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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️ 

Aqui no AS o fim de semana arranca já esta noite, com um girls talking sobre o caminho para a felicidade. Sei que tenho andado desleixada em relação ao Saturday Single Spot, à qual dediquei-me com tanto empenho no ano passado, mas do qual ando negligente há já alguns meses.

O motivo prende-se tão somente com a dificuldade em fechar uma agenda com convidados interessantes. O estar a batalhar em várias frentes ao mesmo tempo pouco ajuda na dinamização do meu ciclo de lives. Fica a promessa de esforçar-me mais ainda para a retoma da nossa dinâmica de sábado à noite, mais não seja por se tratar de uma excelente oportunidade de interagir contigo em direto, dando-te assim tempo de antena para expores os teus pontos de vista em tempo real.

Dizia eu que esta noite vai ter conversa de gajas no Instagram, entre mim e uma conterrânea minha (entenda-se cabo-verdiana), Liliana Monteiro, que muito terá para partilhar sobre temas como crescimento, amor, aceitação, felicidade, superação. 

Massagista terapêutica intuitiva, autora da página CCAA - Consciência, Crescimento, Aceitação, Amor, mãe de dois rapazes e aprendiz da vida, a Liliana abraçou a missão de partilhar reflexões sobre a humanidade, os desafios e a construção de uma nova via, mais consciente e amorosa, com base na sua jornada pessoal e informações/reflexões de pessoas/organizações que a inspiram.


Por aquilo que conheço da sua história de vida e pelo caminho que vem trilhando, estou em condições de garantir que vai ser uma conversa poderosa, da qual podemos tirar uma grande lição de vida. Não percas, esta noite, às 22 horas 🇵🇹 (21 em Cabo Verde 🇨🇻), no @sara_sarowsky.

Aquele abraço amigo e até logo!

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F0BB1508-C046-4D67-AFAC-BBF68EED5A0C.jpegOra viva! 💫

A pedido de vários seguidores, e tendo em conta que esta altura do ano é propícia à adoção de novos - e saudáveis - hábitos de vida, republico este post datado de 30 de dezembro de 2016, fez agora cinco anos.

No último dia útil do ano, para mais uma sexta-feira, escolhi como tema deste artigo o caminho da felicidade, mais concretamente alguns hábitos que a psicologia associa a este estado de espírito, o objetivo primeiro e último da condição humana.

De acordo com inúmeras pesquisas, citadas pelo Insider, certas atividades – algumas delas básicas e rotineiras – parecem ter a capacidade de aumentar o humor, em primeira instância, a saúde, em segunda, e a felicidade, em última.

Duvidas? Confere só esta lista:

1. Fazer uma caminhada ou mirar estrelas.

2. Anotar três coisas que nos fazem sentir bem, de forma a impulsionar esses desejos e transformar o que está escrito em realidade.

3. Ir para a Suíça, eleito o destino mais feliz do mundo em 2015.

4. Ingerir cafeína (sem exagero, claro).

5. Meditar e descobrir os benefícios da paz e do silêncio.

6. Ler uma história de aventura.

7. Sair da nossa zona de conforto e experimentar coisas novas.

8. Desfrutar do ar livre.

9. Realizar tarefas que fazem sentir feliz, mesmo quando não estamos.

10. Participar em atividades culturais.

11. Ouvir música triste, atividade associada ao aumento da felicidade (a chamada musicoterapia).

12. Definir metas e objetivos realistas para a nossa vida.

13. Apontar todos os nossos sentimentos, ótimo para esclarecer os pensamentos, resolver problemas de forma mais eficiente e aliviar o stress.

14. Gastar dinheiro com os outros e não só connosco.

15. Ser voluntário e ajudar os outros.

16. Arranjar algum tempo para estar com os amigos.

17. Sorrir.

18. Perdoar.

19. Ser íntimo.

20. Ser otimista e realista.

21. Sujar as mãos, já que parece que respirar odores estranhos pode elevar o nosso espírito.

22. Desfrutar de uma refeição na praia.

23. Fazer exercício.

24. Trabalhar a nossa habilidade favorita.

25. O mais importante: ser paciente, já que a felicidade tem tendência a crescer com a idade.

Não poderia estar mais de acordo com esta abordagem dos profissionais da mente. Não se diz por aí que a felicidade está nas pequenas coisas? Uma dose de felicidade inspirada numa noite estrelada, meia dose arrancada a suor de uma aula de zumba, dose e meia vinda do voluntariado, duas doses oriundas de uma bela noite de amor, outra dose de uma viagem à Suiça... e teremos uma quantidade suficiente de felicidade para sermos melhores pessoas, amigos, amores, colegas e cidadãos.

Beijo no ombro e bom fim de semana!

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29
Nov21

Despertar a alma é preciso

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

A escassas horas do meu aniversário, e com vários preparativos da festa para agilizar, sinto que é o momento ideal para falar-te da alma, assunto para a qual a maior parte dos mortais não está desperta; e ao que tudo indica, não faz questão de estar.

Com o rebentar da pandemia cheguei a acreditar que a mudança de atitude seria uma realidade. Só que com o passar dos meses, tudo leva a crer que não, já que as boas resoluções e os bons sentimentos que reinaram durante a sua fase mais crítica parecem ter-se refugiado nos recantos da memória coletiva.

Não é novidade para ninguém que, de há uns bons tempos para cá, a espiritualidade é presença constante no meu quotidiano. Foi através dela que consegui descobrir que a vida pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo das energias que soubermos ativar. Foi também através dela que encontrei respostas para questões que desde a mais tenra idade me inquietaram e que - por não encontrá-las no plano material - despoletavam revolta e frustração.

No plano imaterial, para lá do visível aos olhos, sintonizei a linguagem do amor, da gratidão, da compaixão, da verdadeira essência divina. Os últimos dois anos foram duros, provavelmente, os mais exigentes da história moderna. Aqueles que sobreviveram - física, emocional e espiritualmente - vão ter ainda pela frente bastante turbulência. E, por mais que desejássemos acreditar que sim, o pior ainda não passou, motivo pelo qual a conselheira espiritual deste blog, a Isabel Soares dos Santos, aconselha a que devemos estar preparados para o que aí vem.

Percebes agora porque é tão importante investirmos à séria no nosso bem-estar espiritual? Despertar a alma implica uma profunda autoavaliação sobre tópicos como autoconsciência, relações, trabalho, papel na sociedade e missão de vida. Questões como: estou feliz, faz sentido fazer alguma mudança na minha vida ou o que é isso de trocar o errado pelo certo tornam-se ensurdecedoramente presentes na mente. Nesse momento não há volta a dar, é a consciência a despertar-se, e quando ela faz-se presente, duas opções temos nós: prestar atenção e avançar para o despertar da alma ou enterrar a cabeça na areia e continuar a fazer de conta que nada se passa.

É da natureza humana temer o desconhecido, motivo pelo qual tanta gente não se atreve a dar o primeiro passo rumo a esse despertar. Para complicar ainda mais o processo, a sociedade não nos incentiva a investir em questões espirituais, bem pelo contrário. Ainda assim, para quem anda em busca de uma felicidade mais sustentável, o esforço vale a pena. Vai por mim, meu bem. Caso precises de alguma orientação nesse sentido, aqui estarei para ajudar-te no que for possível.

Aquele abraço amigo de sempre!

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Viva! 👋

Hoje resgato da memória deste blog (mais) um artigo que atesta que, no que toca à solteirice, as mulheres são mais felizes do que os homens. Datada de 17.11.17, a publicação faz referências às conclusões de um estudo (recente, na altura) sobre relações amorosas, o qual deu que falar, não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das discípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras, elas são mais felizes do que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

Ilações da autora desta crónica

Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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15
Nov21

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Viva! ✌️ 

O fim de semana teve o sabor de tempos idos, onde a paródia - música, dança, convívio e palhaçada - governava com maioria absoluta. A sabura (diversão) arrancou ainda na quinta-feira, com um concerto de música brasileira no adro da igreja de Santos-o-Velho. No dia seguinte, foi a vez de assistir ao concerto dos 25 anos de carreira da minha conterrânea Lura, que soube levar o Coliseu dos Recreios ao delírio, numa performance digna de uma diva.


Após o espetáculo, já o dia tinha trocado e com o estômago a refilar, dei comigo a visitar - pela primeira vez - o icónico Galeto para um prego no pão tardio (ou devo dizer, matutino), tal como nos tempos da faculdade. Uma vez saciada a fome, ainda houve tempo e genica para uma ida até ao B.Leza para aquele pezinho de dança que tão bem faz à alma.

A noite de sexta-feira foi de tal ordem intensa, que não fui capaz de reunir energia suficiente para ir ao ginásio, o meu ritual sagrado de todo sábado. Por isso, acabei no sofá a treinar para a maratona de filmes, naquela que é uma das minhas modalidades favoritas quando se trata de lazer. O grand finale do fim de semana deu-se ontem com o espetáculo de outra conterrânea, a Nancy Vieira, criola de voz doce, sorriso franco e coração generoso, que encantou os presentes no Museu do Oriente com uma atuação fenomenal.

Circunstâncias à parte, socializar é deveras importante para o bem-estar psíquico e emocional do ser humano. Estar com amigos, rever conhecidos e/ou travar conhecimento com estranhos é uma ótima forma de sentirmos que fazemos parte de um todo, que pertencemos a algo. Nestas últimas semanas, tive mais vida social do que nos últimos anos e nem posso imputar a totalidade da culpa à pandemia, pois antes dela chegar já a minha vida social andava em coma induzido. 

Neste mês do meu aniversário tem abundado motivos para celebrar. Posso dizer que se trata de um auspicioso indício do que será a entrada nos 4.4., o qual marcará o início de um novo ciclo na minha existência. Meu bem, espero que esta partilha te ajude a ver, com olhos de ver, que não precisamos de muito para ser feliz. Pré-disposição, boa vontade e companhia certa costumam ser quanto baste.

Despeço-me com o lembrete de que felicidade é um estado de espírito que devemos cultivar todo o santo dia, sob pena de não desfrutarmos do melhor da vida. 
Aquele abraço amigo e até quarta!

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62D4C2C5-87D4-452E-95DF-F313886C61EF.jpegOra viva! ✌️

Durante as próximas semanas vou estar dedicada a um projeto que me vai exigir dedicação total, motivo pelo qual temo que a disponibilidade e a criatividade que te tenho dedicado possam ficar comprometidas. De tudo farei para que não te ressintas disso, mas o facto é que voltar a dar expediente todos os dias úteis, das 9 às 18, terá, com toda a certeza, um significativo impacto na performance de qualquer mortal que labuta em mais do que uma frente, como é o meu caso.

Seja como for, tudo se faz quando a alma não é pequena e a determinação é grande. Ilustro o que acabei de dizer: comecei a escrever esta crónica às seis da manhã de uma segunda-feira, mas, por motivos óbvios, só agora consigo concluí-la. 😉 Além de ter que voltar a cumprir horário, coisa que não acontecia há seis meses, o meu despertar madrugador prende-se em parte com a inesperada constipação que adentrou pelo meu organismo há coisa de três dias. Como sou avessa a fármacos, o jeito é confiar no meu sistema imunitário e esperar que ele depressa neutralize o inimigo e volte à sua máxima força.

Introdução à parte, hoje quero falar de algo que acordou comigo no pensamento: alegria de viver, ou brio para desfrutar da vida, como lhe quiseres chamar. A maioria dos mortais que conheço ambiciona permanecer vivo por muito tempo, sem, contudo, atentar-se ao facto de que deve empregar mais vida nos dias ao invés de almejar mais dias na vida. Respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora não é viver, mas sim existir, ou vegetar nos casos mais críticos.

De forma a entenderes com exatidão o que quero dizer, vou partilhar contigo o caso de uma das minhas colegas de casa, a (des)inspiração para este desabafo. Com cerca de vinte e poucos anos (ou seja, na flor da mocidade), ela é a ilustração perfeita daquilo que chamo de vegetante, como descrevi no post Vivemos ou vegetamos
Se raramente o fazia antes de a pandemia rebentar, com a imposição do teletrabalho, a sua única aventura para lá do batente da porta de entrada é a ida dominical ao supermercado, para efeitos de abastecimento da despensa. Ou seja, há mais de ano e meio que ela não fica longe de casa por mais do que uma hora. E nem é por ter receio do covid, vê lá tu. É por, segundo palavras da própria, "não ter vontade de fazer nada".

Escuso dizer que uma pessoa com a minha forma de estar na vida é incapaz de atinar com tal postura existencial. Na idade dela, eu fazia precisamente o contrário, só queria estar na rua a desfrutar de tudo o que me fosse permitido, o máximo que pudesse. Ao que me consta não tem amigos, colegas de trabalho ou faculdade com que se relacionar. Só sai do quarto quando berram as necessidades fisiológicas, sempre de pijama e fones nos ouvidos, sua companhia inseparável durante cerca de 17 horas diárias. Tem estado a queixar-se da queda de cabelo. Pudera! Em tempo algum apanha sol, muito menos ar puro (acredites ou não, nem a janela do quarto abre... yep).

E antes que perguntes, não parece padecer de qualquer patologia psiquiátrica ou estética. É portadora de saúde, juventude, beleza, formação e saber estar. De namoro e essas coisas, tão essencial na sua faixa etária, nem me atrevo a levantar o véu, pois imagino que consegues tirar as tuas próprias conclusões. 
Esta jovem é, pois, o retrato falado do tipo de pessoa que vegeta: existe mas não vive.

Porque não ir à praia, não apanhar sol, não comer fora, não viajar, não sair para bater perna por aí, não ir ao cinema/teatro, não conviver, não arranjar-se, não praticar exercício físico, não 'sexar', não respirar ar puro ou não ter contacto com a natureza não é viver. 
Viver é desfrutar da nossa existência com vontade, alegria, gratidão, brio mesmo. É por isso que alerto todos à minha volta para a urgência de terem mais vida nos dias ao invés de mais dias na vida.

Por hoje é tudo, conto voltar aqui na quarta, se conseguir dar conta do recado. Beijo no ombro e brio na vida.

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04
Out21

As pseudofelizes (reprise)

por Sara Sarowsky

21914709_8A2sO.jpegViva! ✌️ 

Já que estamos numa onda de pseudo, resgato este artigo do ano passado sobre as mulheres que comem amargura e arrotam felicidade, com o único intuito de aparentar o que não são.
-----------------------------

Estes dias têm-me sido difícil dar-te atenção, não só por ter muito que fazer, mas sobretudo por estar a braços com sérios problemas laborais, problemas esses que vêm causando um desgaste emocional avassalador. A situação é de tal forma dramática que o despedimento parece-me ser a única maneira de me livrar do assédio moral com o qual venho debatendo há já um bom tempo. Sobre isso falarei numa altura em que não esteja tão reativa. O tempo é curto, já disse, mas será suficiente para falar-te das pseudofelizes, uma subespécie feminina que se carateriza por comer amargura e arrotar felicidade.

Atenção que nada tenho contra quem assuma uma atitude positiva perante a vida; pelo contrário, admiro com todo o meu ser as pessoas que, independentemente das rasteiras da vida, fazem questão de manter uma atitude otimista. Gente assim faz toda a diferença. As pseudofelizes não são felizes, nem tão pouco mais ou menos. Fazem é questão de mostrar aos outros que o são com o único propósito de se gabarem e causar inveja aos demais. É aqui que reside a diferença entre pessoas genuinamente felizes, independentemente de como a vida lhes trata, e as que fazem tudo para parecerem felizes apenas por uma questão de aparência e conveniência social. São essas que batizei de pseudofelizes.

Dou um exemplo: aquela colega ou conhecida que, sabendo-te solteira, não perde uma oportunidade para pregar que devias arranjar alguém, que não sabes o que estás a perder, que ela não se vê completamente feliz sem o seu "Tó Zé" Ora acontece que, na realidade, essa fulana não é respeitada, para não dizer maltratada, pelo seu gajo e, como se não bastasse, volta e meia, leva com um par de chifres. Esta é uma pseudofeliz, uma mulher emparelhada que se acha melhor do que qualquer desemparelhada pelo simples facto de ter um par de calças fixo na sua vida, mesmo que isso implique estar num relacionamento miserável.

Portanto, solteira minha, não invejes relações alheias. Lembra-te que as aparências enganam e que existe um mar de mulheres "não solteiras" cujo grau de infelicidade não chega aos pés da mais solitária das desemparelhadas.

Aquele abraço amigo de sempre!

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22
Set21

naom_6107f0f2218b3.jpegOra viva! ✌️ 

Dado que este jamais se esgota, nem perde a atualidade, proponho que hoje retomemos o tema da felicidade, o valor mais precioso para nós humanos, ao ponto de passarmos a vida inteira à sua procura. Assim, versará esta crónica sobre como estimulá-la, com dicas práticas sobre como atuam a dopamina, a oxitocina, a serotonina e as endorfinas, as suas quatro principais hormonas, responsáveis por sensações e sentimentos como prazer, união, motivação e até amor.

Antes de avançar, acho por bem esclarecer que as hormonas são produtos químicos produzidos por várias glândulas que enviam mensagens para todo o corpo humano, estando envolvidas em muitos processos essenciais, como o crescimento, o metabolismo, a reprodução, a frequência cardíaca, a digestão, o humor e os sentimentos. Como tal, entender como essas substâncias funcionam no corpo e no cérebro permite-nos sermos agentes ativos na melhoria do nosso índice de bem-estar físico e emocional. E quem não gostaria de um pouco mais de saúde e felicidade, não é mesmo?

As hormonas da felicidade são segregadas em resposta a fatores como ambiente, relacionamentos, dieta ou exercício físico, o que significa que podemos influenciá-las através de atividades quotidianas. As linhas que se seguem dir te ão como.

Dopamina
Esta prazerosa hormona é a grande responsável pela motivação e pela concentração. É a chave para o sistema de recompensa do cérebro, fazendo-nos sentir felizes, ao mesmo tempo que nos mantém alerta. Exemplos de coisas que podes fazer para estimular a dopamina: completar uma tarefa, atividades de autocuidado, comer, ‘sexar’, perseguir um objetivo, ouvir música ou aprender algo novo.

Oxitocina
A oxitocina é uma hormona de bem-estar essencial para promover o vínculo, a confiança e o amor. Ela regula a resposta ao stress, estando associada à generosidade e desempenhando um papel importante nos relacionamentos interpessoais. Brincar com um bebé ou um cão, andar de mãos dadas, abraçar, fazer um elogio, receber uma massagem e mostrar afeto são alguns exemplos de como podes aumentar os teus níveis de oxitocina.

Serotonina
É a mais calma destas quatro hormonas, estando relacionada com o bem-estar e a felicidade a longo prazo. É um estabilizador de humor essencial, que ajuda a regular a digestão, a função cerebral e o ritmo circadiano. Podes avivar essa hormona com uma dieta saudável, meditação, andar na natureza, apanhar sol, praticar exercício físico ou passar tempo com amigos próximos.

Endorfinas
As endorfinas, o analgésico natural do nosso organismo, está relacionado com o alívio. Stress, desconforto e dor são combatidos por essa hormona da felicidade, que inibe a transmissão dos sinais de dor no sistema nervoso central. O riso, uma corrida ou exercício de alta intensidade, comer chocolate negro, criar música ou arte ou duche frio são apenas algumas das práticas capazes de ativá-las.

Como pudeste ler, a felicidade está ao alcance de umas quantas hormonas, condicionadas pelo nosso comportamento, daí que não me canse de relembrar que a felicidade é um ativo demasiado valioso para ser hipotecada ou terceirizada. A minha palavra de ordem para ti neste dia, e em todos os outros, é esta: ser feliz (do jeitinho que dá para ser).


Aquele abraço amigo e até sexta!

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19
Jul21

eye-2274884_1280.jpgOra viva! ✌️ 

Após ter-me baldado na sexta-feira, eis-me aqui pronta para mais um papo amigo, desta vez dedicado ao arrependimento, definido pelo dicionário Priberam como o verbo que traduz o sentimento de "lamentar ou ter pena por alguma coisa feita ou dita ou não feita ou não dita." Ensinou-me a vida que mais vale arrepender-me do que fiz (mesmo que não tenha dado certo) do que arrepender-me do que não fiz, pois o não fazer implica que deixei de viver algo.

Sabendo bem que o arrependimento é uma emoção dolorosa, ainda que lhe reconheça a sua utilidade, permite-me partilhar contigo cinco dos arrependimentos mais comuns, de acordo com o especialista Adrian R. Camilleri, num artigo para o Psychology Today. De acordo com este psicólogo, "refletir sobre os arrependimentos mais duradouros é importante, porque eles geralmente remetem a grandes decisões na vida"

“Cada um de nós tem controlo sobre essas decisões – portanto, podemos potencialmente evitar os piores arrependimentos ao termos um plano”, considera ele. Assim, com base na sua experiência, identifica uns quantos arrependimentos-chave que as pessoas tendem a ter quando olham em retrospetiva para as escolhas que fizeram. São eles:

Gostava de ter vivido a vida fiel a mim mesma, e não a vida que os outros esperavam de mim
Seguir religiosamente as normas às custas das próprias emoções, sonhos, paixões e expectativas terá como desfecho a deceção e a amargura.

Gostava de não ter trabalhado tanto
O tempo não é reembolsável, portanto, se o gastares quase todo a trabalhar, não poderás usá-lo para fazer coisas mais significativas, e bem mais prazerosas, convenhamos.

Gostava de ter tido coragem para expressar os meus sentimentos
Seres aberta e honesta sobre os teus pensamentos e sentimentos é única forma de criares laços genuínos com as outras pessoas.

Gostava de ter mantido contacto com os meus amigos 
É desanimador estares desconectada daqueles que realmente te estimam, entendem e aceitam tal como és. 

Gostava de ter-me permitido ser mais feliz
As expectativas e opiniões dos outros não devem impedir-te de ser feliz, de seres fiel à sua verdadeira essência. Além disso, a felicidade pode ser encontrada na jornada, não apenas no destino, ao qual muitas vezes nunca chegamos.

Como pudeste ler, deixar de ser ou fazer aquilo que nos dita a voz do coração é uma postura que conduz fatalmente a arrependimentos, os quais dificilmente conseguimos resgatar, por mais que assim o desejemos. Por isso, o meu conselho para esta semana que hoje arranca é que (re)penses bem as tuas prioridades e tentes viver a tua vida como queres e não como deves. Capice?

Aquele abraço amigo e até quarta!

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12
Jul21

girl-2573111_1920.jpgOra viva! 🍀

Um papo domingueiro com uma amiga adorável, e adorada, inspirou-me a escrever esta crónica, dedicada ao mudar de vida, mais concretamente ao momento ideal para o fazermos. Antes de adentrar pelo assunto, abro um parêntesis para fazer uma atualização do meu quadro clínico: há quatro dias que não tenho qualquer sintoma e deverei ter alta depois de amanhã. Escuso descrever o alívio e a gratidão que me assolam, afinal consegui sair ilesa de mais esta provação da vida.

Quanto ao tema de hoje, trouxe um artigo da executive & life coach Mafalda Almeida, que retrata na perfeição aquilo que vai na alma de quem se encontra num momento de viragem da sua vida, como é o meu caso, em que vou abraçar uma mudança radical.


Dedico esta crónica a todas as pessoas que acreditam que existe uma idade limite para seguirem os seus sonhos, para mudarem de vida e seguirem a voz do coração. Esta é uma crença na qual muita gente decide acreditar, e cuja “desconstrução” poderá ser realizada com as ferramentas certas (coaching e mentoria, por exemplo).

Conheço pessoalmente casos de clientes minhas que se agarram com “unhas e dentes” ao vício do ordenado ao final do mês, optando por viverem infelizes o resto das suas vidas, em nome do medo do incerto, em nome dos encargos financeiros e morais, em nome de uma vida que foram construindo e que agora simplesmente está a deixar de fazer sentido.

Sei que é possível mudar, porque eu mesma sou prova disso, e também sei que todas somos capazes de o fazer. Não me estou a referir somente ao âmbito profissional, como certamente já entendeu. Refiro-me a tudo. Conheço pessoas que criaram condições para realmente e finalmente serem felizes, e viverem de acordo com aquilo que lhes faz sentido. E essas pessoas são de todas as idades, de todos os níveis sociais. Ter a oportunidade de as acompanhar, é uma enorme honra, acredite.

Refiro-me a pessoas que colocam alguma situação ou circunstância em causa, em determinada altura da vida, e entram em ação, porque essa circunstância está a tornar-se demasiado incómoda. Tão incómoda que chega a começar a “doer”, como dizemos em desenvolvimento pessoal.

A boa notícia é que não é preciso chegar ao ponto de “dor” para se criar a mudança nas nossas vidas. Basta querer (parece simples, mas eu sei que não é, acredite). Deseja considerar algumas sugestões? Aqui estão elas:

1. Defina para onde deseja ir, e depois disso trace uma estratégia para lá chegar. Essa estratégia deverá envolver todos os recursos de que necessita: Tempo, pessoas, dinheiro, vontade, aprendizagens novas… Do que necessita para que a mudança aconteça? Quando é que considera obter estes recursos? O que vai fazer para os conseguir?

2. Recorde a premissa: se queremos resultados diferentes, devemos fazer as coisas de forma diferente. E… devemos também tomar decisões. Muitas vezes as decisões passam por “deixar algo cair” na nossa vida, principalmente aquilo que não nos está a ajudar a caminhar em frente e que por isso também não nos vai ajudar na mudança que desejamos alcançar.

3. Dê pequenos passos de cada vez, e celebre cada pequena conquista. Em qualquer idade ou circunstância, a celebração é fundamental, no sentido de reforçar o nosso “músculo da coragem” e a nossa confiança.

4. Esteja em constante movimento e aprendizagem. Não existe idade limite para aprendermos, certo?

5. Tenha sempre presente na sua mente que a idade não é um impedimento para nada. Pode sim estar implementada em si como uma crença que está a limitar a sua entrada em ação ou tomada de decisão. Conheço empreendedores jovens que construíram empresas milionárias, tal como conheço pessoas com 50 anos que mudaram completamente o seu contexto profissional e/ou pessoal. Basta querer, e entrar em ação, seguindo sempre o nosso coração, as nossas bases, os nossos valores.

Sabe de uma coisa? A capacidade é um estado de espírito. Fica o desafio! Se existe algo na sua vida que deseje mudar, porque não? Estou por aqui, obrigada pela confiança!

Da minha parte, só tenho a acrescentar o seguinte: a mudança aó assusta até à tomada de decisão. Para o caso de dúvidas persistentes, esta canção dos Humanos vai falar diretamente ao teu coração e ajudar-te no processo. 

Boa semana!

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