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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

Single mine, vai uma pausa para pormos a conversa em dia? É que quero conversar contigo sobre um assunto que venho adiando há já algum tempo: stalking, para mim uma das palavras do momento na atual conjuntura das relações interpessoais.

A maioria de nós quando ouve essa palavra associa-a automaticamente ao contexto amoroso; ora acontece que o stalking extravasa a fronteira do amor. Eu, por exemplo, há coisa de um mês, passei por uma situação perfeitamente encaixável no seu conceito, ao ponto de ter que bloquear nas redes sociais, mudar de contacto telefónico, alterar o meu percurso e afastar-me de pessoas em comum.

 

Antes de entrar em mais detalhes, convém dizer que por stalking, perseguição ou importunação gravosa (na linguagem jurídica) entende-se os comportamentos de assédio persistente que visam perturbar, atemorizar e alarmar a vítima. Geralmente, o perseguidor partilha uma ligação com a vítima e o que origina este tipo de comportamento é um "rompimento indesejado" e consequentemente, um desejo de reconciliação – que acaba muitas vezes em vingança.

O parágrafo anterior narra com uma precisão alarmante o tal episódio de que te falei há pouco e que passo a descrever da forma mais sucinta que conseguir. 

 

Durante oito meses, vivi num apartamento que pertencia a uma conhecida, a quem cheguei a considerar amiga, ao ponto de irmos ao ginásio, sairmos para a noite, trocarmos confidências e tudo o mais que costuma pautar uma relação de convivência próxima.

 

Quando me mudei para a casa dela, juntamente com outra rapariga com quem já partilhava alojamento há alguns anos, ficou acordado entre as partes que o valor da renda seria simbólico, já que nenhuma de nós tinha condições de pagar o valor do mercado: ela auferia um salário que rondava os 500 euros e eu os 400.

 

Em agosto passado essa colega acabou por emigrar, ficando eu a residir sozinha na casa. Dado que, mesmo tendo arranjado um trabalho com um salário digno, não tinha como assumir na íntegra o valor da renda, ficou assente que iria partilhar a habitação de dois quartos de dormir e dois wc’s com outro inquilino, mantendo cada um a sua própria casa de banho.

 

Ora acontece que essa pseudoamiga/senhoria, à última da hora, decide aceitar não um mas sim dois inquilinos, sendo um deles do sexo masculino, quando desde a primeira hora deixei claro que não me agradava de todo essa possibilidade. Se eu quisesse dividir casa com um gajo, arranjava um para mim, certo? Como se não bastasse, ainda teria que passar a partilhar wc, esta segunda condição ainda mais penosa que a primeira.

 

Por sentir que já não tinha condições para continuar naquela casa, tive a infeliz ideia de ser sincera com essa pseudoamiga, que também era senhoria, comunicando-lhe que tinha decidido procurar outro sítio para viver. Mama mia, o que eu fui fazer. A dita cuja, numa reação absolutamente tresloucada, gritou-me, chamou-me de tudo e mais alguma coisa (mentirosa, mau-carácter, desleal e egoísta) e deu-me um prazo de 10 dias para deixar a casa. Só faltou bater-me.

 

Como isso aconteceu no dia 21 de dezembro, poucas horas antes da minha ida a Paris, de onde regressaria somente no dia 2 de janeiro, na prática a fulana deu-me dois dias negativos (sim leste bem) para arranjar um sítio para onde ir. Não obstante todos os meus apelos, numa das posturas mais malvadas que já tive o desprazer de presenciar num ser humano, ela foi irredutível: tinha até o fim do mês para "tirar as minhas coisas e a minha pessoa da casa", palavras da própria.

 

Em pânico, e a conselho de pessoas próximas, pedi perdão (mesmo achando que não tinha feito nada de errado), praticamente implorando por um prazo razoável para deixar a casa. De nada resultou. A dita cuja queria sangue, queria castigar-me por ter-me atrevido a contestar o seu desmando, queria ver-me na merda, sem casa, sem trabalho (estava em crer ela que a partir do dia 31 de dezembro estaria eu desempregada), sem família e sem amigos a quem recorrer, ou seja, sem ninguém que me amparasse naquela hora de aflição.

 

Mesmo me sabendo junto dos meus para passar a mais sagrada de todas as celebrações, o Natal, continuou implacável na sua sede de vingança. Exigiu que alterasse a data do meu regresso de modo a cumprir o prazo dado. Quando percebeu que eu não iria abrir mão de estar com a minha família, ao invés de estar com a dela (como era sua intenção), endureceu o ataque. Passou a enviar-me mensagens cada vez mais perturbadoras, ao ponto de eu preferir dormir num hostel quando regressei à cidade por medo que me fizesse algum mal.

 

Só para teres uma ideia da psicose dela, digo-te que primeiro deu-me até 15 de janeiro para sair da casa, depois até 4 de janeiro e por fim até meio-dia do dia 3; tudo isso em menos de 24 horas. Não satisfeita, e furibunda por eu não reagir aos seus ataques, exigiu que lhe transfirisse 150 euros de "despesas que só a mim cabiam", quando o combinado foi tudo incluído no valor da renda. Pelo meio, enviava mensagens a dizer que sempre me considerou uma amiga e que me desejava tudo de bom na vida, que a minha atitude de não lhe responder às mensagens era inaceitável. Enfim... o seu assédio obsessivo assumiu tal proporção que, temendo pela minha integridade física, recorri a um advogado para me orientar no processo de apresentar queixa por assédio moral e importunação gravosa.

 

Finalmente, dois dias depois de regressar a Lisboa, no dia 4 de janeiro, deixei a casa, não sem antes receber outra mensagem a avisar-me para não “levar nada que não me pertencia”. Quanto mais desprezo eu lhe dava – nunca respondi a nenhuma das suas mensagens – mais enfurecida ela ficava e mais violento se tornava o próximo ataque. Com o passar das investidas era-me cada vez mais óbvio que o que ela queria era a minha atenção, que lhe desse munição para continuar com os bombardeios, no fundo que lhe desse um pretexto para justificar a sua postura desprezível. Queria por tudo que eu me rebaixasse ao seu nível. 

 

Na altura não percebi isso; só depois quando fui pesquisar sobre o assunto é que encontrei uma explicação científica que refere que "as vítimas passam a ocupar uma importância muito grande no espaço mental do stalker que quer a sua atenção e, por vezes, alimenta o desejo de causar dano", in Stalking - Boas Práticas no Apoio à Vítima.

 

Só que a minha atenção ela não teve e nem nunca mais terá. Em momento algum revidei nem aceitei as suas provocações; primeiro porque temia as represálias, depois porque cheguei à conclusão que de mim ela não merecia absolutamente nada além de um profundo desprezo, pelo que me fez, mas sobretudo pelo tipo de pessoa que revelou ser: abjeta. 

 

Essa psicótica, desequilibrada, histérica e conflituosa causou-se tamanho abalo emocional que estive dias e dias sem conseguir dormir nem comer. De cada vez que recebia uma sms ficava num estado de nervos que, ainda antes de me instalar na casa nova, tratei de mudar o meu número de telefone.

 

Como o texto já vai para Atlas, o resto desta estória sórdida terá que ficar para uma próxima oportunidade. Antes de me despedir deixo-te com o perfil dos vários tipos de stalkers, para que consigas identificá-los antes que te aconteça o mesmo que a mim:

- Stalker rejeitado: é o tipo mais intrusivo e com mais probabilidades de se tornar violento. Pratica a perseguição numa tentativa de reatar uma relação terminada ou de se vingar da vítima, muitas vez um/ ex-companheiro/a.

- Stalker ressentido: a sua motivação é a vingança, sendo que recorre muitas vezes a ameaças, mas raramente à violência. O objetivo da perseguição é a intimidação da vítima, que geralmente já é sua conhecida.

- Stalker em busca de intimidade: o assédio persistente decorre de um ambiente de solidão e de ausência de um parceiro. As celebridades costumam ser as vítimas mais frequentes deste tipo de stalker.

- Stalker cortejador inadequadoperseguição inadequada da vítima com o objetivo de criar um relacionamento com a mesma.

- Stalker predadora perseguição é um dos estágios iniciais da relação que culmina em agressão sexual. Este é geralmente um desconhecido da vítima.

 

Até à próxima e que o universo te livre dos stalkers!

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10
Dez18

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Viva!

 

Parafraseando o apresentador do Alta Definição, intenta esta crónica descortinar até que ponto os olhos são, de facto e de direito, o espelho da alma. Cansados estamos nós de ouvir tal coisa, sem que ninguém nos demonstre, por a+b, qual a percentagem de sinceridade que cada um de nós deposita do seu olhar.

 

Sequer atrevo-me a questionar tal dito popular, até porque a sua veracidade está ao alcance da nossa vista. O que questiono é a qualidade desse reflexo, absolutamente refém do estado de manutenção/conservação do espelho e da mestria de cada ser em deixar transparecer, não só o que lhe vai na alma, mas essencialmente o que lhe apetece e lhe convém. Esta lógica não está a fazer muito sentido para ti? Não te apoquentes, que já desconstruo esta minha teoria.

 

Antes de mais, permite-me esta pequena reflexão: olhamos e somos olhados o tempo todo, desde o dia em que nascemos até o dia em que damos por concluída a nossa missão carnal nesta vida. Mais fácil conseguimos controlar todos os demais sentidos – que já não são apenas cinco como nos foi ensinado toda a vida – do que o nosso olhar. Podemos domesticá-lo, espartilhá-lo e até censurá-lo, mas subjugá-lo por completo, jamais! Agrada-nos? Olhamos! Desagrada-nos? Olhamos na mesma! E esta máxima aplica-se a pessoas, objetos, lugares e acontecimentos.

 

Sabes porque isso acontece, porque é tão difícil deixarmos de olhar para o quer que seja? Porque o olhar é o meio mais imediato e eficaz, no fundo instintivo, de que dispomos para interagirmos com o que nos rodeia. Quando olhamos, olhamos o mundo. No caso das pessoas, que é para onde pretendo direcionar esta crónica, quando olhamos para os seus rostos vemos lá refletidos gerações passadas, tradições, culturas, realidades, crenças, valores, experiências, vontades, expectativas, sonhos e futuro. E sentimentos, acima de tudo. Quando olhamos para o mundo, através das pessoas, vemos um mundo de afetos, de gentes e locais inesquecíveis. Um mundo imenso, infinito, profundo, misterioso e, muitas vezes, inescrutável.

 

É neste contexto que a tal máxima de que os olhos são o espelho da alma faça todo o sentido. Eu acredito que de facto assim seja. Só que existem almas tão imundas, tão carecidas de limpeza, restauro e polimento, que o seu reflexo de nítido pouco ou nada tem, ao ponto de dificilmente conseguirmos descortinar o que realmente lhes vai na alma. No fundo, não passam de almas encardidas, algumas com nódoas reversíveis outras nem por isso.

 

Ao longo da minha vida, tive o desprazer de cruzar com algumas delas. A umas topei logo de caras qual a real natureza da sua índole; a outras, para mal dos meus pecados, só me apercebi demasiado tarde, quando a fatura já era demasiado alta para conseguir liquidá-la a pronto pagamento. Acredito que a pouca experiência de vida e uma bondade inata tenham sido nessas alturas péssimas conselheiras.

 

Hoje sei que os olhos nem sempre dizem a verdade. Também sei que muitos dominam a arte de gerir o olhar consoante a sua conveniência. De forma matreira, astuciosa e até perversa, são capazes de nos envolver numa sequência de falsas boas intenções, das quais só nos apercebemos demasiado tarde, quando já estamos irremediavelmente enredados nas suas teias de inverdades, máscaras e manipulações.

 

Remato o assunto com o repto: dizem os teus olhos aquilo que sentes e sentem os teus olhos aquilo que dizes? Se a tua resposta for sim, dá cá mais cinco que és um humano premium. Caso contrário, se calhar é caso para repensares a tua forma de estar na vida. 

 

Boa reflexão e até à próxima!

 

P.S. - Não te esqueças que já só faltam 5 dias para o anúncio do blog do ano na categoria Sexualidade. Se ainda não me deste o teu voto, toca a despachar e deposita-o já aqui.

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Viva!

 

Um texto do Sarcasticamente Falando inspirou-me a escrever sobre o quão perigoso (e doloroso) é ser-se bom nos dias que correm. Numa época em que culto da moral elástica parece angariar cada vez mais seguidores, valores como honestidade, sinceridade, lealdade, solidariedade e respeito pela dignidade alheia quase que destoam dessa realidade invertida.

 

Hoje em dia, mais fácil nos surpreendemos com um gesto de bondade do que com o contrário. A sensação que me dá é que o que é suposto ser regra - sermos bons uns para os outros - passou a ser exceção, como se habitássemos um universo paralelo, com os valores todos trocados.

 

Quem nunca foi acometido por um genuíno sentimento de incredulidade quando bafejado por uma ação bondosa, custando-lhe acreditar em tamanha sorte, que comente agora ou prossiga com a leitura. Nessas ocasiões, a nossa primeira reação verbal costuma ser algo do tipo: "Não estava nada à espera", num claro sinal de que estamos mais familiarizados (logo confortáveis) com a ausência de bondade do que com a dita cuja propriamente; quando deveria ser precisamente o contrário.

 

Num mundo cada vez mais distorcido de valores e de princípios, torna-se um intrincado quebra-cabeças saber em quem confiar e em quem depositar as nossas melhores expectativas. Mais do que querer confiar, precisamos fazê-lo para nos sentirmos em paz connosco. Como tal, acabamos, mais do que é suposto, com os sentimentos feridos, pelo simples motivo de que avaliamos os corações dos outros à luz do nosso próprio. Daí que ser bom demais tornou-se perigoso. E inglório.

 

Existe, no contexto atual, uma necessidade de se dar bem em todos os palcos em que se atua, mesmo que por meio de vantagens indevidas, de caminhos duvidosos, passando por cima dos outros, como se, de facto, os fins justificassem quaisquer meios. Nessa luta desenfreada pelo sucesso, a lealdade e o compromisso com o outro acabam por ser algo a não se prender, pois o que importa mesmo é galgar os degraus da ascensão social, da progressão laboral e da realização amorosa, fazendo com que as relações humanas se revelem cada vez mais frágeis e ocas.

 

Ainda assim, muitos são aqueles que fazem questão de manter a fé na bondade alheia e a esperança numa sociedade mais justa, mais igualitária, mais solidária, mais digna, no fundo, mais humana. São esses os que se recusam a abrir mão da crença na amizade verdadeira, no amor desinteresseiro, na honestidade e na integridade. Almas que ainda persistem no propósito de ser feliz sem magoar, sem trair, sem maldizer, sem prejudicar, colocando-se no lugar das pessoas com as quais convivem.

 

Eu me assumo como uma dessas pessoas que, por mais que apanhem da vida e levem rasteiras dos outros, permanecem fiéis à sua essência, que é ser bondoso. Não porque acredito na recompensa divina (longe disso), mas porque acredito que o mundo seria um lugar infinitamente melhor para se viver se todos nós formos genuinamente bons uns com os outros.

 

Atenção, que com ser bom não me refiro a ser um santo, que tudo atura, tudo aceita, tudo suporta e tudo perdoa. Com ser bom refiro-me a ter respeito pelos outros, a ajudar quem precisa, a não prejudicar ninguém a custo zero, a não trair, a não mentir e a não intentar contra o bom nome e a honra alheia.

 

Despeço com um até à próxima!

 

P.S. - Na sexta faço anos, por isso vai pensado na minha prenda, que faço questão de receber.

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Viva!

 
A propósito da nomeação do Ainda Solteira para os Sapos do Ano, assumi, na última crónica, o blog como um serviço público de informação para solteiros. O que não mencionei na altura, e que agora faço com todo o gosto, é que a sua autora se assume como uma espécie de lavadeira de pensamentos, cuja missão passa por desencardir mentes em relação à solteirice. O que me move? Já te explico!
 
É com uma frequência cada vez mais alarmante que constato o quão encardidas se encontram certas mentes – demasiadas até – nos dias que correm. Manchadas de estereótipos, preconceitos e palpites sobre a vida alheia, essas tais mentes encardidas são o reflexo de crenças que já não se justificam no atual panorama das relações amorosas. E é precisamente este tipo de nódoas mentais e sociais a que me propus combater ao criar este blog, há coisa de três anitos e meio.
 
É do conhecimento geral da nação digital que há largos anos que eu não tenho uma vida amorosa digna desse nome. Desde finais de 2010, data da minha última relação oficial, que esta mais não é do que um filme de autor, cujo enredo é inspirado numa série de personagens desencontradas no espaço e no tempo e cujos interesses estiveram desalinhados desde o primeiro take. Assim, o meu celibato deve-se a sucessivos erros de casting, em que o meu interesse e o deles jamais coincidiu em termos de intensidade, oportunidade, afinidade e disponibilidade. Tão simples quanto isso!    
 
Não existe nenhuma razão obscura por detrás desta minha solteirice prolongada, como tantos especulam. Tenho perfeita noção que muitos dos que me conhecem pensam que das três uma: ou bato prato fundo com fundo (leia-se, gay), ou mantenho uma relação clandestina (leia-se, amante) ou sou uma promíscua embutida (leia-se, puta). Uns dizem-me isso na cara (em tom de brincadeira), outros apenas insinuam e há ainda aqueles que só observam, na firme convicção de me apanhar na curva, em flagrante delito.
 
É a este tipo de pessoas que eu associo as tais mentes encardidas, as quais este blog comprometeu-se tentar branquear, na firme convicção de instituir à solteirice na idade adulta a dignidade que a sociedade lhe vem negando desde sempre.
 
Se vou ser bem-sucedida nesta minha missão? O futuro o dirá. Até lá continuarei tentando!
 
Assinado,
Ainda Solteira, a "desencardidora" de mentes

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Viva!
 
Esta crónica assenta no olhar da conselheira espiritual deste blog sobre a inércia humana em relação à mudança, mais precisamente sobre a resistência de tantos em mudar de vida, mudar de relação, mudar de forma de pensar/estar/agir.
 
O que mais abunda por esta vida fora são almas sofridas que pouco ou nada fazem para extinguir o sofrimento de que tanto se queixam. Sobre isso, diz a spiritual coach Isabel Soares dos Santos o seguinte: "cada vez mais acompanho clientes e amigos que estão insatisfeitos nas suas relações amorosas, mas que nada fazem para mudar. Oiço todos os dias as desculpas mais elaboradas... ou é porque dependem financeiramente; ou porque não acreditam que merecem alguém melhor; ou porque cultivam a eterna esperança de que a outra pessoa mude; ou porque simplesmente não querem estar sozinhos." 
 
Vamos lá então dissecar cada um destes argumentos:
1) Depender financeiramente de alguém
És a única responsável por teres escolhido depender financeiramente de alguém. Por mais que te custe admitir, a verdade é que a qualquer altura da tua vida podes mudar isso, já que o que não faltam por aí são oportunidades. Portanto, se não mudas é porque não queres... Como não queres aceita as tuas escolhas e aprende a viver com elas.
 
2) Não acreditar que merece alguém melhor
Sou a primeira a reconhecer que existem pessoas manipuladoras, controladoras, mentirosas e compulsivas que tudo fazem para te fazer acreditar que não vales nada. Percebo perfeitamente que te pode ser muito difícil sair de um ciclo de manipulação em que já estás no fundo do poço há demasiado tempo. Mas de certeza absoluta que já foste feliz em algum momento da tua vida, em que te sentiste realizada, em que te sentiste dona da tua vida. Volta então a esses momentos em que te sentiste mais confiante e faz uma escolha entre "quero continuar a viver sem autoamor" ou "quero recuperar/conquistar a minha confiança e aprender a amar-me longe de mentiras e manipulações".
 
3) Ficar na esperança que o outro mude
Este é um dos erros mais graves das relações atuais. Quando oiço: "ele só me bateu três vezes e eu até fiz queixa na polícia, mas depois perdoei..." fico arrepiada da ponta dos cabelos à planta dos pés. Acreditas mesmo que uma pessoa que foi violenta uma vez, duas vezes, três vezes, nunca mais o volta a ser? Acreditas mesmo que uma pessoa que trai uma vez nunca mais vai voltar a fazê-lo? Acreditas mesmo que uma pessoa que te manipulou e humilhou uma vez, nunca mais o volta a repetir? A única pessoa que está mal neste tipo de situação és tu, pois vives na fantasia de que o outro mudará, quando quem tem que mudar és tu. Se te amasses mais não aceitarias nem uma única vez algo que te fizesse mal.
 
4) Não querer estar sozinha
É muito triste perceber que a maior parte das pessoas escolhem viver relacionamentos infelizes e abusivos pelo simples facto de temerem a solteirice. O que mostra a minha experiência é que essas pessoas têm medo delas próprias, têm medo de vir a descobrir o seu lado sombrio e, mais do que isso, têm medo de não saberem lidar com essa realidade. Para uma boa parte delas antes um relacionamento infeliz do que relacionamento nenhum, que as obrigaria a olhar para dentro de si e assumir responsabilidades que não querem. Pode chocar esta minha afirmação, mas a razão que a sustenta é ainda mais chocante. Isto porque quando se está numa relação infeliz o que é mau é inteiramente imputado ao outro. Pois bem, fica a saber que tudo o que acontece num relacionamento é responsabilidade de ambas as partes. Essa de 100% vilão ou 100% vítima não existe na vida real. É 50/50. E não me venhas com essa conversa de que nunca fizeste nada de mal e o outro é que te bateu e o outro é que te traiu. Foi tua responsabilidade aceitar estar e permanecer nessa situação. E continua a ser tua responsabilidade, maior ainda até, quando perante a verdade nada fazes para alterar.
 
A qualidade da tua vida é reflexo da qualidade das tuas relações, tem sempre isso em mente. Vais sempre a tempo de escolher relações melhores. Isso se, de facto, queres ser (mais) feliz. Se não for esse o caso, deixa-te estar, que cada um tem exatamente aquilo que merece.
 
Ninguém aqui está a dizer que mudar é fácil. Nunca foi, nunca é, nem nunca vai ser. Só que é a única solução, o único caminho, para a verdadeira felicidade. Por mais que nos custe temos que estar preparados para a qualquer instante alterarmos os nossos planos. É apenas quando começamos a "pisar terreno escorregadio" que efetivamente vivemos. Até lá sonhamos acordados!

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Viva!

 

Quem me conhece sabe que não sou pessoa de pedir desculpas a torto e a direito, na mesma proporção que não gosto que me peçam desculpas por tudo e por nada. A razão por detrás desta minha forma de estar na vida assenta no dito popular de que desculpas não se pedem, evitam-se. 

 

Duvido genuinamente que um pedido de desculpa, por mais sentido que seja, é a melhor estratégia para quando fazemos asneira, sobretudo naquelas alturas em que ferimos os sentimentos alheios ou prejudicamos alguém. Abro aqui um parêntesis para frisar que a deliberação do ato praticado não está sendo aqui tido nem achado.

 

Claro que, como humanos que somos, erramos. Eu erro, tu erras, ele/erra, nós erramos, vós errais, eles erram. Contra isso nada a argumentar, pois é da nossa natureza. Dado que todos erramos, a minha forma de encarar as coisas leva-me a assumir que o termo mais adequado será "perdão" e não "desculpa". Quando dizemos a alguém "perdoa-me", além de arrependimento, demonstramos humildade e um profundo respeito pelo outro. Para quem tem dificuldade em proferir essa expressão, um "sinto/lamento muito" pode ser igualmente eficaz. 

 

Quando dizemos "des+culpa", como a própria composição da palavra indica, estamos a distanciar o sujeito da ação, ou seja, estamos a separar o eu do ato praticado. Para mim, isso mais não é do que uma tentativa patética e infantil de nos isentarmos de toda e qualquer responsabilidade pela falha praticada. Como se a "merda" que fizemos fosse mais uma ação que correu mal do que propriamente uma consequência direta de algo que poderia ter sido evitado caso tivéssemos tido mais atenção às consequências.

 

Quando o pedido de desculpa traz atrelado o "não foi por mal", aí é que fica o caldo entornado, pois disparo à queima-roupa: "se não foi por mal foi por que raio então?"

 

Uma das coisas que eu mais prezo na interação social é a capacidade que cada vez menos pessoas demonstram em por-se no lugar do outro, antes de agir. Pensar em como eu próprio me sentiria se o que estou prestes a fazer/dizer viesse do outro. O meu respeito pelos sentimentos alheios, aliado a uma aversão insana pelo confronto verbal, é de tal ordem que prefiro ferir os meus sentimentos a ter que ferir os alheios. Como tal, passo a vida num sofrimento constante, já que os outros ou não se apercebem desta minha postura e tomam-me por idiota ou se apercebem e mesmo assim levam a deles avante na expectativa de que não serei capaz de os enfrentar.

 

Quando mais jovem, não deixava passar nada – como se diz na gíria, não levava desaforro para casa. Quanto desgaste emocional, quantas desavenças, quantas recriminações (infligidas ou autoinfligidas), quanto desperdício de tudo e mais alguma coisa. Com a maturidade, rendi-me à evidência de que mais importante do que ter razão é ter paz.

 

Por isso, fui-me calando, deixando passar, relevando, justificando. Só que essa opção, como tudo na vida, também tem o seu preço, muitas vezes mais alto que a primeira. Só eu sei o quanto me corrói a alma cada vez que "engulo um sapo", pois não é da minha personalidade "comer e calar". Assola-me uma cataplana de sentimentos como angústia, inquietação, revolta, injustiça, cobardia e culpa. Sim culpa. Sabe-se lá porque carga de água (por acaso até sei), sinto-me culpada mesmo quando são os outros a falharem comigo.

 

A esta altura da vida, já nem sei qual a melhor tática: enfrentar ou resignar; refilar ou revelar; argumentar ou calar; contestar ou aceitar. Dizem os mais ponderados que a solução encontra-se algures pelo meio, só que eu ainda não consegui reunir skills suficientes para a pôr em prática com sucesso.

 

Na firme convicção de que ainda conseguirei atingir esse nirvana, remato esta crónica com um profundo pesar por constatar que pedir desculpa virou rotina. Usa-se por tudo e por nada. Portanto, ao invés de pedirmos desculpas, evitemos precisar fazê-lo, pois quando eliminamos as desculpas passamos a extinguir as razões pelas quais as pedimos!

 

Bom fim de semana e até breve!

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 Viva!

 

A crónica de hoje versa sobre três belissimas razões porque os homens devem escolher mulheres com mau feitio. Ou mulheres com personalidade, como lhes prefiro chamar, já que eu mesma sou – e com muito orgulho – uma delas.

 

Autênticas, assertivas, frontais e honestas, mulheres assim são absolutamente encantadoras. Ao lado delas a relação raramente conhecerá a monotonia; assim como dificilmente haverá espaço para a previsibilidade. Incapaz de ser submissa, não é qualquer homem que tem colh*es para a cativar, seduzir, conquistar e manter. Isto porque:

 

É na sua complexidade que reside o seu encanto

Qual a piada de estar com uma pessoa previsível, submissa e que não te mexe com os brios? Decerto que todos os casais têm os seus problemas, assim como é certo que, quando o sentimento é sólido, a bonança acaba sempre por proceder à tempestade. Já imaginaste uma relação sem qualquer tipo de discussão, sem alguém que te desafie e te instigue a seres mais e melhor? Preciso lelmbrar-te que "sexar" com uma mulher dessas depois de uma briga é algo pelo qual vale a pena suspirar?

  

Por baixa da armadura do feitio, reside um coração romântico

Garanto-te que mulheres com mau feitio são mais românticas. A experiência, e a própria ciência, comprovam que, quase sempre, o mau feitio e a frieza não passam de uma "capa", uma espécie de armadura atrás da qual elas se escondem, precisamente para não deixarem transparecer o seu lado mais sensível e amoroso. Só os mais persistentes conseguirão ultrapassar essa barreira e descobrir o tesouro que se esconde por detrás.

  

A dificuldade costuma ser um poderoso afrodisíaco

Sentirmo-nos fascinados por pessoas complexas, enigmáticas e imprevisíveis é da nossa natureza. O complicado fascina, atrai, envolve e vicia. As mulheres com mau feito são, por norma, mais complicadas, mais misteriosas. É precisamente isso que faz com que os homens fiquem com uma vontade incontrolável de querer decifrar o lhes vai na alma. Será caso para dizer que isso as torna mais interessantes, logo mais atraentes.

 

Reconheço que é não é pera doce lidar com alguém com um génio forte. À custa desse traço de personalidade, que a torna única e especial, uma mulher com mau feitio marca um homem de tal maneira que se torna praticamente impossível esquecê-la. No final das contas, este tipo de mulher acaba por ser das mais cobiçadas.

 

Depois do que acabaste de ler, é caso para reconheceres que vale a pena ter uma mulher assim na tua vida ou não?

 

Voltarei em breve. Até lá muito mau-feitio na tua vida e na tua cama!

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Viva!

 

Single mine, já viste a lista viral com O top 20 de coisas que uma mulher NÃO deve usar depois dos 30? Se sim, faço-te um lembrete; se não, é com todo o gosto que a partilho contigo. Já vais perceber porque vale a pena perderes 10 minutos do teu tempo com isto.

 

Eis a lista das coisas que uma trintona (ou trintinha) não deve usar:

1 – Mochila-jato que nunca foi testada.

2 – Túnica feita em carne num país cheio de cães ferozes.

3 – Galhos colados com supercola em forma de vestido.

4 – Sapatos de salto alto se estiveres a ser perseguida num filme de terror.

5 – Um fato de veado no meio da floresta durante a época de caça.

6 – Camisola feita de vespas.

7 – Armadura completa numa piscina.

8 – Falso colete de bombas num aeroporto.

9 – Colar feito com orelhas humanas.

10 – Amostra de pele de animal de uma espécie em vias de extinção.

11 – Amuletos amaldiçoados.

12 – Camisola em mohair que está a pegar fogo.

13 – Uniforme de polícia roubado a um agente.

14 – Anel do senhor dos anéis.

15 – Qualquer coisa coberta em comida de peixe.

16 – Acessórios feitos em pele, como uma hiena de estimação.

17 – Sombra de glitter com feromonas de Oastride.

18 – Chinelos que na verdade são apenas gaivotas mortas que colocaste nos pés.

19 – Mochila a pingar com creme de sopa de cogumelos.

20 – Calções curtos com mensagens militares secretas escritas no rabo.

 

Portanto, se tens menos de 30 anos, fica à vontade para usares todas essas coisas e o que mais te apetecer. Para quem já dobrou o cabo da boa "enta", resta seguir a moda dos comuns mortais.

 

Até breve!

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10
Set18

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Viva!

 

Depois de um fim de semana de dolce far niente, pautado por uma maratona de filmes da Fox Life, retomo o contacto com uma crónica recheada de conselhos sobre como superar a timidez amorosa, enfermidade da qual venho padecendo há já um bom tempo, quiçá despoletada pela falta de prática na arte do amor.

 

Tanto tempo de solitude (demasiado, até) fez-me esquecer como se cativa, como se seduz, como se conquista. Esta pretensa "amnésia" tornou-me amorosamente insegura, absolutamente cética e absurdamente tímida. Tudo o que não era; apesar de nunca ter sido uma arrasa-corações, ainda me lembro do tempo em que, ao interessar-me por alguém, tomava a iniciativa, fazia acontecer e, desse certo ou não, seguia feliz e contente pela vida fora.

 

Antevendo que mais solteiros se revejam nesta descrição, cito 10 conselhos da psicóloga Natália Antunes sobre como dar a volta à situação:

1. Comunica como um adulto
Melhorar a comunicação dentro da relação, como forma de aliviar os ressentimento e faltas de compreensão, é uma boa estratégia para contornar os problemas na vivência emocional e da intimidade.

 

2. Autoafirma-te e autoprotege-te
Diz sem rodeios o que mais gostas e o que menos gostas na vossa relação, encorajando também o teu parceiro a fazer o mesmo. Escutar o que ele tem a dizer, com atenção plena, é fundamental.

 

3. Negoceia o teu ponto de vista
Sempre que a tua perspetiva for distinta da dele tenta chegar a um acordo, alternando as cedências e mantendo uma postura aberta e conciliatória.

 

4. Elogia em vez de criticar
O elogio e o encorajamento surtem mais efeito do que a crítica. Daí que devas empenhar-te em assinalar as coisas boas que o teu parceiro faz, sendo certo que ele também se sentirá mais disponível para retribuir na mesma moeda.

 

5. Alinha expectativas e desconstrói mitos
Relações perfeitas não existem, até porque não existem casais perfeitos. Se conseguires mostrar e partilhar as tuas imperfeições, sentir te ás mais livre para te revelares tal e qual és.

 

6. Sê mais do que pareces
Consciencializa-te que do outro lado da relação existe uma pessoa que também tem medos e receios, e que tudo isso compõe uma pessoa real.

 

7. Preserva a tua individualidade
Uma das primeiras coisas a ser respeitada pelo casal é a manutenção da individualidade de cada um. Garante que há espaço para trazeres a tua experiência e vivência para a relação.

 

8. Surpreende-o
Tenta mimá-lo com pequenos gestos, de modo a evitares que a monotonia se instale e a paixão arrefeça.

 

9. Investe na novidade
Não fiques agarrada às rotinas. Planeares e executares pequenas surpresas certamente que vai surpreendê-lo, criando um ambiente de cumplicidade capaz de fazer com que ele fique com igual vontade de te surpreender.

 

10. Não tomes a relação como garantida
Estar sempre presente e procurar compreender o que faz feliz é um bom começo. Prestar atenção às suas mudanças enquanto pessoa, bem como às mudanças da vossa relação, igualmente. Experimenta fazer diferente, na vossa vida íntima, na vossa vida de casal e na vossa vida individual.

 

Irá este artigo ajudar-te a ser mais confiante no campo amoroso? Talvez sim talvez não. Só tentando para saberes.

 

Aquele abraço amigo!

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16
Abr18

Ser sexy é isto!

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Já aqui manifestei a minha convicção de que, em matéria de atração e sedução, a beleza por si só não é garante de coisa nenhuma. Há quem atraia de cara mas seja incapaz de dar continuidade à sedução e há quem seduza sem ter atraído à primeira vista. É preciso bem mais do que uma carinha laroca ou um corpinho esculpido para que uma pessoa possa ser considerada irresistível.

 

A sensualidade não se resume ao visível, ao palpável, ao tangível. Pelo contrário, o que faz dela uma arma tão letal é justamente a combinação da aparência com aquele je ne sais quoi que a todos fascina e aos homens deixa com água na boca. Ser sexy é saber conjugar o físico com tudo o resto (e esse tudo o resto abarca o intelectual, o emocional, o social e até o profissional).

 

Quem nunca se cruzou com uma pessoa fisicamente desprovida de encantos, mas que, após algum tempo de contacto, se revela um ser extraordinariamente cativante, ao ponto da sua aparência ficar relegada a um papel secundário?

 

De pouco ou nada nos serve ter uma figura escultural se o conteúdo não for de encontro a essa imagem. Grande hipócrita seria eu se viesse para aqui apregoar que a beleza não tem o seu valor. Ela é importante para a maioria dos mortais, e eu não sou exceção. Para alguns, ela é fundamental até. Afinal, o primeiro sentido a que recorremos quando se trata de interação (social ou sexual, dá no mesmo) é a visão. A primeira impressão é construída com base naquilo que vemos, pois são os olhos que nos permitem avaliar o objeto do nosso interesse.

 

Salvo raras exceções, se não soubermos nos expressar, se não formos interessantes ou não conseguirmos sustentar uma conversa, dificilmente a nossa beleza consegue resistir ao desapontamento proveniente de uma expectativa defraudada. A pensar nisso, a ciência – na sua incessante missão de compreender, prever e, se possível, antecipar o comportamento humano – identificou cinco formas de nos tornarmos irresistíveis, independemente do nosso aspeto físico:

 

1. O humor é sexy
Toda a gente gosta de rir, motivo pelo qual saber fazer os outros darem gargalhadas seja uma caraterística tão apreciada. Estudos recentes mostram que, embora homens e mulheres digam que apreciam o sentido de humor num potencial parceiro, não se estão a referir ao mesmo. As mulheres gostam de homens que as façam rir e os homens gostam de mulheres que riam das suas piadas.

 

2. A personalidade é sexy
A personalidade é que nos confere uma individualidade única. Segundo estudos realizados com indivíduos de dez regiões do mundo, as pessoas agradáveis e conscientes são melhores conjuges e pais; enquanto que as desagradáveis e inconscientes têm mais parceiros sexuais — ou seja, exibem níveis mais altos de promiscuidade. Ah, e têm tendência para a infidelidade.

 

3. A forma de sentir é sexy
O modo como nos sentimos quando estamos com alguém confirma a teoria de que não nos apaixonamos por uma pessoa, mas sim pela forma como nos sentimos quando com ela estamos. Sentirmo-nos animados ou estimulados está intimamente relacionado com aqueles que nos rodeiam, mesmo que esses não sejam a causa direta do nosso estado de espírito. Pode parecer grosseiro resumir uma relação a esta equação, mas a verdade é que é exatamente isso que acontece na prática.

4. O que se diz é sexy
Saber transmitir informações pessoais e emocionais é uma forma poderosa de estebelecer conexão com os outros. Tem coisa mais irresistível do que estar com alguém que fala do que sabe e sabe do que fala, que acredita naquilo que diz e, sobretudo, que o faz com alma? Modéstia à parte, uma das minhas armas de sedução mais poderosa é justamente o dom da palavra. Ainda há dias referiram-se publicamente à minha pessoa nestes termos: "É brutal a tua capacidade de comunicação. Não há palavras. Tocas a alma pela genuinidade da tua postura. Parabéns querida Sara por seres por dentro tão bonita e especial como és por fora."

 

5. Amor à primeira vista é sexy
Fantasias à parte, existem vários estudos que comprovam que "amor à primeira vista" é real. O autor de Love at First Sight, Earl Naumann, concluiu que o amor à primeira vista não é uma experiência rara. Pelo contrário, segundo ele, se nele acreditamos, a probabilidade de nos acontecer é de cerca de 60%. É caso para se dizer: "Que venha então o amor à primeira vista".

 

Como ficou claro, ser sexy não implica — de todo — usar roupas minúsculas e muito menos andar a distribuir olhares languidos a torto e a direito. Ser sexy implica conhecer-se e tirar partido de uma série de caraterísticas, das quais se destacam estas cinco. Claro que existem mais. Por exemplo, para mim saber dançar é sexy, saber sorrir com os olhos é sexy, ter bom gosto é sexy e gostar de si é hot.

 

Ser irresistível está ao alcance da habilidade de cada um em saber usar aquilo que de melhor tem para oferecer aos outros.

 

Até!

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