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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Viva!

A menos de 48 horas do dia mais romântico do ano, que melhor tema para uma crónica do que a emoção que o poeta-mor da lusofonia descreveu, entre outras estrofes, como "querer estar preso por vontade".

Por mais que respeite e admire a genialidade de Luís de Camões, não estou incondicionalmente de acordo com esta frase do épico 'Amor é fogo que arde sem se ver'. Isto porque, para mim, amor é liberdade, liberdade para ser (mais) feliz!


Com isso quero deixar claro que me recuso a encarar o amor – o sentimento mais sublime que um ser humano é capaz de experienciar – como uma prisão, ainda que voluntária. Vejo-a sim como um escape para uma existência mais plena e infinitamente mais realizada. Logo, encaro-a como uma libertação. 

O amor, quando sincero e correspondido (convém!), nada mais é do uma via verde para a felicidade. Quando amamos transpiramos felicidade por todos os poros, contaminando tudo e todos ao nosso redor (como referi há dias num outro post). Quando amamos somos mais generosos, mais solidários, mais tolerantes e mais gratos, no fundo, mais fiéis à nossa essência divina.


Assim, amar é o mais perfeito exercício da liberdade, connosco livres para revelarmos os nossos melhores sentimentos; livres para zelarmos pelo bem-estar alheio; livres para apreciarmos (mais) a vida; livres para melhor nos conectarmos com o que nos rodeia; livres para sermos mais felizes.

Independentemente do alvo da nossa afeição (seja ele namorado, marido, filho, parentes ou amigos), amor será sempre liberdade e em momento algum prisão.

Aproveito esta deixa para mandar um recado a todos aqueles cujo amor remete para prisão ao invés de liberdade. Se tens hipotecado a tua felicidade em nome de uma relação que não te faz sentir mais e melhor pessoa, lamento dizer-te que não é amor. E se não é amor, não te permitas manter acorrentada a algo que não te dá liberdade para seres feliz.

Mais e melhor amor para todos nós!

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03
Out15

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Nestas andanças pelos (tortuosos) caminhos do engate online, muitas vezes temos que nos fazer de morto para podermos comer o coveiro. Com isso quero dizer que muitas vezes temos que dizer ao gajo, pretendente ao provedor de orgasmos, exatamente aquilo que ele deseja ouvir da nossa boca, neste caso dos nossos dedos, que isto é tudo acertado com recurso à tecnologia, para que ele baixe a guarda e o passamos analisar e descobrir quem está por detrás de um perfil.

 

Por estes dias entabulei uma interessante troca de mensagens com alguém bastante promissor, ou seja, jovem, solteiro, empregado, com um bom domínio da língua de Camões e abordagem simpática.

Às páginas tantas, mando-lhe esta mensagem:

"Bom dia!
Apraz-me saber que contribui para te deixar bem disposto. Está ganho o dia!
Namorado em part-time (isto porque no meu perfil, uma espécie de montra onde exploramos o nosso marketing pessoal até à medula no intuito de nos vender bem e ao mais alto preço, digo que procuro um namorado em part-time) significa um namorado em tudo igual aos demais da vida, só que sem aquela componente compromisso: 'quantos filhos vamos ter', 'casamo-nos na praia ou no deserto', 'mantemos a tua casa ou a minha', 'a tua mãe não gosta de mim', 'o teu primo é um idiota', 'já não pensas na tua ex'. Esse tipo de cenas, as quais dispenso.
Quero um companheiro para momentos alegres e de qualidade (que pode acabar na horizontal, ou não, dependendo da química - e da física também) para uma boa conversa, um vinho ao final do dia, conversas ao vento, jantares à beira-mar ou beira-tejo, um beijo roubado ao amanhecer, depois nos acabarmos numa pista de dança, um sms picante a meio do expediente para arrebitar o ânimo e aquecer a libido, uma escapedela improvisada, uma aventura fortuita a um motel de beira da estrada, e por aí adiante.
Acho que já deu para perceber o espírito do que pretendo.
Um dia bom para ti."

 

A paga?

"Olá mais uma vez;)
Confesso que fiquei encantado com a descrição pormenorizada e recheada de exemplos que deste na tua mensagem...fantástico, partilho em pleno da forma como pensas os relacionamentos; senti-me a ler palavras minhas...
Um bjinho grande."

 

E um convite para jantar. Se vai dar em algo, não sei, aliás sei sim, mas pelo menos uma refeição decente, num restaurante todo xpto, está no papo. Posso não comer o fulano, mas ao menos como uma boa refeição.

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