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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

07
Mai21

30D78869-20C1-4823-8926-D73235D1E82D.jpegOra viva! ✌️ 

O regresso a Lisboa, e a consequente remota à normalidade, após quatro semanas na terra da morabeza, vai levar o seu tempo, está-se mesmo a ver. Ainda meio zombie, sem saber bem por onde começar, entre a enormidade de tarefas que demandam seguimento, conto com alguma paciência da tua parte no que toca à curiosidade acerca das novidades que trouxe na bagagem. Enquanto organizo as prioridades, proponho para hoje um artigo sobre o motivo por detrás da nossa tendência em seguir a opinião dos outros.

Ser a ovelha rebelde - aquela que (na maioria das vezes) segue o seu próprio trilho, ainda que isso a obrigue a afastar-se do rebanho - não é pera doce. Tanto assim é que nem todos lhe conseguem vestir a pele. Por saber o quão exigente é pensar pela própria cabeça, mais ainda assumir esse livre pensar, esta crónica cumpre o dever de partilhar contigo um estudo que indica que o ser humano está de certo modo predestinado a seguir a opinião alheia.

Porque seguimos a opinião dos outros? Pelo simples motivo de querermos evitar conflitos no futuro. Um estudo levado a cabo por uma equipa de neurocientistas da Universidade HSE, na Rússia, detetou que o ato de se opor à opinião geral emite um sinal de alerta no cérebro, deixando resquícios que permanecem por um longo período de tempo. Assim, os investigadores consideram que, a curto prazo, a anuência com o grupo no qual estamos integrados desperta zonas do cérebro responsáveis pela sensação de prazer. Ao invés, em casos de discordância, são emitidos sinais de 'erro'. 

"O cérebro absorve a opinião dos outros como uma esponja e ajusta suas funções à opinião do seu grupo social", considera Aleksei Gorin, coautor do estudo. Para Vasily Klucharev, igualmente coautora, "vivemos em grupos sociais e ajustamos automaticamente as nossas opiniões às da maioria, e a opinião dos nossos colegas pode mudar a maneira como o nosso cérebro processa informações por um tempo relativamente longo".

Quem nunca se sentiu pressionado a concordar com a opinião da maioria que atire o primeiro comentário. Claro está que é preciso coragem para desafiar o pensamento coletivo e determinação para manter essa posição; daí que seja de extrema importância rodearmo-nos das pessoas certas, aquelas que partilham dos mesmos valores e perspetivas de vida. Só assim conseguimos aligeirar o fardo que é pensar pela própria cabeça.

Despeço-me com aquele abraço de sempre e a promessa de voltar na segunda-feira para outro papo amigo. Até lá, desejo-te um fim de semana acarinhado pelo sol e abençoado pela felicidade.

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22
Fev21

Porque temos um 'tipo'?

por Sara Sarowsky

black-and-white-2564387_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Porque temos tendência a envolver-nos com o mesmo 'tipo' de pessoa, já te perguntaste? Eu já, daí que tenha ido em busca de uma resposta cabível. Para surpresa minha descobri que o motivo para que os nossos exs tenham caraterísticas semelhantes nada tem a ver com a noção de que temos um 'tipo', mas sim com uma questão de circunstâncias.

Pelo menos é o que garante um estudo conjunto das universidades da Califórnia, Texas e Utah, com base na análise de mais de mil casais heterossexuais. "Em princípio, os indivíduos poderiam formar relações românticas com um número vasto de pessoas. Contudo, apenas conhecem ou estão em contacto com um subconjunto dos seus pares - um subconjunto que historicamente foi circunscrito a partir de um contexto demográfico local específico", esclarecem os autores da investigação, originalmente publicada no Journal of Personality and Social Psychology, em março de 2017.

Essencialmente, acabamos por namorar sistematicamente parceiros com atributos e aspetos semelhantes, porque estes são os 'tipos' de pessoas que nos rodeiam - na escola, no trabalho ou em casa - e não porque estamos subconscientemente à procura deles. Quanto às semelhanças físicas das pessoas pelas quais sentimos atração, isso terá a ver com a nossa própria atratividade, uma vez que sentimo-nos atraídos por pessoas semelhantes a nós próprios e procuramos por esses predicados em cada novo parceiro.

Uma retrospetiva da minha vida amorosa é prova viva de que a probabilidade de termos antigos parceiros românticos com caraterísticas (físicas, religiosas, académicas e intelectuais) semelhantes é bastante comum. A não ser que resolvamos aventurar por mares nunca dantes navegados, a tendência de envolvimento com o mesmo tipo de pessoa será uma constante. Quanto a isso, os encontros online podem acrescentar alguma diversidade às nossas opções. Um dos autores do estudo, Paul Eastwick, considera que "com as plataformas de namoro online os indivíduos têm uma oportunidade de fazer uma escolha ativa acerca das pessoas que vão conhecer. Porém, a não ser que estejam numa fase experimental, o mais certo é que acabem num encontro com o mesmo 'tipo' de pessoa". 

Dá que pensar, não dá? Aquele abraço amigo de sempre!

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