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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

10
Mai21

Vou casar!!!

por Sara Sarowsky

1C4CC445-7D05-41D9-8257-F4C8BDC9F1E2.jpegOra viva! ✌️ 

Conforme adiantado no post anterior, as novidades que trouxe na bagagem são várias e deliciosas, motivo pelo qual opto por contá-las às prestações, de modo, a não só fazer render o peixe, como a manter o suspense. Começo pelas sentimentais, que, além de mais empolgantes, são indubitavelmente inesperadas. Vou casar!!!

Yep, agora que tenho a tua atenção, passo a explicar. Tomei a decisão de casar, ainda que não faça a menor ideia com quem, quando ou onde. O que sei é que pretendo fazê-lo, ainda este ano. Trata-se de uma decisão recente, tomada há coisa de uma semana, na terra que me viu nascer e na qual residem as minhas raízes.

O fechar de um ciclo (sobre o qual darei detalhes noutra altura) impeliu-me a regressar a Cabo Verde, numa viagem de reconexão com a minha essência, fundamental a um novo rumo na vida, tal como sucedido em 2015, quando criei o Ainda Solteira. Essa necessária reflexão, e a consequente retrospetiva existencial, despertou em mim um profundo sentimento de orgulho e gratidão, com a clara noção de que muito foi alcançado e bem mais há a ser conquistado.

Não obstante o saldo positivo, francamente animador, a vida, no seu eterno devir, demanda reinvenções diárias, desafios constantes, conquistas inéditas e metas novas. Fazer mais e melhor é preciso. Ir mais longe fundamental. Desafiar o status quo essencial. Sair da zona de conforto vital. 
É aqui que entra em cena a tal decisão de casar.

Bem sabes que a visão romântica do "felizes para sempre" é algo que não me ilude, pelo contrário. O motivo porque decidi casar-me prende-se tão somente com o desejo de vivenciar uma faceta da relação amorosa até agora desconhecida, logo inexplorada. Sim, quero saber como é a vida de casada, estar com alguém em permanência, dividir a vida com um homem, partilhar casa, cama, sonhos, ambições e frustrações. Quero discutir, fazer as pazes, implicar com a sogra, fazer frete nos compromissos familiares, aturar os amigos pedantes do marido e por aí fora. Quero experienciar o pacote todo, ciente de que será uma experiência marcante na minha evolução enquanto mulher, enquanto ser humano.

Por dela estar convicta, e por sentir que a hora é essa, eis-me aqui a proclamar a decisão de contrair matrimónio em 2021. Se será por amor ou por travessura os próximos sete meses e meio o dirão. A bem da verdade, não estou muito preocupada com isso, pois acredito que, agora que a decisão está tomada e sacramentada, o universo, na sua infinita sapiência, há de providenciar os elementos necessários à sua concretização. 

Se há lição que tirei desta pandemia - e antes disso, da morte repentina do meu pai - é que a vida é demasiado incerta, demasiado imprevisível, demasiado frágil, insegura mesma, para nos darmos ao luxo de deixar de experienciar o que quer que seja. Todos os dias somos lembrados da nossa insignificância; se não é a covid é o cancro, se não é um aneurisma é um AVC, se não é a depressão, será outra coisa qualquer. Por isso é que decidi viver intensamente, sem prender-me a um amanhã que pode nunca chegar, como não tem chegado para tanta gente ao nosso redor. Desde que não infrinja nenhuma lei nem prejudique ninguém, vou viver tudo o que me for permitido, sem amarras nem tabus.

O universo, que ultimamente tem sido muito generoso comigo – provavelmente porque tenho sido uma aprendiz (muito) aplicada – parece já estar a conspirar a meu favor; tanto assim é que o tal mec francês, aquele, deu sinal de vida. Mas isso já é assunto para um outro post.

Despeço com aquele abraço amigo e promessa de estar de volta na quarta para mais um papo gostoso. 😉

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hand-83079_1280.jpgOra viva! 👋

Muito tenho eu aqui falado sobre como encontrar o amor, contudo, nunca debruçei muito sobre a questão de conservá-lo. O casamento é território desconhecido para mim, sequer estive mancebada (termo religioso para definir aquela que mora junto sem estar unida pelos sagrados laços do matrimónio), pelo que só posso imaginar como seria viver uma relação tão definitiva, cujo compromisso é suposto ser eterno (pelo menos, em teoria).

Assim, proponho que hoje analisemos o que leva as mulheres a pedirem o divórcio, com base em dados citados pelo NextLove. Um inquérito levado a cabo por aquele site de encontros para pais divorciados e solteiros apurou que um terço das mulheres divorciadas refere como principal motivo para ter posto fim ao casamento ter objetivos de vida diferentes do então marido. Esta é, inclusive, a principal causa de divórcio apontada por 32% das suas 43 mil utilizadoras. Em segundo lugar, surge a infidelidade (apontada por 29,2%), seguida de discussões constantes (eleita por 10,9% das inquiridas) e da falta de intimidade.

Ter um parceiro com doenças mentais ou com má conduta (comportamento inaceitável ao nível emocional, financeiro ou físico), são respetivamente a quinta e sexta causa para o divórcio. O aborrecimento ou monotonia aparece em sétimo lugar e a violência física em oitavo. A lista fecha com os problemas domésticos e as dificuldades monetárias.

Dado que nunca estive desse lado, não estou habilitada a dar qualquer achega sobre o top ten dos motivos que levam as mulheres a querer por termo ao casamento. Só me resta torcer para que as descasadas que lerem este post queiram partilhar connosco a sua experiência, validando (ou não) os resultados deste estudo.

Despeço-me com o abraço amigo de sempre!

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18
Out19

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Viva!

O artigo sobre vegansexualidade (que já agora vai ter que ficar para segunda-feira) estava quase concluído quando "pausei" para o almoço. Nessa hora e meia – gasta entre uma ida ao correio, uma visita à loja favorita dos meus cachitos e uma esplanada onde degustei a minha pizza di gamberi con tonno – aconteceu algo que mudou por completo o rumo da crónica que tinha prevista para hoje.

Enquanto aguardava pela comida, sentaram-se ao meu lado dois homens, na casa dos 30, que encetaram uma amena cavaqueira em inglês. Vendo ali uma excelente oportunidade para testar a minha escuta do idioma, afinal tenho que pôr em prática os conhecimentos que tenho vindo a adquirir no curso de nível intermédio que estou a tirar, estive particularmente atenta ao desenrolar dessa conversa alheia. 

Em meu abono tenho a dizer que eles é que vieram sentar-se na mesa contígua à minha, quando havia outras disponíveis; sem falar que, estando sozinha, tinha que me entreter com alguma coisa.

Um deles, português, com um inglês quase tão precário como o meu, contou que divorciou-se o ano passado, após um casamento de dez anos. Pelo que confidenciou, foram vários os motivos por detrás da separação: o desgaste de uma relação de mais de 15 anos, o nascimento da filha e as próprias mudanças pessoais. Para rematar o chorrilho, lá argumenta ele que as mulheres são doidas. Ou ouvir isso quase que me esqueço da minha condição de ouvinte clandestina, tamanho o meu desejo em espetar-lhe um garfo na língua. Só consegui refrear esse ímpeto assassino quando me lembrei que, de facto, nós as mulheres somos crazy


O que me leva a escrever-te não é tanto o discurso desse desinfeliz, mas antes a intervenção do seu acompanhante, residente na Polónia, mas cuja fisionomia e pronúncia remetem para sudoeste asiático. Em resposta ao desabafo do outro, diz ele o seguinte: "I’m single because I like to be free". Ao ouvir tal declaração, que tem tanto de verdade como de alarmante, não pude deixar de refletir sobre o que levará um jovem a encarar o casamento como uma prisão. E sabemos nós que ele não é caso único; pelo contrário.

É certo que não sou casada, sequer juntei alguma vez os trapinhos, mas custa-me acreditar que o matrimónio seja isso. Eu, pelo menos, não o consigo encarar dessa forma. Para mim, o matrimónio é para ser visto – e sentido – como uma união de dois corações que se amam, de duas almas que se reconhecem, de duas pessoas que se querem bem, em última estância, de dois indivíduos dispostos a percorrer um caminho de sentido único, ainda que com duas vias. [Desculpa lá a analogia com o código da estrada, mas agora que estou a tirar a carta não quero perder uma única oportunidade para rever a matéria.] 

É o que eu penso, sinto e acredito. Provavelmente, deve ser essa a razão pela qual sou (ainda) solteira. Com essa reflexão, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre e desejos de um excelente fim de semana.

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Viva!

Muy grata pelo esplêndido fim de semana com que Dom Pedro nos agraciou, de tez bronzeada e alma revigorada retomo o contacto contigo. Não penses que venho de mãos a abanar, é que não mesmo. Comigo trago uma crónica sobre a validação – mais uma – da solteirice por parte da ciência. Como se preciso fosse…

Já algumas vezes aqui abordei as vantagens em ser solteira (se não o fizesse, este blog nem sentido faria, certo?). Umas vezes fundamentei com base na minha própria experiência, outras no senso comum e, na sua grande maioria, em estudos empíricos. Desta vez, volto a recorrer à ciência, mais concretamente ao académico Paul Dolan, para quem o casamento só é (comprovadamente) benéfico para os homens. Já no nosso caso, a coisa não é bem assim; pelo contrário.

Um estudo apresentado há um par de dias no festival Hay, e que faz parte do livro Happy Ever After, citado pelo The Guardian, garante que as mulheres da minha laia (leia-se solteiras e sem descendentes) são o subgrupo mais feliz da população. Como se isso não bastasse, o estudo refere ainda que é mais provável que nós vivamos mais do que aquelas que casam e procriam.


Estas alegações do docente de ciência comportamental na London School of Economics baseiam-se na convicção de que os marcadores tradicionais para medir o sucesso não estão relacionados com a felicidade – particularmente o casamento e os filhos. "As pessoas casadas são mais felizes do que outros subgrupos da população, mas apenas quando os seus parceiros se encontram na mesma sala. Quando lhes é pedido para saírem, dizem que se sentem miseráveis", afirma Dolan. Ups!

Se dúvidas houvessem sobre a quantidade de emparelhadas infelizes que nos andam a impingir uma falsa imagem da felicidade conjugal, o britânico detonou-as numa única frase. Continuando... Sem meias-palavras, Dolan é perentório quando diz o seguinte: "Se és homem, provavelmente deves casar-te. Se és mulher, não te preocupes com isso".

A razão porque beneficiam eles mais com o matrimónio prende-se com o facto do sexo masculino ficar mais calmo quando se retira do mercado amoroso. "Eles têm menos riscos, ganham mais dinheiro no trabalho e vivem mais. Elas, por outro lado, morrem mais cedo do que aquelas que nunca chegam a casar".


Não obstante essas benesses imputadas ao celibato, o académico às ordens de sua majestade não é alheio ao persistente estigma de que as mulheres apenas são felizes casadas e com filhos. "Vemos uma mulher de 40 anos que nunca teve filhos. 'Meu Deus, é uma vergonha, não é? Talvez um dia venha a conhecer o homem certo e talvez o estado dela mude'. Não. Talvez um dia ela encontre o homem errado. Talvez ela encontre um homem que a torne menos feliz e morra mais cedo", conclui Dolan.

É por estas (e por outras) que estou solteira. Afinal, quem sou eu para contrariar a própria ciência, que garante que mulheres solteiras e sem filhos vivem mais e melhor? Ser solteira torna-se assim uma questão de vida ou morte. Eh eh eh.

Um bom resto de dia para ti, que eu vou é celebrar a minha solteirice com um cocktail bem colorido, que a ocasião assim o exige. Até à próxima!

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18
Jan19

Como agarrar um homem

por Sara Sarowsky

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Viva!

 

Depois dos episódios 1 – 27 dicas para arranjares um pretendente – e 2 – Como fazer com que ele saiba que existas – eis que chega à homepage do Ainda Solteira o (tão aguardado) terceiro episódio da saga baseada no artigo 129 formas de arranjar o marido, publicado em 1958 na revista feminina McCall’s.

 

Põe-te confortável, saca de papel e caneta e toca a anotar as dicas para agarrares o teu homem. Vamos lá então:

1. Mostra-lhe que te consegues divertir num encontro barato — mas não exageres.
2. Não deixes os teus pais tratarem-no como um potencial marido.
3. Sai num encontro duplo com um casal feliz — mostra-lhe como pode ser bom.
4. Diz aos amigos dele coisas boas sobre ele.
5. Envia um cartão de parabéns à mãe dele.
6. Pede receitas à mãe dele.
7. Fala com o pai dele sobre negócios e concorda que os impostos estão demasiado altos.
8. Ocasionalmente compra um presente para ofereceres aos filhos da irmã dele.
9. No primeiro encontro diz-lhe que não estás a pensar em casar.
10. Não fales sobre o número de filhos que queres ter.
11. Se ele for pescador, aprende a escamar e limpar um peixe.
12. Não lhe contes tudo sobre ti no início. Deixa algumas coisas para reserva.
13. Quando estiveres a passear com ele, não insistas em parar em todas as montras.
14. Não lhe digas quanto custam as tuas roupas.
15. Não fofoques sobre ele.
16. Nunca deixes que ele saiba que é o único, mesmo que tenhas de ficar em casa uma ou duas noites por semana.
17. Não sejas fácil quando ele tentar marcar um encontro.
18. No início do encontro, porque não pôr uma música que fique como vossa?
19. Conhece as raparigas com quem ele não casou. Não repitas os erros delas.
20. Não fales sobre ex-namorados.
21. Se fores viúva ou divorciada, não fales constantemente sobre o teu marido.
22. Resiste à tentação de mudar a sua aparência — antes do casamento, claro.
23. Mantém-te inocente mas não ignorante.
24. Aprende a jogar poker.
25. Se ele for rico, diz-lhe que gostas de dinheiro — a tua honestidade vai intrigá-lo.
26. Nunca o deixes acreditar que a tua carreira é mais importante do que o casamento.
27. Compra-lhe um presente divertido ou particularmente apropriado de vez em quando. Mas não gastes muito dinheiro.
28. Envia-lhe um cartoon divertido que tenha significado para os dois.
29. Não contes histórias porcas.
30. Não sejas menina da mamã — não deixes que ele pense que vai ter problemas com a sogra, mesmo que vá ter.

 

Será que é desta que nós solteiras arranjamos um marinheiro jeitoso, levantamos a âncora e zarpamos rumo à felicidade conjugal? Pode ser que sim pode ser que não; depende do quão aplicada formos nesta matéria.

 

Boa sorte e até para a semana! 

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14
Jan19

 

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Viva!

 

No seguimento do post anterior, através do qual dei-te a conhecer várias dicas para arranjares um pretendente, agora é a vez de enumerar mais umas quantas para fazer com que ele – o alvo do teu interesse – se aperceba da existência da tua digníssima pessoa.

 

Anota aí:

1. Tropeça quando entrares numa sala onde ele está.
2. Esquece a discrição de vez em quando e liga-lhe.

3. Usa um penso. As pessoas perguntam sempre o que é que aconteceu.
4. Faz muito dinheiro.
5. Aprende várias histórias divertidas e saiba como as contar bem — mas certifica-te que não as dizes mais do que uma vez.
6. Vai ter com ele e diga-lhe que precisa de um conselho.
7. Fica num canto e chora brandamente. Há boas hipóteses que ele venha ter contigo para saber o que se passa.
8. Se estiveres num resort deixa o mensageiro lisonjear-te.
9. Compra um descapotável. Os homens gostam de conduzi-lo.
10. Aprende a fazer tarte saborosa. Leva uma para o escritório e deixa os solteiros elegíveis saboreá-la.
11. Ri-te das suas piadas.
12. Se houver um homem tímido nas pessoas que conheces, porque não fomentar a relação? Tanto quanto sabes, ele pode ser um diamante em bruto.
13. "Acidentalmente" deixa cair a tua mala aberta, deixando espalhar o conteúdo pela rua.

 

É incrível como estes conselhos, com mais de 60 anos, continuam atuais. Como só vejo uma forma de saber se a sua eficácia também se mantém, será que ainda vou a tempo de pô-las em prática com o tal rapaz lá do ginásio, alma pela qual não há forma de eu deixar de suspirar? A ver vamos!

 

Desejo-te uma semana espetacular!

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11
Jan19

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Viva!

 

À conta da leveza de espírito característica das sextas-feiras, esta crónica inspira-se no artigo 129 formas de arranjar o marido, publicado, em 1958, na revista feminina McCall’s. Seis décadas depois, o artigo viralizou na rede quando Kim Marx-Kuczynsk o partilhou na sua página de Facebook, há coisa de três meses.

 

Tendo em conta a época em que foi escrita, muitas das dicas já não fazem sentido, motivo pelo qual opto por só mencionar aquelas que (ainda) podem vir a ter utilidade prática nos dias de hoje.

 

Dado que se trata de um conteúdo muito extenso, hoje só vou publicar as dicas sobre como conhecer um potencial candidato a marido. Nas próximas publicações partilharei o restante conteúdo, dividido em quatro partes: "Como fazer com que ele saiba que existes", "Como pareceres bem na frente dele", "Como agarrá-lo" e "Ideias loucas — vale tudo".

 

Solteira minha, se ainda não desististe de encontrar o "tal", aconselho-te a sacar já da caneta e do papel que dicas para caçar um pretendente é que não faltam nesta lista. Anota aí:

1. Arranja um cão e vai passeá-lo.
2. Deixa o carro enguiçar em sítios estratégicos.
3. Tira cursos de que os homens gostem.
4. Junta-te a um clube de caminhada.
5. Olha para os censos e vê onde é que há mais homens solteiros.
6. Começa a jogar golfe e vai a várias aulas.
7. Faz escapadinhas para sítios diferentes em vez de estares demasiado tempo num único lugar.
8. Senta-te num banco no parque e alimenta os pombos.
9. Faz uma viagem de bicicleta pela Europa.
10. Arranja um trabalho nas escolas de medicina, medicina dentária ou direito.
11. Torna-te enfermeira ou hospedeira de bordo — elas têm elevadas taxas de casamento.
12. Pergunta aos maridos das tuas amigas se há homens elegíveis nos seus escritórios.
13. Sê simpática com toda a gente — alguém pode ter um irmão ou filho elegível.
14. Arranja um trabalho no estrangeiro.
15. Sê amigável com homens feios — ser elegante é fazer coisas elegantes.
16. Diz aos teus amigos que queres casar. Não faças disso um segredo.
17. Perde-te em jogos de futebol.
18. Não aceites um trabalho numa empresa maioritariamente composta por mulheres.
19. Num avião, comboio ou autocarro, senta-te ao lado de um homem.
20. Vai a todas as reuniões do secundário ou universidade. Podes encontrar algum desemparelhado por lá.
21. Não tenhas medo de te dares com mulheres atraentes; elas podem ter algumas sobras.
22. Faz uma visita à tua terra natal — o miúdo rebelde da porta ao lado pode ter-se tornado num solteiro elegível enquanto estiveste fora.
23. Não te dês com uma rapariga que está sempre triste e te puxa para o nível dela.
24. Arranja um trabalho em part-time num centro de congressos.
25. Muda de casa de tempos em tempos.
26. Quando viajares, fica em hotéis mais pequenos onde é mais fácil conheceres estranhos.
27. Aprende a pintar. Monta o cavalete no exterior da escola de engenharia.

 

Ora aqui tens quase três maõs cheias de sugestões para conheceres um candidato ao teu coração (e à tua mão, se estiveres para aí virada). O mais interessante é que nenhuma delas passa pelo uso da tecnologia. Dado que a eficácia das redes sociais, das apps e dos sites de encontro neste campo é cada vez mais ténue, porque não resgatar do baú do tempo velhos truques de engates? Se deram certo na altura, a probabilidade de voltarem a dar certo é deveras motivador. Afinal, no amor e na guerra vale tudo!

 

Boa caçada e um ótimo fim de semana!

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Desde quinta-feira que ando às voltas com uma constipação tirana que só me deixou sair da cama hoje, porque é dia de contribuir para o PIB nacional. Em casa, doente, aborrecida e calorenta, o que mais podia fazer que andar pela rede a cuscar a vida alheia? Nestas andanças, deparei-me com esta foto dos noivos de Santo António deste ano.

 

À exceção de um, tudo o resto parece estar à espera da sentença: culpado ou inocente? Se é esta a cara de felicidade do nubente em pleno altar, à espera da mulher da sua vida, quero é continuar assim: solteira e sorridente.

 

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07
Abr16

Muda o teu destino

por Sara Sarowsky

Nós as duas estamos fartas de saber que ser solteira depois de uma certa idade é um estigma na maior parte do mundo. Mas na longínqua China esta condição é motivo de angústia e estigma social. A coisa é de tal ordem grave que até inventaram o termo Sheng Nu ("mulheres sobra", em tradução livre) para se referirem às solteiras com mais de 25 anos.

A pressão social para que as mulheres casem antes dos 27 anos é de tal ordem que em muitas cidades decorrem com regularidade mercados de casamento, onde os pais convergem para encontrar maridos cujas qualificações (conta bancária, emprego, carro) os torna desejáveis para as suas filhas celibatárias.

Não alheia a este drama (maioritariamente) feminino, a marca de cuidado de pele SK-II quis lembrar a essas mulheres que ser solteira com mais de ¼ de século não é uma tragédia. Que podem (e devem ser) felizes. E, sobretudo, escolher com quem querem casar. E para isso tomou de assalto um mercado de casamento em Xangai com uma ação positiva.

O resultado espelha-se neste inspirador vídeo, intitulado Marriage Market Takeover, criada pela agência sueca Forsman&Bodenfors, e que faz parte da campanha Change your Destiny (Muda o teu destino em português).

Porque cabe a nós e a mais ninguém governar a nossa vida, com isso quero dizer decidir se queremos permanecer solteiras ou não, iniciativas destas são louváveis e fontes de inspiração para este meu bloco de notas.

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23
Fev16

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Os conselhos de hoje sobre como ser solteiro ficam por conta d'A Gaja, pelos vistos uma especialista na matéria, já que conta com, pelo menos, um livro editado, milhares de seguidores nas redes sociais e presença assídua nos media nacionais.

Continua a haver um estigma social, quando chegamos aos 30, em relação às pessoas (sobretudo às mulheres) que não são casadas/têm namorado/companheiro. Como se fosse condição sine qua non, chegados a uma determinada faixa etária, estar emparelhado com alguém. Eis algumas dicas úteis para assumirem sem vergonha a vossa "singlearidade" e viverem bem com isso.

1. Façam coisas sozinhos
Fico completamente abismada com a quantidade de pessoas que se sentem constrangidas com o simples ato de irem sozinhas ao cinema ou jantar a um restaurante. Muitas vezes esses tais olhares reprovadores só existem na nossa cabeça. Por isso, percam o medo (nem que seja um medo de cada vez) e experimentem fazer algo que gostam sem companhia: pode ser ir ao ginásio, às compras ou mesmo viajar.

2. Não saiam com merda
É impressionante a quantidade de gente que – como diz a minha mãe – se contenta com a primeira merda que aparece. Eu sei que a perspetiva do desespero distorce a realidade e que, através dessas lentes, até o mais cabrão-filho-puta-chupista-encornador pode parecer um príncipe encantado. Sejam seletivos.

3. Não se afastem dos vossos amigos
O mais normal é que, nesta altura do campeonato, muitos dos vossos amigos estejam casados e/ou com filhos pequenos. Deixem-me dar-vos uma pequena novidade: eles não fizeram isso para vos tramar. É a vida a acontecer. Por isso, não usem o vosso estado civil como arma de arremesso. Se forem mesmo amigos dos vossos amigos, mantenham o contato. Ok? Em vez de shots de vodka vão mandar abaixo fatias de bolo de aniversário e ajudar a preparar biberões. Mas faz parte. Um dia eles farão isso por vocês.

4. Ignorem os haters
Há sempre gente que, por mais bem-intencionada que pareça, gosta sempre de soltar o seu "como é que alguém como tu está sozinha?" ou o mais agressivo "não gostavas de casar"? Estes comentariozinhos, que normalmente vêm de gente com a mania de se meter na vida dos outros, devem ser categoricamente ignorados. E se as pessoas que vos são mais próximas insistem em proferir alarvidades destas sugiro que arranjem novas companhias. É que gente dessa não interessa nem ao menino Jesus.

5. Cuidem de vocês
Seja em termos físicos, seja em termos emocionais, espirituais ou mesmo profissionais, é imprescindível não fazerem depender a vossa felicidade de terceiros. Não se pendurem na ideia de uma relação, de alguém novo que possa aparecer na vossa vida para se inscreverem no ginásio, começar uma dieta, procurar um emprego melhor ou marcar, finalmente, aquela consulta num psicólogo. Se vocês se colocarem num lugar secundário, qualquer pessoa que entre na vossa vida vai tratar-vos dessa forma. E, já sabem como é que se diz: merda atrai merda. Não se tratem como merda.


Quem fala assim não é gaga, é Gaja. Acham que deva convidá-la como consultora estratégica para este (nosso) blog?

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