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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

16
Abr18

Ser sexy é isto!

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Já aqui manifestei a minha convicção de que, em matéria de atração e sedução, a beleza por si só não é garante de coisa nenhuma. Há quem atraia de cara mas seja incapaz de dar continuidade à sedução e há quem seduza sem ter atraído à primeira vista. É preciso bem mais do que uma carinha laroca ou um corpinho esculpido para que uma pessoa possa ser considerada irresistível.

 

A sensualidade não se resume ao visível, ao palpável, ao tangível. Pelo contrário, o que faz dela uma arma tão letal é justamente a combinação da aparência com aquele je ne sais quoi que a todos fascina e aos homens deixa com água na boca. Ser sexy é saber conjugar o físico com tudo o resto (e esse tudo o resto abarca o intelectual, o emocional, o social e até o profissional).

 

Quem nunca se cruzou com uma pessoa fisicamente desprovida de encantos, mas que, após algum tempo de contacto, se revela um ser extraordinariamente cativante, ao ponto da sua aparência ficar relegada a um papel secundário?

 

De pouco ou nada nos serve ter uma figura escultural se o conteúdo não for de encontro a essa imagem. Grande hipócrita seria eu se viesse para aqui apregoar que a beleza não tem o seu valor. Ela é importante para a maioria dos mortais, e eu não sou exceção. Para alguns, ela é fundamental até. Afinal, o primeiro sentido a que recorremos quando se trata de interação (social ou sexual, dá no mesmo) é a visão. A primeira impressão é construída com base naquilo que vemos, pois são os olhos que nos permitem avaliar o objeto do nosso interesse.

 

Salvo raras exceções, se não soubermos nos expressar, se não formos interessantes ou não conseguirmos sustentar uma conversa, dificilmente a nossa beleza consegue resistir ao desapontamento proveniente de uma expectativa defraudada. A pensar nisso, a ciência – na sua incessante missão de compreender, prever e, se possível, antecipar o comportamento humano – identificou cinco formas de nos tornarmos irresistíveis, independemente do nosso aspeto físico:

 

1. O humor é sexy
Toda a gente gosta de rir, motivo pelo qual saber fazer os outros darem gargalhadas seja uma caraterística tão apreciada. Estudos recentes mostram que, embora homens e mulheres digam que apreciam o sentido de humor num potencial parceiro, não se estão a referir ao mesmo. As mulheres gostam de homens que as façam rir e os homens gostam de mulheres que riam das suas piadas.

 

2. A personalidade é sexy
A personalidade é que nos confere uma individualidade única. Segundo estudos realizados com indivíduos de dez regiões do mundo, as pessoas agradáveis e conscientes são melhores conjuges e pais; enquanto que as desagradáveis e inconscientes têm mais parceiros sexuais — ou seja, exibem níveis mais altos de promiscuidade. Ah, e têm tendência para a infidelidade.

 

3. A forma de sentir é sexy
O modo como nos sentimos quando estamos com alguém confirma a teoria de que não nos apaixonamos por uma pessoa, mas sim pela forma como nos sentimos quando com ela estamos. Sentirmo-nos animados ou estimulados está intimamente relacionado com aqueles que nos rodeiam, mesmo que esses não sejam a causa direta do nosso estado de espírito. Pode parecer grosseiro resumir uma relação a esta equação, mas a verdade é que é exatamente isso que acontece na prática.

4. O que se diz é sexy
Saber transmitir informações pessoais e emocionais é uma forma poderosa de estebelecer conexão com os outros. Tem coisa mais irresistível do que estar com alguém que fala do que sabe e sabe do que fala, que acredita naquilo que diz e, sobretudo, que o faz com alma? Modéstia à parte, uma das minhas armas de sedução mais poderosa é justamente o dom da palavra. Ainda há dias referiram-se publicamente à minha pessoa nestes termos: "É brutal a tua capacidade de comunicação. Não há palavras. Tocas a alma pela genuinidade da tua postura. Parabéns querida Sara por seres por dentro tão bonita e especial como és por fora."

 

5. Amor à primeira vista é sexy
Fantasias à parte, existem vários estudos que comprovam que "amor à primeira vista" é real. O autor de Love at First Sight, Earl Naumann, concluiu que o amor à primeira vista não é uma experiência rara. Pelo contrário, segundo ele, se nele acreditamos, a probabilidade de nos acontecer é de cerca de 60%. É caso para se dizer: "Que venha então o amor à primeira vista".

 

Como ficou claro, ser sexy não implica — de todo — usar roupas minúsculas e muito menos andar a distribuir olhares languidos a torto e a direito. Ser sexy implica conhecer-se e tirar partido de uma série de caraterísticas, das quais se destacam estas cinco. Claro que existem mais. Por exemplo, para mim saber dançar é sexy, saber sorrir com os olhos é sexy, ter bom gosto é sexy e gostar de si é hot.

 

Ser irresistível está ao alcance da habilidade de cada um em saber usar aquilo que de melhor tem para oferecer aos outros.

 

Até!

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11705375_1008843785822518_7184954541760765737_n.jpViva!

 

De pessoas tóxicas já aqui falei, estou certa. Que tal falar-te agora de uma outra espécie de humanóides que pouco ou nada contribuem para o bem-estar psíquico e emocional daqueles com os quais cruzam? Refiro-me aos psicopatas do quotidiano, cujos "traços de personalidade podem ser encontrados nos briguentos do trânsito, nos vizinhos problemáticos ou nos progenitores que fazem chantagem emocional com os filhos", segundo explicação da psiquiatra Katia Mecler, no livro Psicopatas do Quotidiano (à venda na Fnac por 10,85€).

 

Se é inevitável que nos deparemos com psicopatas de pequeno porte – tipos que seduzem, manipulam, amedrontam ou sufocam, causando desconforto e até medo – também o é que, embora não sejam propensos a matar (como os psicopatas a sério), acabam por nos perturbar a vida. Do estilo, "não mata, mas mói", se é que me entendes.

 

No intuito de nos ajudar a reconhecer esses psicopatas do quotidiano, com quem acabamos por lidar diariamente, esta especialista da mente aponta algumas caraterísticas comuns, que passo a citar:

1. Não deseja nem desfruta de relações íntimas

2. Prefere atividades solitárias

3. Tem pouco interesse por experiências sexuais

4. Referências e crenças estranhas ou pensamento mágico

5. Desconfiança ou perceções paranoides

6. Pensamento e discurso diferente do convencional

7. Suspeita, sem fundamento, de estar a ser explorado, maltratado ou enganado

8. Preocupação injustificada com lealdade de amigos e colegas

9. Incapacidade de confiar em quem quer que seja

10. Incapacidade de ajustamento às normas sociais

11. Tendência para a falsidade

12. Irritabilidade ou agressividade

13. Esforços desesperados para evitar ser abandonado

14. Costuma ter relacionamentos intensos e instáveis

15. Tem problemas de identidade

16. Desconforto em situações em que não se é o centro das atenções

17. Comportamento sexualmente sedutor e exagerado

18. Mudanças emocionais rápidas

19. Sensação grandiosa da própria importância

20. Fantasias de sucesso ilimitado, na vida profissional e na vida amorosa

21. Crença de ser único e especial

22. Dificuldade em tomar decisões por si próprio

23. Passa as responsabilidades que tem na vida para outras pessoas

24. Raras manifestações de desacordo, para não perder apoio ou aprovação

25. Evitar atividades profissionais que incluam contacto interpessoal significativo

26. Não se envolver com os outros sem a certeza de que serão bem recebidos

27. Ser reservado nas relações íntimas, por vergonha ou medo do ridículo

 

O acima exposto permite concluir que esses pequenos psicopatas encontram-se em toda a parte: na sociedade, no trabalho e até na família. Na Internet, principalmente através das redes sociais, é cada vez mais fácil identificá-los; basta prestar atenção ao que partilham.

 

Quem foi incapaz de identificar alguém das suas relações que fale agora ou se cale para sempre. Da minha parte nem um pio pretendo dar, já que obriga-me a honestidade a admitir que ao longo da minha vida tenho lidado com uma infinidade de exemplares destes. Até eu acuso três dos sintomas. Olha que sorte a minha!

 

Despeço-me com um até à próxima e desejos de uma noite feliz!

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03
Nov17

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Ora viva!

 

E assim chegámos ao mais encantador de todos os meses. Esta minha convicção advém, não só do facto de ser este o que me viu nascer, mas, essencialmente, pelas árvores salpicadas de tons laranja, pelas folhas a bailarem nas calçadas, pelos dias a minguarem na sua duração, pela chuva a fazer-se presença assídua, pelas noites a despedirem-se do calor e pelo cheiro das castanhas e do natal a pairar pelas ruas desta bela cidade que escolhi para ser minha.

 

E já que assim é, que tal hoje falarmos de algumas caraterísticas – umas inatas, outras nem tanto – comuns às pessoas encantadoras. Encantador é todo aquele que consegue atrair sem truque, seduzir sem manha, agradar sem grande esforço e deixar um gosto de "fica mais um pouco" quando se vai embora. Em suma, é o tipo de criatura com quem os outros têm prazer em conviver de tão agradável que é a sua presença.

 

Se, por um infeliz acaso, não nasceste com esse dom, não fiques desanimada que para esta disfunção (também) existe cura: uma amálgama de atitude, verniz social, boa disposição e cultura geral, que se espelham neste hábitos:

 

1. Fazer os outros se sentirem importantes
O especialista em relações David Bennett considera que as pessoas encantadoras fazem com que qualquer um – independentemente do seu estatuto - se sinta importante. Daí que a delicadeza, a empatia e o altruísmo sejam uma constante nelas.

 

2. Acertar no nome das pessoas
De modo a evitarem ser desagradáveis com quem quer que seja, tendem a decorar os nomes de todos aqueles com os quais se cruzam diariamente, nem que para isso tenham que recorrer a auxiliares de memória.

 

3. Cumprimentar os outros com agrado
As saudações fazem igualmente parte dos hábitos dessas pessoas, que tendem a dar os 'bons dias' (e não só) com toda a confiança e carisma, acompanhada de uma expressão facial alegre.

 

4. Sabem divertir os outros
Pessoas fascinantes sabem contar as melhores histórias, o que faz com que não tenham medo de recorrer à linguagem corporal para se expressarem ao máximo.

 

5. Escolhem a dedo as suas companhias
Por serem gente do bem, não perdem (de todo) o seu precioso tempo a falar mal dos outros. Preferem sim escolher criteriosamente as pessoas com as quais se dão, aquelas que merecem a sua real atenção.

 

Meu bem, como acabaste de constatar, não é nenhum enigma da esfinge parecer adorável aos olhos alheios. Se a todos os atributos acima expostos juntares mais essa: seres tu mesma, terás o mundo rendido aos teus encantos.

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Ora viva!

 

Eis-me de volta ao teu convívio com uma crónica sobre flirt, sim essa coisa que tão bem sabe ao ego e tanta falta faz em tempos de solteirice. Antes de adentrar pelo post do dia, pergunto-te se és daquelas que "capta" logo quando alguém está de olho em ti ou das que andam sempre a leste de tudo, até que o gajo diga por a+b que te curte. Seja lá qual for o teu perfil, nada como uma conversa amiga para elucidar a questão.

 

É compreensível que quem ande no mercado não queira deixar escapar nenhuma oportunidade de encontrar o amor, ao mesmo tempo que teme ser presunçoso ou imaginar interesse onde não existe. A propósito disso, Steph Holloway, especialista neozelandês em linguagem corporal, aponta alguns sinais que te podem ajudar a perceber se estão ou não a tentar cortejar-te.

 

Um primeiro sinal é o olhar. Se um rapaz está constantemente a olhar para ti, prestando atenção a todos os teus movimento, é um sinal flagrante de interesse. Se este for mútuo, não te acanhes, minha amiga, e capricha na retribuição. No caso do olhar se mantiver por algum tempo sem que nenhum dos dois o desvie é sinal de que há match.

 

Outro sinal a ter em conta são os pés – sim, leste bem. Na opinião deste especialista, se estes estiverem em forma de 'V', é sinal de que o pretendente está aberto a partilhar o espaço dele contigo. Mais ainda: se estão a apontar na tua direção, ele está a tentar entrar no teu espaço.

 

Holloway revela ainda que, quando estão interessados, os homens tendem a pôr os músculos em maior destaque, enquanto as mulheres procuram realçar o rosto.

 

Os gestos também têm uma palavra a dizer na arte do flirt: por exemplo, endireitar a gravata, no caso dos homens, ou mexer no cabelo, especialmente no caso das mulheres, são indicadores de interesse.

 

Meu bem, como pudeste ler, não é assim tão difícil decifrar os códigos inerentes ao namorisco. Só tens que estar atenta, que o amor pode estar à distância de um reparo.

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Ora viva!

 

Nos últimos dias falámos dos atributos que fazem toda a diferença na hora da conquista, assim como da caraterística-chave que abre o coração feminino. Que tal falarmos agora do outro lado da questão, ou seja, de uns quantos comportamentos que afastam uma pretendente.

 

Ciente de que este assunto possa ser do interesse de ambos os géneros, aconselho os single guys que seguem este blogue, sobretudo os que ainda acalentam o desejo de encontrar a sua metade da laranja, a dedicarem uma atenção especial às próximas linhas.

 

Meu bem, se tens tido pouco sucesso na arte do amor o mais provável é que a culpa resida no teu comportamento, já que podes estar a incorrer em algumas condutas que simplesmente afastam uma potencial candidata ao teu coração. Acerca disso, a edição norte-americana da Men's Health destaca sete atitudes masculinas que afastam o mulherio. Anota aí: 

 

1. Ser demasiado afoito
Por mais que nos dias de hoje reine o culto da intimidade física instantânea, mulheres que realmente valem a pena não são adeptas desta prática. É por isso que mostrares-te apressado ao ponto de abordar questões sexuais no início da convivência é de mau tom e pode afastar o alvo do teu interesse, já que ela vai pensar que só estás interessado 'naquilo'.

 

2. Fazer comparação com outras 
Mesmo que o objetivo seja elogiar, a comparação com outras raramente é aceite de ânimo leve. Tenha em mente que cada qual é como é, com personalidade própria e caraterísticas únicas, o que faz de cada pessoa um ser incomparável. Portanto, tenta não cair na tentação de tecer comparações entre ela e outra qualquer, por melhor que seja a tua intenção.

 

3. Insultar exs
Um homem que fale mal de quem já foi importante na sua vida, isto é, que diz cobras e lagartos de antigas relações, o mais provável é que acabe por afastar as pretendentes com melhor potencial. Mais do que mostrar que tens um caráter rancoroso, infantil e indiscreto, este é o tipo de coisa que deixa a candidata de pé atrás, ao ponto de pensar que o problema pode estar em ti e não nelas.  

 

4. Pedir/enviar fotos ousadas
Pessoalmente, esta é das coisas que mais me impressionam pela negativa, na medida em que considero de extremo mau gosto um homem que mal me conhece e já vai pedindo que 'me dispa', muitas vezes antes mesmo de perguntar como me chamo. Se é o teu caso, entende de uma vez por todas que é no mistério, na expectativa e no jogo de sedução que reside a magia da conquista. Se queres ver mulheres nuas há sites próprios para isso.

 

5. Focar-se apenas em gajas boas
Possuis uma autoestima tão grande assim ao ponto de só considerares as opções mais atraentes? Desdenhar as menos giras não só abona muito pouco a teu favor como queima o teu filme com ambos os tipos de mulheres: as que te atraem e as que não. Mostra que és fútil e pretensioso, incapaz de olhar para além da aparência.

 

6. Fazer pouco da inteligência feminina 
Atitudes machistas ou comentários misóginos e depreciativos acerca do intelecto feminino deixam transparecer falta de edução, desinformação, pouca inteligência e complexo de inferioridade. Reduzir a mulher à sua beleza e desconsiderar todas as suas opiniões, ideias e interesses é um autêntico suicídio amoroso. Não o cometas, por favor!

 

7. Não aceitar a mulher como ela realmente é
Mais do que quereres desfrutar da (boa) companhia feminina, tens que querer conhecer realmente a essência dela. Prestares atenção ao que ela diz, ao que (des)gosta ou à forma como reage àquilo que fazes ou dizes é o garante de que, de facto, te interessas por ela enquanto pessoa e não somente como fêmea. Sem falar que é das coisas que mais cativam o universo venusiano.

 

Tomo a liberdade para acrescentar mais três tópicos a esta lista, a meu ver, uma lacuna no citado artigo.

 

8. Ser demasiado carente
Se há gajos de que fujo a sete pés é dos carentes. Sabes aquele tipo que mal te conhece e já te trata por amor, diz que não pode viver sem ti, que és a mulher dos seus sonhos, manda mensagens atrás de mensagens e quer estar contigo o tempo todo? Se falar em compromisso e descendentes, então… fui. Perante um exemplar destes, a sirene de alerta começa a piscar incessantemente, pois tanta carência e ansiedade não me inspiram confiança. Espero sinceramente que não te revejas nessa minha descrição.

 

9. Queixar-se de tudo e mais alguma coisa
Passar a vida a lamentar-se – o chefe que implica (injustamente), os colegas que fazem a vida negra, o trânsito que dá cabo dos nervos, o salário que é uma miséria, a família que vive num espiral de melodramas, o cão que adoeceu, a coluna que dói, o abdmómen que amoleceu, etc., etc. – é dos comportamentos que mais afastam os outros de nós, especialmente aqueles que têm pretensão de nos incluir na vida deles. Problemas toda a gente tem, por isso guardemos os nossos para nós mesmos, que o mundo precisa de gente positiva capaz de somar e não sugar.

 

10. Gabar-se das conquistas amorosas
Um homem que se gabe despudoramente das mulheres com quem andou cai a pique na minha consideração. Se entrar em detalhes intímos é imediatamente excluído da prova de acesso à minha vida. Por mais sucesso que faças entre o mulherio, por melhor que seja a tua performance sexual ou por mais extensa que seja a tua coleção de opções, esse é o tipo de informação que só diz respeito à tua pessoa ou ao teu círculo de amigos, no caso de seres um fala-barato incapaz de comer e calar. Nenhuma mulher sensata leva a sério um conquistador barato, ainda por cima linguarudo. Até porque um homem comme il faut não sente necessidade de sair por aí a vangloriar-se dos seus feitos amorosos.

 

Ainda que não te identifiques com nenhuma destas práticas desgostosas, espero que este artigo tenha sido últil para ti, mais não seja para te lembrar do que não fazer em matéria de conquista e sedução. 

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Ora viva!

 

Encerrado mais um capítulo no meu percurso profissional (ontem foi o último dia daquele trabalho de cuidadora de terceira idade de que te falei no outro dia), eis-me, na melhor disposição e cheia de energia, de volta à minha rotina que tanto adoro e que tanta falta me fez nas últimas semanas.

 

Dito isto, que tal um olhar sobre o atributo que nós as mulheres mais valorizamos nos homens? Quanto a este assunto pertinente e sempre atual, diz-me a minha experiência (real e virtual) que a maioria deles, especialmente os desemparelhados, não fazem a mais pálida ideia sobre os aspetos – intrínsecos, claro, que os físicos saltam à vista – dão o xeque-mate no jogo da sedução.

 

Será o cavalheirismo, a generosidade, o sentido de humor ou, quem sabe, o paleio? Nada disso, meu bem! Mais do que a beleza, que de facto, rende imensos pontos em matéria de atração, a qualidade masculina que as discípulas de Vénus mais valorizam é, pasme-se!, o altruísmo. Sim, leste bem!

 

Pelo menos é que diz um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology, cujos resultados "provam a importância do altruísmo nas preferências das mulheres quando procuram um companheiro", segundo escreve Daniel Farrelly, que foi quem liderou esta pesquisa da Universidade de Worcester.

 

"O altruísmo é muito importante para as mulheres, no que diz respeito ao homem da sua vida", sendo os detentores desse traço de perfil encarados como muito mais atraentes que os bad boys, espécie que só reúne a preferência feminina quando se trata de one night stand, vulgo relação casual instantânea.

 

Caro seguidor, portador ou não de predicados estéticos de alta intensidade, com este artigo passas a saber que a beleza em si não é garantia de sucesso na arte do amor sustentável. O altruísmo sim parece ser a chave que abre o coração feminino (pelos menos das britânicas, amostra da referida pesquisa).

 

Portanto, se ainda acalentas o sonho de encontrar a tua special one, toca a trabalhar esta característica, que o (verdadeiro) amor espera por ti. Boa sorte e uma ótima semana.

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Ora viva!

 

Depois de um fim de semana absolutamente escaldante (literal e figurativamente falando), a semana aqui no Ainda Solteira arranca com uma crónica sobre o fascínio humano pelo perigo, mais concretamente pelo que se sabe que faz mal.

 

Inspirada pelo artigo Porque É que Gostamos Tanto do Que Nos Faz Tão Mal?, sob a chancela da Elle, começo por reconhecer que já não me revejo nesses comportamentos autodestrutivos, se assim o posso chamar. É à maturidade, à experiência de vida e, sobretudo, à memória que devo essa sensatez para manter longe tudo que não me seja benéfico.

 

Não penses que já não cometi "pecados", mesmo sabendo que ia pagar caro por eles. Oh se já, em relação a relacionamentos então…. Só que cheguei a um ponto existencial em que faço questão de aprender com os erros, ou seja, fico-me pela primeira vez; às vezes até arrisco uma segunda, só para reforçar a primeira conclusão.

 

De acordo com a citada revista, não é de hoje que os estudiosos tentam perceber a razão que nos leva a desejar – algo ou alguém – mesmo sabendo, a priori, que as consequências dessa escolha poderão não ser positivas. Ao que tudo indica é na necessidade de obtenção de um prazer que vale pelo momento único em que é sentido, independentemente do que pode vir a acontecer, que pode residir a resposta a esta questão. Há um dito popular na minha terra que resume perfeitamente isso: "Depois da diversão, a morte não é nada".

 

Não conseguir resistir a alimentos que engordam ou mutilam a saúde; envolver-se com pessoas com o mesmo padrão de comportamento e que, invariavelmente, resultam em deceções ou incorrer ou reincidir em hábitos que podem colocar a integridade física em risco são apenas alguns exemplos capazes de ilustrar o acima exposto.

 

Quanto a possíveis explicações, as primeiras teorias culparam a dopamina, a fonte de prazer responsável por nos levar a gestos imponderados. Contudo, estudos posteriores concluíram que as sensações agradáveis não dependem diretamente desta hormona, uma vez que essa substância é igualmente libertada em momentos de medo e stress.

 

Ou seja, por si só, a dopamina não produz bem-estar nem conduz diretamente à busca descontrolada do prazer. O que ela provoca, isso sim, é a vontade de ter prazer, pelo que foca a nossa atenção na obtenção real desse prazer. Porém, não cabe a ela a responsabilidade por atos de insensatez, já que, quando o seu alerta é ativado, os mecanismos de aprendizagem e memória ficam mais apurados. É o sistema de defesa a entrar em ação.

 

Como uma droga, a dopamina desperta-nos, intensifica as vivências, estimula os sentidos. Mas, quando as coisas correm mal, ela também está presente e "grita" para não repetirmos a experiência. A ser assim, voltamos à questão inicial: o que nos leva a gostar tanto do que nos faz mal? De acordo a Elle, esta deve-se à submissão do nosso lado racional aos nossos instintos. Uma vez à mercê dos nossos desejos, é nessas alturas que cometemos os mais graves erros.

 

Em situações extremas, a procura obstinada do prazer pode conduzir-nos ao vício, seja ele em substâncias, pessoas ou situações. E aqui a situação já é grave ao ponto de só restar uma solução: pedir ajuda, antes que seja tarde.

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Ora viva!

 

Nada dura para sempre. Esta constatação aplica-se tanto à vida humana como à maioria das relações, sejam elas românticas ou sociais. É precisamente sobre este último tipo de ligação afetuosa, a amizade, que versa esta crónica.

 

O término de uma amizade dificilmente passa incólume aos intervenientes. Dependendo da antiguidade e da intimidade, essas podem ser profundas, ao ponto de deixar um vazio na nossa vida por tempo indeterminado. Eu, por exemplo, ao longo da vida, fui perdendo vários amigos pelo caminho. A rutura com alguns deles foi mais um alívio do que outra coisa qualquer, mas houve outros que até hoje lamento.

 

Isso porque a minha amizade por eles não poderia ser mais genuína, enraizada nos meus melhores sentimentos. A última então… duvido que algum dia venha a superar, pois amava verdadeiramente aquela pessoa, a primeira amizade que fiz na faculdade, com quem partilhei coisas únicas.

 

Dado que não é minha intenção estar para aqui a carpir as minhas mágoas, passo então a citar alguns tópicos de reflexão, elaboradas pela psicóloga Ellen Hendriksen, no sentido de nos ajudar a detetar alguns sinais de que uma amizade caminha a passos largos para o precipício:

 

Essa amizade é um jogo de interesses?
Há quem se relacione apenas pelo que os outros podem fazer por elas. No caso de reconheceres um amigo que constantemente te cobra favores ou está sempre a pedir-te dinheiro emprestado ou mesmo a tentar vender-te alguma coisa, abre a pestana: em vez de uma amizade podes estar a viver simplesmente uma transação.

 

Estão a desencaminhar-te?
É normal os amigos se influenciarem entre si. O que não é normal é quando eles te desviam do bom caminho. Por exemplo, se queres deixar um vício, ter um estilo de vida mais saudável ou abraçar algum hobby e eles te criticam, boicotam a tua motivação ou solicitam a tua presença justamente nas alturas em que te dedicas a essas atividades.

 

Estás a ser manipulado?
Geralmente quando se é manipulado, só se apercebe quando se deixou de viver essa situação. No entanto, fica atento no caso de teres um amigo que te faz sentir mal contigo mesmo. Outro sinal de alerta é se agora que olhas para ti percebes que, inconscientemente, mudaste a tua postura e o teu comportamento por essa pessoa.

 

São amigos apenas porque são parecidos um com o outro?
Vidas semelhantes ou traços de personalidade idênticos, muitas vezes, conduzem a uma amizade forçada. Estudos indicam que aqueles que tinham amizades desse tipo desvalorizam esses aspetos e concentraram-se no que verdadeiramente constrói a relação: confiança, honestidade, respeito e companheirismo.

 

És o único a contribuir para a relação?
Se para ti está sempre tudo bem, mesmo quando falham contigo, ou se és o único que se esforça por preservar a relação, de acordo com a conveniência da outra parte, apesar de saberes que não fariam o mesmo por ti, provavelmente, estás a viver uma relação desequilibrada, em que és o único a fazer por.

 

Podem contar um com o outro?
Os conceitos "recíproco", "mútuo" e "partilha" estão muitas vezes associados a estudos sobre a amizade, pelo que se nenhum destes termos te vem à cabeça quando falas do teu amigo, talvez seja melhor repensares a vossa relação. As boas amizades são baseadas em equilíbrio e apoio mútuo.

 

Podes ser tu mesmo?
Estudos realizados durante décadas afirmam que ligar-se a pessoas com as quais podemos ser verdadeiros é dos maiores contributos para a saúde e felicidade. Se pensas duas vezes antes de agir de determinada forma e mudas o teu comportamento na presença da outra pessoa, então não lhe podes chamar amigo.

 

Como pudeste constatar, há amigos que não são dignos desse nome. Por mais que a tua amizade seja sincera e verdadeira, há que saber reconhecer quando ela não é recíproca muito menos saudável. Há um tempo para tudo na vida e se calhar este é o tempo de reavaliares o teu conceito de amizade e pores alguns pontos nos is. Afinal, a presença das pessoas na nossa vida só se justifica se for para contribuir para a nossa felicidade. Caso contrário, não deverá haver lugar para elas.

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Ora viva!

 

Depois de um sábado pautado por fortes emoções religiosas, musicais e futebolísticas, eis-nos aqui, prontos para mais uma semana, na qual, estou em crer, depositamos as nossas melhores expectativas. Feito o preâmbulo, que tal me contares como correu o teu fim de semana F.

 

Mudando de assunto, o artigo de hoje versa sobre um assunto que acredito ser-te tão caro como o é para mim: o sucesso. Em relação a isto, opina o Insider Pro que a diferença entre aqueles que tudo alcançam e os outros reside nestas dez imagens que se seguem.

 

Visto concordar, em grande parte, com a posição deles, é com todo o gosto que partilho contigo a estória ilustrada do sucesso versus fracasso, neste dia em que se inicia mais uma semana laboral, desta vez sem quaisquer feriados ou tolerância de ponto, como nos habituamos nas últimas semanas.

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Quanto a ti não sei, mas neste exato momento estou fazendo para que esta semana seja pautada por vários momentos de sucessos e conquistas. Este post é o primeiro deles. Feliz semana, meu bem!

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18
Abr17

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Ora viva!

 
Há que tempos que estou para partilhar contigo um artigo que aborda a realidade de um fenómeno cada vez mais flagrante: pessoas que moram sozinhas.
 
Como já aqui referi, divido casa com mais duas colegas (uma conterrânea e outra tuga), não por vontade própria (vê-se logo), mas por falta de condições financeiras para sustentar um cantinho só meu. Não se quiser continuar a residir no centro da cidade.
 
Na minha terra, por duas vezes vivi sozinha. Arrumada, asseada, amante do sossego, ciosa da privacidade e cada vez mais adepta do silêncio, ter um espaço só meu é o meu sonho de consumo, desde sempre. Nessas ocasiões, fui de tal modo feliz que faço questão de manter viva a esperança de conseguir voltar a viver esse sonho aqui em Portugal, de preferência na Estefânia Street, a Manhattan de Lisboa, como gosto de chamar o meu adorado bairro.
 
É por isso que não poderia estar mais de acordo com o artigo Por que é que há cada vez mais gente a querer viver sozinha? – publicado há cerca de dois meses no noticiasmagazine – quando este assume que morar só é cada vez menos um constrangimento e cada vez mais uma escolha.
 
O artigo, cujo primeiro parágrafo começa por referir que este é um fenómeno em crescimento nos países mais desenvolvidos e ligado à melhoria das condições socioeconómicas e à emancipação das mulheres, faz uma análise detalhada do perfil de quem vive só.
 
Para além de dados estatísticos (p.e., em duas décadas, o fenómeno quase duplicou em Portugal), cita vários testemunhos de quem escolheu esse modo de vida. Pelo meio, o texto (extenso, porém compensador) faz referência a estudos sobre a temática, abordagens sociodemográficas, dados de recenseamento populacional, pareceres de peritos na matéria, e por aí fora, culminando nesses termos: "um futuro em que viver só seja uma escolha cada vez mais acessível a quem quer fazê-la e cada vez menos significado de solidão, isolamento e olhares oblíquos, porque é apenas isso: uma escolha".
 
O que importa aqui salientar é que nunca como nos dias de hoje, tanta gente viveu sozinha. E mais: quem escolhe viver sozinho não quer outra coisa, isso posso garantir. Convém é saber se esta realidade é "resultado de constrangimento, de escolha, de constrangimento que se tornou escolha ou de escolha que acabou em constrangimento".

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