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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

social-networks-5025657_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Nas das minhas recentes andanças pelos bastidores do blog encontrei um rascunho sobre as aplicações de encontro adequadas a cada tipo de personalidade. Dado que este é um tema que mesmo requentado sabe sempre bem, eis-me aqui a partilhá-lo contigo, na expectativa de que te possa proporcionar um bom repasto.

Sobre as ofertas para encontrar o amor online pouco mais há a dizer, pelo que vou pular essa parte. Inúmeras são as opções disponíveis no mercado, cada uma tentado marcar a sua posição e distanciar-se da concorrência. Entre essas, existem umas quantas que, segundo uma publicação da Maag datada de 2018, podem ser catalogadas em função do propósito do utilizador. Ei-las:

Tinder
Por ser o mais popular, esta aplicação é ideal para quem prefere a quantidade à qualidade. Assim, se és do tipo de gosta de conhecer muitas (mas mesmo muitas) pessoas, esta é uma boa opção. Há de tudo e para todos, à vontade do freguês. A superficialidade e a instantaniedade são os ingredientes principais, isto de acordo com a minha apreciação.

The League
Adequado a quem tem uma vida ocupada, sem tempo para o romance nos moldes tradicionais, esta aplicação faz o trabalho todo. Diariamente, às 17 horas, sugere três candidatos com base nos nossos "requisitos", que podem ir da altura até à educação. Assumidamente elitista, por ali não figuram ligações random, jogos, perfis falsos, decoro ou voyeuristas.

Bumble
Esta app resume-se a uma coisa: poder de iniciativa da mulher. Se és das que considera que já não faz sentido serem os homens a darem o primeiro passo, esta opção é perfeita para ti, já que aqui quem manda é a mulher, e é a ela que cabe ir atrás deles, sem medos ou vergonhas.

Hinge
Assume-se como uma aplicação que segue a premissa de juntar os seus utilizadores ao "amigo do amigo" através das ligações de Facebook, portanto a probabilidade de encontrar alguém completamente fora do teu círculo é bastante menor. Ainda assim, é uma boa escolha para quem procura uma relação verdadeira.

Coffee Meets Bagel
O mote aqui é qualidade em vez de quantidade. Todos os dias os utilizadores recebem uma lista de 21 potenciais candidatos, que podem aprovar ou não. Quanto mais utilizamos a app mais inteligente ela fica, uma vez que regista os nossos gostos e aplica-os na próxima vez que sugerir alguém.

Hater
Para quem odeia tudo e mais alguma coisa esta é aquela que deve instalar. Com mais de quatro mil tópicos de coisas para odiar (ou não), a aplicação apresenta pessoas com base nos ódios que as unem. Afinal, não há nada que una mais duas pessoas do que partilhar coisas de que não gostam.

Taffy
Esta aplicação acredita que a ligação entre duas pessoas surge através da conversa e não da aparência. Por isso mesmo, as imagens de todos os utilizadores estão desfocadas até começarem a conversar. Ainda assim, ela não é exclusiva de quem quer uma relação séria, uma vez que podes procurar pessoas de acordo com o que elas andam à procura - seja uma relação séria, casual ou amizade.

Happn
Nesta aplicação os utilizadores têm de se cruzar para se poderem ver. Depois, são eles que decidem se se aprovam mutuamente, antes de poderem iniciar uma conversa. Portanto, para quem não quer correr o risco de interessar-se por alguém a léguas de distância, esta é uma alternativa bem viável.

Agora que já te apresentei o menu das aplicações de encontro à medida do teu gosto, é hora de fazer bom proveito! 😉

Ate breve!

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Ora viva!

Não é de hoje que venho apregoando que a solteirice é um tema que não se esgota na sua essência; pelo contrário, extravasa a fronteira do coração desocupado, da cama vazia, do lar solitário ou da companhia inexistente. O mercado associado a esta realidade tem-se revelado cada vez mais atrativo, competitivo, e consequentemente, lucrativo. Com um potencial colossal, e com o número de desemparelhados a assumir proporções inéditas, a solteirice tem despoletado o florescimento de uma infinidade de produtos e serviços.

De acordo com um artigo da CNN, "nunca houve um momento melhor para ser solteiro". Só para teres uma ideia, calcula-se que existam mais de 5 biliões de solteiros no mundo. Só no Brasil são mais de 78 milhões, nos Estados Unidos mais de 110 milhões (dados de 2017) e em Portugal dados de 2011 apontam para mais de 4 milhões. Em Paris – cidade que alberga mais de 2 milhões de habitantes – existem mais solteiros do que casados, fazendo desta a cidade europeia daqueles que, como eu, ainda não encontraram uma pantufa para o seu pé cansado. 

Voltando ao tema desta crónica, escrevia eu que a solteirice é um negócio cada vez mais lucrativo e compensador. Vejamos: lá para as bandas das américas já existem empresas que alugam par para eventos, "namorados" e até abraços. Na China, o dia dos solteiros já é o maior evento de comércio online do mundo. Do bom e velho sexo vou apenas citar, dado que se trata de um negócio cujas receitas são do conhecimento geral do planeta. Idem aspas no que toca às apps e sites de engate, cujos números ascendem a milhões de utilizadores e, por tabela, de cifrões. Na versão real da coisa, as agências matrimoniais faturam igualmente uma fortuna. Aqui em terras lusas, a mais conhecida – a que cheguei a recorrer, acabando por desistir ao tomar conhecimento da tabela de preços em vigor – apresenta pacotes que ascendem às centenas de euros. Que dizer dos malfadados programas televisivos, eternos candidatos ao cargo de São Valentim, os quais já aqui abordei no post Os dating shows são decadentes, contudo viciantes?

Remato esta linha de raciocínio com mais três exemplos de serviços e/ou produtos direcionados em exclusivo para a comunidade solteira: speed datings (agora em julho aventurei-me num, lembras-te?), singles travel (a preços acessíveis a partir dos quatro dígitos) e singles parties (nenhum deles gratuitos, convém ressalvar). Até ouvi falar de sessões ao estilo 50 Sombras de Grey exclusivas a celibatários, em que se pagam montantes obscenos.

Aposto que é por tudo isso – e, obviamente, para tentar debelar a debandada da malta jovem – que a empresa-mãe de Mark Zuckerberg, Facebook, resolveu apostar num novo serviço: o Facebook Dating. Lançado esta quinta-feira nos Estados Unidos, a nova funcionalidade vai permitir, entre outras coisas, integrar publicações e histórias do Instagram no perfil do utilizador, bem como acrescentar os amigos a uma "lista secreta de paixonetas".

Segundo comunicado pela empresa, o Facebook Dating, que se assume como concorrente direto dos Tinder da rede, tornará fácil encontrar o amor através dos gostos pessoais, ajudando a começar relacionamentos com significado através dos aspetos que os utilizadores tiverem em comum, tais como gostos partilhados, eventos e grupos.

Em relação à tal lista de "paixonetas secretas", que pode integrar até nove pessoas, caso haja reciprocidade entre os membros destas listas, ou seja, se uma das pessoas escolhidas também tiver adicionado o utilizador à sua própria lista, haverá um match. Caso não exista interesse da outra parte, a lista continua secreta. Onde foi mesmo que já vimos/ouvimos esta?

A novidade já se encontra ativa em 20 países, devendo chegar ao mercado europeu no início do próximo ano. Para ter acesso ao cupido do Facebook bastará aos interessados criar um perfil e ter mais de 18 anos. De modo a não excluir ninguém, sobretudo aqueles que não estão registados nesta rede social ou não querem ver o seu perfil associado ao fénomeno "finding love", oferece-se a possibilidade de uma conta à parte, independente do perfil "oficial".

É, meu bem, a solteirice é que está a dar. Goste-se ou não, a verdade é que os negócios associados aos corações solitários estão-se a tornar cada vez mais cobiçados, ao ponto do patrão da maior rede social do mundo querer meter a colher no assunto, ou devo dizer, a mão na massa?

Por hoje é tudo, para a semana há mais. Aquele abraço amigo e um sincero desejo de que o fim de semana seja salpicado por sol, sombra, água fresca e amor, claro!

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handshake-3382503_960_720.jpgViva!

Quão distante parece estar aquele tempo em que se angariavam pretendentes – e se colecionavam admiradores – na escola, na praia, na discoteca ou numa esquina qualquer da vida. Nos dias que correm, a dificuldade, para não dizer impossibilidade, de conhecer alguém fora do universo virtual é claustrofóbico. E pelo que tenho visto, lido e ouvido, este é um mal transversal a todas as faixas etárias, com especial incidência nos "enta".

 
Académicos das universidades do Novo México e de Stanford vêm precisamente confirmar a realidade acima descrita. Um estudo por eles levado a cabo, envolvendo 3.510 casais heterossexuais, apurou que, atualmente, as pessoas conhecem-se cada vez mais online e cada vez menos no dia-a-dia. A partir da análise de dados de 2017, estes académicos chegaram à conclusão que 39% da amostra se conheceu pela primeira vez no ciberespaço. Em contrapartida, o número de casais que se conheceu pelos métodos tradicionais baixou. Uma constatação de que, em matéria de relacionamento amoroso, o virtual está a superar o real; pelo menos num primeiro momento.
 
A título de curiosidade, em 1995, apenas 2% dos casais conheceu-se pela internet; em 2000 a percentagem passou para 5%; em 2010 o valor quadruplicou, atingindo os 20%; e em 2017 chegou aos 39%. O mais provável é que, às portas de 2020, estes valores já estejam perto dos 50%.
 
De acordo com este estudo divulgado há coisa de um mês, apesar de ainda não ter sido publicado, o contacto inicial entre casais é maioritariamente feito pela internet ou pelo telemóvel. Quatro razões parecem estar na base desta crescente tendência: uma maior variedade de pessoas à disposição, um sítio livre onde as preferências e atividades podem ser expressas sem o julgamento da família ou dos amigos, uma informação atualizada sobre quem está disponível e a promessa de compatibilidade por parte de aplicações.
 
De um modo ou de outro, o online está cada vez mais presente na vida de (quase) todos nós. Portanto, o amor, como parte essencial da nossa existência, não poderia manter-se alheio a essa realidade. Aspetos como falta de tempo, apetência patológica para a praticidade e o comodismo, inexperiência e/ou inaptidão na arte da conquista, receio da rejeição, medo da acusação de assédio sexual e facilidade no acesso às apps de engate fazem com que cada vez mais corações solitários tentem a sorte no amor através da internet. Daí que seja perfeitamente compreensível o porquê do online estar a roubar espaço, e protagonismo, aos tradicionais métodos de engate.
 
Single mine, por hoje é tudo. Conto regressar na quarta com mais um post sobre um assunto digno de aqui ser abordado. Até lá fique bem e cuide desse coração, que (solitário ou não) a ti cabe o dever de preservar.

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