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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Ora viva! 👋

De modo a começarmos a semana sob a mais auspiciosa das energias, proponho para hoje um dos meus temas favoritos. Como tal, intenta esta crónica abordar a felicidade, mais concretamente, descobrir aonde reside o segredo daquele que é o sentimento mais cobiçado pelo ser humano.

Sabemos bem que a felicidade é um conceito difícil de definir, praticamente impossível na realidade; isto porque a sua definição (e perceção) é intrínseca a cada ser humano. O que um indivíduo imagina como uma vida feliz pode ser o total oposto do que o seu amigo deseja.

Justamente por isso, há muito que os cientistas tentam desvendar o seu segredo, e parece que um estudo norte-americano chegou a umas conclusões bem interessantes. De acordo com uma publicação da revista Máxima, datada de 31 de janeiro deste ano, dados provenientes de um estudo iniciado em 1938 sugerem que fatores como o QI ou a classe económica dos participantes não são o mais importante no que toca a vidas longas e felizes.

Investigadores do Harvard Study of Adult Development seguiram as vidas de 724 participantes de várias classes económicas e sociais a viver nos Estados Unidos desde 1938. Ao longo dos anos, estudaram a sua saúde mental e física e analisaram a sua trajetória profissional e pessoal. Eventualmente, as mulheres dos voluntários foram adicionadas ao estudo, bem como os seus descendentes - atualmente são 1300 participantes.

Segundo os dados apurados, existem duas causas primárias que determinam a felicidade. "A descoberta surpreendente é que as nossas relações - e quão felizes estamos nas nossas relações - têm uma influência poderosa na nossa saúde", afirmou Robert Waldinger, coordenador atual do estudo, num artigo da revista científica The Harvard Gazette.

Ao que tudo indica, esses laços são melhores indicadores de vidas longas e felizes do que a classe social da pessoa, o seu QI ou mesmo a herança genética. "A ligação pessoal cria estímulos mentais e emocionais, que são automáticos estimuladores do humor, enquanto o isolamento [social] é um destruidor do humor", comentou o académico ao Harvard Health Blog.

A pesquisa apurou ainda que a satisfação conjugal tem um efeito positivo na saúde mental das pessoas e que quem tinha casamentos infelizes sentia mais dores emocionais e físicas. Aqueles que não fumavam, não bebiam e tinham um forte apoio social também viviam mais tempo e sofriam menos deterioração da função mental. "As boas relações não protegem apenas o nosso corpo; protegem o nosso cérebro", disse Waldinger numa TED Talk que deu em 2015.

Dita a minha experiência pessoal que as conclusões deste estudo estão perfeitamente alinhadas com a realidade dos factos. Vê só o meu caso: mesmo tendo pão pouco em termos materiais, considero-me uma criatura feliz e realizada e tenho perfeita noção de que o grande responsável por isso são os laços afetivos que tenho com aqueles que me importam e com a comunidade na qual estou inserida.

Tenho tudo o que quero? Não! Mas quero tudo o que tenho, disso podes estar certa. É aqui que está o segredo da minha felicidade. E tu, que tens a dizer sobre esta questão? Aonde está o segredo da tua felicidade?

Por hoje é tudo. Conto estar de volta amanhã com mais um episódio do podcast, dedicado ao primeiro encontro, mais concretamente com uma listagem de boas práticas de comportamento para a primeira vez que se vai sair com alguém.

Despeço-me com aquele abraço amigo e desejos de uma semana maravilhosa, repleta de felicidade!

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Ora viva! ✌️

Há muito que ouvimos dizer - ainda que à boca pequena - que os homens com grandes máquinas automobilísticas são, por norma, anatomicamente prejudicados. O que parecia ser intriga da oposição, afinal são indivíduos sujeitos à inveja e à cobiça alheia, tem o seu fundo de verdade. E está aí a dona ciência que não me deixa mentir.

Num artigo do passado dia 20 de janeiro, dá o Notícias ao Minuto conta de que, de facto e de direito, os homens que optam por adquirir carros possantes fazem-no como forma de compensação por serem portadores de um órgão sexual de tamanho inferior. Como fundamentação, cita o jornal online um estudo realizado pela University College London (UCL), que visa precisamente comprovar se faz sentido o cliché de que quem conduz um carro desportivo veloz e potente é pouco abonado.

Reportaram os investigadores do departamento de psicologia daquela conceituada universidade do Reino Unido que os participantes - 200 homens, entre os 18 e os 74 anos - foram divididos em dois grupos: um recebeu a indicação de que, em média, o pénis mede 18 centímetros (cm), enquanto o outro julgava que a medida ideal seriam 10 cm. "Os que acreditavam ter um pénis abaixo da média" foram os que mais demonstraram desejo em adquirir um automóvel rápido e potente (91%).

Para estes cientistas britânicos, a explicação é simples: estes homens tentam compensar com um carro mais potente o facto de terem um pénis com uns centímetros "abaixo da média", sobretudo quanto mais velho for o homem em causa. Por outro lado, quem acreditou que o pénis dito 'normal' mede 10 cm mostrou menos vontade de ter um carro desportivo. 

Solteira minha, economiza no entusiasmo da próxima vez que te abeirares de um gajo que conduza um carrão. Isso se a tua praia for levar com um mangalho 2.0. Se não for esse o caso, capricha aí na sedução, que as chances de seres bem-sucedida são consideráveis, já que a virilidade dele se mede por cavalos e não por centímetros. Capice?

Beijo 💋em ti e até amanhã, quando trarei um novo episódio do podcast Ainda Solteiros, inteiramente dedicado às sugar mommies, o tema best reader de sempre do blog. By!

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19
Dez22

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Ora viva! 👋

Acaso és daquelas pessoas que acredita em astrologia, mais especificamente, em como ela influencia - para não dizer determinar - a nossa personalidade, logo o nosso comportamento? Apesar de considerada uma pseudociência, ou seja, não reconhecida pela academia como uma ciência de facto e de direito, ao contrário da astronomia, eu acredito na astrologia. Até porque a revejo-me em praticamente tudo o que ela assume como sendo as caraterísticas do meu signo.

Tudo isto para dizer que existem nativos que, pelo signo pelo qual se regem, são mais propensos à solteirice, até porque sabemos nós bem que trocar a liberdade por uma relação duradoura é um compromisso que nem todas as criaturas estão dispostas a fazer. E muitos sequer têm perfil para tal, tamanha a sua natureza indivualista, ou egoísta, como muitos gostam de vaticinar.

Vamos lá então ver quem são os membros do clube "solteiros com orgulho", de acordo com a revista Máxima:

Capricórnio
Teimosos por natureza, os nascidos entre 22 de dezembro e 20 de janeiro sabem bem o que querem e gostam das coisas feitas à sua maneira. É por isso que procuram relacionar-se com pessoas que partilhem da sua tenacidade, mas se não as encontrarem, preferem ficar apenas com a companhia da sua independência.

Peixes
Os nativos do décimo segundo, e último signo do zodíaco, são pessoas calmas e sensíveis, que adoram passar o serão no sofá na companhia de uma manta, de um livro e de um chá. Ocasionalmente dão o ar da sua graça em eventos sociais, mas sempre com a intenção de regressar às águas livres da sua natureza livre, motivo pelo qual encaram a solteirice como uma benção e não uma maldição.

Escorpião
Os nascidos entre 23 de outubro e 22 de novembro tendem a procurar nos outros qualidades semelhantes às suas. Na sua mente, este é um plano sem falhas no que toca a relações amorosas. No entanto, também são muito protetores da sua privacidade e ficam logo em modo defesa quando alguém tenta derrubar as suas barreiras. 

Caranguejo
Os nascidos entre 21 de junho e 22 de julho são conhecidos por serem sensíveis, carinhosos e de gostarem de cuidar dos outros. Porém, a sua sensibilidade extrema torna-os suscetíveis a oscilações de humor, como uma esponja que absorve as emoções à sua volta, e por isso tornam-se cautelosos com quem deixam entrar no seu círculo interior. Uma boa série de televisão é-lhes muito mais atrativo do que um programas a dois. 

Virgem
Este é um dos signos mais workaholics do Zodíaco. Por serem hiper dependentes e gostarem de gastar o tempo livre com os seus hobbies, sem aborrecimentos externos, não costumam ser vistos como um bom par romântico. Na eventualidade de serem convidados para festas ou convívios, há uma grande probabilidade de priorizarem o trabalho ou o seu sono de beleza.

Sentenças astrológicas à parte, estar numa relação amorosa não é para todos e há mesmo quem prefira o celibato ao emparelhamento. Obviamente que isso não quer dizer que não se relacionam sentimentalmente, menos ainda que não sabem aproveitar o lado bom do romance. Envolvem-se, aventuram-se, divertem-se, ou seja desfrutam de tudo a que têm direito, desde que isso não implique um compromisso duradouro ou definitivo. 

Meu bem, por hoje é tudo. Cá te espero amanhã para mais uma conversa amiga entre mim e uma solteira gira e traquina chamada Tercia Lima. Juntas vamos desconstruir um pouco mais as alegrias, amarguras, frustrações e compensações da solteirice de longa duração.

Beijo 💋 em ti e até amanhã!

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12
Dez22

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Ora viva! ✌️

Da monogamia e da poligamia aposto que já ouviste falar. E da sologamia, acaso farás tu alguma ideia do que se trata? Sabias ao menos que esse conceito existe e que há quem não se fique pela teoria? E se eu te desse uma pista... alguém que tenha contraído matrimónio consigo mesmo? A sologamia é precisamente isso e neste post vou contar tudo o que descobri sobre esta forma de elevar a solteirice a um outro patamar.

Acredites ou não, há cada vez mais solteiros a dizerem "sim" a si mesmos. Quer isto dizer que, ao invés de se casarem com o 'amor da sua vida', optam por casar consigo mesmos. Desilusões amorosas ou, até mesmo, a descrença no matrimónio, justificam a decisão de aderir a uma prática que está a ganhar cada vez mais adeptos, sobretudo em geografias como os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá, o Brasil e a Nova Zelândia.

Tal como o nome indica, a sologamia acontece quando um indivíduo decide casar a solo, quer seja por nunca ter chegado a encontrar a cara metade, quer seja porque prefere respeitar o ditado de que "mais vale só do que mal acompanhado". Embora inusitada, esta prática mereceu destaque em Jam, Glee ou O sexo e a cidade, séries que contribuíram ativamente para a sua proliferação e globalização.

Vista como uma solução para quem está farto de ouvir a pergunta "mas porque é que ainda estás solteiro/a?", a sologamia mais não é do que o autocasamento, uma prática não reconhecida legalmente em nenhum lugar do mundo, mas em franco crescimento, ao ponto de já existirem negócios inteiramente dedicados a ajudar os noivos a planearem as suas próprias cerimónias, sendo a maioria dos clientes mulheres "urbanas, bem-sucedidas e educadas".

Num momento em que o número de pessoas não casadas atingiu recordes em vários dos países mais desenvolvidos do mundo, mais do que apenas casar consigo próprio, quem escolhe o autocasamento está fazendo uma afirmação poderosa. Os seus praticantes apregoam que se trata de uma questão de amor próprio e aceitação individuais, uma espécie de reconhecimento como sendo merecedor de amor.

Como deves imaginar, a sologamia não reune consenso, sendo muitas as vozes que se insurgem contra, considerando-a uma manifestação de puro narcisismo ou de "adesão sem sentido a uma instituição patriarcal". O facto é que "as mulheres crescem com histórias de casamentos de contos de fada e a cultura da princesa ainda não está desaparecendo em nenhum lugar. Mas as cerimónias de autocasamento permitem-nos reescrever essa narrativa - não precisamos de um noivo", assume Alexandra Gill, cofundadora da consultoria Marry Yourself Vancouver.

Por mais que a mim faça sentido a promessa de "estar comigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-me, respeitando-me e sendo-me fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe", o autocasamento é too much para esta solteira aqui. Por mais bem-resolvida que ela esteja em relação ao seu amor próprio e à sua situação amorosa. E tenho dito!

Estarei de volta amanhã com um novo episódio do podcast Ainda Solteiros, no qual estive à conversa com uma miúda gira, que falou da solteirice sem papas na língua e com uma assertividade digna de registo. Até lá, beijo 💋 em ti!

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7DE376BA-454F-4CB4-9B18-BD5D87E5ECB1.jpegOra viva! ✌️

Para este início de semana, a primeira de facto e de direito do mês de dezembro de 2022, proponho lançarmos um olhar - mais um - sobre  a questão eternamente discutida aqui no blog e recentemente exportada para o podcast: temos mesmo que emparelhar e procriar, ou seja, é imperativo que sigamos o manual de boas práticas sociais, cumprindo as regras pela ordem em que elas estão estabelecidas?

Num artigo para a Escola do Sentir, as psicólogas Cátia Lopo e Sara Almeida respondem à questão, chamando a atenção para o facto de que, ao tentarmos corresponder aos padrões que esperam de nós, tendemos a sentirmo-nos permanentemente ansiosos e insatisfeitos. Daí que caiba a cada um de nós decidir como quer viver a sua vida, isenta de pressões externas, por mais significativas que elas sejam.

Para entenderes com clareza o que estou para aqui a dizer, o melhor mesmo é leres na íntegra o que elas escreveram:

À medida que vamos crescendo, vamos sendo encaixados no ‘puzzle’ da sociedade. Vão-nos indicando que há uma altura certa para estudar, para ter o primeiro emprego, para ter um carro, casar e ter uma casa.

É verdade que há um conjunto de passos que vão sendo dados por muitos de nós em idades-chave da nossa vida, de uma forma relativamente uniforme. Mas, é ainda mais verdade que ninguém deve precipitar nenhum desses passos apenas porque para os outros chegou a ‘altura certa’.

Não é verdade que estejamos todos preparados para casar na mesma altura ou que alguma vez estejamos preparados para tal. Sempre que, enquanto sociedade, continuamos a perpetuar estereótipos, estamos a anular a individualidade e a singularidade de cada um de nós. Não há datas certas iguais para todos.

Por outro lado, sempre que damos passos para corresponder ao que a sociedade espera, estamos a sabotar-nos e a anular o mais importante que cada um de nós tem: a nossa essência. Como tal, ao tentar corresponder aos padrões que esperam de nós, tendemos a sentirmo-nos permanentemente ansiosos e insatisfeitos. Isto acontece porque, por muito que tentemos corresponder, vai sempre haver mais e mais exigências externas às quais teremos de continuar desenfreadamente a corresponder - primeiro os estudos, depois o trabalho, depois os filhos.

Neste frenesim, a ansiedade aumenta e parece que nada é suficiente para quem está à nossa volta. Ao mesmo tempo, vamos ficando não só ansiosos como altamente insatisfeitos, porque estamos atrás daquilo que os outros esperam e não atrás daquilo que nós próprios queremos para a nossa vida o que, inevitavelmente, nos vai frustrar e fazer-nos questionar a nossa essência.

E este é um cenário vivido com muita frequência por muitos jovens adultos que, por um lado, se veem confrontados com as exigências da sociedade e, por outro lado, se veem confrontados com os seus apelos internos e percebem que não são compatíveis. É aqui que nasce um conflito interno difícil de gerir.

Nestas circunstâncias, cada um de nós precisa de tomar consciência de que os degraus das nossas conquistas são para ser subidos por cada um de nós, de forma única, no nosso tempo e ao nosso ritmo. Tudo chega no seu tempo e encaixa no puzzle da nossa vida, sem que precisemos de fazer um controlo fora do vulgar e sem que tenhamos de nos sentir à margem. Neste contexto, é essencial que comecemos cada vez mais a ter a coragem de assumir quem somos, o que queremos viver e conquistar, mesmo que isso nos torne uma peça que não se encaixa no puzzle da sociedade.

Meu bem, depois do que acabaste de ler, ainda achas que faz sentido entrar ou permanecer numa relação só porque sim, como acontece com tanta gente ao nosso redor? Muito me agradaria saber o que pensas sobre isso, até porque estou a pensarlevar este tema a debate no podcast. 😉

Escuso lembrar-te que amanhã sairá mais um episódio do Ainda Solteiros, desta feita com o primeiro entrevistado, um celibatário dourado que encara a sua situação amorosa com serenidade, sinceridade e sabedoria. Até lá, beijo 💋 em ti!

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Ora viva! ✌️

Na expectativa de que tenhas desfrutado de um ótimo fim de semana, quero propor-te uma reflexão sobre a quem beneficia mais a felicidade, o solteiro ou o casado. Eu sei que estou sempre a bater na mesma tecla, mas, enquanto desencardidora de mentes e ativista pela causa solteirice, não insistir é um luxo a que não posso dar-me. É como se diz, "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"...

O mote para escrever sobre esta temática surgiu no sábado, ao longo da gravação do Ainda Solteiros. Durante a conversa com os meus convidados, o tema acabava sempre por vir à baila, não fosse o propósito do podcast refutar a ideia jurássica, porém, ainda vigente, de que solteirice rima com infelicidade.

O que pensam os meus convidados desta questão ficarás a conhecer ao longo dos próximos episódios, com um novo a ir para o ar já amanhã. Por ora, cumpre esta crónica o dever de te fornecer os elementos necessários para tirares as tuas próprias ilações e decidir, com base em estudos científicos, se ser solteiro é sinónimo de liberdade ou se estar casado é sinónimo de felicidade, sem esquecer que esta última depende de inúmeros factores, os quais podem ser atingidos estando solteiro ou não. 

Há estudos que indicam que o casamento aumenta a probabilidade de sobreviver a um AVC e diminuiu o risco de o voltar a sofrer, além de reduzir também os níveis de stress. Em contrapartida, o celibato apresenta uma série de benefícios tanto para a saúde física como para a mental.

Vejamos, pois, algumas delas. Segundo Bella DePaulo, psicoterapeuta norte-amerciana a quem citei nos posts "Solteirona", a palavra que mais estigmatiza a mulher solteira e Solteiros: o poder dos números, os celibatários tendem a ter relações sociais mais fortes. Portanto, duplamente equivocado está quem pensa que solteirice é sinónimo de solidão. Ainda esta manhã partilhei nas minhas redes sociais o post Sozinhos sim, solitários nunca, que ilustra exatamente isso. 

"Ser solteiro aumenta as interações sociais tanto dos homens como das mulheres" garantem as investigadoras norte-americanas Natalia Sarkisian e Naomi Gerstel, num estudo de 2015, que visou descobrir se ser solteiro ou casado influenciava as relações com a família, vizinhos e amigos.

E sabemos bem que as amizades ocupam o pódio na lista de coisas essenciais para se ser feliz. Pessoas que mantém contacto com 10 ou mais indivíduos são significativamente mais felizes do que as que não o fazem, indica um estudo publicado no British Medical Journal.

Por outro lado, os solteiros tendem a ter mais tempo para se dedicarem a si próprios. Um questionário feito a mais de 13 mil pessoas, com idades entre os 18 e os 64 anos, permitiu concluir que aqueles que nunca casaram praticavam exercício físico mais vezes por semana do que os casados ou divorciados.

Os que não estão em relacionamentos tendem igualmente a aproveitar da melhor forma o tempo que passam sozinhos. "Estar sozinho pode ser essencial para nos conhecermos melhor a nós próprios", refere Amy Morin, psicoterapeuta que acredita que passar tempo sozinho pode ajudar-nos a ser mais produtivos e a ter níveis mais elevados de criatividade e intimidade.

Como pudeste ler, benefícios de ser solteiro há, e de que maneira. Contudo, estar num relacionamento apresenta vantagens que os solteiros não usufruem. Os casados são felizes à sua maneira, e podem ser bem mais do que os solteiros se souberem encontrar a fórmula certa. Afinal, "a felicidade só é real, quando partilhada".

Podemos dizer que os solteiros são mais felizes do que os casados? Podemos! Mas não seria uma verdade absoluta, já que a felicidade é um estado de espírito que depende da nossa personalidade, da personalidade do outro e, sobretudo, da forma como encontramos o equilíbrio na relação. O facto é que nem a solteirice nem o emparelhamento trazem qualquer garantia de felicidade.

Por hoje é tudo. Regressarei amanhã, com mais um episódio do podcast, o primeiro em que vou conversar com um solteiro. Hasta!

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25
Nov22

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Ora viva! ✌️ 

Faz hoje uma semana que dei conta que, na véspera, estivera em estúdio a gravar para um programa televisivo, tendo deixado no ar que oportunamente daria mais detalhes. Eis-me, pois, prestes a revelar tudo sobre aquela que é a minha segunda presença no Bem-vindos da RTP África.

Gravado na passada quinta-feira, 17 de novembro, o programa ao qual fui dar o ar da minha graça, como referido no post Somos Todos Solteiros, será exibido hoje, a partir das 17 horas (hora de Portugal), no canal público dedicado ao continente africano. Nele, estarei à conversa com a Nádia Silva (apresentadora) e o Luís Sinate (comentador) sobre um tema deveras pertinente: as críticas, mais concretamente a sua gestão.

Entendeu a direção do programa que, na qualidade de comunicadora (de profissão e de vocação), eu seria uma mais-valia para a análise do modo como enfrentamos as críticas e os motivos por detrás da forma como a elas reagimos, quer venham de familiares, colegas de trabalho, amigos ou até desconhecidos.

De acordo com a sinopse do episódio, "todos nós, em algum momento, fomos críticos e, muito possivelmente, alvo de críticas. No entanto, embora possamos vir a emitir tais críticas com certa facilidade - e até prazer e diversão - recebê-la geralmente não é muito agradável e, para muitas pessoas, pode até ser muito difícil para sua autoestima. Aprender a enfrentar as críticas parece impossível em alguns casos, e em outros pode ser tomado como base para aceitar qualquer tipo de crítica. Por isso, no processo de aprender a enfrentá-las, também é importante sabermos discernir que críticas devem ser levadas em conta e quais não devem, e o que podemos fazer para torná-las algo útil para nós."

É assente no parágrafo anterior que se desenrolou a nossa conversa, fluida, descontraída, desconstruída e muito esclarecedora. Gostemos ou não de o admitir, todos nós tecemos críticas, assim como todos nós somos alvos de críticas, independentemente do facto de o fazermos de modo consciente, intencional, maldoso ou punitivo. É, portanto, fundamental aprendermos estratégias para conviver e lidar com elas, de preferência com objetividade, assertividade, clareza e até compaixão.

Estes e outros tópicos foram abordados no episódio para o qual tenho todo o gosto em convidar-te a assistir. Beijo 💋 em ti e até logo mais na RTP África. Aparece que será uma conversa muito interessante. Palavra de solteira! 

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Ora viva! ✌️ 

Hoje quero partilhar contigo um artigo da BBC Worklife, datado de abril deste ano, que versa sobre o quão nocivo pode ser o julgamento social de que (ainda) são alvos os solteiros, sobretudo quando pertencentes ao género feminino. Dado que a publicação é bem extensa, vou fazer um apanhado das partes mais interessantes.
 
Sabemos bem que o número de solteiros não para de aumentar; que o digam as taxas de divórcio e os incontáveis corações desocupados que deambulam pelas estradas da vida. Mas nem por isso a sociedade, pela boca dos seus membros, desiste de neles incutir a esperança de que, a qualquer momento, encontrarão um par, como se o propósito maior das suas vidas fosse estar emparelhado. 
 
O porquê de tamanha preocupação com o facto de as pessoas estarem avulsas é a pergunta que me faço há anos, e aquela que este blog tenta descobrir há mais de sete.
 
Questionar por que alguém "ainda" é solteiro, ou pior, confortá-lo dizendo que "irá encontrar alguém em breve", é para muitos uma forma de expressar solidariedade para com uma situação amorosa que entendem como desfavorável, desgostosa até. Para aqueles que os estimam, trata-se de uma forma atenciosa, e até sensível, de procurar saber se os seus amigos solteiros estão bem.
 
Contudo, essa atitude "paternalista" em nada os conforta, pelo contrário, deixa-os confrangidos, já que os lembra o tempo todo que não estão a cumprir o papel que deles se espera, que estão a falhar na sua missão social, que estão a atentar contra a ordem "natural" das coisas. Digo isso com conhecimento de causa, motivo pelo qual a partir de agora a narrativa passará a ser feita na primeira pessoa do plural.
 
A "cobrança" a que nós os solteiros estamos constantemente sujeitos provoca significativas lesões na nossa autoestima. Lesa igualmente a nossa perceção do amor verdadeiro. O "constrangimento por ser solteiro" mais não é do que o resultado do preconceito contra as pessoas que não se casaram, assente no pressuposto de que elas devem ser tristes e solitárias por não terem "alguém"; que estão ativamente procurando por um parceiro, mas ainda não encontraram; ou que deve haver algo de errado com elas, já que ninguém as quer.
 
Todos estes estereótipos são causados pelas pressões para que nos adquemos a padrões sociais há muito estebelecidos: encontrar alguém, casar, constituir família, comprar casa, arranjar um animal de estimação e por aí fora. Como se nessa imagem de anúncio de margarina residisse o segredo da felicidade humana.
 
E nem o facto de estarmos a caminhar para o final do ano 22 do século 21, e de ser cada vez mais óbvio que o matrimónio não é sinónimo de felicidade, consegue contrariar as crenças enraizadas no coletivo de que o solteiro é menos, é menor. Pesquisas recentes ilustram de forma contundente o estigma da solteirice. Uma sondagem do site de relacionamentos Match, analisados pela BBC, apurou que, entre mil adultos britânicos solteiros, 52% relataram sofrer constrangimento pela sua condição amorosa.
 
Pessoas que não estão numa relação amorosa continuam, portanto, a enfrentar dificuldades perante amigos, familiares e colegas, ou seja, perante a sociedade. E muitas vezes, por causa dessa tal pressão, acabam por se sentirem mal consigos próprios, como se de algum mal padecessem.
 
Ainda que grande parte da comunidade celibatária pareça cada vez mais à vontade para assumir a sua situação amorosa, a pressão para encontrar um "chinelo para o pé cansado" - como tantas vezes ouvi - continua assombrando as suas existências. "As pessoas tendem a achar que você está solitário e aborrecido só porque é solteiro", considera Ipek Kucuk, especialista em namoros da aplicação Happn.
 
A pesquisa da Match há pouco citada quis ainda saber quais as "frases constrangedoras" mais comuns ouvidas pelos solteiros, sendo as mais frequentes estas duas: "Daqui a nada vais encontrar alguém" (35%) e "Deves ser tão solitário" (29%). Os dados apurados relevaram ainda que 38% reconheceu que as pessoas geralmente têm pena da sua situação.
 
De acordo com a psicoterapeuta Abrams, mesmo quando a pessoa solteira não é constrangida pelos amigos e parentes, não atingir grandes objetivos de vida como o casamento e a maternidade pode trazer prejuízos — especialmente para aqueles que procuram ativamente por um parceiro — porque é isso que a sociedade espera deles.
 
"Muitas vezes, presenciei essa situação como uma das causas da depressão", assume Abrams. Um "roteiro" normalizado para a vida bem-sucedida pode inclusive forçar quem esteja feliz com a sua solteirice a reconsiderar a sua condição e a procurar algo do qual não tem certeza, apenas para poder encaixar-se nas normas culturais.
 
Meu bem, como pudeste ler, o constrangimento por ser solteiro não vem apenas dos nossos amigos e parentes intrometidos. É transversal a toda a sociedade. O próprio Estado, a par da igreja, é um dos maiores carrascos da solteirice. Preciso lembrar-te dos inúmeros benefícios económicos, fiscais e jurídicos exclusivamente concedidos aos cidadão casados?
 
Como o texto já vai longo, despeço-me sem mais delongas: beijo 💋 em ti e até sexta!

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Ora viva! ✌️

No post anterior defendi que há quem tenha nascido para ser solteiro. O que não foi preciso dizer, mas que ficou explícito, é que o contrário também é válido. Contudo, independentemente da prevalência da versão G do tal gene 5-HTA1, existem momentos na vida em que se torna imperativo desembaraçarmo-nos de relações amorosas, mais não seja para podermos cuidar de nós, conhecer-nos melhor, olhar para as nossas emoções e avaliar com precisão o que queremos de um relacionamento a dois.

O que mais abunda pelos corredores da vida são criaturas que não suportam a ideia de estarem sem ninguém. Existem aquelas que, antes mesmo do término da atual, saem à caça da próxima relação, sem se darem tempo para fazer o luto, quanto mais para procurar com consciência. Tudo vale para não ficarem sozinhas, para não olharem para dentro delas, para não terem de encarar facetas e comportamentos capazes de deixá-las desconfortáveis consigo próprias.

Como já aqui referi umas quantas vezes, a própria ciência atesta os benefícios da solteirice, com vários estudos a darem como provado que os desemparelhados adotam hábitos mais saudáveis, sem falar que tendem a experenciar um melhor desenvolvimento individual e a ter mais sexo. 

Atenção que o propósito desta crónica não é o de exaltar as vantagens do celibato (voluntário ou não), mas sim de dar conhecimento de qual a melhor altura para abraçá-lo, por mais custoso que possa ser.

Aceitar que precisamos de ficar sozinhos pode não ser fácil, mas às vezes é preciso, imperativo até. De acordo com a psicóloga Sofia Taveira, citada pela revista MAAG, são estes os seis sinais que indicam que chegou o teu momento de ficar (temporariamente) solteira.

1. Dependência emocional
Se saltas de relação em relação, sem pausas, balanços ou questionamentos. De acordo com esta profissional da mente, deves "usar o tempo sozinha para te conheceres melhor interiormente, num encontro contigo própria, com as tuas ideias, ideais e emoções, ou seja, com o teu 'eu' num todo."

2. Pressão social
Se a pressão da família, dos amigos, da sociedade ou até mesmo da idade faz com te sintas obrigada a estar numa relação, mesmo que esta te cause mais desconforto do que felicidade e ponha em causa valores que dantes consideravas sagrados.

3. Fuga de ti própria
Se te escondes atrás de uma relação, usando-a para fugires de ti própria, de modo a não enfrentares as tuas fragilidades e vazios, a "não 'ouvires os silêncios' que se podem tornar ensurdecedores."

4. Aniquilaste-te completamente
Se "já não existe um 'eu', se já não te reconheces, se te anulas por completo na relação, sem vontade própria ou opinião. Se deixaste de estar com os amigos e até com a família, tendo passado a viver em função da relação e do parceiro."

5. Medo de ficar sozinha
Este é o principal causador do ter uma relação após a outra. O que tens que lembrar é que os medos só deixam de existir quando são enfrentados, o que quer dizer que se continuares a ignorar a sua existência, apenas farás com que eles se tornam maiores e mais assustadores.

6. Continuas a cometer os mesmo erros
Se sentes que todos os teus ex têm defeitos em comum e se continuas a fazer más escolhas de forma reiterada, então é hora de parar e repensar as tuas opções amorosas.

Meu bem, como pudeste ler, estar solteira às vezes é preciso, não é à toa que se diz que "quem não é bom ímpar, jamais será bom par". Beijo 💋 em ti e até quarta!

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14
Out22

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Ora viva! ✌️ 

Uma publicação da Marie Claire Brasil inspirou-me a escrever este post, o qual é portador de uma curiosa novidade: há quem tenha nascido para ser solteiro, melhor dizendo, há quem seja portador de um gene que o torna inapto para relacionamentos amorosos. Como parece ser o meu caso, eis-me aqui a partilhá-lo contigo, não fosses tu o melhor de todos os confidentes.

Antes de desemaranhar esta ideia, permite-me uma pequena contextualização da minha postura face ao celibato. Eu sempre "senti" que tinha nascido para ser desemparelhada. Desde que me lembro de ter consciência do casamento, que sempre disse que jamais embarcaria em tal aventura.

Claro que os inúmeros fracassos amorosos que fui assistindo ao longo da infância e da adolescência só serviram para cimentar essa crença. De tempos em tempos, dá-me uma panca para me emparelhar, como é disso exemplo o post Vou casar!!!, mas no fundo no fundo não sinto convicção nesse propósito, muito menos inspiração para batalhar pela sua concretização. Não acredito, nem nunca acreditei, no "felizes para sempre", pronto falei!

Voltando ao tema de hoje, ao que tudo indica a dificuldade em relacionar-se com parceiros a longo prazo pode muito bem ser culpa do nosso ADN, ou seja, há quem esteja geneticamente "programado" para ser solteiro. A sustentação desta teoria reside num estudo levado a cabo por cientistas chineses, segundo o qual existe um gene responsável por deixar uma pessoa mais ou menos confortável para desfrutar da companhia íntima de um parceiro.

Para chegar a tal conclusão, os investigadores da Universidade de Pequim testaram amostras de cabelos de 600 estudantes locais. Da análise de um gene chamado 5-HTA1, que possui duas versões: G e C, foi possível apurar que os discentes identificados com a versão G, também chamada de singleton, produzem menos serotonina, um neurotransmissor que influencia o humor e a sensação de felicidade.

Ora acontece que as pessoas com menor produção desta hormona encontram mais dificuldades para se aproximar de outros e são mais propensas a sofrerem de depressão. "Como o pessimismo é prejudicial para a formação, qualidade e estabilidade de relacionamentos, esta conexão entre a versão G e problemas psicológicos pode influenciar carreiras, relacionamentos e levar ao fracasso", escreveram os pesquisadores no jornal Scientific Report.

Volvidos mais de 8 anos desde a sua realização (como é que não soube disso antes é a pergunta que me vai atormentar nos próximos dias), estou em condições de atestar a qualidade deste produto made in China. O que quero dizer com isso? Quero dizer que agora é-me evidente que a solteirice crónica de que padeço há vários anos vai muito além da vocação, como sempre acreditei. Ela é fruto de um acaso, ou melhor dizendo, de um azar genético. Que alívio saber que não há nada de errado comigo e que a minha inaptidão para o namoro é responsabilidade do tal singleton. So, it's official, I was born to be single!

Beijo 💋 em ti e até para a semana!

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