Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

woman-1006102_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Uma vez comprovado que o amor à primeira vista existe e que pode acontecer a qualquer momento (vide post anterior), é de todo pertinente falarmos sobre o final que nenhum amor - seja ele à primeira, segunda, terceira ou enésima vista - deseja: desilusão. Infelizmente, faz ela parte da dinâmica existencial, daí que cumpre esta crónica a missão de dar conhecimento de quatro mandamentos para amenizar o impacto de uma desilusão, seja ela amorosa ou não.

As desilusões podem ser desmotivadoras, arrasadoras mesmo. Várias são as pessoas que na sequência delas acabam desistindo, de algo, de si, da alegria de viver, em alguns casos, da própria vida. Sobre isso, considera a psicóloga Jennice Vilhauer, ao Psychology Today, que "dependendo de como se olha para as coisas, a desilusão pode ser devastadora ou uma oportunidade para algo melhor." Daí que recomende estas quatro estratégias para reprogramar o seu significado, de modo a superá-las com mais eficácia:

Não generalizar
O facto de não ter dado certo desta vez não quer dizer que será sempre assim.

Não personalizar
Nem sempre o problema somos nós, existem factores situacionais que estão para lá do nosso controlo.

Não rotular como "má"
As situações dececionantes tendem a ter o potencial para abrir portas a eventos positivos, basta encararmos a situação com outros olhos.

Aprender com ela
Muitas vezes, é do fracasso que advém o sucesso.


Estas dicas, igualmente aplicáveis às demais esferas da vida (profissionais, sociais ou familiares, por exemplo), cumprem o dever de te munir de ferramentas capazes de ajudar-te a gerir com sabedoria e leveza de espírito as agruras da vida. Por isso, faz bom uso delas.

Aquele abraço amigo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

11
Jan17

iStock_000013218853_Medium.jpgOra viva!

Hoje é dia de meditação, pelo que a crónica do dia, além de chegar mais cedo, vem assinada pelo seguidor AR, o novel membro do clube Ainda Solteira, que, por acaso, demonstra bastante jeito para a escrita, não obstante laborar na área da engenharia. Durante uma troca de mensagens, apercebi-me que poderia aproveitar os seus skills para a escrita, no sentido de dar ao blog uma perspetiva masculina da solteirice. No caso do AR, de volta à solteirice, já que o seu estado civil é separado.

Foi assim que, esta terça-feira, desafiei-o a escrever um artigo, cujo tema ficaria ao seu critério. Acedeu de imediato, ressalvando, no entanto, que: "Não vou proteger a espécie masculina. Como um comediante que vi há pouco tempo: 'Men want all the women all the time', um claro conflito com a perspetiva da mulher: 'Women want a man, some of the times'. Mesmo à engenheiro (é pra fazer é pra fazer), envia-me ele esta manhã (às 05:45) um texto, a que deu o título de Equilíbrio. Assim que acabei de lê-lo – ao meio-dia e tal, que eu não tenho a vida dele para precisar madrugar (há que saber aproveitar o lado B do desemprego) – a única palavra que me assaltou o espírito foi: "Brutal". Confere só o seu texto:

Equilíbrio
Quando, finalmente, encontrei a coragem para sair de casa, senti alívio. Sim coragem, que outra coisa podemos chamar a um ato que vai contra tudo o que acreditamos e sentimos? Passa algum tempo e talvez já não pareça coragem, agora têm um toque de estupidez com um cheirinho a arrependimento temperado com muitas dúvidas.

Quando o dia chegou o foco mudou para mim, como explicar ao nosso filho que os pais já não iriam mais estar juntos? Imaginei o seguinte, que nunca lhe consegui dizer por estas palavras:

"Filho, quando o pai conheceu a mãe ficámos amigos e foi plantada uma semente dentro de nós. Às vezes quando se têm muita sorte essa semente cresce e dá lugar a algo chamado amor. O amor traz com ele muitas coisas bonitas, como namorar, viver juntos, às vezes casar, e quando se têm muita sorte nascem filhos lindos como tu. 

Quando se ama, sentimos que somos capazes de fazer tudo e acreditamos que o amor estará sempre forte e à nossa espera.

Mas o amor precisa de ver, tocar e sentir, precisa de ser cuidado. Quando o pai foi para longe o amor dentro da mãe ficou triste, e com o tempo ficou cada vez mais pequenino e desapareceu. 

Quando isso acontece já não se pode ser namorados. Voltamos ao princípio, voltamos a ser amigos. E é por isso o pai já não pode ficar aqui em casa."

O que me leva ao título deste desabafo, Equilíbrio.

A minha geração, denominada por Y, carateriza-se, entre muitas coisas, por "um desejo constante por novas experiências, o que, no trabalho, resulta em querer uma ascensão rápida, que a promova de cargos em períodos relativamente curtos e de maneira contínua". Algo que li por aí.

Aliamos isso ao facto de ser homem e ter uma disposição natural para a competitividade, abraçar desafios cada vez maiores na eterna busca da estabilidade, seja isso o que for, pareceu-me o correto.

Com isso vieram os compromissos... Os dias parecem não chegar e abdicamos de algumas noites que passam ao ocasional fim-de-semana, às vezes férias. E porquê? Porque o trabalho não se faz sozinho e não pode esperar, certo?  Isso era o que eu pensava para mim. 

Decisão após decisão, vou seguindo confiante que é o melhor para todos. Senti que tinha força para tudo, pois as fundações estavam lá. Mas as fissuras lá iam aparecendo, os procedimentos não existiam, as inspeções não foram feitas e, apesar dos sinais ténues, a estrutura começa a desmoronar. Se tiveres sorte e agires depressa ainda vais a tempo de reparar, caso contrário vêm tudo abaixo e vão existir sempre vítimas. 

O segredo está no Equilíbrio. E como é que ele se consegue? Se descobrir aviso, mas como sugestão, comecem por ouvir, ouvir de verdade, quem está à vossa volta. Eu não soube ouvir, agora é altura de reconstruir.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Melhor Blog 2020 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2019 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2018 Sexualidade



Posts mais comentados



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2018
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2017
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2016
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2015
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D