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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

18
Out19

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Viva!

O artigo sobre vegansexualidade (que já agora vai ter que ficar para segunda-feira) estava quase concluído quando "pausei" para o almoço. Nessa hora e meia – gasta entre uma ida ao correio, uma visita à loja favorita dos meus cachitos e uma esplanada onde degustei a minha pizza di gamberi con tonno – aconteceu algo que mudou por completo o rumo da crónica que tinha prevista para hoje.

Enquanto aguardava pela comida, sentaram-se ao meu lado dois homens, na casa dos 30, que encetaram uma amena cavaqueira em inglês. Vendo ali uma excelente oportunidade para testar a minha escuta do idioma, afinal tenho que pôr em prática os conhecimentos que tenho vindo a adquirir no curso de nível intermédio que estou a tirar, estive particularmente atenta ao desenrolar dessa conversa alheia. 

Em meu abono tenho a dizer que eles é que vieram sentar-se na mesa contígua à minha, quando havia outras disponíveis; sem falar que, estando sozinha, tinha que me entreter com alguma coisa.

Um deles, português, com um inglês quase tão precário como o meu, contou que divorciou-se o ano passado, após um casamento de dez anos. Pelo que confidenciou, foram vários os motivos por detrás da separação: o desgaste de uma relação de mais de 15 anos, o nascimento da filha e as próprias mudanças pessoais. Para rematar o chorrilho, lá argumenta ele que as mulheres são doidas. Ou ouvir isso quase que me esqueço da minha condição de ouvinte clandestina, tamanho o meu desejo em espetar-lhe um garfo na língua. Só consegui refrear esse ímpeto assassino quando me lembrei que, de facto, nós as mulheres somos crazy


O que me leva a escrever-te não é tanto o discurso desse desinfeliz, mas antes a intervenção do seu acompanhante, residente na Polónia, mas cuja fisionomia e pronúncia remetem para sudoeste asiático. Em resposta ao desabafo do outro, diz ele o seguinte: "I’m single because I like to be free". Ao ouvir tal declaração, que tem tanto de verdade como de alarmante, não pude deixar de refletir sobre o que levará um jovem a encarar o casamento como uma prisão. E sabemos nós que ele não é caso único; pelo contrário.

É certo que não sou casada, sequer juntei alguma vez os trapinhos, mas custa-me acreditar que o matrimónio seja isso. Eu, pelo menos, não o consigo encarar dessa forma. Para mim, o matrimónio é para ser visto – e sentido – como uma união de dois corações que se amam, de duas almas que se reconhecem, de duas pessoas que se querem bem, em última estância, de dois indivíduos dispostos a percorrer um caminho de sentido único, ainda que com duas vias. [Desculpa lá a analogia com o código da estrada, mas agora que estou a tirar a carta não quero perder uma única oportunidade para rever a matéria.] 

É o que eu penso, sinto e acredito. Provavelmente, deve ser essa a razão pela qual sou (ainda) solteira. Com essa reflexão, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre e desejos de um excelente fim de semana.

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Viva!

Muy grata pelo esplêndido fim de semana com que Dom Pedro nos agraciou, de tez bronzeada e alma revigorada retomo o contacto contigo. Não penses que venho de mãos a abanar, é que não mesmo. Comigo trago uma crónica sobre a validação – mais uma – da solteirice por parte da ciência. Como se preciso fosse…

Já algumas vezes aqui abordei as vantagens em ser solteira (se não o fizesse, este blog nem sentido faria, certo?). Umas vezes fundamentei com base na minha própria experiência, outras no senso comum e, na sua grande maioria, em estudos empíricos. Desta vez, volto a recorrer à ciência, mais concretamente ao académico Paul Dolan, para quem o casamento só é (comprovadamente) benéfico para os homens. Já no nosso caso, a coisa não é bem assim; pelo contrário.

Um estudo apresentado há um par de dias no festival Hay, e que faz parte do livro Happy Ever After, citado pelo The Guardian, garante que as mulheres da minha laia (leia-se solteiras e sem descendentes) são o subgrupo mais feliz da população. Como se isso não bastasse, o estudo refere ainda que é mais provável que nós vivamos mais do que aquelas que casam e procriam.


Estas alegações do docente de ciência comportamental na London School of Economics baseiam-se na convicção de que os marcadores tradicionais para medir o sucesso não estão relacionados com a felicidade – particularmente o casamento e os filhos. "As pessoas casadas são mais felizes do que outros subgrupos da população, mas apenas quando os seus parceiros se encontram na mesma sala. Quando lhes é pedido para saírem, dizem que se sentem miseráveis", afirma Dolan. Ups!

Se dúvidas houvessem sobre a quantidade de emparelhadas infelizes que nos andam a impingir uma falsa imagem da felicidade conjugal, o britânico detonou-as numa única frase. Continuando... Sem meias-palavras, Dolan é perentório quando diz o seguinte: "Se és homem, provavelmente deves casar-te. Se és mulher, não te preocupes com isso".

A razão porque beneficiam eles mais com o matrimónio prende-se com o facto do sexo masculino ficar mais calmo quando se retira do mercado amoroso. "Eles têm menos riscos, ganham mais dinheiro no trabalho e vivem mais. Elas, por outro lado, morrem mais cedo do que aquelas que nunca chegam a casar".


Não obstante essas benesses imputadas ao celibato, o académico às ordens de sua majestade não é alheio ao persistente estigma de que as mulheres apenas são felizes casadas e com filhos. "Vemos uma mulher de 40 anos que nunca teve filhos. 'Meu Deus, é uma vergonha, não é? Talvez um dia venha a conhecer o homem certo e talvez o estado dela mude'. Não. Talvez um dia ela encontre o homem errado. Talvez ela encontre um homem que a torne menos feliz e morra mais cedo", conclui Dolan.

É por estas (e por outras) que estou solteira. Afinal, quem sou eu para contrariar a própria ciência, que garante que mulheres solteiras e sem filhos vivem mais e melhor? Ser solteira torna-se assim uma questão de vida ou morte. Eh eh eh.

Um bom resto de dia para ti, que eu vou é celebrar a minha solteirice com um cocktail bem colorido, que a ocasião assim o exige. Até à próxima!

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18
Jan19

Como agarrar um homem

por Sara Sarowsky

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Viva!

 

Depois dos episódios 1 – 27 dicas para arranjares um pretendente – e 2 – Como fazer com que ele saiba que existas – eis que chega à homepage do Ainda Solteira o (tão aguardado) terceiro episódio da saga baseada no artigo 129 formas de arranjar o marido, publicado em 1958 na revista feminina McCall’s.

 

Põe-te confortável, saca de papel e caneta e toca a anotar as dicas para agarrares o teu homem. Vamos lá então:

1. Mostra-lhe que te consegues divertir num encontro barato — mas não exageres.
2. Não deixes os teus pais tratarem-no como um potencial marido.
3. Sai num encontro duplo com um casal feliz — mostra-lhe como pode ser bom.
4. Diz aos amigos dele coisas boas sobre ele.
5. Envia um cartão de parabéns à mãe dele.
6. Pede receitas à mãe dele.
7. Fala com o pai dele sobre negócios e concorda que os impostos estão demasiado altos.
8. Ocasionalmente compra um presente para ofereceres aos filhos da irmã dele.
9. No primeiro encontro diz-lhe que não estás a pensar em casar.
10. Não fales sobre o número de filhos que queres ter.
11. Se ele for pescador, aprende a escamar e limpar um peixe.
12. Não lhe contes tudo sobre ti no início. Deixa algumas coisas para reserva.
13. Quando estiveres a passear com ele, não insistas em parar em todas as montras.
14. Não lhe digas quanto custam as tuas roupas.
15. Não fofoques sobre ele.
16. Nunca deixes que ele saiba que é o único, mesmo que tenhas de ficar em casa uma ou duas noites por semana.
17. Não sejas fácil quando ele tentar marcar um encontro.
18. No início do encontro, porque não pôr uma música que fique como vossa?
19. Conhece as raparigas com quem ele não casou. Não repitas os erros delas.
20. Não fales sobre ex-namorados.
21. Se fores viúva ou divorciada, não fales constantemente sobre o teu marido.
22. Resiste à tentação de mudar a sua aparência — antes do casamento, claro.
23. Mantém-te inocente mas não ignorante.
24. Aprende a jogar poker.
25. Se ele for rico, diz-lhe que gostas de dinheiro — a tua honestidade vai intrigá-lo.
26. Nunca o deixes acreditar que a tua carreira é mais importante do que o casamento.
27. Compra-lhe um presente divertido ou particularmente apropriado de vez em quando. Mas não gastes muito dinheiro.
28. Envia-lhe um cartoon divertido que tenha significado para os dois.
29. Não contes histórias porcas.
30. Não sejas menina da mamã — não deixes que ele pense que vai ter problemas com a sogra, mesmo que vá ter.

 

Será que é desta que nós solteiras arranjamos um marinheiro jeitoso, levantamos a âncora e zarpamos rumo à felicidade conjugal? Pode ser que sim pode ser que não; depende do quão aplicada formos nesta matéria.

 

Boa sorte e até para a semana! 

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14
Jan19

 

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Viva!

 

No seguimento do post anterior, através do qual dei-te a conhecer várias dicas para arranjares um pretendente, agora é a vez de enumerar mais umas quantas para fazer com que ele – o alvo do teu interesse – se aperceba da existência da tua digníssima pessoa.

 

Anota aí:

1. Tropeça quando entrares numa sala onde ele está.
2. Esquece a discrição de vez em quando e liga-lhe.

3. Usa um penso. As pessoas perguntam sempre o que é que aconteceu.
4. Faz muito dinheiro.
5. Aprende várias histórias divertidas e saiba como as contar bem — mas certifica-te que não as dizes mais do que uma vez.
6. Vai ter com ele e diga-lhe que precisa de um conselho.
7. Fica num canto e chora brandamente. Há boas hipóteses que ele venha ter contigo para saber o que se passa.
8. Se estiveres num resort deixa o mensageiro lisonjear-te.
9. Compra um descapotável. Os homens gostam de conduzi-lo.
10. Aprende a fazer tarte saborosa. Leva uma para o escritório e deixa os solteiros elegíveis saboreá-la.
11. Ri-te das suas piadas.
12. Se houver um homem tímido nas pessoas que conheces, porque não fomentar a relação? Tanto quanto sabes, ele pode ser um diamante em bruto.
13. "Acidentalmente" deixa cair a tua mala aberta, deixando espalhar o conteúdo pela rua.

 

É incrível como estes conselhos, com mais de 60 anos, continuam atuais. Como só vejo uma forma de saber se a sua eficácia também se mantém, será que ainda vou a tempo de pô-las em prática com o tal rapaz lá do ginásio, alma pela qual não há forma de eu deixar de suspirar? A ver vamos!

 

Desejo-te uma semana espetacular!

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11
Jan19

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Viva!

 

À conta da leveza de espírito característica das sextas-feiras, esta crónica inspira-se no artigo 129 formas de arranjar o marido, publicado, em 1958, na revista feminina McCall’s. Seis décadas depois, o artigo viralizou na rede quando Kim Marx-Kuczynsk o partilhou na sua página de Facebook, há coisa de três meses.

 

Tendo em conta a época em que foi escrita, muitas das dicas já não fazem sentido, motivo pelo qual opto por só mencionar aquelas que (ainda) podem vir a ter utilidade prática nos dias de hoje.

 

Dado que se trata de um conteúdo muito extenso, hoje só vou publicar as dicas sobre como conhecer um potencial candidato a marido. Nas próximas publicações partilharei o restante conteúdo, dividido em quatro partes: "Como fazer com que ele saiba que existes", "Como pareceres bem na frente dele", "Como agarrá-lo" e "Ideias loucas — vale tudo".

 

Solteira minha, se ainda não desististe de encontrar o "tal", aconselho-te a sacar já da caneta e do papel que dicas para caçar um pretendente é que não faltam nesta lista. Anota aí:

1. Arranja um cão e vai passeá-lo.
2. Deixa o carro enguiçar em sítios estratégicos.
3. Tira cursos de que os homens gostem.
4. Junta-te a um clube de caminhada.
5. Olha para os censos e vê onde é que há mais homens solteiros.
6. Começa a jogar golfe e vai a várias aulas.
7. Faz escapadinhas para sítios diferentes em vez de estares demasiado tempo num único lugar.
8. Senta-te num banco no parque e alimenta os pombos.
9. Faz uma viagem de bicicleta pela Europa.
10. Arranja um trabalho nas escolas de medicina, medicina dentária ou direito.
11. Torna-te enfermeira ou hospedeira de bordo — elas têm elevadas taxas de casamento.
12. Pergunta aos maridos das tuas amigas se há homens elegíveis nos seus escritórios.
13. Sê simpática com toda a gente — alguém pode ter um irmão ou filho elegível.
14. Arranja um trabalho no estrangeiro.
15. Sê amigável com homens feios — ser elegante é fazer coisas elegantes.
16. Diz aos teus amigos que queres casar. Não faças disso um segredo.
17. Perde-te em jogos de futebol.
18. Não aceites um trabalho numa empresa maioritariamente composta por mulheres.
19. Num avião, comboio ou autocarro, senta-te ao lado de um homem.
20. Vai a todas as reuniões do secundário ou universidade. Podes encontrar algum desemparelhado por lá.
21. Não tenhas medo de te dares com mulheres atraentes; elas podem ter algumas sobras.
22. Faz uma visita à tua terra natal — o miúdo rebelde da porta ao lado pode ter-se tornado num solteiro elegível enquanto estiveste fora.
23. Não te dês com uma rapariga que está sempre triste e te puxa para o nível dela.
24. Arranja um trabalho em part-time num centro de congressos.
25. Muda de casa de tempos em tempos.
26. Quando viajares, fica em hotéis mais pequenos onde é mais fácil conheceres estranhos.
27. Aprende a pintar. Monta o cavalete no exterior da escola de engenharia.

 

Ora aqui tens quase três maõs cheias de sugestões para conheceres um candidato ao teu coração (e à tua mão, se estiveres para aí virada). O mais interessante é que nenhuma delas passa pelo uso da tecnologia. Dado que a eficácia das redes sociais, das apps e dos sites de encontro neste campo é cada vez mais ténue, porque não resgatar do baú do tempo velhos truques de engates? Se deram certo na altura, a probabilidade de voltarem a dar certo é deveras motivador. Afinal, no amor e na guerra vale tudo!

 

Boa caçada e um ótimo fim de semana!

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Desde quinta-feira que ando às voltas com uma constipação tirana que só me deixou sair da cama hoje, porque é dia de contribuir para o PIB nacional. Em casa, doente, aborrecida e calorenta, o que mais podia fazer que andar pela rede a cuscar a vida alheia? Nestas andanças, deparei-me com esta foto dos noivos de Santo António deste ano.

 

À exceção de um, tudo o resto parece estar à espera da sentença: culpado ou inocente? Se é esta a cara de felicidade do nubente em pleno altar, à espera da mulher da sua vida, quero é continuar assim: solteira e sorridente.

 

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07
Abr16

Muda o teu destino

por Sara Sarowsky

 

Nós as duas estamos fartas de saber que ser solteira depois de uma certa idade é um estigma na maior parte do mundo. Mas na longínqua China esta condição é motivo de angústia e estigma social. A coisa é de tal ordem grave que até inventaram o termo Sheng Nu ("mulheres sobra", em tradução livre) para se referirem às solteiras com mais de 25 anos.

 

A pressão social para que as mulheres casem antes dos 27 anos é de tal ordem que em muitas cidades decorrem com regularidade mercados de casamento, onde os pais convergem para encontrar maridos cujas qualificações (conta bancária, emprego, carro) os torna desejáveis para as suas filhas celibatárias.

 

Não alheia a este drama (maioritariamente) feminino, a marca de cuidado de pele SK-II quis lembrar a essas mulheres que ser solteira com mais de ¼ de século não é uma tragédia. Que podem (e devem ser) felizes. E, sobretudo, escolher com quem querem casar. E para isso tomou de assalto um mercado de casamento em Xangai com uma ação positiva.

 

O resultado espelha-se neste inspirador vídeo, intitulado Marriage Market Takeover, criada pela agência sueca Forsman&Bodenfors, e que faz parte da campanha Change your Destiny (Muda o teu destino em português).

 

Porque cabe a nós e a mais ninguém governar a nossa vida, com isso quero dizer decidir se queremos permanecer solteiras ou não, iniciativas destas são louváveis e fontes de inspiração para este meu bloco de notas.

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23
Fev16

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Os conselhos de hoje sobre como ser solteiro ficam por conta d'A Gaja, pelos vistos uma especialista na matéria, já que conta com, pelo menos, um livro editado, milhares de seguidores nas redes sociais e presença assídua nos media nacionais.

Continua a haver um estigma social, quando chegamos aos 30, em relação às pessoas (sobretudo às mulheres) que não são casadas/têm namorado/companheiro. Como se fosse condição sine qua non, chegados a uma determinada faixa etária, estar emparelhado com alguém. Eis algumas dicas úteis para assumirem sem vergonha a vossa "singlearidade" e viverem bem com isso.

1. Façam coisas sozinhos
Fico completamente abismada com a quantidade de pessoas que se sentem constrangidas com o simples ato de irem sozinhas ao cinema ou jantar a um restaurante. Muitas vezes esses tais olhares reprovadores só existem na nossa cabeça. Por isso, percam o medo (nem que seja um medo de cada vez) e experimentem fazer algo que gostam sem companhia: pode ser ir ao ginásio, às compras ou mesmo viajar.

2. Não saiam com merda
É impressionante a quantidade de gente que – como diz a minha mãe – se contenta com a primeira merda que aparece. Eu sei que a perspetiva do desespero distorce a realidade e que, através dessas lentes, até o mais cabrão-filho-puta-chupista-encornador pode parecer um príncipe encantado. Sejam seletivos.

3. Não se afastem dos vossos amigos
O mais normal é que, nesta altura do campeonato, muitos dos vossos amigos estejam casados e/ou com filhos pequenos. Deixem-me dar-vos uma pequena novidade: eles não fizeram isso para vos tramar. É a vida a acontecer. Por isso, não usem o vosso estado civil como arma de arremesso. Se forem mesmo amigos dos vossos amigos, mantenham o contato. Ok? Em vez de shots de vodka vão mandar abaixo fatias de bolo de aniversário e ajudar a preparar biberões. Mas faz parte. Um dia eles farão isso por vocês.

4. Ignorem os haters
Há sempre gente que, por mais bem-intencionada que pareça, gosta sempre de soltar o seu "como é que alguém como tu está sozinha?" ou o mais agressivo "não gostavas de casar"? Estes comentariozinhos, que normalmente vêm de gente com a mania de se meter na vida dos outros, devem ser categoricamente ignorados. E se as pessoas que vos são mais próximas insistem em proferir alarvidades destas sugiro que arranjem novas companhias. É que gente dessa não interessa nem ao menino Jesus.

5. Cuidem de vocês
Seja em termos físicos, seja em termos emocionais, espirituais ou mesmo profissionais, é imprescindível não fazerem depender a vossa felicidade de terceiros. Não se pendurem na ideia de uma relação, de alguém novo que possa aparecer na vossa vida para se inscreverem no ginásio, começar uma dieta, procurar um emprego melhor ou marcar, finalmente, aquela consulta num psicólogo. Se vocês se colocarem num lugar secundário, qualquer pessoa que entre na vossa vida vai tratar-vos dessa forma. E, já sabem como é que se diz: merda atrai merda. Não se tratem como merda.


Quem fala assim não é gaga, é Gaja. Acham que deva convidá-la como consultora estratégica para este (nosso) blog?

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29
Jan16

Esperem sentados!

por Sara Sarowsky

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Esta crónica sobre o papel da mulher na sociedade é digna de constar aqui. Adorei e acho que tu também vais.

 

ESPEREM SENTADOS

Que cases. Que te juntes numa cerimónia branca e imaculada, rodeada de família e amigos. Que tenhas filhos depois. Só depois. Esperam de ti, mulher, que saibas, no mínimo, estrelar ovos e que gostes de homens. Mas que sejas fiel. Ordeira e arrumada. Limpa e asseada. E que dês de mamar. Que sejas incansável na função de mãe, sem lágrimas ou dúvidas. Mãe que é mãe nunca se arrepende de nada. Nem de os ter. Nem do que faz. Nunca questiona os conselhos dos mais velhos.

 

Esperam de ti isso e mais. Que qualquer sensação de fraqueza é para erradicar do peito e da cabeça. Esperam que se te dizem que deves dar peito até aos dois anos, é para cumprir. Que se não sentes qualquer gozo nisso, és menos mãe. Menos capaz. Menos mulher. Esperam de ti um parto normal. Gaja que é gaja, tem parto vaginal. As outras são umas "meninas". Esperam de ti a boçalidade da pré-história.

 

Esperam que tenhas os filhos sempre limpos e que lhes dês banho todos os dias após uma refeição sem fritos ou salsichas. Esperam que a roupa do homem com quem casas, porque é suposto gostares de homens, esteja passada a ferro. Que se não podes, contrata alguém.

 

Esperam que não haja vincos na tua camisola quando vais trabalhar todos os dias nem nódoas de ranho ou papa. Esperam que tires um curso. Que sejas "alguma coisa" mas que consigas ter a casa num brinco, sem pingo de pó ou brinquedos fora do sítio.

 

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

 

Esperam isso. Esperam mais. Que nunca adormeças maquilhada porque sujas a fronha da almofada. E que não te separes. Aguenta. É suposto aguentares porque tudo dá trabalho na vida. Por isso, é suposto esforçares-te. Pelos filhos. Por ti, não. Não carece. Por ti, não. E pela imagem. A imagem. E o que gastaram naquele casamento sumtuoso! Não. Aguenta, se faz favor. Pelos teus pais e pelos teus filhos. Esmera-te. É capaz de ser culpa tua.

 

Esperam isso de ti. E não convém falhares. Esperam que tenhas sempre a louça na máquina e a roupa estendida. Que a cama esteja sempre feita. Todos os dias. Esperam de ti pouco rasgo. Se pensares demasiado, vais questionar demasiado. Ser curiosa ainda vá. Refletir é evitável. Não esperam que sejas uma grande inteletual ou que fumes charutos ou que gostes de brandy. Vais beber licor de café ou vinho do porto e fumar qualquer coisa com sabor a mentol. Esperam de ti a dignidade. Que aceites o assédio como um galanteio. Esperam que uses saltos altos todos os dias e que uses um perfume que enche o elevador. Esperam que sejas isto. E mais. Só não esperam que sejas feliz.

Por Rita Marrafa de Carvalho

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11
Jan16

 

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A partir de hoje, este (nosso) espaço passa a contar com uma nova rubrica: Previsões Energéticas, um contributo da Isabel Soares dos Santos, ex-colega de trabalho e rapariga de talentos múltiplos, sobretudo na área esotérica e cerimonialista. A Isabel tem uma empresa de organização de eventos - à primeira seguidora deste blog que "desencalhar", fica prometido a oferta pro bono da organização da festa do casório - mas, para além disso, dá consultas de reiki, cura espiritual e outras matérias neste campo. Como só hoje firmamos acordo, as previsões desta semana saem à segunda, mas daqui para a frente será aos domingos.

 

Previsão energética - semana de 11 a 17 de janeiro de 2016
A carta que representa a energia desta semana é denominada "Moralidade". Devemos aproveitar esta semana para refletir sobre verdades, que podem ser mentira, e que ao longo do tempo acabam por se tornarem em verdades absolutas.
Existe uma certa "Moralidade" que tem vindo a ser criada pela sociedade e pelo meio que nos rodeia. Mas será essa "Moralidade" a nossa verdade ou aquilo que temos vindo a viver como se fosse?
Nesta semana temos uma oportunidade extraordinária para analisarmos profundamente se as verdades absolutas que nos têm sido incutidas ao longo dos tempos são realmente verdadeiras ou são crenças que nos limitam a viver no nosso máximo potencial.
Devemos aproveitar esta semana para nos libertarmos das crenças limitadoras que não fazem parte da nossa essência e aceitarmos cada vez mais quem somos!
Temos pela frente uma semana desafiante, mas que nos irá trazer muitos frutos no futuro!
Desejos de uma semana muito feliz!
Abraço de Luz,
Isabel

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