí, este domingo (31 de janeiro), às 18 horas, no instagram @nitidamente.pt.

Por hoje é tudo. Estarei de volta na segunda-feira, para mais uma conversa amiga. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de uma bom fim de semana. Hasta luego baby!

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13
Jan21

Eu escolho ser feliz

por Sara Sarowsky

FC9CA6AD-0257-4798-A58E-88C3BD922835.jpegOra viva! 👋

Esta semana, numa audiência improvisada com a autoridade máxima do meu trabalho, na qual fui desejar bom ano, ouvi dizer que pareço ser uma mulher feliz. A minha resposta, automática, foi: "Porque não haveria de ser feliz? Sou saudável, tenho as minhas faculdades mentais e cognitivas na máxima força, não devo nada a ninguém... Sim, sou feliz, e por isso faço todo o santo dia!" De volto, recebo um: "Há pessoas que têm tudo e não são felizes e tu não tens praticamente nada e és feliz!" De facto, não tenho muito, mas quero tanto tudo o que tenho, que só posso sentir-me orgulhosa e realizada, logo feliz.

A minha vida não é perfeita. De quem é? Tenho ainda tanto a fazer, a batalhar, a conquistar. Dou-te um exemplo: a coisa que eu mais desejo neste momento é morar sozinha. Mais do que o amor, mais do que o sucesso, mais do que tudo na vida. Estou a caminhar a passos largos para a idade do ouro e sinto que se não tomar uma providência a ela vou chegar na situação em que me encontro atualmente: a dividir casa com pitas com idade para serem minhas filhas. De residir no coração da cidade não abro eu mão, toda a minha vida emigrada passei-a aqui. Sem querer desmerecer ninguém, sei, com toda a certeza, que não seria feliz vivendo fora de Lisboa. Cresci numa casa localizada na rua mais comercial do meu país-natal, a avenida Cidade de Lisboa, pelo que estou habituada a ter tudo à mão e a deslocar-me com facilidade, sem falar que gosto do buliço cosmopolita. Tenho plena consciência de que, a não ser que acerte no euromilhões, só um milagre permitir me ia concretizar este desejo, daí ter tomado a decisão de tentar a sorte em outras paragens.

Horas depois da conversa com o presidente da minha instituição, ao refletir sobre a mesma, apercebi-me que, de facto, sou feliz; mais, que essa felicidade está longe de estar relacionada com coisas materiais (até porque essas não as tenho). Ela tem a ver com a paz de espírito que alcancei nos últimos anos. É por isso que comecei por intitular esta crónica de "Desabituei-me a estar infeliz", só que a meio da redação acabei por alterar para algo mais taxativo como "Eu escolho ser feliz".

Não penses que faço parte do clube "Irritantemente Feliz", em que os membros andam sempre com os dentes arreganhados, acham que a vida é um mar de rosas ou pensam que as pessoas são todas boazinhas... Nada disso! 
Sou daquele tipo de pessoa que, ao longo de um caminho duro, penoso mesmo, foi descobrindo o que lhe fazia bem, o que acrescentava valor à sua existência, o que a deixava em paz consigo e com o que a rodeia, o que a faz ser fiel à sua essência, o que a faz estar conectada com o divino que nela habita. É esse o tipo de pessoa que eu sou, sem prejuízo da sua situação profissional, do seu saldo bancário, da sua vida amorosa ou das suas relações familiares. Eu escolhi ser e estar feliz. Se  eu consegui conquistar esta felicidade, acredito que qualquer um também pode.

A minha vida nunca conheceu facilidades. O sofrimento, a dor, a tristeza, a desesperança e a amargura foram presenças constantes ao longo da infância e da adolescência. Até deixar o ninho, com quase 20 anos, a violência (em todas as suas valências) foi o meu pão-nosso-de-cada-dia. Mais dolorosa do que a física, é a violência psicológica, em que te ouves constantemente que não vales nada, que nunca serás alguém na vida, que ninguém te quer; esse tipo de coisas que só quem teve um parente abusivo é capaz de entender.

Apesar de sempre ter tido um espírito guerrilheiro, aquilo que ouvimos no seio da nossa própria família, vindo de quem tem a obrigação de nos amar e proteger, fica tatuado na nossa alma. É difícil esquecer, quase impossível banir da memória. Aos poucos, com o passar dos anos e a maturidade a mostrar que a vida é como é, vamos abrindo o coração, deixando esvair a dor. Só assim é possível a cura, só assim é possível uma existência mais harmoniosa, mais amorosa, mais feliz.

Eu não quero ser infeliz, então eu escolho não ser infeliz. Simples assim? Nem por isso! Esta postura exige muita persistência e uma resiliência mental brutal. Aqui entra o coaching levado a cabo pela minha guru do bem, a Isabel Soares dos Santos. A terapia espiritual por ela perpetrada ensinou-me a por a mente a trabalhar a meu favor, a favor da minha felicidade. Pela sua via, compreendi o poder do perdão, a magia de nos aceitarmos como somos, a dádiva que a vida é. Pela sua via, descobri em mim uma força que jamais imaginei possuir e uma inabalável determinação em ser feliz. Pela sua via, aceitei que sou o que sou, sem pudor, sem culpa, sem desculpa. Pela sua via, assumi que quero ser feliz, que mereço ser feliz, que preciso ser feliz.

Por hoje é tudo, voltarei na sexta. Até lá, aquele abraço amigo de sempre!

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09
Dez20

fashion-2605023_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Empenhada na "campanha eleitoral" com vista ao terceiro mandato como o melhor de Portugal na categoria Sexo e Diário Íntimo, proponho para hoje mais uma abordagem sobre o tema central deste blog: a solteirice, com especial ênfase no facto de uma pessoa solteira não ser (necessariamente) uma pessoa infeliz.

A crença de que o solteiro, sobretudo se for do sexo feminino, é uma criatura amargurada e/ou ressentida, no fundo infeliz, é tão antiquada quanto desadequada. Existem, e não são poucas, pessoas desemparelhadas que estão perfeitamente à vontade com a sua condição amorosa. Assim como existem emparelhados felizes, existem solteiros felizes. Pelos caracteres deste blog, tenho um orgulho imenso em contribuir para desequilibrar essa balança em favor da felicidade a solo.

Ser solteira é uma condição que, na maioria dos casos, sequer depende inteiramente do nosso querer. Agora ser solteira infeliz só depende da vocação/opção de cada uma. No meu caso, assumo que é uma situação que é-me deveras confortável, não só por gostar de ser dona e senhora do meu destino, mas também por ter a plena consciência de que só é possível ser feliz a dois se souber ser feliz a um. Toda e qualquer fórmula, e forma, de felicidade começa e acaba num único ingrediente: amor próprio. Sem isso, não tem como ser feliz na companhia de outro alguém, menos ainda fazer esse outro alguém feliz.

É certo que uma atuação au pair tem as suas vantagens (oh se tem!). Contudo, a atuação a solo também tem, com o diferencial de o palco ser todo nosso, sem necessidade de termos que dividir o protagonismo. Single mine, se estás solteira (por opção própria ou alheia, isso é lá contigo), lembra-te destas minhas palavras e, ao invés de lamentares a falta de um par, celebra a tua abundância de liberdade: liberdade para ser feliz, liberdade para ser gostosa, liberdade para ser poderosa.

Aquele abraço amigo de sempre e não te esqueças de votar para os Blogzillas do Ano!

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16F7CFB1-68B0-4FEC-BFFA-D4DCB9BB0069.jpegOra viva ✌️ 

Onze de novembro é a data que o mundo reservou para prestar homenagem aos desemparelhados, uma efeméride aqui abordada no post No Dia dos Solteiros, a palavra de ordem é consumo. Cheira-me que este ano as celebrações serão bastante contidas, com o consumo a registar índices mais modestos, até porque o panorama financeiro mundial a isso aconselha. Ainda assim, é um dia que não devemos deixar passar em branco, especialmente num contexto sócio-romântico tão penalizador para os corações solitários, os quais têm visto as suas oportunidades de emparelhamento/acasalamento confinadas ao espaço virtual.

No que à minha pessoa diz respeito, a intenção de comemorá-lo com pompa e circunstância é inequívoca, não só por ser solteira como por estar a vivenciar dias absolutamente fantásticos. Este meu mês está superando as mais otimistas expectativas que lhe pudesse dedicar. Ontem foi para o ar o programa da RTP África, no qual fui apresentar o AS, bem como dar a conhecer a sua autora (euzinha, obviamente). Caso tenhas interesse em (re)ver, este link dá-te acesso à gravação, sendo que a minha intervenção começa ao minuto 30.

Em relação à minha performance televisiva, as reações não poderiam ter sido mais entusiastas e motivadoras. Houve de tudo, com dois deles a merecerem uma menção honrosa: o convite para uma entrevista e a disponibilidade (manifestada via Messenger) de um telespectador moçambicano para por fim à minha solteirice. 
E esta, hein???!!! 

Adiante... 
O dia de ontem foi i-n-c-r-í-v-e-l, salpicado de momentos felizes, alguns inesperados, como o facto de o post Há vida para além das apps de engate (e eu quero essa vida para mim) ter ido parar aos Destaques do Sapo Blogs, algo que não acontecia há algum tempo e que deixou-me profundamente envaidecida.

T
anta reação positiva, tanta validação motivadora, tanto afeto demonstrado renovou em mim a convicção de que é este o caminho. This is it! Citando palavras da minha guia espiritual, a Isabel Soares dos Santos, "ontem o mundo viu o primeiro episódio do meu sonho!" Mais conquistas estão por vir, mais vitórias por alcançar, mais batalhas por travar, mais obstáculos por superar. Um dia após outro, um passo de cada vez, pretendo ir concretizando os meus projetos.

Poucas coisas realizam tanto como termos a benção de testemunhar a materialização dos nossos sonhos, especialmente quando sabemos que fizemos por merecer. É assim que convido as surpresas felizes a fazerem parte da minha vida. Hoje, amanhã e sempre!


Aquele abraço amigo!

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three-monkeys-1212613_1920.jpgOra viva!

Sextou! E como o último dia útil da semana pede leveza e descontração, trouxe uma mão cheia de conselhos de alguém que viveu, e aprendeu, o suficiente para registá-los, quiça na esperança de poderem ser proveitosos.

1. Evita fazer observações sarcásticas.
2. Se entrares numa briga, bate primeiro e bate com força.
3. A inveja de um amigo é pior que o ódio de um inimigo.
4. Ouve o que as pessoas têm a dizer. Não interrompas; deixa-as falar.
5. Guarda segredos.
6. Não cultives medo por ninguém.
7. Sê corajoso. Ainda que não sejas, ao menos finge ser.
8. Cuidado com as pessoas que nada têm a perder.
9. Escolhe a companheira da tua vida com cuidado. A partir dessa decisão, virá 80% de toda a tua felicidade ou miséria.
10. Se a casa do teu vizinho está em chamas, a tua também está em perigo.
11. Nunca elogies a ti mesmo; se houver elogios, que venham dos outros.
12. Sê um bom perdedor.
13. Não desejes colher frutos daquilo que nunca plantaste.
14. Quando aflito: respira fundo e distancia-te.
15. Dá às pessoas uma segunda chance, mas nunca uma terceira.
16. Cuidado ao queimar pontes. Nunca sabes quantas vezes precisarás atravessar o mesmo rio.
17. Lembra-te de que 70% do sucesso em qualquer área baseia-se na capacidade de lidar com pessoas.
18. Assume o controlo da tua vida. Não deixes que outra pessoa faça escolhas por ti.
19. A maior riqueza é a saúde.
20. Pensa duas vezes antes de sobrecarregares um amigo com um segredo.
21. Mantém um bloco de anotações e um lápis na tua mesa de cabeceira. Ideias que valem milhões surgem de madrugada.
22. Mostra respeito por todos que trabalham para viver.
23. Elogia a refeição quando fores hóspede na casa de alguém.
24. Não permitas que o telefone interrompa momentos importantes.
25. Não demores onde não és bem recebido.
26. Todo mundo "gosta" de te ver crescer, até começar a superá-los.
27. Ouve os mais velhos.

Aquele abraço amigo e até segunda-feira.

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30
Set20

As pseudofelizes

por Sara Sarowsky

lights-2551274_1920.jpgOra viva!

Estes dias têm-me sido difícil dar-te atenção, não só por ter muito que fazer, mas sobretudo por estar a braços com sérios problemas laborais, problemas esses que vêm causando um desgaste emocional avassalador. A situação é de tal forma dramática que o despedimento parece-me ser a única maneira de me livrar do assédio moral com o qual venho debatendo há já um bom tempo. Sobre isso falarei numa altura em que não esteja tão reativa. O tempo é curto, já disse, mas será suficiente para falar-te das pseudofelizes, uma subespécie feminina que se carateriza por comer amargura e arrotar felicidade.

Atenção que nada tenho contra quem assuma uma atitude positiva perante a vida; pelo contrário, admiro com todo o meu ser as pessoas que, independentemente das rasteiras da vida, fazem questão de manter uma atitude otimista. Gente assim faz toda a diferença. 
As pseudofelizes não são felizes, nem tão pouco mais ou menos. Fazem é questão de mostrar aos outros que o são com o único propósito de se gabarem e causar inveja aos demais. É aqui que reside a diferença entre pessoas genuinamente felizes, independentemente de como a vida lhes trata, e as que fazem tudo para parecerem felizes apenas por uma questão de aparência e conveniência social. São essas que batizei de pseudofelizes.

Dou um exemplo: aquela colega ou conhecida que, sabendo-te solteira, não perde uma oportunidade para pregar que devias arranjar alguém, que não sabes o que estás a perder, que ela não se vê completamente feliz sem o seu "Tó Zé" Ora acontece que, na realidade, essa fulana não é respeitada, para não dizer maltratada, pelo seu gajo e, como se não bastasse, volta e meia, leva com um par de chifres. Esta é uma pseudofeliz, uma mulher emparelhada que se acha melhor do que qualquer desemparelhada pelo simples facto de ter um par de calças fixo na sua vida, mesmo que isso implique estar num relacionamento miserável.

Portanto, solteira minha, não invejes relações alheias. Lembra-te que as aparências enganam e que existe um mar de mulheres "não solteiras" cujo grau de infelicidade não chega aos pés da mais solitária das desemparelhadas.

Aquele abraço amigo de sempre!

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08
Jun20

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Viva!

O amor é o tempero da vida, não me canso de assumir; e repetir. A maioria dos comuns mortais o perceciona no contexto romântico ou maternal, absolutamente alheia a uma das suas formas mais puras, saudáveis e enriquecedoras: o próprio. Tendo como emissor e recetor o mesmo destinatário, o amor pela nossa própria pessoa é, na dose certa, o melhor aliado na interação com os outros, sobretudo no que toca ao romance.

Longe de mim desmerecer o amor romântico. Estou bem ciente do seu papel social, sexual, biológico e emocional na existência humana. Ainda me lembro do quão feliz e realizado faz-nos ele sentir. A questão aqui é desmistificar a crença - um tanto ou quanto infantil, em grande parte impingido pelos filmes Disney da vida - de que precisamos dele para sermos felizes. Errado! Precisamos do amor romântico para sermos MAIS felizes. A nossa felicidade, na sua génese, não está no outro, mas sim em nós mesmos.

Acreditar que a nossa felicidade está no amor alheio é disruptivo, razão pela qual abundam tantas criaturas infelizes por não estarem emparelhadas. Amas e és amada? Sorte tua! Amas e não és amada? Azar teu! Não amas e és amada? Sorte irónica essa tua! Não amas nem és amada? Ainda há esperança! Amas-te a ti mesma como gostarias de um dia ser amada? Estás no caminho certo para viver um amor para a vida toda!

Amor não é algo que se vai à Internet e faz download, que se vai ao supermercado e compra, que se pede emprestado a quem tem muito ou que se obtém pela via da cobiça. Amor não é algo que se tem só porque se deseja. Ele simplesmente acontece. Ou não. E enquanto não acontece, convém nutrirmos o nosso coração com amor próprio, aquele cuja intensidade, profundidade e duração depende única e exclusivamente da nossa vontade em ser feliz, do jeitinho que dá.

Autoamor só depende de nós, já amor de outrem… Single mine, se tal como eu, (ainda) não tens o segundo, a minha dica é só uma: sê feliz com o primeiro, como se não houvesse o segundo (que por enquanto não há mesmo). O amor alheio há de chegar na hora exata e na pessoa certa. Até lá, vai sendo feliz contigo mesma!

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18
Mai20

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Viva!
 
Hoje quero falar-te de um dos temas do momento na minha vida: o amor. Antes que comeces com ideias, vou já adiantando que não me refiro a esse amor em que provavelmente estás a pensar, mas antes a um tipo de amor incondicional, aquele que só acontece no plano espiritual.
 
À conta da minha bem-aventurança no mundo da espiritualidade, tenho estado a encetar uma profunda redefinição de alguns conceitos essenciais a uma existência plena: abundância, gratidão, perdão, realização pessoal, e, ora aí está, amor. Volta e meia aqui tenho partilhado alguns episódios desta odisseia para lá da matéria, como por exemplo aquele workshop de coaching espiritual que fiz em janeiro, e cujo efeito transformador ainda hoje conservo bem presente.
 
À boleia desta quarentena, estou a tirar um curso de tarot – yep, ando a reunir aptidões e conhecimentos para tentar a sorte na cartomância. A par disso, a meditação é outra compenente da espiritualidade na qual venho investindo fortemente; não só pela sua indiscutível capacidade relaxante, mas, sobretudo, pelos inúmeros benefícios em termos de autoconhecimento, autoaceitação e autoamor.
 
É neste contexto que, estou prestes a concluir um ciclo de meditação de 21 dias com Deepak Chopra, médico indiano e autor de mais de 25 livros de autoajuda, traduzidos em 35 línguas. Fundador do The Chopra Center for Well Being, este professor de ayurveda, espiritualidade e medicina corpo-mente, desenvolve os seus próprios programas e cursos para o desenvolvimento pessoal.
 
Do tanto que com ele – e a sua filosofia de vida – tenho aprendido, a visão do amor é, sem sombra de dúvida, a que mais tem impactado a minha perceção do mundo, dos outros e, sobretudo, de mim mesma. Sempre encarei o amor como a força mais poderosa do universo, aquele sentimento que extasia, inspira, preenche, transforma e cura. A maioria de nós vê o amor como externo a nós mesmos; como algo que tanto pode ser dado como retirado, por terceiros, a qualquer momento. O que este guru espiritual tem reforçado na minha pessoa é a convicção de que a vida é amor e o amor é vida.
 
Se tudo o que existe no universo é energia, nós, enquanto componentes desse universo, só podemos ser energia. Como o amor é uma manifestação energética, nós somos amor. Um dom eterno, imprescendível a nós mesmos e aos outros, o amor é a via direta para nos conectarmos intima e definitivamente com o nosso eu superior. Quando vivemos de verdade o amor, encontramo-nos a nós mesmos e (re)descobrimos o nosso propósito nesta vida.
 
Termino com esta frase: "Toda a vez que experenciamos amor, mais não fazemos do que homenagear o divino que há em nós!"
 
Que esta tua semana seja repleta de amor!

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Viva!

Esta minha ausência, mais prolongada do que o previsto, prende-se com uma letal crise de desinspiração/desânimo que me tem assolado desde que descobri informações relevantes sobre aquela minha crush crónica made in gym. Coisas do coração, se é que me entendes... Enquanto tento debelar mais esta recaída na minha (há muito vegetativa) vida amorosa, e porque a vida segue (imune à minha dor de c*rno), eis-me aqui a republicar um post de 2016 sobre como a solteirice nos ensina a ser mais exigentes. Boa leitura!
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Solteira minha, dá uma olhadela neste artigo de Nat Medeiros, publicado no blog Já Foste. Parece que ela tirou-me as palavras da mente. Nem eu teria conseguido expressar desta maneira tão flagrante e intensa, tenho que admitir.

Em relação ao amor, hoje sou menos iludida, mas também muito mais criteriosa. Não que eu tenha desistido deste sentimento, mas aquela empolgação juvenil e até inocente já não existe mais.

O x da questão é que já vivi situações suficientes para perceber que relacionamento amoroso não envolve só sentimento. Envolve diferenças, envolve família, envolve vizinhos, animais de estimação, e até smartphones. Dois deixam de ser dois e passam a ser um número incontável de gente, torcendo pela sua felicidade (ou não). Envolve paciência, pressão, frustração, desconfiança. Claro que envolve também coisas maravilhosas, como vida partilhada, companheirismo, afeto, amor, confiança.

Lembro-me muito bem quando eu tinha 15 anos e sonhava em namorar. Achava que era o melhor que me poderia acontecer na época, mas não aconteceu… Fiquei frustrada, mas fui levando a vida. Quando finalmente tive um relacionamento mais profundo posso dizer que a vida me deu uma bofetada na cara.

Namorar não era nada daquilo que eu criara fantasiosamente. Não fiquei amarga ou desesperançosa. Fiquei realista.

Hoje, após alguns relacionamentos profundos, e aos 27 anos, eu vejo o quanto ser solteira representa liberdade e aprendizagem para mim. Não tenho medo de ficar sozinha em casa em pleno sábado à noite. Não tenho medo de ir a eventos sociais sem um rapaz ao meu lado. Eu construí a vida com os meus passos. Um atrás do outro, aos trancos e barrancos. Mas hoje eu sou eu. Quem entrar na minha vida não será o protagonista, pois a protagonista já existe. Quem entrar na minha vida tornar se á referência e não coordenada.

A questão é que as frustrações ensinaram-me a amar-me mais, a valorizar mais os meus momentos comigo mesma. Estar feliz e solteira ensinou-me a ser mais exigente. E alguém para adentrar no meu mundo tem que fazer por merecer. Se ficar com joguinhos, se ficar com palavras fartas e atitudes vazias eu, simplesmente, perco o interesse.

Eu gosto tanto de escrever, eu gosto tanto de estar e conversar comigo mesma que não dá para trocar isso por nenhum "olá gata" ou pior: "olá, sua desaparecida", sendo que desaparecida eu nunca fui nem estive. Não dá para trocar um episódio de Downton Abbey por uma conversa superficial ou sem afinidades.

Só vai entrar na minha vida quem realmente merecer. Porque vida é mais íntimo que quarto, vida é mais íntimo que cama. As pessoas costumam relacionar intimidade com sexualidade. Mas intimidade é sonho, é medo, é esperança, é falar do passado, da infância, é planear um futuro, é olhar juntos para a mesma direção. Intimidade requer tempo, requer dedicação, requer interesse profundo. Intimidade é oposto de superficialidade.

Intimidade não é saber a cor da calcinha ou do sutiã. Intimidade é saber a cor dos sonhos, a cor dos olhos quando choram, a forma exata dos lábios quando sorriem. Intimidade não é ver alguém de lingerie… Isso tu podes ver a qualquer momento, com alguém que tu conheces há muitos anos ou há poucas horas. Intimidade não é ver alguém a despir-se das roupas.

Intimidade é ver alguém a despir-se das barreiras, dos medos, das suas verdades incontestáveis, das suas certezas absolutas. Intimidade é a entrega, mas não a entrega do corpo. Intimidade é a entrega mais difícil: a entrega da alma e do coração.

Também te identificaste com estas palavras ou nem por isso?

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