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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

business-idea-1240830_1920.jpgViva! ✌️ 

Na senda do tema do workshop de amanhã, o sucesso, trouxe-te cinco regras de ouro, que, de acordo com a Vichy, vale a pena implementares na tua vida, já que são bem capazes de a tornar mais profícua. 

Planeia e persiste
Para manteres o foco nos teus objetivos, sejam eles quais forem, necessitas de planeamento, concentração e persistência, os quais acabam por criar a motivação necessária para a sua implementação. Vai por mim, a mudança precisa de prática diária.

Sê realista
Temos tendência para traçar metas muito vagas, pouco concretas ou exageradas. Expectativas realistas são pois fundamentais para que consigas atingir o que mais desejas, pelo que é importante teres os pés bem assentes na terra e seres minuciosa no que te propões realizar.

Sonha
Quais os teus sonhos? Quantos já concretizaste? Quantos tens adiado? De quantos já desististe? A vida em si, com as suas constantes exigências, impele-nos a abrir mão dos nossos projetos. Manter inabalável a crença em nós mesmos e nas nossas capacidades não é tarefa fácil. Ainda assim, vale a pena sonhar, já que o sonho comanda a vida e quando sonhamos a obra nasce. É importante nunca deixares de sonhar. Acredita no que ambicionas, cultiva a motivação, planeia como podes alcançar esses desejos e lembra-te de que a realização dos sonhos depende apenas das ações que traças para os concretizar.

Apaixona-te
A paixão é condição fundamental (quer a nível emocional, quer a nível físico) para nos manter felizes e motivados. Independentemente da tua situação amorosa, apaixona-te pela vida, apaixona-te por ti… e por tudo o que estiver ao teu redor. Como? Adota um animal de estimação, inscreve-te numa aula de pintura, dança, faz escalada, aprende a tocar guitarra ou faz voluntariado. O importante é descobrires um interesse que te faça vibrar e nele investir.

Confia
Confia em ti, nas tuas circunstâncias de vida, no teu discernimento. Rodeia-te de pessoas com quem te sintas bem e pelas quais sentes verdadeira empatia. Não te compares com ninguém de forma depreciativa; ao invés disso, investe no teu amor-próprio, respeitando-te e confiando em ti e nas tuas decisões. Confia que tudo chega no momento certo.

Despeço-me com dois recados. O primeiro tem a ver com a sessão de amanhã, para a qual ainda vais a tempo de inscrever. Para tal, só tens que seguir a minha página do Facebook e enviar um email para aindasolteira@gmail.com. O segundo tem a ver com a minha oferta de consultoria sentimental, anunciada no início desta semana. Caso estejas a pensar fazer algo concreto para conheceres alguém, que não passe pelas apps de encontro, envia-me um pequeno anúncio que tentarei arranjar-te um par, sem que tenhas que pagar rigorosamente nada. Atreve-te, pois é fora da zona de controlo que a magia acontece.

Aquele abraço amigo e bom fim de semana!

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24
Mai21

feedback-1977986_1920.jpgViva! ✌️ 

Para hoje proponho desconstruirmos o tema da live de sábado, 'A toxidade por detrás dos comentários', a qual foi bem interessante e elucidativa. Quando ouvimos falar de pessoas tóxicas vem-nos imediatamente à cabeça a imagem de criaturas mal-intencionadas que - de forma deliberada ou não - contaminam os que estão à sua volta com a sua negatividade.

A existirem, são poucas as pessoas que assumem a sua toxidade, daí que seja deveras desagradável tomarmos consciência de que podemos ser nocivos à boa convivência social. O que nos escapa na maioria das vezes é que não precisamos ser tóxicos para manifestarmos comportamentos tóxicos, como é o caso dos comentários. Confusa? Já explico! 

Permite-me a minha experiência pessoal e profissional, catalogar os comentários tóxicos em dois grupos: espontâneos (os quais chamo de "maliciosos") e deliberados (os quais chamo de "maldosos"). Em relação a estes últimos, igualmente conhecidos como "comentários de ódio", tenho a dizer que são baseados em intenções obscuras, com a maldade a ser proferida de forma deliberada e indiscriminada. Visam estes magoar, ofender, desestabilizar, gerar caos e espalhar energias negativas. As pessoas por detrás deles, os "haters", fazem-no (quase sempre) escudadas pelo anonimato do ciberespaço, com o claro propósito de destilar veneno, espalhar o ódio e semear a discórdia.

Sobre este tipo de comentários falarei noutra oportunidade, que a intenção desta crónica é analisar apenas os "maliciosos", aqueles que são feitos de forma espontânea, geralmente desencadeados pela falta de empatia ou pouca sensibilidade da parte de quem as profere. A maldade por detrás deles - a existir - é sutil e por vezes inconsciente, daí que os outros sejam capazes de aturá-los durante um longo período de tempo, sem acusarem desconforto ou ressentimento. Na sua origem podem estar sentimentos como amargura, ressentimento, inveja, infelicidade ou apenas má educação.

Feita a contextualização dos dois tipos de comentários tóxicos que circulam por aí, eis quatro dicas para evitares a toxidade no teu palavreado:

1. Substitui o "não" por uma sugestão construtiva
Ao invés de dizeres a alguém que não pode ou que não deve proceder de certa forma, que tal fazeres uma sugestão? Dou um exemplo: um amigo que acaba de tirar a carta de condução diz-te que vai comprar um carro zero quilómetros. Sabendo tu da enorme probabilidade deste vir a ter um acidente, ou seja de o carro ir parar à sucata, que tal, ao invés de lhe dizeres que "não deve" comprar um carro novo, sugerires um em segunda mão, pelo memos até estar à vontade com a condução, que assim em caso de acidente o prejuízo será menor.

2. Reconhecer que estás num dia não
Naqueles dias de má disposição, em que só te apetece mandar tudo e todos à merda, o mais sensato é evitar interações e focar-te em ti. Mil vezes dizeres a alguém que não estás bem e que preferes ficar quietinha no teu canto do que saíres por aí a distribuir patadas e comentários ferinos, capazes de magoar ou até mesmo por em xeque a tua relação com os outros.

3. Na ausência de algo simpático para dizer, fica calada
Não é à toa que se diz que a palavra é de prata e o silêncio de ouro, Com isso quero lembrar-te que a ter que fazer uma comentário desagradável, mais vale não fazer nenhum. A vida já é cheia de negatividade, pelo que comentários tóxicos são perfeitamente dispensáveis. Se sentires que tens mesmo que dizer algo pouco abonatório, ao menos tenta suavizar o discurso de maneira a não constranger, muito menos humilhar, o outro.

4. Na dúvida, perguntar se gostarias de ouvir tal coisa
Quando não tens a certeza de que o que vais dizer será bem acolhido, pensa se gostarias que alguém te dissesse o mesmo. Não existe estratégia mais eficaz do que esta para por travão à toxidade nas nossas palavras ou atitudes. A postura de "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti" cai sempre bem e aplica-se a todas as esferas da coexistência humana.

Termino realçando que todos nós, em algum momento da vida, fomos, ou podemos ser, tóxicos. Basta um dia mau, uma pessoa mal encarada ou um acontecimento estúpido para despoletar em nós sentimentos nefastos, muitas vezes verbalizados através de comentários tóxicos. O importante é saber reconhecer os sintomas e intervir a tempo de evitar males maiores.

Aquele abraço amigo e até quarta!

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woman-1006102_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Uma vez comprovado que o amor à primeira vista existe e que pode acontecer a qualquer momento (vide post anterior), é de todo pertinente falarmos sobre o final que nenhum amor - seja ele à primeira, segunda, terceira ou enésima vista - deseja: desilusão. Infelizmente, faz ela parte da dinâmica existencial, daí que cumpre esta crónica a missão de dar conhecimento de quatro mandamentos para amenizar o impacto de uma desilusão, seja ela amorosa ou não.

As desilusões podem ser desmotivadoras, arrasadoras mesmo. Várias são as pessoas que na sequência delas acabam desistindo, de algo, de si, da alegria de viver, em alguns casos, da própria vida. Sobre isso, considera a psicóloga Jennice Vilhauer, ao Psychology Today, que "dependendo de como se olha para as coisas, a desilusão pode ser devastadora ou uma oportunidade para algo melhor." Daí que recomende estas quatro estratégias para reprogramar o seu significado, de modo a superá-las com mais eficácia:

Não generalizar
O facto de não ter dado certo desta vez não quer dizer que será sempre assim.

Não personalizar
Nem sempre o problema somos nós, existem factores situacionais que estão para lá do nosso controlo.

Não rotular como "má"
As situações dececionantes tendem a ter o potencial para abrir portas a eventos positivos, basta encararmos a situação com outros olhos.

Aprender com ela
Muitas vezes, é do fracasso que advém o sucesso.


Estas dicas, igualmente aplicáveis às demais esferas da vida (profissionais, sociais ou familiares, por exemplo), cumprem o dever de te munir de ferramentas capazes de ajudar-te a gerir com sabedoria e leveza de espírito as agruras da vida. Por isso, faz bom uso delas.

Aquele abraço amigo!

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17
Mai21

couple-1030744_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Terá fundamentação científica a ideia cliché - nem por isso menos romântica - de dois estranhos trocarem olhares e terem a certeza de que foram feitos um para o outro, tamanha a atração existente entre ambos? Será o amor à primeira vista, perfeitamente ilustrado no cenário há pouco descrito, um fenómeno real ou uma mera fantasia emocional? É o que intenta esclarecer este artigo.

Apesar de não abundarem dados empíricos sobre o tema, um estudo de 2017 oferece evidências que suportam a teoria de que ele é, de facto, real. Uma investigação da Universidade de Groningen, que pediu a quase 400 indivíduos de ambos os sexos que se manifestassem, imediatamente após o primeiro encontro, sobre potenciais parceiros românticos, permitiu tirar as seguintes ilações:

O amor à primeira vista não é só memória tendenciosa
A amostra relatou tê-lo sentido no instante em que se encontrou com alguém. Trata-se, portanto, de uma forte atração inicial que, posteriormente, pode transformar-se num relacionamento.

É mais provável sentirmos amor à primeira vista por pessoas bonitas
Os participantes com classificações mais altas na escala da aparência física tinham uma probabilidade nove vezes maior de despertar esse sentimento.

Os homens assumem sentir amor à primeira vista mais do que as mulheres
Os investigadores não foram capazes de apurar o motivo concreto para que assim seja, pelo que recomendaram estudos complementares.

O amor à primeira vista tende a ser um fenómeno tipicamente unilateral
Os cientistas suspeitam que a intensa experiência inicial de um parceiro pode ajudar a moldar as lembranças do outro, mudando-a para a crença de que este também sentiu amor à primeira vista.

O amor à primeira vista, tecnicamente, não é “amor”
O tipo de qualidades que espelham amor (intimidade, compromisso, paixão) não é particularmente forte nos momentos iniciais desse sentimento. No entanto, aqueles que o sentiram parecem ter maior predisposição para tal do que aqueles que reconheceram não ter sentido amor à primeira vista.

Crença e/ou experiência pessoal à parte, a verdade é que as evidências existem e foram aqui citadas. Eu acredito em paixão à primeira vista e não tanto em amor à primeira vista. Isto porque o amor - que demanda conhecimento, investimento e comprometimento - não é sentimento que surge de forma tão instantânea e espontânea. Ele vai sendo construído, e fortalecido, com tempo e convivência, daí que não desapareça à primeria crise.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta para mais uma conversa amiga. Até lá, fica com o meu abraço e muita energia positiva para a semana.

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07
Mai21

30D78869-20C1-4823-8926-D73235D1E82D.jpegOra viva! ✌️ 

O regresso a Lisboa, e a consequente remota à normalidade, após quatro semanas na terra da morabeza, vai levar o seu tempo, está-se mesmo a ver. Ainda meio zombie, sem saber bem por onde começar, entre a enormidade de tarefas que demandam seguimento, conto com alguma paciência da tua parte no que toca à curiosidade acerca das novidades que trouxe na bagagem. Enquanto organizo as prioridades, proponho para hoje um artigo sobre o motivo por detrás da nossa tendência em seguir a opinião dos outros.

Ser a ovelha rebelde - aquela que (na maioria das vezes) segue o seu próprio trilho, ainda que isso a obrigue a afastar-se do rebanho - não é pera doce. Tanto assim é que nem todos lhe conseguem vestir a pele. Por saber o quão exigente é pensar pela própria cabeça, mais ainda assumir esse livre pensar, esta crónica cumpre o dever de partilhar contigo um estudo que indica que o ser humano está de certo modo predestinado a seguir a opinião alheia.

Porque seguimos a opinião dos outros? Pelo simples motivo de querermos evitar conflitos no futuro. Um estudo levado a cabo por uma equipa de neurocientistas da Universidade HSE, na Rússia, detetou que o ato de se opor à opinião geral emite um sinal de alerta no cérebro, deixando resquícios que permanecem por um longo período de tempo. Assim, os investigadores consideram que, a curto prazo, a anuência com o grupo no qual estamos integrados desperta zonas do cérebro responsáveis pela sensação de prazer. Ao invés, em casos de discordância, são emitidos sinais de 'erro'. 

"O cérebro absorve a opinião dos outros como uma esponja e ajusta suas funções à opinião do seu grupo social", considera Aleksei Gorin, coautor do estudo. Para Vasily Klucharev, igualmente coautora, "vivemos em grupos sociais e ajustamos automaticamente as nossas opiniões às da maioria, e a opinião dos nossos colegas pode mudar a maneira como o nosso cérebro processa informações por um tempo relativamente longo".

Quem nunca se sentiu pressionado a concordar com a opinião da maioria que atire o primeiro comentário. Claro está que é preciso coragem para desafiar o pensamento coletivo e determinação para manter essa posição; daí que seja de extrema importância rodearmo-nos das pessoas certas, aquelas que partilham dos mesmos valores e perspetivas de vida. Só assim conseguimos aligeirar o fardo que é pensar pela própria cabeça.

Despeço-me com aquele abraço de sempre e a promessa de voltar na segunda-feira para outro papo amigo. Até lá, desejo-te um fim de semana acarinhado pelo sol e abençoado pela felicidade.

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car-1967698_1920.jpgOra viva!

Para hoje, proponho analisarmos, com base num artigo da Activa, publicado originalmente em outubro de 2016, algumas situações às quais pode estar sujeito qualquer mortal que se aventure numa relação amorosa. Mais do que exemplificar o quão desafiante é viver um amor, esta crónica visa ilustrar que ainda que cometamos asneiras, o importante é dar a volta por cima e recuperar o controlo da felicidade.

Mudei a minha vida por amor e a relação não deu certo…
De acordo com a psicóloga e terapeuta familiar Cláudia Morais, não é boa ideia abdicar de tudo em nome do amor. "Não se coloque em dependência financeira e mantenha as ligações às pessoas." Mesmo que a relação tenha tudo para dar certo, se estivermos isoladas é mais provável que nos deprimamos.
Moral da estória: deixar tudo não é fácil e não é para toda a gente.
Se não der certo: Resgatar a 'rede' de contactos e recomeçar do zero.

Gostava tanto de mudar a outra pessoa...
"Nunca é demais perceber que podemos mudar alguns comportamentos e hábitos, mas nenhum de nós vai mudar significativamente", avisa a especialista. "É um sinal de inteligência não reivindicarmos muitas mudanças à pessoa que está ao nosso lado. Mais do que sinal de respeito para com ela, é um sinal de respeito para com nós próprios. E é muito desgastante tentar mudar outra pessoa. Além disso, geralmente é inútil".
Moral da estória: aceitar o outro tal como ele é, ou seja, com todas as suas qualidades e defeitos.
Se não for capaz: Ir à procura de quem seja exatamente como se deseja.

O meu parceiro é bonito e interessante, mas não existe química…
"Todos nós queremos a mesma coisa: alguém que esteja lá para nós!", garante Cláudia Morais. "A sensação de segurança, de saber que aquela pessoa se preocupa connosco, é muito forte. Contudo, as leis da atração são diferentes para toda a gente."
O que fazer: Ter autoconhecimento suficiente para perceber que uma enorme quantidade de virtudes não vai fazer com que nos apaixonemos por determinada pessoa, isto porque "alguns aspetos da atração não estão ao nível da consciência, e a química entre dois seres humanos ainda é um mistério".
Como remediar: Deixar falar a voz do coração.

Tive um caso e a pessoa com quem estou descobriu
"Temos de assumir que esse 'caso' foi importante para a pessoa traída", explica a autora do livro Sobreviver à Crise Conjugal". “É fácil - e tentador - dizer que não teve importância nenhuma, mas há ali algo que se quebra: a confiança".
Como é que se repara: "O primeiro passo é haver disponibilidade para assumir o erro, aceitar as consequências e estar disposto a reparar os estragos. A seguir, devem criar alguns acordos: por exemplo, não é razoável que quem traiu seja 'castigado'. Mas tem de amparar a pessoa traída, permitir que ela fale da sua dor e devolver-lhe gradualmente a confiança. Isto não significa fazer-lhe relatórios diários do seu paradeiro, mas por exemplo estar disponível para responder às perguntas."

Independentemente da sua natureza, os relacionamentos não são fáceis, assim como não são gratuitos os sentimentos que neles investimos, sobretudo se estes não forem valorizados ou retribuídos pelo alvo do nosso afeto. Isso só prova que erros de casting fazem parte do percurso e que só não comete asneiras sentimentais quem não se envolve emocionalmente.

Aquele abraço amigo de sempre!

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nude-5304222_1920.jpgViva! ✌️ 

Agora que os holofotes deram uma trégua a esta blogger aqui, que tal retomarmos o fio à meada com um tema coincidente com a categoria pelo qual este blog foi distinguido por dois anos consecutivos: a sexualidade? O ano passado por esta altura andava a blogosfera a votar para eleger os melhores de Portugal. Parece que até disso a pandemia nos privou...

Conforme adiantado no post anterior, para hoje proponho um novo mantra contra o stress, um vilão do bem-estar cada vez mais impiedoso e do qual tenho sido presa fácil, para mal dos meus pecados. 😉

Sei que és uma pessoa (bem) informada, porém, duvido que estejas por dentro do conceito 'Gastrosiexta', uma tendência que combina três dos maiores prazeres da vida: comer, dormir e 'sexar'. Pelos benefícios que se lhe adivinham, esta prática é vista por muitos especialistas como a fórmula perfeita para combater o stress. "Sentimos prazer ao provar comidas novas e descobrir novos sabores. Dormir ajuda a reduzir o stress cardíaco e a pressão arterial e promove a produtividade, através do aumento da concentração e do desempenho. A atividade sexual, além de proporcionar benefícios, tanto para a saúde física como para a psicológica, também contribui para o bom relacionamento do casal", esclarece a psicoterapeuta espanhola Marisa Navarro, uma das defensoras desta tendência.

Apesar de a 'Gastrosiexta' adequar-se na perfeição ao estilo de vida de nuestros hermanos, dada a tradição de se fazer a sesta, nada nos impede de adotar tal modalidade, sobretudo nestes tempos de pandemia, em que estamos tão confinados. A descompressão da ditadura horária e a avidez por momentos Covid free soam-me como dois excelentes motivos para aqueles que estão numa relação quererem aventurar-se numa nova experiência sexual.

Há que estar ciente de que a prática da 'gastrosiexta', que pode acontecer antes ou ou até antes e depois (conforme a predisposição do casal), requer tempo, pelo que é essencial não haver pressas ou preocupações. Daí que se recomende a escolha de um dia em que ambos os parceiros estejam disponíveis e desligados de tudo o resto. Nessa altura, devem optar por uma novidade gastronómica, de modo a que prevaleça o prazer de provar algo pela primeira vez. Depois do almoço, segue-se a sesta na companhia do parceiro. A fase seguinte é dar o corpo ao manifesto como se não houvesse amanhã (se é que me entendes 😉).

O sexo é uma das experiências mais íntimas e prazerosas para o ser humano. A sua prática, além de apresentar inúmeras vantagens, ajuda ainda a reduzir o stress e a fortalecer o sistema imunológico, dois benefícios imprescindíveis nos tempos que correm.

Aos emparelhados a palavra de ordem é 'gastrosiextar' tão logo possível e por tempo indeterminado. Aos desemparelhados cabe manter a esperança de, em breve, poderem explorar esta tendência. Até lá, saúde e esperança para todos.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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beauty-863439_1920.jpgViva!

Serão as mulheres poderosas (entenda-se independentes e seguras de si próprias) mais propensas a fracassaram no campo das relações efetivas? Já aqui abordei esta questão, assumindo - com base na minha experiência pessoal - que de facto assim é. Sempre senti que, a nível amoroso, a minha maneira de ser, segura, autónoma, despachada e desapegada, era-me mais prejudicial do que benéfica. No entanto, há dias estive a ler uma crónica da psicóloga Sara Ferreira que pôs-me a pensar que esta minha perceção pode estar enviesada, provavelmente viciada.

Porque estou pondo em causa uma crença até então enraizada em mim? Porque continuo firme no meu processo de desenvolvimento pessoal e espiritual, através do qual vejo-me impelida a reformular o modo como vejo as coisas, como encaro as situações, como analiso as pessoas, como compreendo a vida.

Todos nós, independentemente do género, raça, credo ou orientação sexual, queremos ser felizes; de preferência ao lado de outro alguém que nos ame, compreenda, valorize e apoie. É o que nos inspira, motiva, impulsiona e conforta. Não obstante este desejo, comum e universal, humanamente legítimo, há imensa gente avulsa por aí. Pessoas que permanecem desemparelhadas, por mais que queiram, e tentem, conseguir um parceiro para a vida. Quando se tratam daquelas seguras de si, com boa autoestima, alto astral e espírito do bem este fenómeno parece ainda mais difícil de se compreender. Daí que seja senso comum acreditarmos que para as mulheres poderosas essa tarefa seja, à primeira vista, muito mais árdua.

Ao que parece a coisa não é bem assim, pelo que ninguém melhor que uma psicóloga clínica para nos elucidar. "Não podemos afirmar que os homens fogem de relacionamentos com mulheres que dizem o que pensam e que exercem as suas vontades e outras (legítimas) liberdades pessoais!", garante Sara Ferreira, para quem não é a independência ou a segurança de uma mulher o que os assusta, mas antes a forma como ela as expressa. Os homens não temem mulheres poderosas, temem, sim, aquelas que, escudadas por essa faceta da sua personalidade, se revelam arrogantes, chatas, manipuladoras, adeptas de joguinhos emocionais. Ainda de acordo com esta psicoterapeuta, fogem eles a sete pés das "armadas em boas", que acham que têm sempre razão.


Resumindo e concluindo, a forma como uma mulher demonstra a sua independência/segurança é que determina se ela cativa ou intimida um homem. Ditas as coisas desta maneira, não posso deixar de pensar se não terá sido esse o meu problema, isto é, se, nas minhas relações, não acabei por fazer mau uso dessas caraterísticas. É hora de eu refletir a sério sobre este ponto, pois só azar no amor já não é argumento que satisfaça, muito menos justifique, esta minha solteirice crónica. 

Voltarei na sexta com mais um assunto do meu, aliás, do teu, na verdade, do nosso, interesse. Até lá, fica com aquele abraço amigo de sempre.

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09
Set20

E3649034-EDD0-4244-A22C-3DD5ECD4F6E7.jpegOra viva ✌️!

É certo e sabido que ser o mais velho dos irmãos - como é o meu caso - tem lá os seus desafios, alguns bastante amargos até. Se, por um lado, temos a vantagem de ser o primeiro, por outro temos uma responsabilidade acrescida, não só para com aqueles que nasceram depois de nós, mas sobretudo para com a família toda. Para o bem ou para o mal, somos o primogénito, e, nessa qualidade, é-nos exigido que sejamos um bom exemplo para o(s) mais novo(s), assim como um precioso auxiliar na educação do(s) mesmo(s).

Assim como ter um irmão ajuda a desenvolver a socialização, a empatia, o altruísmo e a compaixão, também despoleta, desde a mais tenra idade, a rivalidade e a competição. Quem tem irmãos conhece de cor e salteado o drama-nosso-de-toda-a-vida: quem é o mais inteligente, quem é o mais bonito, quem é o mais sociável, e por aí fora. Sobre quem é o preferido nem me atrevo a desenvolver, porque isso sim é motivo para um melodrama digno de uma novela mexicana.

De facto, ser o primogénito tem muito que se lhe diga, motivo pelo qual vou focar-me tão somente no lado B da questão, mais concretamente em seis qualidades únicas dos irmãos mais velhos, citados pela revista norte-americana Psychology Today. Se também fazes parte da primeira safra de descendentes, faz-me o favor de conferir se estas batem certo com a tua perceção.

1. Mais protetor
Uma pesquisa publicada, em 2007, no Journal of Child Psychology and Psychiatry mostra que bons relacionamentos entre irmãos traduzem-se no efeito protetor do mais velho para com o mais novo. Ao dar apoio aos seus irmãos menores, o filho mais velho assume uma função muito importante na família.

2. Mais intenso
Um estudo publicado em 2008 atesta que ao filho mais velho é imputada uma maior responsabilidade. As expetativas sobre ele são mais elevadas, pelo que os pais tendem a ser mais rigorosos e controladores. Precisamente por isso, apresenta uma maior probabilidade de conformar-se perante as adversidades.

3. Líder nato
O primogénito normalmente desempenha um papel natural de liderança em relação aos outros irmãos - afinal, é ele quem geralmente assume o comando na ausência dos pais. De acordo com a Harvard Business School, os filhos mais velhos têm uma maior facilidade em assumir papéis de liderança no contexto profissional.

4. Mais inteligente
De acordo com a ciência, os homens primogénitos possuem um QI médio de 2,3 pontos a mais que os seus irmãos. Um estudo realizado na Noruega, em 2007, a partir de uma amostra de 250 mil adultos, foi ainda mais radical ao dizer que, a cada novo filho, o 'ambiente intelectual' de uma família vai-se degradando.

5. Provavelmente, o 'bem-sucedido'
Não é uma regra, mas estatisticamente o irmão mais velho dá-se melhor na escola e está mais propenso a alcançar sucesso nos negócios. Um outro estudo mostrou que mesmo que o primogénito falhe de vez em quando, ainda assim os seus pais vão sempre considerá-lo como o mais bem-sucedido.

6. Grande influência nos mais novos
Por ser visto como líder, tudo o que o primogético fizer pode ser inconscientemente copiado pelos irmãos mais novos. O facto de ser bem-sucedido na vida, pode ter um efeito impulsionador, fazendo com que os irmãos também tentem alcançar um nível de sucesso semelhante.

Com esta primogénita aqui a fazer check em todos os pontos há pouco referidos, recebe aquele abraço amigo de sempre!

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30
Jul20

5453FBBC-571B-4BF5-B50A-387E1BA46E40.jpegOra viva! ✌️

Há muito que ansiava escrever sobre certas atitudes que adotamos, com maior ou menor grau de consciência, por uma mera questão de conveniência alheia ou polidez social. A isso chamo eu de fretes emocionais, meros hábitos que intentam expressar emoções que não sentimos, nem tão pouco desejamos sentir, de modo a agradar aos outros ou a não ferir os seus sentimentos.

No outro dia, numa troca de palavras nada agradável, uma das minhas colegas de casa acusou-me, com um arzinho típico de quem levou calote da vida, de não gostar dela. Perguntei-lhe se tinha cara de sua mãe. Ao ver a sua patética expressão de incompreensão, lá me dei ao trabalho de esclarecer: "A tua mãe é que tem a obrigação de gostar de ti. Como não é o caso...!"

Estou ciente que assumir tal posição provavelmente faz de mim uma criatura insensível, cruel até; uma verdadeira bitch, para não estar com rodeios. "Mi go" é uma expressão típica da minha língua materna que traduz na perfeição o quanto estou-me nas tintas para isso. Eu não faço questão de gostar das pessoas, assim como não faço questão que elas gostem de mim. Faço é questão de dar tempo ao tempo, na expectativa de que me deem razões para delas gostar. E isso, em circunstâncias normais, só acontece com o tempo, a convivência, o conhecimento e o amadurecer da relação, período após o qual vou chegando à conclusão se a pessoa é (ou não) digna da minha estima.

Gostar de alguém só porque sim, ou só porque é o que se espera de mim, é que não. Não acho que tenha que demonstrar um sentimento que não nutro só para vestir a pele da alma boazinha ou da pessoa ultra educada. Daí que fique sempre estupefacta perante a quantidade de criaturas que acham que a estima alheia é um direito seu e não um privilégio. Gostarem de nós não é um dado adquirido, mas sim uma benção, pelo qual temos que fazer por merecer.

No caso que referi há pouco, é óbvio que a dita cuja não foi capaz de se aperceber pelos próprios neurónios que eu não tenho nenhuma obrigação (moral ou legal) de dela gostar. O facto de partilharmos a mesma habitação não implica que lhe devo estima automática, menos ainda amizade instantânea. Implica sim tratá-la com educação e respeito, como demanda a (boa) etiqueta social. Nada mais que isso!

Há pessoas por quem nutrimos uma empatia natural e momentânea, só de lhes por a vista em cima. Ainda no outro dia, no tal curso de iniciação à bicicleta de que te falei no post anterior, conheci uma rapariga, que mais tarde vim a descobrir ser minha patrícia, com quem partilhei uma vibração positiva de nível premium. Em contrapartida, existem outras com quem antipatizamos no instante em que os nossos olhos nelas batem, sem precisão sequer de proferirem uma sílaba. Foi o que aconteceu com esta tal colega, uma fulaninha brasileira por quem nutro uma profunda antipatia, da qual não faço questão de disfarçar. Abro aqui um parêntesis para deixar bem claro que não estou a falar mal dos brasileiros, apenas a descrever o meu sentimento por uma em particular.

Em tempos não muito distantes, achava por bem maquilhar os meus sentimentos menos nobres, sobretudo se estes não fossem de encontro ao politicamente correto. Hoje, nos primórdios das minhas quatro décadas de vida, não encontro razões para assim continuar a agir. Se te tenho estima, sorte a tua; se não te tenho estima, azar o teu. Quer no primeiro como no segundo caso, há que fazer por merecer. Pois, afeto é um sentimento que se conquista e não que se exige.

Aquele abraço só nosso!

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