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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

18
Mar22

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Ora viva! ✌️ 

Que belo dia que se faz hoje, não? Sente-se mesmo a vinda da prima vera, com os passarinhos a anunciarem a sua chegada. É uma benção acompanhar o dia a ficar mais comprido, a temperatura a subir e o verde a apossar-se da botânica. O único senão desta estação do ano é a rinite alérgica, da qual não há forma de eu me livrar. 🤧 

Bom, hoje estou aqui para partilhar contigo a minha última crónica para o portal de conteúdos Balai Cabo Verde, publicada esta manhã, ainda a tempo de saudar e prestigiar as minhas conterrâneas pelo seu dia que se avizinha. Sim, porque a mulher cabo-verdiana tem um dia que é só dela, e de mais nenhuma outra.

Março é um mês muito especial para as mulheres. Para as criolas é ainda mais especial, já que, não só comemoram o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, como o 27 de março, Dia da Mulher Cabo-verdiana. Como tal, esta crónica é dedicada às mulheres da minha terra, as mais bodonas de todas e a quem presto esta mais do que merecida homenagem.

Quisera eu ser como tu, mulher
Quisera eu fazer de ti a minha melhor amiga
Quisera eu estar por perto toda vez que precisares
Quisera eu impedir que te partam o coração
Quisera eu ensinar-te a recomeçar de novo
Quisera eu abraçar-te sempre que precisares
Quisera eu proteger-te de pessoas abusivas e de relações tóxicas
Quisera eu gostar de ti como gosto de mim mesma
Quisera eu fazer da tua mágoa o meu manto de afetos
Quisera eu espelhar em ti a minha melhor versão
Quisera eu ser capaz de manter a violência longe de ti
Quisera eu erguer-te uma muralha contra os inimigos
Quisera eu aconselhar-te com sabedoria
Quisera eu amparar-te toda a vez que te faltarem forças
Quisera eu partilhar contigo os teus maiores sonhos
Quisera eu saber-te amada, realizada e protegida
Quisera eu caminhar ao teu lado por toda a vida
Quisera eu ser como tu
Quiseras tu ser como eu
Quisera eu ser mulher

Esta prosa foi originalmente publicada no Volume I da Antologia Mulheres e Seus Destinos, lançado em 25 de novembro de 2019.

Aquele abraço amigo e energia de um fim de semana fantástico!

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09
Mar22

Todo o dia é Dia da Mulher

por Sara Sarowsky

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Ora viva! 🌷

Celebrou-se ontem o Dia Internacional da Mulher, uma efeméride instituída pelas Nações Unidas como forma de assinalar a luta dos indíviduos do sexo feminino pela igualdade, respeito e proteção dos seus direitos.

Faria sentido publicar esta crónica no próprio dia? Claro que faria! Contudo, optei pelo dia seguinte, não só porque ontem não era dia de vir cá, como era minha intenção fazer um apanhado do que foi este 8 de março de 2022.

Dado que não tive oportunidade para tal, já que dei folga aos meus compromissos e fui celebrar a ocasião com um belo almoço, num dos meus espaços favoritos da capital lisboeta, na companhia de uma das minhas besties, partilho contigo uma reflexão minha sobre esta temática, datada de 2016.

Por sermos o que somos, a criatura humana que gera a vida, o Dia da Mulher deveria ser todos os dias. A meu ver, sequer há necessidade de um dia específico para o mundo nos prestar homenagem. No entanto, já que o instituíram, resta-nos aceitar, agradecer, desfrutar e orgulhar.

Esta efeméride teve como ponto de partida o dia 8 de março de 1857, durante o qual 130 trabalhadoras de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque morreram carbonizadas, na sequência de uma greve geral, através da qual reivindicavam melhores condições de trabalho. Contudo, somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, em homenagem a essas operárias norte-americanas.

Sessenta e cinco após depois, em 1975, a data foi oficializada, através de um decreto, pela Organização das Nações Unidas (ONU), com a finalidade de celebrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, económicas ou políticas. De lá para cá, muito foi alcançado, com bastante ainda para ser conquistado, de modo a dar-se mais valor, destaque, empoderamento, respeito, proteção e consideração à mais perfeita criação de Deus. 

Africanas, europeias, asiáticas ou indígenas; altas, medianas ou baixinhas; loiras, morenas ou ruivas; magras, curvilíneas ou cheinhas; atraentes, gostosas ou simpáticas; ricas ou pobres; solteiras, casadas ou divorciadas; mães ou simplesmente tias/madrinhas; felizes ou deprimidas; guerreiras ou vítimas; dominadoras ou submissas; passivas ou ativas; trabalhadoras ou inativas; sobreviventes ou resignadas; chatas ou fascinantes; realizadas ou paranoicas; sedutoras ou acanhadas; tímidas ou descaradas; ciumentas ou bem resolvidas; possessivas ou descontraídas; maduras ou imaturas; frágeis ou resistentes; doces ou amarguradas; amorosas ou agressivas; mimadas ou sábias… seja qual for a pele que vistamos ou o papel que assumamos, a essência é, e será sempre, a mesma. SER MULHE!

E é essa essência que devemos enaltecer e celebrar todos os dias e não apenas no dia 8 de março. Termino lembrando que todos os dias são dias da mulher, já que a mulher é o símbolo da vida.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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08
Mar21

A7958068-A081-4A0A-848D-8DF56ED67206.jpegOra viva!

Referi há dias que março é o mês da mudança, assim como o da mulher. O dia de hoje é disso exemplo, pois assinala-se o Dia Internacional da Mulher, efeméride que visa enaltecer e dignificar a condição feminina.

Ainda que seja apologista de que a mulher deve, e merece, ser homenageada todos os dias do ano, não posso deixar passar (mais) esta oportunidade para prestar um sentido tributo a todas as descendentes de Vénus espalhadas por este mundo fora. 
Que o espírito que representa esta data se faça presente em todos os restantes dias do ano e que a mulher seja cada vez mais reconhecida, valorizada, respeitada, amada e protegida. 

Como escreveu há pouco a minha adorável colega Anita, "enquanto ansiamos pela presença física, sem máscara e sem medo do abraço, toca a olhar o mundo com o coração". 
Feliz dia nosso, hoje, amanhã e sempre!

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12705626_1036516536386477_5955107122406308404_n.jpOra viva!

Não obstante a minha promessa de voltar na segunda com "aquela" novidade bombástica, não voltei a dar as caras por aqui. Perdoa-me, mas não me foi mesmo possível. Entre aquela entrevista de trabalho de que te falei, fisioterapia, afazeres domésticos, ginásio e reuniões relacionadas com uma proposta de trabalho, não sobrou tempo nem para um sono de qualidade. Tenho tido episódios alarmantes de insónias, que se traduzem numa fraca concentração e num cansaço físico e mental incompatíveis com a escrita.

Como hoje é o nosso dia, o dia em que o mundo nos presta homenagem e se rende à nossa essência, por mais concorrida que esteja a minha agenda, não poderia deixar de vir aqui dar-te aquele olá de alegria e desejar-te um dia abençoado e verdadeiramente compensador.

Como a ocasião merece, e tu também, escolhi partilhar contigo dois belos e inspiradores textos, enaltecedores da condição feminina. Em relação à primeira, Alma de Mulher, confesso desconhecer o autor, já que foi o Mr. Facebook quem mo foi resgatar das memórias publicadas há três anos. Em relação à segunda, tenho a dizer que foi-me dedicada pela escritora Sónia Jardim, de quem tenho orgulho em considerar-me amiga.

ALMA DE MULHER!
Nada mais contraditório do que ser mulher…

Mulher que pensa com o coração,
Age pela emoção e vence pelo amor.
Que vive milhões de emoções num só dia
E transmite cada uma delas num único olhar.

Que cobra de si a perfeição
E vive arrumando desculpas para os erros,
Daqueles a quem ama.
Que hospeda no ventre outras almas
Dá a luz e depois fica cega, 
Diante da beleza dos filhos que gera.

Que dá as asas, ensina a voar,
Mas que não quer ver partir os pássaros,
Mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito,
Ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes.

Que como numa mágica transforma
Em luz e sorriso as dores que se sente na alma,
Só pra ninguém notar.
E ainda tem que ser forte 
Para dar os ombros para quem neles precise chorar.
Feliz do homem que por um dia souber,
Entender a Alma da Mulher!

SER MULHER
Quando nascemos rapidamente nos apercebemos ou obrigam-nos a perceber, sem compreender, que somos diferentes.
E iniciamos a luta, a luta, não por uma igualdade, mas por uma diferença justa.
Uma diferença saudável e agradável.
Eu sei ser Mulher, eu posso e sei ser Mãe, eu sei Trabalhar, eu tenho muita Força.
O que será que me falta, meu Deus?
Muitas perderam-se no caminho da igualdade por não entendem que a luta seria no sentido de evidenciar a nossa diferença e não de procurar a igualdade.
Ser Mulher é ser diferente…
Feliz Dia da Mulher

Meu bem, despeço-me com o compromisso de voltar amanhã – reservei o dia para dar atenção excluiva ao blog, que ando ressentindo a minha ausência. Assim, vai contando com "aquela" partilha, que envolve um ex-padre que está a contar com a minha ajuda para perder a virgindade, assim como uma novidade, boa ao que tudo indica, sobre a minha situação profissional. Até lá fica com aquele beijinho amigo e votos de um dia bem feliz.

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08
Mar16

Feliz Dia da Mulher

por Sara Sarowsky

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08
Mar16

Hoje o dia é nosso

por Sara Sarowsky

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Hoje, mais do que nunca, o dia é nosso. Sim, nosso e de mais ninguém. Se bem que por sermos o que somos, o Dia da Mulher devereria ser todos os dias, aliás ne, deveria ser preciso um dia específico para que se nos preste homenagem.

Esta efeméride teve como ponto de partida o dia 8 de março de 1857, dia em que 130 operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque morreram carbonizadas, na sequência de uma greve geral, na qual reivindicavam melhores condições de trabalho.

Porém, somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher em homenagem às mulheres que morreram carbonizadas na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Daí em diante muito foi conquistado, mas ainda há muito para ser modificado na história da humanidade de modo a dar-se mais valor, destaque, empoderamento, respeito, proteção e consideração à mais bela e perfeita criatura de Deus.

Negras, caucasianas ou mongoloides; altas, medianas ou mignons; loiras, morenas ou ruivas; magras, com curvas ou cheinhas; bonitas, gostosas ou atraentes; ricas ou pobres; solteiras, casadas ou amantes; mães ou simplesmente tias/madrinhas; felizes ou deprimidas; guerreiras ou vítimas; dominadoras ou submissas; passivas ou ativas; trabalhadoras ou inativas; sobreviventes ou resistentes; chatas ou fascinantes; realizadas ou paranoicas; sedutoras e atrevidas; ciumentas ou possessivas; choronas e infantis; frágil e caprichosa; mimada ou sábia; enfim… seja lá qual o papel que assumamos ou qual a pele que vistamos, a essência será a mesma.

Em jeito de homenagem deixo-te com estes versos de autor desconhecido:
Nada mais contraditório que ser mulher...
Aquela que pensa com o coração,
age pela emoção e vence pelo amor.
Que vive milhões de emoções num só dia
e transmite cada uma delas num único olhar.
Que cobra de si a perfeição e vive arranjando
desculpas para os erros daqueles a quem ama.
Que hospeda no ventre outras almas,
dá a luz e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou.
Que dá as asas, ensina a voar,
mas não quer ver partir os pássaros,
mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito,
ainda que seu amor nem se aperceba mais desses detalhes.
Que como uma feiticeira transforma
em luz e sorriso as dores que sente na alma,
só para ninguém notar.
E ainda tem que ser forte,
para dar os ombros para
quem neles precise chorar.
Feliz daquele que por um dia
souber entender a alma da Mulher.

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