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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

sunset-3754082_1920.jpgViva!

Dando continuidade ao tema da última publicação, são estes os hábitos de conquista que, de acordo com Stephanie Reeds, numa publicação no site CuriousMindMagazine, devemos resgatar do desuso. Como referido antes, estas dicas destinam-se aos homens, a quem cabe, na minha opinião, dominar a arte da conquista.

Arrisca e convida-a para sair
Se tens alguém que mexe contigo, não percas tempo com rodeios ou "joguinhos". Assume que estás interessado e convida-a para sair. O não já tens, pelo que tudo o que vier será ganho. Simples assim!


Cuidado com a aparência
A aparência é importante, pelo que a forma como te vestes diz muito sobre ti. Somos o que vestimos, acredita. Não precisas usar fato e gravata o tempo todo, assim como escusas de andar por aí de fato de treino. O meio termo, o tal casual chic, é uma aposta segura e eficaz.


Oferece flores ou um presente simbólico
Presentear demonstra interesse, sensibilidade e generosidade. Uma flor, uma caixa de bombons, um livro ou uma agenda são bons exemplos de que não é preciso muito para fazer com que alguém se sinta estimado.


Deixa o telemóvel de lado
A dependência do telemóvel é atualmente um dos maiores carrascos de qualquer relacionamento. Poucas coisas são piores do que estar num encontro com uma pessoa que não para de olhar ou mexer no telemóvel. Não só é deselegante como demonstra falta de respeito e de interesse. Se não és capaz de passar uma hora "desconectado", escusas de marcar um encontro com quem quer que seja.

Abre-lhe a porta do carro
Sabemos que ela tem duas mãos, logo que é perfeitamente capaz de o fazer sozinha. O que conta é o gesto, a elegância, o galanteio. Sem falar que será um bom pretexto para te abeirares dela, sem parecer invasivo nem faminto. Pessoalmente, derreto-me toda quando abrem-me a porta do carro.

Sê honesto em relação às tuas intenções
Mentiras, meias-verdades e joguinhos não ocupam espaço na mente de uma pessoa bem resolvida. Pessoas narcisistas e inseguras é que são adeptas de tais subterfúgios, a que recorrem como forma de se sentirem valorizadas. Assim como é de bom tom assumir que se está interessado, revelar as verdadeiras intenções também. Nada de mentir para obter sexo rápido ou para massagear o ego.

Proporciona-lhe uma noite romântica
Sim, refiro-me àquela saída a dois, ao estilo do Dia dos Namorados. As mulheres gostam, fazer o quê? Mesmo que não sejas adepto desse tipo de programa, o esforço costuma valer a pena, já que elas ficam todas derretidas, logo ávidas por retribuir (se é que me entendes). Uma reserva num restaurante chique, uma noite num bom hotel ou uma escapadela para um destino cobiçado costumam surtir o efeito desejado.

Não contes com sexo no primeiro encontro
Independemente da tua ânsia (ou fome), não queiras por o carro à frente dos bois. No tempo dos nossos avós, o sexo só era legitimidado em ambiente matrimonial. Nos dias de hoje, este tornou-se mais banal do que sei lá o quê. A meu ver, tanto um como outro pecam por extremismo, logo há que encontrar um meio termo. Sexo sim, mas porque é o desejo de ambos e não porque tem que ser. Pela minha experiência, digo que este é o maior calcanhar-de-aquiles dos homens do século XXI.

Diz "Amo-te" somente quando for verdade
Não sejas do tipo que anda por aí a proferir declarações de amor a todas as mulheres com quem se envolve. O amor é um sentimento demasiado nobre para ser encarado com tamanha frivolidade. Mesmo que to cobrem (sei que existem mulheres que praticamente obrigam os seus homens a fazer isso), só te declares quando estiveres seguro dos teus sentimentos. Não sejas leviano nem inconsequente; o amor é para ser levado a sério.

Lembra-te das coisas que a fazem feliz
Presta atenção às pequenas coisas que a deixam nas nuvens (não, não me refiro ao sexo). Refiro-me, por exemplo, a levá-la à estreia de um filme pelo qual está ansiosa, encomendar o seu prato favorito, escolher uma música que ela adora, convidar a sua melhor amiga um encontro a três ou lembrar-se do nome do seu perfume. São esses detalhes que mostram que te importas com ela e que estás atento ao que a faz feliz.

Não a deixes à espera
Não se deixa uma senhora à espera, aposto que já ouviste dizer. Ainda que seja mais um hábito em desuso, a verdade é que deixar alguém à espera é desrespeitoso e pouco romântico. Se for logo no início da relação, pior ainda. Faz tudo para que estejas no sítio combinado, pelo menos 10 minutos antes. Além de pensar que estavas ansioso por encontrá-la, vais-lhe proporcionar uma oportunidade de ouro para fazer aquela entrada triunfal, digna da passadeira vermelha.

Por mais que os tempos atuais transmitam a ideia de que são démodées, a verdade é que estes hábitos combinam lindamente com o romance. Até porque o respeito, a atenção, a gentileza e a dedicação são tendências que nunca saem de moda. Lembra-te disso da próxima vez que estiveres empenhado em conquistar alguém.


Aquele abraço amigo de sempre!

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Viva!

Era uma vez uma princesa chamada Kimberley. A Kimberley tinha 24 anos e, tal qual a maioria dos mortais, ansiava por encontrar a sua cara-metade. Como esta tardava em dar o ar da sua graça, a nossa heroína decidiu partir em busca dele. Na sua aventura passou por vários sites e apps, até ir parar aos domínios do Tinder, onde se cruzou com vários pretendentes. Houve um que a cativou mais que os outros; ao ponto de decidir aceitar o seu convite para um encontro, encontro esse que correu tão bem que acabou promovido a jantar.

O que parecia prestes a desabrochar num segundo date, acabou confinado a um silêncio ensurdecedor, já que o mancebo nunca mais deu sinal de vida. Até que, três meses depois, adentra pelo telemóvel da Kimberley uma mensagem do "ghosting" com 15 recomendações que ela deveria seguir se quisesse voltar a desfrutar da doce fragrância da sua presença.

Qual não foi o choque e a estupefação da nossa jovem ao ver isto:

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Para quem não está muito à vontade com o inglês (como eu), fica aqui a tradução:

1. Se perdesses seis a 12 quilos ficarias incrível;

2. És muito pálida. Sei que não gostas muito de apanhar sol, mas um pouco de bronzeador não te faria mal nenhum;

3. Como até tens mamas grandes, deverias mostrar um pouco mais do teu decote;

4. Penso que deverias usar roupas que se adequem mais ao teu tipo de corpo. Deverias também atualizar um pouco o teu estilo para que eu não me sinta embaraçado quando andar contigo na rua;

5. Devias pintar o teu cabelo de uma cor mais normal e fazer extensões. O cabelo comprido é mais sexy;

6. Devias ter um ar mais natural e por isso devias deixar de usar maquilhagem. Arranja-te de forma a que fiques com um ar decente, mas não exageres;

7. Como os teus lábios descaíram, devias voltar a fazer um preenchimento. Eu sei que te arrependeste de o teres feito antes, mas o enchimento dos lábios dá-te um ar mais sexy;

8. Precisas de ser mais confiante. A confiança é sexy!;

9. O facto de quereres ir devagar fez-te parecer pudica. Além disso deverias ser mais sensível para com os sentimentos dos outros pois o facto de não me teres dado um beijo magoou o meu ego;

10. Quando nós comemos, eu reparei que pediste uma salada, mas pedires uma cola normal é ingerires mais calorias que não precisas;

11. Devias contar o mínimo possível de detalhes sobre o teu passado. Eu não estou minimamente interessado em saber nada sobre o teu passado nem por aquilo que passaste;

12. Pareceste-me um pouco reservada. Devias mostrar mais a tua personalidade;

13. Devias ter um melhor sentido de humor. Tu não te riste de nenhuma das minhas piadas;

14. Fizeste-me sentir mal quando te ofereceste para pagar. Parece que não percebeste que eu tinha dinheiro para pagar mesmo depois de te ter mostrado qual o saldo da minha conta bancária;

15. Não me fizeste nenhum elogio.

Poderia este texto ter sido importado diretamente da minha imaginação? Poderia, mas não foi. Esta estória é verídica e passou-se lá pelas terras de sua majestade. Uma situação tão inusitada (e bizarra) que a sua protagonista fez questão de partilhá-la com o cibermundo, que, por sua vez, não se coibiu de a viralizar, despertando assim a atenção de reputados sites de notícias, como, por exemplo, a Fox News, o The Sun ou o Daily News.

Moral da estória: príncipes encantados não existem, muito menos no Tinder!

Bom fim de semana!

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635520.png.jpgViva!

Queres desencalhar? Se sim, só tens que experimentar este menu de degustação, composto por dicas à moda da Trea, marinadas em cinco questões e temperada com um caso concreto. Para sobremesa, sorrisos constantes. Garanto-te que esta receita para arranjar namorado é de comer e lamber os beiços. Pronta para o que aí vem? Bora!

matchmaker Trea Tijmens, citada pela swissinfo, é categórica na hora de dizer que para começar a namorar é preciso antes fazer uma limpeza interna, uma faxina de dentro para fora. Aliado a este conselho, a formadora de casais explica que o seu trabalho consiste em preparar mulheres holisticamente, por forma a que consigam criar oportunidades para um novo relacionamento.

"Quero que as minhas clientes consigam reconhecer oportunidades e que sejam capazes de agir perante esses momentos. Oportunidades acontecem no nosso dia a dia, no comboio, no supermercado, no autocarro, nos bares. Só que muitas pessoas nem reconhecem", enfatiza, reconhecendo que trabalha preparando a mente dos clientes para lidar com situações de engate.

Mas para isso é imperativo sair da zona de conforto. Para quem tem filhos, o conselho é que a pessoa se envolva nas atividades escolares. É preciso tomar atitudes para aumentar a rede de contatos, como por exemplo matricular-se num curso ou inscrever-se num ginásio.

Esta profissional que se dedica a juntar corações solitários aconselha seus clientes a limparem a mente de ideias negativas, com frases que minam a autoconfiança, como "Os bons já foram fisgados", "Eu não mereço um gajo bom" ou "Por que esta pessoa se interessaria por mim?".

Outra lição que Trea faz questão de passar é sobre o sorriso. "Sorria, faça do mundo um lugar mais humano. Eu garanto que vai ajudar a atrair um relacionamento", diz. E dá como exemplo o caso de uma das suas clientes, que reclamava que ninguém falava com ela, mas que após seguir o seu conselho, foi abordada por um homem interessante.

Outro conselho valioso, principalmente para os bem-sucedidos profissionalmente. "Muita gente acha que aquela pessoa está muito feliz sozinha e que não procura ninguém. Além disso, não vão querer se intrometer ou tocar no assunto, já que é privado. Dessa maneira, aconselho que o assunto seja inserido durante o almoço ou até mesmo durante o café no escritório, mas sempre de maneira sutil: "Diga que está em busca de uma pessoa para formar uma família, ou de um relacionamento estável, sem conotação de desespero ou desânimo", explica.

Para rematar, a love coach sugere algumas perguntas que devem estar bem esclarecidas na mente de quem procura o amor, sob pena de ver fracassadas todas as estratégias anteriores:

Você está emocionalmente pronto?
É imperativo responder se o ex realmente ficou no passado. Isto porque o futuro relacionamento não quer ouvir falar de relações passadas.

Namorar é uma prioridade?
É preciso se fazer disponível para um relacionamento, investir tempo e esforço.

O quão feliz é com a sua pessoa?
Só você é responsável por sua felicidade. Pessoas felizes são ótimas em se ter por perto e isso ajuda na busca de um relacionamento. É importante sentir-se bem (emocional e fisicamente) e segura.

Tem uma mentalidade positiva?
Seja otimista e aberta a conhecer outras pessoas solteiras. É preciso manter o espírito de querer descobrir coisas boas nos outros, como também em si mesmo.

Costuma sorrir para os outros?
Mantenha o sorriso no semblante sempre.

Agora diz-me a que te soube esta crónica gourmet?

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maxresdefault.jpgA propósito de um artigo publicado na coluna The girl next door, da revista Men’s Health, dedico o post de hoje a ti, meu querido seguidor do sexo masculino. Porque quem é amigo não quer ver o outro a fazer figuras tristes e muito menos a levar tampas, bora falar sobre "a" frase de engate que nunca deves usar, caso queiras ter sucesso na investida, claro!

Estou ciente que nem sempre é tarefa fácil encetar uma conversa com alguém de quem pouco ou nada se sabe, ainda menos se queremos cativar essa pessoa e fazê-la ver-nos como alguém a quem vale a pena dar atenção. Sei-o bem, pois há meses que ando a tentar ganhar coragem para meter conversa com o tal rapaz lá do ginásio.

Acredito que, tal como eu, mais pessoas tenham dificuldade em meter conversa com a pessoa em que estão interessadas. Há quem considere que a melhor estratégia passa por iniciar a interação com um elogio, do tipo "és muito/tão bonita", mas a verdade é que esta é a frase que menos resulta.

É o que escreve a autora da referida coluna, Ali Eaves; é o que defendo eu e é o que confirma a esmagadora maioria das 'minas' do meu círculo de socialização. Começar uma conversa com um elogio ao aspeto físico da 'presa' é a pior opção. Cai mal, não só porque, além de soar a frase feita - que se diz a todas -, a alusão à aparência faz parecer que és superficial e só te interessas pela embalagem. Pelo menos é esta a perceção que tenho quando me saem com esta. Penso logo que me querem "papar".

Além disso, ouvir "és muito bonita" ou "perfeitinha" - como disseram há dias à minha colega de casa, como se ela fosse um artigo sem defeito, logo digno de ser desejado - deixa quem ouve numa situação, no mínimo embaraçosa. O que responder? "Tu também", "obrigada" ou simplesmente nada? Seja qual for a resposta, a conversa dificilmente consegue sobreviver àquele silêncio desconfortável que se instala a seguir. Assim, o mais provável, é que a interação fique por ali mesmo.

Como conselho, a escritora recomenda a velha e intemporal 'conversa fiada', ou seja, uma frase casual, em que o conteúdo é o menos importante, mas através do qual é possível iniciar uma conversa. Tópicos como o tempo, aquilo que estão a consumir, o atendimento do bar em que se encontram são alguns dos mais fáceis de usar. No meu caso, todos me recomendam que peça ajuda para fazer um exercício ou comente sobre algo relacionado com ginásio, desporto ou atividade física.

Pessoalmente, acho uma falta de originalidade de todo o tamanho esta conversa da chacha, aborrecem-me de morte e fazem-me pensar que o fulano é primitivo e pouco criativo. Por outro lado entrar a matar com elogios também não me caem no agrado. Sou exigente e difícil de me contentar, eu sei! Até decidir sobre a abordagem mais eficaz, é melhor seguires o conselho da Ali e investir na conversa fiada mesmo. Se esta tática conseguiu sobreviver até os dias de hoje, por algum motivo é.

Simplificando: o mais importante é despertares a curiosidade dela, sem "dares uma de engatatão". Capice?

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25
Jan16

Quem quer ser engatada?

por Sara Sarowsky

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Recuso-me a ser sonsa a ponto de negar que a possibilidade de vir a fazer dinheiro com este blog – à semelhança de tantos outros – é algo que não me tenha ocorrido ou que não me interesse. Agora tornar-me numa cafetina (perdão cupido) é coisa que nunca me passou pela cabeça.

 

Confusa? Já explico!

 

Poucos dias depois deste blog materializar-se no Facebook, recebo uma mensagem que dizia assim: "Olá. O nome dessa página sugere outra coisa. Quando vi pensei que fosse algo para arranjar relações ocasionais. O que não seria nada mau. Bjo." O meu entusiasmo face a este contato - o primeiro e logo de um outsider, isto é um gajo - começou a esvair-se. Ainda assim dei-me ao trabalho de lhe responder cordialmente: "Olá! Não é um sítio de engates, mas se puder ser útil para se arranjar quem nos queira, porque não? A ideia aqui é desmistificar a ideia de que mulheres depois dos 30 ainda solteiras, são encalhadas, feias ou falhadas. Nada disso! Agradeço a tua mensagem e espero ver-te por aqui mais vezes. Semana feliz."

 

Sem mais delongas, o dito cujo sai-me com esta: "O meu círculo de amizade é muito grande e tenho muitos amigos que, embora, alguns com as suas relações, estariam disponíveis para algumas aventuras. Tu terias de conseguir identificar ou convencer mulheres solteiras a entrar em experiências sexuais (sem meias palavras). Teríamos era de conseguir arranjar uma forma de as pessoas verem as fotos umas das outras e dizer em quem é que estaria interessado, evitando assim a temida sensação de rejeição, que os homens aqui em Portugal têm muito medo".

 

Tão simples quanto isso!

 

Quem segue este caderno sabe perfeitamente que não sou apologista de relações casuais, menos ainda, de encontros clandestinos de segundo grau – vulgo cornanços (perdão pela linguagem ordinária). E foi precisamente isso que lhe expliquei: que tal prática iria contra os meus princípios e contra o conceito do blog – que visa transmitir a ideia de que mais vale solteiras, despreocupadas e realizadas do que subjugadas por relações infecundas ou clandestinas, que dificilmente sobreviverão depois do "ohhhhh, i''m coming!".

 

Perante a minha mais que óbvia reticência em aderir à sua causa, sai-me com esta: "Bem… isso acho que já estás a defender o teu ponto de vista e garanto-te que está longe de ser o da maioria. Mas como tu há mais, que não apoiam esse tipo de relacionamento. Não há nada de clandestino nisso. Até porque nós nunca iriamos saber como é que as coisas acabariam! Só seríamos apenas os 'cupidos'."

 

A essa altura da procissão, que ainda só ia no adro, outra missiva: "Ou podes separar as águas. Usar o teu blog para divulgar a tal coisa misteriosa, enquanto crias um grupo no face só para tratar disso. Isso dá para promover desde encontros conjugais a grandes festas ultrassecretas e quando chegarmos a esse ponto, se calhar já da para começar a ganhar qualquer coisa com isso."

 

Com a alma parva e a mente entorpecida por tamanha desfaçatez, consigo atinar que a logística da coisa já estava totalmente montada, já que continuou nesses moldes: "Estive a pensar em alguns pormenores a nível de comunicação. Vou enviar-te um SnapMessenger que eu quero (ele quer!) que instales no teu telemóvel para nós testarmos. A ideia é que quando pusermos as pessoas em contato umas com as outras, pelo menos numa fase inicial, usem isso de modo que não há histórico de conversas. Mensagens instantâneas que desaparecem logo de seguida".

 

Por esta hora, o entusiasmo esfumara, a contra-argumentação desvanecera, a irritação instalara, a paciência esgotara e a boa vontade exilara. Como se não bastasse propor-me um esquema desses, assim na cara dura, sem anestesia nem cuidados paliativos, ainda tinha a petulância de me dar ordens e lições de moral.

 

Está para aqui uma mulher, post atrás de post, a apregoar em prol da diginidade do estatuto de solteira, como algo que pode (e deve) ser encarado com uma benesse (ainda que involuntária, na maior parte dos casos) e não um estigma e aparece-me este caramelo de vinte e poucos anos, ávido por proporcionar a si e aos camaradas fortuitas quecas com mulheres mais velhas, a propor-me dar uma de second love, ainda para mais a custo zero. Pelo amor da santa, como gostava de dizer um ex-quelque chose meu!

 

Dias depois, num sábado, nova mensagem do dito - sim, que este ao que parece não é de desistir fácil - a informar-me que ele e o sócio vinham a Lisboa tomar um copo e se eu não queria juntar-me a eles para discutirmos a nossa parceria. Até deixou o número do telemóvel dele e tudo. Reação da minha parte? Nenhuma, nem mesmo aquele cortês e cortante: "não, muito obrigada!".

 

Se, depois do que acabo de contar, interessa-te alinhar neste esquema do engatanço (como gosta de dizer A Gaja), por favor manifesta-te (por MP aqui ou no FB), que darei um jeito de fazer a ponte com o mister cupido. Caso contrário, faz como eu: abana a cabeça e deixa-te estar quietinha na tua vidinha de solteira linda, poderosa, realizada e fiel à crença de que mereces muito mais do que meros affairs. Ainda por cima, extracurriculares e estéreis.

 

P.S. – Agora aqui entre nós, o que o fulano não sabe é que eu o conheço – bastante bem até - já que ele pertence ao meu círculo de amigos. Sem fazer a mínima ideia que a pessoa que gere o blog é uma conhecida sua, deu um tiro no próprio pé e deixou-me com um trunfo na manga e uma bela estória para contar.

 

E aí, solteira minha, queres ou não ser engatada?

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