Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

20
Out21

A minha sina com o Covid

por Sara Sarowsky

200EAF93-06EF-451E-B54C-C458A9CA456E.jpegOra viva! ✌️ 

Escrevo-te diretamente da Unidade de Saúde Familiar do Areeiro, em Lisboa, onde uma simples consulta de rotina acabou por empurrar-me para o drama do covid-19. Again! Vamos lá ver se me consigo fazer entender.

Esta manhã tinha agendado um tête-a-tête com a minha médica de família, que não conhecia de todo, pois foi-me atribuída durante a pandemia (o antigo reformou-se, pelo que há mais de dois anos que andava orfã de clínico público). O propósito da consulta era pedir as credenciais para análises e exames de rotina, os quais tenho por hábito fazer a cada dois anos. Gosto de saber como anda a minha saúde, motivo pelo qual faço estes check-ups bianuais, a fim de verificar o estado do sangue, da urina, da imunodeficiência humana, da ginecologia e tudo o mais. 

A primeira surpresa - boa, diga-se de passagem - foi saber que agora tenho uma enfermeira de família, a Patrícia, com quem partilho uma parte da identidade, já que o meu nome próprio é Sara Patrícia. A segunda foi a citologia, com vista à despistagem do vírus do papiloma humano, que tive de fazer de supetão. Sorte a minha que ontem estive a aparar a relva nas partes baixas, caso contrário o desconforto de estar de pernas abertas perante dois pares de olhos seria infinitamente maior. Mulher prevenida vale por mil, lembra-te sempre disso single mine.

A derradeira surpresa, aquela que me impeliu a escrever esta crónica, foi a terceira dose da vacina contra o SARS-CoV-2. Confesso que tal coisa não estava nos meus planos quando esta manhã deixei-me convencer a ir ao centro de saúde. Como testei positivo horas depois de ter tomado a segunda dose da Pfizer, as entidades sanitárias entendem que necessito de uma dose adicional, já que a outra ficou sem efeito por causa da doença. Eu achando que estava completamente protegida, quando na verdade, em termos práticos, só estava inoculada com uma única dose. Se dúvidas houvesse de que nada acontece por acaso, eis mais uma prova...

Com apenas um pacotinho de bolachas de água e sal no estômago, porque tempo para comer é um luxo a que não me pude dar esta manhã, eis-me aqui a por-te a par dos últimos acontecimentos, enquanto aguardo que passem os 30 minutos exigidos para o recobro. O mais engraçado é que daqui a 10 minutos tenho agendado um teste de despiste do vírus, uma exigência (semanal) da minha entidade patronal. 

Estas sincronicidades dão que pensar e fazem-me temer um déjà vú. Lembras-te de ter contado que testei positivo escassas horas após levar a segunda dose da vacina? Só espero que agora não aconteça o mesmo, ou seja, que eu não teste positivo minutos depois de receber a terceira dose. Sinceramente, não seria de estranhar, já que a minha vida está repleta de estórias bizaras.

Uma vez feito o ponto da minha situação, vou deixar-te que, saindo daqui, só terei tempo para apanhar um táxi, chegar à farmácia, ter aquele encontro detestado do primeiro grau com o cotonete e regressar ao escritório, onde o trabalho me aguarda. Sim porque esse não mantém-se impávido e sereno, marimbando-se para os meus dramas quotidianos.

Caso tenhas ficado com curiosidade em saber o resultado do teste de despistagem do covid, recomendo que vás ao meu perfil do Instagram, que lá partilharei o veredicto. Beijo no ombro e até sexta!

Autoria e outros dados (tags, etc)

27
Set21

Inflexões e reflexões

por Sara Sarowsky

My Post.jpgViva! 👋

Hoje escrevo-te a partir do Moxy Lisbon City, um espaço espetacular localizado a escassos metros da minha residência, mas que só na semana passada tive o prazer de explorar, não obstante à sua porta passar praticamente todo o santo dia. Trata-se de uma dessas agradáveis surpresas da vida, cuja decoração e conceito - sobretudo o do workspace gratuito – encantou-me a tal ponto que decidi passar a vir para cá escrever, na expectativa de que o cenário deslumbrante que vês na foto ajude a inspiração a fluir leve e solta.

Para mal dos meus pecados, em casa nem sempre consigo reunir as condições propícias a isso. Pudera, a coabitar com mais três criaturas, cada qual com o seu horário, a sua rotina e o seu conceito de respeito, silêncio, asseio e incómodo. É o preço que pago por insistir em viver no centro de Lisboa, auferindo rendimentos abaixo dos quatro dígitos.

Via programa Renda Acessível já eu perdi as esperanças de conseguir o meu próprio cantinho, um dos motivos de peso para a tomada de decisão em emigrar. Perdi a conta às vezes em que submeti candidatura, sem qualquer sucesso; pior ainda, sem grande perspetiva de vir a ter, já que qualquer pessoa, independentemente do tempo de residência na cidade, do facto de trabalhar no concelho ou da sua cidadania, concorre em igualdade de circunstâncias. Da última vez que ousei sonhar com uma casa à medida da minha conta bancária, fui informada de que teria que disputar a sorte com mais de três mil adversários para poucos mais que uma dezena de fogos.

Não sou racista, xenófoba, elitista ou coisa do género, mas que considero uma tremenda injustiça que pessoas que sequer moram em Lisboa, ou seja, cujos impostos e despesas não contribuem para o erário camarário, concorram nas mesmíssimas condições, lá isso considero. Não acho justo que um recém-chegado ao país/cidade beneficie das mesmas probabilidades que aqueles que, como eu, residem e trabalham na cidade há décadas. Pronto falei!

Da suspeita que paira entre os candidatos de que o processo não é totalmente transparente prefiro não me pronunciar, pelo menos não publicamente... Foi exatamente por isso que não considerei o Medina digno do meu voto. Provavelmente, mais pessoas devem ter feito o mesmo raciocínio, sem falar em outras polémicas, como a cedência de dados pessoais dos ativistas russos, e o resultado é o que se sabe: cartão vermelho direto, "pessoal e intransmissível", sem direito a VAR.

Voltando ao drama meu de toda uma vida adulta - morar em regime de quarto -, nos dias em que urgia concentração total e sossego absoluto, costumava montar acampamento lá para os lados do Centro Cultural de Cabo Verde, outro spot que adoro, mas que se revela sempre um baque na carteira e na dieta, já que é-me de todo impossível resistir ao apelo da cachupa da chef Milocas. Só de fazer menção a isso, já eu estou a salivar... Agora que descobri o Moxy, é minha intenção alternar entre um e outro, conforme o estado de espírito, e o saldo bancário, claro está!

E o assunto que pensava tratar contigo hoje vai ter que ficar para a próxima crónica, dado que esta está prestes a exceder o limite ideal de caracteres. Assim, na quarta vou contar a última, ou melhor, as últimas abordagens de gajos que me procuram na tentativa – patética, diga-se de passagem – de conseguir sexo a custo zero. Yep, a minha saga como "peguete" (como se diz na gíria popular brasileira) não conhece pausa entre temporadas.

Despeço-me com aquele abraço amigo e vibrações positivas, que a semana bem pede. Hasta!

Autoria e outros dados (tags, etc)

13
Fev18

23559419_10155964142509382_2475333685025377705_n.jViva!

A folia do Carnaval não foi e a do Dia dos Namorados também não vai ser, com toda a certeza. E assim vai a vida desta solteira. Há momentos, como hoje, em que sinto que por mais que nade não saio do mesmo sítio. É como se a vida estivesse a passar por mim e, por mais que tente, não há forma de conseguir agarrá-la. Alguma vez tiveste semelhante sensação?

E antes que penses que este meu estado de espírito insosso tem alguma coisa a ver com o 14 de fevereiro, vou logo avisando que não é nada disso. Há muito que esta data não me aquece nem arrefece. Para falar a verdade, a cada ano que passa vai-se apurando a minha perceção do quão hipócrita, oca e comercial ela pode ser.

Estou assim por causa do marrasmo em que se encontra a minha existência. Nada acontece, pelo menos nada de bom... que as más essas são presença constante: uma coisinha aqui, outra coisinha ali e assim por diante.

Só para teres uma ideia: logo pela manhã, o tablet foi à vida. Do nada, morreu para não mais ressuscitar. Começei logo a hiperventilar, pois ele é o meu mais que tudo. Já o levei ao Dr. Indiano Nerd, a quem recorri há uns meses quando o meu pc entrou em falência técnica. Daqui a um par de horas vou receber o diagnóstico definitivo, assim como o custo da operação resgate. Uma coisa é certa: aquele ecrã já não se aproveita.

Fiquei tão transtornada que resolvi ir dar uma volta a ver se conseguia espairecer. Canon a tiracolo, óculos escuros, protetor solar, garrafa de água e outras necessaires femininas à mão, lá me dirigi ao Miradouro da Senhora do Monte, um dos meus preferidos e o mais próximo da minha residência.

Uma vez lá, saco da minha câmara, pronta a disparar flash para tudo quanto é campo de visão. A fotografia, outra das minhas paixões, sempre teve o dom de me devolver o sorriso e a esperança, sempre que deles preciso. E não é que não houve maneira de conseguir que a máquina reagisse aos meus cliques? Diagnóstico: a lente avariou-se – disse-me o dono da loja de fotografias para onde me dirigi a fim de saber o que se passava. Nem me atrevo a pronunciar o montante que vou ter que desembolsar para comprar uma lente nova ou, em alternativa, mandar arranjar a que se avariou.

Da porcaria de emprego decente que não consigo arranjar nem vou fazer referência, que esse episódio já foi emitido, repetido, adaptado e sei lá mais o quê.

Há dias em que mais vale não sair da cama. O que nos salva nestas ocasiões são os 3 F's: Foco, Força e Fé. Foco nos dias melhores que estão por vir, força para impedir o desânimo de tomar conta da situação e fé para acreditar que no final tudo dará certo. Perdoa-me lá o desabafo, mas não há otimismo que resista a dias assim, em que tudo parece conspirar a nosso desfavor.

Só espero que essa maré baixa esteja confinada a este lado do ecrã e que pelo menos contigo as coisas estejam a correr pelo melhor. Volto na quinta (com outra disposição, espero eu). Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de um bom carnaval e um feliz Dia de São Valentim.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Melhor Blog 2020 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2019 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2018 Sexualidade





Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D