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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! ✌️

Já que estamos numa de felicidade, e porque ela é sempre oportuna, para hoje propus-me a resgatar um artigo de há precisamente cinco anos, no qual faço uma distinção muito clara entre viver e existir.

Por estes dias, tenho duas "manamigas" que andam por demais precisadas de palavras de conforto, amizade e solidariedade, tamanho é o peso da dor que carregam nos seus ombros. A elas, mas também a todos aqueles que estejam a braços com alguma provação, dedico esta crónica, como forma de lhes transmitir alento e esperança.

Sei muito bem o quanto a vida pode ser dura, mas também sei a força de uma palavra amiga nos seus momentos mais conturbados. Não é à toa que dizem que alegria dividida é alegria a dobrar e tristeza dividida é meia tristeza.

As profundas mudanças que tenho estado a incrementar na minha vida de há uns tempos a esta parte têm vindo a reforçar a minha crença – inabalável, diga-se de passagem – de que a vida vale a pena, no matter what.

Vale sim, ai vale vale! Contudo, só nos apercebemos disso quando nos dispomos a abraçá-la sem reservas; a encará-la nos olhos, sem baixar a cabeça; a levantarmo-nos sempre que ela nos passa uma rasteira e a continuar a caminhada, mesmo com os pés em carne viva.

Ela não é fácil; na verdade, nem é suposto ser. Tem vezes que achamos que não aguentamos tamanha carga e tem outras que sentimos que toda ela conspira a nosso desfavor. Quem nunca? Ainda assim, ela continua a merecer que não desistamos dela. Ainda assim, ela continua a merecer o benefício da dúvida, mais não seja para ficarmos a saber qual a sua próxima jogada.

Queridas amigas, façam-me o favor de não desistir da vida, porque ela não desistiu de vocês, por mais que vos dê a entender que sim. Ela está apenas a por-vos à prova, com o intuito de avaliar se, de facto, são dignas das graças que, com toda a certeza, vos estão reservadas.

Viver é preciso! Atenção que eu escrevi "viver" e não "existir". Viver é que nos move no caminho da felicidade. Existir é o que nos faz respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora. Existir é viver sem alento, sem alegria, sem brio, sem esperança, sem magia. Nos tempos atuais, a maioria das pessoas existe, ao invés de viver. Até pouco tempo atrás, também eu integrava esse lote. Hoje não! 

Hoje escolho só tomar como garantido o "aqui" e "agora". Hoje escolho desfrutar da vida como se não houvesse amanhã. Hoje escolho desapegar-me do que me possa vir a acontecer no futuro. Hoje escolho seguir a máxima "um dia de cada vez". Hoje escolho viver!

Hoje escolho ser feliz, do jeitinho que dá para ser. Sem ter tudo o que quero, mas querendo tudo o que tenho. Porque eu quero, porque eu posso, porque eu mereço e porque a vida só faz sentido se for para ser assim.

Noite feliz e até à próxima!

Meu bem, o meu desejo é que saibas fazer da tua vida uma vivência e não uma mera existência. Que neste semana Santa, a felicidade esteja com aqueles que mais precisarem. Hasta!

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08
Abr22

CA3A0FE3-181A-46CD-86AB-ED58923C9087.jpegOra viva! ✌️ 

Sexta-feira costuma ser o dia mais ansiado da semana, logo, um dos mais felizes, senão o mais feliz. Pelo menos assim é para aqueles que trabalham ou estudam apenas nos dias úteis. Ciente disso, hoje vou falar-te da prática regular da felicidade, o tema ideal para este dia, aquele em que nos despedimos dos deveres semanais e abraçamos o fim de semana.

A felicidade é um estado de espírito e, como tal, pode ser treinada, de preferência com uma periodicidade diária. Claro que existem dias e dias, alguns tão duros que vamos parar ao chão. E é justamente nessa altura que a sua boa forma física é posta à prova.

Quem está em forma, levanta-se num ápice, ávido por nova ronda de exercícios. Consciente e convicto de que aprendeu a lição, não se deixará apanhar pela mesma rasteira duas vezes.

Quem está assim-assim, deixa-se ficar no tatami, aproveita a estada lá em baixo para recuperar o fôlego, enquanto vai vendo as coisas de uma perspectiva diferente. Quando sentir que é o momento certo, levanta-se e continua o treino, cansado, contudo, focado na meta.

Quem não está em forma, ou seja quem optou por deixar-se ficar no sofá da vida, no chão permanecerá, a lamentar-se e a queixar-se do cansaço, das dores, da dureza do treino, do personal trainer, dos equipamentos, do barulho e por aí fora...

Dá trabalho manter a felicidade em forma? Oh se dá! Afinal, ela exige energia, tempo, disciplina, paciência, foco, humildade, motivação, resiliência, persistência, resistência, força de vontade e compromisso. Só quem é aficionado pela prática regular de exercício físico saberá entender na perfeição o que quero dizer.

Àqueles que ainda não experimentaram semelhante atitude, só tenho a dizer o seguinte: começa por aprender a gostar e a cuidar de ti e, principalmente, a só gostar e cuidar de quem gosta e cuida de ti. Depois disso, estarás pronto para ingressar numa Academia da Felicidade ao pé de ti. Uma vez que lhe apanhas o gosto, não quererás saber de outra coisa, já que a boa forma feliz é incrivelmente aditiva.

Por hoje fico por aqui. Tenho um músculo da costela atrofiado, motivo pelo qual estou cheia de dores. Ontem, quase que me dirigi ao hospital, mas lá controlei o pânico e aguentei bravamente a dor, tão intensa que estava a comprometer o normal funcionamento do aparelho respiratório. Esta manhã, acordei mais aliviada, mas o movimento levantar-sentar é uma tortura. Espirrar então...

Beijo no coração e até segunda! 💋

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Ora viva! ✌️ 

Um dos motivos na base do inexpressivo sucesso do meu trabalho (como blogger, cronista, autora e ativista) nas redes sociais prende-se com a incipiente exposição da minha vida pessoal. Mesmo ciente de que o talento (já) não é suficiente para se angariar uma legião de fãs, continuo de todo reticente em explorar a minha intimidade em nome de "likes", não obstante partilhar grande parte dela nos meus escritos.

Uma hora ou outra, baixa em mim o espírito "Kardashian" e lá publico um ou outro conteúdo mais íntimo, apenas porque me deu na real gana e não porque conto aumentar o número de seguidores ou gerar burburinho. Faço questão de angariar admiradores pela excelência e coerência do que faço e não por outra coisa qualquer.

Atenção, não estou a criticar quem adota outra postura, apenas a deixar bem claro que a minha recusa em postar "caras, bocas e carnes" prende-se com o facto de não me identificar de todo com esse tipo de exposição, por mais que reconheça a sua eficácia na conquista de likes, logo na hipótese de se ganhar dinheiro com publicações pagas. 

Ainda em relação à exposição da minha vida privada, mais fácil é eu partilhar o que de mau me acontece do que o contrário. As frustrações, amarguras e provações divido-as com quem estiver à mão, já que "tristeza dividida é meia tristeza". No que toca à felicidade, apesar de se apregoar que "alegria dividida é alegria a dobrar", a minha postura é precisamente inversa. Há muito que aprendi que estarmos bem incomoda muita gente, inclusive pessoas bem próximas de nós. 

Há muito que a sabedoria popular alertou para não gritarmos a nossa felicidade, já que a inveja tem sono leve. É neste sentido que hoje quero partilhar contigo um texto datado de outubro de 2016, e cujo tema, volvidos mais de cinco anos da sua publicação no site Já Foste, continua surpreendentemente atual: a inveja que a nossa felicidade pode despoletar nos outros. 

Visto que o referido site não permite o copy-paste dos seus conteúdos, este link dar te á acesso ao post Quanto menos pessoas souberem, mais feliz tu serás, da autoria de Marcel Camargo, através do qual fica claro que sermos discretos em relação à nossa felicidade é a postura mais adequada para preservarmos a nossa sanidade emocional e espiritual.

Meu bem, despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e um "até quarta"!

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21
Mar22

Primavera rima com felicidade

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

Excecionalmente, escrevo-te num domingo, ainda que só vás ter acesso a esta crónica no dia seguinte, o primeiro dos nossos três encontros semanais. O ter aberto mão do meu day off para vir aqui prende-se com o facto de neste preciso dia assinalar-se duas efemérides muy significativas para os habitantes do hemisfério norte: o início do equinócio da primavera e o Dia Mundial da Felicidade.

Esta segunda-feira terei um compromisso a meio do dia, motivo pelo qual fica ela agendada de véspera, já que é sua missão inundar-te de energia positiva, contribuindo, deste modo, para elevar o teu índice de felicidade.

Como a inspiração ao domingo é pura ilusão de ótica, vou fazer um mix de dois antigos posts: A primavera chegou, e com ela uma aura de felicidade, publicado a 20 de março de 2018 e Primavera rima com dias maiores, sorrisos quentes e corações felizes, publicado no mesmo dia do ano 2017.

Visto que estas duas celebrações partilham o mesmo espaço no calendário, porque não selar a sua união com a pergunta da praxe: "Primavera, aceitas a felicidade como tua legítima parceira, prometendo ser-lhe fiel, de dia e de noite, na luz e na escuridão, na residência e na rua, por todos os dias desta estação até que o verão vos separe?" 

Enquanto aguardamos pela resposta que se adivinha, aproveito para te dizer que a primeira está intimamente associada à segunda, na medida em que a primavera dá um poderoso contributo para o incremento e/ou melhoramento de vários comportamentos associados à felicidade. São eles: contacto com a natureza, prática do exercício físico, atividades outdoor, convívio social e exposição solar.

Mas afinal, o que é a felicidade e porque é que as Nações Unidos lhe consagraram, há nove anos, um dia específico? Embora ninguém - nem mesmo a ciência - consiga explicar com exatidão quais os mecanismos, os estados de espírito e os sentimentos que a desencadeiam ou descrevem, a verdade é que nenhum ser humano lhe é indiferente. Antes pelo contrário! É o que o move desde o dia em que nasce até ao dia em que exala o último suspiro.

A felicidade é tão cara, mas tão cara, que nem preço tem. Ainda que tantos façam de tudo para adquiri-la, mesmo que isso implique deixar o outro sem uma nesginha dela. Paradoxalmente, é tão barata, mas tão barata, que até a mais pobre das criaturas a ela tem acesso. Desde que esteja para aí virada, obviamente. Portanto, o dia 20 de março cumpre o propósito de chamar a atenção para a importância deste valioso ativo para o bem-estar da humanidade.

Existe, igualmente, uma relação direta entre a estação que agora arranca e a autoestima. Quiçá porque é nesta altura do ano que se fazem mais planos de emagrecimento, que se idealizam as férias e que se passa mais tempo fora de casa. Sem falar nas primeiras excursões à praia, no quente abraço do areal, no arranque da época bronzeal, nos finais de tarde nas esplanadas e nos cocktails nos rooftops. Tudo coisas que contribuem ativamente para a elevação do autoapreço, em primeira instância, e da felicidade, em última.

Dias mais longos, quentes e ensolarados fazem com que muitos se libertem do jugo da vulnerabilidade mental e espiritual. É na primavera que o índice de depressão costuma atingir os mínimos. Se a isso associarmos os dias iluminados, as tardes amenas, as árvores floridas, as relvas macias, os campos verdejantes, os pássaros tagarelas e as roupas coloridas, é caso para se dizer: "Primavera e felicidade, declaro-vos luz e vida, até que o verão vos separe!"

Bem-vinda sejas tu adorada! Estamos prontos para receber tudo de bom que tenhas para nos dar. Que sejam, igualmente, bem-vindos os dias mais felizes, as pessoas mais alegres, os sorrisos mais genuínos, as amizades mais sinceras, os corações mais amorosos e as almas mais iluminadas.

Uma feliz primavera aos habitantes da metade norte do globo terrestre e um abraço amigo a ti que acabaste de ler isto!

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21
Fev22

A arte do namoro

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Depois de um fim de semana excecional, que me permitiu um cheirinho da vida de outrora, em que saía de casa com a luz do sol e só regressava madrugada dentro, eis-me de volta para mais um papo amigo. Foram dois dias, sexta e sábado, de paródia improvisada, amigos improváveis, locais desconhecidos e momentos memoráveis, que resgataram em mim a fé de que os convívios sociais à moda antiga não estão relegados ao esquecimento.

Rebuscando nos meus rascunhos, encontrei umas notas sobre a arte de namorar, cuja data de escrita sequer recordo. O que é relevante é que elas agora são aproveitáveis para esta crónica, uma providencial ajuda num dia em que o tempo anda curto, com uma formação em sistemas de pagamento Stripe na agenda.

A mulher que quer namorar nos tempos atuais é uma guerreira num campo de batalha brutal. Umas guerreiras mais armadas do que outras, é certo, com as vitoriosas de um lado e as baixas de guerra do outro. No campo de batalha do namoro, às vezes, por cada guerreira que desiste há outra que aproveita essa chance para vencer.

Vejo, pois, o namoro como uma aptidão para treinar e aperfeiçoar. Treinar e aperfeiçoar a capacidade de resiliência, otimismo e perseverança. É, a busca do amor pode ser imprevisível, confusa, claramente desagradável. Mas há uma coisa que mantém as guerreiras em campo, mesmo as feridas: esperança. A esperança de haver alguém perfeito para ela. 

E a busca continua... enquanto isso as noites de sábado no sofá a devorar ficção romântica continua a ser a companhia favorita. A minha e a de muitas solteiras que fazem parte da comunidade celibatária.

Beijo no ombro e até quarta!

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04
Fev22

Escolhe ser feliz!

por Sara Sarowsky

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Ora viva! 🌷

Numa formação desde as dez da manhã, hoje só arranjo criatividade e energia para requentar um texto resgatado dos primóridos deste blog. Originalmente publicado a 5 de fevereiro de 2016, já lá vão seis anos, este recai sobre as escolhas que fazemos - ou não - rumo a uma existência mais feliz. Boa leitura, mais importante do que isso, boa reflexão sobre as escolhas que tens feito na tua vida.

Quantas e quantas vezes não desperdiçamos nós tempo, paciência, expectativas e emoções com coisas e pessoas que não contribuem em nada para a nossa felicidade. Verdade?

Porque merecemos ser felizes, hoje escrevo sobre algumas atitudes que, por minarem o nosso bem-estar físico, emocional e psíquico, urgem serem banidas do nosso dia a dia. Por ora lembro-me destas cinco, mas caso me venha à memória outras, conta com um novo artigo sobre o assunto.

Viver em função dos outros
Ser algo que não somos - nem é suposto sermos - é uma tarefa não só frustrante como cansativa. Aceitarmo-nos tal como somos e aprendermos a valorizar as nossas qualidades e a conviver com os defeitos é mais do que suficiente para estarmos em paz connosco e com os que nos rodeiam. E um dos maiores atestados de maturidade e amor-próprio. Das poucas vezes que tentei fintar a minha natureza, mascarando a minha essência, na tentativa inglória de agradar ou ser melhor aceite pelos outros, a coisa não correu bem. Pudera! Cada um é como é. Quem gosta, convive. Quem não gosta, dá meia volta e vai à sua vida.

Temer as mudanças
"Para melhor, muda-se sempre!", ainda que isso implique deixarmos a nossa zona de conforto e assumirmos riscos. Entre rejeitar ou abraçar a mudança, mais vale optar pela segunda, já que a primeira vai deixar a nossa vida estagnada, presa à rotina, impedindo-nos de saber o que isso poderia fazer à nossa vida. Não devemos ter medo de abraçar coisas, pessoas, trabalhos, projetos, desafios ou amores novos. O bom da novidade é que a probabilidade de sermos surpreendidos pela positiva é infinitamente maior.

Deixar-se levar pelas aparências
Julgar os outros, ainda que inconsciente e involuntariamente, é prática comum a quase todos nós, já que fomos formatados para seguirmos os rótulos pré-estabelecidos pela sociedade. Apesar de eu não sofrer desse mal (pelo contrário), estou ciente de que nem toda a gente consegue libertar-se desse espartilho. Se fores como eu, uma eterna inconformada, deves saber que o segredo para não se vergar àquilo que os outros consideram "socialmente desejável" consiste numa mente aberta, numa escuta ativa (vocábulo adquirido nas entrevistas para call centers) e em aprender a aceitar, ou pelo menos respeitar, a diferença.

Deixar-se levar pelo medo
Medo do desconhecido, medo de arriscar, medo de dar o próximo passo, medo de falhar, medo de ser criticado... Enfim… muitos de nós, deixamo-nos aprisionar por todos estes medos, ao ponto de nem sequer tentarmos (como sei disso). Dado que este, muitas vezes, é um estado psicológico, para seguirmos em frente só temos que libertar-nos dele. Por mais que nos custe!

Inventar desculpas
A desculpa, uma preciosa aliada em determinados momentos pode revelar-se um implacável inimigo noutros, impedindo-nos de partir à conquista de quem ou daquilo que desejamos. Nessa matéria sou uma pro, já que passei a minha vida toda a inventar desculpas para não correr atrás dos meus sonhos. Agora que esgotei todo o stock de desculpas, só me resta ir à luta e fazer por acontecer.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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Ora viva! ✌️ 

Aqui no AS o fim de semana arranca já esta noite, com um girls talking sobre o caminho para a felicidade. Sei que tenho andado desleixada em relação ao Saturday Single Spot, à qual dediquei-me com tanto empenho no ano passado, mas do qual ando negligente há já alguns meses.

O motivo prende-se tão somente com a dificuldade em fechar uma agenda com convidados interessantes. O estar a batalhar em várias frentes ao mesmo tempo pouco ajuda na dinamização do meu ciclo de lives. Fica a promessa de esforçar-me mais ainda para a retoma da nossa dinâmica de sábado à noite, mais não seja por se tratar de uma excelente oportunidade de interagir contigo em direto, dando-te assim tempo de antena para expores os teus pontos de vista em tempo real.

Dizia eu que esta noite vai ter conversa de gajas no Instagram, entre mim e uma conterrânea minha (entenda-se cabo-verdiana), Liliana Monteiro, que muito terá para partilhar sobre temas como crescimento, amor, aceitação, felicidade, superação. 

Massagista terapêutica intuitiva, autora da página CCAA - Consciência, Crescimento, Aceitação, Amor, mãe de dois rapazes e aprendiz da vida, a Liliana abraçou a missão de partilhar reflexões sobre a humanidade, os desafios e a construção de uma nova via, mais consciente e amorosa, com base na sua jornada pessoal e informações/reflexões de pessoas/organizações que a inspiram.


Por aquilo que conheço da sua história de vida e pelo caminho que vem trilhando, estou em condições de garantir que vai ser uma conversa poderosa, da qual podemos tirar uma grande lição de vida. Não percas, esta noite, às 22 horas 🇵🇹 (21 em Cabo Verde 🇨🇻), no @sara_sarowsky.

Aquele abraço amigo e até logo!

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F0BB1508-C046-4D67-AFAC-BBF68EED5A0C.jpegOra viva! 💫

A pedido de vários seguidores, e tendo em conta que esta altura do ano é propícia à adoção de novos - e saudáveis - hábitos de vida, republico este post datado de 30 de dezembro de 2016, fez agora cinco anos.

No último dia útil do ano, para mais uma sexta-feira, escolhi como tema deste artigo o caminho da felicidade, mais concretamente alguns hábitos que a psicologia associa a este estado de espírito, o objetivo primeiro e último da condição humana.

De acordo com inúmeras pesquisas, citadas pelo Insider, certas atividades – algumas delas básicas e rotineiras – parecem ter a capacidade de aumentar o humor, em primeira instância, a saúde, em segunda, e a felicidade, em última.

Duvidas? Confere só esta lista:

1. Fazer uma caminhada ou mirar estrelas.

2. Anotar três coisas que nos fazem sentir bem, de forma a impulsionar esses desejos e transformar o que está escrito em realidade.

3. Ir para a Suíça, eleito o destino mais feliz do mundo em 2015.

4. Ingerir cafeína (sem exagero, claro).

5. Meditar e descobrir os benefícios da paz e do silêncio.

6. Ler uma história de aventura.

7. Sair da nossa zona de conforto e experimentar coisas novas.

8. Desfrutar do ar livre.

9. Realizar tarefas que fazem sentir feliz, mesmo quando não estamos.

10. Participar em atividades culturais.

11. Ouvir música triste, atividade associada ao aumento da felicidade (a chamada musicoterapia).

12. Definir metas e objetivos realistas para a nossa vida.

13. Apontar todos os nossos sentimentos, ótimo para esclarecer os pensamentos, resolver problemas de forma mais eficiente e aliviar o stress.

14. Gastar dinheiro com os outros e não só connosco.

15. Ser voluntário e ajudar os outros.

16. Arranjar algum tempo para estar com os amigos.

17. Sorrir.

18. Perdoar.

19. Ser íntimo.

20. Ser otimista e realista.

21. Sujar as mãos, já que parece que respirar odores estranhos pode elevar o nosso espírito.

22. Desfrutar de uma refeição na praia.

23. Fazer exercício.

24. Trabalhar a nossa habilidade favorita.

25. O mais importante: ser paciente, já que a felicidade tem tendência a crescer com a idade.

Não poderia estar mais de acordo com esta abordagem dos profissionais da mente. Não se diz por aí que a felicidade está nas pequenas coisas? Uma dose de felicidade inspirada numa noite estrelada, meia dose arrancada a suor de uma aula de zumba, dose e meia vinda do voluntariado, duas doses oriundas de uma bela noite de amor, outra dose de uma viagem à Suiça... e teremos uma quantidade suficiente de felicidade para sermos melhores pessoas, amigos, amores, colegas e cidadãos.

Beijo no ombro e bom fim de semana!

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29
Nov21

Despertar a alma é preciso

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

A escassas horas do meu aniversário, e com vários preparativos da festa para agilizar, sinto que é o momento ideal para falar-te da alma, assunto para a qual a maior parte dos mortais não está desperta; e ao que tudo indica, não faz questão de estar.

Com o rebentar da pandemia cheguei a acreditar que a mudança de atitude seria uma realidade. Só que com o passar dos meses, tudo leva a crer que não, já que as boas resoluções e os bons sentimentos que reinaram durante a sua fase mais crítica parecem ter-se refugiado nos recantos da memória coletiva.

Não é novidade para ninguém que, de há uns bons tempos para cá, a espiritualidade é presença constante no meu quotidiano. Foi através dela que consegui descobrir que a vida pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo das energias que soubermos ativar. Foi também através dela que encontrei respostas para questões que desde a mais tenra idade me inquietaram e que - por não encontrá-las no plano material - despoletavam revolta e frustração.

No plano imaterial, para lá do visível aos olhos, sintonizei a linguagem do amor, da gratidão, da compaixão, da verdadeira essência divina. Os últimos dois anos foram duros, provavelmente, os mais exigentes da história moderna. Aqueles que sobreviveram - física, emocional e espiritualmente - vão ter ainda pela frente bastante turbulência. E, por mais que desejássemos acreditar que sim, o pior ainda não passou, motivo pelo qual a conselheira espiritual deste blog, a Isabel Soares dos Santos, aconselha a que devemos estar preparados para o que aí vem.

Percebes agora porque é tão importante investirmos à séria no nosso bem-estar espiritual? Despertar a alma implica uma profunda autoavaliação sobre tópicos como autoconsciência, relações, trabalho, papel na sociedade e missão de vida. Questões como: estou feliz, faz sentido fazer alguma mudança na minha vida ou o que é isso de trocar o errado pelo certo tornam-se ensurdecedoramente presentes na mente. Nesse momento não há volta a dar, é a consciência a despertar-se, e quando ela faz-se presente, duas opções temos nós: prestar atenção e avançar para o despertar da alma ou enterrar a cabeça na areia e continuar a fazer de conta que nada se passa.

É da natureza humana temer o desconhecido, motivo pelo qual tanta gente não se atreve a dar o primeiro passo rumo a esse despertar. Para complicar ainda mais o processo, a sociedade não nos incentiva a investir em questões espirituais, bem pelo contrário. Ainda assim, para quem anda em busca de uma felicidade mais sustentável, o esforço vale a pena. Vai por mim, meu bem. Caso precises de alguma orientação nesse sentido, aqui estarei para ajudar-te no que for possível.

Aquele abraço amigo de sempre!

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Viva! 👋

Hoje resgato da memória deste blog (mais) um artigo que atesta que, no que toca à solteirice, as mulheres são mais felizes do que os homens. Datada de 17.11.17, a publicação faz referências às conclusões de um estudo (recente, na altura) sobre relações amorosas, o qual deu que falar, não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das discípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras, elas são mais felizes do que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

Ilações da autora desta crónica

Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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