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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

29
Mai19

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Viva!

É urgente abrandar, desligar então, imperativo! É desta forma, sem meias palavras, que dou o pontapé de saída a esta crónica que intenta escancarar um dos grandes temas da atualidade: o burnout ou stress profissional, para quem não está familiarizado com o termo. Por burnout entende-se o esgotamento físico e mental causado pelo exercício de uma atividade profissional.

Descrito como "uma síndrome resultante de stress crónico no trabalho que não foi gerido com êxito", o burnout tem assumido tamanha proporção que a Organização Mundial da Saúde (OMS), na sua última assembleia-geral, deu luz verde à sua inclusão, a partir de 1 de janeiro de 2022, na lista de doenças reconhecidas pela comunidade científica. Importa referir que na origem desta determinação do organismo máximo em matéria de saúde mundial estiveram conclusões de peritos de todo o mundo.

Intrinsicamente associado ao trabalho, o burnout pode resultar de uma carga horária excessiva, da falta de valorização por parte da chefia ou de um descontentamento generalizado em relação ao próprio trabalho. Outros fatores como excesso de responsabilidades, pouca autonomia para tomar decisões, falta de justiça e conflitos de valor podem igualmente desencadear esta síndrome, que em terras lusas afeta dois terços dos médicos.

Pelo facto de os seus sintomas serem muitas vezes semelhantes aos de outras doenças como a ansiedade e a depressão, o diagnóstico desta síndrome peca por tardio ou até mesmo inexistente. Para que não restem dúvidas, cansaço excessivo (físico e mental), irritabilidade, alterações repentinas de humor, dor de cabeça frequente, alterações no apetite, problemas relacionados ao sono, dificuldades de concentração, depressão e ansiedade, alteração nos batimentos cardíacos, distanciamento da vida pessoal e falta de prazer nas atividades são considerados indícios inequívocos.

Eu mesma venho sofrendo desta condição há já uns meses. Tudo começou no ano passado quando andava a labutar em três frentes profissionais, sem falar no Ainda Solteira, um amante generoso, contudo exigente e possessivo. Em outubro, quando fiquei com a responsabilidade de gerir uma formação para quase duas centenas de pessoas, o stress profissional foi tal que explodiu numa crise aguda de acne, que ainda hoje estou a tentar debelar.

De lá para cá, vi-me forçada a encetar algumas mudanças na minha vida profissional; e não só. Passei a ter apenas um único trabalho e, depois da conquista do Sapo do Ano, vi-me livre daquela pressão em ter que provar o meu valor enquanto escritora/blogger. Fora isso, adotei umas quantas atitudes, simples na sua génese mas evidentes na sua eficácia: não atender telefonemas profissionais fora do horário normal de expediente, não consultar/responder emails fora do escritório, não "cronicar" com tanta frequência, investir em conteúdos audiovisuais que exigem menos emprego dos neurónios (leia-se Instagram), meditar de manhã e à noite e dormir entre 8-9 horas.

Contudo, a maior de todas elas foi, sem dúvida, aceitar que não sou Deus, logo que não faço milagres. Com isso quero dizer que aceito que não consigo dar conta de tudo, por mais que assim o queira. Continuo a dar o meu melhor no sentido de fazer o que me compete, mas sempre consciente de que o tempo, a ação de terceiros, as decisões superiores e o reconhecimento alheio do meu esforço são coisas que me ultrapassam; logo que não posso controlar.

É este o meu segredo para gerir o burnout: consciencializar e aceitar, sem desresponsabilizar, que há coisas que não dependem de mim, por mais que faça nesse sentido. 
Espero que esta minha partilha ajude, de um modo ou de outro, alguma alma desasossegada que esteja a sofrer deste mal tão revelador de uma cultura laboral ciosa de tantas coisas, mas ainda demasiado negligente no que toca ao bem-estar emocional dos seus trabalhadores.

É neste sentido que, em nome da nossa própria sanidade, é cada vez mais imperativo que aprendamos a abrandar o ritmo e a desligar do trabalho.

Fica bem e até breve!

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31
Out16

CIMG5035.JPGHoje, em vez de uma (nova) crónica, chego com um desabafo. Não sei se já te deste conta, mas estes tempos ando mesmo deprimida. Para além dos dramas-meus-de-toda-uma-vida, os quais conheces alguns, esta porcaria de intolerância alimentar anda a mutilar a minha sanidade mental e a minha autoestima.

Como se não bastasse ter que abdicar de tudo que contenha lactose e glúten – agora diz-me o que não tem estas componentes – ela castiga-me sobretudo o rosto, justamente o o nosso cartão de visita e o que me é mais caro.

Há quase um mês que não ingiro absolutamente nada que contenha estas coisas, mas ainda assim a pele teima em recuperar. Por via das dúvidas, bani igualmente do meu cardápio os frutos vermelhos, o ovo, o chocolate preto, a pimenta e os cogumelos. Tudo coisas que não tinha por hábito ingerir regularmente até uns tempos atrás.

Pelo que pude depreender das informações recolhidas, pode demorar um bom tempo até que o organismo consiga expelir todos os vestígios das substâncias a que é intolerante. Em relação ao meu, que acredito ser made in Caracolândia, esta estimativa deve ser revista em alta. Traduzido por miúdos, pode levar meses até que esteja limpa destas substâncias tóxicas que andam a envenenar-me o sistema digestivo e nervoso central.

Sequer quero cogitar a hipótese de conviver com a minha cara neste estado por tanto tempo. Além das malditas borbulhas, as manchas, por mais que os dias passem, não cedem um milímetro – a hiperpigmentação é um dos efeitos desta maleita. Vaidosa como sou, imagina tu o meu estado de espírito nos últimos meses. Cada vez que me olho ao espelho apetece-me escalpelar a minha derme facial.

Como (ainda) não há verba para recorrer aos préstimos de um especialista, menos ainda para aqueles produtos carérimos, contudo altamente eficazes, à venda numa farmácia ou para farmácia perto de mim, a minha esperança é que, entre os seguidores deste blogue, figure um especialista dermatológico, que me possa dar uma consultoria pro bono.

Alguém aí? Em troca prometo gratidão, dedicatória de agradecimento e textos (novamente) divertidos e inspiradores.

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28
Dez15

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Um artigo da Ana Areal, autora do Sapato Nº 37, não poderia ser mais esclarecedor em relação aos benefícios do sexo na vida de qualquer ser humano. Dá uma olhadela e depois diz-me se confere ou não com a tua percepção.

 

"Andas mal-humorada e sem vontade de te divertires? Dói-te a cabeça e ainda invejas o corpo tonificado da tua vizinha, achando-te feia?! Então minha cara, o teu problema é falta de sexo. Todos já sabemos que o sexo faz bem à saúde e à mente. Mas queres saber exatamente a que é que o sexo faz mesmo bem? Então lê e começa a praticar.

 

Quilos a mais? Troca as dietas por prazer
Fazer sexo regularmente tonifica todos os músculos do corpo e queima as calorias em excesso acumuladas que vais ingerindo diariamente. Fica mais "boa" do que a tua vizinha.

 

Qual depressão, qual quê? Dorme sobre o assunto
O ato sexual liberta endorfinas no organismo e na corrente sanguínea, produzindo uma sensação de euforia e bem estar. Além disso, o sexo é o tranquilizante mais poderoso de todos. Chega a ser dez vezes mais eficaz do que todos os outros calmantes juntos.

 

Aspirinas para o lixo
Alivia as dores de cabeça com sexo. Fazer amor acaba com as dores de cabeça porque alivia a tensão que aperta os vasos sanguíneos no cérebro. Por isso, aspirinas para o lixo!

 

Sexo puxa sexo

É quase como quem faz desporto regularmente. Quanto mais fazemos mais queremos fazer. Um corpo sexualmente ativo, produz maior quantidade de feromonas, para o caso, uma espécie de perfume natural, que em contato com o sexo oposto deixa-o totalmente excitado.

 

Anti-histamínico natural
O sexo é um autêntico anti-histamínico natural, pois está provado que alivia a asma e a febre do feno.

 

Esquece os problemas de pele
Sabias que se fizeres sexo se reduzem as probabilidades de sofreres de dermatites, manchas ou erupções cutâneas? É que o suor produzido durante o ato sexual limpa os poros da pele, tornando-a muito mais saudável e igualmente muito mais lisa e macia.

 

Queres cabelo mais brilhante e saudável? Faz sexo
Testes científicos descobriram que quando as mulheres fazem sexo produzem o dobro de estrogénio, o que torna os seus cabelos muito mais brilhantes e saudáveis.

 

Convencida?
Consegui convencer-te? Ou preferes continuar com a tua falta de humor, borbulhas, cabelo sem brilho, ataques de asma, depressão e a olhar de lado para a tua vizinha jeitosa do lado, em vez de a fitares com um sorriso na cara?"

 

Outrora, quando a minha vida sexual pautava-se por três (fartas) refeições diárias - uma logo ao acordar, para começar o dia cheia de genica, e duas à noite, o primeiro, aquela base, e o segundo apenas por uma questão de viciadessa de corpo - expressão crioula que significa vício - os meus músculos do abdómen eram visíveis a olho nú (sem nunca ter posto os pés no ginásio, diga-se de passagem), a minha pele era de uma maciez e luminosidade dignas de um anúncio da Shiseido, passava semanas sem sequer lembrar que os anti-histamínicos existiam (sofro de urticária crónica, alergia ao pólen, a certos bichos do mar, ao pelo dos animais e uma data de outras coisas), se me deixassem dormia 15 horas seguidas, nunca tinha dor de cabeça, o meu cabelo era uma coisa só, ria e sorria por tudo e por nada (à toa mesmo), a autoestima e o sex-appeal absolutamente fatais (encantava e conquistava sem fazer por).

 

Hoje em dia, debato-me com manchas na pele (que me custam uma fortuna para tratar); borbulhas assassinas que não me dão tréguas (com toda a certeza em grande parte responsáveis pelos fios de cabelos brancos e rugas de expressão); os abdominais são fruto de árduo trabalho no ginásio e mesmo assim não estão visíveis a olho nu; o Atarax e o Kestine são companhia dia sim, dia não; as horas de sono não ultrapassam as sete (e mesmo assim...); o cabelo está uma miséria; o mau humor insiste em querer boicotar a minha alegria e positividade inatas e a tesão encolhida mudou-se de armas e bagagens cá para a casa (e pelos vistos, sem dia nem hora para ir embora).

 

Tudo isso para dizer que não poderia ser mais verdade que o sexo é o melhor remédio para todo (e mais algum) mal. Assim como é facto empírico que o mal de muito mulherio que anda por aí destilando mau humor, amargura, veneno e frustração é precisamente a ausência dele (ou quiçá a fraca qualidade dele).

 

Despeço-me com um conselho amigo: motivos já tens, portanto se a oportunidade se propiciar, não te acanhes: come, repete, lambuza, lambe os beiços, arrota, faz a digestão e recomeça de novo, quando e quantas vezes quiseres. Para nós que estamos na inatividade ou na clandestinidade, façamos a nós mesmas o favor de providenciarmos logo logo um provedor de orgasmos, que a vida é curta, é bela e com sexo fica melhor ainda.

 

E depois desta, saio daqui direitinha para o Tinder!

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Companheira, amiga e seguidora deste meu caderno de impressões (tão nosso), eis-me de volta ao ativo, pós uma curta ausência, justificada por um ataque fulminante de desinspiração. E comigo trago um tópico já anteriormente abordado, mas que dada a sua incontestável pertinência, vale sempre a pena partilhar: inteligência emocional, desta vez acasalada com o sucesso.

 

Num artigo publicado no LinkedIn, o especialista Travis Bradberry, cofundador da TalentSmart e autor do best-seller Emotional Intelligence 2.0, atesta que a   inteligência emocional está intimamente ligada ao sucesso e como prova disso identificou nove caraterísticas comportamentais dos emocionalmente inteligentes.
 

1. Não viver no passado

Quando se vive no passado, o mais provável é nunca se conseguir seguir em frente. Deste modo, o fracasso pode "minar" a nossa autoconfiança e impedir-nos de ser bem sucedido no futuro. "As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que o sucesso reside na sua capacidade de ultrapassar o fracasso, e não podem fazer isso ao viverem no passado", explica Bradberry. O importante as pessoas acreditarem que nada se consegue sem riscos e esforços, acreditando sempre nas suas capacidades de vencer.

 

2. Não se refugiar nos problemas

Para Bradberry, o foco da atenção determina o estado emocional, ou seja, quando uma pessoa se fixa num problema as emoções serão negativas e stressantes. Esse tipo de sentimentos vai influenciar de forma negativa o seu desempenho. Deste modo, ao invés de se "afundarem" nos problemas, as pessoas emocionalmente inteligentes focam-se em procurar soluções para resolvê-lo.

 

3. Não se focar na perfeição

Na pesquisa desenvolvida, as pessoas bem sucedidas não procuravam a perfeição, conscientes de que esta não existe. "Quando a perfeição é o objetivo, a pessoa sentirá sempre a sensação de fracasso, gasta o seu tempo a lamentar o que deixou de fazer e o que poderia ter feito de forma diferente, em vez de apreciar o que era capaz de alcançar", acrescenta Bradberry.

 

4. Não viver cercados de pessoas negativas

As pessoas que estão constantemente a queixar-se dos seus problemas e que são negativas (vulgo "pessoas tóxicas") representam um perigo para o sucesso dos que as rodeiam, já que, longe de se preocuparem com soluções, apenas pretendem levar alguém consigo "para a cova", de modo a se sentirem melhor. Por estas razões e mais algumas, devemos mantê-las bem afastadas de nós, ainda que isso nos possa fazer sentir mal e insensível. "Há uma linha que separa emprestar um ouvido simpático e ser sugado para dentro de uma espiral emocional negativa", defende o especialista.

 

5. Não ter medo de dizer "não"

"Dizer não é realmente um grande desafio para a maioria das pessoas", admite Bradberry. Contudo, quando é necessário dize-lo, as pessoas bem sucedidas fazem-no sem rodeios, e de forma direta. A investigação concluiu que a dificuldade em dizer "não" está relacionada com o stress e com a depressão. Ao conseguir dizer esta palavra está a assumir os seus compromissos e a defender o que quer, o que lhe permite alcançar o sucesso.

 

6. Não deixar ninguém influenciar a sua felicidade

Quando as pessoas emocionalmente inteligentes se sentem bem, elas não deixam que os outros estraguem esse estado de espírito com opiniões e sentimentos destrutivos. E também não comparam felicidades. Não importa o que as outras pessoas pensam ou fazem, a nossa autoestima vem de nós. Devemos preocupar-nos com aquilo que fazemos, não com o que os outros fazem.

 

7. Perdoar, mas não esquecer

A investigação concluiu que as pessoas com maior inteligência emocional são rápidas a perdoar, o que não quer dizer que esqueçam. Não ficam a "remoer" o que se passou, mas isso não significa que irão dar hipóteses a um novo erro.

 

8. Não desistir da luta

Segundo Bradberry, pessoas deste tipo sabem o quão importante é lutar para viver no dia seguinte. Deste modo, em alturas de conflito, enfrentam os problemas e não se deixam abater pelas dificuldades. Fazem-no com cautela, controlando as suas emoções e capacidades com sabedoria. Esta é a forma mais eficaz de defenderem o "seu território e saírem vitoriosos".

 

9. Não guardar rancor

Guardar rancor é, na verdade, uma resposta ao stress. Pesquisadores da Universidade de Emory mostraram que este sentimento contribui para a pressão arterial e para doenças cardíacas. Ao guardar rancor estamos a guardar também o stress, e assim, nunca alcançaremos o sucesso. Ou seja, aprendermos a libertar do rancor não só vai fazer com que nos sintamos melhor como também vai melhorar a nossa saúde. As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que devem evitá-lo a todo o custo.

 

Quanto a mim, reconheço a necessidade de limar umas quantas arestas, rumo a uma trintona mais bem resolvida, mais emocionalmente inteligente e, infinitamente, mais orgulhosa da sua condição de ser humano que labuta incansavelmente para fazer a diferença neste mundo. Pela positiva, claro está!

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24
Out15

Com que então sou uma PAS

por Sara Sarowsky

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Depois de ter lido um artigo sobre os dons das pessoas altamente sensíveis (PAS), publicado há dias no site Conti outra, se dúvidas houvesse em relação à forma como vivencio as coisas, particularmente como a elas reajo, estas acabam de dar o seu último suspiro. Pelos vistos, ser uma PAS é algo inerente à minha maneira de ser e sendo assim mais vale parar de martirizar-me por ser como sou, coisa que tenho feito toda a minha existência. Cada um é como é, e esta pessoa aqui está longe de ser a exceção.

 

Finalmente consegui encontrar respostas mais do que satisfatórias às perguntas com as quais venho martelando a minha mente desde que me lembro por gente: por que eu vejo as coisas de forma diferente dos demais? Por que sofro mais que as outras pessoas? Por que encontro alívio na minha própria solidão? Por que sinto e vejo coisas que os outros não percebem?

 

1. O dom do conhecimento interior

O conhecimento das emoções é uma arma poderosa, que nos faz entender melhor as pessoas, mas também nos torna mais vulneráveis à dor e ao comportamento dos demais. A sensibilidade é uma luz resplandecente que faz com que tenhamos que estar sempre a levar com comentários do tipo: "levas tudo demasiado a sério", ou então "és muito sensível".

 

2. O dom de desfrutar da solidão

As PAS encontram prazer nos momentos de solidão, uma vez que são seres criativos que gostam de música, leitura, hobbies…. Isso não significa que não gostemos da companhia dos outros, mas sim que também sentimo-nos felizes sozinhos. Não tememos a solidão, pois é precisamente nesses momentos que conseguimos conectar-nos connosco e com os nossos pensamentos, livres de apegos e olhares curiosos.

 

3. O dom de viver com o coração

Pessoas como eu vivem através do coração. Vivemos intensamente o amor, a amizade e sentimos muito prazer com os pequenos gestos do dia a dia. Estamos mais propensas ao sofrimento, já que temos uma tendência a desenvolver depressão, tristeza e vulnerabilidade frente ao comportamento dos outros. No entanto, vivemos o relacionamento afetivo com muita intensidade, seja ele amor, amizade, simpatia ou mera empatia.

 

4. O dom do crescimento interior

A alta sensibilidade não pode ser curada. A pessoa já nasce com essa caraterística e esse dom manifesta-se desde criança. Não é fácil viver com esse dom. No entanto, se reconhecermos isso devemos aprender a administrar essa sensibilidade. Não deixar que as emoções negativas nos desestabilizem e nos façam sofrer é imperativo. Mais vale entendermos de uma vez por todas que os outros têm um ritmo diferente do nosso. Muitas vezes eles não vivem as emoções tão intensamente quanto nós gostaríamos, mas isso não significa que nos amem menos; é somente uma forma diferente de vivenciar as emoções.

 

Fazer parte dos 20% dos mortais que se reconhecem como altamente sensíveis não é para todos, por isso paremos de encarar este facto como uma desvantagem e menos ainda um estigma. Talvez seja mesmo um dom e portanto há que saber usá-lo a nosso favor, por forma a encontrarmos o melhor caminho para sermos e estarmos felizes. Connosco e com os outros.

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