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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

30
Mai22

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Ora viva! ✌️

Há dias partilhei contigo algumas Tendências de saúde sexual para 2022, lembras-te? Como nem só da sexualidade se alimenta este blog, hoje vou partilhar mais tendências, desta vez de bem-estar, as quais deveremos ter em conta num futuro próximo.
 
Se houve algo que esta pandemia veio ensinar-nos é que o nosso bem-estar é indissociável do bem-estar do nosso planeta. Um artigo da Rita Caetano, para a revista Saber Viver, incide precisamente sobre esta questão, incontornável nos dias de hoje, até porque mais surtos pandémicos andam à espreita, como esse tal de Monkeypox
 
Dado que o texto é um tanto ou quanto extenso, vou citar apenas as partes que considero essenciais, deixando aqui o link de acesso à publicação original, caso queiras lê-lo na íntegra. Vamos lá então às dez tendências de bem-estar para o futuro recomendadas por vários especialistas, reunidos no Global Wellness Summit (GWS). 
 
1. A saúde do solo
O futuro passa por apostar numa agricultura regenerativa, cujas técnicas restaurem a biodiversidade do solo, responsável pela vida de 90 por cento dos organismos terrestres. Os especialistas acreditam que as quintas (algumas em espaços urbanos) irão aumentar e apelidam-nas de novos spas.
 
2. Acabar com a toxicidade dos músculos
De acordo com um estudo recente, os distúrbios alimentares e a dismorfia muscular estão a aumentar entre o género masculino. Portanto, a grande tendência é falar deste tema, ainda tabu, e acabar com os estereótipos masculinos, alimentados, em grande parte, pelas redes sociais, que parecem incentivar o culto do corpo irrealista.
 
3. Da tecnologia de bem-estar ao bem-estar tecnológico
A tecnologia que mais usamos está a prejudicar a nossa saúde. O tempo que passamos à frente de écrans é altamente prejudicial à saúde ocular e ao ritmo circadiano, já que a luz azul que emite está a afetar o sono e, por isso, a aumentar o risco de depressão, diabetes e doenças cardiovasculares. Como tal, o bem-estar tecnológico, não só atenua o dano tóxico que a tecnologia causa na nossa mente e corpo, como coloca a saúde no centro de como usamos a tecnologia em geral.
 
4. Vida sénior sem limites
Garantem os especialistas em antienvelhecimento que, daqui a uma década, os 90 serão os novos 40, com as pessoas a viver mais tempo e quem tem saúde a ser ativo até mais tarde. O caminho passa pela intergeracionalidade, algo comum nos sítios onde as pessoas vivem mais anos e com mais saúde. Programas de bem-estar para os mais velhos que incluam exercício, aprendizagem ao longo da vida, educação para a saúde e nutricional e programas intergeracionais, ligando jovens a idosos, são altamente recomendados.
 
5. Viagens de bem-estar
Os viajantes dos tempos atuais já não se contentam apenas em contemplar paisagens e monumentos. Têm necessidade de aprender, de crescer criativa e intelectualmente em novos ambientes. A natureza como fonte de cura e de admiração permanece primordial, mas o contacto com os locais ganhou importância, pois serão estes os motores das experiências mais apetecíveis e autênticas.
 
6. Saúde nas mulheres
Tendo em conta a lacuna da pesquisa médica em relação à saúde no feminino, muitas vezes subfinanciadas e pouco investigadas, start-ups e gigantes da tecnologia estão a melhorar a pesquisa nesse campo, através da Inteligência Artificial, aplicações para smartphones, wearables e testes virtuais.
 
7. Templos de bem-estar urbanos
Piscinas, termas, banhos turcos, saunas, hammams (novos ou renovados), praias artificiais ou parques públicos (onde a Natureza e a arte andam de mãos dadas) e aulas de bem-estar pop-up estão a ganhar importância em cidades de todo o mundo de forma acessível e inclusiva. Esta é uma tendência incontornável e que está a ganhar cada vez mais adeptos.
 
8. O regresso da autossuficiência
A fragilidade do planeta e a instabilidade das cadeias de abastecimento, que ficou visível na pandemia e agravada pelo conflito na Ucrânia, assim o obrigam. Este boom da autossuficiência já conduziu à criação de escolas de sobrevivência ao ar livre, crescimento do forrageamento e fabrico de produtos caseiros. Os especialistas dizem que é uma simplificação da vida e do consumo que obriga a pensar sobre os recursos e como são obtidos os alimentos.
 
9. Certificação dos coaches de saúde e bem-estar
A solução para a diminuição dos problemas de saúde que assolam as sociedades modernas pode estar nos coaches de saúde e bem-estar, responsáveis por nos ensinar sobre o que podemos fazer para termos um estilo de vida saudável, seja exercício, meditação, nutrição, etc. O futuro passa pelo trabalho desses profissionais, devidamente certificados, obviamente, em conjunto com médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e personal trainers.
 
10. O metaverso associado ao bem-estar
Os especialistas afirmam que "sinergias sem precedentes entre as indústrias da tecnologia, saúde e bem-estar – incluindo fitness, beleza, alimentação saudável, bem-estar mental, turismo de bem-estar, spas e bem-estar no local de trabalho – estão a desenvolver mundos virtuais que proporcionam uma experiência muito mais imersiva e transformam radicalmente a forma como o bem-estar é entregue aos consumidores". O metaverso é, portanto, uma realidade e a sua entrada no sector do bem-estar inevitável.
 
Por hoje é tudo. Estarei de volta na quarta, para mais um papo amigo. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo tão nosso.

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23
Mai22

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Ora viva! ✌️ 

O post de hoje, na calha desde janeiro, altura em que pretendia aproveitar a leva de resoluções de ano novo, cumpre o propósito de te por a par das tendências sexuais para 2022, ano que já vai praticamente a meio. Como mais vale tarde do que nunca, eis-me aqui a partilhar contigo uma mão cheia das boas práticas a serem implementadas por todos aqueles que pretendem desfrutar de uma vida sexual prazerosa e saudável.

De acordo com um artigo da Vogue, "a sexualidade também faz parte do bem-estar, e isso não passa só por ter relações sexuais mais frequentemente. Passa também por dedicar tempo a conhecer o nosso corpo, a descobrir novas formas de prazer e a melhorar os momentos íntimos que temos, sozinhas ou acompanhadas".

Para tal, cita Megwyn White, sexóloga e diretora de educação da Satisfyer, que define estas cinco tendências como capazes de melhorar as nossas vidas sexuais:

1. Sexo sensorial
Este é o ano de nos conectarmos com os nossos parceiros de todas as maneiras possíveis, seja através do tato, da audição, do olfato ou do paladar. Há que aproveitar toda a capacidade sensorial do corpo para amplificar o prazer que o sexo proporciona, e pode ser tão simples quanto escolher a música certa ou expandir o toque para diferentes zonas do corpo.

2. Storytelling 
O bem-estar sexual passa igualmente por novas experiências que descobrimos sozinhas. Enquanto que há uma tendência a recorrer à pornografia para acompanhar a masturbação, White assume que o storytelling é um recurso que vai ser cada vez mais utilizado em 2022. O que não falta são livros e contos eróticos - que facilmente se encontram online - para dar asas à imaginação.

3. Sex toys discretos
Os brinquedos sexuais podem muito bem ser utilizados fora de portas, como é o caso de pequenos vibradores feitos para aderir à cueca e serem usados em qualquer lugar. White prevê que este tipo de brinquedos sejam cada vez mais utilizados este ano, seja para manter um casal ligado, não obstante a distância física, ou para trazer uma novidade entusiasmante à vida sexual.

4. Sexo anal
Um inquérito levado a cabo pelo Center for Disease Control revelou que 36% das mulheres e 44% dos homens com menos de 55 anos já fizeram sexo anal. Sim, o anal está a ganhar espaço, pelo que vale a pena esclarecer que o sexo anal não se resume à penetração. Existem outras formas de tirar prazer da zona anal, desde experimentar vibradores a utilizar apenas o poder do toque. 

5. Sexo sem preconceitos
A sexóloga espera que em 2022 haja mais abertura para compreender e aceitar diferentes experiências sexuais. Gostos não se discutem e isso também se aplica à sexualidade. Vai sempre haver diversidade e este é o ano para aceitar todas as facetas do prazer sexual e do amor-próprio - mais do que aceitar, experimentar sem preconceitos.

Cumprida a missão de informar e desencardir mentes, só me resta recomendar a adoção destas tendências, de acordo com o mood e o love status de cada um, até porque algumas delas sequer requerem a participação de um segundo elemento. Afinal, o bem-estar sexual é uma questão de sanidade, física e mental.

Beijo 💋 no ombro e até quarta!

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22
Jul21

Mente sã, corpo são

por Sara Sarowsky

sport-4127336_1920.jpgOra viva! 👋

Nunca se falou tanto de saúde mental como neste ano e meio de pandemia, fenómeno que pôs a nu um problema global há muito relegado a um canto da saúde pública. Sobre a saúde mental escuso-me de comentar, já que os meus conhecimentos sobre o assunto limitam-se a uma breve experiência de depressão, há muito debelada. Contudo, de corpo são entendo eu, pelo que parece-me relevante voltar a bater na tecla da importância do movimento na saúde e no bem-estar humano. 

Com certeza que já ouviste dizer "mente sã, corpo são", cuja filosofia consiste em procurar o equilíbrio entre o corpo e a mente, numa escolha para viver com qualidade. "O corpo sempre dá sinais de que alguma coisa não está bem e que é hora de pensar em novas atividades que deem prazer e façam bem de dentro para fora. O equilíbrio entre corpo e mente é fundamental pra atingir os objetivos e estar com a saúde em dia", esclarece a nutricionista Mariane Valpassos.

Se invertêssemos a lógica deste pensamento será que obteríamos o mesmo resultado, ou seja, um corpo são implicaria (necessariamente) uma mente sã? A ver vamos! Para começo de raciocínio, é incontestável que uma coisa é indissociável da outra, independentemente do sujeito da frase ser o corpo ou a mente. Um corpo saudável numa mente doente de pouco valerá, assim como uma mente saudável num corpo doente.

Se me fosse dado a escolher, preferiria a segunda opção. Isto porque acredito que uma mente saudável é perfeitamente capaz de proporcionar a motivação certa para corrermos atrás da saúde física. Sem a cabeça em ordem, dificilmente conseguimos fazer o que quer que seja com a nossa vida. Em contrapartida, a pessoa pode até ser a personificação do deus grego Adónis, mas se o tico e o teco não dançarem a mesma música de pouco lhe servirá esse corpo escultural.

Por via das dúvidas, esta mulher aqui opta por cuidar dos dois, em igualdade de circunstâncias, não vá um ficar com ciúmes do outro. Como passo das palavras aos atos? Praticando exercício físico com regularidade, andando a pé sempre que possível, primando por uma alimentação saudável e equilibrada, arranjando tempo para cuidar de mim e dos meus, bebendo muita água, consumindo cinema em dose dupla, dedicando à leitura, viajando toda vez que for possível, dormindo um mínimo de oito horas diárias, fugindo do stress como o diabo da cruz e por aí fora.

Mais teria eu para dizer sobre este tema, porém, fico-me por aqui, que esta crónica inspirou-me a dar uma corrida, rentabilizando assim o tempo nublado que se faz hoje. Cuida da tua mente e do teu corpo, pois ao fazê-lo estás a cuidar não só de ti mas também daqueles que amas.

Aquele abraço amigo e até breve!

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Cartaz_Live 8.jpgOra viva!

Os benefícios do exercício físico são conteúdos recorrentes por aqui. Além de gostar de movimento, venha ele de onde vier, sou plenamente consciente do quão importante é para o nosso bem-estar geral a prática (regular) de qualquer atividade física.

Assim, era só uma questão de tempo, e oportunidade, até este tema ser mote de uma das minhas lives no Instagram, coisa que acontece já amanhã, na oitava sessão do ciclo 'Saturday Single Spot'. Tendo como convidada a personal trainer Maria João Liso, o direto desta semana irá focar-se, essencialmente, na relação para a vida existente entre o exercício físico e o bem-estar.

A MJ, como carinhosamente lhe trato, é uma das mais competentes e dedicadas treinadoras com que já lidei, tendo, inclusive, protagonizado uma mão cheia de artigos para váras revistas portuguesas. Para além disso, é praticante de OCR (Corrida em Pista de Obstáculos), modalidade desportiva em que um competidor, viajando a pé, deve superar vários desafios físicos na forma de obstáculos. As corridas variam de obstáculos, como Ninja Warrior "Ninja Races", a corridas de pista, a eventos urbanos e cross country.


Para saberes mais sobre esta prática desportiva ou sobre as melhores técnicas para atingir o objetivo de obter e/ou manter a boa forma física é só aceder ao meu perfil sara_sarowsky, amanhã, a partir das 22 horas. A minha convidada vai ainda partilhar dicas de alimentação saudável e os melhores exercícios de acordo com as metas estabelecidas. Faltar é perder!

Aquele abraço amigo de sempre!

P.S. - Tenho dois convites para o Festival do Amor, pelo que se te quiseres juntar a nós, serás mais que bem-vinda.

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19624959_KrWsd.jpegOra viva!

Dada a sua pertinência, bem como o grande interesse que suscitou, republico um post de há quatro anos sobre a mulher poderosa. Lê (novamente) e empodera-te!
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Mulher poderosa! Este conceito começa e acaba na autoconfiança, a meu ver, uma das chaves para a felicidade. Como a descreveria? Como alguém que se aceita exatamente como é, com todos as qualidades e defeitos. Como alguém que assume, sem titubear ou lamentar, o seu lugar no mundo e na sociedade. Como alguém que pode não ter tudo o que quer, mas quer tudo o que tem. Como alguém que batalha todos os dias para ser mais e melhor - mais e melhor ser humano, mais e melhor mulher, mais e melhor cidadã, mais e melhor parente, mais e melhor companheira, mais e melhor amiga, mais e melhor colega, mais e melhor progenitora, mais e melhor amante, mais e melhor tudo. Como alguém que tem plena consciência de que a vida nem sempre é justa, que (algumas) pessoas dececionam, que poucos amores são eternos, que amigos vão e vem, que desafetos fazem parte da vida, que problemas servem para serem superados, que situações difíceis ajudam-nos a amadurecer, que "o que não mata nos torna mais fortes". 

Enfim... poderia passar o post inteiro a enumerar as caraterísticas inerentes à minha perceção de mulher poderosa. Por ora, vou atentar-me aos 12 mandamentos de uma pessoa bem resolvida consigo e com o mundo ao seu redor:

1. Não abras mão de uma BFF (Beste Friend Forever)
Arranja ou conserva uma amiga confidente e que te dê dicas sinceras e valiosas – mesmo que dolorosas – sobre qualquer assunto.

2. Cultiva a positividade
Tenta sorrir mais, rir com gosto e animar os outros ao teu redor. Lembra-te que recebemos aquilo que damos.

3. Não abras mão do amor
O amor vale sempre a pena, mais não seja porque adoça a vida. Por isso, encontra alguém com quem queiras ser feliz o resto da vida e faz dele a mais feliz das criaturas.

4. Aposta na descrição
Cultiva a discrição em relação à tua vida pessoal, especialmente nas redes sociais. Nesse capítulo, mais é melhor.

5. Corre riscos
Se já não és feliz no trabalho, na relação ou no que mais for, não tenhas medo de mudar. Muda de área, de empresa, de colegas, de amigos e até de amor, pois a magia geralmente acontece fora da nossa zona de conforto.

6. Pratica o perdão
Perdoar é um bálsamo para a alma e um sossego para o espírito. Passar por cima de uma traição depende unicamente do teu livre arbítrio. Por mais que a opinião daqueles com quem convives seja importante, a decisão deverá ser sempre tua.

7. Cuida da tua aparência
Investe em exercício físico, alimentação saudável, tratamentos estéticos e tudo o mais que possa contribuir para uma aparência agradável, saudável e apelativa. Em matéria de acessórios, carteiras, óculos, relógios e perfumes formam o quarteto no qual vale a pena fazer um bom investimento.

8. Sofre, mas apenas o necessário
Não é vergonha sofrer pelo fim de uma relação. Mas é preciso saber parar, levantar a cabeça e seguir em frente. Hoje dói menos do que ontem e mais do que amanhã.

9. Não percas tempo com quem já foi
Se é ex por algum motivo é… por isso não tenhas interesse em saber o que quer que seja sobre ele. Tanto faz que esteja solteiro, casado, noivo ou gay, pois ele já não faz parte da tua vida.

10. Inspira-te nos outros
Procura inspiração em alguém que admires. Existem inúmeros casos de mulheres debem-sucedidas que vale a pena "imitar".

11. Traça um plano para a tua vida
Define um plano B, C ou D (afinal o alfabeto vai até Z). Uma mulher prevenida vale por duas, pelo que dois planos valem por uma vida inteira.

12. Poupa-te a emoções tóxicas
Só entres numa briga se não poderes evitar ou perante a certeza da vitória. Caso contrário, estarás a abrir a porta a emoções negativas, que só te vão desgastar e fragilizar. Isto vale para tudo na vida: relações profissionais, familiares, sociais e, sobretudo, amorosas.

Agora que já tomaste conhecimento desta dúzia de truques, estás à espera de quê para te transformares numa super woman? Se te serve de motivação extra, fica a saber que poucos homens (com H, claro!) conseguem resistir a uma mulher poderosa.

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Viva!

Não há coincidências! E a prova é que, depois da minha passagem (ontem) pela Feira do Livro de Lisboa, chega-me à vista (hoje) o resultado de uma sondagem levada a cabo em 13 países que concluiu que as pessoas que leem regularmente (71% dos inquiridos) são bem mais felizes que o resto da população que não o faz.

De viva voz, confirmo tal coisa. Desde a minha mais tenra idade que me recordo de gostar de ler. Lia tudo que me viesse parar às mãos. Quando digo tudo é mesmo tudo. Quando a nada mais conseguia deitar a mão, até à Bíblia me fazia, logo eu que de crente não possuo uma única molécula.

Na minha meninice em Cabo Verde não havia televisão por cabo, muito menos internet. Na verdade, mal havia televisão, e a que havia, um único canal público, só transmitia das 18 às 23 horas. Assim, a leitura, a par das brincadeiras de rua com os vizinhos, era o meu único divertimento. Por isso, lia, lia e lia.

Lia de tal maneira que quando chegava o início das aulas, já eu tinha devorado o conteúdo de todos os manuais escolares. Fui a melhor aluna do meu liceu a história e a política e uma das melhores a geografia e fisico-química à conta disso. Nas férias grandes, sem nada mais para fazer, pegava nos livros e ia lendo, como forma de passar o tempo e matar o enfado de semanas intermináveis de reclusão domiciliária forçada.

Devo ser das poucas criaturas deste planeta para quem as férias grandes eram temidas ao invés de ansiadas. Rezava para que acabassem logo. Isto porque passava três meses enfiada em casa, só saindo para ir ao mercado, fazer recados, visitar parentes e pouco mais. Nem à praia (tão bela, tão morna e tão perto) me era permitido ir. Viajar então… era coisa que só constava do meu imaginário.

Portanto, o meu único entretenimento a solo era a leitura. Chegava a ler dois romances por dia. E à noite, quando a minha mãe me obrigava a desligar a lâmpada por ser tão tarde, passava madrugadas inteiras a ler à luz de vela, com a cabeça coberta com o lençol, que era para ela não se aperceber da sombra da chama.

Vibrava a cada novo livro. Cheirava, apalpava, folheava e delirava perante a expectativa de uma nova estória, um novo capítulo, novos personagens, novas tramas. Quando vim para cá, continuei a cultivar essa paixão. Todo o santo sábado lá ia eu a caminho da Feira da Ladra para adquirir mais livros. Romance, banda desenhada, infanto-juvenil, didático e mistério eram os meus géneros preferidos. Era tão cliente assídua que cheguei a um ponto em que já nem comprava mais, trocava antes por novos exemplares.

De regresso à base, concluída a missão que me trouxe a terras lusas – tirar a licenciatura – a única carga que despachei por via marítima foi uma enorme caixa de livros, que ainda hoje conservo com o maior cuidado na casa que me viu crescer, do lado de lá do Atlântico.

Atualmente, um dos meus maiores lamentos é já não ler com assiduidade. A bem da verdade, não me lembro sequer da última vez que li um livro do princípio ao fim. A televisão e a internet, a par do meu próprio desleixo, são as grandes vilãs desta estória com um final infeliz, mas que pretendo a curto prazo converter num happy end.

A estada no Parque Eduardo VII parece que acordou o bichinho da leitura, adormecido há muito tempo, demasiado até. Tanto assim é que hoje lá pretendo voltar, não só para adquirir mais uns quantos exemplares para a minha coleção de cabeceira, mas também para me deliciar com aquelas porcarias gastronómicas que tanto dano causam à silhueta mas que tão bem fazem à alma.

Só desta vez. Porque é sexta-feira, porque está um calor descomunal, porque feira rima com gula e porque da vida só levamos o que vivemos.

Aquele abraço amigo de sempre!

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higiene-personal-trabajo.jpgViva!

Diz o Buzzfeed que a maioria de nós faz coisas pouco higiénicas todos os dias. Coisas, que de tão banais, algumas essenciais até, podem comprometer a nossa saúde e o nosso bem-estar sem que nos apercebamos sequer. Através do vídeo How Dirty Are You?, o site retrata alguns desses hábitos.

Sem nem ousar por em causa as evidências científicas do conteúdo do vídeo, tomo a liberdade de refutar (ou não) cada um deles, com a dose de humor que a situação exige, obviamente! Vejamos:

1. Andar em casa com os sapatos que usámos na rua (o que estava na rua passa para dentro de casa)

Concordo; tanto assim é que há muito que os meus sapatos entram e saem da minha casa via mãos e não pés. Tenho no hall de entrada uma sapateira onde coloco aqueles pares que uso com mais frequência. Para as visitas que se recusam a colaborar, pretendo comprar aqueles chinelos brancos (iguais aos que se usam nos spa's) ou aquelas luvas de plásticos só que para os pés.

2. Usar o teclado do computador (muitas bactérias gostam de fazer deste a sua casa)
Sobre isso nem me vou pronunciar, já que a solução passaria por usar luvas, tipo 12 horas por dia. Como não sou, nem pretendo ser, um clone do Michael Jackson, passemos ao próximo item.

3. Passar o dia na cama (os lençóis ficam cheios de células mortas)
A não ser que células resolvam dar uma de alma penada, não vejo razão para alarme. Afinal, se elas estão mortas, que mal nos poderão fazer?

4. Usar uma tábua de cozinha (acumulam 200 vezes mais bactérias fecais do que uma casa de banho)
Já que os alimentos não se cortam sozinhos, deveremos passar a cortá-los na banheira?

5. Usar toalhas (a sujidade e as bactérias ficam agarradas ao tecido)
Ainda bem que assim é. Antes elas infestadas de germes do que o meu amado corpinho danone.

6. Levar o telemóvel para a casa de banho (Pois…)
Pode até fazer mal, mas que sabe bem lá isso sabe.

 7. Usar uma escova de dentes (estes objetos acumulam bactérias fecais)
Ai sim? E devo lavar os dentes com palitos? Francamente, os sítios onde essas parasitas se lembram de infiltrar.

8. Usar uma esponja (as bactérias e os fungos adoram-na)
Os pratos também, daí que a solução passa por ver quem é mais resistente, se a esponja ou se os vermezinhos.

9. Usar a maçaneta da porta (raramente as lavamos, certo?)
Se elas existem por algum motivo é...

10. Dar um aperto de mão (não sabemos por onde andaram as mãos da pessoa)
Um dos motivos porque não ambiciono entrar para a política. Nos casos em que é (praticamente) impossível evitar, o jeito é apertar, passar desinfetante ou ir a correr para os lavados mais próximos. Ou então invocar a Nossa Senhora da Imunidade, a padroeira do sistema imunitário.

11. Mexer em dinheiro (o papel do dinheiro acumula cerca de 3000 bactérias)
Por mim, pode até acumular zilhões delas, que continuarei a querer tê-lo nas mãos, na carteira, na conta bancária, debaixo do colchão, nas ilhas Caimão. Percebeste a ideia, certo?

12. Partilhar headphones (passa-se sujidade e bactérias dos outros para os nossos ouvidos)
A sério que há quem faça isso?

13. Beijar o animal de estimação (óbvio…)
Desse mal não morrerei nem que vá viver para um zoo.

E tu, single mine, depois do que acabaste de ler sentes que a tua saúde corre perigo ou nem por isso?

Até à próxima!

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171021-snow-interracial-porn-hero_pzb4cp.jpgViva!

Que a atividade física é uma prática associada ao bem-estar está o mundo cansado de saber. Abro aqui um parêntesis para uma definição genérica do conceito: por atividade física entende-se toda a movimentação produzida pela musculatura esquelética com gasto expandido de energia.

Ora, sabemos nós que 'sexar' mexe com uma infinidade de músculos, sem falar que exige um esforço físico que pode ser intenso, moderado ou brando, dependendo da inspiração (e do gosto dos praticantes pela coisa, obviamente!). Mas será que isso é suficiente para que o sexo possa ser considerado um exercício físico digno desse nome?  É isso que vamos ver ao longo desta crónica.

Malgrada a panóplia de dados empíricos existentes sobre os benefícios do sexo na saúde (diminuição do stress, reforço da autoestima e da imunidade, promoção do sono e da longevidade, combate a várias doenças, atenuação da dor, só para citar as mais impactantes), há um aspeto que ainda não é consensual: uma sessão de sexo equivale a uma sessão de exercício físico? Por outras palavras: pinocar é o mesmo que exercitar?

Sobre isso, investigadores canadenses chegaram à conclusão que o sexo é uma "atividade física moderada", equivalente a uma partida de ténis a pares ou uma caminhada cume acima. Quando compararam os efeitos do ato sexual com os de exercícios físicos, eles constataram que, em termos de gasto de energia, em 'sessões' sexuais entre dez e 57 minutos (preliminares incluídos), os homens homens gastam cerca de quatro calorias por minuto, ao passo que as mulheres dispendem apenas metade desse valor. Só para teres uma ideia, os valores para uma corrida na passadeira (considerado exercício físico de alta intensidade) são de 8,5 e 8,4, respetivamente.

Em suma, 'sexar' três vezes por semana, numa média de meia hora, é suficiente para quem apenas deseja manter a (boa) forma física. No caso dos que querem bem mais do que isso, a melhor estratégia continua a ser o ginásio ou exercícios físicos de alta intensidade. Cá para mim, a fórmula ideal resulta da combinação dos dois: sexo + exercício. Afinal, quando nos exercitamos, além de um melhor aspeto, ficamos com mais fôlego e motivação para 'sexar'.

E aí, single mine, que me tens a dizer sobre tudo isso?

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zp_12.jpgOra viva!

O meu tempo nesta sexta-feira estará mais concorrido que o CR7 numa covfefe: de manhã vou estar lá pelas bandas da Betinholândia (leia-se Cascais), num forum de alto nível, e à tarde no Bazar Diplomático, a explorar as mil e uma maravilhas do mundo.

Daí que escreva de véspera, não só para não faltar ao nosso rendez-vous, mas sobretudo para te dar conhecimento das conclusões do mais recente estudo sobre relações amorosas que está a dar que falar – não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das descípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras elas são mais felizes que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

Ilações da autora desta crónica
Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

Aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana.

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zp_8.jpgOra viva!

Já aqui partilhei que, de há uns meses para cá, tenho praticado jejum semanal, em que, durante 24 horas, ingiro apenas substâncias líquidas: água, água de côco, chás e infusões. Por ser o dia inteiramente dedicado à minha pessoa (faço spa caseiro, durmo mais horas, não saio de casa, não realizo qualquer afazer doméstico, não escrevo e não me conecto com o mundo digital), o domingo ficou instituído como Dia D (Dia de Detox).

Uma coisa é passar o dia no sofá – a dormir, a ver tv, a ler ou a jogar – de estômago vazio. Outra bem diferente é estar na rua à mercê das tentações gastronómicas ou na companhia de terceiros que não cultivam tal hábito. Daí que, nem sempre consiga manter-me absolutamente fiel a esta prática. À parte isso, sempre que me é possível no primeiro dia da semana faço uma desintoxicação ao meu organismo.

E não penses que o que me move é a perda de peso, até porque não tenho o que perder. Move-me querer um estilo de vida mais saudável, logo mais sustentável. Pelo que tenho apreendido das informações que vou recolhendo em palestras, artigos e relatos, estar algum tempo sem receber alimentação sólida faz com que o organismo humano encete um reset dos seus órgãos.

No meu caso, o efeito mais imediato é a redução do perímetro abdominal. O meu ventre é satisfatoriamente plano, mas às segundas-feiras – the day-after jejum – ele costuma atingir valores dignos da minha adolescência. Igualmente notório é o facto da face ficar com uma melhor aparência (tenho pele oleosa com tendência acneíca) e os intentinos assumirem cidadania britânica, ou seja, funcionarem com uma pontualidade irrepreensível.

Por mais que recomende tal procedimento, longe de mim querer impô-lo aos outros. Contudo, não posso deixar de reparar que quando falo disso a maioria das pessoas reage como se eu tivesse sido acometida de uma privação momentânea de sensatez. A esses e a todos os outros que ainda não detêm muita informação sobre o assunto, deixo aqui o parecer de uma especialista brasileira em metabolismo humano.

"Jejuar é uma prática milenar e as suas motivações passam pela purificação espiritual, pelo emagrecimento e pela autodisciplina. Com o aumento de reportagens acerca do tema e do número de celebridades que aprovaram a dieta, houve um retorno dessa prática. Apesar de parecer moda, esta dieta é bem mais séria do que se imagina. O novo jejum intermitente é um tipo de jejum programado que surge com o intuito de melhorar a saúde e não a estética. Pode ser definido pela privação parcial ou total de alimentos em intervalos", considera Flaviane Calônego.

Esta especialista explica ainda que a vantagem é fazer com que a pessoa encare melhor a reeducação alimentar. "Segundo investigadores americanos do National Institute of Health e da University of Southern Califórnia, esse jejum promove ainda uma maior longevidade, pois reprograma o metabolismo, bem como as suas vias de resistência. Os seus reais benefícios à saúde são a maior oxidação ou queima de gordura, a diminuição de colesterol mau (LDL), a redução dos níveis de insulina, a redução do stress oxidativo, a melhoria da mobilidade intestinal, a diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial e a redução de apetite e desejos por doces. Além disso, a dieta atrasa o envelhecimento e previne doenças como a obesidade", completa.

Diferente do que muitos acreditam, o jejum intermitente não causa anorexia nem perda de massa muscular, isto, claro, quando bem orientado. Esta dieta pode, pelo contrário, aumentar o nível de massa magra do corpo, melhorando a composição corporal, uma vez que eleva a produção de hormonas de crescimento (gH).

Porém, nem todos os organismos se adaptam bem a este regime alimentar, pelo que se recomende acompanhamento profissional.Penso que está tudo dito, pelo que me despeço com aquele abraço amigo e votos de uma vida mais saudável, seja qual for a(s) prática(s) que adotes.

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