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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

17
Mai21

couple-1030744_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Terá fundamentação científica a ideia cliché - nem por isso menos romântica - de dois estranhos trocarem olhares e terem a certeza de que foram feitos um para o outro, tamanha a atração existente entre ambos? Será o amor à primeira vista, perfeitamente ilustrado no cenário há pouco descrito, um fenómeno real ou uma mera fantasia emocional? É o que intenta esclarecer este artigo.

Apesar de não abundarem dados empíricos sobre o tema, um estudo de 2017 oferece evidências que suportam a teoria de que ele é, de facto, real. Uma investigação da Universidade de Groningen, que pediu a quase 400 indivíduos de ambos os sexos que se manifestassem, imediatamente após o primeiro encontro, sobre potenciais parceiros românticos, permitiu tirar as seguintes ilações:

O amor à primeira vista não é só memória tendenciosa
A amostra relatou tê-lo sentido no instante em que se encontrou com alguém. Trata-se, portanto, de uma forte atração inicial que, posteriormente, pode transformar-se num relacionamento.

É mais provável sentirmos amor à primeira vista por pessoas bonitas
Os participantes com classificações mais altas na escala da aparência física tinham uma probabilidade nove vezes maior de despertar esse sentimento.

Os homens assumem sentir amor à primeira vista mais do que as mulheres
Os investigadores não foram capazes de apurar o motivo concreto para que assim seja, pelo que recomendaram estudos complementares.

O amor à primeira vista tende a ser um fenómeno tipicamente unilateral
Os cientistas suspeitam que a intensa experiência inicial de um parceiro pode ajudar a moldar as lembranças do outro, mudando-a para a crença de que este também sentiu amor à primeira vista.

O amor à primeira vista, tecnicamente, não é “amor”
O tipo de qualidades que espelham amor (intimidade, compromisso, paixão) não é particularmente forte nos momentos iniciais desse sentimento. No entanto, aqueles que o sentiram parecem ter maior predisposição para tal do que aqueles que reconheceram não ter sentido amor à primeira vista.

Crença e/ou experiência pessoal à parte, a verdade é que as evidências existem e foram aqui citadas. Eu acredito em paixão à primeira vista e não tanto em amor à primeira vista. Isto porque o amor - que demanda conhecimento, investimento e comprometimento - não é sentimento que surge de forma tão instantânea e espontânea. Ele vai sendo construído, e fortalecido, com tempo e convivência, daí que não desapareça à primeria crise.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta para mais uma conversa amiga. Até lá, fica com o meu abraço e muita energia positiva para a semana.

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09
Set20

E3649034-EDD0-4244-A22C-3DD5ECD4F6E7.jpegOra viva ✌️!

É certo e sabido que ser o mais velho dos irmãos - como é o meu caso - tem lá os seus desafios, alguns bastante amargos até. Se, por um lado, temos a vantagem de ser o primeiro, por outro temos uma responsabilidade acrescida, não só para com aqueles que nasceram depois de nós, mas sobretudo para com a família toda. Para o bem ou para o mal, somos o primogénito, e, nessa qualidade, é-nos exigido que sejamos um bom exemplo para o(s) mais novo(s), assim como um precioso auxiliar na educação do(s) mesmo(s).

Assim como ter um irmão ajuda a desenvolver a socialização, a empatia, o altruísmo e a compaixão, também despoleta, desde a mais tenra idade, a rivalidade e a competição. Quem tem irmãos conhece de cor e salteado o drama-nosso-de-toda-a-vida: quem é o mais inteligente, quem é o mais bonito, quem é o mais sociável, e por aí fora. Sobre quem é o preferido nem me atrevo a desenvolver, porque isso sim é motivo para um melodrama digno de uma novela mexicana.

De facto, ser o primogénito tem muito que se lhe diga, motivo pelo qual vou focar-me tão somente no lado B da questão, mais concretamente em seis qualidades únicas dos irmãos mais velhos, citados pela revista norte-americana Psychology Today. Se também fazes parte da primeira safra de descendentes, faz-me o favor de conferir se estas batem certo com a tua perceção.

1. Mais protetor
Uma pesquisa publicada, em 2007, no Journal of Child Psychology and Psychiatry mostra que bons relacionamentos entre irmãos traduzem-se no efeito protetor do mais velho para com o mais novo. Ao dar apoio aos seus irmãos menores, o filho mais velho assume uma função muito importante na família.

2. Mais intenso
Um estudo publicado em 2008 atesta que ao filho mais velho é imputada uma maior responsabilidade. As expetativas sobre ele são mais elevadas, pelo que os pais tendem a ser mais rigorosos e controladores. Precisamente por isso, apresenta uma maior probabilidade de conformar-se perante as adversidades.

3. Líder nato
O primogénito normalmente desempenha um papel natural de liderança em relação aos outros irmãos - afinal, é ele quem geralmente assume o comando na ausência dos pais. De acordo com a Harvard Business School, os filhos mais velhos têm uma maior facilidade em assumir papéis de liderança no contexto profissional.

4. Mais inteligente
De acordo com a ciência, os homens primogénitos possuem um QI médio de 2,3 pontos a mais que os seus irmãos. Um estudo realizado na Noruega, em 2007, a partir de uma amostra de 250 mil adultos, foi ainda mais radical ao dizer que, a cada novo filho, o 'ambiente intelectual' de uma família vai-se degradando.

5. Provavelmente, o 'bem-sucedido'
Não é uma regra, mas estatisticamente o irmão mais velho dá-se melhor na escola e está mais propenso a alcançar sucesso nos negócios. Um outro estudo mostrou que mesmo que o primogénito falhe de vez em quando, ainda assim os seus pais vão sempre considerá-lo como o mais bem-sucedido.

6. Grande influência nos mais novos
Por ser visto como líder, tudo o que o primogético fizer pode ser inconscientemente copiado pelos irmãos mais novos. O facto de ser bem-sucedido na vida, pode ter um efeito impulsionador, fazendo com que os irmãos também tentem alcançar um nível de sucesso semelhante.

Com esta primogénita aqui a fazer check em todos os pontos há pouco referidos, recebe aquele abraço amigo de sempre!

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Viva!

A solteirice, a principal motivação por detrás da criação deste blog, é um assunto que aqui nunca se esgota, não fosse ela o tópico à volta da qual se justifica a sua existência, pertinência e preferência. Por falar nisso, já te falei das três surpreendentes vantagens associadas a esse estatuto amoroso? Se sim, toca a rever a lição; se não, eis uma boa oportunidade para atualizares a informação.

Como não me canso de referir (e exemplificar), estar desemparelhada acarreta inúmeros benefícios físicos e emocionais, ainda que quase sempre desmerecidos, muito por culpa desta sociedade madrasta para com as mulheres sem um homem do lado. Para hoje escolhi falar-te de três dos mais incontestáveis, mais não seja por terem sido validados pela ciência.

1. Mais saudáveis
A última publicação do American Time Use Survey indica que os solteiros têm maiores probabilidades de viverem mais tempo do que os emparelhados. Esta ideia é reforçada por outras investigações que comprovam que as mulheres solteiras tendem a fazer exercício durante mais tempo e que os homens celibatários tendem a ter um menor IMC (Índice de Massa Corporal). Para além disso, os descomprometidos pesam, em média, menos 2 kg do que os comprometidos.

2. Mais resilientes
Outras investigações indicam que as pessoas solteiras são mais bem-sucedidas quando se trata de superar lesões ou doenças, e igualmente menos propensas a ter problemas emocionais ou físicos, quando comparadas a pessoas casadas ou divorciadas. Um bom exemplo disso é a dos soldados americanos solteiros apresentarem menores probabilidades de stress pós-traumático quando feridos em combate.

3. Mais felizes
Um outro estudo aferiu que os solteiros têm maior propensão em assumir que a sua vida evoluiu. O tempo pessoal extra para explorarem quem são, aquilo que querem e o que lhes faz feliz justificam esta conclusão. Aliás, um dos estudos mais recentes sugere que as mulheres solteiras e sem filhos são o subgrupo mais feliz da população, como já aqui partilhei no post Mulheres solteiras e sem filhos vivem mais e melhor.

Single mine, retém esta informação, que ela há de ser-te útil naqueles momentos de sufoco emocional em que te indagam quando vais casar e/ou procriar. É só citares estas conclusões empíricas que o interrogatório cessará de imediato. Será? Tenho as minhas dúvidas, mas pode ser que te safes.

Aquele abraço amigo!

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IMG_4745.jpgViva!

Os últimos posts giraram essencialmente à volta da minha pessoa, por isso é mais do que hora de mudar o foco e apontar os holofotes noutra direção. Assim, que tal aquecermos esta sexta-feira gélida, ainda que soalheira, com um artigo sobre sexualidade, tema picante o bastante para fazer corar as bochechas e acelerar a pulsação (e otras cositas más, se é que me entendes 😉).

É com este propósito que resgatei do meu arquivo digital um artigo publicado na Máxima, há mais de um ano e cujo tema, no mínimo intigrante, é de todo pertinente para o Sapo do Ano 2018 na categoria Sexualidade: o que o tamanho dos dedos tem a dizer sobre a nossa sexualidade.

Sobre isso, um estudo da Universidade de Essex atesta que as discípulas de Vénus (leia-se indivíduos do sexo feminino) com o dedo indicador mais comprido do que o anelar são, muito provavelmente, lésbicas ou bissexuais. Para tal conclusão contribuíram os dados apreendidos aquando da análise do comprimento dos dedos de 18 pares de gémeas idênticas, com orientações sexuais diferentes, em que, em média, as raparigas lésbicas ou bissexuais tinham o indicador e o anelar de tamanhos diferentes – mas apenas na mão esquerda.

Por forma a atestar a veracidade desta pesquisa, partilho uma fotografia da minha mão esquerda, onde é percetível que o meu dedo indicador não é mais comprido que o anelar. Logo, que fique registado por pixéis + caracteres que não sou lésbica, muito menos bissexual. Para aquelas almas encardidas que não se cansam de insinuar o contrário, eis a prova científica que tem faltado aos meus argumentos verbais.

Retomando o fio à meada, para os investigadores, ter o dedo indicador mais comprido do que o anelar é uma das características tipicamente masculinas, explicado pela quantidade de testosterona a que essas mulheres foram expostas no útero. Abro aqui um parêntesis para referir que já vários estudos indicaram que a sexualidade é determinada no útero, dependente da quantidade de hormonas masculinas a que o embrião é exposto. Assim, no caso dos homens, um dos dedos é maior do que o outro, mas nas mulheres o indicador e o anelar são, por norma, do mesmo tamanho.

Single mine, se a esta altura da leitura ainda não procedeste à comparação dos teus dedos indicador e anelar, a hora de o fazer é essa. Nem que seja, para validares (ou não) mais esta teoria empírica, que sabemos nós que é fidedigna, mas nem sempre infalível.

Desejos de um esplendoroso fim de semana e boas compras para o Natal. Um abraço amigo e até segunda!

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Viva!

Sou como S. Tomé; só creio no que vejo, no máximo no que ouço alguém próximo contar que viu. Por isso mesmo, e farta de estar constantemente a levar com frases feitas sem nenhum fundo de garantia empírico, vari o ciberespaço à procura de fundamentação científica para algumas questões que a sociedade nos impinge como factos e não convicções.

Assim, cumpre este artigo o doloroso dever de deitar por terra algumas crenças que correm de boca em boca, ultrapassam gerações, proliferam pelas redes sociais e assentam raízes no imaginário coletivo. 
Eis aqui uns quantos mitos que deves mandar às favas, uma vez que estão longe de estarem certificadas pela Dra. Ciência:

1 - Usamos apenas 10% do nosso cérebro
A ideia de que usamos apenas 10% do nosso cérebro nasceu há mais de um século e perdura até aos dias de hoje. Várias investigações têm demonstrado que nenhuma área do cérebro está completamente adormecida e que há funções fundamentais ativas em quase todas as zonas.

 
2 - Rapar o pelo faz com que ele cresça mais rápido e mais forte
Esta crença há muito que assombra aqueles que, como eu, não suportam pelos abaixo da linha dos olhos. Apesar do senso comum parecer ir de encontro a ela, a verdade é que estudos atestam que rapar não provoca o aparecimento de novos pelos nem engrossa os que já existem.

3 - Preocupações causam cabelos brancos
Desta máxima estava eu firmemente convencida até começar a escrever este artigo. O que não sabia é que as células responsáveis pela pigmentação são programadas geneticamente para deixarem de produzir o pigmento do cabelo a partir de uma certa idade, um processo que não é influenciado por um maior ou menor grau de stress na nossa vida.

4 – Não se arrancam cabelos brancos porque nascem mais
Por experiência própria sei que este mito não tem fundamento nenhum. Há vários anos que arranco os meus fios brancos e posso garantir que nascem exatamente o mesmo número de fios que se arranca. Isto porque cada fio cresce a partir de um folículo próprio, pelo que arrancar um não vai fazer com que nasçam dois no mesmo folículo.

5 - Ler com pouca luz dá cabo da vista
Quem nunca ouviu essa dos pais que vá agora para a caixa de comentários deixar o seu testemunho. A maioria dos oftalmologistas assegura que não existem provas de que ler com pouca luz danifique a visão. Os efeitos da fadiga ocular são temporários, pelo que é pouco provável que possam provocar danos permanentes.

6 - Tempo frio e húmido provoca constipação
Apesar de 80% das pessoas acreditarem nisso, não está provado que se apanha uma constipação por andar ao frio, apanhar chuva ou sair com o cabelo molhado para a rua. A constipação é causada pelo contacto com as secreções respiratórias de pessoas infetadas e também pela inalação de minúsculas gotas de saliva contaminadas e suspensas no ar quando alguém constipado espirra, tosse ou mesmo fala.
 
7 - Vitamina C previne gripe e constipação
Esta deve ser o maior de todos os mitos, pois até os profissionais de saúde nela creem. Estudos recentes demonstram que uma dose suplementar diária de vitamina C não produz efeitos relevantes na prevenção das constipações ou na redução da duração ou da gravidade das mesmas.

8 - Comer chocolate provoca borbulhas
Mais uma crença à qual eu subscrevi durante toda a minha vida. Hoje sei que não é o que comemos que potencia o aparecimento da acne, mas sim fatores como a hereditariedade e, até certo ponto, os cuidados de higiene com a pele. Resumindo e concluindo: o que leva ao surgimento das borbulhas é a obstrução dos poros com gordura ou bactérias e não a alimentação.

9 - Não se deve tomar banho depois de comer
Já todos ouvimos que depois de comer é preciso esperar algum tempo antes de se ir ao banho, sob pena de termos uma congestão. De facto esse perigo existe, mas só quando se refere a alguma atividade que requeira esforço, como nadar. Quer isso dizer que um simples banho ou duche com a água a temperaturas amenas não representa um risco acrescido.

10 - Antibióticos reduzem a eficácia da pílula
Do meu próprio médico de família ouvi eu que o antibiótico condiciona a eficácia da pílula. Contudo, não existe na literatura médica nada que comprove que os antibióticos comuns reduzam a eficácia da pílula, a não ser aquele que normalmente se usa contra a tuberculose.

11 - Precisamos beber oito copos de água por dia
Esta recomendação, mais do que batida, corresponde a uma meia verdade, já que não existe na literatura médica qualquer estudo que a sustente. Muita da água que o nosso organismo necessita está nos alimentos e nos outros líquidos que ingerimos. Cada organismo funciona segundo as suas próprias regras, daí que não se pode determinar uma dose exata para todos eles.

12 - Antitranspirantes provocam cancro da mama
Admito que quando tomei conhecimento deste alerta, que viralizou na rede há uns anos, passei a evitar os antitranspirantes. Ignorância e excesso de zelo, já que estudos realizados não encontraram qualquer associação entre o uso destes artigos e o cancro da mama.

13 - Não se deve comer muitos ovos
Não obstante conterem níveis de colesterol mais elevados do que outros alimentos, os ovos são uma das mais importantes fontes de proteínas. Portanto, é falso que não devamos comer mais de dois ou três por semana, pois o aumento do 'mau' colesterol (LDL) depende da alimentação no seu conjunto, do tabaco, do stress e de fatores genéticos.

14 - Café descafeinado não tem cafeína
Ao contrário do que se pensa, o descafeinado não é isento de cafeína. Uma chávena pequena de café tem cerca de 150 mg de cafeína, e um descafeinado, dependendo da marca e do lote, ainda pode ter entre 8 e 30 mg.

15 - Comida integral é mais saudável
Mesmo tomando conhecimento de que alguns produtos têm (para potenciar o sabor) mais gorduras trans, não concordo que a comida integral não seja mais saudável. Tem é que ser o rótulo e verificar todos os componentes do alimento. Uma coisa reconheço, o excesso de fibras presentes nos produtos integrais pode diminuir a capacidade de o intestino absorver as vitaminas. Daí que tenhamos que consumi-los com peso e medida.

16 - Não é possível engravidar durante o período
Apesar de pouco provável, não é impossível. Existem casos em que há uma possibilidade maior de a mulher ovular quando o período ainda decorre. Além disso, um espermatozóide pode permanecer durante uma semana no corpo de uma mulher, pelo que, mesmo tendo entrado durante o período, pode ainda sobreviver após o final deste.

Penso que este artigo deixou claro que muitas das crenças em que acreditamos estão longe de estarem comprovadas. A verdade por trás de muitas delas, que tomamos como dados adquiridos, não passam de reproduções amadoras do senso comum por parte de mentes que, em vez de questionarem a realidade das coisas, apenas as assimilam e reproduzem.

Por hoje é tudo que o dia já vai longo. Até à proxima!

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Viva!

Tinha lido algures que só há uma raça humana e que os cientistas tiveram um papel decisivo no que toca ao racismo. Dado que o assunto me interessa particularmente, não só por pertencer ao que "etiquetam" de raça negra – relegada à base da pirâmide da supremacia racial – mas sobretudo porque nunca consegui atinar com essa coisa de raça a, b ou c, parti à cata de informações mais detalhadas sobre o assunto.


Assim, durante as malfadadas férias (aquelas aquém das expectativas, lembras-te?), tive tempo de sobra para encetar várias pesquisas que acabaram por conduzir-me até Rui Diogo, especialista em biologia evolutiva e antropologia, que, durante uma conferência em Lisboa, defendeu que "biologicamente não há nenhuma raça humana" e que não existem raças negras ou brancas.

Se assim é, pergunto eu porque carga d'água está tão enraizada na humanidade esta distinção de raças? Pior ainda, com que direito se consideram umas superiores a outras? Segundo este especialista, a resposta encontra-se no estudo de primatas e da evolução, os quais foram usados ao longo da história para reforçar o preconceito e garantir a distinção de "raças humanas", legitimando a ideia de que há raças superiores e raças inferiores.

"Os seres humanos pertencem todos à mesma raça, mas ao longo dos séculos cientistas contribuíram deliberadamente para a ideia de que há várias raças e que a branca europeia é superior", esclareceu este professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Howard e membro do Centro de Estudos Avançados de Paleobiologia dos Hominídeos da Universidade George Washington.

Biologicamente, é facto comprovado pela ciência, as diferenças de cor da pele devem-se a mudanças das funções genéticas herdadas (epigenéticas) relacionadas com o clima. "A cor da pele tem a ver com os raios ultravioleta, não é raça nem é genético", esclareceu o investigador português, acrescentando que é a ciência que explica que peles mais escuras existem onde há mais sol e as mais claras em países com pouco sol, precisamente para assim absorverem o pouco sol que existe.


O que acontece é que, ao longo de muitos anos, essa ciência, dos brancos, foi usada para colocar "o negro ao lado dos macacos" e o "branco europeu" como raça superior. Assim, "os preconceitos dos cientistas também influenciaram a ciência", frisou o investigador. "Seria reconhecer que os investigadores promoveram de forma ativa e baseados em agendas políticas o racismo durante centenas de anos", remata o autor de 14 livros científicos e a preparar um novo sobre racismo.

Disse quem sabe e aceita quem quer, tão simples quanto isso! Para mim, somos todos humanos, logo iguais, apenas com caraterísticas físicas (sendo a tonalidade da pele apenas uma delas) bem distintas umas das outras.

Por hoje é tudo. Despeço-me com aquele abraço amigo e desejos de um fim de semana (quase) tão escaldante quanto este calor que se faz sentir lá fora.

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Viva!

Sabias que, fisiologicamente, demora apenas um quinto de segundo até que sejam produzidos todos os químicos que nos fazem sentir apaixonados? É, meu bem, o Dom Cupido quando resolve atacar fá-lo sem dó nem piedade, não dando margens para nos esquivarmos, muito menos para nos escondermos atrás da razão.

Em relação ao amor à primeira vista – reconhecido pelos românticos, contestado pelos céticos e desdenhado pelos restantes – a ciência não tem dúvidas em validar a sua existência. 
Um estudo publicado no Personality and Social Psychology Bulletin, que garante que basta apenas uma hora com um estranho para nos apaixonarmos, é prova do que acabei de escrever. 

Este timing, aliado aos milissegundos que o nosso organismo leva a produzir a tal reação química caraterística dos apaixonados, faz com que, muitas vezes, nos apaixonemos por pessoas que não são bem aquilo que pensávamos. Afinal, como é que se chega a conhecer realmente alguém em questão de minutos (60 para ser mais específica)?


Ainda assim, vale sempre a pena apaixonar-se, garante a ciência. Epa, a coisa é de tal maneira boa que há estudos que comprovam que a combinação de vários químicos de felicidade no cérebro criam uma sensação de euforia comparável à do uso de cocaína.

Pensar que se pode desfrutar daquilo que a cocaína proporciona sem gastar um tostão... Melhor ainda, sem comprometer a saúde e o bem-estar por um instante sequer. As entidades que lidam com a problemática da dependência química devem pensar seriamente numa bordagem mais holística, introduzindo o romance na equação. Nunca se sabe…

 

Por hoje é tudo, que quero ver se ainda apanho senha para o serviço de atendimento personalizado do Cupido. Até mais!

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Viva!

Muy grata pelo esplêndido fim de semana com que Dom Pedro nos agraciou, de tez bronzeada e alma revigorada retomo o contacto contigo. Não penses que venho de mãos a abanar, é que não mesmo. Comigo trago uma crónica sobre a validação – mais uma – da solteirice por parte da ciência. Como se preciso fosse…

Já algumas vezes aqui abordei as vantagens em ser solteira (se não o fizesse, este blog nem sentido faria, certo?). Umas vezes fundamentei com base na minha própria experiência, outras no senso comum e, na sua grande maioria, em estudos empíricos. Desta vez, volto a recorrer à ciência, mais concretamente ao académico Paul Dolan, para quem o casamento só é (comprovadamente) benéfico para os homens. Já no nosso caso, a coisa não é bem assim; pelo contrário.

Um estudo apresentado há um par de dias no festival Hay, e que faz parte do livro Happy Ever After, citado pelo The Guardian, garante que as mulheres da minha laia (leia-se solteiras e sem descendentes) são o subgrupo mais feliz da população. Como se isso não bastasse, o estudo refere ainda que é mais provável que nós vivamos mais do que aquelas que casam e procriam.


Estas alegações do docente de ciência comportamental na London School of Economics baseiam-se na convicção de que os marcadores tradicionais para medir o sucesso não estão relacionados com a felicidade – particularmente o casamento e os filhos. "As pessoas casadas são mais felizes do que outros subgrupos da população, mas apenas quando os seus parceiros se encontram na mesma sala. Quando lhes é pedido para saírem, dizem que se sentem miseráveis", afirma Dolan. Ups!

Se dúvidas houvessem sobre a quantidade de emparelhadas infelizes que nos andam a impingir uma falsa imagem da felicidade conjugal, o britânico detonou-as numa única frase. Continuando... Sem meias-palavras, Dolan é perentório quando diz o seguinte: "Se és homem, provavelmente deves casar-te. Se és mulher, não te preocupes com isso".

A razão porque beneficiam eles mais com o matrimónio prende-se com o facto do sexo masculino ficar mais calmo quando se retira do mercado amoroso. "Eles têm menos riscos, ganham mais dinheiro no trabalho e vivem mais. Elas, por outro lado, morrem mais cedo do que aquelas que nunca chegam a casar".


Não obstante essas benesses imputadas ao celibato, o académico às ordens de sua majestade não é alheio ao persistente estigma de que as mulheres apenas são felizes casadas e com filhos. "Vemos uma mulher de 40 anos que nunca teve filhos. 'Meu Deus, é uma vergonha, não é? Talvez um dia venha a conhecer o homem certo e talvez o estado dela mude'. Não. Talvez um dia ela encontre o homem errado. Talvez ela encontre um homem que a torne menos feliz e morra mais cedo", conclui Dolan.

É por estas (e por outras) que estou solteira. Afinal, quem sou eu para contrariar a própria ciência, que garante que mulheres solteiras e sem filhos vivem mais e melhor? Ser solteira torna-se assim uma questão de vida ou morte. Eh eh eh.

Um bom resto de dia para ti, que eu vou é celebrar a minha solteirice com um cocktail bem colorido, que a ocasião assim o exige. Até à próxima!

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Viva!

 
Os últimos posts bordejavam de drama, polémica e "achismo", razão pela qual o tema de hoje é de uma leveza e descontração balsâmica: música. Não me lembro de alguma vez ter cruzado com uma criatura que a não aprecia. Gostos e preferências à parte, a música é a manifestação artística que maior consenso reúne em seu redor, creio eu.

Para além de todas as funções que lhe são conhecidas, a música tem um efeito positivo na nossa produtividade. Desde que a saibamos escolher, obviamente! A propósito disso, a ciência conseguiu estabelecer cinco correlações entre a música e a produtividade: 
 
1. Deixa-nos com melhor disposição
A música melhora o humor, e sabemos nós que estar de bom humor significa render muito mais no que quer que estejamos a fazer. Isto porque, ao ouvirmos música, o cérebro liberta dopamina, um neurotransmissor  responsável por nos fazer sentir bem, reduzindo assim os níveis de estresse e ansiedade. 
 
2. Melhora-nos a performance física
Nós os ativos conhecemos bem o poder da música. Ouvir os nossos temas preferidos enquanto exercitamos o corpo funciona como uma espécie de companhia, que nos dá aquela pica extra e espanta o enfado. Além disso melhora a performance física, já que aumenta a capacidade de resistência, retardando o cansaço.
 
3. Suportamos melhor as tarefas repetitivas
A música retira a monotonia de tarefas automáticas e, além disso, torna-nos mais eficazes na sua execução. Já em 1994 um estudo concluiu que a música melhora a capacidade de cirurgiões que cumprem tarefas laboratoriais repetitivas.
 
4. Aumenta a concentração
Também foi comprovado pela ciência que as partes do cérebro relacionadas com as emoções e concentração ficam mais ativas quando ouvimos música, sobretudo aquelas que conhecemos.
 
5. Aumenta a produtividade
É bom ouvir música enquanto trabalhamos, mas também é ótimo nos intervalos. Um estudo publicado na revista Psychology of Music, mostrou que estudantes universitários que ouviam música entre tarefas conseguiam concentrar-se durante períodos de tempo mais longos.

Atenção que nem toda a música produz o mesmo efeito. Composições com letra reduzem a performance mental, ao contrário das que são apenas instrumentais. Outro ponto a reter é que quanto mais familiar, melhor para a produtividade e concentração. Convém, portanto, que as melodias que escutamos variem consoante a atividade que estejamos a realizar. Atividades físicas requerem música mexida (rock, pop ou eletro) e atividades mentais requerem música calma (clássica, jazz ou soul).

Em suma: Shakira para correr, Andrea Bocelli para trabalhar!

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Org_slideshow.jpgViva!

Despertando a libido literária deste blog – por algum motivo está indicado para Sapos do Ano na categoria Sexualidade – esta crónica assenta sobre um estudo recente do Serviço Nacional de Saúde Britânico (NHS) que recomenda aos homens ejaculações mais frequentes, como forma de redução do risco do cancro da próstata.

De acordo com aquela entidade, a probabilidade de aparecimento da doença é menor nos machos que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês (o que dá uma média de 0,7 ejaculações por dia), quer seja através de sexo ou de masturbação. Curto e grosso, se bem que há quem prefira comprido e fino ou, melhor ainda, comprido e grosso? Quanto mais vezes "despejarem os colh*es" menos riscos correm eles de vir a contrair o cancro da próstata.

A investigação, publicada no European Urology e baseada na comparação entre homens que ejaculavam 21 vezes mensalmente e homens que ejaculavam entre quatro a sete vezes a cada quatro semanas, permitiu concluir que aqueles que derramavam mais vezes o seu néctar genético estavam menos propensos à doença. A explicação parece residir na possibilidade da ejaculação contribuir para a expulsão de elementos cancerígenos e de infeções da glande. Dado que a inflamação do organismo é uma conhecida causa de aparecimento de doenças de foro oncológico, a ejaculação poderá assim ajudar a atenuar o fenómeno.

O que faz todo o sentido, diga-se de passagem. Longe de mim querer desmerecer as prodigiosas mentes que se dedicam à matéria, mas a verdade é que não é preciso ser-se cientista para chegar à seguinte conclusão: se quando nós transpiramos expulsamos as substâncias nocivas ao normal funcionamento do organismo (vulgo, toxinas), nada mais expectável que a mesma lógica se aplique quando eles expelem sémen.

Solteiro meu que estás a ler isto, pelo bem da tua próstata (em particular) e da tua saúde (em geral), trata de dar largas à tua líbido. A solo, au pair ou à trois, o importante é ejacular. Solteira minha que também estás a ler isto, da parte que te couber trata de garantir que assim seja. Fui clara?

Conto voltar ao teu convívio no sábado. Até lá muitas e boas (que qualidade também conta) ejaculações!

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