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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

19
Jul21

eye-2274884_1280.jpgOra viva! ✌️ 

Após ter-me baldado na sexta-feira, eis-me aqui pronta para mais um papo amigo, desta vez dedicado ao arrependimento, definido pelo dicionário Priberam como o verbo que traduz o sentimento de "lamentar ou ter pena por alguma coisa feita ou dita ou não feita ou não dita." Ensinou-me a vida que mais vale arrepender-me do que fiz (mesmo que não tenha dado certo) do que arrepender-me do que não fiz, pois o não fazer implica que deixei de viver algo.

Sabendo bem que o arrependimento é uma emoção dolorosa, ainda que lhe reconheça a sua utilidade, permite-me partilhar contigo cinco dos arrependimentos mais comuns, de acordo com o especialista Adrian R. Camilleri, num artigo para o Psychology Today. De acordo com este psicólogo, "refletir sobre os arrependimentos mais duradouros é importante, porque eles geralmente remetem a grandes decisões na vida"

“Cada um de nós tem controlo sobre essas decisões – portanto, podemos potencialmente evitar os piores arrependimentos ao termos um plano”, considera ele. Assim, com base na sua experiência, identifica uns quantos arrependimentos-chave que as pessoas tendem a ter quando olham em retrospetiva para as escolhas que fizeram. São eles:

Gostava de ter vivido a vida fiel a mim mesma, e não a vida que os outros esperavam de mim
Seguir religiosamente as normas às custas das próprias emoções, sonhos, paixões e expectativas terá como desfecho a deceção e a amargura.

Gostava de não ter trabalhado tanto
O tempo não é reembolsável, portanto, se o gastares quase todo a trabalhar, não poderás usá-lo para fazer coisas mais significativas, e bem mais prazerosas, convenhamos.

Gostava de ter tido coragem para expressar os meus sentimentos
Seres aberta e honesta sobre os teus pensamentos e sentimentos é única forma de criares laços genuínos com as outras pessoas.

Gostava de ter mantido contacto com os meus amigos 
É desanimador estares desconectada daqueles que realmente te estimam, entendem e aceitam tal como és. 

Gostava de ter-me permitido ser mais feliz
As expectativas e opiniões dos outros não devem impedir-te de ser feliz, de seres fiel à sua verdadeira essência. Além disso, a felicidade pode ser encontrada na jornada, não apenas no destino, ao qual muitas vezes nunca chegamos.

Como pudeste ler, deixar de ser ou fazer aquilo que nos dita a voz do coração é uma postura que conduz fatalmente a arrependimentos, os quais dificilmente conseguimos resgatar, por mais que assim o desejemos. Por isso, o meu conselho para esta semana que hoje arranca é que (re)penses bem as tuas prioridades e tentes viver a tua vida como queres e não como deves. Capice?

Aquele abraço amigo e até quarta!

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12
Jul21

girl-2573111_1920.jpgOra viva! 🍀

Um papo domingueiro com uma amiga adorável, e adorada, inspirou-me a escrever esta crónica, dedicada ao mudar de vida, mais concretamente ao momento ideal para o fazermos. Antes de adentrar pelo assunto, abro um parêntesis para fazer uma atualização do meu quadro clínico: há quatro dias que não tenho qualquer sintoma e deverei ter alta depois de amanhã. Escuso descrever o alívio e a gratidão que me assolam, afinal consegui sair ilesa de mais esta provação da vida.

Quanto ao tema de hoje, trouxe um artigo da executive & life coach Mafalda Almeida, que retrata na perfeição aquilo que vai na alma de quem se encontra num momento de viragem da sua vida, como é o meu caso, em que vou abraçar uma mudança radical.


Dedico esta crónica a todas as pessoas que acreditam que existe uma idade limite para seguirem os seus sonhos, para mudarem de vida e seguirem a voz do coração. Esta é uma crença na qual muita gente decide acreditar, e cuja “desconstrução” poderá ser realizada com as ferramentas certas (coaching e mentoria, por exemplo).

Conheço pessoalmente casos de clientes minhas que se agarram com “unhas e dentes” ao vício do ordenado ao final do mês, optando por viverem infelizes o resto das suas vidas, em nome do medo do incerto, em nome dos encargos financeiros e morais, em nome de uma vida que foram construindo e que agora simplesmente está a deixar de fazer sentido.

Sei que é possível mudar, porque eu mesma sou prova disso, e também sei que todas somos capazes de o fazer. Não me estou a referir somente ao âmbito profissional, como certamente já entendeu. Refiro-me a tudo. Conheço pessoas que criaram condições para realmente e finalmente serem felizes, e viverem de acordo com aquilo que lhes faz sentido. E essas pessoas são de todas as idades, de todos os níveis sociais. Ter a oportunidade de as acompanhar, é uma enorme honra, acredite.

Refiro-me a pessoas que colocam alguma situação ou circunstância em causa, em determinada altura da vida, e entram em ação, porque essa circunstância está a tornar-se demasiado incómoda. Tão incómoda que chega a começar a “doer”, como dizemos em desenvolvimento pessoal.

A boa notícia é que não é preciso chegar ao ponto de “dor” para se criar a mudança nas nossas vidas. Basta querer (parece simples, mas eu sei que não é, acredite). Deseja considerar algumas sugestões? Aqui estão elas:

1. Defina para onde deseja ir, e depois disso trace uma estratégia para lá chegar. Essa estratégia deverá envolver todos os recursos de que necessita: Tempo, pessoas, dinheiro, vontade, aprendizagens novas… Do que necessita para que a mudança aconteça? Quando é que considera obter estes recursos? O que vai fazer para os conseguir?

2. Recorde a premissa: se queremos resultados diferentes, devemos fazer as coisas de forma diferente. E… devemos também tomar decisões. Muitas vezes as decisões passam por “deixar algo cair” na nossa vida, principalmente aquilo que não nos está a ajudar a caminhar em frente e que por isso também não nos vai ajudar na mudança que desejamos alcançar.

3. Dê pequenos passos de cada vez, e celebre cada pequena conquista. Em qualquer idade ou circunstância, a celebração é fundamental, no sentido de reforçar o nosso “músculo da coragem” e a nossa confiança.

4. Esteja em constante movimento e aprendizagem. Não existe idade limite para aprendermos, certo?

5. Tenha sempre presente na sua mente que a idade não é um impedimento para nada. Pode sim estar implementada em si como uma crença que está a limitar a sua entrada em ação ou tomada de decisão. Conheço empreendedores jovens que construíram empresas milionárias, tal como conheço pessoas com 50 anos que mudaram completamente o seu contexto profissional e/ou pessoal. Basta querer, e entrar em ação, seguindo sempre o nosso coração, as nossas bases, os nossos valores.

Sabe de uma coisa? A capacidade é um estado de espírito. Fica o desafio! Se existe algo na sua vida que deseje mudar, porque não? Estou por aqui, obrigada pela confiança!

Da minha parte, só tenho a acrescentar o seguinte: a mudança aó assusta até à tomada de decisão. Para o caso de dúvidas persistentes, esta canção dos Humanos vai falar diretamente ao teu coração e ajudar-te no processo. 

Boa semana!

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30
Jun21

goose-3265356_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Já que estamos sintonizados na frequência do amor, nada mais plausível do que dar continuidade ao assunto, cuja primeira emissão foi para o ar esta segunda-feira com a live do Love for You Match dedicado ao tema traição. Na sequência disso, a outra mentora deste serviço de consultoria amorosa, a Isabel Soares dos Santos, levou ontem a cabo uma outra live, desta vez dedicada ao tema 'Voltar a acreditar no amor'. Para hoje proponho então falarmos de atitudes que minam as relações, ao ponto de acabar por destruí-las. 

Nenhum relacionamento é perfeito, disso estamos todos cientes. Contudo, existem umas quantas atitudes que, quando praticadas de forma reiterada, funcionam como uma sentença de morte da harmonia do casal. Nesse sentido, o psicólogo John Gottman, especialista em uniões, identifica quatro fatores como sendo aqueles que mais influenciam o (in)sucesso de uma relação. São eles:

Criticismo
Questionar frequentemente o caráter e a postura do outro fomenta um clima de animosidade entre o casal, o que se traduz em constantes discussões e acusações de parte a parte.

Desprezo 
Não há felicidade conjugal que consiga resistir por muito tempo à arrogância ou à indiferença. Este tipo de postura faz com que o outro se sinta desprezado, logo desvalorizado enquanto pessoa e enquanto parceiro.

Postura defensiva 
Está na defensiva quem evita constantemente as responsabilidades que uma relação amorosa implica. A falta de empenho de um dos envolvidos é apontada como um dos grandes causadores da ruptura do casal.

Ambiguidade 
Quando um dos parceiros recusa comprometer-se com assuntos inerentes a uma vida a dois, como, por exemplo, conta conjunta, crédito habitação, eventos familiares ou até mesmo apresentar aos amigos.

Importa salientar que é a frequência com que estes fatores se manifestam que determina o fracasso de uma relação, ou seja, quanto mais rotineiras pior para o casal. Para quem está numa dinâmica a dois este post deve ser encarado com uma chamada de atenção no sentido de evitar estes comportamentos e, caso existam, trabalhá-los de modo a (re)estabelecer a harmonia do casal.

Um beijo, um abraço e um sorriso!

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7C6F72BF-5391-40B2-B021-7DDB24400582.jpegOra viva! ✌️

Um artigo publicado ontem na Activa serve de mote a este post, o qual intenta dar-te conhecimento de 15 sinais comuns àqueles que sacrificam constantemente as suas necessidades emocionais em prol da felicidade e do bem-estar alheios.

Uma coisa é querer dar-se bem com os outros, fazendo por agradá-los, outra bem diferente é dar-lhes prioridade absoluta na nossa vida. "Quando comprometemos quem somos e aquilo de que precisamos, agradar aos outros ultrapassou a linha que separa a bondade do auto-abandono", explica a psicoterapeuta Sharon Martin, num artigo para o Psychology Today. Daí que esta especialista alerte para os seguintes comportamentos, típicos de quem vive para agradar aos outros:

1. Queres que toda a gente goste de ti;

2. Pedes desculpa por tudo;

3. Anseias por validação;

4. Permites que as pessoas se aproveitem de ti;

5. Sentes-te culpada, ou que és má pessoa, quando impões limites;

6. Tens medo de conflitos;

7. Sempre foste ‘certinha’, ou seja, uma pessoa que segue as regras;

8. Acreditas que o 'self-care' é opcional;

9. Sentes-te tensa, ansiosa e no limite;

10. Esperas ser perfeita e segues padrões elevados;

11. Colocas-te em último lugar e não sabes pedir aquilo de que precisas;

12. És sensível a críticas;

13. Pensas que os seus sentimentos, necessidades, opiniões e ideias não são tão importantes quanto os das outras pessoas;

14. Gostas de ‘consertar’; detestas ver alguém magoado, com medo, triste ou desconfortável;

15. Ficas ressentida porque pedem-te sempre para fazeres mais e gostavas que as outras pessoas tivessem mais consideração pelos teus sentimentos e necessidades.

Se te revires em mais do que uma dezena destes sinais é caso para acionares o alerta vermelho e repensares a tua postura, pois não és uma prioridade para ti mesma. No meu caso, ficou claro que preciso lapidar sete deles.

Um beijo, um abraço, um sorriso e um até quarta!

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SSS - Live 10_Raquel Godinho.jpgOra viva! ✌️ 

Vim desejar-te uma Páscoa feliz e lembrar-te que amanhã é dia de live no Instagram, com o tema 'A felicidade é solteira', como adiantado no post anterior. Com a preciosa ajuda da happiness coach (treinadora da felicidade, em tradução livre) Raquel Godinho, vou analisar este sentimento tão essencial ao bem-estar humano, numa perspetiva de que também ela é solteira, ou seja, que só precisa dela mesma para ser. Não percas, este sábado, às 22 horas, no perfil sara_sarowsky.

Despeço-me com aquele abraço amigo e sinceros votos de uma boa Páscoa 🐣, repleta de benção, comunhão e contenção.

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30
Mar21

beautiful-women-1806280_1920.jpgViva!

Vim aqui partilhar contigo o meu artigo de estreia no portal Balai Cabo Verde, com o qual vou passar a colaborar como cronista residente. Nem de propósito o meu texto, intitulado A felicidade é também ela solteira, foi para o ar na semana da minha live com a happiness coach Raquel Godinho, com quem vou abordar o tema 'A felicidade é solteira'. Não são incríveis as sincronicidades da vida?

E com este novo desafio dou mais um passo em direção àquilo que quero fazer pelo resto da minha vida, aquilo que realmente me preenche e realiza: inspirar as mulheres a assumirem o comando da sua vida, logo a serem responsáveis pela sua própria felicidade.

Antes de me despedir, deixo a recomendação para seguires o Balai Cabo Verde. Fruto de uma iniciativa de ex-colaboradores do extinto Sapo Cabo Verde, este portal de notícias made in Cabo Verde espelha na perfeição o espírito do empreendedorismo e do empoderamento feminino, cuja equipa editorial não se deixou vergar pela adversidade, arregaraçou as mangas e fez o seu próprio destino.

Aquele abraço amigo!

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african-4333276_1920.jpgOra viva!

Esta crónica é inspirada num texto da Riley Cooper, publicado no thepowerofsilence, em que ela garante que não tem medo de estar sozinha, mas sim de estar numa relação unilateral. Por ter-me identificado com a sua visão do celibato, achei por bem trazer o assunto à baila, na esperança de lançar um novo olhar sobre a solteirice no feminino.

É sabido que muitas são aquelas que escolhem estar numa relação unilateral, na qual são as únicas a investir. Para essas mulheres o medo da solidão amorosa fala mais alto do que o amor-próprio e a dignidade emocional. Erroneamente, acreditam que a solteirice é sinónimo de solidão e infelicidade. Não poderiam estar mais desfasadas da realidade. O que elas precisam aprender (ou recordar) é que pior do que estar desemparelhada é estar numa relação de estéril, em que sequer são correspondidas, respeitadas ou valorizadas. Estar desemparelhada não deve assustar; o que deve assustar é estar numa relação de m*rda.

De acordo com Riley, o estar solteira fê-la mudar o modo como encara as relações amorosas, assim como a sua perspetiva de vida. Mais importante do que isso, fê-la explorar os recantos escondidos da sua alma e entender a importância da autoaceitação, do autocuidado e do amor próprio. Como tal, aponta sete argumentos:

1. Não ter medo de estar consigo própria, mas ter medo de estar com alguém que não a deixa ser ela mesma.

2. Não ter medo de passar o tempo sozinha, mas ter medo de passar o tempo em má companhia.

3. Não ter medo de dormir sozinha, mas ter medo de acordar ao lado de um estranho.

4. Não ter medo de cometer erros, mas ter medo de estar com a pessoa errada.

5. Não ter medo de fazer amor, mas ter medo de fazer amor sem sentir-se amada.

6. Não ter medo das conversas, mas ter medo de conversar com alguém que não a entenda.

7. Não ter medo de estar solteira, mas ter medo de estar com alguém que não está nem aí para ela.

Estar solteira, e em paz com essa condição, não é para todas, é certo. Muitas mulheres não se conhecem, nem gostam de si próprias, ao ponto de se sentirem confortáveis com a solitude. Para elas vale a máxima: "antes mal acompanhada do que só", mesmo que isso as faça sentir-se miseráveis. Suas vidas, suas escolhas, e por mais que lamente, há que saber respeitar que nem todas são como eu, uma solteira bem-resolvida, que, enquanto espera por um amor a que valha a pena entregar-se, vai desfrutando da sua condição amorosa com orgulho, dignidade e gratidão.

Aquele abraço amigo de sempre!

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30
Jan21

Hoje há live no meu Instagram

por Sara Sarowsky

FF0BC00E-E2C7-4604-8064-9472BD7B19C9.jpegOra viva! ✌️ 

O tempo hoje está escorregadio (literalmente, falando 😉), pelo que só passei para dizer-te três coisas. A primeira é que a live de quinta-feira, em O Lado Negro da Força, foi épica, a melhor de sempre (palavras de alguns intranautas, não minhas). O que eu posso dizer é que foram as quatro horas mais divertidas de há muito tempo. Num dia que estejas aborrecida até ao tutano, clica neste link e assiste à minha performance. Aposto que vais-te animar na hora.

A segunda coisa que te queria dizer é que hoje, a partir das 22 horas, estarei numa nova live, desta vez promovida por mim. Com a ajuda da psicóloga Kátia Marques, vou tentar confirmar se é verdade que as mulheres bem-resolvidas têm menos sorte no amor. Não percas, que será uma conversa descontraída e esclarecedora, sem filtros, tabus ou papas na língua, em que qualquer pessoa poderá intervir (se assim o desejar, claro!). Conto contigo!

O terceiro motivo que aqui me trouxe hoje é lembrar-te da live de amanhã com a happiness coach Raquel Godinho, na qual eu, na qualidade de convidada, vou abordar o impacto do confinamento na felicidade dos solteiros em Portugal. Temos reservado um desafio, pelo que só terás a ganhar participando. Anota aí, este domingo (31 de janeiro), às 18 horas, no instagram @nitidamente.pt.

Por hoje é tudo. Estarei de volta na segunda-feira, para mais uma conversa amiga. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de uma bom fim de semana. Hasta luego baby!

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13
Jan21

Eu escolho ser feliz

por Sara Sarowsky

FC9CA6AD-0257-4798-A58E-88C3BD922835.jpegOra viva! 👋

Esta semana, numa audiência improvisada com a autoridade máxima do meu trabalho, na qual fui desejar bom ano, ouvi dizer que pareço ser uma mulher feliz. A minha resposta, automática, foi: "Porque não haveria de ser feliz? Sou saudável, tenho as minhas faculdades mentais e cognitivas na máxima força, não devo nada a ninguém... Sim, sou feliz, e por isso faço todo o santo dia!" De volto, recebo um: "Há pessoas que têm tudo e não são felizes e tu não tens praticamente nada e és feliz!" De facto, não tenho muito, mas quero tanto tudo o que tenho, que só posso sentir-me orgulhosa e realizada, logo feliz.

A minha vida não é perfeita. De quem é? Tenho ainda tanto a fazer, a batalhar, a conquistar. Dou-te um exemplo: a coisa que eu mais desejo neste momento é morar sozinha. Mais do que o amor, mais do que o sucesso, mais do que tudo na vida. Estou a caminhar a passos largos para a idade do ouro e sinto que se não tomar uma providência a ela vou chegar na situação em que me encontro atualmente: a dividir casa com pitas com idade para serem minhas filhas. De residir no coração da cidade não abro eu mão, toda a minha vida emigrada passei-a aqui. Sem querer desmerecer ninguém, sei, com toda a certeza, que não seria feliz vivendo fora de Lisboa. Cresci numa casa localizada na rua mais comercial do meu país-natal, a avenida Cidade de Lisboa, pelo que estou habituada a ter tudo à mão e a deslocar-me com facilidade, sem falar que gosto do buliço cosmopolita. Tenho plena consciência de que, a não ser que acerte no euromilhões, só um milagre permitir me ia concretizar este desejo, daí ter tomado a decisão de tentar a sorte em outras paragens.

Horas depois da conversa com o presidente da minha instituição, ao refletir sobre a mesma, apercebi-me que, de facto, sou feliz; mais, que essa felicidade está longe de estar relacionada com coisas materiais (até porque essas não as tenho). Ela tem a ver com a paz de espírito que alcancei nos últimos anos. É por isso que comecei por intitular esta crónica de "Desabituei-me a estar infeliz", só que a meio da redação acabei por alterar para algo mais taxativo como "Eu escolho ser feliz".

Não penses que faço parte do clube "Irritantemente Feliz", em que os membros andam sempre com os dentes arreganhados, acham que a vida é um mar de rosas ou pensam que as pessoas são todas boazinhas... Nada disso! 
Sou daquele tipo de pessoa que, ao longo de um caminho duro, penoso mesmo, foi descobrindo o que lhe fazia bem, o que acrescentava valor à sua existência, o que a deixava em paz consigo e com o que a rodeia, o que a faz ser fiel à sua essência, o que a faz estar conectada com o divino que nela habita. É esse o tipo de pessoa que eu sou, sem prejuízo da sua situação profissional, do seu saldo bancário, da sua vida amorosa ou das suas relações familiares. Eu escolhi ser e estar feliz. Se  eu consegui conquistar esta felicidade, acredito que qualquer um também pode.

A minha vida nunca conheceu facilidades. O sofrimento, a dor, a tristeza, a desesperança e a amargura foram presenças constantes ao longo da infância e da adolescência. Até deixar o ninho, com quase 20 anos, a violência (em todas as suas valências) foi o meu pão-nosso-de-cada-dia. Mais dolorosa do que a física, é a violência psicológica, em que te ouves constantemente que não vales nada, que nunca serás alguém na vida, que ninguém te quer; esse tipo de coisas que só quem teve um parente abusivo é capaz de entender.

Apesar de sempre ter tido um espírito guerrilheiro, aquilo que ouvimos no seio da nossa própria família, vindo de quem tem a obrigação de nos amar e proteger, fica tatuado na nossa alma. É difícil esquecer, quase impossível banir da memória. Aos poucos, com o passar dos anos e a maturidade a mostrar que a vida é como é, vamos abrindo o coração, deixando esvair a dor. Só assim é possível a cura, só assim é possível uma existência mais harmoniosa, mais amorosa, mais feliz.

Eu não quero ser infeliz, então eu escolho não ser infeliz. Simples assim? Nem por isso! Esta postura exige muita persistência e uma resiliência mental brutal. Aqui entra o coaching levado a cabo pela minha guru do bem, a Isabel Soares dos Santos. A terapia espiritual por ela perpetrada ensinou-me a por a mente a trabalhar a meu favor, a favor da minha felicidade. Pela sua via, compreendi o poder do perdão, a magia de nos aceitarmos como somos, a dádiva que a vida é. Pela sua via, descobri em mim uma força que jamais imaginei possuir e uma inabalável determinação em ser feliz. Pela sua via, aceitei que sou o que sou, sem pudor, sem culpa, sem desculpa. Pela sua via, assumi que quero ser feliz, que mereço ser feliz, que preciso ser feliz.

Por hoje é tudo, voltarei na sexta. Até lá, aquele abraço amigo de sempre!

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09
Dez20

fashion-2605023_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Empenhada na "campanha eleitoral" com vista ao terceiro mandato como o melhor de Portugal na categoria Sexo e Diário Íntimo, proponho para hoje mais uma abordagem sobre o tema central deste blog: a solteirice, com especial ênfase no facto de uma pessoa solteira não ser (necessariamente) uma pessoa infeliz.

A crença de que o solteiro, sobretudo se for do sexo feminino, é uma criatura amargurada e/ou ressentida, no fundo infeliz, é tão antiquada quanto desadequada. Existem, e não são poucas, pessoas desemparelhadas que estão perfeitamente à vontade com a sua condição amorosa. Assim como existem emparelhados felizes, existem solteiros felizes. Pelos caracteres deste blog, tenho um orgulho imenso em contribuir para desequilibrar essa balança em favor da felicidade a solo.

Ser solteira é uma condição que, na maioria dos casos, sequer depende inteiramente do nosso querer. Agora ser solteira infeliz só depende da vocação/opção de cada uma. No meu caso, assumo que é uma situação que é-me deveras confortável, não só por gostar de ser dona e senhora do meu destino, mas também por ter a plena consciência de que só é possível ser feliz a dois se souber ser feliz a um. Toda e qualquer fórmula, e forma, de felicidade começa e acaba num único ingrediente: amor próprio. Sem isso, não tem como ser feliz na companhia de outro alguém, menos ainda fazer esse outro alguém feliz.

É certo que uma atuação au pair tem as suas vantagens (oh se tem!). Contudo, a atuação a solo também tem, com o diferencial de o palco ser todo nosso, sem necessidade de termos que dividir o protagonismo. Single mine, se estás solteira (por opção própria ou alheia, isso é lá contigo), lembra-te destas minhas palavras e, ao invés de lamentares a falta de um par, celebra a tua abundância de liberdade: liberdade para ser feliz, liberdade para ser gostosa, liberdade para ser poderosa.

Aquele abraço amigo de sempre e não te esqueças de votar para os Blogzillas do Ano!

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