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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

nude-5304222_1920.jpgViva! ✌️ 

Agora que os holofotes deram uma trégua a esta blogger aqui, que tal retomarmos o fio à meada com um tema coincidente com a categoria pelo qual este blog foi distinguido por dois anos consecutivos: a sexualidade? O ano passado por esta altura andava a blogosfera a votar para eleger os melhores de Portugal. Parece que até disso a pandemia nos privou...

Conforme adiantado no post anterior, para hoje proponho um novo mantra contra o stress, um vilão do bem-estar cada vez mais impiedoso e do qual tenho sido presa fácil, para mal dos meus pecados. 😉

Sei que és uma pessoa (bem) informada, porém, duvido que estejas por dentro do conceito 'Gastrosiexta', uma tendência que combina três dos maiores prazeres da vida: comer, dormir e 'sexar'. Pelos benefícios que se lhe adivinham, esta prática é vista por muitos especialistas como a fórmula perfeita para combater o stress. "Sentimos prazer ao provar comidas novas e descobrir novos sabores. Dormir ajuda a reduzir o stress cardíaco e a pressão arterial e promove a produtividade, através do aumento da concentração e do desempenho. A atividade sexual, além de proporcionar benefícios, tanto para a saúde física como para a psicológica, também contribui para o bom relacionamento do casal", esclarece a psicoterapeuta espanhola Marisa Navarro, uma das defensoras desta tendência.

Apesar de a 'Gastrosiexta' adequar-se na perfeição ao estilo de vida de nuestros hermanos, dada a tradição de se fazer a sesta, nada nos impede de adotar tal modalidade, sobretudo nestes tempos de pandemia, em que estamos tão confinados. A descompressão da ditadura horária e a avidez por momentos Covid free soam-me como dois excelentes motivos para aqueles que estão numa relação quererem aventurar-se numa nova experiência sexual.

Há que estar ciente de que a prática da 'gastrosiexta', que pode acontecer antes ou ou até antes e depois (conforme a predisposição do casal), requer tempo, pelo que é essencial não haver pressas ou preocupações. Daí que se recomende a escolha de um dia em que ambos os parceiros estejam disponíveis e desligados de tudo o resto. Nessa altura, devem optar por uma novidade gastronómica, de modo a que prevaleça o prazer de provar algo pela primeira vez. Depois do almoço, segue-se a sesta na companhia do parceiro. A fase seguinte é dar o corpo ao manifesto como se não houvesse amanhã (se é que me entendes 😉).

O sexo é uma das experiências mais íntimas e prazerosas para o ser humano. A sua prática, além de apresentar inúmeras vantagens, ajuda ainda a reduzir o stress e a fortalecer o sistema imunológico, dois benefícios imprescindíveis nos tempos que correm.

Aos emparelhados a palavra de ordem é 'gastrosiextar' tão logo possível e por tempo indeterminado. Aos desemparelhados cabe manter a esperança de, em breve, poderem explorar esta tendência. Até lá, saúde e esperança para todos.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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beauty-863439_1920.jpgViva!

Serão as mulheres poderosas (entenda-se independentes e seguras de si próprias) mais propensas a fracassaram no campo das relações efetivas? Já aqui abordei esta questão, assumindo - com base na minha experiência pessoal - que de facto assim é. Sempre senti que, a nível amoroso, a minha maneira de ser, segura, autónoma, despachada e desapegada, era-me mais prejudicial do que benéfica. No entanto, há dias estive a ler uma crónica da psicóloga Sara Ferreira que pôs-me a pensar que esta minha perceção pode estar enviesada, provavelmente viciada.

Porque estou pondo em causa uma crença até então enraizada em mim? Porque continuo firme no meu processo de desenvolvimento pessoal e espiritual, através do qual vejo-me impelida a reformular o modo como vejo as coisas, como encaro as situações, como analiso as pessoas, como compreendo a vida.

Todos nós, independentemente do género, raça, credo ou orientação sexual, queremos ser felizes; de preferência ao lado de outro alguém que nos ame, compreenda, valorize e apoie. É o que nos inspira, motiva, impulsiona e conforta. Não obstante este desejo, comum e universal, humanamente legítimo, há imensa gente avulsa por aí. Pessoas que permanecem desemparelhadas, por mais que queiram, e tentem, conseguir um parceiro para a vida. Quando se tratam daquelas seguras de si, com boa autoestima, alto astral e espírito do bem este fenómeno parece ainda mais difícil de se compreender. Daí que seja senso comum acreditarmos que para as mulheres poderosas essa tarefa seja, à primeira vista, muito mais árdua.

Ao que parece a coisa não é bem assim, pelo que ninguém melhor que uma psicóloga clínica para nos elucidar. "Não podemos afirmar que os homens fogem de relacionamentos com mulheres que dizem o que pensam e que exercem as suas vontades e outras (legítimas) liberdades pessoais!", garante Sara Ferreira, para quem não é a independência ou a segurança de uma mulher o que os assusta, mas antes a forma como ela as expressa. Os homens não temem mulheres poderosas, temem, sim, aquelas que, escudadas por essa faceta da sua personalidade, se revelam arrogantes, chatas, manipuladoras, adeptas de joguinhos emocionais. Ainda de acordo com esta psicoterapeuta, fogem eles a sete pés das "armadas em boas", que acham que têm sempre razão.


Resumindo e concluindo, a forma como uma mulher demonstra a sua independência/segurança é que determina se ela cativa ou intimida um homem. Ditas as coisas desta maneira, não posso deixar de pensar se não terá sido esse o meu problema, isto é, se, nas minhas relações, não acabei por fazer mau uso dessas caraterísticas. É hora de eu refletir a sério sobre este ponto, pois só azar no amor já não é argumento que satisfaça, muito menos justifique, esta minha solteirice crónica. 

Voltarei na sexta com mais um assunto do meu, aliás, do teu, na verdade, do nosso, interesse. Até lá, fica com aquele abraço amigo de sempre.

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09
Set20

E3649034-EDD0-4244-A22C-3DD5ECD4F6E7.jpegOra viva ✌️!

É certo e sabido que ser o mais velho dos irmãos - como é o meu caso - tem lá os seus desafios, alguns bastante amargos até. Se, por um lado, temos a vantagem de ser o primeiro, por outro temos uma responsabilidade acrescida, não só para com aqueles que nasceram depois de nós, mas sobretudo para com a família toda. Para o bem ou para o mal, somos o primogénito, e, nessa qualidade, é-nos exigido que sejamos um bom exemplo para o(s) mais novo(s), assim como um precioso auxiliar na educação do(s) mesmo(s).

Assim como ter um irmão ajuda a desenvolver a socialização, a empatia, o altruísmo e a compaixão, também despoleta, desde a mais tenra idade, a rivalidade e a competição. Quem tem irmãos conhece de cor e salteado o drama-nosso-de-toda-a-vida: quem é o mais inteligente, quem é o mais bonito, quem é o mais sociável, e por aí fora. Sobre quem é o preferido nem me atrevo a desenvolver, porque isso sim é motivo para um melodrama digno de uma novela mexicana.

De facto, ser o primogénito tem muito que se lhe diga, motivo pelo qual vou focar-me tão somente no lado B da questão, mais concretamente em seis qualidades únicas dos irmãos mais velhos, citados pela revista norte-americana Psychology Today. Se também fazes parte da primeira safra de descendentes, faz-me o favor de conferir se estas batem certo com a tua perceção.

1. Mais protetor
Uma pesquisa publicada, em 2007, no Journal of Child Psychology and Psychiatry mostra que bons relacionamentos entre irmãos traduzem-se no efeito protetor do mais velho para com o mais novo. Ao dar apoio aos seus irmãos menores, o filho mais velho assume uma função muito importante na família.

2. Mais intenso
Um estudo publicado em 2008 atesta que ao filho mais velho é imputada uma maior responsabilidade. As expetativas sobre ele são mais elevadas, pelo que os pais tendem a ser mais rigorosos e controladores. Precisamente por isso, apresenta uma maior probabilidade de conformar-se perante as adversidades.

3. Líder nato
O primogénito normalmente desempenha um papel natural de liderança em relação aos outros irmãos - afinal, é ele quem geralmente assume o comando na ausência dos pais. De acordo com a Harvard Business School, os filhos mais velhos têm uma maior facilidade em assumir papéis de liderança no contexto profissional.

4. Mais inteligente
De acordo com a ciência, os homens primogénitos possuem um QI médio de 2,3 pontos a mais que os seus irmãos. Um estudo realizado na Noruega, em 2007, a partir de uma amostra de 250 mil adultos, foi ainda mais radical ao dizer que, a cada novo filho, o 'ambiente intelectual' de uma família vai-se degradando.

5. Provavelmente, o 'bem-sucedido'
Não é uma regra, mas estatisticamente o irmão mais velho dá-se melhor na escola e está mais propenso a alcançar sucesso nos negócios. Um outro estudo mostrou que mesmo que o primogénito falhe de vez em quando, ainda assim os seus pais vão sempre considerá-lo como o mais bem-sucedido.

6. Grande influência nos mais novos
Por ser visto como líder, tudo o que o primogético fizer pode ser inconscientemente copiado pelos irmãos mais novos. O facto de ser bem-sucedido na vida, pode ter um efeito impulsionador, fazendo com que os irmãos também tentem alcançar um nível de sucesso semelhante.

Com esta primogénita aqui a fazer check em todos os pontos há pouco referidos, recebe aquele abraço amigo de sempre!

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30
Jul20

5453FBBC-571B-4BF5-B50A-387E1BA46E40.jpegOra viva! ✌️

Há muito que ansiava escrever sobre certas atitudes que adotamos, com maior ou menor grau de consciência, por uma mera questão de conveniência alheia ou polidez social. A isso chamo eu de fretes emocionais, meros hábitos que intentam expressar emoções que não sentimos, nem tão pouco desejamos sentir, de modo a agradar aos outros ou a não ferir os seus sentimentos.

No outro dia, numa troca de palavras nada agradável, uma das minhas colegas de casa acusou-me, com um arzinho típico de quem levou calote da vida, de não gostar dela. Perguntei-lhe se tinha cara de sua mãe. Ao ver a sua patética expressão de incompreensão, lá me dei ao trabalho de esclarecer: "A tua mãe é que tem a obrigação de gostar de ti. Como não é o caso...!"

Estou ciente que assumir tal posição provavelmente faz de mim uma criatura insensível, cruel até; uma verdadeira bitch, para não estar com rodeios. "Mi go" é uma expressão típica da minha língua materna que traduz na perfeição o quanto estou-me nas tintas para isso. Eu não faço questão de gostar das pessoas, assim como não faço questão que elas gostem de mim. Faço é questão de dar tempo ao tempo, na expectativa de que me deem razões para delas gostar. E isso, em circunstâncias normais, só acontece com o tempo, a convivência, o conhecimento e o amadurecer da relação, período após o qual vou chegando à conclusão se a pessoa é (ou não) digna da minha estima.

Gostar de alguém só porque sim, ou só porque é o que se espera de mim, é que não. Não acho que tenha que demonstrar um sentimento que não nutro só para vestir a pele da alma boazinha ou da pessoa ultra educada. Daí que fique sempre estupefacta perante a quantidade de criaturas que acham que a estima alheia é um direito seu e não um privilégio. Gostarem de nós não é um dado adquirido, mas sim uma benção, pelo qual temos que fazer por merecer.

No caso que referi há pouco, é óbvio que a dita cuja não foi capaz de se aperceber pelos próprios neurónios que eu não tenho nenhuma obrigação (moral ou legal) de dela gostar. O facto de partilharmos a mesma habitação não implica que lhe devo estima automática, menos ainda amizade instantânea. Implica sim tratá-la com educação e respeito, como demanda a (boa) etiqueta social. Nada mais que isso!

Há pessoas por quem nutrimos uma empatia natural e momentânea, só de lhes por a vista em cima. Ainda no outro dia, no tal curso de iniciação à bicicleta de que te falei no post anterior, conheci uma rapariga, que mais tarde vim a descobrir ser minha patrícia, com quem partilhei uma vibração positiva de nível premium. Em contrapartida, existem outras com quem antipatizamos no instante em que os nossos olhos nelas batem, sem precisão sequer de proferirem uma sílaba. Foi o que aconteceu com esta tal colega, uma fulaninha brasileira por quem nutro uma profunda antipatia, da qual não faço questão de disfarçar. Abro aqui um parêntesis para deixar bem claro que não estou a falar mal dos brasileiros, apenas a descrever o meu sentimento por uma em particular.

Em tempos não muito distantes, achava por bem maquilhar os meus sentimentos menos nobres, sobretudo se estes não fossem de encontro ao politicamente correto. Hoje, nos primórdios das minhas quatro décadas de vida, não encontro razões para assim continuar a agir. Se te tenho estima, sorte a tua; se não te tenho estima, azar o teu. Quer no primeiro como no segundo caso, há que fazer por merecer. Pois, afeto é um sentimento que se conquista e não que se exige.

Aquele abraço só nosso!

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self-love-65693_1920.jpgOra viva!

A inspiração - que andou arisca na última semana, provavelmente escaldada pelo tempo - parece ter voltado em força, graças à LL, uma seguidora que partilhou comigo o drama de estar numa relação com alguém centrado, unica e exclusivamente, em si mesmo. O seu desabafo mais não me pareceu do que um grito de infelicidade e impotência, um claro pedido de socorro.

Escuso dizer que a minha primeira reação foi sugerir que mandasse o gajo à merda, mas como percebi que, para ela, a solução não era tão simples quanto isso, comprometi-me a escrever sobre o assunto, na expectativa de que mais alguém se identifique, ao ponto de querer partilhar a sua experiência, dando assim à LL uma luz sobre o rumo a dar a uma estória que de amor só tem dele para ele mesmo. Confusa? Já vais entender!

Do que depreendi do nosso bate-papo, e mesmo sem qualquer qualificação profissional na área da mente, atrevo-me a diagnosticar a personalidade do dito cujo com quem ela anda metida, a raíz de toda a sua angústia. Em resultado da pesquisa que fiz, é-me possível reconhecer nele os traços de um narcisita de primeira linha. Vejamos: o gajo acha-se
melhor do que os outros (ela inclusive); vive num permanente estado de competição; quer sempre tudo sem dar nada em troca; demonstra grande dificuldade, incapacidade até, em compreender o ponto de vista dela; não faz nada a custo zero; lida muito mal com a frustração; esforça-se demasiado para ser admirado, para ser o centro das atenções; raramente mostra empatia para com as necessidades ou sentimentos alheios; encara a relação amorosa com superficialidade, dando a entender que esta só serve para lhe afagar o ego; revela uma postura arrogante, soberba, insolente e crítica, sempre centrado nos seus pontos de vista e jamais nos dos outros.

Uma vez traçado o perfil dessa pessoa totalmente focada em si, analisemos, à luz da psicologia, o seu comportamento no contexto amoroso-sentimental. "À primeira vista, é relativamente fácil gostar de um narcisista, já que é uma pessoa sedutora, atraente, com carisma e que se mostra extrovertida, autoconfiante e determinada", esclarece Rita Fonseca de Castro, da Oficina de Psicologia. "Quando estabelece um objetivo, é muito persuasivo pelo que, se estiver interessado em se relacionar com alguém, para sua própria gratificação, fará com que o alvo da sua cobiça se sinta especial e desejado." Foi precisamente isso que aconteceu com a protagonista deste melodrama. No início, o fulano demonstrou ser um encanto de homem, com uma personalidade impossível de resistir.

Envolver-se com um narcisista é entrar numa montanha-russa de emoções, que de um modo geral termina rápido e mal. "Alguém com uma personalidade assim tende a estabelecer relações de curta duração e superficiais, sempre focadas nos seus ganhos pessoais. Quem tem uma relação com uma pessoa com esta patologia acaba por investir tudo (sozinho) na relação, e só se apercebe verdadeiramente disso quando acaba", alerta a psicóloga.

Cara LL, para o caso de ainda teres alguma dúvida, retém isto: o teu namorado já encontrou o grande amor da sua vida: ele mesmo! Motivo pelo qual é-lhe francamente difícil entregar-se genuinamente a outra pessoa. Ele pode até sentir-se - e mostrar-se - apaixonado, só que as suas motivações nunca serão verdadeiramente altruístas. Por muito que te custe ouvir, não há como dourar a pílula: a ele só lhe interessa os benefícios que a vossa relação lhe proporciona. É da sua natureza preocupar-se apenas consigo mesmo, pelo que, por mais que queiras, ele não vai mudar. Nem por ti, nem por ninguém. Afinal, uma onça jamais perde as suas pintas, por mais que as tente camuflar.

Um abraço afetuoso meu!

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Viva!

Nos últimos tempos, à boleia desta pandemia, a questão da imunidade nunca fez tanto sentido como agora. A comunidade científica, e por tabela a comunicação social, tem-se redobrado em esforços para conseguir estabelecer uma relação direta entre o sistema imunitário e o SARS-CoV-2, sob a inabalável missão de encontrar a cura ou, pelo menos, um travão à sua propagação.

Por acreditar piamente que a melhor defesa contra este novo coronavírus, assim como todos os outros que circulam por aí, reside num sistema imunitário forte, escolhi como tema deste post algumas atitudes que, pela sua elevada eficácia emocional, contribuem ativamente para fortalecer aquele, que neste momento, a par do distanciamento social, é o melhor aliado no combate à Covid-19.

Acredito que seja do teu conhecimento que a ingestão de infusões, chás, sopas, alimentos ricos em vitamina C e suplementos seja uma aposta ganha no fortalecimento do sistema imunitário. O que talvez não saibas é que o cérebro também desempenha um papel essencial na prevenção e no combate a qualquer ameaça ao nosso bem-estar. Tanto assim é que está ao alcance de uma decisão ajudá-lo a reforçar a mais perfeita arma de combate às doenças que o ser humano pode desejar. Como? Cultivando estes cinco comportamentos emocionais, citados por Teresa Marta, mestre em psicoterapia e coach para a coragem:
 
1. Pensa em ti
Toma as decisões em função do teu bem-estar e da tua felicidade, e não daquilo que achas que os outros irão apreciar. Não tenhas problemas em dizer não, as vezes que forem necessárias, sem medo nem culpa.
 
2. Amplia o teu mundo
Faz por conhecer novas pessoas e outras realidades. Se preciso for, muda a rotina, as pessoas do teu convívio e até os locais habituais. Aventura-te para lá da zona de conforto, que é, precisamente, onde a magia acontece.
 
3. Pega leve contigo
Sentimentos de autoavaliação e de perfecionismo não rimam com felicidade e menos ainda com bem-estar. Ao te libertares das exigências de ti para contigo mesma, a tua vida tenderá a ser mais fácil e gratificante.
 
4. Deixa os acontecimentos negativos fluírem
Depois de uma fase má, virá seguramente outra melhor, daí que de pouco te vale estares a sofrer por aquilo que não pode ser desfeito. Tenta perceber qual a lição a tirar e segue adiante, que o caminho é para a frente.
 
5. Leva a vida com mais leveza
Saber ver o lado divertido do que nos acontece, sobretudo das coisas menos boas, é remédio santo para a cura emocional que tanto precisamos. Quem é capaz de brincar com a adversidade é capaz de enfrentar os problemas com leveza, otimismo e presença de espírito.

Em tempos difíceis como estes, em que a qualquer momento podemos ser contagiados, toda a ajuda, por mais insignificante que possa parecer, é bem-vinda. Estas dicas podem ser mais um aliado nesta batalha, cuja vitória pode até tardar, mas chegará com toda a certeza. Cuida de ti e mantém-te saudável.

Aquele abraço amigo!

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relaxing-1979674_1920.jpgOra viva!

A propósito da medida de confinamento obrigatório (ou recomendado), em vigor um pouco por todo o mundo, dou-te conhecimento dos resultados de um estudo científico que atesta que as pessoas que preferem ficar em casa são mais inteligentes. Escuso dizer que este não previu, em momento algum, a atual situação epidemiológica global, em que ficar em casa deixou de ser uma opção.

Fomos solicializados, desde a mais tenra idade, de que as conexões sociais fazem-nos mais felizes, que a interação com os amigos é sinónimo de alegria, e significado às nossas vidas, e que quanto maior a comunicação com os outros, melhor o autosentimento de bem-estar. Contra-argumentar tais premissas seria uma tarefa inglória, até porque são todas elas verdadeiras na sua essência. Ainda assim, existem umas quantas pessoas que, não obstante os benefícios da interação social acima citados, preferem desfrutar da sua própria companhia, no conforto do lar, em detrimento da dos outros.

É neste contexto que um estudo levado a cabo pela revista científica British Journal of Psychology conseguiu estabelecer uma correlação direta entre a inteligência e a preferência e/ou apetência por ficar em casa. Esta análise valida assim o estilo de vida dos mais caseiros, que não têm necessariamente que ser introvertidos ou socialmente inadaptados. Eu, por exemplo, apesar de não me rever em nenhum destes perfis, adoro estar em casa, desfrutando da minha própria companhia.

A pesquisa, que teve como amostra 15 mil pessoas de géneros, origens, religiões, etnias e situação financeira distintas, permitiu apurar que o desejo de ficar em casa coincide muito frequentemente com um quociente de inteligência (QI) maior. "Os seres mais inteligentes experimentam uma satisfação menor com o aumento do contacto interpessoal com amigos ou conhecidos", garante um dos envolvidos na pesquisa.

A equipa de especialistas, liderada pelos psicólogos Satoshi Kanazawa e Norman Li, também descobriu que, enquanto as pessoas que vivem em áreas com alta densidade populacional são menos felizes do que aquelas que vivem em comunidades menores, passar tempo com amigos deu à maioria dos participantes sentimentos de prazer e satisfação. No entanto, quando os portadores de QI's mais elevados foram convidados a ficar em casa, estes experimentaram os mesmos sentimentos de prazer e satisfação.

Moral da estória: as pessoas mais inteligentes preferem passar o tempo no aconchego do seu domicílio porque suas mentes se adaptaram melhor ao estilo de vida moderno.

Com ou sem Covid-19, sempre gostei de estar em casa, não obstante apreciar igualmente atividades outdoor. Saber que, à custa disso, a ciência me certifica como mais inteligente só valida esta preferência.

Bom fim de semana e #FicaEmCasa; pela tua saúde e, já agora, pela tua inteligência também! 😉

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Viva!

Vivemos tempos duros, é certo. Provavelmente, vai endurecer ainda mais daqui a um par de semanas. Com o passar dos dias, o isolamento social trará à tona novos problemas, sejam eles financeiros, conjugais, familiares, emocionais, psicológicos e até psiquiátricos. Ainda que não seja especialista na matéria, estou em crer que casos relacionados com ansiedade, ataques de pânico, depressão, suicídio, divórcio, obesidade e falência vão disparar em flecha.
 
Há coisas que não conseguimos controlar, daí que não valha a pena estarmos a perder tempo com elas. Concentremo-nos antes naquilo que depende de nós, especialmente no que podemos fazer para atenuar ou melhorar a situação. O isolamento social não tem que estar associado apenas a coisas más. Como tudo na vida, também ele possui um lado positivo, por mais que não pareça. Apelando à minha experiência pessoal, dou vários exemplos de como esta quarentena imposta pode ser boa para a nossa vida. Anota aí:
 
Mais hora de sono
O regime de teletrabalho tem-me proporcionado mais uma hora de sono. Em vez de me erguer às sete, agora só às oito horas digno elevar o meu património físico da cama. Garanto-te que ele não se tem queixado dessa hora extra.
 
Melhor gestão do tempo
Como não estou dependente de fatores externos, consigo ter uma gestão precisa do meu tempo. Entre o despertar e o estar sentada à frente do computador para dar início a mais uma jornada laboral, sei que disponho de exatamente 60 minutos, tempo mais do que suficiente para dar um jeito à casa, desintoxicar o organismo (com água morna e limão), tomar duche, vestir e restabelecer o contacto com o mundo virtual.
 
Sesta depois do almoço
Tirar uma soneca a meio do dia é um privilégio de que poucos adultos se podem gabar. Desde menina que cultivo esse hábito, do qual – por imposição das exigências da atual vida laboral – tive que abrir mão. O confinamento domiciliar trouxe de regresso uma oportunidade de ouro para voltar a poder dar um descanso ao cérebro após o almoço. E que bem que me tem sabido!
 
Alimentação (mais) saudável
Ao fazer a totalidade das refeições em casa, consigo garantir a qualidade da minha dieta alimentar. Por melhores escolhas que façamos, comer fora representa sempre um risco para aqueles que primam pelo bem-estar, como é o meu caso. Assim, por estes dias não poderia estar mais orgulhosa da minha alimentação, essencilmente à base de azeite extra virgem (biológico), vegetais de produção orgânica ou caseira, arroz integral ou selvagem, muitas leguminosas, massa integral, peixes gordos, iogurtes magros e requeijão; tudo regado a água, chá verde e... o bom e velho vinho tinto. Tenho a certeza que o meu colesterol HDL deve estar nas nuvens.
 
Zero stress
Por estes dias o meu sistema nervoso central anda a desfrutar de umas merecidas férias. Só o facto de não ter que me preocupar com o vestir... Ainda que super orgulhosa da minha vaidade, a verdade é que a coordenação do guarda roupa é uma tarefa que me exige algum gasto intelectual e emocional. Decidir sobre o que usar, combinar com os acessórios, evitar repetir peças e ousar sem cair no ridículo né mole não. Como sabes, divido casa com outras pessoas, uma situação que me desgosta sobremaneira, não só por apreciar cada vez menos a convivência diária com humanos, mas sobretudo por prezar o sossego, o silêncio, o asseio e a arrumação. Com esta situação pandémica, a colega que mais me incomodava foi isolar-se na província, logo é-me possível manter a casa impecável, sem falar que não tenho que partilhar o WC com o namorado dela, nem ter que ouvir os seu gritos ao telefone.
 
Controlo da situação
A ausência de contacto físico diário com outras pessoas tem-se revelado uma benção na gestão da informação que a mim chega. Neste momento, eu detenho o poder de controlar o que quero saber, quando quero saber e de que forma quero saber. A minha principal fonte de ansiedade relacionada com esta pandemia derivava precisamente da convivência com colegas de trabalho, os quais – a uma velocidade alarmante – faziam questão de recitar tudo o que lhes chegava ao conhecimento, na maior parte das vezes com uma carga dramática absolutamente incompatível com a minha paz de espírito. Agora que estou em casa, só tenho acesso às notícias logo pela manhã, e via canal público.
 
Melhor saúde
Estar confinada em casa tem beneficiado – e muito – o meu bem-estar físico, mais concretamente a rinite alérgica, que na primavera atinge proporções agonizantes. Nesta altura do ano, costumo penar por causa do polén que abunda pela natureza. Ao não sair para a rua, só tenho contacto com as partículas alergénicas na hora de abrir as janelas para arejar a casa.
 
Menor gasto de recursos naturais
Esta reclusão domiciliária tem-se traduzido numa redução drástica da quantidade de roupa suja. Ora acontece que a diminuição da necessidade de usar a máquina de lavar implica um menor gasto da água e da eletricidade, recursos naturais preciosos. Com isto ganha o planeta, ganha a carteira, ganha o vestuário. Só não ganha a Edp e a Epal.
 
Poupança financeira
Tinha-me esquecido o quanto se poupa não saindo de casa. Como gastadeira crónica que sou, é raro sair de casa e regressar com o saldo intacto. Só para teres uma ideia, recebi ontem o salário e ainda não gastei um cêntimo. Em circunstâncias normais, por esta altura já teria dispendido à vontade 20% do seu total. Não saindo de casa não gasto, logo, a minha conta bancária agradece.
 
Mais e melhor tempo
Tempo é que o não me tem faltado ultimamente. Tenho-o tido para tudo e mais alguma coisa, daí que o esteja a aproveitar para meditar, exercitar, aprender, ler, escrever, ver televisão, pensar, planear, sonhar e, acima de tudo, descansar. Entre o trabalho ordinário, este blog, o livro, o outro projeto pessoal e as solicitações de terceiros, andava num estado de estafa muito grande. Portanto, esta espécie de férias caseiras têm sido um bálsamo.
 
Mais qualidade de vida
Tudo que escrevi até aqui conduz a este último ponto. Para mim, qualidade de vida resume-se a ter dinheiro no bolso, comer bem (o que quero e na hora que quero), degustar de uma boa taça de vinho, dormir o suficiente, viver numa casa limpa e arrumada, estar em paz e em segurança, não ser escrava do relógio, ter inspiração para escrever e desfrutar da minha própria companhia. Em suma, a qualidade de vida passa por ser dona e senhora da minha vontade, do meu tempo, dos meus pensamentos. Não é precisamente isto que o atual cenário nos tem proporcionado?
 
Tenho desfrutado de uma vivência tão pacífica e intropespetiva nestes últimos dias que o regresso à dita normalidade ser me á bastante difícil. Ainda que tenha noção de que dificilmente partilharás desta minha perceção, aconselho-te a tirar o máximo proveito do lado bom de toda esta situação; indesejável, contudo, inevitável.
 
Tendo que ficar em casa, desfruta deste post como se de um manual de sobrevivência se tratasse.
 
Aquele abraço amigo e até breve!

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Ora viva!

Momento conturbado este que estamos a viver. Não só pelo Covid-19, mas sobretudo pelo clima de medo, incerteza e hipocondria que à sua volta paira, e da qual nenhum de nós está a conseguir manter-se indiferente. Dada a nossa pouca margem de manobra em relação ao rumo dos acontecimentos, proponho para hoje algumas dicas de felicidade.

Por acreditar que ao reforçarmos o nosso positivismo estaremos a reforçar a nossa capacidade de resposta a estes dias de dificuldade, eis-me aqui a partilhar contigo algumas atitudes - lições de vida, no fundo - recomendadas por especialistas àqueles que querem ser mais felizes.

1. Medo de fazer algo
Anthony Freire, diretor clínico de um centro de saúde mental nova-iorquino, considera que a forma mais eficaz para nos livrarmos de sentimentos como medo, receio, vergonha ou culpa é "assumir que eles existem porque dissemos a nós mesmos que deveríamos sentir-nos assim". Portanto, não deixar de fazer nada por medo, enfrentar a situação e lutar pelo que se quer é a melhor estratégia para superarmos a questão, aconselha o psiquiatra.

2. Inquietação com situações que nos ultrapassam
Stress e preocupação são inerentes à condição humana, pelo que é impossível bani-los da nossa vida. Contudo, é possível reduzi-los ao inevitável, ou seja, focarmo-nos apenas nos pensamentos e acontecimentos que realmente podemos mudar. "Faça uma lista dos problemas que a estão a assombrar e escreva o que pode fazer para mudar a situação. Reveja as questões com as quais pode fazer algo e esqueça as restantes", aconselha a terapeuta Osibodu-Onyali.

3. Guardar rancor
É facto assente que o rancor é altamente prejudicial ao nosso bem-estar físico, emocional, psíquico e espiritual. É por isso que "encerrar histórias antigas" ou "tentar retomar" algo que valha a pena, seja a recomendação desta especialista. Claro que isso não significa que devemos deixar (re)entrar pessoas tóxicas na nossa vida, mas antes que, perante algo que está mal resolvido, tentar levar a questão a bom porto ou, não sendo possível, deixá-la ir; sem mágoa nem ressentimento.

4. Comparação com os outros
O ciberespaço, em especial as redes sociais, tem tanto de bom como de mau. Ele tanto aproxima como afasta, tanto integra como marginaliza, tanto enaltece como desmerece, tanto aceita como rejeita, tanto enobrece como desgraça; tudo isso à mercê da conveniência e da mestria de cada um. Como tal, devemos ter sempre em mente que as pessoas partilham apenas uma parte da sua vida, uma parte que muitas vezes é meramente ilusória. Daí que compararmos a nossa vida com a dos outros não contribui nem um pouco para a nossa felicidade. Pelo contrário!

5. Sobrevalorização da opinião alheia
Estamos nós cientes de que viver em sociedade implica seguir normas e códigos de conduta. Nenhum de nós está imune a isso. Todavia, isso não quer dizer que a nossa vida deva ser regida em prol da opinião dos outros. Quanto a isso, Osibodu-Onyali é taxativa: "Nem toda a gente tem de gostar de nós" e nós devemos estar bem com essa situação, não nos privando, por isso, de viver como queremos.

6. Querer ter sempre razão
É normal que, quando estamos a discutir com alguém, queiramos ter sempre razão. No entanto, esta atitude pode fazer mais mal do que bem à nossa saúde mental. Anthony Freire aconselha a deixarmos de lado a constante necessidade de "vencer", até porque esta ação "consome muita energia". "Quantas vezes é que insistimos numa discussão apenas por teimosia de querer ter razão? Muitas das vezes acabamos por dizer coisas que não queríamos e depois até acabamos por pedir desculpa", explica o especialista.

Meu bem, espero que encares estes conselhos de quem sabe como (mais) um lembrete de que a tua felicidade, na maior parte das vezes, está ao alcance da atitude que tomas perante situações e acontecimentos com que te deparas ao longo da tua existência. Esta pandemia é apenas mais um acontecimento na tua vida, assim como na de todos nós, e da qual podes sair mais ou menos ilesa, dependendo da atitude que resolveres assumir.

Aquele abraço amigo (agora mais precioso que nunca), e até breve. Fica bem, fica em casa!

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Viva!

A solteirice, a principal motivação por detrás da criação deste blog, é um assunto que aqui nunca se esgota, não fosse ela o tópico à volta da qual se justifica a sua existência, pertinência e preferência. Por falar nisso, já te falei das três surpreendentes vantagens associadas a esse estatuto amoroso? Se sim, toca a rever a lição; se não, eis uma boa oportunidade para atualizares a informação.

Como não me canso de referir (e exemplificar), estar desemparelhada acarreta inúmeros benefícios físicos e emocionais, ainda que quase sempre desmerecidos, muito por culpa desta sociedade madrasta para com as mulheres sem um homem do lado. Para hoje escolhi falar-te de três dos mais incontestáveis, mais não seja por terem sido validados pela ciência.

1. Mais saudáveis
A última publicação do American Time Use Survey indica que os solteiros têm maiores probabilidades de viverem mais tempo do que os emparelhados. Esta ideia é reforçada por outras investigações que comprovam que as mulheres solteiras tendem a fazer exercício durante mais tempo e que os homens celibatários tendem a ter um menor IMC (Índice de Massa Corporal). Para além disso, os descomprometidos pesam, em média, menos 2 kg do que os comprometidos.

2. Mais resilientes
Outras investigações indicam que as pessoas solteiras são mais bem-sucedidas quando se trata de superar lesões ou doenças, e igualmente menos propensas a ter problemas emocionais ou físicos, quando comparadas a pessoas casadas ou divorciadas. Um bom exemplo disso é a dos soldados americanos solteiros apresentarem menores probabilidades de stress pós-traumático quando feridos em combate.

3. Mais felizes
Um outro estudo aferiu que os solteiros têm maior propensão em assumir que a sua vida evoluiu. O tempo pessoal extra para explorarem quem são, aquilo que querem e o que lhes faz feliz justificam esta conclusão. Aliás, um dos estudos mais recentes sugere que as mulheres solteiras e sem filhos são o subgrupo mais feliz da população, como já aqui partilhei no post Mulheres solteiras e sem filhos vivem mais e melhor.

Single mine, retém esta informação, que ela há de ser-te útil naqueles momentos de sufoco emocional em que te indagam quando vais casar e/ou procriar. É só citares estas conclusões empíricas que o interrogatório cessará de imediato. Será? Tenho as minhas dúvidas, mas pode ser que te safes.

Aquele abraço amigo!

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