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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

20
Mai22

A inflação da sexualidade

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Depois de dois posts "escaldantes" 🥵, hoje trago algo mais light, se bem que o tema gira igualmente à volta da sexualidade, ainda que em moldes mais teóricos. Uma reflexão - muito pertinente, se queres que te diga - sobre o quão "banalizada" está a ser a sexualidade nos dias que correm pareceu-me uma ótima maneira de encerrarmos esta semana com chave de ouro.

Da autoria do jurista Sandro Alex Simões, para o Observador, em 9 de maio deste ano, a crónica que vou partilhar a seguir dá-nos que pensar, já que, de uma forma ou de outra, estamos todos a contribuir para o fenómeno sobre o qual reflete ele. De modo a encurtar o texto, que hoje é sexta-feira e ninguém está para grandes leituras, citarei apenas os trechos que considero relevante para este blog. Caso seja do teu interesse, este link dar te á acesso à crónica original.

Numa conferência proferida em 1974 no Lindenthal-Institut de Colónia, Viktor Frankl (1905-1997), um dos mais influentes pensadores do século XX, trouxe à baila a questão da inflação da sexualidade. De acordo com este psicanalista e filósofo austríaco, "na falta de um sentido que satisfaça a sua sede, a vontade irresistível do homem de significar a si mesmo e a sua vida, procura-se a fuga pelo prazer", escreve Sandro Simões.

Como tal, "a inflação da sexualidade é um escapismo e, como de resto com todas as ilusões, não apenas é incapaz de dar um sentido satisfatório ao que procuramos, mas ainda cria distorções na própria sexualidade. O Dr. Frankl referia na conferência a sua convicção de que 90% a 95% das disfunções de potência ou orgasmo devem-se à veneração do prazer, a hiper-intenção. Isto é, quanto mais se busca o prazer pelo prazer, menos prazer se obtém. Isso porque a inflação da sexualidade é essencialmente uma desvalorização da sexualidade, sua banalização.

A pornografia, nessa linha, e toda a indústria bilionária que a promove, é um exemplo do problema. Nela a sexualidade humana é uma mercadoria de montras e não leva ao autoconhecimento ou à valorização do prazer ou do corpo. Ao contrário disso, trata-se de transformar tudo em preço e mercado. E é de se notar, senão de se estranhar, tal como indica o Dr. Frankl na sua conferência, que uma juventude tão informada, tão crítica e atenta, não proteste e não perceba que na indústria pornográfica se encontra uma das formas mais vis e cruéis de exploração do homem pelo homem, o capitalismo em uma das suas versões mais brutais de objetificação da vida.

Contudo, se em relação à depressão, à agressividade e violência e à adição já se notam crescentes preocupações sociais e iniciativas governamentais e não-governamentais de sensibilização e atendimento, tal como a que se vê em relação à saúde mental, quanto à pornografia parece ser o contrário, ou seja, a tolerância, senão sua promoção social e mediática sob uma certa aura de progressismo e libertação das amarras do moralismo.

Este é um assunto que, decerto merece ser tratado em mais espaço de modo a explorar os seus contornos devidamente, porém, para os fins do presente texto basta-nos chamar a atenção para o que está por baixo do tapete nessa abordagem, por assim dizer. Devemos a nós mesmos, senão por outro relevante motivo, pelo menos em nome da tão preciosa razão crítica dos nossos tempos, a pergunta sobre as razões dessa inflação da sexualidade e o que isso nos traz de bem. Se percebemos os seus efeitos e as relações que possui com os outros sintomas perniciosos e perigosos da depressão, da agressividade e das adições para os quais parecemos estar mais atentos.

Deixo-te, com a promessa de estar de volta na segunda-feira. Fica com aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana! 🫶

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18
Mai22

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Ora viva! ✌️ 

Já mais do que uma vez assumi que o sexo é tema best reader aqui neste blog. E não é que é mesmo? Prova disso é que o último post teve tanto impacto que, a pedido de muitas boas almas, eis-me aqui a expor uma outra verdade sobre sexo com "preto" versus sexo com "branco".

Obviamente que estou ciente de que o termo "preto" é pejorativo, mas, como portadora da mesma estirpe genética, arrisco-me a proferi-lo, alheia ao risco de uma acusação de racismo. Uso-o tão somente por uma questão de semântica drámatica, mas ao longo do texto usarei termos alternativos, como "negro", "black" ou "africano", como forma de não esticar demasiado a corda, não vá ela arrebentar-me na cara, se é que me entendes.

A minha interação sexual com gajos de uma raça diferente da minha - leia-se caucasianos, que o meu espírito aventureiro nunca foi mais longe - é um tanto ou quanto irrisória. Ela resume-se aos três (efémeros) encontros com o tal mec francês, o qual nem sei se será justo considerá-lo neste contexto, já que ele há mais de duas décadas que se "alimenta" exclusivamente de "carne africana", quanto mais bem passada melhor. Com isso quero deixar bem claro que todo o seu modo de funcionamento e desempenho é à "black", pelo que não seria justo compará-lo em igualdade de circunstâncias com os comuns dos caucasianos. Como tal, a minha narrativa vai restringir-se às outras três tentativas, cada uma mais frustrante que a outra. 

Falando na primeira pessoa, a avaliação - pela negativa - da performance sexual dos brancos com os quais andei na brincadeira, todos tugas, convém salientar, não se deve tanto ao tamanho mas sim à dureza do órgão sexual. Mil vezes um pénis menor e rijo do que um pénis maior e não rijo. Se for menor e não rijo, aí não há volta a dar, é estado de calamidade total e absoluto. 

O que constatei em todas as minhas experiências com homens caucasianos é que a dureza do pénis, de nenhum deles, esteve à altura do africano. Fónix, o pénis do "preto" é duro como o basalto, ao ponto de dar esticões quando o seguramos entre os dedos. Enquanto que o do branco é mais argila, digamos assim. O do branco, mesmo o do tal francês (com toda a sua alma africana), a rijeza nunca atingiu aquela plenitude e imponência que se reconhece nos amantes africanos. E isso faz toda a diferença. Se faz...

Pronto, está revelado o segredo porque o "black mambo" faz tanto sucesso entre a mulherada e porque branca que prova do "sonho africano" assume jamais querer deixar de o fazer. O órgão sexual do "black" é de uma rijeza que não se encontra em mais nenhuma outra raça deste planeta. E acredita que esta crença não é só minha, ela é acreditada por amigas e conhecidas que exploraram homens de outras paragens, como orientais ou árabes, por exemplo.

Entre as mulheres que provaram de mais do que uma "gastronomia sexual", eu inclusive, é consensual que a vantagem competitiva do "black" em relação aos "não black" é mais uma questão de rijeza do que de comprimento. Claro que quando nos deparamos com um daqueles duro, comprido e grosso, a sensação de que nos saiu o jackpot do Euromilhões é indisfarçável. 

Faço aqui uma pausa para deixar bem claro que de pouco nos vale apanhar um homem (fisicamente) bem dotado se ele não souber fazer bom uso da sua vantagem anatómica. Aliás, é das coisas mais frustantes que haver pode. Nunca me aconteceu, mas conheço uma ou outra a quem já... 😥

Voltando à dualidade "sexar" com um "black" e "sexar" com um "não black", é como comparar um Lamborghini com um Mercedes, mesmo que seja um Mercedes topo de gama. A explicação que me ocorre é que a própria anatomia da raça negra - constituição física mais forte, músculos mais salientes, pele mais firme, sangue mais quente – joga a favor da sua boa performance sexual. Se a isso acrescentarmos o facto de o sexo entre os africanos ser encarado como atividade de todo o santo dia, está explicado o sucesso dos homens negros entre os lençóis do mundo inteiro.

Eu até acho que o branco se esforça bem mais para agradar a mulher na cama, é mais carinhoso, generoso e menos egocêntrico. Capricha mais nos preliminares e em fazer a mulher atingir o orgasmo, enquanto que o “black”, na sua generalidade, cumpre apenas com os serviços mínimos, sendo a sua própria satisfação a prioridade primeira e última. O que lhe vale é a perfeição da sua anatomia, como se desfrutasse de um dom natural para "aquilo". É precisamente isso, aliado ao facto de gostar mesmo da "coisa", que faz com que ele consiga levar uma mulher à loucura sem ter que se esforçar muito.

Agora que já deitei mais lenha nessa fogueira de quem é melhor f*da, o "preto" ou o "branco", como se houvesse margem para dúvidas, vou à minha vidinha, no aguardo das reações daqueles que tiverem o privilégio de aceder a esta crónica.

Beijo 💋 no ombro e até sexta!

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16
Mai22

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Ora viva! 🫶

Que a vida gira em redor da sexualidade (literalmente falando) e que a sociedade é obcecada pelo sexo estamos todos cientes. Ainda no outro dia, numa amena cavaqueira com o tal crush do ginásio, praticamente amigos a esta altura do campeonato, já que é óbvio que da sua parte mais não obterei, assumi que os "brancos" e os "pretos" vivenciam o sexo de forma distinta, ainda que o pratiquem de forma similar.

O que quero dizer com isso? Que o "branco" fala mais de sexo do que faz sexo, ao contrário do "preto", que faz mais sexo do que fala de sexo. Para quem nunca "provou" um "black" legítimo, ou seja, born in Africa, pode ser difícil entender o que quero dizer. Mas para quem já, está tudo dito.

Por experiência própria, sei que os homens negros não são dados a falar de sexo, ao contrário dos brancos, que falam sobre isso com uma frequência indesejada, enervante até. Na minha terra, diz-se que "não se fala do sexo porque está-se ocupado a fazê-lo!". E esta máxima aplica-se a todos os géneros, idades, credos e preferências.

Em toda a minha vida sexual, jamais encontrei um "black" que me tivesse perguntado o que eu gostava na cama ou que apregoasse que era "bom de bola" e coisa e tal. Quando se trata de sexo, o "black" vai e faz, ou seja, vive-o na prática, ao invés do branco que o vive mais na teoria do que outra coisa qualquer. E olha que não sou só eu que o digo. O próprio crush com quem partilhei este meu ponto de vista, caucasiano até à medula, concordou comigo. Pudera, contra factos não há argumentos.

Exemplifico: nos inúmeros sites e apps de engate pelas quais passei ao longo da última década, a conversa desembocava quase sempre no mesmo: "O que gostas de fazer?", "O que gostas que te façam?", "Eu gosto disto!", "Eu faço isto e aquilo!", "A minha posição favorita é esta!", "A minha fantasia é coisa e tal!", "Adoro sexo!" e por aí fora. O que me faz chegar à óbvia conclusão de que o dito popular de que "quem muito fala, pouco faz" é perfeita para este contexto.

Os "blacks", pelo menos aqueles com quem me relacionei intimamente, nunca estiveram para conversas do género. Na hora do "vamos ver", deram tudo o que tinham, exigiram tudo o que queriam, fizeram tudo o que puderam. É na prática que os negros expressam o que gostam de fazer e o que gostam que lhes façam. Mais importante do que isso, não cometem o erro fatal de, no final do ato sexual, perguntar se gostaste. Sabes porquê? Porque asseguraram que assim foi!

Porque é que eu há pouco disse que tal questão era fatal? Simplesmente porque é ridícula, infantil até. Esperam mesmo que a parceira vá responder: "Não, não gostei. És péssimo na cama!"? Quando muito estão a induzi-la a uma mentira ou a uma meia verdade.

Homens que me estão a ler, fixem isto: mulher satisfeita - vou mais longe até, mulher bem f*dida - é tão expressiva que escusam de perguntar se ela gostou. Façam o vosso trabalho como deve ser, com gosto, dedicação e, sobretudo, altruísmo, que ela dar vos á todo o feedback que tanto apreciam. Sem precisar abrir a boca.

Percebem aonde quero chegar? Isto não quer dizer que não sabemos o quão importante é para vocês saber o que faz vibrar a parceira ou se esta ficou satisfeita. Acreditem que para nós mulheres é igualmente importante essa "validação", até porque sabemos que o ego masculino nutre-se precisamente disso. Um conselho de amiga? Menos conversa e mais ação. Poupem nas palavras e invistam na performance, que essa sim é que assegura o orgasmo e a vontade de ela querer voltar a estar convosco.

Eu pessoalmente detesto aqueles tagarelas que, durante o ato, não se calam, sempre a perguntar "Estás a gostar?". Corta-me logo a tesão. Eu não quero que me perguntem se estou a gostar, quero que façam com que eu goste! Capice? 😉

Agora que o recado está dado, vou à minha vidinha, que, para além das tarefas rotineiras de todo dia, ainda tenho que escrever a nova crónica para o Balai Cabo Verde, sem falar num conto erótico, encomendado há mais de dois meses, e do qual ainda não escrevi uma única linha.

Beijo no ombro e até quarta!

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young-woman-g709fa5ca9_1920.jpgOra viva! 🫶

Como sexta-feira pede leveza, sobretudo numa que calha no dia 13 😉, para hoje proponho repescarmos uma publicação de há dois anos, através da qual dei conhecimento de uma mão cheia de comportamentos que contribuem ativamente para a nossa saúde, e, por consequência direta, para a nossa felicidade. Bora então rever a matéria dada?

Nos últimos tempos, à boleia desta pandemia, a questão da imunidade nunca fez tanto sentido como agora. A comunidade científica, e por tabela a comunicação social, tem-se redobrado em esforços para conseguir estabelecer uma relação direta entre o sistema imunitário e o SARS-CoV-2, sob o firme propósito de encontrar a cura ou, pelo menos, um travão à sua propagação.

Por acreditar piamente que a melhor defesa contra este novo coronavírus, assim como todos os outros que circulam por aí, reside num sistema imunitário forte, escolhi como tema deste post algumas atitudes que, pela sua elevada eficácia emocional, contribuem ativamente para fortalecer aquele, que neste momento, a par do distanciamento social, é o melhor aliado no combate à Covid-19.

Acredito que seja do teu conhecimento que a ingestão de infusões, chás, sopas, alimentos ricos em vitamina C e suplementos seja uma aposta ganha no fortalecimento do sistema imunitário. O que talvez não saibas é que o cérebro também desempenha um papel essencial na prevenção e no combate a qualquer ameaça ao nosso bem-estar. Tanto assim é que está ao alcance de uma decisão ajudá-lo a reforçar a mais perfeita arma de combate às doenças que o ser humano pode desejar. Como? Cultivando estes cinco comportamentos emocionais, citados por Teresa Marta, mestre em psicoterapia e coach para a coragem:

1. Pensa em ti
Toma as decisões em função do teu bem-estar e da tua felicidade, e não daquilo que achas que os outros irão apreciar. Não tenhas problemas em dizer não, as vezes que forem necessárias, sem medo nem culpa.

2. Amplia o teu mundo
Faz por conhecer novas pessoas e outras realidades. Se preciso for, muda a rotina, os elementos do teu convívio e até os locais habituais. Aventura-te para lá da zona de conforto, que é, precisamente, onde a magia acontece.
 
3. Pega leve contigo
Sentimentos de autoavaliação e de perfecionismo não rimam com felicidade e menos ainda com bem-estar. Ao te libertares das exigências de ti para contigo mesma, a tua vida tenderá a ser mais fácil e gratificante.
 
4. Deixa os acontecimentos negativos fluírem
Depois de uma fase má, virá seguramente outra melhor, daí que de pouco te vale estares a sofrer por aquilo que não pode ser desfeito. Tenta perceber qual a lição a tirar e segue adiante, que o caminho é para a frente.
 
5. Leva a vida com mais leveza
Saber ver o lado divertido do que nos acontece, sobretudo das coisas menos boas, é remédio santo para a cura emocional que tanto precisamos. Quem é capaz de brincar com a adversidade é capaz de enfrentar os problemas com leveza, otimismo e presença de espírito.

Em tempos difíceis como estes, em que a qualquer momento podemos ser contagiados, toda a ajuda, por mais insignificante que possa parecer, é bem-vinda. Estas dicas podem ser mais um aliado nesta batalha, cuja vitória pode até tardar, mas chegará com toda a certeza. Cuida de ti e mantém-te saudável.

Aquele abraço amigo e ótimo fim de semana. Cuidado com o gato preto 🐈‍⬛ , sim?!

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Ora viva! 🫶

Hoje quero falar-te de uma das mais contundentes regras de relacionamento do Steve Harvey, popularizada no seu best seller Act like a lady, think like a man. Antes disso, farei uma breve descrição da minha estória de amor com esse livro. Conheci-o há dez anos, durante um biscate na Feira do Livro de Lisboa. Quem mo apresentou - ofereceu, para ser mais exata - foi uma das feirantes, como recompensa pela minha "amorabilidade" para com a sua pessoa.

Mal comecei a folhear as suas páginas, fui acometida por uma identificação e uma devoção que nenhuma outra obra de autoajuda foi capaz de fazer. Um autêntico manual de sobrevivência das relações amorosas, a obra é de um sucesso tal que foi adaptada ao cinema, tendo já duas sequelas, se não me engano.

Acredito que, muito provavelmente, foi por causa dele que nunca mais consegui engatar um relacionamento sério. Afinal, nos dias que correm, quantos homens aceitam esperar meses e meses para receber o jackpotQuiçá por conhecer a fundo esta epidemia do sexo imediato, a autora da página Artes Familia fez uma belíssima reflexão sobre o porquê de não ser recomendável "dar o corpo ao manifesto" logo no início de um relacionamento amoroso. 

Mulherada, cansadas de tentativas fracassadas com homens?

O segredo está na regra dos 90 dias! 90 dias sem intimidade sexual, os primeiros 3 meses ao se conhecerem. Porquê?! Passo a explicar:

1° - Os homens só criam laços sentimentais a partir dos 3 meses de relacionamento. As vezes leva até 6 meses. Antes disso é o período de teste. Podem dizer o que quiserem, mas não há sentimentos envolvidos, só interesse sexual, físico...

2° - Os 90 dias servem para veres melhor quem é a pessoa e se realmente gostas dela. Porque a animação inicial passa, as hormonas acalmam um pouco e já começas a vê-la de forma mais real. Ninguém é ator profissional como um psicopata para fingir ser o que não é por tanto tempo, por isso os sinais vermelhos começam a aparecer rapidinho, e podes ver se essa pessoa serve para ti. Não aceites menos do que mereces só porque não queres estar sozinha. Não engulas coisas que não te agradam por medo de ficar sozinha.

3° - Se o homem só quer sexo, vai desistir pelo caminho. No início, eles mandam mensagem e telefonam todos os dias, normalmente após uma a duas semanas começam a esfriar. Principalmente se já houve sexo. Se ele só quer diversão não vai ter interesse em investir e isso começas a ver rápido.

4° - Nos primeiros 90 dias, conheçam-se, façam coisas juntos, conversem bastante. Fica atenta aos detalhes, ao comportamento, etc. Se ele estiver mesmo interessado, vai adorar te descobrir. E vai respeitar o teu tempo e não vai te pressionar para fazerem sexo.

5° - Os homens pensam que são espertos, mas na verdade somos nós que damos munição para o ataque. Quando logo de cara falamos como queremos ser tratadas, o que gostamos ou não, e das coisas que não apreciamos nos homens, etc, eles começam desde o início a adaptar-se à informação e a agir de acordo com os dados que passamos. Eles não fazem esforço para nos conhecer nem para descobrir como agradar porque já demos a papinha toda feita. Falam coisas que queremos ouvir, de repente gostam das mesmas coisas que nós, etc etc.... Mas isso é só táctica de ataque. Depois já sabemos, do nada mudam, o interesse passou, conseguiram o que queriam. Passam à próxima vítima.

6° - O teu corpo e a tua intimidade devem ser entregues a quem realmente vai valorizá-las. Ou acabas tendo vários parceiros e nada sério.

7° - Curte estar sozinha, ama a tua companhia, descobre-te, vive a vida ... Não sejas daquelas desesperadas que à primeira palavra bonita caí na rede do indivíduo.

8° Os homens são caçadores, portanto só dão valor ao que conseguem conquistando com esforço. Na maioria.... É assim

Assino em baixo de tudo o que ela escreveu, tanto que fiz questão de partilhar contigo, na expectativa de te fazer ver que, não obstante a banalidade com que o sexo é encarado nos dias de hoje, só deves entregar o teu prémio se, e quando, realmente quiseres.

Beijo no ombro e bom fim de semana!

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08
Abr22

CA3A0FE3-181A-46CD-86AB-ED58923C9087.jpegOra viva! ✌️ 

Sexta-feira costuma ser o dia mais ansiado da semana, logo, um dos mais felizes, senão o mais feliz. Pelo menos assim é para aqueles que trabalham ou estudam apenas nos dias úteis. Ciente disso, hoje vou falar-te da prática regular da felicidade, o tema ideal para este dia, aquele em que nos despedimos dos deveres semanais e abraçamos o fim de semana.

A felicidade é um estado de espírito e, como tal, pode ser treinada, de preferência com uma periodicidade diária. Claro que existem dias e dias, alguns tão duros que vamos parar ao chão. E é justamente nessa altura que a sua boa forma física é posta à prova.

Quem está em forma, levanta-se num ápice, ávido por nova ronda de exercícios. Consciente e convicto de que aprendeu a lição, não se deixará apanhar pela mesma rasteira duas vezes.

Quem está assim-assim, deixa-se ficar no tatami, aproveita a estada lá em baixo para recuperar o fôlego, enquanto vai vendo as coisas de uma perspectiva diferente. Quando sentir que é o momento certo, levanta-se e continua o treino, cansado, contudo, focado na meta.

Quem não está em forma, ou seja quem optou por deixar-se ficar no sofá da vida, no chão permanecerá, a lamentar-se e a queixar-se do cansaço, das dores, da dureza do treino, do personal trainer, dos equipamentos, do barulho e por aí fora...

Dá trabalho manter a felicidade em forma? Oh se dá! Afinal, ela exige energia, tempo, disciplina, paciência, foco, humildade, motivação, resiliência, persistência, resistência, força de vontade e compromisso. Só quem é aficionado pela prática regular de exercício físico saberá entender na perfeição o que quero dizer.

Àqueles que ainda não experimentaram semelhante atitude, só tenho a dizer o seguinte: começa por aprender a gostar e a cuidar de ti e, principalmente, a só gostar e cuidar de quem gosta e cuida de ti. Depois disso, estarás pronto para ingressar numa Academia da Felicidade ao pé de ti. Uma vez que lhe apanhas o gosto, não quererás saber de outra coisa, já que a boa forma feliz é incrivelmente aditiva.

Por hoje fico por aqui. Tenho um músculo da costela atrofiado, motivo pelo qual estou cheia de dores. Ontem, quase que me dirigi ao hospital, mas lá controlei o pânico e aguentei bravamente a dor, tão intensa que estava a comprometer o normal funcionamento do aparelho respiratório. Esta manhã, acordei mais aliviada, mas o movimento levantar-sentar é uma tortura. Espirrar então...

Beijo no coração e até segunda! 💋

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Ora viva! ✌️

Já aqui escrevi que criaturas que se autointitulam de "boa pessoa", "generosa" ou "de confiança" ficam automaticamente sujeitas à minha suspeição. Vários episódios, registados ao longo desta atribulada existência minha, levaram-me a essa conclusão, sendo a mais dramática aquela que descrevi no post Stalkers: cuidado que eles andam aí e quando menos esperares...

Agora é a própria ciência que vem certificar aquilo que a duras penas descobri eu, e acredito que muito boa gente também. Meu bem, se tens problemas em confiar, por excesso ou por défice, esta crónica vai-te ser bastante útil, pois esclarece por a+b como devemos processar a informação que os outros nos dão em relação à confiança.

Não é tarefa fácil sabermos de avante em quem devemos confiar. Se fosse, não abundariam pelos relatos da vida tantos casos de traição, desilusão ou quebra de confiança. Em relação a isso, o investigador de ciências sociais Jeremy E. Sherman descobriu um método - ao que tudo indica, infalível - para nos ajudar a decidir sobre quem é credível.

A base da sua teoria assenta na análise de dois tipos de pessoas: aquelas que transpiram confiança, e nos garantem que podemos confiar nelas sempre, e as menos confiantes, e que admitem duvidar de si próprias. De acordo com o investigador, "é bem mais sensato confiar em alguém que duvida de si mesmo do que em alguém que tem confiança absoluta".

E a explicação é simples: o ato de "duvidar" de nós próprios vai gerando uma maior consciência. É por isso que "quando alguém declara com confiança que é uma boa pessoa, é um sinal de alerta para mim. Quando alguém me diz ‘confia em mim’, eu confio menos na pessoa, não mais", esclarece Sherman.

Preciso desenvolver mais? Não me parece, já que mais claro do que isso só desenhando. Aquele abraço amigo, que na sexta haverá mais!

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Ora viva! ✌️ 

Um dos motivos na base do inexpressivo sucesso do meu trabalho (como blogger, cronista, autora e ativista) nas redes sociais prende-se com a incipiente exposição da minha vida pessoal. Mesmo ciente de que o talento (já) não é suficiente para se angariar uma legião de fãs, continuo de todo reticente em explorar a minha intimidade em nome de "likes", não obstante partilhar grande parte dela nos meus escritos.

Uma hora ou outra, baixa em mim o espírito "Kardashian" e lá publico um ou outro conteúdo mais íntimo, apenas porque me deu na real gana e não porque conto aumentar o número de seguidores ou gerar burburinho. Faço questão de angariar admiradores pela excelência e coerência do que faço e não por outra coisa qualquer.

Atenção, não estou a criticar quem adota outra postura, apenas a deixar bem claro que a minha recusa em postar "caras, bocas e carnes" prende-se com o facto de não me identificar de todo com esse tipo de exposição, por mais que reconheça a sua eficácia na conquista de likes, logo na hipótese de se ganhar dinheiro com publicações pagas. 

Ainda em relação à exposição da minha vida privada, mais fácil é eu partilhar o que de mau me acontece do que o contrário. As frustrações, amarguras e provações divido-as com quem estiver à mão, já que "tristeza dividida é meia tristeza". No que toca à felicidade, apesar de se apregoar que "alegria dividida é alegria a dobrar", a minha postura é precisamente inversa. Há muito que aprendi que estarmos bem incomoda muita gente, inclusive pessoas bem próximas de nós. 

Há muito que a sabedoria popular alertou para não gritarmos a nossa felicidade, já que a inveja tem sono leve. É neste sentido que hoje quero partilhar contigo um texto datado de outubro de 2016, e cujo tema, volvidos mais de cinco anos da sua publicação no site Já Foste, continua surpreendentemente atual: a inveja que a nossa felicidade pode despoletar nos outros. 

Visto que o referido site não permite o copy-paste dos seus conteúdos, este link dar te á acesso ao post Quanto menos pessoas souberem, mais feliz tu serás, da autoria de Marcel Camargo, através do qual fica claro que sermos discretos em relação à nossa felicidade é a postura mais adequada para preservarmos a nossa sanidade emocional e espiritual.

Meu bem, despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e um "até quarta"!

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Ora viva! ✌️

Hoje quero resgatar o assunto do Já não faço fretes (emocionais), post através do qual partilhei contigo a minha indisponibilidade para maquilhar os sentimentos em prol do bem-estar alheio. Atenção, que a adoção de tal postura na vida não significa que estou munida de um alvará para ser indelicada ou insensível, apenas que devo ser fiel à minha essência, recusando gerir as minhas emoções em benefício dos outros.

Nesse post, datado de 30 de julho de 2020, deixei bem claro que ninguém tem a obrigação de gostar de quem quer que seja, a não ser que o seu coração assim o dite. A estima dos outros não é um direito, como tanta gente parece achar, mas sim um privilégio. E como qualquer privilégio tem que ser merecido. Ou seja, temos que dar motivos para que gostem de nós.

Dois séculos antes, uma mente brilhante, Antoine de Saint-Exupéry, escreveu que somos responsáveis pelo que cativamos. O inverso também é válido, ou seja, nós somos responsáveis pelo que não cativamos. Quando alguém não gosta de nós, dificilmente é de forma gratuita. Despertar no outro sentimento(s) pouco abonatório(s) é responsabilidade nossa, ainda que na maioria das vezes estes sejam despoletados por atitude(s) involuntária(s) ou inconsciente (s).

Portanto, toda vez que "sentirmos" que alguém não gosta de nós, ao invés de ficarmos a lamentar, devemos questionar o seguinte: o que será que fiz para despertar tal sentimento? Vou exemplificar o que acabei de dizer. Há coisa de dois meses, entrou cá para casa uma colega nova. Coincidência das coincidências, para o mesmo quarto ocupado pela fulaninha brasileira do post sobre fretes emocionais.

Voltando à fulaninha número dois, desta vez de nacionalidade são-tomense, logo na sua primeira semana aqui em casa, durante a qual só conversámos no dia da sua chegada (para lhe por a par da dinâmica doméstica), ouvi-a a falar mal de mim com a inquilina que ia deixar a casa. Ouvi tudinho, timtim por timtim, palavra por palavra, até porque não fizeram questão de falar em voz baixa.

Depois desse episódio que me causou um profundo transtorno emocional – uma coisa é sabermos que não gostam de nós, outra bem diferente é ouvirmos cobras e lagartos a nosso respeito – a essa dita cuja só dirijo a palavra para o "bom dia" ou "boa tarde" que o manual da boa educação exige. Se a isso acrescentar o facto de ela não estar sintonizada de todo com a minha frequência energética, é caso para dizer que essa criatura jamais desfrutará do privilégio de ser estimada pela minha pessoa.

A maturidade emocional ensinou-me que a estima verdadeira é um sentimento demasiado precioso para a desperdiçarmos com quem não faz por merecer. Se gosto de alguém, a pessoa percebe na hora. Se não gosto, a pessoa percebe no minuto. Não tenho nenhum dever, moral, civil ou penal, de gostar de quem quer que seja e vice-versa. O que tenho é o dever de tratar a todos com respeito e civilidade. Tout court, como dizem os franceses. Nada contra ti, tudo a meu favor, como diz a minha amiga Tercia.

Beijo no ombro e até sexta!

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Ora viva! 👋

Na pesquisa pelo tema de hoje, deparei-me com um artigo da revista Cláudia, que parece ter sido escrito a pensar na minha pessoa, ou melhor a pensar a minha mais recente crush, o tal fascista de que te falei no post Socorro, apaixonei-me por um fascista.

Independentemente do desfecho da nossa (não) estória de amor, o facto é que tenho a perfeita noção de que não sou uma mestre na arte da sedução, especialmente no que toca à linguagem não verbal. Pela via do paleio, que é a minha praia, até que me safo bem, agora com a linguagem corporal a cantiga é outra. Por isso é que este artigo seduziu-me à primeira vista.

De acordo com a citada fonte, existem sete técnicas infalíveis para seduzir a pessoa por quem se está interessada apenas com a linguagem corporal, ou seja, sem precisar abrir a boca. São elas: 
1. 
Mexer o nariz
2. Mover os ombros e a cabeça
3. Passar um objeto para o espaço do outro
4. Gesticular com as mãos
5. Nunca cruzar os braços
6. Acariciar o braço
7. Andar com os pés quase colados

Dado que não é possível fazer o copy-paste do texto deles, nem eu ter disponibilidade para o fazer à la pate, sugiro que cliques neste link e confirmes por ti mesma que técnicas são essas. Vou já adiantando que existem duas que considero um tanto ou quanto bizarras, mas se a autora da publicação garante que funciona é porque assim deve ser.

Despeço-me - o dia hoje tá que tá - com a promessa de por em prática, quem sabe já amanhã, algumas dessas técnicas. De que outra forma saberei se são mesmo infalíveis? 😉

Aquele abraço amigo e até sexta!

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