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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

passion-5120131_1920.jpgViva! 👋

Em reação ao post anterior, um seguidor questionou-me nestes termos: "antes de falar de sexo - com ou sem sentimento - convém falar do que nos leva a ter relações sexuais, pois só assim se pode entender os motivos por detrás de tal modalidade amorosa que tanto despreza."

Pertinente tal ponto de vista, não? Também achei, daí que tenha andado a cirandar pela net à procura de conteúdos elucidativos a respeito. Como tal, eis-me aqui, numa escapadinha rápida aos afazeres laborais, para dar conhecimento da justificação científica por detrás da vontade de fazer sexo.

Nem de propósito, a edição online da revista Activa, aonde vou consumir muito do conteúdo que aqui partilho (sobretudo os relacionados com a sexualidade), publicou esta manhã um artigo através do qual fica patente que, basicamente, os humanos têm relações íntimas por 237 razões, sendo que 25 das dominantes são comuns a ambos os géneros.

Acredites ou não, um estudo publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior atesta que 'sexar' tem mais a ver com luxúria no corpo do que com amor no coração. "Os resultados refutaram muitos estereótipos de género (…) que os homens só querem sexo pelo prazer físico e as mulheres querem-no pelo amor. Não foi isso que averiguei nas minhas descobertas", disse Cindy Meston, professora de Psicologia Clínica na Universidade do Texas e coautora do estudo, em declarações à CBS News.

Meston e um colega, David Buss, começaram por questionar 444 indíviduos, de ambos os sexos, com idades entre os 17 e os 52 anos, com vista à elaboração de uma lista com as razões distintas pelas quais as pessoas fazem sexo. Atingido esse objetivo, os investigadores pediram a 1.549 estudantes universitários para classificarem os motivos, numa escala de um a cinco, sobre como estes se aplicavam às suas experiências. Eis as conclusões apuradas:

Top 10 dos homens
- Sentia-me atraído pela pessoa;
- Sabe bem;
- Queria sentir prazer físico;
- É divertido;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Sentia-me excitado sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitado;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Queria atingir um orgasmo;
- Queria dar prazer à minha parceira.

Top 10 das mulheres
- Sentia-me atraída pela pessoa;
- Queria sentir prazer físico;
- Sabe bem;
- Queria mostrar o meu afeto à outra pessoa;
- Queria expressar o meu amor pela pessoa;
- Sentia-me excitada sexualmente e queria o alívio;
- Estava excitada;
- É divertido;
- Apercebi-me de que estava apaixonada;
- Deixei-me levar pelo calor do momento.

Single mine, por esta não esperava, confesso. Queres ver que passei a vida toda convencida de que as motivações que levam homens e mulheres a darem o corpo ao manifesto eram divergentes quando na verdade não são. Vivendo e aprendendo, como se diz à boca pequena.

Por hoje é tudo, estarei de volta na quarta-feira para mais um papo de gajas. Beijo no embro e foco na felicidade!

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couple-1779066_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Porque existe vida para lá da solteirice, e porque convém lembrar que nem todos os meus leitores/seguidores são desemparelhados, hoje proponho falarmos de fatores que contribuem para que um relacionamento seja saudável, logo desejável. 

De acordo com o psicólogo Dr. Gary W. Lewandowski Jr., "embora resolver problemas seja uma forma de melhorar uma relação a longo prazo, é igualmente importante refletir sobre as boas qualidades de um parceiro e os aspetos positivos da relação". Num artigo para o Psychology Today, este perito em relações amorosas revela os principais pontos fortes de um relacionamento, que muitas vezes passam despercebidos, mas que devem ser trabalhados, em nome de uma relação feliz.


Meu bem, caso estejas numa relação ou em vias de estar, toma nota dos 10 alicerces de uma parceria amorosa que tendem a ser subestimados.

1. Podem ser genuínos
Cada um mostra o 'verdadeiro eu', sem ter medo de ser julgado.

2. São melhores amigos
Em muitos sentidos, o parceiro é o melhor amigo e vice-versa.

3. Sentem-se confortáveis e próximos
Não existem muros emocionais entre o casal, o qual aprendeu a confiar e a ter intimidade emocional, tornando os parceiros ainda mais próximos.

4. São mais parecidos do que diferentes
É claro que existem diferenças, mas, além desses pequenos contrastes, são parecidos em muitos aspetos.

5. Sentem que são uma equipa
Usar muito as palavras "nós" e "nosso" mostra que há um forte sentido de proximidade cognitiva, ou identidade compartilhada, no relacionamento.

6. A tua cara-metade torna-te uma pessoa melhor
Juntos, procuram experiências novas e interessantes que contribuam para um sentimento de autodesenvolvimento.

7. Partilham o poder
Geralmente, partilham a tomada de decisões, o poder e a influência no relacionamento.

8. São bons um para o outro
Estudos sugerem que, quando os parceiros têm personalidades agradáveis e emocionalmente estáveis, tendem a estar mais satisfeitos com a relação.

9. Existe confiança mútua
Ou seja, há a certeza de que a outra pessoa tem sempre os nossos melhores interesses em mente e estará ao nosso lado quando precisarmos dela.

10. Não têm problemas sérios
Não existem sinais de alerta como, por exemplo, desrespeito, infidelidades, ciúmes e violência (física e emocional).

Agora que já te pus a par das boas práticas amorosas, vou deixar-te, que muito trabalho tenho eu pela frente. Conta comigo na quarta para mais uma crónica amiga. Até lá, fica com aquele abraço de sempre!

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04
Out21

As pseudofelizes (reprise)

por Sara Sarowsky

21914709_8A2sO.jpegViva! ✌️ 

Já que estamos numa onda de pseudo, resgato este artigo do ano passado sobre as mulheres que comem amargura e arrotam felicidade, com o único intuito de aparentar o que não são.
-----------------------------

Estes dias têm-me sido difícil dar-te atenção, não só por ter muito que fazer, mas sobretudo por estar a braços com sérios problemas laborais, problemas esses que vêm causando um desgaste emocional avassalador. A situação é de tal forma dramática que o despedimento parece-me ser a única maneira de me livrar do assédio moral com o qual venho debatendo há já um bom tempo. Sobre isso falarei numa altura em que não esteja tão reativa. O tempo é curto, já disse, mas será suficiente para falar-te das pseudofelizes, uma subespécie feminina que se carateriza por comer amargura e arrotar felicidade.

Atenção que nada tenho contra quem assuma uma atitude positiva perante a vida; pelo contrário, admiro com todo o meu ser as pessoas que, independentemente das rasteiras da vida, fazem questão de manter uma atitude otimista. Gente assim faz toda a diferença. As pseudofelizes não são felizes, nem tão pouco mais ou menos. Fazem é questão de mostrar aos outros que o são com o único propósito de se gabarem e causar inveja aos demais. É aqui que reside a diferença entre pessoas genuinamente felizes, independentemente de como a vida lhes trata, e as que fazem tudo para parecerem felizes apenas por uma questão de aparência e conveniência social. São essas que batizei de pseudofelizes.

Dou um exemplo: aquela colega ou conhecida que, sabendo-te solteira, não perde uma oportunidade para pregar que devias arranjar alguém, que não sabes o que estás a perder, que ela não se vê completamente feliz sem o seu "Tó Zé" Ora acontece que, na realidade, essa fulana não é respeitada, para não dizer maltratada, pelo seu gajo e, como se não bastasse, volta e meia, leva com um par de chifres. Esta é uma pseudofeliz, uma mulher emparelhada que se acha melhor do que qualquer desemparelhada pelo simples facto de ter um par de calças fixo na sua vida, mesmo que isso implique estar num relacionamento miserável.

Portanto, solteira minha, não invejes relações alheias. Lembra-te que as aparências enganam e que existe um mar de mulheres "não solteiras" cujo grau de infelicidade não chega aos pés da mais solitária das desemparelhadas.

Aquele abraço amigo de sempre!

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24
Set21

woman-1545885_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Nesta sexta-feira, a última do mês de setembro, resolvi tirar o dia para ir à praia, naquela que será a primeira do ano em águas lusas. Enquanto aguardo que o sol dê o ar da sua graça (e vai dar), eis-me aqui para um olá de alegria e aquele bate-papo gostoso, como dizem os nossos manos do outro lado do Atlântico.

Dado que a cabeça só quer saber de sol, areia e água salgada, ou seja, do tal dolce fare niente que tão bem faz à alma, proponho para hoje um tema light, mas nem por isso irelevante: a autocrítica exacerbada. Quanto a ti não sei, mas eu sempre fui uma espécie de carrasca da minha própria pessoa, exigindo em demasia e autocriticando sem dó nem piedade.

Agora, às quatro décadas de vida, é-me evidente que é o pior que posso fazer, já que com essa atitude boicoto o meu bem-estar emocional/psíquico e autoinflinjo um sofrimento desnecessário. Se também tu tens tendência para tal comportamento, este artigo vai ajudar-te a ter uma noção mais concreta do quão prejudicial podes estar a ser para ti mesma.

Num artigo para o site Psychology Today, a psicóloga Alice Boyes dá nota de alguns sinais de que precisamos reforçar a nossa dose de autocompaixão. Anota aí meu bem:
- Martirizas-te por causa de erros que têm consequências mínimas;
- Continuas a criticar-te, mesmo depois de teres corrigido o erro;
- O self-care cai constantemente na tua lista de coisas a fazer, dando lugar a outras prioridades;
- Quando alguém te trata mal, encontras uma forma de interpretar as coisas como se a culpa fosse tua;
- Sentes que és um fracasso, apesar de teres praticamente todos os campos da tua vida em ordem;
- És compreensiva com os erros de todos, menos com os teus.

Penso que mais esclarecedor não poderia ter sido esta crónica, daí que te deixe a interiorizar sobre o que acabaste de ler, enquanto eu vou aí dar um toque ao São Pedro, a ver se ele se despacha, que o dia já leva mais de dez horas em cima e sol que é bom nada. Bom fim de semana e até segunda!

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22
Set21

naom_6107f0f2218b3.jpegOra viva! ✌️ 

Dado que este jamais se esgota, nem perde a atualidade, proponho que hoje retomemos o tema da felicidade, o valor mais precioso para nós humanos, ao ponto de passarmos a vida inteira à sua procura. Assim, versará esta crónica sobre como estimulá-la, com dicas práticas sobre como atuam a dopamina, a oxitocina, a serotonina e as endorfinas, as suas quatro principais hormonas, responsáveis por sensações e sentimentos como prazer, união, motivação e até amor.

Antes de avançar, acho por bem esclarecer que as hormonas são produtos químicos produzidos por várias glândulas que enviam mensagens para todo o corpo humano, estando envolvidas em muitos processos essenciais, como o crescimento, o metabolismo, a reprodução, a frequência cardíaca, a digestão, o humor e os sentimentos. Como tal, entender como essas substâncias funcionam no corpo e no cérebro permite-nos sermos agentes ativos na melhoria do nosso índice de bem-estar físico e emocional. E quem não gostaria de um pouco mais de saúde e felicidade, não é mesmo?

As hormonas da felicidade são segregadas em resposta a fatores como ambiente, relacionamentos, dieta ou exercício físico, o que significa que podemos influenciá-las através de atividades quotidianas. As linhas que se seguem dir te ão como.

Dopamina
Esta prazerosa hormona é a grande responsável pela motivação e pela concentração. É a chave para o sistema de recompensa do cérebro, fazendo-nos sentir felizes, ao mesmo tempo que nos mantém alerta. Exemplos de coisas que podes fazer para estimular a dopamina: completar uma tarefa, atividades de autocuidado, comer, ‘sexar’, perseguir um objetivo, ouvir música ou aprender algo novo.

Oxitocina
A oxitocina é uma hormona de bem-estar essencial para promover o vínculo, a confiança e o amor. Ela regula a resposta ao stress, estando associada à generosidade e desempenhando um papel importante nos relacionamentos interpessoais. Brincar com um bebé ou um cão, andar de mãos dadas, abraçar, fazer um elogio, receber uma massagem e mostrar afeto são alguns exemplos de como podes aumentar os teus níveis de oxitocina.

Serotonina
É a mais calma destas quatro hormonas, estando relacionada com o bem-estar e a felicidade a longo prazo. É um estabilizador de humor essencial, que ajuda a regular a digestão, a função cerebral e o ritmo circadiano. Podes avivar essa hormona com uma dieta saudável, meditação, andar na natureza, apanhar sol, praticar exercício físico ou passar tempo com amigos próximos.

Endorfinas
As endorfinas, o analgésico natural do nosso organismo, está relacionado com o alívio. Stress, desconforto e dor são combatidos por essa hormona da felicidade, que inibe a transmissão dos sinais de dor no sistema nervoso central. O riso, uma corrida ou exercício de alta intensidade, comer chocolate negro, criar música ou arte ou duche frio são apenas algumas das práticas capazes de ativá-las.

Como pudeste ler, a felicidade está ao alcance de umas quantas hormonas, condicionadas pelo nosso comportamento, daí que não me canse de relembrar que a felicidade é um ativo demasiado valioso para ser hipotecada ou terceirizada. A minha palavra de ordem para ti neste dia, e em todos os outros, é esta: ser feliz (do jeitinho que dá para ser).


Aquele abraço amigo e até sexta!

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4DA4D498-9F5E-4AD3-9A3D-D03A5222E1F4.jpegOra viva! 👋

Enquanto "desencardidora de mentes", é meu dever dar um contributo ativo para a desmistificação de questões "sensíveis" à condição feminina, em especial à mulher solteira e à mulher negra. Uma dessas questões prende-se precisamente com a forma como os "não negros" se dirigem ou referem a nós.

No universo feminino, que é onde estou confortável para opinar, tal acontece com uma frequência indesejável nos dias que correm. Dois milénios e duas décadas depois de Cristo, continuamos a levar com pseudoelogios que em nada abonam a nosso favor, muito pelo contrário. Acredito que a maioria daqueles que os proferem fazem-no na crença de que estão a enaltecer-nos, quando na verdade estão é a desmerecer-nos.

Porque ofensa é ofensa, seja ela provida (ou não) de intenção, é preciso expor a situação, trazer à baila o tema, de modo a alertar os incautos para terem cuidado, de modo a não ferir suscetibilidade nem cair no erro de perpetuar estereótipos que contribuem ativamente para o enraizamento do racismo e do preconceito em relação às mulheres negras. 

Cláudia Turpin, para a revista Activa, cita quatro "bocas" que nos são ofensivas e que estamos fartas de ouvir. São elas:

"És uma negra bem bonita"
O que está implícito neste comentário é que os negros, em geral, são pouco atraentes. Isto para não mencionar a noção condescendente de que a pessoa que está a tentar "elogiar" é uma rara exceção à regra, que, diga-se de passagem, só existe por causa de preconceitos. Da próxima vez, deixa a qualificação e as nuances racistas de lado, e faz apenas uma afirmação genuína sobre a beleza da outra pessoa. Já agora, podemos juntar o "És diferente. Vê-se que cresceste cá" ao pacote?

"Não pareces negra. Tens alguma mistura?"
Esta pergunta é um sintoma de discriminação pelo tom de pele, na qual as minorias são consideradas mais "aceitáveis" se tiverem traços físicos que se assemelham aos de pessoas brancas. Em vez de dizerem a uma mulher negra que ela é bonita ou inteligente, pessoas de todas as raças, incluindo alguns homens negros, perpetuam a suposição de que essas características só podem ser alcançadas através da existência de relações interraciais na linhagem familiar.

"Tens tanta sorte! Não precisas de bronzear"
Sim, as pessoas negras têm mais melanina, uma proteína que é responsável pela pigmentação da pele, do cabelo e de outros pelos no corpo. A dita sorte por termos um "bronze natural" prende-se com as preferências pessoais de cada um em relação ao tom de pele. Porém, há uma ideia errónea de que não conseguimos ficar bronzeados. Embora tenhamos menos probabilidades apanhar escaldões ou de ter cancro da pele, não deixamos de estar vulneráveis aos efeitos nocivos dos raios solares e precisamos de proteção e cuidados *como toda a gente*.

"Tenho uma queda para negras"
Alô? Noção precisa-se. As negras não são todas iguais. Então, quem diz isto sente-se atraído especificamente pelo quê? Dependendo da resposta, poderá estar a sugerir que só tem interesse nos estereótipos associados às mulheres negras, e não nas características individuais de cada uma. Não há nada de errado em achar certos detalhes atraentes - penteados, traços faciais ou diferentes tipos de corpo - mas é perigoso sugerir que qualquer combinação dessas qualidades representa o todo de uma etnia.

Os tópicos acima referidos espelham na perfeição o que referi no início desta crónica, há elogios que são dispensáveis, sobretudo se forem capazes de constranger aquele que o ouve. Na dúvida sobre como elogiar uma mulher negra, sem cair no erro de perpetuar estereótipos ou preconceitos, recomendo sensibilidade e bom senso, que esses nunca falham.

Por experiência própria acrescentaria dois ou três "cumprimentos", como, por exemplo, este: "Deves ser uma bomba na cama". Mas isso já é assunto para outra crónica, que esta já cumpriu o seu propósito. Fica bem, na companhia do meu abraço amigo!

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19
Jul21

eye-2274884_1280.jpgOra viva! ✌️ 

Após ter-me baldado na sexta-feira, eis-me aqui pronta para mais um papo amigo, desta vez dedicado ao arrependimento, definido pelo dicionário Priberam como o verbo que traduz o sentimento de "lamentar ou ter pena por alguma coisa feita ou dita ou não feita ou não dita." Ensinou-me a vida que mais vale arrepender-me do que fiz (mesmo que não tenha dado certo) do que arrepender-me do que não fiz, pois o não fazer implica que deixei de viver algo.

Sabendo bem que o arrependimento é uma emoção dolorosa, ainda que lhe reconheça a sua utilidade, permite-me partilhar contigo cinco dos arrependimentos mais comuns, de acordo com o especialista Adrian R. Camilleri, num artigo para o Psychology Today. De acordo com este psicólogo, "refletir sobre os arrependimentos mais duradouros é importante, porque eles geralmente remetem a grandes decisões na vida"

“Cada um de nós tem controlo sobre essas decisões – portanto, podemos potencialmente evitar os piores arrependimentos ao termos um plano”, considera ele. Assim, com base na sua experiência, identifica uns quantos arrependimentos-chave que as pessoas tendem a ter quando olham em retrospetiva para as escolhas que fizeram. São eles:

Gostava de ter vivido a vida fiel a mim mesma, e não a vida que os outros esperavam de mim
Seguir religiosamente as normas às custas das próprias emoções, sonhos, paixões e expectativas terá como desfecho a deceção e a amargura.

Gostava de não ter trabalhado tanto
O tempo não é reembolsável, portanto, se o gastares quase todo a trabalhar, não poderás usá-lo para fazer coisas mais significativas, e bem mais prazerosas, convenhamos.

Gostava de ter tido coragem para expressar os meus sentimentos
Seres aberta e honesta sobre os teus pensamentos e sentimentos é única forma de criares laços genuínos com as outras pessoas.

Gostava de ter mantido contacto com os meus amigos 
É desanimador estares desconectada daqueles que realmente te estimam, entendem e aceitam tal como és. 

Gostava de ter-me permitido ser mais feliz
As expectativas e opiniões dos outros não devem impedir-te de ser feliz, de seres fiel à sua verdadeira essência. Além disso, a felicidade pode ser encontrada na jornada, não apenas no destino, ao qual muitas vezes nunca chegamos.

Como pudeste ler, deixar de ser ou fazer aquilo que nos dita a voz do coração é uma postura que conduz fatalmente a arrependimentos, os quais dificilmente conseguimos resgatar, por mais que assim o desejemos. Por isso, o meu conselho para esta semana que hoje arranca é que (re)penses bem as tuas prioridades e tentes viver a tua vida como queres e não como deves. Capice?

Aquele abraço amigo e até quarta!

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30
Jun21

goose-3265356_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Já que estamos sintonizados na frequência do amor, nada mais plausível do que dar continuidade ao assunto, cuja primeira emissão foi para o ar esta segunda-feira com a live do Love for You Match dedicado ao tema traição. Na sequência disso, a outra mentora deste serviço de consultoria amorosa, a Isabel Soares dos Santos, levou ontem a cabo uma outra live, desta vez dedicada ao tema 'Voltar a acreditar no amor'. Para hoje proponho então falarmos de atitudes que minam as relações, ao ponto de acabar por destruí-las. 

Nenhum relacionamento é perfeito, disso estamos todos cientes. Contudo, existem umas quantas atitudes que, quando praticadas de forma reiterada, funcionam como uma sentença de morte da harmonia do casal. Nesse sentido, o psicólogo John Gottman, especialista em uniões, identifica quatro fatores como sendo aqueles que mais influenciam o (in)sucesso de uma relação. São eles:

Criticismo
Questionar frequentemente o caráter e a postura do outro fomenta um clima de animosidade entre o casal, o que se traduz em constantes discussões e acusações de parte a parte.

Desprezo 
Não há felicidade conjugal que consiga resistir por muito tempo à arrogância ou à indiferença. Este tipo de postura faz com que o outro se sinta desprezado, logo desvalorizado enquanto pessoa e enquanto parceiro.

Postura defensiva 
Está na defensiva quem evita constantemente as responsabilidades que uma relação amorosa implica. A falta de empenho de um dos envolvidos é apontada como um dos grandes causadores da ruptura do casal.

Ambiguidade 
Quando um dos parceiros recusa comprometer-se com assuntos inerentes a uma vida a dois, como, por exemplo, conta conjunta, crédito habitação, eventos familiares ou até mesmo apresentar aos amigos.

Importa salientar que é a frequência com que estes fatores se manifestam que determina o fracasso de uma relação, ou seja, quanto mais rotineiras pior para o casal. Para quem está numa dinâmica a dois este post deve ser encarado com uma chamada de atenção no sentido de evitar estes comportamentos e, caso existam, trabalhá-los de modo a (re)estabelecer a harmonia do casal.

Um beijo, um abraço e um sorriso!

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7C6F72BF-5391-40B2-B021-7DDB24400582.jpegOra viva! ✌️

Um artigo publicado ontem na Activa serve de mote a este post, o qual intenta dar-te conhecimento de 15 sinais comuns àqueles que sacrificam constantemente as suas necessidades emocionais em prol da felicidade e do bem-estar alheios.

Uma coisa é querer dar-se bem com os outros, fazendo por agradá-los, outra bem diferente é dar-lhes prioridade absoluta na nossa vida. "Quando comprometemos quem somos e aquilo de que precisamos, agradar aos outros ultrapassou a linha que separa a bondade do auto-abandono", explica a psicoterapeuta Sharon Martin, num artigo para o Psychology Today. Daí que esta especialista alerte para os seguintes comportamentos, típicos de quem vive para agradar aos outros:

1. Queres que toda a gente goste de ti;

2. Pedes desculpa por tudo;

3. Anseias por validação;

4. Permites que as pessoas se aproveitem de ti;

5. Sentes-te culpada, ou que és má pessoa, quando impões limites;

6. Tens medo de conflitos;

7. Sempre foste ‘certinha’, ou seja, uma pessoa que segue as regras;

8. Acreditas que o 'self-care' é opcional;

9. Sentes-te tensa, ansiosa e no limite;

10. Esperas ser perfeita e segues padrões elevados;

11. Colocas-te em último lugar e não sabes pedir aquilo de que precisas;

12. És sensível a críticas;

13. Pensas que os seus sentimentos, necessidades, opiniões e ideias não são tão importantes quanto os das outras pessoas;

14. Gostas de ‘consertar’; detestas ver alguém magoado, com medo, triste ou desconfortável;

15. Ficas ressentida porque pedem-te sempre para fazeres mais e gostavas que as outras pessoas tivessem mais consideração pelos teus sentimentos e necessidades.

Se te revires em mais do que uma dezena destes sinais é caso para acionares o alerta vermelho e repensares a tua postura, pois não és uma prioridade para ti mesma. No meu caso, ficou claro que preciso lapidar sete deles.

Um beijo, um abraço, um sorriso e um até quarta!

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75BE6D37-ED74-4886-A2E9-34AB00479413.jpegOra viva! ✌️

Dias de pura frustração é o que tenho vivido nas últimas semanas. Para além da dificuldade em conseguir fechar com os convidados do ciclo de lives Saturday Single Spot, também não fui bem-sucedida na intenção de partilhar o meu know-how sobre o sucesso. O tal workshop a que me propus fazer no sábado, só recebeu uma manifestação de interesse, e mesmo essa acabou por eclipsar-se ante a informação que era a única. Não que eu não tenha mostrado disponibilidade para avançar mesmo assim (sou mulher para isso e bem mais), a pessoa é que desistiu, dando a entender que estava mais interessada na popularidade da sessão do que propriamente em adquirir conhecimento.

Outro foco de tensão emocional tem a ver com o Love for You Match, ao qual não encontro forma de levar as pessoas a aderir, não obstante a quantidade de corações solitários que diriamente me confidenciam precisar de ajuda para encontrar o amor. E nem o facto de ter disponibilizado uma versão gratuita deste serviço de cupido foi suficiente para despertá-los do estado comatoso em que insistem permanecer. A sensação que tenho é que todos clamam por amor, mas poucos são aqueles que estão dispostos a fazer algo concentro para o obter. Enfim... cada um é responsável pela sua própria felicidade.

Para colmatar todo este malogrado quadro, propus-me a mudar de editora, já que a outra não demonstra estar à altura do desafio que é o tal livro de provérbios cabo-verdianos de que já te falei em ocasiões anteriores. A editora que eu queria, a melhor de todas em Portugal, emitiu um parecer negativo em relação à publicação da obra, não me deixando outra alternativa que não seja recomeçar novamente a operação de charme junto de outras. Preciso, pois, gerir a frustração, levantar o ânimo, erguer a cabeça e ir bater a outra(s) porta(s).

Bem que os astros previram que este mês de junho exigiria “uma tomada de consciência de todas as coisas que ainda nos são desconfortáveis, sem a qual é impossível renascer”. Falando por mim, é claro que os tais planetas retrógrados, Mercúrio e Saturno (se bem me recordo), não estão para brincadeiras. Tudo bem, faz parte, há dias e dias e há ir e vir...

Para atenuar o desânimo, nada melhor do que "shoppingterapia", de preferência na companhia de uma boa amiga. Assim, a tarde de ontem foi passada no Vasco da Gama, num entra e sai de lojas, naquela que foi a nossa primeira maratona de compras em tempo de pandemia. Após meses e meses a comprar apenas online, a aventura deste domingo soube-me lindamente, não obstante as largas dezenas de euros que investi em novos modelitos para o verão, a ser novamente gozado na costa gaulesa, aonde sempre sou feliz.

Voltando ao tema-chave deste post, a frustração, com esta partilha pretendo relembrar-te que o fracasso faz parte da dinâmica do sucesso, que na verdade ele é tão essencial quanto o próprio. Como poderia um existir sem o outro? Assim como o fraquejar fazer igualmente parte do percurso de qualquer guerreiro. O importante é levantar e seguir adiante. 

Noutra altura, provavelmente, não assumiria tão abertamente o momento atual pelo qual estou a passar. Hoje, com a maturidade, a sabedoria e a humildade que só aqueles que se mantêm firmes no propósito de evoluir sabem reconhecer, dou a cara, sem bazófia nem pudor, por qualquer fase da minha vida, seja ela boa, seja ela menos boa. Tenho consciência - e aceito - de que tudo faz parte da experiência e que na vida mais importante do que a meta é o percurso que se faz para lá chegar.

É meu princípio de vida ser assertiva e transparente nas minhas ações, daí que pretenda com este desabafo frisar que a vida é feita de altos e baixos e que a minha não foge à regra. Como tal, tanto partilho momentos de sucesso como partilho momentos de fracasso, já que ambos fazem parte do pacote chamado vida. E não penses que me sinto desmerecida por estar a vivenciar neste momento o período baixo. Frustrada sim, desanimada, claro, mas fracassada jamais.

Termino dizendo que continuarei a batalhar para atingir os meus sonhos, para alcançar os meus objetivos. O não ter dado certo desta vez não quer de modo algum dizer que não dará certo da próxima. Tentarei as vezes que forem precisas, até conseguir. Espero de todo o coração que te sintas inspirada por esta crónica ao ponto de (re)assumires o comando do teu sucesso e renovares a esperança em atingi-lo, pois quando queremos, e fazemos por isso, chegar lá é mera questão de tempo. E oportunidade, está visto!

Aquele abraço amigo e uma semana esplendorosa para ti, para mim e para todas os outros.

P.S. - A boa nova é que a partir do dia 22 os planetas vão aliviar a pressão, passando assim a conspirar a favor dos mortais 😉.

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