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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

29
Jun22

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Ora viva! ✌️ 

No outro dia contei-te da minha aventura em Peñíscola, naquela que foi uma escapadinha maravilhosa. Também contei que mais teria para relatar, até porque um post, por mais extenso que fosse, jamais seria suficiente para relatar tudo o que experienciei durante aquela semana na costa mediterrânica.

Vamos lá então às peripécias da viagem, ao longo da qual houve de tudo, desde casos de covid, agressão física, dedo entalado a match no Tinder. Ah pois é meu bem, com esta solteira aqui nunca há monotonia. Põe-te confortável que a viagem vai ser longa. E turbulenta, digo já.

O meu drama começou logo no terminal rodoviário de Sete Rios. Cheguei com a devida antecedência, cerca de 40 minutos, e instalei-me confortavelmente, com as pernas esticadas em cima do trolley, aguardando pacientemente a hora de embarcar. Apercebendo que o número de autocarro referido no bilhete, comprado dois dias antes, via internet, não correspondia ao afixado no painel, dirigi-me ao mototista mais à mão, a fim de assuntar o que se passava.

Incapaz de me ajudar a esclarecer a questão, aconselhou-me a recorrer ao balcão de informações. Uma vez lá, a funcionária de serviço comunicou-me que o meu bilhete era válido para uma viagem com a data de dois dias antes. Ou seja, na altura da compra, não selecionei a data pretendida, pelo que o sistema assumiu o dia da compra como o dia da viagem.

Como deves imaginar, não houve apelo ou cara transtornada que me valesse, tive mesmo que comprar um novo bilhete de ida para Aveiro, aonde estaria à minha espera a Clara, para juntas seguirmos rumo a Estarreja, o local de embarque combinado com a agência de viagens responsável pela excursão a Peñíscola.

Okay, essa despesa extra não estava nos meus planos, mas tudo bem, fazer o quê?! Por sorte, havia um autocarro com destino à cidade dos moliceiros para dali a cerca de 15 minutos. Perfeito, pensei para comigo. Lá me dirigi para a linha de embarque indicada no bilhete. Ao olhar para o papel, reparei que a hora prevista de chegada ao destino era 19h55, ou seja, a viagem demoraria mais de quatro horas. Em outras circunstâncias, tal facto pouco importaria. O problema era que o embarque, em Estarreja, com destino a Espanha, estava previsto para as 20h30, o que queria dizer que seria praticamente impossível estarmos lá à hora combinada, já que, de acordo com a previsão da Clara, necessitaríamos de pelo menos meia hora para a deslocação Aveiro-Estarreja.

Já em modo ventilação, e para piorar nesse dia, 11 de junho, fazia um calor desgraçado em Lisboa, dirigi-me novamente à funcionária que me vendeu o bilhete, questionando o porquê de tanto tempo de viagem, já que em circunstâncias normais seriam necessárias apenas três horas. Podes imaginar a resposta dela, naquele tom enfadado que os funcionários do atendimento tão bem sabem fazer: o autocarro faria mais paragens que o habitual.

De jeito nenhum poderia chegar a Aveiro uma hora depois do combinado. Quanto a isso a Clara tinha sido taxativa: chegar com a devida antecedência, de modo a termos tempo para tomar um drink, por a conversa em dia (não estava com ela desde antes da pandemia) e apanhar tranquilamente a A25.

Agora em modo hiperventilação, liguei para a minha amiga, dando-lhe conta da situação. Escusado será dizer que ela, transtornadíssima, disse que não iria dar tempo e que iríamos perder o autocarro. Disse-lhe que, nesse caso ela deveria embarcar sem mim, que eu daria um jeito de ir ter com ela, no dia seguinte ou depois. Não achava justo que ela perdesse a viagem - não reembolsável, tão pouco reagendável - por uma responsabilidade que não era dela.

A esta altura do campeonato já eu estava a suar em bica, com uma vontade enorme de chorar, gritar, bater com a cabeça na parede, esganar alguém... Instintivamente, comecei a ver viagens com destino a Valência, a grande cidade mais próxima do nosso destino. Nem com a Flixbus, a empresa com a qual costumo viajar para França, encontrei a solução para o meu problema. No, niente, nada! Nem nesse dia, um sábado de fim de semana prolongado em Lisboa, nem no seguinte, estava previsto qualquer transporte para lá com partida de Lisboa ou Aveiro.

Continua...

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20
Jun22

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Ora viva! ✌️ 

No último post garanti que estaria de volta ao teu convívio no espaço de uma semana, ou seja, na passada quarta-feira. Por motivos que já te conto, tal não foi possível. Numa daquelas ofertas de last minute, dei uma fugida até à vizinha Espanha, para uma escapadela de uma semana, na companhia de uma das minhas besties.

Na minha vida é mesmo assim, tudo o que vale a pena chega de improviso, sem alarme, nem aviso. No dia em que aqui estive pela última vez, há quase duas semanas, estava eu deitada no sofá, já o dia caminhava para o fim, quando vi a notificação de que tinha recebido um áudio de uma amiga, pessoa com quem tenho uma intensa dinâmica de troca mensagens de voz. Logo a seguir, antes que tivesse tido a oportunidade de o ouvir, entra nova mensagem dela, desta vez de texto, a dizer: "Se puderes ouve isto antes da noite."

Tal pedido tem a ver com o facto de ela saber que costumo ouvir os seus áudios na calada da noite, enquanto vou desfrutando da minha cama de massagem, um ritual que precede o ato de dormir. Ouvir a voz dessa amiga, mansa e cristalina, bem como ficar a par da sua vida, é-me tão prazeroso que faço questão de só ouvir os seus áudios quando estou completamente relaxada, de modo a saborerar com gosto tudo o que ela tem para contar.

Bem, lá ouvi o áudio da Clara, outra escritora de mão cheia que já assinou algumas crónicas aqui no AS. E não é que este continha uma proposta para uma semana de praia em Espanha, num hotel 4*, com tudo incluído, com partida para dali a três dias? Eu que estava sem nenhuma perspectiva para a semana dos feriados de Lisboa, aceitei o convite na hora, sem nem mesmo acabar de ouvir os detalhes.

O curioso é que poucas horas antes, no regresso do ginásio, após uma corrida de 60 minutos, tinha pensado que rumo daria ao fim de semana prolongado. Nos últimos três anos, exceto em 2021 (por motivos mais do que óbvios), aproveitei os feriados de junho para ir "para fora cá dentro". Em 2019, como te deves recordar, fui a Ferreira do Zêzere. Em 2020, ao Algarve. E em 2021, só não "escapei" porque tinha acabado de regressar de Cabo Verde.

E não é que, horas depois de ter "pensado" que "gostaria" de ir para algum lado, chega tal convite, assim do nada? Do nada porque a Clara já me tinha contado que tinha planos de ir de férias com os tios, daí não estar minimamente à espera de tal oferta, ainda para mais no formato "pegar ou largar". Segundo ela, era uma oportunidade de última hora, fruto da desistência de um casal, pelo que tínhamos que confirmar e efetuar o pagamento tão logo possível.

Como tal, na manhã seguinte toda a logística estava tratada: reserva confirmada, pagamento efetuado, voucher emitido, fatura enviada e escapadinha agendada. A parte menos agrdável desta aventura é que a viagem tinha partida do Porto, às oito da noite de sábado. Como a Clara vive em Aveiro, apanhei um autocarro até à cidade dos moliceiros e de lá seguimos juntas para Estarreja, onde embracamos em autocarro turístico rumo a Peñíscola, uma encantadora cidade valenciana, geograficamente posicionada em frente a Maiorca e a duas horas de distância de Barcelona.

Foi uma semana top, a melhor de há muito muito tempo. Mediterrâneo, sol, boa companhia, gastronomia maravilhosa e uma boa dose de dolce far niente era tudo o que eu estava a precisar para restaurar a alma e sentir aquela felicidade que só experimentamos quando viajamos. Infelizmente, tive que levar o computador atrelado, já que, como gestora de redes sociais freelancer, estar desconectada durante muito tempo é um luxo a que não me posso dar.

E pronto! Foi assim que, em menos de 72 horas, vi-me a caminho da terra de nuestros hermanos. A minha sorte é que sou uma mulher vaidosa, pelo que a única coisa que ficou mal resolvida foi a depilação. Tive que me contenter com a gillette, mas como dizem os franceses: "C'est pas grave!".

O universo não é incrível? Ele trata sempre de nos proporcionar aquilo que desejamos ou precisamos, por isso devemos confiar sempre nele. Mais tenho eu para contar sobre esta aventura em terras espanholas, pautada por peripécias, contratempos, risadas, e tudo o mais que (não) podes imaginar.

Só não vai ser hoje, que esta crónica já vai para longa e daqui a pouco tenho que me arranjar para ir trabalhar (esta semana estou a fazer trabalho presencial, pelo que não estranhes não me veres com a frequência desejada).

Beijo em ti e até breve!

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20
Dez21

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Ora viva! ✌️ 

Eis-nos chegados à semana do Natal, a penúltima de 2021, um ano igualmente desafiante e frustrante. Não obstante todas as turbulências que se lhe conhecem, há que reconhecer que foi um ano bom, com a esperança no regresso à antiga "normalidade" a pairar no ar ao longo dos últimos meses. Infelizmente, ainda não é desta que conseguimos fintar o vírus SARS-CoV-2 e retomar a vida sem medos ou sobressaltos.

Cenário pandémico à parte, Natal é sinónimo de alegria, partilha, comunhão, mesa farta, convívios, abraços, reencontros, prendas e, sobretudo, família. Que nos próximos dias saibamos dar valor ao que temos, desfrutemos dos nossos entes queridos e agradeçamos a benção de ter vida e saúde.

À semelhança dos anos anteriores, vou tirar uns dias de férias, não só para desfrutar comme il faut do espírito de Natal, mas sobretudo para fazer um balanço e alinhavar novos projetos para o ano que vem. Como vou passar as festas em Lisboa, tenciono explorar a cidade menina e moça com olhos de turista e aproveitar ao máximo a liberdade que ainda temos para levar a nossa vida sem maiores restrições.

Que a magia do Natal 🎄 esteja contigo e que tenhas uma excelente Noite Feliz junto dos teus. Aquele abraço amigo e até janeiro!

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30
Jul21

AFCA97A1-7CED-4315-A301-CD675F8AFF71.jpegOra viva! ✌️ 

Julho conhece hoje o seu penúltimo dia e esta semana o seu derradeiro dia útil. Tudo isso para dizer que este será o último post da presente temporada. Como tem sido hábito, irei ausentar-me durante o mês de agosto, para as tão ansiadas, e merecidas, férias de verão. Depois da turbulência das últimas semanas estas saberão ainda melhor.

Por turbulência não me refiro apenas à infeção pelo SARS-CoV-2 da qual padeci semanas atrás, mas sobretudo ao tal mec francês (de quem te dei conhecimento em dois posts distintos), que voltou a dar o ar da sua graça, com o claro propósito de assegurar a sua f*da veranil. Se te disser que não anseio por estar com ele, estaria a mentir. Estaria a mentir ainda mais se não reconhecer o quanto me custa saber que um homem só se interessa por mim na qualidade de objeto sexual. Foi por isso que recusei a pro
posta para coprotagonizar a terceira temporada da saga Dar o corpo sem entregar o coração, mesmo tendo consciência das "regalias" de que estou a abrir mão.

Sem uma relação amorosa digna desse nome há mais de 10 anos, sou mulher o suficiente para reconhecer que estou particularmente carente, motivo pelo qual apaixonar-me pelo Ben (assim se chama o dito cujo) é mera questão de tempo. Por isso cortei o mal pela raiz, já que, no que diz respeito à minha vida amorosa, ando à procura de soluções e não de problemas. E uma paixão não correspondida acaba invariavelmente em drama, regado a lágrimas, desgosto e sensação de fracasso.

Sei que existem mulheres que lidam bem com relações baseadas somente em sexo. Feliz ou infelizmente, não sou uma delas, e só eu sei o quanto tentei ser. Eu quero ser importante para alguém, quero alguém que esteja disposto a dar-me uma oportunidade, a dar-nos uma oportunidade. Quero alguém que se importe, que se preocupe, que se esforce, que se esmere, que se regozije por me ter na sua vida. Quero alguém que se sinta um privilegiado por poder estar comigo. E o que esse gaulês me faz sentir é precisamente o contrário; em  interação alguma senti-me tão desimportante para um homem.

Ainda que a lamente, estou segura da decisão de não voltar a estar com ele. Contentar-me com uma relação baseada em mensagens de WhatsApp, com a periodicidade das necessidades fisiológicas e luxuriosas de uma das partes, atenta contra tudo aquilo que sou e defendo. E se há coisa que pretendo manter é o juramento de jamais voltar a ficar à espera de um contacto, uma manifestação de interesse, uma vontade da outra parte. Ansiosa, impotente e resignadamente.

Peço-te que não fiques a pensar mal dele, achando que se trata de (mais) um sacana da vida. Para o entenderes melhor, convém referir que, há  coisa de quatro meses, foi deixado pela namorada de longa data, com quem tinha planos de casar e procriar. Desconfia ele que foi trocado pelo ex, motivo pelo qual anda com o ego ferido e muita vontade de usar as mulheres a seu bel-prazer, sem atentar-se aos sentimentos delas. Ele até é bom gajo, reconheço. É gentil, educado, divertido, generoso e sincero. Encantador, assumo. Apenas não é bom gajo para mim, para o que eu quero em termos de amor. O nosso problema prende-se com expectativas desencontradas, digamos assim.

Agora que te pus ao corrente da minha (má) aventurança amorosa, despeço-me com o abraço amigo de sempre e a promessa de voltar ao teu convívio em setembro. Bronzeada, revigorada e inspiradíssima, conto eu. Feliz mês de agosto para ti!

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04
Set20

117819018_738621603592154_8767006675854178992_n.jpViva ✌️!

Cá estou eu a dar-te um cheirinho daquilo que foi o meu agosto de 2020, um ano turbulento a todos os níveis. Nem bem se passaram sete dias e já tenho saudades da vida que levei nas últimas três semanas, passadas (novamente) no sudoeste de França, junto da minha irmã do meio e da sua adorável família.

Faço aqui um desvio na narrativa para indagar se serei a única criatura assalariada a acusar a retoma ao ritmo da vida real após o interregno veranil.
O mundo laboral seria tão mais justo se as "formigas" tivessem direito a uns dias extras de folga, exclusivamente dedicados à recuperação pós-férias. No meu caso, tenho a sorte de estar sozinha no escritório durante esta semana, já que as chefias e a colega com a qual (agora) partilho sala estão ainda a desfrutar do prazer do dolce far niente.

Voltando às minhas maravilhosas férias em terras gaulesas, posso garantir que estas foram ainda melhores do que as do ano passado, coisa que não julgara possível, confesso. Guiada pelo "faz tudo o que tiveres vontade, pois o amanhã nunca foi tão incerto como agora", aproveitei-as ao máximo, não me privando de nenhuma experiência, mesmo que isso implicasse expulsar a minha própria pessoa da zona de conforto onde tem estado refugiada na última década. Só para teres uma ideia a que me refiro, iniciei-me na marcha aquática, no paddle e no surf; logo eu que tenho medo do mar e fraca aptidão para a natação. Se soubesse o quão divertida é a dinâmica dos tombos e quedas na água, há muito que teria experimentado o desporto aquático.


O que quero frisar é o seguinte: permiti-me experienciar coisas novas, ainda que isso exigisse suor, sangue, lágrimas e... risos. Um bom exemplo disso foi o facto de ter recorrido ao Tinder, tendo até conseguido um rendez-vouz amoureux (encontro amoroso) com um mec (gajo) francês. Pena que, ao invés do príncipe que ansiava encontrar, deparei-me com um sapo. Pas grave! A vida sabe o que faz e tanto sabe que acabei por conhecer Ben, um francês legítimo que veio trazer aquela pitada extra de emoção ao meu querido mês de agosto. Por incrível que pareça, conhecemo-nos na vida real, mais precisamente à beira-lago, numa bela tarde de domingo. Sobre ele, e o nosso summer affair express, falarei depois, que ainda estou a digerir a coisa (se é que me entendes). 😉

Continuando... nem o facto de a minha viagem de regresso ter sido antecipada dois dias foi capaz de comprometer o meu alto astral. Estou numa maré tão positiva que a vida por estes dias tem-me tratado com luvas de pelica. Por mais lugar comum que possa parecer, o que me tem acontecido ultimamente é mais uma prova (irrefutável) de que quando estamos de bem com a vida ela também fica de bem connosco. E quando ela está de bem connosco, a magia faz-se presente o tempo todo.

Bem mais tenho eu para contar. Só que não será hoje. À sexta-feira os neurónios já estão de malas aviadas para o fim de semana, pelo que de pouco vale assoberbá-los.

Aquele  abraço 🤗  amigo e até breve!

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11
Ago20

Vou ali "feriar" e já volto!

por Sara Sarowsky

4DA394FE-3E34-401F-8B15-194E922E98E1.jpegOra viva! 👋

Eis-nos na segunda semana de agosto, tradicionalmente o mês mais "querido" de praticamente todos os habitantes do hemisfério norte. Digo "praticamente todos" porque, por incrível que pareça, há quem não goste do verão, precisamente por estar associado ao calor, à praia, ao sol e à diversão. Como não é o caso desta solteira aqui, o oitavo mês do ano é por mim, de há uns tempos para cá, aguardado com ansiedade e expectativa.

O engraçado é que - até tornar-me numa assalariada que dá expediente todos os dias úteis, das 9 às 18, cerca de 231 vezes ao ano - costumava encarar agosto como outro mês qualquer, com a particularidade de haver pouco que fazer, logo muito que desfrutar. Curioso como a vida nos leva a valorizar coisas às quais não dávamos grande importância quando tidas como garantidas. Penso que a isso se chama amadurecer.

Voltando ao tema deste post, o último da primeira temporada da série dramática 2020, cumpre ele o propósito de te informar que vou estar ausente nas próximas semanas, para aquele merecido descanso que só agosto é capaz de nos proporcionar.

Citando a Michelle Obama, acredito estar a braços com uma "depressão ligeira", resultado, não só da situação epidemiológica global, mas sobretudo da impotência em concretizar, para já, alguns dos meus planos e projetos. 
Tenho perfeita noção de que este desabafo denuncia uma pitada de egocentrismo, bem como alguma insensibilidade para com aqueles a quem a pandemia ceifou saúde, vida, entes queridos, emprego, rendimentos e tudo o mais. No meu caso ela só está a ceifar-me o ânimo e a esperança, o que acaba por comprometer a minha alegria de viver.

Ainda há pouco li uma frase de Diana Gaspar que dizia o seguinte: "Às vezes para avançarmos, precisamos mesmo de parar!" De facto, as férias cumprem essa missão. Após meses e meses de limitações, alterações e adaptações constantes e profundas, num cenário nunca dantes visto em toda a minha existência, esta pausa vai-me saber melhor do que todas as outras que alguma vez tive. Assim, é minha intenção aproveitar as próximas semanas para descansar, recuperar o ânimo, reconectar-me com o essencial e desligar o mais que puder da minha realidade atual.

Como e onde conto-te depois. Para já, fica com aquele abraço amigo e votos de que este agosto te seja o mais "querido" possível. Até setembro!

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12
Jun20

D061B7CA-D009-4539-8EFD-9EE72D897700.jpegViva!

Estou no Algarve, naquelas que são umas férias inéditas em terras do sul de Portugal. Foram planeadas num impulso, mas nem por isso com pouco esmero ou entusiasmo. Ansiava por experienciar a vida do turista algarvio de que tanto ouço falar. Tardes inteiras na praia, embalada pelo bater das ondas no areal e acariciada pelo calor do astro rei, a trabalhar o bronze e a renovar o stock de iões negativos, era tudo o que desejava para este pós-confinamento. 

At last minute, meti o dia de hoje de férias, reservei um aparthotel, comprei os bilhetes de autocarro, fiz as malas e rumei ao sul, na expectativa de que os meus planos cumprir se iam conforme o planeado. Só conseguia pensar nos cinco dias de dolce fare niente que teria pela frente. Nesta equação, o único elemento que não me era possível controlar, foi o que se revelou essencial: o tempo. Acometida de um otimismo exarcebado, não me ocorreu que o São Pedro pudesse sabotar-me os planos. Infelizmente, é o que está a acontecer.

Tirando a tarde de quarta-feira, dia da minha chegada a Portimão, em que o sol brilhava (e escaldava) em todo o seu esplendor, o tempo tem deixado muito a desejar. Frio, vento e nebulosidade são os adjetivos que melhor classificam a meteorologia dos últimos dois dias, com previsão de assim se manter até domingo, o dia do meu regresso a casa. Acreditas que até ousou chuviscar durante o dia de ontem?

Só a mim mesmo! Depois das malfadada miniférias em Ferreira do Zêzere, em junho do ano passado, em que o tempo as arruinou por completo, conforme partilhei no post Crónica de uma escapadinha aquém das expectativas, agora acontece-me exatamente o mesmo, só que num sítio bem mais improvável.

Frustração e impotência espelham bem o meu atual estado de espírito. O que me tem valido são a leitura, a meditação e a televisão, pequenos consolos desfrutados no aconchego do meu espetacular alojamento. Quanto à praia, só mesmo os passeios à beira-mar e os fugazes momentos nas esplanadas, que a temperatura a mais não convida.

Já sei que vou passar os restantes dois dias que me sobram da minha estada à espera de um milagre. Até lá, sinto que este não é o Algarve do meu imaginário e estas, tão pouco, as férias com que sonhei. Caso tenhas novidades do sol, por favor, manda-o cá para baixo, onde muitos anseiam ardentemente por ele. 

Aquele abraço amigo e desejos de um fim de semana radiante (com ou sem sol)!

P.S. - É em alturas como esta que uma solteira acusa, de forma mais acentuada, a ausência de um macho na sua vida. Se estivesse emparelhada, provavelmente, não me importaria nada de ficar trancada num aparthotel, se é que me entendes 😉

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Viva!

Estes dias gélidos só nos fazem salivar (ainda) mais pelas férias, de preferência num sítio que envolva sol, praia, areia branca, cocktails, sunset. Soa-te a paraíso? Sabendo que mais mortais partilham de tal sentimento, esta crónica debruça-se sobre ofertas de férias exclusivas para aqueles que como nós andam com o coração desocupado, mas o espírito escancarado a novas experiências.

Atenta ao drama dos desemparelhados em conseguirem ofertas decentes para os seus momentos de lazer - drama esse que eu mesma farto-me de vivenciar -, a Single Travels propõe para este verão duas viagens às Caraíbas, mais precisamente à República Dominicana e ao México. O que estas têm de diferente das inúmeras outras ofertas disponíveis no mercado? São exclusivas a pessoas solteiras; ou seja, foram concebidas à medida das realidades, necessidades e expectativas de quem está leve, livre e solta, quiçá à procura de aconchego amoroso (se é que me faço entender).


A Riviera Maya Singles Week, que já vai na segunda edição, decorrerá de 7 a 15 de junho e inclui visitar praias paradisíacas, ruínas maias, parques temáticos ecológicos, entre outras atrações. Já a sétima edição do Punta Cana Singles Week decorrerá entre 19 e 27 de junho, sendo perfeita para os amantes de praia e ritmos calientes. Ambas as propostas incluem voos diretos de Lisboa, sete noites de alojamento em resorts de cinco estrelas (em regime de tudo incluído), transfers, seguro de viagem, um coordenador para acompanhar o grupo e ainda um programa com atividades exclusivas.

A promotora destas ofertas propõe assim aos solteiros de Portugal uma semana de férias inesquecível, com dias cheios de diversão e convívio na companhia de outras pessoas descomprometidas.

Single mine, lá porque estamos desemparelhadas não quer dizer que não possamos desfrutar de umas férias de sonho. Acaso ainda não tenhas fechado os teus planos para a próxima temporada de dolce fare niente, anota aí estas duas propostas. Eu estou a ponderar seriamente embarcar nessa; afinal, o pior que poderia acontecer seria desfrutar de uma semana num dos mais cobiçados destinos de férias do mundo.

Vais querer ficar fora desta aventura caribenha com sol, praia, cultura e muita animação? Tens até 1 de fevereiro para te decidires.

Aquele abraço amigo!

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20
Dez19

Boas Festas

por Sara Sarowsky

Postal de Boas Festas.jpgViva!

Dedico-te este postal como prova de apreço e gratidão pela tua companhia neste que foi um ano desafiante, mas bastante generoso. Dado que a visibilidade do seu conteúdo peca pela nitidez, replico aqui os meus votos:

Que possamos resgatar da nossa essência os fundamentos mais básicos do Natal: irmandade, generosidade, afetividade, solidariedade e comunhão.
Que o Ano Novo renove em nós a esperança de um futuro pleno de bonança, abundância, prosperidade e realização.

Que o espírito natalício derrame sobre os nossos corações a sua bênção divina.
Que sejamos gratos por termo-nos uns aos outros.
Que para o ano tenhamos a oportunidade de continua a fazer parte da vida uns dos outros.

AS e eu vamos tirar uns dias de férias, mas prometemos regressar no início de 2020 com bateria carregada, ânimo renovado e uma mão cheia de novidades, cada uma melhor que a outra. Só para levantar um pouco o véu, digo que o AS vai ganhar um padrasto, ou seja, um autor masculino que saberá falar (melhor do que eu) a linguagem da audiência masculina. Está igualmente prevista uma excursão ao mundo dos podcasts. E mais não direi, que o segredo é a alma do negócio.

Juntos e misturados, cá nos encontraremos novamente no início de janeiro, para mais e melhor solteirice. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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05
Set19

21547470_yd5Ga.jpegViva!

Depois de umas estupendas férias no sudoeste de França, com direito a passagens por várias cidades costeiras do país basco francês e espanhol, posso dizer que estou a acusar sobremaneira esta reentré. De boca cheia e coração borbulhante de gratidão, assumo que, pela primeira vez, provei do doce trago da expressão "aquele querido mês de agosto". Foram três semanas e meias de tudo de bom, que por mim estender-se-iam ad aeternum.

Vejamos, nas cálidas águas do oceano atlântico banhei até mais não, em lagos chapinhei pela primeira vez, em rio molhei ineditamente os pés, em piscinas mergulhei, em florestas embrenhei, no alto-mar aventurei (à procura de golfinhos), no paddle e na gaivota iniciei, ao circo (finalmente) cheguei, ao zoo e ao oceanário turismei, fogo de artifício visionei, concertos assisti, a Espanha dei um saltinho, aos Pirinéus atravessei e até à Cimeira do G7 dei uma espreitadela. Posso dizer que, das minhas expectativas iniciais, apenas ficou por cumprir o aprender a andar de bike e o dar umas cambalhotas com um legítimo descendente de Luís XIV. Como diz o povo, não se pode ter tudo, não é mesmo?

Depois de umas férias assim, as melhores de sempre (tudo aquilo que sempre sonhei, e mais um pouquinho), o meu regresso à rotina está-me a custar h-o-r-r-o-r-e-s. Sempre torci o nariz à menção do fenómeno depressão pós-férias. Agora que a sinto na pele, posso dizer que matar ela não mata, mas mói pra caramba. Como o que não tem remédio remediado está, só me resta refugiar-me nos braços da saudade e consolar-me com as maravilhosas lembranças (e imagens) deste querido mês de agosto.

Agora que já te pus a par de uma boa parte do meu período de descanso, é a tua vez de me fazer um balanço das tuas férias. Estou particularmente interessada na tua experiência com esta reentrada. Já voltaste ao ativo, se sim tem-te custado muito ou nem por isso? Ou será que fazes parte da turma que goza férias em setembro? Conta-me tudo, que ando ávida por estórias com que me entreter até entrar definitivamente no modo de volta à rotina do dia a dia de um assalariado.

Fico à espera da tua partilha. Até lá um abraço amigo e desejos de uma ótima reentré!

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