Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

28
Jan21

EE8342DF-DFBC-43D9-9763-E9B0DBD193D9.jpegOra viva! ✌️ 

A minha vinda aqui hoje não estava prevista, e se aqui estou é porque mal pude esperar para partilhar contigo o resultado de uma entrevista que dei ao site Afrolink há já umas semanitas. De todas as que já dei, e ainda são umas quantas, esta é aquela que melhor espelha o que sou, o que faço e o que quero da vida. Jamais alguém, nem mesmo eu, conseguiu "captar" com tanta verdade a minha essência. Vi-me, senti-me, ouvi-me em cada palavra desta magnífica reportagem da Paula Cardoso, a quem serei eternamente grata por ter-me proporcionado, ao ler o seu trabalho, uma comoção indescritível e indelével. 

Podes aceder à entrevista através do link acima mencionado ou, para facilitar-te a vida, ler já aqui.

-------------------------
Ainda solteira? Sara Sarowsky responde com um blogue, e planos para TV

Licenciada em Comunicação Empresarial e mestre em Marketing Estratégico, Sara Sarowsky transformou o seu estado civil num blogue premiado. Chama-se “Ainda Solteira!”, foi distinguido como o melhor de 2020 na categoria Sexo e Diário Íntimo, e dá resposta a uma série de cobranças familiares e culturais dirigidas a mulheres que, como a autora, nunca deixaram o celibato. "O blogue é o meu grito, a minha maneira de dizer que não tenho problema nenhum", conta Sara, de 43 anos, empenhada em desestigmatizar o “mercado da solteirice”, também na televisão. Com passagem pelo O Lado Negro da Força, onde, amanhã, assume o lugar de convidada.

Os primeiros comentários chegaram na informalidade de convívios familiares. Depois começaram a reproduzir-se na solenidade de eventos profissionais. Com o avançar do tempo, também se colaram à impulsividade de observações de desconhecidos.

Ao longo dos anos, o estado civil de Sara Sarowsky tem suscitado todo o tipo de incompreensões. “Há quem diga que sou lésbica, quem aposte que tenho uma relação clandestina, quem acredite que sou uma promíscua que dorme com os chefes, enfim… tudo porque não conseguem perceber porque é que continuo solteira”.

Além do coro de maldizer, avolumado pela pressão de tradições familiares africanas, a cabo-verdiana conta que também se tornou comum ouvir palavras de comiseração, a partir do interrogatório da praxe. “Nem és muito feia, nem és muito má, até tens educação, até sabes falar bem”, são frases que preenchem o vazio de quem não se coíbe de perguntar: “Onde está o teu acompanhante? Porque é que vens sempre sozinha? Não tens namorado?”.

Entre a cobrança e a desconfiança, Sara – que adoptou o apelido Sarowsky como assinatura pública – transformou o falatório sobre o seu estado civil de num repositório de afirmação positiva: o blogue “Ainda Solteira!”.

“É o meu grito, a minha maneira de dizer que não tenho problema nenhum. Precisava de expor o meu ponto de vista”.

O momento chegou há cinco anos, diante da proximidade dos 40, e numa fase de transição profissional.

A voz da experiência
Na altura, recém-saída de um trabalho como gestora de redes sociais e comunidades de uma figura da televisão, e com uma experiência anterior de cinco anos na mesma área, acumulada na Embaixada de Cabo Verde em Lisboa, Sara decidiu investir o conhecimento adquirido num blogue pessoal.

Licenciada em Comunicação Empresarial e mestre em Marketing Estratégico, a escolha da temática de especialização foi tudo menos irreflectida.

“Fiz pesquisa de mercado, para saber o que estava a dar. Havia os blogues de culinária, mas não gosto, e sabia que precisava de algo que pudesse fazer com paixão. Depois havia as viagens, mas nunca viajei muito, nem tinha dinheiro para isso. Tinha também a fotografia, mas apesar de ter um curso e máquina profissional, senti que para ter boas imagens faltava-me viajar. Havia ainda os filhos, que não tinha nem tenho, e a moda, que adoro, mas, pessoalmente, e sem querer ferir susceptibilidades nem desmerecer o trabalho de ninguém, acho que um blogue de moda não contribui em nada para um mundo melhor, não deixa um legado”.

Sem uma porta óbvia de entrada na blogosfera, a opção recaiu sobre o tema que mais dá que falar na sua vida: a solteirice.

“Pensei: tenho de escolher uma coisa na qual me sinta à vontade e na qual seja boa. Como sou boa a ser solteira, e sou solteira toda a minha vida, decidi agarrar nesse nicho, abracei a causa com a minha experiência pessoal”.

Mudar de estado civil? Só para melhor
Autora de crónicas, contos e confissões, Sara Sarowsky apresenta-se, no cartão-de-visita do blogue, como “uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar”.  Será “caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!”, assinala a blogger, fazendo ecoar, com esta pergunta-resposta, as surpresas e incertezas da vida.

“Claro que já namorei, claro que já tive os meus namorados, mas chegou a um ponto em que senti que não eram as pessoas certas, por isso as relações acabaram. Percebi que preciso de mais do que apenas estar com alguém só porque sim, e no dia em que esse mais acontecer eu serei a primeira a abrir mão da minha solteirice”, adianta a cabo-verdiana, firme na defesa das suas escolhas. “Uma relação tem de me deixar melhor do que estou agora. Para ficar pior, continuo solteira”.

Aos 43 anos, e com uma longa lista de cobranças familiares e culturais – “Olha que a idade está a passar…”, tornou-se um aviso-chavão –, Sara sabe que não tem de provar nada a ninguém. Mas lembra-se que nem sempre foi assim. “Passei por períodos de muita angústia, amargura, sentimento de diminuição”, conta, salientando a diferença que uma voz de suporte pode fazer num dia-a-dia sobrecarregado de múltiplas pressões.

“Quando todos nos tratam como se tivéssemos um defeito, começamos a acreditar nisso. Acredito que a minha experiência não teria sido tão difícil se alguém me tivesse dito, lá atrás, que não havia nada de errado comigo por ser solteira”.

Desestigmatizar a solteirice
A consciência do poder da identificação e da importância de desestigmatizar a vida celibatária tornou-se evidente a partir da criação do “Ainda Solteira!”, premiado nos Blogzillas do Ano (ex-Sapos do Ano) como o melhor blogue de 2020 na categoria Sexo e Diário Íntimo.

A distinção renova-se desde 2018 – nessa época incluída no segmento Sexualidade – e resulta da indicação e votação dos internautas, fiéis na sua preferência.

“Comecei logo a receber reacções muito positivas, e apesar de não ser uma blogger com milhões de seguidores, sei que tenho um impacto muito grande na vida de algumas pessoas. Podem ser apenas 10, mas são 10 que me mandam mensagens, que desabafam comigo, com quem vou criando laços”.

A proximidade – que com algumas solteiras já saltou do mundo virtual para o mundo real –, tem permitido amadurecer reflexões e explorar novos caminhos profissionais.

“Apercebi-me que existe muita procura de amor. Toda a gente quer amor. Por isso é que o mercado da solteirice vale milhões”, realça Sara, dona de uma audiência esmagadoramente feminina.

“Cerca de 60% das minhas leitoras estão entre os 35 e os 44 anos, são profissionalmente activas, e, pela forma como se expressam, têm formação”, descreve a blogger, acrescentando que outro dos aspectos que têm em comum é uma auto-confiança adormecida.

“Elas sabem que não há nada de errado com elas, apesar de a sociedade continuar a dizer o contrário o tempo todo. Então, o que sinto é que apenas precisam de reconhecer o que já têm dentro delas, precisam de alguém que confirme isso, que não as olhe de lado”.

Mais do que oferecer um espaço de acolhimento, aceitação e de identificação, necessário para restaurar amores-próprios feridos e até perdidos, Sara quer ser – sempre que alguém manifeste essa vontade – um elo de ligação para novos amores.

Dar largas à veia empreendedora
Afinal, conforme demonstra a sua própria experiência, o facto de estar bem sozinha não significa que não possa ficar ainda mais bem acompanhada.

Nesse sentido, em parceria com Isabel Soares dos Santos, especialista na área do coaching espiritual e da organização de casamentos, decidiu aventurar-se na criação de um serviço de matching, baptizado “Love for You”.

A oferta, recém-lançada, é apresentada por Sara no seu “Ainda Solteira!” como uma oficialização da condição de “cupido amadora”.

Através da promoção de encontros virtuais, a blogger promete dar expressão empresarial ao que já faz pontualmente: “Tentar arranjar um par para os solteiros que partilham a sua vontade em viver uma estória de amor”.

A missão dá os primeiros passos no Instagram, e debuta Sara nos desafios do empreendedorismo, igualmente apontados para a produção de um programa televisivo.

“Já apresentei o formato a dois canais, com o nome provisório de ‘SOS Solteiro! Ainda há esperança”, revela a blogger, explicando que o título não deve ser lido em tom de desespero.

O ‘ainda’ faz a ligação para o blogue, e a 'esperança' prende-se com o desejo de encontrar alguém especial para partilhar os dias, combinado com o compromisso de seremos capazes de viver felizes connosco.

A essência cabo-verdiana

O propósito surge, na história de Sara, indissociável das raízes. “Vim para Portugal com quase 20 anos, para tirar a licenciatura, regressei a Cabo Verde depois, mas acabei por voltar para fazer o mestrado”, conta, acrescentando que, apesar de ter nacionalidade lusa, e de estar no país há mais de uma década, a casa continua a ser africana.

“Em Cabo Verde eu estou a 100%, eu respiro a minha essência, eu ouço a minha língua em tudo quanto é sítio, tenho sempre o mar que eu amo, tenho os meus amigos de toda uma vida, a minha família, a minha comida, as minhas coisinhas…por isso preciso sempre de lá voltar para me reconectar com isso tudo”.

Ainda que o arquipélago de origem tenha deixado de ser a sua única casa, e mesmo reconhecendo que a emigração traz novas oportunidades, a blogger nota que, é em solo cabo-verdiano que encontra. “O meu cordão umbilical está lá, ou o "pé fincado na tchon", como nós dizemos em crioulo”.

Por agora em Portugal, mas com planos de se mudar para França, onde vivem cinco dos seis irmãos, Sara também exibe, no passaporte de concretizações, aspirações literárias.

Além de ter em mãos um projecto para publicação de um livro sobre a tradição oral cabo-verdiana, a blogger marca presença na antologia “Mulheres e seus destinos”, que reúne testemunhos lusófonos sobre a condição feminina. Nessas páginas, apresentadas em Novembro passado no Centro Cultural Cabo Verde, em Lisboa, Sara publicou o seu retrato de mulher ideal: “Realizada, amada, empoderada, feliz, estimada”. À prova de qualquer estado civil.

Não te esqueças que temos encontro marcado hoje, a partir das 21h30, nesta página.

Aquele abraço amigo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

29
Nov20

2F9CA00E-9A53-48B5-ADA3-1796A6FAD1CD.jpegViva! ✌️ 

É sabido que domingo é o meu day off, dia de jejum, dia de detox eletrónico, dia em que me desconecto do mundo para dedicar-me exclusivamente à minha pessoa. Hoje, porém, abro uma exceção para te avisar que estarei esta tarde, a partir das 16:30 de Lisboa (15:30 em Cabo Verde), no programa Olhar Feminino da Radio Brockton Fm, a voz da comunidade radicada naquela cidade do estado de Massachussetts, Estados Unidos da América.

Será a minha estreia em terras do Tio Sam, a qual alberga a maior comunidade morabeza do mundo. A gravação decorreu ontem ao final do dia, e, ao que tudo indica, esteve à altura do desafio. Convido-te, pois, a assistir ao programa, através da página do Facebook daquele canal, e depois a comentar sobre a minha prestação. Antes de te manifestares, lembro-te que amanhã é o meu dia de anos, logo que mereço uma prenda amiga. Capice?

Aquele abrraço amigo e até já!

Autoria e outros dados (tags, etc)

04
Dez19

Entrevista ao SAPO Lifestyle

por Sara Sarowsky

ACFC297E-47CF-4E25-BC49-F39FD4E97F1D.jpeg

Viva!

Contigo partilho hoje a minha entrevista ao maior portal de notícias do meu amado país natal, o Sapo Cabo Verde. Assinada pela C. Morais, a peça saiu hoje na rubrica Dinheiro e Carreira da SAPO Lifestyle. Podes aceder através do link ou ler aqui mesmo.

Define-se como "mulher de personalidade independente, desenrascada, bem-disposta, curiosa e muito crítica em relação a determinados status quo que, a seu ver, cumprem o doloroso dever de manter as pessoas espartilhadas num código de conduta (moral, social e religioso), para a qual sequer foram convidadas a opinar". Em entrevista ao SAPO, Sara Sarowsky, a autora do blog Ainda Solteira, conta como surgiu o projeto que se revelou ser o 'grande amor da sua vida'.

É natural da cidade da Praia, mas há muitos anos que Sara reside no estrangeiro, atualmente em Portugal. É autora de um blog com um título no mínimo provocador – Ainda Solteira – e este ano é novamente uma das finalistas dos Sapos do Ano, iniciativa que visa distinguir os melhores blogs anónimos portugueses e cujo vencedor é anunciado a 17 de dezembro.

O 'grande amor da sua vida' surgiu em 2015. Sara tinha 36 anos, trabalhava em comunicação enquanto gestora dos blogs de uma apresentadora de televisão em Portugal e consequentemente "passou a inteirar-se do âmbito técnico, administrativo e comercial da blogosfera". Da troca de ideias com jornalistas e gestores de conteúdos, colegas de profissão, e de uma pesquisa sobre os temas com maior saída na altura, decidiu criar o blog, que inicialmente batizou de 'À beira dos 40 e ainda solteira. So what?!', mas que acabou por ficar apenas Ainda Solteira.

Recorda que na altura "já não suportava levar com os comentários alheios sobre a sua condição amorosa. Com maior ou menor pitada de malícia, ouvi de tudo: porque não tinha namorado, porque não tinha filhos, porque as amigas e colegas já estavam todas casadas e paridas e eu não, porque o prazo de validade para engravidar estava a expirar, porque uma mulher sem homem é como um carro sem motor, porque tinha uma relação clandestina, porque não gostava de homens, porque tinha mau feitio, porque tinha a mania, porque isto, porque aquilo, porque aqueloutro. Levava com essas bocas da família, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos, dos desconhecidos, dos indiscretos, dos condescendentes, dos genuinamente preocupados, dos ressabiados, dos invejosos, dos piedosos, dos moralistas, dos amorais, de todos, o tempo todo".

Consciente de que o tema era bastante específico deitou as mãos a obra e dedicou-se à pesquisa, sondou "profissionais da área, analisou tendências e estudou casos de sucesso" e seguiu em frente sempre com o objetivo de "criar um blog diferente (...) que respeitasse o lema da faculdade onde estudou: 'Se formos apenas mais um, seremos um a mais!'.

Escolheu um tópico onde se sentia à vontade. "Ao estatuto de solteira de longa duração, aliava-se uma vocação inata para a coisa, se assim posso dizer. Eu gosto de ser leve, livre e solta, como se diz por aí. (...) O celibato ensinou-me a sentir-me amada sem precisar de um homem do lado, a alocar os meus recursos em exclusivo à minha pessoa e a ter maior consciência que ter um parceiro não é garantia de felicidade. Basta ver a quantidade de amigas, colegas e conhecidas que são miseravelmente infelizes mesmo estando emparelhadas. Sem falar naquelas que casaram, descasaram e agora são mais amargas que azedinha".

Ainda assim salienta que é totalmente a favor do amor, "o mais sublime de todos os sentimentos" que "só faz sentido se for para nos deixar mais felizes do que já somos". Daí que salienta: “Até agora não encontrei quem consiga fazer-me mais feliz do que já sou estando solteira".

O estilo peculiar da sua pena virtual deve-se também ao facto de sempre ter sido uma leitora voraz e ter especial aptidão para contar histórias, alega.PJN_9561a.jpg

"Durante a minha infância – passada no Cabo Verde recém-independente, sem internet e com acesso limitado à televisão, a leitura era tudo o que me restava para ocupar o tempo livre. Lia o que me aparecia pela frente: banda desenhada, romances (moda entre as adolescentes), obras de aventura e mistério, contos eróticos (que chamávamos de capricho), jornais, manuais escolares, livros didáticos e por aí fora. Quando a nada mais conseguia deitar a vista valia-me a Bíblia, logo eu que sou agnóstica até à medula".

Explica que pelo facto de o blog ter um público bastante específico, a comunidade celibatária, a sua audiência é "modesta, contudo, fiel". 

Geralmente publica três vezes por semana e raramente faz posts aos fins-de-semana. "Como estou longe de pertencer à turma dos "agarrado ao telemóvel", o estar desconectada nesses dois dias é uma solução para desacelerar a dinâmica alucinada que rege o exercício da profissão de gestor de redes sociais”.

Apesar de já ter recebido propostas, a blogger optou por não ter publicidade no Ainda Solteira, nem fazer promoção de produtos e serviços. Sara explica que tem um cuidado obsessivo em não associar o blog "a alguma marca, serviço ou produto do qual possa vir a sentir embaraço no futuro. Sem falar que receio perigar a minha credibilidade, como já aconteceu com vários bloggers e influencers".

Mas deixa claro que não exclui a hipótese de tirar proveito financeiro com o blog que considera ser "uma causa, um projeto de vida, um casamento para a eternidade", e não apenas um passatempo. "No dia em que me fizerem uma proposta com a qual me identifique e com a qual os meus seguidores também se possam identificar, terei o maior gosto em aceitar. Até lá, prefiro manter os meus valores intactos, ainda que isso implique bolsos rasos".

Mostra-se extremamente realizada com o feedback que tem recebido até então por parte dos utilizadores e diz, inclusive, que são estes que a motivam a continuar com o blog.

PJN_9565_1.jpg

"Não mais do que uma vez ponderei a hipótese de desistir do blog e se não o fiz foi por causa da excelente relação que tenho com aqueles que leem os meus conteúdos. Deles só tenho recebido elogios, cada um mais inspirador que outro. Pessoas, sobretudo mulheres, que me confidenciam como as ajudo a encarar a solteirice com outros olhos. Que ao lerem o que escrevo se sentem mais confiantes, mais firmes na sua decisão de se manterem solteiras a estar numa relação medíocre, abusiva ou estéril".

"Saber que fazemos diferença – para melhor, claro – na vida de alguém é algo indescritível, que me impele a ser mais e melhor blogger, em primeira instância, e mais e melhor pessoa, por consequência", enfatiza.

Quanto aos planos futuros para o Ainda Solteira, a autora diz que gostaria de elevar ainda mais a qualidade do blog "não só para legitimar as distinções (já) conquistadas, mas essencialmente para alcançar muitas mais".

"A minha intenção é, e será sempre, ser reconhecida (ainda que por meia dúzia de pessoas) como uma autora criativa, divertida, verdadeira e com uma escrita pautada por uma sensibilidade capaz de tocar, de forma despretensiosa e aconchegante, o coração, a mente e a alma dos seus leitores. É isso que me move, motiva, orgulha e realiza".

A possibilidade de um dia regressar a Cabo Verde existe, mas Sara salienta que antes disso teria de realizar uns quantos projetos."Gostemos ou não de admitir, Cabo Verde ainda é muito limitativo em determinadas áreas. E aquela na qual quero realizar-me é uma delas. Outra razão que me prende cá tem a ver com o facto de todos os meus irmãos residirem na Europa. Estando em Portugal, é-me mais fácil, rápido, cómodo e barato estar junto deles".

Autoria e outros dados (tags, etc)

28
Nov19

Entrevista aos Sapos do Ano

por Sara Sarowsky

frog-881655_960_720.jpg

Viva!

Cá estou eu de volta, desta vez para te deixar a entrevista aos Sapos do Ano, através da qual o AS e eu nos damos a conhecer um pouco mais (e melhor). Espero que gostes e que votes nele para melhor blog do ano.
 
Hoje conversámos com uma das finalistas do Sapos do Ano, na categoria Sexo e Diário Intimo. Ela é autora do blog Ainda Solteira.
 
1. Conta-nos como foi o nascimento do teu blog.
Este blog, o segundo por mim criado, foi parido às portas do verão de 2015, poucos dias após ter-me despedido do cargo de gestora de social media de uma figura pública. Como já estava familiarizada com a blogosfera, já que uma das minhas funções consistia precisamente na gestão de vários blogs – sendo um deles meu adversário direto nesta corrida aos Sapos do Ano, dá para acreditar? – nada mais natural que criasse o meu próprio blog. Após um brainstorming com colegas e profissionais do meio e uma pesquisa sobre os temas com maior saída, decidi criar aquele, que primeiro batizei de À beira dos 40 e ainda solteira. So what?! Reconhecendo que o nome era demasiado extenso, e provocador, encurtei-o para apenas Ainda Solteira. Nessa altura contava com 36 anos e já não suportava levar com os comentários alheios sobre a minha condição amorosa. Com maior ou menor pitada de malícia, ouvi de tudo: porque não tinha namorado, porque não tinha filhos, porque as amigas e colegas já estavam todas casadas e paridas e eu não, porque o prazo de validade para engravidar estava a expirar, porque uma mulher sem homem é como um carro sem motor, porque tinha uma relação clandestina, porque não gostava de homens, porque tinha mau feitio, porque tinha a mania, porque isto, porque aquilo, porque aqueloutro. Levava com essas bocas da família, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos, dos desconhecidos, dos indiscretos, dos condescendentes, dos genuinamente preocupados, dos ressabiados, dos invejosos, dos piedosos, dos moralistas, dos amorais, de todos, o tempo todo. Portanto, a solteirice era um tópico com o qual me sentia à vontade para escrever. 
 
2. Como tem sido a interação com outros bloggers?
Espetacular! Comentamos, partilhamos experiências, trocamos "likes" e, volta e meia, recomendamo-nos uns aos outros (mais eles do que eu, admito). Alguns já considero amigos, de tanto que estamos por dentro da vida um do outro. Atrevo-me a dizer que somos uma comunidade, cuja realização máxima é o sucesso individual a par do sucesso coletivo. Dou um exemplo: quero ganhar este Sapo do Ano, e estou a fazer por isso, mas se for para perder prefiro que seja para uma das adversárias que já considero uma amiga.
 
3. O que achas que leva as pessoas a gostarem do teu blog e a seguirem-te? 
Citando palavras dos próprios, os leitores/seguidores gostam acima de tudo da forma como me expresso; da autenticidade, da assertividade, da descontração e da verdade com que abordo os temas. Deles só tenho recebido elogios, cada um mais inspirador que outro. Pessoas, sobretudo mulheres, que me confidenciam como as ajudo a encarar a solteirice com outros olhos. Que ao lerem o que escrevo se sentem mais confiantes, mais firmes na sua decisão de se manterem solteiras a estar numa relação que não lhes traz felicidade.
 
4. Consideras que o teu blog está bem categorizado nos Sapos do Ano?
Sem dúvida! A categorização deste ano agradou-me bem mais do que a do ano passado. Por não o identificar como um blog de ou sobre sexualidade, a alteração da sua categoria para 'Sexo e Diário Íntimo' reflete muito mais a sua essência, já que o Ainda Solteira é, seguramente, um diário íntimo que aborda o tema sexo com bastante frequência. 
 
5. Quem levarias contigo para a ilha de Adão e Eva? 
O tal rapaz lá do ginásio, sobre o qual escrevi várias vezes. 
 
E ainda deixou-nos uma mensagem:
Por fim, mas não menos importante, permito-me estas palavras amigas aos mentores disto tudo:
Magda&David, a dupla maravilha por detrás desta magnífica iniciativa, que, mais do que distinguir os melhores blogs (não comerciais) de Portugal, dá-nos a oportunidade de nos conhecermos uns aos outros, de nos darmos a conhecer, mas sobretudo, de nos conhecermos a nós mesmos. Independentemente de ganharmos, o facto de estarmos nomeados já é uma vitória, pois para chegarmos a este ponto é porque temos capacidade, qualidade, tenacidade e um amor imenso pelas palavras.
Bem haja aos promotores, aos competidores, aos leitores, aos seguidores, aos admiradores e aos eleitores.
 
Podes votar nesta finalista aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Melhor Blog 2020 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2019 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2018 Sexualidade





Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D