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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

chair-4256570_1920.jpgViva!

As expectativas de um primeiro encontro raramente são encaradas de ânimo leve, sobretudo quando se quer muito arranjar alguém. Em termos emocionais, a sua antevisão acarreta um misto de ansiedade, entusiasmo e insegurança. Por assim ser, a margem de erro costuma ser bastante elevada, com consequências perfeitamente capazes de comprometer a continuidade de algo que muito se deseja.

Detalhes podem arruiná-lo, alguns tão pequenos que muita gente deles sequer se apercebe. Sabendo da importância de se causar uma boa impressão nesse momento, Eduardo Torgal, coaching do programa Casados à Primeira Vista, chama a atenção para dez erros que toda a pessoa que se aventura num primeiro encontro deve evitar, sob pena de continuar desemparelhada. São elas:

1. Falar do(s) ex
Conversas sobre relacionamentos passados não devem fazer parte da ementa de um primeiro encontro, o momento ideal para que duas pessoas tenham a oportunidade de se conhecerem, identificarem os pontos em comum, confirmarem se a atração é mutua e apreciarem a companhia um do outro. Não há espaço para uma terceira pessoa, menos ainda se essa pessoa ocupou um lugar especial na vida de quem estamos interessados.

2. Fazer planos para um futuro a dois 
Não tem mal nenhum demonstrar que se está verdadeiramente a fim. Convém é que essa demonstração não exceda o limite do razoável. Mencionar um futuro a dois logo no primeiro encontro é meio caminho andado para um "ligo-te depois para combinarmos alguma coisa!". Todas nós sabemos o que isso quer dizer, não é mesmo?

3. Queixar-se da vida
Problemas todos temos, mas nem por isso devemos sair por aí a contá-los ao primeiro que disponibilizar um par de ouvidos. O first date serve para causar uma boa impressão no outro, para despertar nele a vontade de voltar a querer estar connosco. Quem quererá voltar a estar com uma pessoa que, logo na primeira vez que estiveram juntos, andou a queixar-se de tudo e mais alguma coisa?

4. Expectativas desencontradas

Um dos principais motivos para que não haja um segundo encontro deve-se à expectativa de relação, ou seja, àquilo que cada um quer e espera do outro. Daí que seja essencial esclarecer sobre o que se está à procura e o quanto se está disposto a investir. Pela minha experiência pessoal, quanto mais cedo se abordar esta questão, menos expectativas defraudadas haverá.

5. Dar demasiada atenção ao telemóvel
Nada mais frustrante do que estar a falar com alguém que não para de dar atenção ao telemóvel. Além de demonstrar desinteresse pela conversa, e pelo interlocutor, é de uma deselegância e desconsideração intoleráveis para com quem abriu mão do seu tempo para estar connosco.

6. Discutir
Exaltar-se quando é suposto mostrar-se cativante é outro dos erros fatais na primeira vez que se sai com alguém. Além de revelar um temperamento inflamável, deixa claro que não se tem um bom domínio das emoções. Quem se aventura num encontro a dois, fá-lo na expectativa de desfrutar de um bom momento, numa companhia agradável, pelo que uma discussão é a última coisa com que deseja levar.

7. Não ter opinião
Assim como entrar numa discussão não é uma boa estratégia de conquista, não expressar as nossas ideias ainda menos. Como referi antes, o primeiro encontro serve para que duas pessoas se conheçam e vejam quais os interesses em comum. Se uma das partes não partilha o que pensa acerca de determinado(s) assunto(s), como é que o outro vai ficar a conhecê-lo? No caso de não se querer expressar a opinião, o que é perfeitamente compreensível, duas sugestões: alimentar a conversa com perguntas ou mudar habilmente de assunto.

8. Não planear o encontro

O sucesso de uma saída a dois, seja ele primeiro ou não, passa, como em tudo na vida, por um bom planeamento. Só assim se consegue assegurar que os interesses convergem em direção a um programa que seja prazeroso para ambas as partes. Na hora de decidir sobre que programa fazer, é recomendável ter em consideração as conversas mantidas o e os gostos de cada um.

9. Escolher o local habitual
É de se evitar ao máximo marcar o encontro no mesmo sítio que se costuma frequentar com os amigos ou familiares. Esse deverá dar-se em território neutro, de modo a que ambos estejam em igualdade de circunstâncias. Se se marca um primeiro encontro no "sítio do costume", para além do risco de ser abordado por algum conhecido, dá-se ao outro motivo para pensar que não houve empenho na sua preparação. Sem falar que ele pode sentir-se intimidado com o à vontade caraterístico de quem está familiarizado com o ambiente.

10. Falar sobre o trabalho
É expectável, recomendável até, que se faça menção ao que cada um faz na vida. Agora falar exaustiva e detalhadamente sobre o assunto é que não. Além do too much information, existe o perigo de o outro pensar que não se tem mais tema de conversa ou que se é viciado em trabalho. O outro aceitou encontrar-se para conhecer a pessoa por quem está interessado, e não o trabalho que ela faz. Se for caso de abordar a questão, que seja de forma superficial e descontraída.

Para que não restem dúvidas: os ex ficam no passado, não precisamos começar já a escolher os nomes dos filhos, muito menos por o outro a chorar com os nossos problemas ou entediado com assuntos do trabalho. No amor, como em tudo na vida, as coisas são mais simples do que imaginamos. Precisamos é estar mais atentos ao outro e menos focados em nós.

Single mine, espero que estas dicas te sejam verdadeiramente úteis e eficazes num próximo encontro, que desejemos que esteja para breve.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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Ora viva!

Single mine, acaso já ouviste falar do Match 74, a primeira agência de relacionamentos em Portugal, que foi apresentada esta quarta-feira? À conta deste blog, e provavelmente na expectativa de uma divulgação a custo zero, recebi em primeira mão a dica sobre a sua apresentação. 

Mal a recebi, acometida de uma enorme curiosidade, desatei a disparar cliques em busca de mais informações sobre este novo conceito de emparelhamento amoroso em terras lusas. Infelizmente, até à data, só me foi possível atinar com duas fontes: o site da própria agência e um artigo do Público. Portanto, esta crónica assenta em dados recolhidos por via destas duas entidades.

Na minha busca, até tive direito a um ebook gratuito sobre os erros a não serem cometidos no primeiro encontro. Sobre isso falarei noutra altura que o assunto hoje é outro. Falemos então do Match74, uma empreitada do Eduardo Torgal, o coach de relacionamentos que fez parte da equipa de profissionais que acompanhava os concorrentes de Casados à Primeira Vista. Yep, esse mesmo!


"Sem jogos, sem máquinas a testar relações. Aqui não há algoritmos, fotos falsas ou encontros frustrantes. Dedicado a pessoas reais, que querem relações reais", assim se define a agência na sua homepage, assumindo a transparência, o profissionalismo, a confidencialidade e a discrição como os valores pilares da sua estratégia comercial.

Absolutamente consciente da existência de tantos – demasiados até – corações solitários, o Match74 ambiciona fazer a diferença, desempenhando o papel de um cupido real, sério e competente. Como, deverás estar tu a perguntar? Oferecendo aquilo que as apps e sites de encontro não conseguem: proximidade, familiaridade e conectividade com os clientes. Nas palavras do seu mentor, a missão "é juntar pessoas. Ninguém é um número ou apenas um nome. Nós conhecemos a história da pessoa. Queremos ter sempre essa proximidade com os nossos clientes e queremos que as pessoas que não estão confortáveis no Tinder sejam nossas clientes".

Almejando promover relações sérias e duradouras, o especialista em relacionamentos não se inibe em reconhecer que o público-alvo da agência é essencialmente aquele que deseja – e está preparado para – ter uma relação pra valer. Se for para andar na "caranganhada" (expressão típica da minha terra que significa safadice) que façam bom uso dos Tinders da vida, lê-se nas entrelinhas.

Sobre os valores cobrados pelos serviços prestados, só se sabe, para já, que o Love Card, a primeira fase após a entrevista inicial, tem um custo de 140 euros. Daí para a frente, será preço sob consulta, o que é uma forma sutil de dizer que não será para todas as carteiras. Para a minha com certeza que não.

Pelos vistos, ainda não é desta que vou recorrer aos serviços personalizados de um provedor de amor profissional. Só me resta então continuar a aguardar por algum outro casamenteiro certificado mais à medida das minhas possibilidades, uma coisa assim mais low coast, se é que me entendes. Enquanto isso vou postando, cuscando, curtindo a minha solteirice e sendo feliz do jeito que dá.

Aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana!

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