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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

04
Set20

117819018_738621603592154_8767006675854178992_n.jpViva ✌️!

Cá estou eu a dar-te um cheirinho daquilo que foi o meu agosto de 2020, um ano turbulento a todos os níveis. Nem bem se passaram sete dias e já tenho saudades da vida que levei nas últimas três semanas, passadas (novamente) no sudoeste de França, junto da minha irmã do meio e da sua adorável família.

Faço aqui um desvio na narrativa para indagar se serei a única criatura assalariada a acusar a retoma ao ritmo da vida real após o interregno veranil.
O mundo laboral seria tão mais justo se as "formigas" tivessem direito a uns dias extras de folga, exclusivamente dedicados à recuperação pós-férias. No meu caso, tenho a sorte de estar sozinha no escritório durante esta semana, já que as chefias e a colega com a qual (agora) partilho sala estão ainda a desfrutar do prazer do dolce far niente.

Voltando às minhas maravilhosas férias em terras gaulesas, posso garantir que estas foram ainda melhores do que as do ano passado, coisa que não julgara possível, confesso. Guiada pelo "faz tudo o que tiveres vontade, pois o amanhã nunca foi tão incerto como agora", aproveitei-as ao máximo, não me privando de nenhuma experiência, mesmo que isso implicasse expulsar a minha própria pessoa da zona de conforto onde tem estado refugiada na última década. Só para teres uma ideia a que me refiro, iniciei-me na marcha aquática, no paddle e no surf; logo eu que tenho medo do mar e fraca aptidão para a natação. Se soubesse o quão divertida é a dinâmica dos tombos e quedas na água, há muito que teria experimentado o desporto aquático.


O que quero frisar é o seguinte: permiti-me experienciar coisas novas, ainda que isso exigisse suor, sangue, lágrimas e... risos. Um bom exemplo disso foi o facto de ter recorrido ao Tinder, tendo até conseguido um rendez-vouz amoureux (encontro amoroso) com um mec (gajo) francês. Pena que, ao invés do príncipe que ansiava encontrar, deparei-me com um sapo. Pas grave! A vida sabe o que faz e tanto sabe que acabei por conhecer Ben, um francês legítimo que veio trazer aquela pitada extra de emoção ao meu querido mês de agosto. Por incrível que pareça, conhecemo-nos na vida real, mais precisamente à beira-lago, numa bela tarde de domingo. Sobre ele, e o nosso summer affair express, falarei depois, que ainda estou a digerir a coisa (se é que me entendes). 😉

Continuando... nem o facto de a minha viagem de regresso ter sido antecipada dois dias foi capaz de comprometer o meu alto astral. Estou numa maré tão positiva que a vida por estes dias tem-me tratado com luvas de pelica. Por mais lugar comum que possa parecer, o que me tem acontecido ultimamente é mais uma prova (irrefutável) de que quando estamos de bem com a vida ela também fica de bem connosco. E quando ela está de bem connosco, a magia faz-se presente o tempo todo.

Bem mais tenho eu para contar. Só que não será hoje. À sexta-feira os neurónios já estão de malas aviadas para o fim de semana, pelo que de pouco vale assoberbá-los.

Aquele  abraço 🤗  amigo e até breve!

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11
Ago20

Vou ali "feriar" e já volto!

por Sara Sarowsky

4DA394FE-3E34-401F-8B15-194E922E98E1.jpegOra viva! 👋

Eis-nos na segunda semana de agosto, tradicionalmente o mês mais "querido" de praticamente todos os habitantes do hemisfério norte. Digo "praticamente todos" porque, por incrível que pareça, há quem não goste do verão, precisamente por estar associado ao calor, à praia, ao sol e à diversão. Como não é o caso desta solteira aqui, o oitavo mês do ano é por mim, de há uns tempos para cá, aguardado com ansiedade e expectativa.

O engraçado é que - até tornar-me numa assalariada que dá expediente todos os dias úteis, das 9 às 18, cerca de 231 vezes ao ano - costumava encarar agosto como outro mês qualquer, com a particularidade de haver pouco que fazer, logo muito que desfrutar. Curioso como a vida nos leva a valorizar coisas às quais não dávamos grande importância quando tidas como garantidas. Penso que a isso se chama amadurecer.

Voltando ao tema deste post, o último da primeira temporada da série dramática 2020, cumpre ele o propósito de te informar que vou estar ausente nas próximas semanas, para aquele merecido descanso que só agosto é capaz de nos proporcionar.

Citando a Michelle Obama, acredito estar a braços com uma "depressão ligeira", resultado, não só da situação epidemiológica global, mas sobretudo da impotência em concretizar, para já, alguns dos meus planos e projetos. 
Tenho perfeita noção de que este desabafo denuncia uma pitada de egocentrismo, bem como alguma insensibilidade para com aqueles a quem a pandemia ceifou saúde, vida, entes queridos, emprego, rendimentos e tudo o mais. No meu caso ela só está a ceifar-me o ânimo e a esperança, o que acaba por comprometer a minha alegria de viver.

Ainda há pouco li uma frase de Diana Gaspar que dizia o seguinte: "Às vezes para avançarmos, precisamos mesmo de parar!" De facto, as férias cumprem essa missão. Após meses e meses de limitações, alterações e adaptações constantes e profundas, num cenário nunca dantes visto em toda a minha existência, esta pausa vai-me saber melhor do que todas as outras que alguma vez tive. Assim, é minha intenção aproveitar as próximas semanas para descansar, recuperar o ânimo, reconectar-me com o essencial e desligar o mais que puder da minha realidade atual.

Como e onde conto-te depois. Para já, fica com aquele abraço amigo e votos de que este agosto te seja o mais "querido" possível. Até setembro!

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12
Jun20

D061B7CA-D009-4539-8EFD-9EE72D897700.jpegViva!

Estou no Algarve, naquelas que são umas férias inéditas em terras do sul de Portugal. Foram planeadas num impulso, mas nem por isso com pouco esmero ou entusiasmo. Ansiava por experienciar a vida do turista algarvio de que tanto ouço falar. Tardes inteiras na praia, embalada pelo bater das ondas no areal e acariciada pelo calor do astro rei, a trabalhar o bronze e a renovar o stock de iões negativos, era tudo o que desejava para este pós-confinamento. 

At last minute, meti o dia de hoje de férias, reservei um aparthotel, comprei os bilhetes de autocarro, fiz as malas e rumei ao sul, na expectativa de que os meus planos cumprir se iam conforme o planeado. Só conseguia pensar nos cinco dias de dolce fare niente que teria pela frente. Nesta equação, o único elemento que não me era possível controlar, foi o que se revelou essencial: o tempo. Acometida de um otimismo exarcebado, não me ocorreu que o São Pedro pudesse sabotar-me os planos. Infelizmente, é o que está a acontecer.

Tirando a tarde de quarta-feira, dia da minha chegada a Portimão, em que o sol brilhava (e escaldava) em todo o seu esplendor, o tempo tem deixado muito a desejar. Frio, vento e nebulosidade são os adjetivos que melhor classificam a meteorologia dos últimos dois dias, com previsão de assim se manter até domingo, o dia do meu regresso a casa. Acreditas que até ousou chuviscar durante o dia de ontem?

Só a mim mesmo! Depois das malfadada miniférias em Ferreira do Zêzere, em junho do ano passado, em que o tempo as arruinou por completo, conforme partilhei no post Crónica de uma escapadinha aquém das expectativas, agora acontece-me exatamente o mesmo, só que num sítio bem mais improvável.

Frustração e impotência espelham bem o meu atual estado de espírito. O que me tem valido são a leitura, a meditação e a televisão, pequenos consolos desfrutados no aconchego do meu espetacular alojamento. Quanto à praia, só mesmo os passeios à beira-mar e os fugazes momentos nas esplanadas, que a temperatura a mais não convida.

Já sei que vou passar os restantes dois dias que me sobram da minha estada à espera de um milagre. Até lá, sinto que este não é o Algarve do meu imaginário e estas, tão pouco, as férias com que sonhei. Caso tenhas novidades do sol, por favor, manda-o cá para baixo, onde muitos anseiam ardentemente por ele. 

Aquele abraço amigo e desejos de um fim de semana radiante (com ou sem sol)!

P.S. - É em alturas como esta que uma solteira acusa, de forma mais acentuada, a ausência de um macho na sua vida. Se estivesse emparelhada, provavelmente, não me importaria nada de ficar trancada num aparthotel, se é que me entendes 😉

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Viva!

Estes dias gélidos só nos fazem salivar (ainda) mais pelas férias, de preferência num sítio que envolva sol, praia, areia branca, cocktails, sunset. Soa-te a paraíso? Sabendo que mais mortais partilham de tal sentimento, esta crónica debruça-se sobre ofertas de férias exclusivas para aqueles que como nós andam com o coração desocupado, mas o espírito escancarado a novas experiências.

Atenta ao drama dos desemparelhados em conseguirem ofertas decentes para os seus momentos de lazer - drama esse que eu mesma farto-me de vivenciar -, a Single Travels propõe para este verão duas viagens às Caraíbas, mais precisamente à República Dominicana e ao México. O que estas têm de diferente das inúmeras outras ofertas disponíveis no mercado? São exclusivas a pessoas solteiras; ou seja, foram concebidas à medida das realidades, necessidades e expectativas de quem está leve, livre e solta, quiçá à procura de aconchego amoroso (se é que me faço entender).


A Riviera Maya Singles Week, que já vai na segunda edição, decorrerá de 7 a 15 de junho e inclui visitar praias paradisíacas, ruínas maias, parques temáticos ecológicos, entre outras atrações. Já a sétima edição do Punta Cana Singles Week decorrerá entre 19 e 27 de junho, sendo perfeita para os amantes de praia e ritmos calientes. Ambas as propostas incluem voos diretos de Lisboa, sete noites de alojamento em resorts de cinco estrelas (em regime de tudo incluído), transfers, seguro de viagem, um coordenador para acompanhar o grupo e ainda um programa com atividades exclusivas.

A promotora destas ofertas propõe assim aos solteiros de Portugal uma semana de férias inesquecível, com dias cheios de diversão e convívio na companhia de outras pessoas descomprometidas.

Single mine, lá porque estamos desemparelhadas não quer dizer que não possamos desfrutar de umas férias de sonho. Acaso ainda não tenhas fechado os teus planos para a próxima temporada de dolce fare niente, anota aí estas duas propostas. Eu estou a ponderar seriamente embarcar nessa; afinal, o pior que poderia acontecer seria desfrutar de uma semana num dos mais cobiçados destinos de férias do mundo.

Vais querer ficar fora desta aventura caribenha com sol, praia, cultura e muita animação? Tens até 1 de fevereiro para te decidires.

Aquele abraço amigo!

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20
Dez19

Boas Festas

por Sara Sarowsky

Postal de Boas Festas.jpgViva!

Dedico-te este postal como prova de apreço e gratidão pela tua companhia neste que foi um ano desafiante, mas bastante generoso. Dado que a visibilidade do seu conteúdo peca pela nitidez, replico aqui os meus votos:

Que possamos resgatar da nossa essência os fundamentos mais básicos do Natal: irmandade, generosidade, afetividade, solidariedade e comunhão.
Que o Ano Novo renove em nós a esperança de um futuro pleno de bonança, abundância, prosperidade e realização.

Que o espírito natalício derrame sobre os nossos corações a sua bênção divina.
Que sejamos gratos por termo-nos uns aos outros.
Que para o ano tenhamos a oportunidade de continua a fazer parte da vida uns dos outros.

AS e eu vamos tirar uns dias de férias, mas prometemos regressar no início de 2020 com bateria carregada, ânimo renovado e uma mão cheia de novidades, cada uma melhor que a outra. Só para levantar um pouco o véu, digo que o AS vai ganhar um padrasto, ou seja, um autor masculino que saberá falar (melhor do que eu) a linguagem da audiência masculina. Está igualmente prevista uma excursão ao mundo dos podcasts. E mais não direi, que o segredo é a alma do negócio.

Juntos e misturados, cá nos encontraremos novamente no início de janeiro, para mais e melhor solteirice. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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05
Set19

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Viva!

Depois de umas estupendas férias no sudoeste de França, com direito a passagens por várias cidades costeiras do país basco francês e espanhol, posso dizer que estou a acusar sobremaneira esta reentré. De boca cheia e coração borbulhante de gratidão, assumo que, pela primeira vez, provei do doce trago da expressão "aquele querido mês de agosto". Foram três semanas e meias de tudo de bom, que por mim estender-se-iam ad aeternum.

Vejamos, nas cálidas águas do oceano atlântico banhei até mais não, em lagos chapinhei pela primeira vez, em rio molhei ineditamente os pés, em piscinas mergulhei, em florestas embrenhei, no alto-mar aventurei (à procura de golfinhos), no paddle e na gaivota iniciei, ao circo (finalmente) cheguei, ao zoo e ao oceanário turismei, fogo de artifício visionei, concertos assisti, a Espanha dei um saltinho, aos Pirinéus atravessei e até à Cimeira do G7 dei uma espreitadela. Posso dizer que, das minhas expectativas iniciais, apenas ficou por cumprir o aprender a andar de bike e o dar umas cambalhotas com um legítimo descendente de Luís XIV. Como diz o povo, não se pode ter tudo, não é mesmo?

Depois de umas férias assim, as melhores de sempre (tudo aquilo que sempre sonhei, e mais um pouquinho), o meu regresso à rotina está-me a custar h-o-r-r-o-r-e-s. Sempre torci o nariz à menção do fenómeno depressão pós-férias. Agora que a sinto na pele, posso dizer que matar ela não mata, mas mói pra caramba. Como o que não tem remédio remediado está, só me resta refugiar-me nos braços da saudade e consolar-me com as maravilhosas lembranças (e imagens) deste querido mês de agosto.

Agora que já te pus a par de uma boa parte do meu período de descanso, é a tua vez de me fazer um balanço das tuas férias. Estou particularmente interessada na tua experiência com esta reentrada. Já voltaste ao ativo, se sim tem-te custado muito ou nem por isso? Ou será que fazes parte da turma que goza férias em setembro? Conta-me tudo, que ando ávida por estórias com que me entreter até entrar definitivamente no modo de volta à rotina do dia a dia de um assalariado.

Fico à espera da tua partilha. Até lá um abraço amigo e desejos de uma ótima reentré!

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31
Jul19

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Viva!

Prestes a ceder o lugar a agosto, eis que julho chega ao fim. Habitualmente um dos meses mais quentes do calendário, o julho deste ano esteve longe de cumprir a missão que os amantes do calor lhe confiaram. Falando por mim, passei mais tempo resgatando a coleção primavera/outono do que propriamente a dar uso à de verão.

Já que o fim de algo representa quase sempre o início de outro algo, o fim deste mês representa o início de umas merecidas férias para a minha pessoa. Com mais umas quantas camadas de melanina na derme, a mulher nesta foto poderia perfeitamente ser eu, já que este é o cenário que me acolherá daqui a menos de 24 horas.

Serão três semanitas inteiras longe do trabalho, do AS, de ti, de casa, de Lisboa, de Portugal; já agora da vida minha de todo dia. Como a meteorologia lusa não tem dado aos veraneantes motivo para sorrir a tempo inteiro (ainda tenho bem presente na memória o fiasco da escapadela a Ferreira do Zêzere), e de modo a garantir que terei injeção máxima de vitamina D, ao estrangeiro rumo em busca de um verão digno desse nome. E não, não vou para os trópicos, mais concretamente para os dez grãozinhos de terra que me viram nascer.

Se fores meu stalker nas redes sociais, amanhã por esta altura já saberás por onde vai andar a passear esta solteira aqui. Por enquanto só posso dizer que vou fazer praia até dizer chega, tostar até mais não, ociar até enfadar. Como estou precisada de uns belos dias de dolce fare niente à beira-mar e de umas tépidas noites mediterrânicas. E mais não digo por ora.

Se também vais partir em breve para uma merecida pausa na vida laboral, desejo-te umas férias fantásticas, quiçá ao lado de um bofe escândalo, como dizem as 'minas' lá pelas bandas da Brasilândia.

Prometo regressar cheia de novidades e estórias incríveis para contar. Até lá, porta-te mal. Mega abraço!

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2820D09B-437A-4984-A503-3A29F747CE37.jpegViva!

A minha primeira escapadinha em terras lusas não correu como esperado. Infelizmente, é este o balanço destas miniférias, a pouco mais de 24 horas do seu término.

Para começar o tempo esteve uma merda, desculpa a expressão. O sol, esse só deu o ar da sua graça quando lhe apeteceu. Na maior parte dos dias, o céu esteve nublado, as temperaturas baixas para esta época do ano e a aragem deveras desagradável.

Numa região em que a ocupação dos forasteiros depende paliativamente da presença do astro rei, na ausência deste pouco mais há a fazer para passar o tempo. Pior ainda para aqueles que, como eu, não dispõem de meios de locomoção próprios. 

Chegar ao sítio mais concorrido da zona, o Lago Azul, só é possível com recurso a táxi, cuja tarifa quase atinge os valores do passe mensal urbano em Lisboa. Orgulho-me de não ser uma criatura forreta. Contudo, dispender mais do que me custou a viagem para cá só para ir conhecer uma praia fluvial, por melhor que ela seja, não foi coisa que me aliciou ao ponto de abrir a carteira. Quem sabe numa próxima encarnação eu não volto a esta terra para completar a minha caderneta de locais de interesse turístico.

Em relação aonde comer, a gerência do hotel recomendou-nos três restaurantes à altura dos seus hóspedes. Desses, descobri - depois de bater com o nariz na porta - que um encontra-se encerrado para férias e que outro estaria fechado durante dia e meio para descanso do pessoal. Assim, no feriado de Corpo de Deus apenas um deles estava de portas abertas, se bem que reservado para convívios de batizados ocorridos nesse dia. A nós visitantes restou-nos o consolo do take-away (vê lá tu a generosidade desta gente em recusar-se a deixar-nos à míngua). A aventura desse dia terminou comigo a comer uma pizza fria e queimada à beira da piscina, já que o hotel sequer disponibilizou uma sala apropriada.

Como não me seduzia a ideia de ficar enclausurada entre quatro paredes depois do jantar, andei a perguntar por aí até tomar conhecimento da existência de algumas festas populares nas imediações. Novo balde de água fria levei eu quando fiquei a saber que seria preciso percorrer vários quilómetros para chegar a essas localidades, todas a uma distância não aconselhável a transeuntes, ainda para mais à noite e por estradas nunca dantes pisadas. Daí que não tenha chegado a sentir, para lá da varanda do meu quarto, a brisa noturna da capital do ovo.

Como se já não estivesse arreliada o suficiente com tudo o que acabei de descrever ainda tive que aturar o assédio visual de um hóspede que, mesmo com a esposa ao lado, não parava de me comer com os olhos. Na piscina, passou horas a mirar-me com aquele olhar de tarado/predador sexual, que me deixou enojada. E a toupeira da mulher sequer se apercebia do que estava a acontecer. Tive ganas de a esbofetear, a ver se acordava para a vida e via o traste que tinha do lado.

Agora que já desdobinei sobre as coisas desagradáveis que marcaram estes últimos dias, vamos lá às boas, que nem tudo foi mau. Mesmo não sendo blogger de viagens, não posso deixar de dar nota positiva ao hotel que me acolheu, com pontuação máxima para o colchão. Tenho dormido lindamente, sem um único episódio de perturbação de sono. Aliás, desde que aqui cheguei, não tenho feito outra coisa que não seja dormir, ver televisão, ler e jogar no tablet.

Acredito que a maioria dos mortais ficaria agradada com este cenário de dolce fare niente. Ainda bem que não sou, não penso nem ajo como a maioria. O meu feitio exige bem mais do isso. Demasiado ócio já me está a dar cabo da paciência. Se soubesse que ia ser assim teria ficado em casa e gastado os 500 euros em outra coisa qualquer.

Outra coisa que me encantou na unidade hoteleira de 44 camas na qual me hospedei foi a sua política ecofriendly. Por toda a parte, deparei com avisos sobre as boas práticas do turismo sustentável. Se não fosse pelo pequeno-almoço, pobrezinho em termos de variedade e frutas, até lhe daria quatro asteriscos e meio.

Como não há bela sem senão... Apesar de todo o seu charme e todas as suas estrelas, o hotel não oferece serviço de restaurante. Logo os hóspedes veem-se impelidos a transpor os seus domínios para ir à caça de comida. "Come-se muito bem no Ribatejo", avisaram-me colegas de trabalho, conscientes da minha "esquisitice" gastronómica. De facto, não se come mal por estas bandas. Mas para quem pratica uma dieta alimentar essencialmente à base de peixe, as opções existentes pecam por défice. A oferta local é demasiado dependente do bovino e do suíno, do qual já não sou grande apreciadora. Nenhuma das opções de peixe com que me deparei eram oriundas do mar, mas sim de viveiros. Antes carne a peixe de aquário, bem mais pobre em termos nutricionais e de paladar. Assim, eu que como carne quando muito uma vez por mês, tenho passado os últimos quatro dias a enfiar proteína animal made in pasto pela goela abaixo. Mal volte à rotina é correr logo para a operação detox.

Também apreciei bastante a ida ao Centro Hípico da Quinta da Canastra, que culminou num passeio de charrete conduzido pelos alunos em estágio neste fim de semana. Estou aqui a ponderar se largo 60 balas para fazer um tour pela zona num 4x4. Tenho até amanhã, o último dia de férias, para decidir. Até lá vou rezar para que se faça sol neste fim de mundo, de modo que possa, ao menos, adquirir uma tonalidade de pele à altura da minha raça. 

Em suma, está minha primeira aventura "vá para fora cá dentro" ficou bastante aquém das expectativas, em grande parte pela minha inexperiência na matéria. Erro de principiante que pretendo não voltar a cometer. Fica a lição de nunca mais ir para lado nenhum sem primeiro assegurar o transporte necessário às atividades outdoor. A não ser que já vá consciente de ficar enclausurada do hotel durante toda a estada.

Até à próxima e continuação de bom fim de semana!

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Viva!


É cada vez mais gritante a minha estafa física, mental e emocional. A catadupa de acontecimentos e sucedidos nos últimos meses tem-me deixado à beira do colapso, de tal modo que resolvi tirar um par de dias na próxima semana para descansar, relaxar, desconectar-me do mundo e reconectar-me com o meu eu interior, tão negligenciado ultimamente.

Não fazes ideia da odisseia que tem sido a procura por boas ofertas de escapadas, a preços à altura da minha disponibilidade financeira. Transpor o espaço aéreo português acabou por se revelar uma opção inviável. Bastaram três cliques nos motores de busca para que o last minute flight se revelasse incompatível com a minha conta bancária. Assim, só me restou recorrer às ofertas internas, ao estilo "vá para fora cá dentro".

Escuso dizer que a minha preferência, naquela que será a minha primeira escapadinha em Portugal, recaiu, desde o primeiro momento, sobre destinos de praia. Este meu desejo caiu igualmente por terra assim que constatei que estadas decentes por menos de 120 euros seria como acertar no euromilhões. Assim, acabei por me contentar com o distrito de Santarém, região pouco cobiçada pelos veraneantes.

É assim que, dentro de poucos dias, quase 22 anos depois de cá ter desembarcado, vivenciarei a minha primeira experiência enquanto turista em terras lusas. Anseio por saber como será, confesso.

Voltando ao assunto que me trouxe aqui hoje, porque estou a contar-te tudo isso? Porque, ao longo da minha odisseia para encontrar algo à medida das minhas expectativas/necessidades/possibilidades, apercebi-me que ofertas turísticas para solteiros são atípicas, inadequadas e dispendiosas. Deparei-me com uma variedade de pacotes promocionais, algumas premium, mas nenhuma delineada para quem deseja passar uns dias na sua própria companhia. Nem uma só, para grande desgosto meu.

Ora acontece que a solteirice é um status amoroso cada vez mais pujante – transversal a todas as idades, nacionalidades, realidades e possibilidades económicas – que demanda produtos e serviços adequados ao seu perfil. A pouca expressividade, inexistência até, de ofertas turísticas exclusivas e/ou adequadas ao single world parece-me demasiado óbvia para que ninguém ainda a tenha assumido como uma urgente e rentável oportunidade comercial.

É neste contexto que comecei a fazer um levantamento de informações, com vista à elaboração de um roteiro específico para quem deseja fazer férias a solo, sem perigo de se sentir negligenciado ou marginalizado. Uma espécie de Timeout para solteiros, contendo sugestões de hotéis, restaurantes, bares, spa's e tudo o mais que se justificar.

O próximo passo passará por encontrar parceiros interessados em juntar-se a mim nesta empreitada, que mais do que um negócio deverá ser encarada como uma causa, o tal serviço público de informação à comunidade solteira, como assumi há uns tempos aquando da nomeação do AS para Sapo do Ano.

Tudo ideias para cozinhar durante a próxima semana, quando estiver a lagartar por terras ribatejanas. Por agora, só consigo pensar nas marchas populares de logo mais, no feriado de amanhã e no fim de semana que está mesmo à porta.

E tu, tens planos para estes próximos dias? Se sim, fico contente por ti; se não, bem que podias ir pensando em ofertas turísticas que possam ser do interesse dos desemparelhados. Conto com a tua ajuda para levar a bom porto esta iniciativa, afinal se não zelarmos pelos nossos interesses, quem mais o fará?

Bom Santo António (se for o caso) e até breve!

 

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01
Ago18

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Viva!

 

A labutar em três frentes – pensar que houve uma altura em que não tinha nenhum trabalho e que agora tenho-o em dose tripla – e com um bloqueio criativo severo, por mais que tente (acredita que o tenho feito), não me tem sido de todo possível escrever seja o que for. Quando há tempo não há inspiração; quando há inspiração não há tempo; quando há uma ou outra, falta energia. Busco uma solução sustentável, pois assim não dá para continuar.

 

O Ainda Solteira (AS) é um mais do que um blog para mim. É um projeto de vida, uma causa que abracei com dignidade e do qual me orgulho muitíssimo. Nele investi demasiado para simplesmente deixá-lo morrer de inanição. Ainda que praticamente relegado ao abandono desde maio, continuo a receber propostas de anunciantes, mensagens de seguidores e subscrições novas. Como poderei abrir mão de tudo isso assim sem mais nem menos? Não posso, claro está!

 

Resta-me descobrir onde encontrar inspiração e tempo para escrever, trabalhando praticamente de segunda a segunda e em três áreas completamente distintas. Vida dura a desta solteira que teve não teve a sorte de ter nascido nos estratos superiores da pirâmide social (leia-se classes A e B+). Adiante… que lamentos não pagam contas nem redigem posts.

 

À semelhança dos anos anteriores, durante este mês vou tirar férias do blog, não porque mereça – já que não tenho aqui dado expediente nos últimos tempos –, mas porque preciso aplacar o sentimento de culpa que me assola cada vez que me lembro que não tenho publicado nada. Pretendo aproveitar este interregno para "dar à luz" o bendito artigo que o mais prestigiado jornal nacional acedeu publicar, já lá vão mais de cinco meses.

 

Vou, não sem antes deixar-te com as previsões da Isabel, a conselheira espiritual que, mensamente, cede ao AS as suas previsões energéticas. Para este querido mês de agosto os astros nos reservam o seguinte:

 

Eis-nos chegados ao mês das férias, em que o ritmo acelerado do dia-a-dia abranda e o corpo pede descanso. É também tempo de reflexão, de colocar os pensamentos em ordem, de analisar todos os passos desde o início do ano, de modo a podermos tomar decisões sobre os próximos até ao final do ano.

 

2018 é um ano de profunda transformação. Quem o souber aproveitar da melhor maneira, rapidamente irá entrar numa espiral positiva, quase mágica, onde, num curto espaço de tempo, tudo começará a acontecer. A isso chama-se sincronicidade, em que, num ápice, tudo começa a acontecer; todas as peças do puzzle a juntarem-se, tudo a fazer sentido.

 

Saber viver com sabedoria este mês irá fazer com que essa sincronicidade e essa espiral de mudanças positivas comece a ser sentida já em setembro. De repente, todos os teus sonhos, todos os teus projetos guardados na gaveta, todas aquelas coisas que nos teus pensamentos acreditavas serem impossíveis de acontecer, começam a tornar-se realidade. Pode parecer que é magia, e se calhar até será, já que a magia da vida constrói-se diariamente, sempre com determinação e garra de vencer.

 

Já desde o mês passado que a energia tem estado bastante pesada. Vários planetas retrógrados não ajudam à festa e com isso as pessoas sentem-se mais irritadiças, perdem a paciência com muita facilidade, outras até podem ficar doentes devido ao cansaço extremo que é sentirem-se sem rumo. Quem desistir agora, quem não quiser continuar a lutar, vai ter um mês muito difícil, que poderá mesmo levar a depressões e a estados de apatia total, do género "não há mais nada que eu possa fazer, não tenho mais forças!"

 

Mas o que é facto é que há sempre mais qualquer coisa que podemos fazer. Podemos sempre parar, resguardarmo-nos da loucura do quotidiano e começarmos a tomar decisões. Que atitudes são boas ou más para mim? Que pessoas são boas ou más para mim? Que realidade profissional é boa ou má para mim?

 

Relembro que em agosto continuaremos com alguns planetas retrógrados, nomeadamente Mercúrio, o planeta da comunicação. Por isso, de pouco adiantará fazer grandes comunicados sobre ti ou sobre o que pretendes mudar na tua vida. Apenas analisa, pesa bem todos os prós e contras e apenas no final do mês, lá para o dia 28, começa a tomar decisões concretas rumo à mudança.

 

Para todos aqueles que queiram aproveitar este mês da melhor maneira, o meu principal conselho é que descansem o máximo possível, resguardem-se, meditem, peçam ajuda a um especialista (se for o caso), mas acima de tudo, que aproveitem para tomar decisões sobre a vida que têm neste momento. Todos os dias ao acordar pergunta-te: esta é a minha versão mais feliz? É assim que eu quero ser todos os dias da minha vida?

 

Podes até ter muitas coisas boas neste momento, mas tenho a certeza absoluta que rapidamente irás perceber o que gostarias de mudar em ti. E a cada novo dia é o dia perfeito para fazeres em ti a mudança que gostarias de ver no mundo. A mudança existe em nós! Apenas nós temos o poder de transformar a nossa vida e promovermos a mudança para um mundo melhor.

 

Desejo a todos um mês de agosto abençoado, cheio de luz, harmonia dos pensamentos e amor para tomarmos as decisões certas!

 

Abraço de Luz,
Isabel 💗

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