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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

22
Jul21

Mente sã, corpo são

por Sara Sarowsky

sport-4127336_1920.jpgOra viva! 👋

Nunca se falou tanto de saúde mental como neste ano e meio de pandemia, fenómeno que pôs a nu um problema global há muito relegado a um canto da saúde pública. Sobre a saúde mental escuso-me de comentar, já que os meus conhecimentos sobre o assunto limitam-se a uma breve experiência de depressão, há muito debelada. Contudo, de corpo são entendo eu, pelo que parece-me relevante voltar a bater na tecla da importância do movimento na saúde e no bem-estar humano. 

Com certeza que já ouviste dizer "mente sã, corpo são", cuja filosofia consiste em procurar o equilíbrio entre o corpo e a mente, numa escolha para viver com qualidade. "O corpo sempre dá sinais de que alguma coisa não está bem e que é hora de pensar em novas atividades que deem prazer e façam bem de dentro para fora. O equilíbrio entre corpo e mente é fundamental pra atingir os objetivos e estar com a saúde em dia", esclarece a nutricionista Mariane Valpassos.

Se invertêssemos a lógica deste pensamento será que obteríamos o mesmo resultado, ou seja, um corpo são implicaria (necessariamente) uma mente sã? A ver vamos! Para começo de raciocínio, é incontestável que uma coisa é indissociável da outra, independentemente do sujeito da frase ser o corpo ou a mente. Um corpo saudável numa mente doente de pouco valerá, assim como uma mente saudável num corpo doente.

Se me fosse dado a escolher, preferiria a segunda opção. Isto porque acredito que uma mente saudável é perfeitamente capaz de proporcionar a motivação certa para corrermos atrás da saúde física. Sem a cabeça em ordem, dificilmente conseguimos fazer o que quer que seja com a nossa vida. Em contrapartida, a pessoa pode até ser a personificação do deus grego Adónis, mas se o tico e o teco não dançarem a mesma música de pouco lhe servirá esse corpo escultural.

Por via das dúvidas, esta mulher aqui opta por cuidar dos dois, em igualdade de circunstâncias, não vá um ficar com ciúmes do outro. Como passo das palavras aos atos? Praticando exercício físico com regularidade, andando a pé sempre que possível, primando por uma alimentação saudável e equilibrada, arranjando tempo para cuidar de mim e dos meus, bebendo muita água, consumindo cinema em dose dupla, dedicando à leitura, viajando toda vez que for possível, dormindo um mínimo de oito horas diárias, fugindo do stress como o diabo da cruz e por aí fora.

Mais teria eu para dizer sobre este tema, porém, fico-me por aqui, que esta crónica inspirou-me a dar uma corrida, rentabilizando assim o tempo nublado que se faz hoje. Cuida da tua mente e do teu corpo, pois ao fazê-lo estás a cuidar não só de ti mas também daqueles que amas.

Aquele abraço amigo e até breve!

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Cartaz_Live 8.jpgOra viva!

Os benefícios do exercício físico são conteúdos recorrentes por aqui. Além de gostar de movimento, venha ele de onde vier, sou plenamente consciente do quão importante é para o nosso bem-estar geral a prática (regular) de qualquer atividade física.

Assim, era só uma questão de tempo, e oportunidade, até este tema ser mote de uma das minhas lives no Instagram, coisa que acontece já amanhã, na oitava sessão do ciclo 'Saturday Single Spot'. Tendo como convidada a personal trainer Maria João Liso, o direto desta semana irá focar-se, essencialmente, na relação para a vida existente entre o exercício físico e o bem-estar.

A MJ, como carinhosamente lhe trato, é uma das mais competentes e dedicadas treinadoras com que já lidei, tendo, inclusive, protagonizado uma mão cheia de artigos para váras revistas portuguesas. Para além disso, é praticante de OCR (Corrida em Pista de Obstáculos), modalidade desportiva em que um competidor, viajando a pé, deve superar vários desafios físicos na forma de obstáculos. As corridas variam de obstáculos, como Ninja Warrior "Ninja Races", a corridas de pista, a eventos urbanos e cross country.


Para saberes mais sobre esta prática desportiva ou sobre as melhores técnicas para atingir o objetivo de obter e/ou manter a boa forma física é só aceder ao meu perfil sara_sarowsky, amanhã, a partir das 22 horas. A minha convidada vai ainda partilhar dicas de alimentação saudável e os melhores exercícios de acordo com as metas estabelecidas. Faltar é perder!

Aquele abraço amigo de sempre!

P.S. - Tenho dois convites para o Festival do Amor, pelo que se te quiseres juntar a nós, serás mais que bem-vinda.

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19624959_KrWsd.jpegOra viva!

Dada a sua pertinência, bem como o grande interesse que suscitou, republico um post de há quatro anos sobre a mulher poderosa. Lê (novamente) e empodera-te!
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Mulher poderosa! Este conceito começa e acaba na autoconfiança, a meu ver, uma das chaves para a felicidade. Como a descreveria? Como alguém que se aceita exatamente como é, com todos as qualidades e defeitos. Como alguém que assume, sem titubear ou lamentar, o seu lugar no mundo e na sociedade. Como alguém que pode não ter tudo o que quer, mas quer tudo o que tem. Como alguém que batalha todos os dias para ser mais e melhor - mais e melhor ser humano, mais e melhor mulher, mais e melhor cidadã, mais e melhor parente, mais e melhor companheira, mais e melhor amiga, mais e melhor colega, mais e melhor progenitora, mais e melhor amante, mais e melhor tudo. Como alguém que tem plena consciência de que a vida nem sempre é justa, que (algumas) pessoas dececionam, que poucos amores são eternos, que amigos vão e vem, que desafetos fazem parte da vida, que problemas servem para serem superados, que situações difíceis ajudam-nos a amadurecer, que "o que não mata nos torna mais fortes". 

Enfim... poderia passar o post inteiro a enumerar as caraterísticas inerentes à minha perceção de mulher poderosa. Por ora, vou atentar-me aos 12 mandamentos de uma pessoa bem resolvida consigo e com o mundo ao seu redor:

1. Não abras mão de uma BFF (Beste Friend Forever)
Arranja ou conserva uma amiga confidente e que te dê dicas sinceras e valiosas – mesmo que dolorosas – sobre qualquer assunto.

2. Cultiva a positividade
Tenta sorrir mais, rir com gosto e animar os outros ao teu redor. Lembra-te que recebemos aquilo que damos.

3. Não abras mão do amor
O amor vale sempre a pena, mais não seja porque adoça a vida. Por isso, encontra alguém com quem queiras ser feliz o resto da vida e faz dele a mais feliz das criaturas.

4. Aposta na descrição
Cultiva a discrição em relação à tua vida pessoal, especialmente nas redes sociais. Nesse capítulo, mais é melhor.

5. Corre riscos
Se já não és feliz no trabalho, na relação ou no que mais for, não tenhas medo de mudar. Muda de área, de empresa, de colegas, de amigos e até de amor, pois a magia geralmente acontece fora da nossa zona de conforto.

6. Pratica o perdão
Perdoar é um bálsamo para a alma e um sossego para o espírito. Passar por cima de uma traição depende unicamente do teu livre arbítrio. Por mais que a opinião daqueles com quem convives seja importante, a decisão deverá ser sempre tua.

7. Cuida da tua aparência
Investe em exercício físico, alimentação saudável, tratamentos estéticos e tudo o mais que possa contribuir para uma aparência agradável, saudável e apelativa. Em matéria de acessórios, carteiras, óculos, relógios e perfumes formam o quarteto no qual vale a pena fazer um bom investimento.

8. Sofre, mas apenas o necessário
Não é vergonha sofrer pelo fim de uma relação. Mas é preciso saber parar, levantar a cabeça e seguir em frente. Hoje dói menos do que ontem e mais do que amanhã.

9. Não percas tempo com quem já foi
Se é ex por algum motivo é… por isso não tenhas interesse em saber o que quer que seja sobre ele. Tanto faz que esteja solteiro, casado, noivo ou gay, pois ele já não faz parte da tua vida.

10. Inspira-te nos outros
Procura inspiração em alguém que admires. Existem inúmeros casos de mulheres debem-sucedidas que vale a pena "imitar".

11. Traça um plano para a tua vida
Define um plano B, C ou D (afinal o alfabeto vai até Z). Uma mulher prevenida vale por duas, pelo que dois planos valem por uma vida inteira.

12. Poupa-te a emoções tóxicas
Só entres numa briga se não poderes evitar ou perante a certeza da vitória. Caso contrário, estarás a abrir a porta a emoções negativas, que só te vão desgastar e fragilizar. Isto vale para tudo na vida: relações profissionais, familiares, sociais e, sobretudo, amorosas.

Agora que já tomaste conhecimento desta dúzia de truques, estás à espera de quê para te transformares numa super woman? Se te serve de motivação extra, fica a saber que poucos homens (com H, claro!) conseguem resistir a uma mulher poderosa.

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Viva!

Não há coincidências! E a prova é que, depois da minha passagem (ontem) pela Feira do Livro de Lisboa, chega-me à vista (hoje) o resultado de uma sondagem levada a cabo em 13 países que concluiu que as pessoas que leem regularmente (71% dos inquiridos) são bem mais felizes que o resto da população que não o faz.

De viva voz, confirmo tal coisa. Desde a minha mais tenra idade que me recordo de gostar de ler. Lia tudo que me viesse parar às mãos. Quando digo tudo é mesmo tudo. Quando a nada mais conseguia deitar a mão, até à Bíblia me fazia, logo eu que de crente não possuo uma única molécula.

Na minha meninice em Cabo Verde não havia televisão por cabo, muito menos internet. Na verdade, mal havia televisão, e a que havia, um único canal público, só transmitia das 18 às 23 horas. Assim, a leitura, a par das brincadeiras de rua com os vizinhos, era o meu único divertimento. Por isso, lia, lia e lia.

Lia de tal maneira que quando chegava o início das aulas, já eu tinha devorado o conteúdo de todos os manuais escolares. Fui a melhor aluna do meu liceu a história e a política e uma das melhores a geografia e fisico-química à conta disso. Nas férias grandes, sem nada mais para fazer, pegava nos livros e ia lendo, como forma de passar o tempo e matar o enfado de semanas intermináveis de reclusão domiciliária forçada.

Devo ser das poucas criaturas deste planeta para quem as férias grandes eram temidas ao invés de ansiadas. Rezava para que acabassem logo. Isto porque passava três meses enfiada em casa, só saindo para ir ao mercado, fazer recados, visitar parentes e pouco mais. Nem à praia (tão bela, tão morna e tão perto) me era permitido ir. Viajar então… era coisa que só constava do meu imaginário.

Portanto, o meu único entretenimento a solo era a leitura. Chegava a ler dois romances por dia. E à noite, quando a minha mãe me obrigava a desligar a lâmpada por ser tão tarde, passava madrugadas inteiras a ler à luz de vela, com a cabeça coberta com o lençol, que era para ela não se aperceber da sombra da chama.

Vibrava a cada novo livro. Cheirava, apalpava, folheava e delirava perante a expectativa de uma nova estória, um novo capítulo, novos personagens, novas tramas. Quando vim para cá, continuei a cultivar essa paixão. Todo o santo sábado lá ia eu a caminho da Feira da Ladra para adquirir mais livros. Romance, banda desenhada, infanto-juvenil, didático e mistério eram os meus géneros preferidos. Era tão cliente assídua que cheguei a um ponto em que já nem comprava mais, trocava antes por novos exemplares.

De regresso à base, concluída a missão que me trouxe a terras lusas – tirar a licenciatura – a única carga que despachei por via marítima foi uma enorme caixa de livros, que ainda hoje conservo com o maior cuidado na casa que me viu crescer, do lado de lá do Atlântico.

Atualmente, um dos meus maiores lamentos é já não ler com assiduidade. A bem da verdade, não me lembro sequer da última vez que li um livro do princípio ao fim. A televisão e a internet, a par do meu próprio desleixo, são as grandes vilãs desta estória com um final infeliz, mas que pretendo a curto prazo converter num happy end.

A estada no Parque Eduardo VII parece que acordou o bichinho da leitura, adormecido há muito tempo, demasiado até. Tanto assim é que hoje lá pretendo voltar, não só para adquirir mais uns quantos exemplares para a minha coleção de cabeceira, mas também para me deliciar com aquelas porcarias gastronómicas que tanto dano causam à silhueta mas que tão bem fazem à alma.

Só desta vez. Porque é sexta-feira, porque está um calor descomunal, porque feira rima com gula e porque da vida só levamos o que vivemos.

Aquele abraço amigo de sempre!

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higiene-personal-trabajo.jpgViva!

Diz o Buzzfeed que a maioria de nós faz coisas pouco higiénicas todos os dias. Coisas, que de tão banais, algumas essenciais até, podem comprometer a nossa saúde e o nosso bem-estar sem que nos apercebamos sequer. Através do vídeo How Dirty Are You?, o site retrata alguns desses hábitos.

Sem nem ousar por em causa as evidências científicas do conteúdo do vídeo, tomo a liberdade de refutar (ou não) cada um deles, com a dose de humor que a situação exige, obviamente! Vejamos:

1. Andar em casa com os sapatos que usámos na rua (o que estava na rua passa para dentro de casa)

Concordo; tanto assim é que há muito que os meus sapatos entram e saem da minha casa via mãos e não pés. Tenho no hall de entrada uma sapateira onde coloco aqueles pares que uso com mais frequência. Para as visitas que se recusam a colaborar, pretendo comprar aqueles chinelos brancos (iguais aos que se usam nos spa's) ou aquelas luvas de plásticos só que para os pés.

2. Usar o teclado do computador (muitas bactérias gostam de fazer deste a sua casa)
Sobre isso nem me vou pronunciar, já que a solução passaria por usar luvas, tipo 12 horas por dia. Como não sou, nem pretendo ser, um clone do Michael Jackson, passemos ao próximo item.

3. Passar o dia na cama (os lençóis ficam cheios de células mortas)
A não ser que células resolvam dar uma de alma penada, não vejo razão para alarme. Afinal, se elas estão mortas, que mal nos poderão fazer?

4. Usar uma tábua de cozinha (acumulam 200 vezes mais bactérias fecais do que uma casa de banho)
Já que os alimentos não se cortam sozinhos, deveremos passar a cortá-los na banheira?

5. Usar toalhas (a sujidade e as bactérias ficam agarradas ao tecido)
Ainda bem que assim é. Antes elas infestadas de germes do que o meu amado corpinho danone.

6. Levar o telemóvel para a casa de banho (Pois…)
Pode até fazer mal, mas que sabe bem lá isso sabe.

 7. Usar uma escova de dentes (estes objetos acumulam bactérias fecais)
Ai sim? E devo lavar os dentes com palitos? Francamente, os sítios onde essas parasitas se lembram de infiltrar.

8. Usar uma esponja (as bactérias e os fungos adoram-na)
Os pratos também, daí que a solução passa por ver quem é mais resistente, se a esponja ou se os vermezinhos.

9. Usar a maçaneta da porta (raramente as lavamos, certo?)
Se elas existem por algum motivo é...

10. Dar um aperto de mão (não sabemos por onde andaram as mãos da pessoa)
Um dos motivos porque não ambiciono entrar para a política. Nos casos em que é (praticamente) impossível evitar, o jeito é apertar, passar desinfetante ou ir a correr para os lavados mais próximos. Ou então invocar a Nossa Senhora da Imunidade, a padroeira do sistema imunitário.

11. Mexer em dinheiro (o papel do dinheiro acumula cerca de 3000 bactérias)
Por mim, pode até acumular zilhões delas, que continuarei a querer tê-lo nas mãos, na carteira, na conta bancária, debaixo do colchão, nas ilhas Caimão. Percebeste a ideia, certo?

12. Partilhar headphones (passa-se sujidade e bactérias dos outros para os nossos ouvidos)
A sério que há quem faça isso?

13. Beijar o animal de estimação (óbvio…)
Desse mal não morrerei nem que vá viver para um zoo.

E tu, single mine, depois do que acabaste de ler sentes que a tua saúde corre perigo ou nem por isso?

Até à próxima!

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171021-snow-interracial-porn-hero_pzb4cp.jpgViva!

Que a atividade física é uma prática associada ao bem-estar está o mundo cansado de saber. Abro aqui um parêntesis para uma definição genérica do conceito: por atividade física entende-se toda a movimentação produzida pela musculatura esquelética com gasto expandido de energia.

Ora, sabemos nós que 'sexar' mexe com uma infinidade de músculos, sem falar que exige um esforço físico que pode ser intenso, moderado ou brando, dependendo da inspiração (e do gosto dos praticantes pela coisa, obviamente!). Mas será que isso é suficiente para que o sexo possa ser considerado um exercício físico digno desse nome?  É isso que vamos ver ao longo desta crónica.

Malgrada a panóplia de dados empíricos existentes sobre os benefícios do sexo na saúde (diminuição do stress, reforço da autoestima e da imunidade, promoção do sono e da longevidade, combate a várias doenças, atenuação da dor, só para citar as mais impactantes), há um aspeto que ainda não é consensual: uma sessão de sexo equivale a uma sessão de exercício físico? Por outras palavras: pinocar é o mesmo que exercitar?

Sobre isso, investigadores canadenses chegaram à conclusão que o sexo é uma "atividade física moderada", equivalente a uma partida de ténis a pares ou uma caminhada cume acima. Quando compararam os efeitos do ato sexual com os de exercícios físicos, eles constataram que, em termos de gasto de energia, em 'sessões' sexuais entre dez e 57 minutos (preliminares incluídos), os homens homens gastam cerca de quatro calorias por minuto, ao passo que as mulheres dispendem apenas metade desse valor. Só para teres uma ideia, os valores para uma corrida na passadeira (considerado exercício físico de alta intensidade) são de 8,5 e 8,4, respetivamente.

Em suma, 'sexar' três vezes por semana, numa média de meia hora, é suficiente para quem apenas deseja manter a (boa) forma física. No caso dos que querem bem mais do que isso, a melhor estratégia continua a ser o ginásio ou exercícios físicos de alta intensidade. Cá para mim, a fórmula ideal resulta da combinação dos dois: sexo + exercício. Afinal, quando nos exercitamos, além de um melhor aspeto, ficamos com mais fôlego e motivação para 'sexar'.

E aí, single mine, que me tens a dizer sobre tudo isso?

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zp_12.jpgOra viva!

O meu tempo nesta sexta-feira estará mais concorrido que o CR7 numa covfefe: de manhã vou estar lá pelas bandas da Betinholândia (leia-se Cascais), num forum de alto nível, e à tarde no Bazar Diplomático, a explorar as mil e uma maravilhas do mundo.

Daí que escreva de véspera, não só para não faltar ao nosso rendez-vous, mas sobretudo para te dar conhecimento das conclusões do mais recente estudo sobre relações amorosas que está a dar que falar – não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das descípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras elas são mais felizes que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

Ilações da autora desta crónica
Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

Aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana.

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zp_8.jpgOra viva!

Já aqui partilhei que, de há uns meses para cá, tenho praticado jejum semanal, em que, durante 24 horas, ingiro apenas substâncias líquidas: água, água de côco, chás e infusões. Por ser o dia inteiramente dedicado à minha pessoa (faço spa caseiro, durmo mais horas, não saio de casa, não realizo qualquer afazer doméstico, não escrevo e não me conecto com o mundo digital), o domingo ficou instituído como Dia D (Dia de Detox).

Uma coisa é passar o dia no sofá – a dormir, a ver tv, a ler ou a jogar – de estômago vazio. Outra bem diferente é estar na rua à mercê das tentações gastronómicas ou na companhia de terceiros que não cultivam tal hábito. Daí que, nem sempre consiga manter-me absolutamente fiel a esta prática. À parte isso, sempre que me é possível no primeiro dia da semana faço uma desintoxicação ao meu organismo.

E não penses que o que me move é a perda de peso, até porque não tenho o que perder. Move-me querer um estilo de vida mais saudável, logo mais sustentável. Pelo que tenho apreendido das informações que vou recolhendo em palestras, artigos e relatos, estar algum tempo sem receber alimentação sólida faz com que o organismo humano encete um reset dos seus órgãos.

No meu caso, o efeito mais imediato é a redução do perímetro abdominal. O meu ventre é satisfatoriamente plano, mas às segundas-feiras – the day-after jejum – ele costuma atingir valores dignos da minha adolescência. Igualmente notório é o facto da face ficar com uma melhor aparência (tenho pele oleosa com tendência acneíca) e os intentinos assumirem cidadania britânica, ou seja, funcionarem com uma pontualidade irrepreensível.

Por mais que recomende tal procedimento, longe de mim querer impô-lo aos outros. Contudo, não posso deixar de reparar que quando falo disso a maioria das pessoas reage como se eu tivesse sido acometida de uma privação momentânea de sensatez. A esses e a todos os outros que ainda não detêm muita informação sobre o assunto, deixo aqui o parecer de uma especialista brasileira em metabolismo humano.

"Jejuar é uma prática milenar e as suas motivações passam pela purificação espiritual, pelo emagrecimento e pela autodisciplina. Com o aumento de reportagens acerca do tema e do número de celebridades que aprovaram a dieta, houve um retorno dessa prática. Apesar de parecer moda, esta dieta é bem mais séria do que se imagina. O novo jejum intermitente é um tipo de jejum programado que surge com o intuito de melhorar a saúde e não a estética. Pode ser definido pela privação parcial ou total de alimentos em intervalos", considera Flaviane Calônego.

Esta especialista explica ainda que a vantagem é fazer com que a pessoa encare melhor a reeducação alimentar. "Segundo investigadores americanos do National Institute of Health e da University of Southern Califórnia, esse jejum promove ainda uma maior longevidade, pois reprograma o metabolismo, bem como as suas vias de resistência. Os seus reais benefícios à saúde são a maior oxidação ou queima de gordura, a diminuição de colesterol mau (LDL), a redução dos níveis de insulina, a redução do stress oxidativo, a melhoria da mobilidade intestinal, a diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial e a redução de apetite e desejos por doces. Além disso, a dieta atrasa o envelhecimento e previne doenças como a obesidade", completa.

Diferente do que muitos acreditam, o jejum intermitente não causa anorexia nem perda de massa muscular, isto, claro, quando bem orientado. Esta dieta pode, pelo contrário, aumentar o nível de massa magra do corpo, melhorando a composição corporal, uma vez que eleva a produção de hormonas de crescimento (gH).

Porém, nem todos os organismos se adaptam bem a este regime alimentar, pelo que se recomende acompanhamento profissional.Penso que está tudo dito, pelo que me despeço com aquele abraço amigo e votos de uma vida mais saudável, seja qual for a(s) prática(s) que adotes.

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15369004_1414859645220928_5586185406213299590_o.jpOra viva!

Início da semana, início do mês, início do outono...
Mudanças várias se avizinham no horizonte: os dias ensolarados a tempo inteiro começarão a minguar; o calor, as roupas leves, a humidade zero, o bronze, as sentadas na esplanada, os fins de tarde languidos, a boa disposição – que só muita vitamina D pode proporcionar – e tudo o mais que associamos ao verão daqui a umas semanitas não passarão de saudosas lembranças. Tirando um dia aqui e outro acolá, daqui a pouco, chuva, vestuário grosso, dias sombrios, ventos gelados e noites longas fazer se ão convidados do nosso quotidiano.

Início da semana, início do mês, início de uma nova estação do ano...
Já que fatais serão essas mudanças, queres uma ocasião melhor para uma injeção de life coach, como quem diz, uma chamada à razão no que toca a boas práticas existenciais? A esse respeito, o site Inc escreve que sete lições de vida devem ser assimiladas antes que seja tarde demais.

Porque eu acredito (piamente) que nunca é tarde para se aprender e que para melhor muda-se sempre, esta crónica nada mais é do que o meu olhar pessoal e transmissível sobre essas lições, que passo a citar:

1. Mais riscos, menos zona de conforto
A vida é demasiado curta para passá-la o tempo todo na nossa zona de conforto. Por mais que jogar pelo seguro seja bom (e tantas vezes, necessário), é fora dela que a magia acontece. Com isso quero dizer que arriscar, ousar, assumir riscos, ou seja, sair da zona de conforto, pode ser o impulso que te falta para uma vida melhor e mais realizada.


2. Mais saúde, menos desleixo 
Hábitos que cultivamos na juventudade vão, indubitavelmente, repercurtir-se na idosidade. Desse estigma, ninguém está imune. Tanto assim é que, para evitarmos ter que lidar com problemas de saúde mais sérios que os típicos da idade avançada, o melhor a fazer é investir desde já num estilo de vida consciente, isto é, saudável e sustentável.

3. Mais significado, menos frivolidade
A beleza da vida passa, essencialmente, pelas relações que estabelecemos com os outros e pelas memórias que sobre elas construímos. Por isso mesmo, devemos investir mais em pessoas e menos em coisas. Mais tempo para socializar e menos desculpa é a palavra de ordem.


4. Mais conteúdo, menos embalagem
Bens materiais não nos tornam mais felizes, a não ser que saibamos dar-lhe um rumo certeiro. Apesar de me assumir como uma materialista de primeira, tenho que reconhecer que conduzir um topo de gama, usar sapatos caríssimos ou seguir o último grito da moda não é, por si só, garantia de felicidade. Concordas comigo, não concordas?


5. Mais presença, menos ausência
Temos que arranjar tempo para os outros (amigos, amores e familiares), pois são eles que dão sentido e alento à nossa existência. Já que não sabemos quando os poderemos perder, devemos aproveitar ao máximo para desfrutar da sua companhia.

6. Mais vida, menos existência
A vida é uma dádiva divina, e talvez, por isso mesmo, tão frágil e fora do nosso controlo. Já que ela pode esfumar-se a qualquer instante, pois para morrer basta estar vivo, há que valorizar cada momento como se fosse o primeiro e o último.


7. Mais gratidão, menos cobrança
É possível que nunca cheguemos a ter a exata noção do quanto os nossos progenitores se sacrificaram por nós. Mas nem por isso devemos deixar de valorizá-los, agradecendo a benção que é poder tê-los nas nossas vidas. Liga aos teus pais e agradece. Agora!


Início da semana, início do mês, início do outono...
Despeço-me com esta afirmação de Pedro Santos Guerreiro, atual diretor do Expresso, retirada do artigo Cinquenta formas de deixar o seu amor: "Viver cada dia ingénuos como se fosse o primeiro e desprendido como de fosse o último!"

Boa semana, ótimo mês e uma excelente estação...

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06
Jul17

06d9f0059873b042fd72049377a446ef_XL.jpgOra viva!

Talvez porque eles andam aí aos magotes, porque nos cercam por todos ou porque a nossa sanidade é um bem precioso, hoje quero falar-te de certas criaturas que deambulam pelas redes sociais, mas que pouco ou nada contribuem para o nosso bem estar psíquico e emocional.

Pessoas tóxicas há em toda a parte, é facto. Se por vezes é difícil fintá-las na vida real, o virtual oferece-nos uma margem de manobra bem maior quando se trata de aturar quem não nos faz bem; aqueles que com as suas manias, "bocas" ou dramas devemos manter à distância de um 'unlike'.

A propósito do dia mundial das redes sociais, assinalado no passado dia 30 de junho, este assunto veio à baila pelos carateres do Huffington Post, que listou alguns perfis, aos quais tomei a liberdade de acrescentar outros tantos, de amigos virtuais que devem ser banidos da nossa vida online, pelas razões acima mencionadas.

Porque não mereces levar com conteúdos tóxicos, potenciadores de algum tipo de desconforto, fica a conhecer melhor o tipo de pessoa por detrás de publicações assim:

O politiqueiro
Opiniões políticas todos temos, pelo que não há nada de errado em partilhá-las com os nossos. Agora levar com aquele amigo que metralha constantemente o nosso feed com politiquices, que tem sempre um comentário anti governo para tudo (tal qual líder da oposição), ninguém merece. E tu, menos ainda. A solução? ‘Desamigá-lo’ ou deixar de seguir as suas publicações.

O pessimista
Dias maus e momentos de tristeza fazem parte da vida, mas não é chorando as mágoas na rede que elas se vão resolver. É deveras estressante, de cada vez que se acede ao mural, dar de cara com frases deprimentes, imagens negativas ou emojis choramingas. Amigos assim não valem a pena fazerem parte da nossa vida, até porque está provado que tristeza e stress são emoções altamente contagiosas. 

O ex-quelque chose
Cuscar a vida do ex, seja ele teu ou de alguém que te é próximo, além de uma grande perda de tempo, representa um enorme desgaste emocional. Por maior que seja a curiosidade, de pouco te vale estar a par da vida de quem optou por deixar o teu convívio. Portanto, para teu próprio bem, o melhor mesmo é eliminar essa pessoa e seguires em frente com a tua vida.

O perfeito
É altamente frustrante seguir aquele amigo que parece ser a personificação da felicidade: férias de sonhos, beleza estonteante, roupas trendy, namorado gostoso, relação amorosa perfeita, amigos giros, ótimo emprego e por aí adiante. Passo muito bem sem eles, pois não preciso que me lembrem o quanto a vida pode ser mãe para uns e madrasta para outros.

O carente
É aquele tipo de amigo que faz tudo para chamar a atenção, cujo propósito primeiro e último é despertar compaixão alheia. Publicações como "O pior dia da minha vida…", "A sentir-se triste…" ou "Porque me acontece isso se eu não faço mal a ninguém..." são frequentes no seu mural. Haja paciência! Agora diz-me lá se há lugar para alguém assim na tua vida online.

O caça-likes
É o Indiana Jones da rede, que se mete nas mais variadas acrobacias para conseguir um 'Gosto' nas suas publicações. São incapazes de dar um peido (não sou o Salvador, mas também tenho direito ao meu momento P) sem que dar conhecimento à rede. Este tipo de amigo cansa-me, pelo que não penso duas vezes na hora de ocultar as suas notificações.

O humanitário
Outra espécie que não faz falta no meu grupo de amigos. Abraçar boas causas, através da partilha de conteúdos humanitários, é algo louvável e que nos mostra que ainda há quem se importe com os outros e queira fazer deste mundo um lugar melhor. Mas passar a vida a partilhar conteúdos sobre catástrofes humanitárias, injustiças sociais, pessoas desaparecidas, animais abandonados, doentes terminais ou correntes de solidariedade já é demais. Não preciso que me estejam a lembrar o tempo todo das desgraças alheias, que para isso basta-me ver tv, ler o CM ou ouvir as trumpshits. 

O maldoso
Essa espécie tem sempre um reparo a fazer em relação a publicações alheias, que faz tudo para desvalorizar tudo e todos. Para ele nenhuma publicação, foto, música ou vídeo é merecedor de um elogio na íntegra. Se comentários como "Bela foto, pena que…", "Já lá estive, mas não achei grande coisa…" ou "Prefiro a versão b…" te soam a familiar, não te acanhes e espeta-lhe com um cartão vermelho. A tua autoestima há-de agradecer-te, garanto.

Depois do que acabaste de ler, talvez seja hora de fazeres uma autoanálise a fim de confirmares se o teu perfil não se enquadra em nenhuma destas descrições. Nunca se sabe…

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