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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

25
Out19

Porque ando desaparecida?

por Sara Sarowsky

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Viva!

Se és seguidor assíduo do AS, deves ter reparado que há dias que não dou as caras por aqui, muito menos pelas redes sociais. E provavelmente, deves ter questionado sobre o motivo por detrás deste meu súbito sumiço. Infelizmente, aconteceu-me um pequeno, mas nem por isso menos grave, acidente de percurso que me deixou fisica e psiquicamente abalada, ao ponto de ter perdido o ânimo para tudo, inclusive postar.

Com a inspiração ainda um tanto ou quanto debilitada, eis a versão resumida do sucedido: na passada quinta-feira fiz, pela primeira vez, depilação a laser díodo nas pernas. A sessão não correu nada bem, pelo contrário! Fiquei com queimaduras gravíssimas em ambas, como poderás ver pelas imagens. Nunca tinha passado por nada assim e ainda não tive conhecimento de quem tenha tido, pelo menos com esta proporção.

Nos primeiros dias foi uma tortura sentir a carne a churrascar por dentro e aquele ardor insuportável que só me fazia querer arrancar a pele de uma vez por todas. Depois de duas estadas no hospital, camadas e camadas de pomadas, dores atrozes e muitas lágrimas, tudo leva a crer que está ultrapassada a fase mais crítica. A prioridade agora é tratar das feridas, de modo a sararem, para depois passar à fase da regeneração da derme.

Neste momento o que me preocupa verdadeiramente é a probabilidade (bastante elevada) de ficar com marcas definitivas. Tenho estado a invocar todos os santos, anjos e arcanjos para que tal não se concretize, pois já tenho um complexo terrível dos meus membros inferiores por causa das estrias, nem quero imaginar se agora tiver de lidar com mais estas cicatrizes. Torce por mim, que ando precisada de boas vibrações.

Agora que as dores cessaram é a comichão que não me dá tréguas. Porque a pele não tolera que nada se lhe toque, não fazes ideia do frio com que tenho levado nos últimos dias. Isto porque tenho estado a usar apenas roupas fluídas, aliadas na hora de se manterem apartadas das feridas, mas inimigas na hora de nos proteger das temperaturas mais baixas. É, single mine, esta solteira aqui anda com o estado de espírito mais raso que bandeja de cantina escolar.

Até para a semana, que por hoje é tudo. Fica bem com aquele abraço amigo tão nosso.

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Viva!

Como bem sabes, um dos meus maiores dramas nos últimos tempos é a maldita acne. Apesar de tê-la à perna desde a puberdade, nos últimos anos, fruto de uma conjunção de fatores como alteração hormonal, stress, abstinência sexual, e a consequente não toma da pílula, e pouco contacto com a água de mar, o problema foi-se agravando, ao ponto de, no início do ano, a situação ter atingido uma gravidade sem precedentes.

Tardei em recorrer ao dermatologista, reconheço. Ingenuidade ter acreditado que poderia resolver a coisa com cremes e tratamentos caseiros. Só com a entrada em cena de um profissional consegui por um travão na degração galopante da minha pele. Volvidos dois meses, as melhorias são significativas; batalha a batalha, a vitória parece garantida. 

Elevado é o preço a pagar (não o é sempre?). Cada vez que penso no quanto o meu pobre fígado será intoxicado ao longo de 9 meses de posologia oral, quase que me apetece jogar a toalha ao chão. Aí lembro que pele bonita é condição sine qua à minha autoestima e a vontade passa.

Do que me tem chegado ao conhecimento, é cada vez maior o número de mulheres a partilharem do mesmo drama. De acordo com Menezes Brandão, o especialista que me tem acompanhado, atualmente, 40% das mulheres entre os 25 e os 40 anos têm acne, um número que tem vindo a crescer desde os anos 80. Em alguns casos, a acne adolescente simplesmente continua e mantém-se na idade adulta, enquanto noutros as mulheres começam a ter borbulhas pela primeira vez aos 25 ou 30 anos, por vezes mesmo após a menopausa.

Várias são as causas por detrás desta realidade: fatores hormonais e ambientais como o stress, o tabaco, a poluição, o estilo de vida, a radiação UV e os cuidados inadequados. A acne na idade adulta tem uma manifestação clínica um pouco distinta da que surge na adolescência, e também tem uma resposta diferente ao tratamento.

A acne é uma doença e, como tal, trata-se. Para a dermatologista Marisa André, "já não se justifica aquela velha máxima de que a acne é uma coisa que passa com a idade. Porque até pode passar, mas à custa de cicatrizes que podem ser mais difíceis de tratar depois, e à custa de muito sofrimento, o que não faz sentido."

"A acne tardia, por ser mais inesperada, pode ser muito traumatizante. Uma borbulha que se aceitava aos 15 anos, aos 30 é vivida como uma espécie de traição da pele e pode afetar muito a autoestima. Na maioria dos casos, não é condição resolúvel apenas com cremes, requer tratamentos tópicos associados a isotretinoína oral,” acrescenta a médica.

Independentemente da origem das borbulhas, há alguns gestos que fazem toda a diferença na hora de manter a pele bonita e saudável. Eis alguns deles:
• Usar apenas produtos adequados ao tipo e condição da pele, de preferência oil free e não comedogénicos.
• Limpar o rosto de manhã e à noite com um produto suave, que deixe a pele limpa mas não a repuxar.
• Lavar as mãos antes de aplicar os cremes e a maquilhagem.
• Aplicar a maquilhagem com os dedos (limpos). Se se optar por pincéis e esponjas, lavá-los diariamente.
• Evitar tocar no rosto com as mãos: os dedos transportam uma infinidade de bactérias.
• Não espremer nada, para não inflamar ainda mais a lesão, o que deixa cicatriz.
• Não apanhar sol sem protetor solar oil-free.
• Não correr para o médico à primeira borbulha, mas também não esperar até à última.

Single mine, se és daquelas mulheres que não fazem a mínima ideia do que estou para aqui a falar, nem sabes a sorte que tens. Por outro lado, se pertenceres à turmina das portadoras de pele oleosa com tendência acneíca fica a saber que há esperança e que ela passa justamente pelos conselhos que referi há pouco.

Deixo-te com aquele abraço amigo e votos de um glorioso fim de semana!

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